Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017

SENHORES GOVERNANTES, VAMOS FAZER UM "PATO"?

 

Como? Não, não é cozinhar um pato, até porque adoro patos a deslizar nas águas, e não nos pratos.

 

É fazer um pato, um acordo, a condizer com o acordo ortográfico de 1990.

 

É que se há quem apresente fatos em vez de factos (do Latim factum), porque não se há-de fazer um pato em vez de um pacto (do Latim pactum)?

 

É que nunca entendi os critérios que levaram os acordistas a substituírem facto por fato (e não me venham dizer que é apenas no Brasil, porque não é) e acto (do Latim actus) por ato (do verbo atar) mas não fazem patos. Porquê isto…assim…? Apenas porque sim?

 

Se praticamos um ato, por que não fazer um pato?

 

E é esse pato que venho propor.

 

INTERMARCHÉ.jpg

 

Estão a ver esta imagem? Conseguem ver como as Línguas Inglesa, Alemã e Francesa estão bem aplicadas?

 

Mas se repararmos no “Benvindo” que o Intermarché utilizou para alegadamente se expressar em Língua Portuguesa, espalhou-se ao comprido.

 

Isto lido assim à letra, significa que apenas quem se chama BENVINDO (nome próprio de homem) é welcome, willkommen e bienvenue ao hipermercado. Conclusão: como eu não me chamo Benvindo, não fui fazer compras ao Intermarché.

 

Mas não é isso que importa. O que importa é que quem fez o cartaz, sabe como se escreve bem-vindo nas outras línguas, mas não sabe bem-receber, ou seja, escrever bem-vindo em Língua Portuguesa. E os Ingleses, Alemães e Franceses (bem) recebem como deve ser. E nós não. Vejam se os alemães têm peneiras contra consoantes duplas. Mas se willkommen fosse uma palavra portuguesa, já estaria reduzida a wilkomen, para facilitar a vida aos cabeças-duras.

 

E já vi pior: já vi no site de um Hotel, na Internet, um BEMVINDO assim… muito escarrapachado, como se fosse uma preciosidade linguística.

 

E isto não será grave? Não é gravíssimo?

 

É que a política acordista do corta os hífens aplica-se à balda. Aliás, tudo no AO90 se aplica à balda. Cada um escreve como calha, como quer, como lhe dá na real gana, a começar pelos governantes, cujos textos são um autêntico monumento à ignorância da Língua Oficial Portuguesa (e não estou apenas a referir-me à ortografia acordista, refiro-me também á ortografia não alterada que poucos dominam.

 

Posto isto regressemos ao pato.

 

Os senhores governantes permitem-me que eu, na qualidade de ex-professora de Língua Portuguesa, vá à Assembleia da República ditar-vos um texto escrito inteiramente segundo as regras do AO90?

 

E o que proponho para o pato é o seguinte: se todos os deputados derem zero erros no ditado, isto é, se todos escreverem correCtamente a ortografia acordizada, eu deponho as armas, e dar-me-ei por vencida.

 

Mas como estou convencida de que a esmagadora maioria, se não a totalidade dos senhores deputados, darão montes de erros ortográficos, ao aplicarem o AO90, que querem IMPINGIR-NOS a todo o custo, ao custo da perda da nossa própria IDENTIDADE, eu proponho que mandem às malvas o AO90, reponham a Língua Portuguesa nas escolas, devolvam a Portugal a sua dignidade de País livre e soberano, e com a vossa escrita façam o que quiserem.

 

Querem e gostam de escrever mal, escrevam. Mas não pretendam que os Portugueses embarquem nesse barco furado que é o AO90, nomeadamente as crianças a quem estão a enganar cobardemente.

 

Ou então não fazem o ditado, e decidem, uma vez por todas, acabar com esta fantochada do AO90, a escrita à balda, que está a generalizar-se.

 

E um povo que não sabe escrever é simplesmente analfabeto.

 

Aceitam fazer este pato comigo? Aceitam este desafio?

 

Aguardo uma resposta. Não uma resposta directa, obviamente. Mas uma ATITUDE firme e honesta acerca deste triste e pobre episódio da nossa História recente: a substituição de uma língua íntegra, por um arremedo ortográfico estrangeirado, que nos retira a identidade.

