Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017

«O AO90 É UM TRATADO DE IMBECILIDADE»…

 

… diz Miguel Sousa Tavares, e eu acrescento: defendido por imbecis… que não sabem distinguir a Língua Portuguesa (o trigo) do AO90 (o joio) …

 

IMBECILIDADE.jpg

 (E os Portugueses, que se prezam de o ser, também deviam ser remunerados pelo mesmo motivo...)

 

Texto de Miguel Sousa Tavares

 

«O que sempre me impressionou mais no AO de 90 — além da absoluta estupidez intrínseca das soluções propostas — foi a sua própria génese: o AO de 90 nasceu sem que nenhum dos sete países oficialmente falantes de português o tenha pedido ou de algum modo tenha manifestado a sua necessidade, mas sim por estrita iniciativa pessoal de meia dúzia de "sábios" aparentemente sem nada de mais relevante com que se ocuparem.

 

[...] Do alto do seu saber intocável, meia dúzia de iluminados resolveu mudar a ortografia de 15 milhões de portugueses de Portugal e da emigração e das outras dezenas de milhões que aprenderam connosco a falar e escrever português. E, perante a diversidade inevitável que a língua adquiriu naturalmente — na fala e na escrita — e que, em si mesma, é uma riqueza acrescentada, eles resolveram empobrecê-la, definindo um impossível, inaplicável e idiota código comum de grafia. [...]

 

 

Do ponto de vista linguístico, o AO é um tratado de imbecilidade; do ponto de vista comercial, é uma rigorosa inutilidade; do ponto de vista político, é uma humilhação sem sentido.

 

Rejeitado durante 27 anos pela esmagadora maioria dos escritores e dos que utilizam profissionalmente a língua no dia-a-dia, denunciado em todas as suas vertentes por incansáveis movimentos de cidadãos, o AO manteve-se porém sempre em vigor e declarado como facto consumado por sucessivos governos, ministros da Cultura, Presidentes da República e parlamentares, como tábua sagrada. Porquê? Porque os seus benefícios se tinham tornado evidentes, porque os contestatários se tinham enfim rendido às suas vantagens, porque todos os países envolvidos tinham aderido, porque tinham feito da língua portuguesa unificada um trunfo à escala geopolítica?

 

Não. Por inércia, por ignorância, por falta de paciência para se ocuparem do assunto. Nunca terei visto uma decisão política imposta pela força por tão poucos a tantos mais e levada avante, não pela razão, mas pela simples demissão do poder político.

 

Veja-se a posição do actual MNE, Santos Silva, idêntica à de todos os seus antecessores: o AO é um tratado internacional, está em vigor e ponto final. Não interessa se é bom ou se é mau, se serve ou des-serve o interesse nacional ou até o facto de a sua entrada em vigor ser ilegal, nos termos do próprio tratado. Revê-lo, denunciá-lo, declará-lo caduco, seria uma chatice: eis o argumento decisivo. [...]

 

 

Na sessão ocorrida na AR, a deputada socialista e ex-ministra da Cultura Gabriela Canavilhas, defensora do AO, veio trazer à colação o seu exemplo pessoal: foi dar um concerto ao Brasil e "traduziram-lhe o texto para brasileiro" (que texto, sra. deputada?). Donde, terá ela concluído, que nada melhor do que um acordo que unifique a grafia — o que, no caso concreto, não seria outra que não a grafia brasileira. Perante este argumento demolidor, e apenas por causa dele, permito-me apresentar também o meu caso pessoal. Em 2005, quando publiquei o meu primeiro livro no Brasil, o todo-poderoso editor brasileiro começou por me propor que todo o texto fosse em português do Brasil, a pretexto de que os leitores brasileiros não iriam entender nem aderir ao português de cá. Não obstante a vontade e o grande orgulho que tinha em ser editado no Brasil, recusei liminarmente.

 

O editor propôs-me então uma lista de 50 palavras ou expressões portuguesas que deveriam ser traduzidas para brasileiro. Recusei outra vez. No fim, propôs-me mudar duas palavras, apenas duas, e eu voltei a recusar. Desde então, editei oito livros no Brasil e todos abrem com uma declaração do editor brasileiro: "Por expressa vontade do autor, este livro é escrito no português de Portugal e sem obediência ao Acordo Ortográfico de 1990". Doze anos e oito livros depois, com "o português de Portugal", vendi centenas de milhares de exemplares no Brasil, e participei lá em dezenas de palestras, conferências e feiras literárias, onde conheci dezenas de editores e livreiros e centenas de leitores, sem que um só, alguma vez, se me tenha queixado de não entender a minha escrita de cá. Pelo que, sra. deputada, talvez o problema seja seu.

