Segunda-feira, 30 de Novembro de 2015

A CONSTITUIÇÃO NO BANCO DAS ESCOLAS

 

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Esta é a introdução da notícia:

«Trinta e nove anos depois de aprovada, para os alunos, a Constituição é algo «de abstrato» e pouco fazem ideia do papel do governo, da assembleia e para que serve um deputado... As questões que levanta a proposta (a semana passada aprovada) de introdução do estudo da Constituição da República no 3º ciclo e no Secundário».

 

Antes de ensinar a Constituição da República às crianças, ensinem-lhes a LÍNGUA PORTUGUESA DE PORTUGAL e a HISTÓRIA DE PORTUGAL como deve ser.

 

Como vão as crianças portuguesas entender a Constituição da República cheia de ERROS ORTOGRÁFICOS?

 

É a porto editora que pretende vender o livrinho que editou da constituição da república (assim tudo em letra minúscula, como nos meses do ano, cujas iniciais se apequenaram) no famigerado acordo ortográfico de 1990 (começando este por ser um atentado à própria Constituição), e que ESTÁ ENCALHADO nas prateleiras das livrarias?

 

É isso, ou será outra coisa, não digo PIOR, porque pior do que ensinar às crianças uma LÍNGUA ABRASILEIRADA E ESTROPIADA, não há.

Fonte:

http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2015-11-30-A-Constituicao-no-banco-das-escolas

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:06

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Domingo, 29 de Novembro de 2015

QUEM APLICA O AO/1990 DÁ UMAS NO CRAVO OUTRAS NA FERRADURA

 

É raro, nos tempos que correm, encontrar a palavra ACTO escrita correCtamente

 

Agradou-me ver, nesta foto, publicada no SAPO24, este aCto médico assim escrito, porque segundo o AO deveria estar ali ATO e, nesse caso, ATAVA-SE o médico despropositadamente, como se começou a ATAR tudo e mais alguma coisa, por aí…

AO.jpg

Origem da foto:

http://24.sapo.pt/article/lusa-sapo-pt_2015_11_28_910657499_ministro-da-saude-diz-que-vai-reavaliar-despacho-sobre-fecho-de-urgencias

 

O título da notícia é o seguinte:

 

Ministro da Saúde diz que vai reavaliar despacho sobre fecho de urgências

Actualidade

Lusa

16:04, 28 nov

 

E aqui temos a palavra ACTUALIDADE escrita correCtamente.

 

Depois vem aquele “nov” correspondente a Novembro, escrito incorreCtamente.

 

Escrever os meses do ano em minúsculas é o mesmo que escrever lisboa, portugal, aníbal cavaco silva, malaca casteleiro e porto editora (os grandes acordistas do “reino”), primavera, ásia, europa, ursa maior, zeus, academia brasileira de letras, papa, os lusíadas, e iniciar um parágrafo também com letra minúscula, etc., etc., etc….

 

A regra é a mesma para uns e para outros vocábulos.

 

Desrespeitar as regras gramaticais é um aCto de ignorância.

 

Se a GRAMÁTICA não serve para nada, atire-se a Gramática ao lixo, onde já está a Língua Portuguesa.

 

E é esta INCULTURA que nos querem impor?

 

O AO/1990 é inconstitucional e não é obrigatório aplicar em nenhuma escola ou repartição pública.

 

O que é OBRIGATÓRIO é COMBATER esta PRAGA, que governantes incultos querem IMPINGIR-NOS.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:35

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Quinta-feira, 26 de Novembro de 2015

PATRIMÓNIO EM RISCO

 

Editorial do "Jornal de Angola" sobre o Acordo Ortográfico

 

(Reparem como os Angolanos, ao contrário dos Brasileiros, não estropiaram a Língua Oficial que herdaram de Portugal, e à qual chamam Língua Portuguesa. Senhores governantes, aprendam com este belíssimo e extraordinário texto: um autêntico Hino de Louvor a um Património INVIOLÁVEL - a Língua Portuguesa)

 

AO.jpg

  

Notável! E que lição para muitos de cá ….

 

PATRIMÓNIO EM RISCO

 

«Os ministros da CPLP estiveram reunidos em Lisboa, na nova sede da organização, e em cima da mesa esteve de novo a questão do Acordo Ortográfico que Angola e Moçambique ainda não ratificaram. Peritos dos Estados membros vão continuar a discussão do tema na próxima reunião de Luanda.

 

A Língua Portuguesa é património de todos os povos que a falam e neste ponto estamos todos de acordo. É pertença de angolanos, portugueses, macaenses, goeses ou brasileiros. E nenhum país tem mais direitos ou prerrogativas só porque possui mais falantes ou uma indústria editorial mais pujante.

 

Uma velha tipografia manual em Goa pode ser tão preciosa para a Língua Portuguesa como a mais importante empresa editorial do Brasil, de Portugal ou de Angola. O importante é que todos respeitem as diferenças e que ninguém ouse impor regras só porque o difícil comércio das palavras assim o exige.