 

Isabel A. Ferreira



 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:25

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Quinta-feira, 3 de Agosto de 2017

«ORTOGRAFIA LUSÓFONA »

 

Somam-se os textos com excelentes argumentos para atirar ao caixote do lixo o acordo ortográfico mais desacordado da história da Humanidade.

 

Este texto de José Pacheco é um desses textos.

 

Os governantes portugueses fazem-se de cegos e surdos.

 

Fazem-se ou são?

 

Está na hora de lhes mostrarmos um cartão vermelho.

 

AO.jpg

 

Texto de José Pacheco, publicado no seu Blogue AS CRÓMICAS

 

«Há momentos em que, só retrocedendo, um povo pode evoluir.

 

Os argumentos do desacordo em relação ao Acordo Ortográfico têm sido apresentados ao longo dos últimos anos. Não valeria, possivelmente, a pena sumariá-los. Desde a evidência de que nada justifica a ambição da uniformidade da escrita lusófona, até à de que o AO nem ao menos a concretizou (tendo criado, pelo contrário, mais ruidosas e risíveis divergências); desde a evidência de que a oralidade se tem ressentido desta nova maneira de escrever, ao originar confusões de pronúncia que não existiam, até à de que, por isso, assistimos ao espectáculo de toda uma geração que desaprende a dizer certas palavras; desde a evidência de que esta razia produziu absurdas homonomias, até à de que foram estabelecidas regras que se aplicam num caso, mas, sabe-se lá porquê, não em outro - enfim, não vos maço mais: as razões para a contestação são fundamentadas.

 

Pelo contrário, a favor do AO não tenho deparado senão com argumentos indigentes. Faz-se muito a analogia entre o contexto deste Acordo e o do anterior, para lembrar que, então, também houve Velhos do Restelo (como se isso fosse, por si só, uma resposta a qualquer dos argumentos invocados); ou fala-se da questão, associando-a a um combate travado entre o progresso e a reacção: como se o «novo», simplesmente pelo seu estatuto de novo, tivesse de ser o rosto do futuro; como se o «novo», por ser novo, significasse necessariamente progresso; como se o novo não pudesse ser estúpido; como se o novo não constituísse, por vezes, o pior dos retrocessos.    

 

Ou então fala-se das vantagens do AO para que o português de Portugal não seja, internacionalmente, ultrapassado pelo grande fluxo do português do Brasil. Responderia a esta objecção, recordando que a clivagem entre a escrita dos portugueses e a dos brasileiros se agravou ainda, caso um acesso de hilaridade me não obrigasse a parar por um momento a redacção desta crónica.

 

Olhando para o monumental desfasamento entre o punhadinho de raciocínios pífios para defender um Acordo construído no laboratório do Dr. Frankenstein e uma inteligente bateria de razões desacordistas, incontornáveis, pergunto-me, às vezes, por que diacho se não repensou ainda a situação, se não estudou uma digna marcha-atrás, se não reabre, ao menos, o debate. Claramente: este é um dos casos em que os argumentos não fazem a menor diferença. Não acredito que alguma demonstração demovesse o governo. Este ou outro. O que quer que o mantenha imóvel, impotente, teimoso ou distraído, nada tem que ver com a razão, as razões ou a ausência delas. Seja a vergonha de assumir a culpa, seja a insensibilidade ao valor da própria língua, seja algum outro inescrutável interesse. A sensatez dificilmente seria, aqui, reposta pela mão do poder.

 

Continuemos, pois, a fazer ouvir a consoante muda da nossa acção.

 

O autor não escreve segundo as normas do Acordo Ortográfico”

 

Fonte:

https://artipolitica.blogspot.pt/2017/08/a-ortografia-lusofona.html?showComment=1501768599735#c4404850190927207711

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:58

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Quarta-feira, 2 de Agosto de 2017

O SILÊNCIO AO REDOR DO AO90 É CRIMINOSO

 

Nunca Portugal desceu tão baixo. O facto de os políticos portugueses terem vendido a sua própria Língua é caso único na História da Humanidade, desde que o mundo é mundo.

 

Portugal, entre os 193 países existentes no Planeta Terra, é um dos que está condenado a DESAPARECER, por ter governantes demasiado subservientes aos interesses dos estrangeiros. Pouco a pouco, tentáculos alheios abraçam o território português e, mais ano, menos ano, seremos uma colónia daquele que ficar com o melhor pedaço.