 

Porque não experimenta antes defender a sua língua? Ou, por acaso, leu Machado de Assis ou Jorge Amado traduzidos para o nosso português?»

 

Miguel Sousa Tavares

 

Fonte:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=acordoortografico90

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:34

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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017

ESCRITORES DISCORDAM DO “ACORDO”

 

(Em actualização)

por Pedro Correia, em 13.02.17

AUTORES.jpg

 

«Não conheço nenhum escritor de nomeada que seja favorável a este acordo.» (Manuel Alegre)

Acredito que os portugueses ainda se pronunciarão em referendo sobre o chamado "acordo ortográfico" de 1990, vigente desde 2011 no país oficial mas votado ao desprezo pelo país real. A esmagadora maioria dos portugueses não sabe escrever em acordês nem está interessada nisso.

 

Enquanto o referendo não se realiza, a opinião sobre o AO90 é emitida pelos nossos escritores - os mais qualificados utentes do idioma de Camões, Vieira, Camilo, Aquilino e Nemésio. Na sua esmagadora maioria, recusam exterminar as supostas consoantes mudas, recusando a ortografia acordística.

 

Interrogo-me: como é possível impor regras ortográficas que os escritores rejeitam em número tão expressivo?

São autores de várias gerações, diferentes tendências políticas e diversos estilos literários. Mas com este ponto em comum.

Aqui deixo os nomes deles, por ordem alfabética, prometendo alargar a lista à medida que alguém me for assinalando omissões - o que agradeço desde já:

 