 

Há coisas na vida que não podem ser submetidas aos negócios, por mais respeitáveis que sejam, ou às "leis do mercado". Os afectos não são transaccionáveis. E a língua que veicula esses afectos, muito menos. Provavelmente foi por ter esta consciência que Fernando Pessoa confessou que a sua pátria era a Língua Portuguesa.

 

Pedro Paixão Franco, José de Fontes Pereira, Silvério Ferreira e outros intelectuais angolanos da última metade do Século XIX também juraram amor eterno à Língua Portuguesa e trataram-na em conformidade com esse sentimento nos seus textos. Os intelectuais que se seguiram, sobretudo os que lançaram o grito "Vamos Descobrir Angola", deram-lhe uma roupagem belíssima, um ritmo singular, uma dimensão única.

 

Eles promoveram a cultura angolana como ninguém. E o veículo utilizado foi o português. Queremos continuar esse percurso e desejamos que os outros falantes da Língua Portuguesa respeitem as nossas especificidades. Escrevemos à nossa maneira, falamos com o nosso sotaque, desintegramos as regras à medida das nossas vivências, introduzimos no discurso as palavras que bebemos no leite das nossas Línguas Nacionais. Sabemos que somos falantes de uma língua que tem o Latim como matriz. Mas mesmo na origem existiu a via erudita e a via popular. Do "português tabeliónico" aos nossos dias, milhões de seres humanos moldaram a língua em África, na Ásia, nas Américas.

 

Intelectuais de todas as épocas cuidaram dela com o mesmo desvelo que se tratam as preciosidades.

 

Queremos a Língua Portuguesa que brota da gramática e da sua matriz latina. Os jornalistas da Imprensa conhecem melhor do que ninguém esta realidade: quem fala, não pensa na gramática nem quer saber de regras ou de matrizes. Quem fala quer ser compreendido. Por isso, quando fazemos uma entrevista, por razões éticas mas também técnicas, somos obrigados a fazer a conversão, o câmbio, da linguagem coloquial para a linguagem jornalística escrita. É certo que muitos se esquecem deste aspecto, mas fazem mal. Numa entrevista até é preciso levar aos destinatários particularidades da linguagem gestual do entrevistado.

 

Ninguém mais do que os jornalistas gostava que a Língua Portuguesa não tivesse acentos ou consoantes mudas.

 

O nosso trabalho ficava muito facilitado se pudéssemos construir a mensagem informativa com base no português falado ou pronunciado. Mas se alguma vez isso acontecer, estamos a destruir essa preciosidade que herdámos inteira e sem mácula. Nestas coisas não pode haver facilidades e muito menos negócios. E também não podemos demagogicamente descer ao nível dos que não dominam correctamente o português.

 

Neste aspecto, como em tudo na vida, os que sabem mais têm o dever sagrado de passar a sua sabedoria para os que sabem menos.

 

Nunca descer ao seu nível. Porque é batota!

 

Na verdade nunca estarão a esse nível e vão sempre aproveitar-se social e economicamente por saberem mais. O Prémio Nobel da Literatura, Dário Fo, tem um texto fabuloso sobre este tema e que representou com a sua trupe em fábricas, escolas, ruas e praças. O que ele defende é muito simples:

 

O patrão é patrão porque sabe mais palavras do que o operário!

 

Os falantes da Língua Portuguesa que sabem menos, têm de ser ajudados a saber mais. E quando souberem o suficiente vão escrever correctamente em português. Falar é outra coisa. O português falado em Angola tem características específicas e varia de província para província. Tem uma beleza única e uma riqueza inestimável para os angolanos mas também para todos os falantes. Tal como o português que é falado no Alentejo, em Salvador da Baía ou em Inhambane tem características únicas. Todos devemos preservar essas diferenças e dá-las a conhecer no espaço da CPLP.

 

A escrita é "contaminada" pela linguagem coloquial, mas as regras gramaticais, não. Se o étimo latino impõe uma grafia, não é aceitável que, através de um qualquer acordo, ela seja simplesmente ignorada. Nada o justifica. Se queremos que o português seja uma língua de trabalho na ONU, devemos, antes do mais, respeitar a sua matriz e não pô-la a reboque do difícil comércio das palavras».

Fonte 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10205046422230807&set=a.1687213710766.2089918.1550379005&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:45

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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2015

SENHORES GOVERNANTES: E SE EM VEZ DE ACABAREM COM OS EXAMES ACABASSEM COM O AO/1990?

 

Não seria mais inteligente da vossa parte?

 (ATENÇÃO! Os exames a que me refiro são os exames dos alunos...)

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Não traria mais benefícios aos nossos alunos?

 

O que pretendem para as crianças portuguesas?

 

Transformá-las em analfabetinhas?