 

Portugueses, abram os olhos e mandem para o espaço os políticos que estão a VENDER PORTUGAL ao retalho, porque se não o fizerem brevemente deixarão de ser portugueses.

 

FATUALIDADE.png

Isto, de facto, é uma fat(u)alidade

 

A este propósito, leiam o que NUNO PACHECO escreveu no Jornal Público:

 

«Dança com letras nas modas de cá e lá

Em Portugal escreve-se facto e no Brasil fato, mas na família de tais palavras reina uma total desunião.

 

Há duas semanas, e por culpa de Cleópatra, não se aprofundaram aqui as potencialidades do chamado Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, já online, com o qual se pretende uniformizar a ortografia dos países de língua portuguesa a partir do famigerado Acordo Ortográfico de 1990 (AO).

 

Façamos, pois, um pequeno exercício. Peguemos num Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, anterior ao acordo (por exemplo, a 8.ª edição de 1998), e procuremos algumas famílias de palavras onde as mudanças propostas pelo AO tiveram algum efeito. Feitas as listas, comparemo-las com o que nos propõe como norma o dito vocabulário comum (VOC). Ou melhor, o que propõem os vocabulários de Portugal e Brasil, a ele adstritos, porque o VOC é a soma de todos os nacionais.

 

Comecemos pela família de palavras iniciadas por “concep”. No Brasil, escrevem-se ainda tal qual se escreviam em Portugal: concepção, concepcional, concepcionário, conceptáculo, conceptibilidade, conceptismo, conceptista, conceptiva, conceptível, conceptivo, conceptual, conceptualismo, conceptualista, conceptualização, conceptualizar. Já em Portugal temos conceção, concecional, concecionário, concetivo, todas sem “p”; nas restantes admite-se escrevê-las com “p” ou sem ele; e numa única palavra, conceptibilidade, só é admissível a versão com “p”. Porquê? Não se adivinha.

 

Passemos agora a uma família onde a divisão devia ser clara, a de “fact”. Pois em Portugal escreve-se facto e no Brasil fato, com o mesmíssimo significado de “acção realizada, acontecimento”. Nos dois países, apesar disso, há um grupo de palavras que tem o “c” obrigatório: facticidade, factitivo, factoring (esta integrada na lista, mas inglesa), factótum ou factoto. Em Portugal, só com “c”, temos factício, factível, factual, palavras que no vocabulário brasileiro online surgem com dupla variante (fatício, fatível, fatual) embora o Priberam brasileiro só as admita com “c”! Já fáctico pode escrever-se com ou sem “c” nos dois países. Obrigatoriamente sem “c”, em Portugal e no Brasil, surgem: fator, fatorial, fatorizar, fatura, faturar. Como se vê, uma família muito unida. Alguém entende isto?

 

Vejamos a família “recep”. Aqui é mesmo tudo limpinho. No Brasil é (sem admissão de variantes) recepção, recepcionista, receptação, receptacular, receptáculo, receptador, receptar, receptibilidade, receptiva, receptível, receptividade, receptivo, receptor. Em Portugal, pelo contrário, tudo isto perdeu o pio, perdão o “p” com o AO. O que originou o surgimento de um estranho verbo: Recetar. Presente (está no VOC): eu receto, tu recetas, ele/ela receta, nós recetamos, vós recetais, eles/elas recetam…

 

Ainda na letra R, uma curiosidade em “rupt”. No Brasil escreve-se tudo com “p”: ruptura, rúptil, ruptilidade, ruptório. Em Portugal idem, menos ruptura, que perdeu o “p” e passou a… rutura.

 

Vamos agora à família das partições, “secç” e “sect”. No vocabulário brasileiro admite-se dupla grafia (com ou sem “c”) para todas estas palavras: secção, seccional, seccionamento, seccionar, sector, sectorial, sectorização, sectorizar. Em Portugal, dupla grafia só em sector/setor e sectorial/setorial. De resto escreve-se secção, sectorização, sectorizar (sem dupla grafia). Mas – há sempre um mas nesta enviesada história – temos meia dúzia de palavras desta família só admissíveis com “c”, em Portugal ou no Brasil: sectário, sectarismo, sectarista, séctil, sectório e sectura. Tudo tão claro e tão óbvio…

 

Para acabar, porque já devem estar cansados desta dança com letras, vamos à família “tact”. No Brasil e em Portugal admitem-se duas variantes (com ou sem “c”) nas palavras tacticografia, tacticográfico, táctil e tactismo. O Brasil também admite dupla grafia em tacto, táctico, táctica, tacticalidade ou tactura, mas aqui Portugal distancia-se: numas só escreve sem “c”, tato, tático, tática; noutras só escreve com “c”, tacticalidade, tactura. Porquê? É para uniformizar a ortografia, não se vê logo?