Abel Barros Baptista

Abel Neves

Adília Lopes

Adolfo Luxúria Canibal

Afonso Cruz

Afonso Reis Cabral

Agustina Bessa-Luís

Alexandra Lucas Coelho

Alexandre Andrade

Alexandre Borges

Alice Brito

Almeida Faria

M. Pires Cabral

Ana Barradas

Ana Casaca

Ana Cássia Rebelo

Ana Cristina Silva

Ana Isabel Buescu

Ana Luísa Amaral

Ana Margarida Carvalho

Ana Marques Gastão

Ana Paula Inácio

Ana Sofia Fonseca

Ana Teresa Pereira

Ana Vidal

Ana Zanatti

André Gago

Anselmo Borges

António Araújo

António Carlos Cortez

António Barahona da Fonseca

António Barreto

António Borges Coelho

António Cabrita

António Costa Santos

António de Macedo

António Emiliano

António Feijó

António Guerreiro

António Lobo Antunes

António Louçã

António Manuel Venda

António Modesto Navarro

António Oliveira e Castro

António Pedro Ribeiro

António Salvado

António Tavares

António Victorino d' Almeida

Armando Silva Carvalho

Arnaldo Saraiva

Artur Anselmo

Artur Portela

Artur Ribeiro

Baptista-Bastos

Beatriz Hierro Lopes

Bernardo Pires de Lima

Bruno Vieira Amaral

Carla Hilário Quevedo

Carlos Campaniço

Carlos Fiolhais

Carlos Loures

Carlos Querido

Casimiro de Brito

Célia Correia Loureiro

César Alexandre Afonso

Clara Pinto Correia

Cláudia R. Sampaio

Cristina Boavida

Cristina Carvalho

Cristina Drios

Daniel Jonas

David Machado

David Marçal

David Soares

Deana Barroqueiro

Desidério Murcho

Diogo Freitas do Amaral

Diogo Ramada Curto

Dulce Maria Cardoso

Eduardo Cintra Torres

Eduardo Lourenço

Eduardo Paz Ferreira

Eduardo Pitta

Ernesto Rodrigues

Eugénia de Vasconcellos

Eugénio Lisboa

Fausta Cardoso Pereira

Fernando Alves

Fernando Alvim

Fernando Correia

Fernando Dacosta

Fernando Echevarria

Fernando Esteves Pinto

Fernando Paulo Baptista

Fernando Pinto do Amaral

Fernando Ribeiro

Fernando Venâncio

Filipa Leal

Filipe Nunes Vicente

Filipe Verde

Francisco Moita Flores

Francisca Prieto

Francisco Salgueiro

Frederico Duarte Carvalho

Frederico Lourenço

Frederico Pedreira

Gabriela Ruivo Trindade

Galopim de Carvalho

Gastão Cruz

Gonçalo Cadilhe

Gonçalo M. Tavares

Helder Guégués

Helder Moura Pereira

Helena Carvalhão Buescu

Helena Malheiro

Helena Sacadura Cabral

Henrique Manuel Bento Fialho

Hélia Correia

Inês Botelho

Inês Dias

Inês Fonseca Santos

Inês Lourenço

Inês Pedrosa

Irene Flunser Pimentel

Isabel A. Ferreira

Isabel da Nóbrega

Isabel Machado

Isabel Pires de Lima

Isabel Valadão

Ivone Mendes da Silva

Jaime Nogueira Pinto

Jaime Rocha

Joana Stichini Vilela

João Barreiros

João Barrento

João Céu e Silva

João David Pinto Correia

João de Melo

João Lobo Antunes

João Luís Barreto Guimarães

João Miguel Fernandes Jorge

João Morgado

João Paulo Borges Coelho

João Paulo Sousa

João Pedro George

João Pedro Mésseder

João Pedro Marques

João Pereira Coutinho

João Rasteiro

João Reis

João Ricardo Pedro

João Távora

João Tordo

Joaquim Letria

Joaquim Magalhães de Castro

Joaquim Pessoa

Joel Neto 

Jorge Araújo

Jorge Buescu

Jorge Morais Barbosa

Jorge Sousa Braga

José-Alberto Marques

José Alfredo Neto

José António Almeida

José António Barreiros

José Augusto França

José Barata Moura

José do Carmo Francisco

José Fanha

José Gil

José Jorge Letria

José Manuel Mendes

José Manuel Saraiva

José Mário Silva

José Miguel Silva

José Navarro de Andrade

José Pacheco Pereira

José Rentes de Carvalho

José Riço Direitinho

José Viale Moutinho

Júlio Machado Vaz

Laurinda Alves

Lídia Fernandes

Lídia Jorge

Lourenço Pereira Coutinho

Luís Amorim de Sousa

Luís Carmelo

Luís Filipe Borges

Luís Filipe Castro Mendes

Luís Filipe Silva

Luís Manuel Mateus

Luís Naves

Luís Osório

Luís Quintais

Luísa Costa Gomes

Luísa Ferreira Nunes

Luiz Fagundes Duarte

Manuel Alegre

Manuel Arouca

Manuel da Silva Ramos

Manuel de Freitas

Manuel Gusmão

Manuel Jorge Marmelo

Manuel Marcelino

Manuel Tomás

Manuel Villaverde Cabral

Manuela Bacelar

Marcello Duarte Mathias

Marco Neves

Margarida Acciaiuoli

Margarida de Magalhães Ramalho

Margarida Fonseca Santos

Margarida Palma

Margarida Rebelo Pinto

Maria Alzira Seixo

Maria de Fátima Bonifácio

Maria do Carmo Vieira

Maria do Rosário Pedreira

Maria Elisa Domingues

Maria Filomena Molder

Maria Filomena Mónica

Maria Helena Serôdio

Maria João Avillez

Maria João Lopo de Carvalho

Maria Manuel Viana

Maria Saraiva de Menezes

Maria Teresa Horta

Maria Velho da Costa

Maria Vitalina Leal de Matos

Mariana Inverno

Mário Cláudio

Mário de Carvalho

Mário Zambujal

Marlene Ferraz