 

O que está a passar-se em Portugal é, de acordo com as palavras de um mestre (com as quais concordo plenamente), o resultado de anos e anos de destruição do ensino no nosso País. A partir do momento em que os sucessivos governos (de esquerda e de direita) transformaram a educação num negócio, a tendência é surgirem cada vez mais indivíduos analfabetos. Quando se substitui a exigência pelo facilitismo dá nisto. Hoje os alunos entram nas universidades sem saber escrever, e saem de lá da mesma forma. Como se sabe, as Universidades Privadas são instituições que vendem diplomas. Um aluno que é fraco e não tem média entra na privada.

 

São décadas de desinvestimento na Língua Portuguesa, no Ensino em geral e nas escolas. E agora esta imposição ILEGAL de um Acordo ortográfico que ninguém quer a não ser os interesseiros editores...

 

E, como recorda e muito bem uma outra docente, como se já não bastasse o analfabetismo que grassa nas escolas e até nas Universidades, vão, e pelo que dizem, a pedido dos professores, acabar com os exames do 2º e 3º ciclo. No meu tempo tínhamos muito mais matérias e fazíamos exames na 4ª classe, no 2º ano do ciclo e não ficámos traumatizados por isso. Como se vê a culpa não é só dos maus ministros, há culpa de muita gente, e as novas gerações é que pagam.

 

Senhores governantes, mude-se o Governo, mas mude-se também a POLÍTICA DO ENSINO e da CULTURA, para que Portugal possa evoluir como um País  com gente culta dentro...

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:18

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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2015

OS PORTUGUESES PRODUZEM FACTOS, E OS BRASILEIROS VESTEM TERNOS

 

 

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Fonte da imagem

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645077242260614.1073741827.199515723483437/720139231421081/?type=3&theater

 

Por estas e por outras iguais a estas devemos lutar pela destruição do Acordo Ortográfico de 1990 e não pela sua revisão, que não serve para nada.

 

O que vemos na imagem está no Jornal de Letras, dirigido pelo acordista José Carlos de Vasconcelos.

 

(Deixei de comprar este jornal há muito).

 

Estas palavras, se o AO/1990 fosse legal e estivesse em vigor de FACTO, estariam MAL ESCRITAS, no Português de Portugal, e, à excePção de CONTATO, estariam também ERRADAS no “Português” do Brasil.

 

Mas para quê andarmos aqui a dizer isto assim: Português de Portugal e Português do Brasil?

 

Então a Língua Portuguesa não é só UMA?

 

Se não é então separemos as Línguas: Língua Portuguesa é a de Portugal. E a Língua Brasileira é a do Brasil.

 

Nós não dizemos a Língua Portuguesa de Angola, ou de Moçambique, ou de Cabo Verde… Dizemos?

 

E por que não dizemos?

 

Porque esses povos não estropiaram a Língua que HERDARAM.

 

Ficará mais fácil para todos, e Portugal não PERDERÁ a sua IDENTIDADE, se deixarmos a Língua do Brasil seguir o seu destino separada de Portugal.

 

DEIXEM o PORTUGUÊS DE PORTUGAL EM PAZ, e não andem a espalhar pelo mundo um Português mal escrito, com a chancela de Portugal. Se querem continuar a escrever mal o PORTUGUÊS, chamem-lhe LÍNGUA BRASILEIRA.

 

Houve uns senhores que se dirigiram a mim em termos menos simpáticos (para os quais estou-me nas tintas) na minha última publicação intitulada «A Portugal, o que é de Portugal! Ao Brasil, o que é do Brasil

 

E só depois descobri porquê.

 

E sabem, porquê? Porque há gente que só lê o que está à frente do nariz. O cartaz. O texto? Nem sequer o leram. Ou se leram não o entenderam, que é o mais certo e habitual. E depois sai destas coisas:

 

Tito Sanches de Magalhaes «A Língua Brasileira?!!! Que barbaridade é esta? Não existe Língua Brasileira. Existe sim Língua Portuguesa, que pode ser o Português do Brasil. Valha-nos Santa Ignorância.»

 

Pois valha ao senhor a Santa Ignorância!

 

Se tivesse lido o texto, não diria (ou diria? fico na dúvida…) tal coisa.

 

Existe uma Língua Brasileira, sim, derivada da Língua Portuguesa, mas não lhe chamem Língua Portuguesa, porque não é. De FACTO, não é.

 

E o outro senhor veio com esta:

 

Edward Luiz Ayres d'Abreu «Claro... E passa também a existir uma Língua Moçambicana, uma Língua Angolana, uma Língua Açoriana, uma Língua Madeirense, uma Língua Cabo-verdiana, uma Língua guineense, uma Língua timorense... ... Santa ignorância...»

 

Pois, outra vez a Santa Ignorância a valer a alguém que não leu ou não soube interpretar o meu texto.

 

Claramente. Cada um desses países tem uma linguagem muito própria e com características locais.

 

Por que não admitir a possibilidade de se livrarem da Língua dos ex-colonizadores, se não querem respeitá-la?

 

(O que não é o caso dos mencionados países da CPLP).