 

Exercícios idênticos podem multiplicar-se à exaustão. Divirtam-se (ou chorem) a fazê-los. Uma coisa é clara, e está à vista de todos: não há uniformidade gráfica alguma em tais vocabulários, a ortografia “nova” é uma inominável quimera e os que há muito gritam “basta” não podem nem devem calar-se. O silêncio sobre este caso é criminoso. Não é Pedrógão Grande, claro, nem há comparação possível; mas não podemos adiar uma decisão que se impõe sobre tão magno tema. Será depois do Verão?»

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2017/07/27/culturaipsilon/noticia/danca-com-letras-nas-modas-de-ca-e-la-1780259

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:15

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Terça-feira, 1 de Agosto de 2017

TODOS SABEMOS QUE O “BRASILEIRO” VAI PREDOMINAR NO BRASIL

 

A propósito de um texto que escrevi neste Blog, um D. Sebastião brasileiro enviou-me o comentário reproduzido adiante, que dispensava qualquer comentário, mas não resisto a responder-lhe, porque este blá-blá-blá imbuído do complexo de vira-lata, tão bem caracterizado pelo escritor brasileiro Nelson Rodrigues, diz bem da ignorância de uma parcela da população brasileira que envergonha o Brasil, como nação independente, desde 1822.

 

CULTURA.jpg

 

D. Sebastião comentou o post O QUE OS BRASILEIROS INCULTOS ACHAM DA LÍNGUA PORTUGUESA às 22:49, 31/07/2017 :

 

Acordem! Nem sem Sonho! Todos sabem que o português brasileiro vai predominar. Mas, chamo português só por convenção, pois tenho certeza que nós brasileiros e vocês portugueses não falamos o mesmo idioma. Os brasileiros deram uma identidade própria ao idioma falado e produziram uma das línguas latinas mais bonitas, mantendo a musicalidade própria das línguas românicas. Enquanto, vocês transformaram a sua língua portuguesa antiga numa das línguas com a sonoridade mais feias do mundo, com a sonoridade de uma língua da Europa oriental. Sua língua vai ficar restrita à Europa e às ex-colônias africanas. Aliás, até mesmo na Europa, ainda que estejam ensinando a "variante" européia, os estudantes logo vão se interessar pela língua dos brasileiros, adotando ela como modelo. Escreva aí o que eu estou prevendo!

 

***************************************************

 

Se ao menos este D. Sebastião não se acobardasse por detrás de um nome de Rei Português! Mas é dos cobardes não darem a cara.

 

Com isto começo por dizer que os Portugueses estão bem acordados, e nem em sonhos sonham que algum dia a língua que os Brasileiros mutilaram por mera questão anticolonialista, eivada de um inexplicável complexo de inferioridade, venha a ser língua oficial portuguesa.

 

Não chame “português” nem que seja apenas por convenção à língua que os Brasileiros utilizam, porque na verdade não passa de uma derivação oriunda da Língua Portuguesa, que foi rejeitada em 1945. E isso não é problema nosso.

 

O Brasil, depois que se libertou do jugo de Portugal, foi livre de escolher as suas políticas, a sua língua, o seu rumo, a sua evolução.

 

Não foi capaz. E isso também não é problema nosso.

 

Os Brasileiros deram uma identidade própria ao idioma português, e produziram um linguajar brejeiro, engraçado, que eu, pessoalmente, gosto bastante, quando é bem pronunciado. Tem expressões fabulosas e é agradável de ouvir. Tem musicalidade sim, mas não a musicalidade própria das línguas românicas, porque as línguas românicas são línguas integrais, e a musicalidade delas nada tem a ver com o “brasileiro”. Nem pouco mais ou menos.