Miguel Cardoso

Miguel Esteves Cardoso

Miguel Gullander

Miguel Real

Miguel Sousa Tavares

Miguel Tamen

Nádia Carnide Pimenta

Nuno Amado

Nuno Camarneiro

Nuno Costa Santos

Nuno Júdice

Nuno Lobo Antunes

Nuno Markl

Nuno Rogeiro

Octávio dos Santos

Orlando Leite

Patrícia Baltazar

Patrícia Reis

Paula Morão

Paulo Assim

Paulo Castilho

Paulo da Costa Domingos

Paulo Guinote

Paulo Moreiras

Paulo Tunhas

Pedro Almeida Vieira

Pedro Barroso

Pedro Braga Falcão

Pedro Chagas Freitas

Pedro Correia

Pedro Eiras

Pedro Guilherme-Moreira

Pedro Lains

Pedro Marta Santos

Pedro Medina Ribeiro

Pedro Mexia

Pedro Paixão

Pedro Rolo Duarte

Pedro Sena-Lino

Pedro Tamen

Porfírio Silva

Possidónio Cachapa

Rafael Augusto

Raquel Nobre Guerra

Raquel Ochoa

Renata Portas

Ricardo Adolfo

Ricardo António Alves

Ricardo Araújo Pereira

Ricardo Paes Mamede

Rita Ferro

Rodrigo Guedes de Carvalho

Rosa Alice Branco

Rosa Maria Martelo

Rosa Oliveira

Rui Ângelo Araújo

Rui Cardoso Martins

Rui Cóias

Rui Herbon

Rui Manuel Amaral

Rui Miguel Duarte

Rui Pires Cabral

Rui Ramos

Rui Vieira Nery

Rute Silva Correia

Ruy Ventura

Sarah Adamopoulos

Sérgio Godinho

Soledade Martinho Costa

Susana Gaião Mota

Sylvia Beirute

Tatiana Faia

Teolinda Gersão

Teresa Salema Cadete

Teresa Veiga

Tiago Cavaco

Tiago Patrício

Tiago Rebelo

Tiago Salazar

Valério Romão

Valter Hugo Mãe

Viriato Teles

Vasco Gato

Vasco Luís Curado

Vasco Pulido Valente

Vítor Aguiar e Silva

Vítor Oliveira Jorge

Yvette Centeno

 

Texto originalmente publicado a 7 de Maio de 2016.

A lista foi muito ampliada, mencionando agora 322 nomes

 

Fonte Blogue Delito de Opinião

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/escritores-discordam-do-acordo-em-8832243

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:18

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NÃO FOI POR FALTA DE INFORMAÇÃO E PARECERES DESFAVORÁVEIS DE ESPECIALISTAS QUE O AO90 FOI IMPINGIDO AOS PORTUGUESES

 

No link que aqui deixo, podem ler-se artigos de opinião sobre o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), publicados em 2012, em jornais portugueses.

 

Apenas os ignorantes, os obstinados, os cegos e surdos mentais e os interesseiros não conseguem entender e ver que o AO90 não é “flor” que se cultive num país à beira-mar plantado e europeu.

 

http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/24289/3/ulsd072910_td_anexo_2.pdf

 

MÁRIO.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:08

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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

A ESCRITORA TEOLINDA GERSÃO DISSE NO CORRENTES D’ESCRITAS QUE O AO90 “FOI A MAIOR ESTUPIDEZ QUE CONHECEU”

 

Teolinda_Gersao2021d29d_base.jpg

 

No segundo dia do Correntes d’Escritas, que está a decorrer na Póvoa de Varzim, o contestadíssimo AO90 veio à baila, como não podia deixar de ser.

 

"E o Acordo Ortográfico?" A pergunta veio da assistência.

 

A mesa, que integrava os escritores Cristina Norton, a cubana Karla Suarez, o espanhol Ignácio del Valle, o guineense Tony Tcheka e a portuguesa Teolinda Gersão, ficou momentaneamente sem palavras.

 

Porém, Teolinda Gersão, que venceu o último Prémio Vergílio Ferreira, quebrou o silêncio ao dizer: «Foi a maior estupidez que conheço. Entendemo-nos perfeitamente com grafias diferentes.»

 

Teolinda Gersão defendeu ainda que «não faz sentido apagarmos a etimologia quando somos uma língua latina que só é representada por Portugal na Europa. O Brasil não tem qualquer relação directa com o Latim, é um país jovem que tem uma outra história

 

E a escritora questiona-se sobre a aplicação do Acordo Ortográfico e pergunta: «Porque é que vamos apagar a nossa identidade? A troco de quê? Um acordo que está a ser negociado há 30 anos, é porque falhou!»

 

Os restantes escritores, de Espanha, Cuba e Argentina disseram que não há acordos na Língua de Cervantes.

 

Mas o escritor e jornalista guineense Tony Tcheka considera «ser moda dizer mal do Acordo Ortográfico e que os tempos conturbados da Guiné Bissau não têm permitido ao parlamento ratificar o acordo da grafia portuguesa. Não é prioritário.»

 

Ainda se fosse só moda…! E o que se diz sobre o AO90 não é mal… é a verdade nua e crua, porque, na realidade, o AO90 não veio acrescentar nenhum benefício à Língua Portuguesa. Pelo contrário, só veio empobrecê-la profundamente e afastá-la anos luz das suas raízes cultas.

 

Trata-se de uma ortografia brasileira, que não interessa a Portugal.