 

Eu aprendi a ler e a falar no Brasil. Tantas vezes o repito. E mais tarde aprendi a REESCREVER e a falar a minha Língua Materna, em Portugal - a Língua Portuguesa. Sei o que estou a dizer.

 

Oficialmente a Língua Brasileira é denominada PORTUGUESA.

 

Mas oficiosamente ela é Brasileira, porque não respeita a matriz e a Gramática da Língua Portuguesa.

 

Penso que este seria o momento certo para colocar os pontos nos is, e fazer esta divisão de uma vez por todas. Assim ficávamos LIVRES do AO/1990.

 

Então o senhor Edward disse-me isto:

 

Edward Luiz Ayres d'Abreu «Isabel A. Ferreira, o que diz é cientificamente discutível e, na prática, insustentável. Dizer que Machado de Assis ou Ariano Suassuna escrevem em brasileiro é patético. Supor que diferenças lexicais e sintácticas tornam uma "língua" "independente" é ainda mais patético.

 

Na Venezuela não se fala venezuelano, mas castelhano. Nos E.U.A. não se fala americano, mas inglês. No Burkina Faso não se fala burkinense, mas francês. No Taiwan não se fala taiwanense, mas mandarim. Além do mais, não faz sentido falar em "brasileiro" pelo simples facto de que em diferentes regiões do Brasil há tradições linguísticas muito diferentes. O português de São Luís do Maranhão é mais parecido em muitos aspectos com o de Lisboa do que com o de São Paulo. Em que ficamos? Em São Paulo fala-se "brasileiro" e em São Luís "português"? E no Rio de Janeiro? E no Rio Grande do Sul?...»

 

Pois é senhor Edward, tudo isso é muito bonito... mas não me convence.

 

Sabe porquê? Porque os Venezuelanos, os Norte-americanos, os Burquinenses, os Taiwaneses NÃO ESTROPIARAM o Castelhano, o Inglês, o Francês ou o Mandarim, como os Brasileiros estropiaram a Língua Portuguesa.

 

Mas os Brasileiros (os editores brasileiros) querem IMPINGIR-NOS uma língua que não é a PORTUGUESA de PORTUGAL.

 

Então que fiquem lá com a deles, e nós cá com a nossa.

 

E ATENÇÃO: gosto bastante do modo de dizer brasileiro e do riquíssimo léxico brasileiro, das expressões brasileiras, que até uso frequentemente, e penso que se não fosse esta DESUNIÃO LINGUÍSTICA, nós cá não ficaríamos pobres com expressões como esta: «estás com cara de sinhá mariquinha cadê o frade…» à qual acho bastante piada e é genial.

 

Mas ninguém me obrigue a escrever ANISTIA, CONTATO, FATO, ATO, DIRETOR, SETOR, AÇÃO, etc., etc., etc., Isto não é PORTUGUÊS. Se não é Português o que será? Francês, Inglês e mandarim também não é.

 

Só pode ser brasileiro.

 

Mas o senhor Edward não ficou satisfeito. E voltou à carga:

 

Edward Luiz Ayres d'Abreu «Acho sinceramente que está a confundir alhos com bugalhos e que definitivamente ainda não percebeu que quem tem interesse em "impingir" este AO90 não é o Brasil... mas uma meia dúzia de grandes editoras, brasileiras e portuguesas, que obtiveram lucros astronómicos com a reedição de dicionários, prontuários e gramáticas, fora o resto, coadjuvadas por uma vintena de linguistas e de políticos semi-analfabetos.»

 

Mas o senhor Edward não entendeu que eu não estou a confundir alhos com bugalhos.

 

E quando dois GOVERNOS se metem a fazer acordos... não são apenas os editores mercenários brasileiros e portugueses que têm as culpas.

 

É o Brasil que quer IMPINGIR uma língua mal-amanhada a um PORTUGAL que se VERGOU ao gigante (e nem sei porquê?) e este, por sua vez, tenta IMPINGIR aos Portugueses essa língua estropiadinha que ninguém quer.

 

É uma VERGONHA o que se passa: a LÍNGUA PORTUGUESA ABRASILEIRADA tomou conta da Internet, e os estrangeiros que a aprendem não aprendem a LÍNGUA PORTUGUESA, mas sim uma língua derivada da Portuguesa, mal escrita, fabricada no Brasil, para facilitar a aprendizagem de milhares de analfabetos.

 

Esta é que é a verdade.

Portanto, se querem continuar a escrever MAL a língua, chamem-lhe LÍNGUA BRASILEIRA, porque PORTUGUESA não é.