 

Não é, com toda a certeza, uma das línguas latinas mais bonitas, porque nem sequer é língua. É simplesmente uma derivação da Língua Portuguesa, essa sim, uma das mais belas e ricas línguas europeias, segundo a apreciação dos povos cultos e civilizados do mundo.

 

A sonoridade da Língua Portuguesa é uma sonoridade de uma língua europeia, culta e bem estruturada. Não se distanciou das suas raízes por motivos preconceituosos, mas foi actualizada com base nas Ciências da Linguagem, que é coisa que o D. Sebastião brasileiro desconhece, por completo.

 

Quanto à escrita, a vossa derivação é um autêntico desastre, gramaticalmente e ortograficamente falando.

 

Se a Língua Portuguesa (a minha língua) ficar restrita à Europa e às ex-colónias africanas ou mesmo que ficasse restrita apenas a Portugal, será ouro sobre azul, porque isto significará que a Língua Portuguesa se libertou do aborto ortográfico, que dá pelo nome de AO90, e toda a beleza e riqueza será restituída à minha amada Língua.

 

Quanto ao que refere sobre a Língua Portuguesa ser uma variante europeia isto só pode ser anedota ou fruto da mesma ignorância que vos levou a mutilar uma Língua íntegra.

Não há variante europeia da Língua Portuguesa. A Língua Portuguesa É europeia. O que existe é uma variante abrasileirada da Língua Portuguesa, e que apenas os Brasileiros utilizam.

 

E pode tirar o seu cavalinho da chuva, porque um estudante estrangeiro que queira estudar Língua Portuguesa vem para as Universidades Portuguesas sérias, e não se interessam pela língua dos brasileiros, “adotando ela como modelo”, porque só nesta pequena frase estão erros crassos de gramática e de ortografia, e nenhum estudante que se preze vai estudar uma língua assim tão deturpada. A não ser que queira apenas aprender Português, para comunicar. É como ir aprender Inglês para os EUA, para comunicar. Eu quis aprender Língua Inglesa para saber, e frequentei Escolas Inglesas, não americanas, obviamente.

 

Consegue captar a diferença?

 

Por isso, digo-lhe: o “brasileiro” vai continuar a predominar no Brasil. E eu aplaudo. Porque não tenho nada com isso.

 

Até pode continuar a dominar na Internet, mas não como Português do Brasil, porque esse vai deixar de existir, para se tornar apenas a derivação brasileira do Português.

 

A Língua Portuguesa vai continuar a predominar em Portugal, ainda que seja apenas em Portugal, país territorialmente pequeno. Mas são nos pequenos frascos que se guardam as melhores essências. E nós, Portugueses cultos, estamo-nos nas tintas para a quantidade de falantes ou escreventes da Língua Portuguesa. O que para nós conta é a qualidade desses falantes e escreventes.

 

E mais vale poucos e bons, do que muitos e maus.

 

Escreva você aí o que eu estou a dizer! Certo?

 

Isabel A. Ferreira

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:36

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Sábado, 29 de Julho de 2017

O ACORDO ORTOGRÁFICO SÓ DEFORMOU A RICA E FIDALGA ORTOGRAFIA PORTUGUESA

 

O (des)Acordo Ortográfico de 1990 é a maior prova da ignorância crassa entranhada na classe política portuguesa, e que está a levar Portugal por caminhos vergonhosos e a uma submissão que leva muita água no bico... e põe milhares de euros nos bolsos de uns poucos, o que torna o crime de alienação de Património Português, ainda mais grave.

 

Até quando os governantes portugueses pretendem levar adiante esta desavergonhada  farsa?

 

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 Origem da imagem:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1475624402460126&set=gm.1569495826429118&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:45

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Segunda-feira, 24 de Julho de 2017

OPOSIÇÃO EM PORTUGAL AO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

Nunca é tarde para se corrigir um erro. Nunca.

 

E este, o de nos impingirem uma ortografia estrangeirada, que nada tem a ver com a cultura linguística europeia, foi um dos maiores erros que já se cometeram em Portugal, aliás, caso único no mundo.

 

Que Lagos sirva de exemplo, nesta atitude inteligente e digna do maior louvor.

 

A História faz-se de Homens Valorosos, não de indivíduos subservientes.

 

Parabéns, Assembleia Municipal de Lagos.