 

Fonte:

http://rr.sapo.pt/noticia/76838/acordo_ortografico_foi_a_maior_estupidez_diz_a_escritora_teolinda_gersao#comentar

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:45

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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017

O AO90 NO CORRENTES D’ESCRITAS E UMA PERGUNTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

 

Hoje, Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa, deslocou-se à Póvoa de Varzim, para presidir à cerimónia de abertura do Correntes d’Escritas, que já foi um evento prestigiante para a Língua Portuguesa, e hoje não passa de um veículo transmissor de uma ortografia que os governantes portugueses, servilmente, importaram do Brasil, e estão a tentar impingir aos Portugueses, vendendo-lhes gato por lebre, ao mesmo tempo que se recusam a ouvir as muitas vozes lúcidas das várias razões que clamam pela libertação da Língua Portuguesa, prisioneira da ignorância e falta de visão mental e política de todos os envolvidos nesta que é a maior fraude de todos os tempos, da História de Portugal.

 

CORRENTES.jpg

Origem da imagem: Internet

 

Além desta inédita circunstância (inédita porque nenhum outro país ex-colonizador europeu, como Inglaterra, Espanha, França ou Holanda, jamais se rebaixou a importar a ortografia das suas ex-colónias, para daí retirar “vantagens” que só a elas interessam), temos a acrescentar o facto de alguns escritores, que se dizem anti-acordistas, terem aceitado um convite escrito em acordês (por muito que me interesse o evento, jamais a ele compareço, se sou convidada em acordês) para participarem no Correntes d’Escritas.

 

O que se espera desses escritores é que façam muito RUÍDO ao redor da indignidade da aceitação do AO90. Se não o fizerem, ficaremos bastante desiludidos e muito desconfiados desse dito anti-acordismo.

 

Todos os que vêem um palmo à frente do nariz, sabem que Portugal está a ser colonizado linguisticamente (mas não só) através de uma ortografia mutilada, inculta, desenraizada e afastada das suas origens cultas e europeias, o que está a contribuir para o caos ortográfico, onde quer que esteja a ser aplicada, inclusive nos documentos oficiais que nos chegam, escritos numa ortografia básica, de meninos do primeiro ano da Escola Primária, que começam a aprender a juntar as letras.

 

O Acordo Ortográfico de 1990 é simplesmente um hino à subjugação de Portugal aos interesses exclusivos do Brasil.

 

É que nenhum outro país lusófono está interessado nesta ortografia que se afastou da lusitanidade intencionalmente, constituindo um retrocesso, ao contrário do que os acordistas apregoam, porque a mutilação, pura e simples, não tem nada a ver com a evolução de uma Língua. Só assim pensa quem desconhece as Ciências da Linguagem.

 

EM QUE ASPECTO A ORTOGRAFIA MUTILADA, IMPORTADA DO BRASIL, SERVE OS SUPERIORES INTERESSES DE PORTUGAL?

 

É esta a pergunta que dirijo ao Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República Portuguesa, que jurou defender os interesses de Portugal e dos Portugueses, e a Constituição da República Portuguesa, e está a falhar redondamente nestas suas competências, no que diz respeito à defesa da Língua Portuguesa, o símbolo maior da nossa identidade, remetendo-se a um estranho e cúmplice silêncio.

 

Como cidadã comum, tenho por hábito escrever às autoridades, sempre que os meus direitos ou os dos que não têm voz, são violados, esperando muito naturalmente uma resposta.

 

Faço-o, porque entendo que os serviços públicos, neles incluindo todos os que ocupam altos cargos governativos, altos cargos de Poder, suportados com os nossos impostos, devem estar ao nosso serviço, e não o contrário.

 

Por educação, também deveriam saber que toda a carta merece uma resposta. Mas a triste realidade é que não sabem, e pior do que isso, não querem saber.

 

E as respostas não vêm.

 

E os cidadãos têm direito a essas respostas.

 

AMAR A LÍNGUA PORTUGUESA não é a mesma coisa que “amar” uma jóia que nos é muito cara, porque se a perdermos ou nos for roubada, a mossa será apenas material.

 

AMAR A LÍNGUA PORTUGUESA é amar a nossa própria identidade, a nossa origem, o nosso País, a nossa individualidade. Se a perdermos, perderemos as nossas raízes e acabaremos por acabar como País independente e livre.

 

Senhor Presidente da República, o senhor, hoje, participou num evento em que a Língua Portuguesa é bastante vilipendiada.

 

Pergunto: em que aspecto a ortografia mutilada, importada do Brasil, serve os superiores interesses de Portugal, que o senhor diz ter obrigação de defender, mas neste caso, não defende?

 

Todas as perguntas merecem resposta. E esta, mais do que qualquer outra, interessa aos Portugueses, porque aqui está em causa a Identidade Portuguesa, que o senhor tem o dever de defender.

 

Aguardo que Vossa Excelência tenha a gentileza de me responder.