 

Mas o senhor Edward não ficou satisfeito:

 

Edward Luiz Ayres d'Abreu «Cara Isabel A. Ferreira: 1. Um pouco mais de prudência tê-la-ia feito estudar um pouco da história da reforma de 1911 e sucessivos acordos ortográficos. Chegaria rapidamente à conclusão de que a "vanguarda" dos pró-reforma e pró-acordistas foi quase sempre portuguesa; 2. O AO90 não foi impingido pelo Brasil, volto a explicá-lo, mas por um grupo de linguistas portugueses e brasileiros. Antes pelo contrário: o Brasil neste momento, ao contrário de Portugal, é o país que mais tem defendido uma revisão deste acordo tão mal amanhado. 3. É de uma ignorância profunda dizer que o AO90 "abrasileirou" o português... Do lado brasileiro poder-se-ia dizer que o AO90 "aportuguesou" o "brasileiro"... porque houve também do lado brasileiro danos lamentáveis como o da supressão do trema (que em Portugal já tinha também lamentavelmente sido extindo há algumas décadas atrás), instrumento fundamental para que os leitores saibam ler palavras como unguento, sequestro, seriguela, desmilinguido, líquido ou arguir, dentre tantas outras... Já para não falar de casos como "pára / para", que prejudicaram tanto brasileiros como portugueses de igual forma.

 

Antes de destilar os seus preconceitos e atestar publicamente o seu profundo desconhecimento, estude um pouco mais sobre o que de facto representa o AO90.

 

Atenção: eu sou também um acérrimo defensor da revogação deste AO90, que está efectivamente muito mal concebido... Mas, sinceramente, a causa anti-AO90 só tem a perder com "argumentos" néscios como os seus. Desculpe a sinceridade.»

 

Ah! Como este senhor Edward está enganado!

 

Como tenho repetido várias vezes, aprendi a ler e a escrever no Brasil. Mas o que sei hoje sobre a Língua Portuguesa foi em PORTUGAL que APRENDI, pois quando regressei ao meu país, tive de REAPRENDER a Língua que me ensinaram no Brasil, e que eu tinha por garantida, e por conta disso, ainda levei umas boas reguadas.

 

As reformas anteriores não são para aqui chamadas, porque foram elaboradas por ESPECIALISTAS, ao contrário dos do AO90, e não lhes chame a estes Linguistas, porque nada sabem da Língua, se soubessem nunca teriam proposto um tal acordo. NUNCA!

 

Claro que o AO/1990 foi IMPINGIDO pelo mercado livreiro brasileiro, e logo os vendilhões portugueses fizeram com que os governantes de lá e de cá se VERGASSEM a esse negócio, como é apanágio dos políticos.

 

Os Portugueses, que DEFENDEM a Língua portuguesa, não estão interessados numa REVISÃO deste AO, porque este AO não tem ponta por onde se lhe pegue, por ter sido FABRICADO por mercenários e não por ESPECIALISTAS da Língua, ao contrário dos acordos anteriores.

 

É ÓBVIO que o AO de 1990 ABRASILEIROU a LÍNGUA PORTUGUESA.

 

O Brasil herdou uma Língua Europeia Culta. O que fez com essa Língua? Estropiou-a. E de entre todos os países da CPLP é o único que EXIGE tradução para as obras escritas em Língua Portuguesa. PORQUÊ?

 

E não posso admitir que se confunda PRECONCEITO com a minha INDIGNAÇÃO por pretenderem que EU escreva com ERROS ORTOGRÁFICOS a MINHA Língua Materna.

 

Não tenho preconceito algum no que respeita ao Brasil. A maioria da minha família é BRASILEIRA.

 

O AO/90 representa tão-só um estropiamento da Língua elaborado por IGNORANTES com fins lucrativos.

 

É isto que representa o AO/1990.

 

O mais me irrita é a falta de LITERACIA que deturpa as palavras que escrevo a este respeito.

 

***

Depois veio a Loren, dizer-me esta coisa assim:

 

«Ao contrário do que pensa a sra. Isabel, não falamos PATO e não temos a necessidade de usar FACTO ( aí me parece que são os portugueses que não conhecem o brasileirês, nós temos o TERNO). Eu entendo perfeitamente a Língua Portuguesa falada e escrita em Portugal, ainda que muitos cidadãos portugueses insistam em não utilizá-la da melhor forma e culpabilizam o acordo por tal vergonha

Eu não penso nada sobre o que não existe.

 

Não, na realidade não falam, nem escrevem PATO, foi um modo exagerado de dizer, da minha parte; mas escrevem e dizem, por exemplo, CONTATO (em vez de contaCto); FATO (em vez de facto).

 

Claro que os Brasileiros não têm necessidade NEM PODEM vestir FACTOS, porque os FACTOS não se vestem, nem no Brasil, nem em parte alguma.

 

Os Brasileiros vestem TERNOS (indumentária composta por um trio: calças, colete e casaco) e vestem muito bem.

 

Os Portugueses vestem FATOS, de duas ou três peças.

 

Então que necessidade tiveram os Brasileiros de transformar um FACTO num FATO?

 

A Loren até pode entender perfeitamente a Língua Portuguesa, mas os EDITORES BRASILEIROS não entendem nem aceitam LIVROS ESCRITOS em PORTUGAL, e tinham de ser TRADUZIDOS, e claro, perdiam dinheiro.