 

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Em Sessão Ordinária de 26 de Junho, a Assembleia Municipal de Lagos aprovou, por maioria, uma moção de apoio à suspensão do Acordo Ortográfico apresentada pelo Grupo Municipal Independente: http://bit.ly/2tVb4o9 (deliberação n.º 50/AM/2017). O resultado da votação será transmitido à Assembleia da República e à Comissão respectiva.

 

A moção tem por base o parecer do linguista António Emiliano, enviado à Comissão de Cultura da AR, no âmbito do Grupo de Trabalho para a Avaliação do Impacto da Aplicação do Acordo Ortográfico de 1990:

http://bit.ly/2tDPkv0

 

Fonte:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645080985593573.1073741828.19951572348343

7/1311497368951928/?type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:58

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Domingo, 23 de Julho de 2017

O UNIVERSO DOS RÉTEIS FICARÁ ALI PARA AS BANDAS DE SÃO BENTO?

 

Algo que faz parte do anedotário português.

E ainda há quem diga que o AO90 está de boa saúde, recomenda-se e está para ficar.

Vamos de mal a pior e, deste jeito, brevemente seremos a ralé linguística da Europa, como já somos de outras coisas que tais aberrantes…

 

RETÉIS.jpg

Origem da imagem:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10209261342761312&set=gm.874686932682622&type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:55

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Domingo, 16 de Julho de 2017

«É PRECISO EXIGIR A RESTITUIÇÃO DA MATRIZ DA LÍNGUA PORTUGUESA»

 

PRALAMENTAR.jpg

 

Texto de Francisco João DA SILVA

 

«DEMOCRACIA [Demos] em Grego muito Antigo, significava na verdade Ralé, Escumalha, a “Racaille” dos franceses.

 

Actualmente e mais do que nunca isso reflecte, ampla e infelizmente a realidade na maior parte dos países. Chegou-se de facto à “demos-cracia” PRALAMENTAR!

 

A “demos-cracia” PRALAMENTAR é aquela onde quadrilhas, se auto-organizaram no que se apelida de “partidos” e se apoderaram completamente do Aparelho de Estado, por esse Mundo fora.

 

Em Portugal isso também é patente (25 de Ardil)! Quanto ao Povo, cúmplice, porque foi devidamente lobotomizado pela Imprensa em geral (os famosos Merdias) deixam-no votar de vez em quando em “eleições” ditas “demos-cráticas” para “escolherem os seus próprios carrascos e algozes (com diferentes colorações, ditas políticas) e que são eles próprios lacaios às ordens dos mesmos Mestres do Universo, que agem através de forças obscuras e subterrâneas, ainda pouco conhecidas.

 

SOLUÇÃO: impor rapidamente uma Nova Constituição (através de uma Constituinte), onde apenas e unicamente o Povo tem o Direito e a Iniciativa de REFERENDUM! Veja-se o caso da Suíça onde o resultado do REFERENDUM é automaticamente LEI (em Portugal a classe política é que “aprova” o resultado do sufrágio universal do Povo, sem qualquer legitimidade para tal)!

 

Sem esquecer a ANULAÇÃO TOTAL E DEFINITIVA do pretenso “Acordo TORTOGRÁPHICO “dito AO9O, esse dialecto Estatal, importado do Brasil, por razões obscuras, subterrâneas e decerto financeiras e que é um “FRANKENSTEIN LINGUÍSTICO” sinónimo de CAOS ORTOGRÁPHICO, UNICAMENTE em Portugal e que é ILEGAL e INCONSTITUCIONAL, violando igualmente o Direito Internacional (Convenção de Viena que IMPÕE a regra da UNANIMIDADE).

 

Apenas quatro (4) dos oito (8) países de língua oficial portuguesa ratificaram esse Tratado Internacional (em Julho de 2017). E desses quatro (4), Cabo Verde já rejeitou a Língua Portuguesa, e adoptou como Língua Oficial o Crioulo Cabo-Verdiano. E a Língua Portuguesa passou a ser língua estrangeira.

 

Consequência jurídica: Cabo Verde está fora do AO90.

 

O que será preciso dizer mais????

 

 É PRECISO EXIGIR A RESTITUIÇÃO da MATRIZ da LÍNGUA PORTUGUESA a Portugal e aos Portugueses. Esse novo crioulo estrangeiro é a DERRADEIRA INFÂMIA feita ao PATRIMÓNIO IMATERIAL de Portugal (do qual a MATRIZ do português faz parte)!