 

O seu silêncio corresponderá àquilo que todos nós pensamos:

Que Portugal está entregue a pequeninos e pretende agigantar-se da pior maneira, subjugando-se a uma ex-colónia, que lhe acenou com uma falsa e desqualificada “grandeza”.

 

E os Portugueses terão então de agir em conformidade.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017

RASGUE-SE O AO90 ANTES QUE O AO90 RASGUE A LÍNGUA PORTUGUESA

 

 

«ÀS VEZES VALE A PENA SER TEIMOSO E TER A MESMA IDEIA DO PRINCÍPIO AO FIM»

 

Isto foi o que ouvi Marcelo Rebelo de Sousa dizer hoje, no Telejornal da SIC, a propósito de se declarar ou não os Rendimentos e Património, na novela “Centeno e Domingues”.

Pois é este conselho presidencial que temos de seguir:

 

VAMOS SER TEIMOSOS E TER A MESMA IDEIA DO PRINCÍPIO AO FIM: RASGUE-SE O AO90, ANTES QUE O AO90 RASGUE  A LÍNGUA PORTUGUESA

Quem puder adira a este evento e partilhe…

EVENTO.png

EVENTO:

 

No próximo dia 22 de Fevereiro (quarta-feira) Marcelo Rebelo de Sousa deslocar-se-á ao Casino da Póvoa de Varzim, pelas 12 horas, para presidir à cerimónia de abertura do “Correntes d’Escritas”.

Lá estarão presentes editores e escritores acordistas e órgãos de comunicação social.

 

Não seria uma boa oportunidade para demonstrarmos o nosso desagrado pelo modo como a questão da Língua Portuguesa está a ser tratada pelo presidente da República, que tem o dever de zelar pelos superiores interesses de Portugal e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa e que, segundo os juristas, não está a cumprir, uma vez que a Língua Oficial de Portugal está ser vilipendiada e imposta ILEGALMENTE?

 

Quem puder adira a este evento e partilhe…

 

https://www.facebook.com/events/388253731556368/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:11

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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017

A MÁ INFLUÊNCIA DA MUTILAÇÃO INTRODUZIDA PELO AO90 NAS PALAVRAS PRONUNCIADAS

 

LÌNGUAS.png

 

Um destes dias, “passei” pela RTP3 e estava a dar uma notícia qualquer sobre produtos portugueses promovidos na Rússia, no preciso momento em que o correspondente da RTP naquele país, Evgueni Mouravitch dizia que aquele s’tor (pronunciado assim tal e qual) estava em expansão.

 

Ora, Evgueni Mouravitch é um cidadão russo que aprendeu Português, com todas as regras, como um bom estrangeiro quando quer aprender uma Língua, e sempre falou a nossa língua com fluidez e bem pronunciada.

 

Ora acontece que com esta moda mutiladora das palavras introduzida no nosso Português pelo abrasileirado AO90, quebrou-se todas as regras da linguagem escrita, e a falada foi fatalmente afeCtada. E tanto os portugueses, como principalmente os estrangeiros que se deparam com as palavras mutiladas, começaram a ler conforme a grafia aconselha.

 

Assim, aquele “sector”, sem o , forçosamente terá de ser pronunciado “s’tor”, ou então teria de ser acentuada - sétor - ou, repondo a legitimidade da palavra, teria de estar grafada seCtor, para que Mouravitch a pronunciasse correCtamente. E isto qualquer estrangeiro e também qualquer criança portuguesa que esteja a aprender a ler entenderá. As crianças já lêem s’etor. Só os acordistas não entendem, porque a cultura linguística deles não lhes chega sequer aos calcanhares.

 

Já ouvi jornalistas a ler as notícias nos pontos, e pronunciar as palavras mutiladas, segundo as regras gramaticais: dir’tor, âção, dirêto… que é assim que têm de ser pronunciadas, se não estão acentuadas ou grafadas correCtamente.

 

Eu própria, quando vou a um banco e vejo escarrapachado à minha frente aquele “diretor de marketing”, peço para falar precisamente com o “dir’tor”. Diante dos olhos esbugalhados do meu interlocutor, confirmo: «sim, dir’tor, não é isso que ali está escrito

 

É preciso pôr termo a este descalabro. Pretendem que os estrangeiros, que aprenderam Língua Portuguesa (não a brasileira), a reaprendam a escrever segundo a ignorância do AO90?

 

Ora se os Ingleses ou os Espanhóis lhe dessem para fazer acordos ortográficos com as ex-colónias, lá teria eu de desaprender o que levei anos a aprender com todas as regras, para falar e escrever bem estas línguas????