 

Por isso os editores brasileiros e os editores portugueses INVENTARAM esta moda do acordo para encherem os bolsos.

 

E sendo assim, que cada país fique com a sua língua.

 

Os Brasileiros continuarão a usar os seus TERNOS, e os Portugueses a vestir FATOS, e a criar FACTOS ao redor deste famigerado AO/1990, que serve mais para DIVIDIR do que para UNIR.

 

E nós não queremos desunião.

 

Mas no que respeita à Língua estamos em DESACORDO, ou seja, não há ACORDO possível.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:39

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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2015

A PORTUGAL, O QUE É DE PORTUGAL! AO BRASIL, O QUE É DO BRASIL!

 

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A APLICAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 É ILEGAL EM PORTUGAL

 

No Brasil, se está a ser aplicado ou não, que diferença faz, se os Brasileiros continuarão a escrever CONTATO, em vez de contaCto, PATO, em vez de paCto, e FATO, em vez de facto?

 

É preciso LUTAR para que haja um recuo na imposição deste “acordo” ABSURDO.

 

Portugal não pode PERDER a sua Língua, que é dele, por DIREITO.

 

Portugal não pode perder a sua identidade. A sua portugalidade.

 

Aos Portugueses o que é dos Portugueses.

 

Aos Brasileiros o que é dos Brasileiros.

 

Os brasileiros escrevem e pronunciam mal a Língua Portuguesa, que dizem ser oficial, mas que não é mais do que o Brasileirês, ou seja, a Língua Brasileira, que eles até pronunciam muito bem.

 

Por que não designá-la assim? E isto não tem nada de pejorativo. Por que não haveria os Brasileiros, que não entendem o nosso Português, precisando até de que os nossos livros sejam traduzidos para a língua deles (coisa que os africanos lusófonos não têm necessidade) de ter uma língua chamada Brasileirês? Porque Português não é.

 

E penso que isto não ofenderá os nossos irmãos Brasileiros. Estes deveriam até sentir-se orgulhosos de possuírem uma Língua só deles, enriquecida com vocábulos oriundos dos falares indígenas e dos antigos escravos africanos, para além de muitos termos castiços, que foram reinventados e hoje fazem parte do riquíssimo léxico brasileiro.

 

Para mim, o lugar mais apropriado do AO/1990 é o CAIXOTE DO LIXO, por não servir a nenhum país da CPLP. E não há qualquer interesse em ser revisto. Para quê? Se todos os países devem manter a sua própria identidade linguística, agora que são independentes?

 

O AO/1990 é tão-só a imposição de uma língua fabricada no Brasil para facilitar a aprendizagem da Língua Portuguesa, culta e europeia, aos milhares de analfabetos mal alimentados, logo, pouco desenvolvidos intelectualmente (não por culpa deles, claro), numa tentativa de se baixar o índice de analfabetismo que, ainda hoje, e apesar dessa tentativa, é bastante elevado naquele país.

 

Então, por que carga de água havemos de estropiar a nossa Língua Materna para satisfazer interesses económicos de editores brasileiros e portugueses, e espalhar por aí uma língua mal escrita e mal falada, simplificada, sem raízes e descaracterizada, deixando Portugal de calças na mão, com uma língua que nada tem a ver com a sua identidade primordial?

 

As nossas crianças não serão mais estúpidas do que nós fomos, quando éramos crianças. Não precisam de simplificações. Precisam de uma educação e cultura de qualidade.

 

A Língua Portuguesa, europeia e culta, é património português. Não está à venda, nem pode ser manipulada ao sabor de interesses económicos de ignorantes.

 

***

O FIM DO PRAZO DE “TRANSIÇÃO” SÓ ACABA EM 22 DE SETEMBRO DE 2016

 

Até lá muita água ainda vai correr por baixo da ponte… e ninguém tem autoridade para PENALIZAR nenhum aluno.

 

Há uma ordem do ministério da Educação para penalizar os alunos até 5 valores (escala 0-20) que não usem o AOLP90 nos exames. Quanto aos professores que não cumpram estas regras podem ter sanções disciplinares. Dizem-me.

 

Pois essa ORDEM é ilegal e as penalizações são ILEGAIS. Se recorrerem à justiça, GANHARÃO. O problema é que os governantes SABEM que nem professores, nem pais de alunos mexerão uma palhinha, que seja, para se INCOMODAREM. É mais fácil OBEDECER a uma IMPOSIÇÃO ILEGAL, do que EXIGIR JUSTIÇA.

 

Nas escolas portuguesas, qualquer aluno que seja prejudicado por escrever (e muito correCtamente) a Língua Materna, pode intentar uma acção judicial por violação do Dec-Lei 35228 de 08/12/1945.

 

O pior, é que estão a impingi-lo a inocentes crianças, que ainda não têm o poder de discernir. E é por elas que temos de continuar a lutar contra este ABORTO.

 

Qualquer professor PODE e DEVE RECUSAR os manuais escolares escritos em MAU PORTUGUÊS, porque o AO/1990 é ILEGAL. Foi imposto ilegalmente nas escolas e nas repartições públicas.