 

VAMOS ENTÃO COMEÇAR ESSE LONGO TRABALHO DE LIMPEZA e ESCORRAÇAR ESSA RALÉ APÁTRIDA!

 

Há ainda CORAGEM e VERTICALIDADE, para tal, em Portugal?

 

Francisco João DA SILVA»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:13

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Sábado, 15 de Julho de 2017

ANTÓNIO COSTA DISSE: «HÁ ERROS QUE SE COMETEM E HÁ QUE TER A HUMILDADE DE OS SABER CORRIGIR»

 

ANTÓNIO COSTA.png

 

(Isto, quanto à questão dos fogos florestais).

 

Exactamente.

 

Ora aí está algo de que gostei: reconhecer os erros e corrigi-los, o que só fica bem a quem erra.

 

Então, senhor primeiro-ministro, faça o favor de corrigir o grande erro que foi o de adoptar uma ortografia que não nos diz respeito e só desrespeita Portugal: o disparatado AO90.

 

Reconheça este grande erro também, e terá o reconhecimento de milhares de Portugueses, por esse mundo fora.

 

(Enviado a todas as forças políticas com assento na Assembleia da República, Presidente da República, Primeiro-Ministro e para a Academia das Ciências de Lisboa).

 

Fonte:

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/antonio-costa-ha-erros-que-se-cometem-e-ha-que-ter-a-humildade-de-os-saber-corrigir

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:09

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Terça-feira, 11 de Julho de 2017

«O ABORTO ORTOGRÁFICO DE 1990»

 

 

Eis um texto que recebi via e-mail, da autoria de Amadeu Mata.

Para bom entendedor este texto bastaria.

Acontece que não temos “entendedores” na governação.

Eles não entendem nada, e o pior é que não querem entender… E isto tem um nome que me abstenho de dizer…

Mas… quem sabe, desta vez, eles, os “desentendedores” entenderão o que pretendi dizer nas entrelinhas?

Porém, ainda que entendam, há outro problema: a falta de vergonha…

 

AORTO ORTOGRÁFICO.jpg

 

Texto de AMADEU MATA

 

«O Acordo Ortográfico de 1990 está envolto em polémica desde que começou a ser utilizado – e Carlos Fernandes, autor do livro “O Acordo Ortográfico de 1990 não está em vigor”, defende que o diploma é inconstitucional, e porquê?

 

O embaixador Carlos Fernandes, autor do livro “O Acordo Ortográfico de 1990 Não Está em Vigor” (Guerra & Paz), é um acérrimo defensor da abolição do acordo.

 

Em declarações ao JPN, afirmou que isto “não é uma questão de opinião, mas sim um problema jurídico” e que o processo ficou pela fase da ratificação, o que não chega para pôr um acordo em vigor.

 

Segundo o embaixador, o acordo (o aborto) “nunca reuniu unanimidade dos países e, portanto, nunca esteve em condições, nem está, de poder entrar em vigor, porque Angola e Moçambique não o ratificaram, nem o ratificam. Se pretendessem fazê-lo  já o teriam feito há bastante tempo!»

 

Em Portugal, para esse acordo poder entrar em vigor, tinha de continuar o processo que parou na ratificação, em 1991, não se chegou a fazer referendo, não se chegou a publicar o aviso no Ministério dos Negócios Estrangeiros e não se chegou a publicar um decreto a seguir a isso.”

 

O Professor de Direito Internacional assegura que a “aplicação do acordo (do aborto) está a ser feita de uma forma manifestamente inconstitucional porque se apoia numa Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, de 25 de Janeiro e “qualquer acto que a administração pratique tem de ter o apoio numa Lei  ou num Decreto-Lei, ouviram bem, numa Lei ou num Decreto-Lei, nunca se legisla por uma resolução”.

 

Para terminar não há ninguém no País que dê “um forte murro na mesa” e grite à viva voz:

 

alto e pára o baile....”

 

No meu tempo da tropa havia  duas espécies de homens,  "os bailarinos" e os "filhos da …." por sinal não sabiam dançar.

 

Chega de tanta "palermice" e "sacanice política"....  

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:18

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/

.CONTACTO

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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