 

Ponho-me no lugar dos estrangeiros que suaram muiiiiito para aprender uma das Línguas mais completas, mais ricas, mais cultas, mas também mais difíceis do mundo, a Língua Portuguesa, para agora a verem mortalmente mutilada…

Que pobreza!!!!!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:54

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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017

O QUE DEVEMOS FAZER QUANDO ALGUÉM EXIGIR QUE APLIQUEMOS O AO90

 

LUTE.jpg

 Origem da imagem: Internet

 

«Quando houver uma ordem ou instrução verbal de um superior hierárquico nas escolas para "aplicar" o AO90 (ex., escrever "Acta" sem "c"), ou na Administração Pública ou nos tribunais, responder:

 

"Exmo. Senhor/a,

 

|COMPLETAR

 

Nos termos do artigo 271.º, n.º 2, da Constituição da República Portuguesa (“direito de respeitosa representação”), venho requerer a confirmação por escrito da sua ordem/instrução, o fundamento legal da mesma e, caso tenha sido emitida, a ordem de a Escola/organismo |x| de ter mandado aplicar o "Novo Acordo Ortográfico".

 

Muito cordialmente,

 

ASSINATURA

 

Atenção: não se trata de "desobediência civil".»

 

Por Ivo Miguel Barroso

 

***

Concordo com este texto, que está completamente adequado ao que se passa actualmente em Portugal, no que respeita ao que os professores dizem SER OBRIGATÓRIO nas escolas: a aplicação do ilegal AO90.

 

A "desobediência civil" enquadra-se numa outra situação, obviamente.

 

Contudo, o apelo à "desobediência civil", que por vezes faço, é tão somente para chamar a atenção daquelas pessoas que pensam que uma "ordem" significa LEI, para o facto de que que temos o direito de DESOBEDECER, seja à ordem, seja à lei, se uma coisa e outra forem injustas, e no caso do AO90, ILEGAL.

 

É que a linguagem demasiado jurídica, por vezes, não é entendida pelos leigos.

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:14

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GOVERNO SOMBRA COMENTA A RECUSA DESPÓTICA DO GOVERNO EM REPENSAR O AO90

 

Os maiores cérebros da Cultura Portuguesa estão CONTRA um acordo que só gerou desacordo. Mas o ministro Santos Silva e os restantes envolvidos nesta tramóia, não estão nem aí... porque estão lá... onde tudo se engendrou politicamente.

 

malaca casteleiro (assim em minúsculas, por minusculizar a Língua Portuguesa) está a levar pancada de todos os lados. Mas ele é apenas o bode expiatório! Porque quem deve levar pancada são os NOSSOS políticos que aceitaram entrar no jogo sujo que está a ser jogado nos bastidores dos "negócios estrangeiros".

 

 

«A recusa do Governo em repensar o Acordo Ortográfico e as críticas de João Malaca Casteleiro (http://imgur.com/a/jjux5)  à iniciativa de revisão da    Academia das Ciências de Lisboa comentadas no "Governo Sombra" (TVI24, 11/02/2017). Para Pedro Mexia, faltam argumentos aos defensores do acordo para que aceitem voltar a debatê-lo e as acusações do "pai" do AO podem ser-lhe devolvidas: «Malaca Casteleiro diz que a proposta da Academia é uma manobra duvidosa e sem rigor científico que não ouviu os especialistas. É isso, obrigado, professor. Tudo isso é exactamente aplicável contra o acordo.» (Tradutores Contra o Acordo Ortográfico)

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:52

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Domingo, 12 de Fevereiro de 2017

QUANDO O TERMO “UNIFICAR” SIGNIFICA “CADA UM PARA O SEU LADO”…

 

Um dos argumentos de quem defende o AO90 é o delírio de se pretender unificar o que eles chamam de Português de Portugal e Português do Brasil, para que todos se entendam debaixo do mesmo “toldo” …

Dizem que o Acordo Ortográfico de 1990 se propõe a unificar a grafia das duas variantes da Língua Portuguesa (e as variantes africanas, não contam?) criando uma ortografia comum aos países lusófonos (entenda-se apenas Brasil e Portugal).

Isto é o que dizem quanto à grafia made in Brasil que nos querem impingir. E por que não a grafia made in Portugal, como seria mais natural, uma vez que a Língua Portuguesa (de Portugal) é a Matriz, e os Africanos de expressão portuguesa já a usam com elevado nível, apenas o Brasil se afastou dessa matriz?