 

Então, por que não o fazem? Por MEDO? Mas ninguém, em Portugal, pode PENALIZAR nem um professor, nem um estudante que se RECUSE a utilizar o AO/1990 e os manuais mal escritos.

 

As crianças, essas, estão inocentemente nas mãos dos predadores da Língua. E o que estão a fazer com elas é criminoso.

 

E os paizinhos instruídos têm uma grande parcela de culpa.

 

Mas quem quer incomodar-se?

 

Por isso, os governantes APOSTAM nessas penalizações...

 

Não se destrua o que levou séculos a construir. A comunicação oral e escrita é uma das poucas aquisições que nos diferencia dos outros animais. Não a reduzamos a uma mixórdia de palavreado sem sentido algum, para que uns poucos mercenários encham os bolsos.

 

Deixem a Língua fluir naturalmente. Eficazmente. Lucidamente.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:33

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Terça-feira, 17 de Novembro de 2015

UMA PEROLAZINHA DE PORTUGUÊS QUE ENCONTREI ONTEM NO FACEBOOK

 

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(Origem da imagem: Internet)

 

Nem mais nem menos a seguinte legenda na fotografia de casamento de uma senhora que não vou identificar por motivos óbvios:

 

«JÁ LAVAM 19 ANOS A ATURAR TE» - assim, tal e qual.

 

Esta senhora não pertence à geração acordista.

 

Também não é da minha geração.

 

Nem da geração dos nossos pais e avós…

 

Conclusão: levando em conta que “lavou” durante 19 anos um casamento, com mais uns 25, idade com que começaria essa “lavagem” temos uma senhora da geração pós 25 de Abril.

 

Não me surpreende que “lavasse” os 19 anos de casamento.

 

Porque logo após o 25 de Abril (e digo isto com conhecimento de causa porque era professora na época, e sem a mínima saudade do dia 24) o que fizeram com o ENSINO da Língua Portuguesa, e aliás com o ensino em geral?

 

Reduziram-no ao simplex, porque decretaram que a partir dessa data, as crianças e os jovens portugueses seriam mais estúpidos do que todos os que nasceram anteriormente, e precisavam de que se lhes facilitasse a aprendizagem, porque a política era e continuou a ser: quando mais inculto for um povo, mais submisso será…

 

Até que alguém se lembrou de compactuar com o famigerado Acordo Ortográfico de 1990, que nasceu de algo parecido ocorrido no Brasil, para diminuir a taxa de analfabetismo que, naquele país, era elevadíssima, e para tal decidiram estropiar a Língua Europeia e Culta que herdaram dos ex- colonizadores Portugueses.

 

Agora, porque valores económicos mais altos se levantaram, querem porque querem impingir-nos essa língua estropiada.

 

Só que a Língua Portuguesa é de Portugal.

 

E a Língua Brasileira é do Brasil.

 

E que cada País fique com a sua.

 

Porque “lavar” um casamento de 19 anos… é algo que não se faz em público…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2015

POSSO FAZER-VOS UMA PERGUNTINHA INOFENSIVA?

livros-sobre-empreendedorismo-1024x640[1] BOICOTE.

 

Quantos, dos que por aqui deambulam, se negam a comprar livros que seguem o acordo ortográfico de 1990?

 

Quantos, neste Natal, não darão lucros aos escritores e editores traidores?

 

Eu já tinha encomendado uns livrinhos para oferecer às crianças, neste Natal, e quando soube que os livrinhos vinham conspurcados com o AO/90, desfiz o negócio, ali mesmo.

 

E o autor disse-me: «AH! MAS AS CRIANÇAS ESTÃO A APRENDER A ESCREVER ESTA NOVA LINGUAGEM?»

 

Ai estão? Pois não estão a aprender coisa nenhuma. Estão a DESAPRENDER, e os culpados são os que têm a faca e o queijo na mão para travar esta balbúrdia e a incentivam com um MEDO IRRACIONAL de um coisa que nem sequer EXISTE.

 

VAMOS RECUSAR-NOS, NESTE NATAL, A COMPRAR LIVROS QUE SEGUEM ESTE ACORDO ILEGAL?

 

PROMETEM?

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:08

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Domingo, 15 de Novembro de 2015

«CADA UM DE VOCÊS TEM A OBRIGAÇÃO DE RECLAMAR QUANDO PRESENCIAR UMA INJUSTIÇA»

 

Não é propriamente sobre o AO/90, mas bem espremidinho, o texto pode adaptar-se ao tema, e aqui fica o recado para quem aceitou, sem pestanejar, impingi-lo às crianças portuguesas

 

INJUSTIÇA.jpg

 

Primeiro dia de aula: o professor de «Introdução ao Direito» entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

 

- Qual é o seu nome?

 

- Chamo-me Nelson, senhor.

 

- Saia de minha aula e não volte nunca mais! - gritou o desagradável professor.