 

UNIFICAÇÃO2.png

 O que vemos na imagem é um dos entraves à impossível unificação

 

Mas não é apenas a ortografia mutilada que está em causa, neste negócio fraudulento e obscuro do AO90.

 

Existem aquelas outras palavras (e são às centenas) que os brasileiros dizem e os Portugueses e Africanos de expressão portuguesa não dizem.

 

E se é para haver unificação, a unificação deveria ser total, ou o objectivo dos negócios estrangeiros não se concretizará jamais…  

 

Ora vejamos esta situação: escanção ou sommelier?

 

Ontem, numa reportagem da SIC, sobre vinhos alentejanos, que estão a ser promovidos no Brasil, fiquei a saber algo que desconhecia por completo, simplesmente porque de vinhos percebo o mínimo.

 

Mas sei que em Portugal existe o vocábulo escanção, oriundo do francês antigo eschanson, que por sua vez tem origem no latim medieval scantio, e que significa profissional especializado em vinhos, ou aquele que nos banquetes antigos deitava o vinho nas taças dos convidados, ou ainda o oficial da corte que estava encarregado de servir o vinho na taça e oferecê-lo ao rei nas refeições.

 

E qual não foi o meu espanto, quando o jornalista aplica a palavra sommelier, e explica que no Brasil, os brasileiros utilizam esta palavra francesa, para designar o que em Português é escanção.  

 

Ora se a Língua Portuguesa tem um termo específico para designar   profissional especializado em vinhos, haveria necessidade de se ir buscar um vocábulo francês?

 

Talvez sim… Talvez para esnobar a Língua do colonizador… É uma hipótese.

 

E agora das duas uma: com esta unificação pretendida pelo AO90, ou passamos nós e os Africanos de expressão portuguesa a dizer sommelier, ou passam os brasileiros a dizer escanção. Ou a unificação é apenas restrita à ortografia?

 

É que existem outras questões.

 

Aqui há tempos, um editor brasileiro pretendeu que eu traduzisse para brasileiro, um livro que escrevi em Língua Portuguesa, porque disse ele, no Brasil ninguém sabe o que é um quarto de banho (entre outros termos usados cá, mas não lá). Eles lá dizem banheiro, que em Portugal significa um vigilante ou instrutor de natação, nas praias.

 

Neste caso, mais depressa um português se baralharia com banheiro, do que um brasileiro, minimamente instruído, com quarto de banho, uma vez que, estando-se a falar de uma habitação, um quarto de banho não seria entendido como um compartimento para dormir… Ou seria…

 

O livro ficou por traduzir e por editar, obviamente.

 

Se cada um diz a sua, como fica a unificação para que todos se entendam debaixo do mesmo “toldo”?  

 

O pior é que como esta do sommelier, há centenas de outras palavras que os brasileiros adoptaram, ou americanizaram ou afrancesaram ou italianizaram, para se afastarem do Português. E então, ou eles lá, abdicam dessas palavras estrangeiradas e começam a utilizar o léxico Português, ou nós cá, abdicamos do nosso Português e adoptamos essa estrangeirice, em prol da tal pretendida unificação, para que todos se entendam…

 

Agora pergunta-se: por que é que cada país não fica com a sua própria diversidade linguística na oralidade e na escrita?

 

É que nós cá, também temos regionalismos, e nem por isso alguém se lembrou de unificar o Português, em Portugal.

 

É que no Norte existem termos que os do Sul desconhecem, e vice-versa. Como por exemplo: estrugido e refogado; garoto e pingo; imperial e fino; bica e cimbalino. Lá para o Sul é mais oiro, loiro, toiro, moiro… No Norte é mais ouro, louro, touro, mouro… Por que não deixar o léxico brasileiro ser brasileiro, e o léxico português ser português, e o léxico africano ser africano, na grafia e nas diversas pronúncias e nos preciosos regionalismos?

 

Os regionalismos brasileiros são riquíssimos (não estou a referir-me à estrangeirice) mas não estou a ver os Portugueses (ou os Angolanos ou Moçambicanos) a usá-los nem na escrita, nem na oralidade.

 

Na diversidade é que está a riqueza de uma Língua partilhada por oito países. Não na unicidade, que é redutora e anti-cultural.

 

Para se adoptar uma ortografia comum unificante, teria de se adoptar um léxico comum também unificante.

 

Que interesse terá Portugal (e o Brasil) em escrever teto, arquiteto, direto, setor, convição, rutura, invita, mas os Portugueses desconhecerem o que é um curumim ou uma cumbuca, e os Brasileiros não saberem o que é um brindeiro ou um bisalho?…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:43

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