 

Nelson ficou desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.

 

- Agora sim! - vamos começar .

 

- Para que servem as leis? Perguntou o professor.

 

Seguiam assustados ainda os alunos, porém pouco a pouco começaram a responder à sua pergunta:

 

- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.

 

- Não! - respondia o professor.

 

- Para cumpri-las.

- Não!

 

- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos (actos)

 

- Não!

 

- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!

 

- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.

 

- Até que enfim! É isso, para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?

 

Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira. Porém, seguíamos respondendo:

 

- Para salvaguardar os direitos humanos...

 

- Bem, que mais? - perguntava o professor .

 

- Para diferenciar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...

 

- Ok, não está mal, porém respondam a esta pergunta:

 

"Agi corretamente (correctamente) ao expulsar Nelson da sala de aula?"

Todos ficaram calados, ninguém respondia.

- Quero uma resposta decidida e unânime!

- Não! - responderam todos a uma só voz.

- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?

- Sim!

- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las? Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais! Vou buscar o Nelson - disse. Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período.

 

Aprendam:

Quando não defendemos  os nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia.

 

Origem da imagem e do texto

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1077687662258687&set=a.1077687658925354.1073741835.100000523915255&type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:22

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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2015

O ACORDO NÃO SERVE PARA NADA, EXCETO (EXCEPTO) PARA CRIAR CONFUSÃO

 

(ou a verdade verdadeira do AO/90 vista por Paulo Franchetti*?)

 

AO.jpg

 

Origem da imagem: http://rfm.sapo.pt/content/1/38321/desacordo_ortografico_nilton_na_rfm

 

Talvez a pergunta melhor não fosse essa, mas sim a quem serve o AO, para ter sido implementado como foi.

 

Mas me ocorrem algumas possibilidades de resposta:

 

1- No Brasil, serve para mais uma vez demonstrar a inutilidade e a desqualificação cultural e científica dessa instituição anacrônica (anacrónica), caricata de si mesma, que se chama Academia Brasileira de Letras;

 

2- Em Portugal, para mostrar a dupla face do pós-colonialismo: de um lado, os rugidos xenófobos e nostálgicos do período imperial de alguns revoltados contra o AO; de outro, a subserviência institucional aos interesses econômicos (económicos) do e no Brasil (e desconfio que, se eu não fosse um homem de letras, mas um executivo de editora portuguesa ou espanhola, talvez ficasse muito tentado a trabalhar, às claras ou encobertamente, pela aprovação do acordo em Portugal);

 

3 - No Brasil, serve para mostrar como a indústria editorial, nacional ou multinacional, especialmente a que publica livros escolares e de referência — os mais beneficiados aqui com o parto doloroso desse aleijão —, tem aumentado seu poder econômico (económico) e cooptado intelectuais e políticos em postos de decisão;

 

4 - Em Portugal, serve também para tornar patente o desconhecimento de como funciona o Brasil e da nenhuma importância que aqui se atribui ao pequeno mercado português ou à manutenção de vínculos culturais com a antiga metrópole — pois a implantação do AO no Brasil parece servir a interesses exclusivamente brasileiros, tendo Portugal nessa história apenas função e uso, restrito, como argumento, perdendo mesmo nisso para alguma cobiça pelo também hoje pequeno mercado africano;

 

5 - Ainda no Brasil, para mostrar como — apesar de tudo, inclusive da irresponsabilidade do governo em decretar açodadamente desde há alguns anos que só podem ser utilizados nas escolas livros com a nova ortografia — a sociedade civil ainda tem algum poder de influência, revelado na “suspensão” do acordo, para estudos, a meio caminho; medida que, diga-se a bem da verdade, parece tão absurda neste momento quanto o decreto de sua implementação;

 

6 - Nos dois países, para mostrar como a língua é tratada sem critério e sem respeito, justamente pelos que deveriam zelar por ela;

 

7 - Nos dois países, ainda, para evidenciar que a lusofonia, as proclamações, os jantares, as viagens subsidiadas, os acordos anódinos e ineficazes e todo o arsenal discursivo da integração cultural pode nunca frutificar, mas ser muito produtivo como argumento a justificar uma ação (acção) inconsequente, seja do ponto de vista científico, seja do ponto de vista cultural;

 

8 - Em resumo: o acordo não serve para nada, exceto (excepto) para criar confusão, para afirmar a inépcia linguística de seus autores, para favorecer os vendedores de livros didáticos (didácticos) e de livretos e cursos sobre a “nova ortografia”, e — claro — para aumentar o gasto das famílias e dos governos com aquisição de livros didáticos (didácticos) e obras de referência de uso nas escolas.

 

 

Fonte:

http://formadevida.org/simposioao/

 

*** Paulo Franchetti é um crítico literário, escritor e professor brasileiro, titular no Departamento de Teoria Literária da Universidade Estadual de Campinas. É mestre pela Unicamp, doutor pela USP e livre-docente pela Unicamp. Wikipédia

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:19

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/

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isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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