Segunda-feira, 4 de Setembro de 2017

PORTUGAL É CASO ÚNICO NO MUNDO QUANTO À VENDA DA SUA LÍNGUA OFICIAL

 

Nunca, jamais, em tempo algum, e em parte nenhuma do Planeta Terra, e quiçá, de todo o Universo, nenhum país independente trocou a sua própria Língua (Bela, Culta e Rica) por um farrapo de ortografia (feia, inculta e pobre), mal-amanhada, a pender para a parva, a que se convencionou chamar AO90, apenas porque um punhado de ignorantes sonhou engrossar a lista dos mal-falantes e mal-escreventes, no mundo, e, deste modo, encher os bolsos, quais Judas Iscariotes da Língua Portuguesa.

 

LÍNGUA INDO.png

Ao estudarmos a História das Línguas Indo-Europeias, na qual a Língua Portuguesa se inclui, verificamos que a nossa língua faz parte de uma grande e nobre família linguística com a mais longa e coesa cronografia, e que nada tem a ver com nenhuma das Américas.

 

Portugal é um país com uma dimensão territorial pequena, mas não é um país com uma História pequena. Se hoje está reduzido a uma quase insignificância, num mundo de gigantes, outrora foi um país que deu novos mundos ao mundo, epopeia imortalizada pelo nome maior da nossa Literatura, Luís de Camões, na sua imortal e universal obra Os Lusíadas.

 

Portugal já representou um papel importantíssimo no mundo. Teve prestígio. Os Portugueses eram conhecidos de ponta a ponta do mundo, pelos seus grandes feitos, associados a todos os defeitos dos restantes povos conquistadores da época (Ingleses, Espanhóis, Franceses, Holandeses).

 

Portugal tinha um povo destemido, que sempre defendeu, com unhas e dentes, o seu território, conquistado, palmo a palmo, por Reis aguerridos e empenhados em fundar o País que herdámos.

 

Nunca permitimos que estrangeiro nenhum cá assentasse arraiais. O povo unia-se, e, à paulada, à pedrada, fosse com o que fosse, corriam com eles…

 

E hoje, o que temos? Quem temos?

 

Temos uns governantes servis, desprovidos de espinha dorsal, comprometidos com a falta de excelência, que fazem o jogo sujo de um punhado de ignorantes que acha que milhões de mal-escreventes e mal-falantes do nosso Português pode sobrepor-se à longa e magnífica história da nobre Família Linguística Indo-Europeia, de que os Portugueses fazem parte.

 

Por isso, não podemos ir do Ouro (Língua Portuguesa) para a lata enferrujada (AO90), permitindo que passemos a integrar uma família “linguística” sem história, desenraizada, descaracterizada, desmembrada, pobrezinha, sem eira nem beira, apenas porque esse tal punhado de ignorantes (avessos ao conhecimento) simplistas (de lógica extremamente básica) e facilitistas (contrários à exigência) acham que teriam prestígio no mundo, por serem milhões…

 

Como se enganam!

 

A quantidade jamais suplantará a qualidade.

 

A Língua Portuguesa é a mais pura essência que se guarda num pequeno frasco (Portugal). O AO90 é um líquido viscoso acondicionado num bidão de milhões de litros.

 

O que preferirá um Português comprometido com a excelência: a pura essência ou o líquido viscoso?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:04

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Terça-feira, 29 de Agosto de 2017

«O DES-ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990»

 

 

(Encontrei esta “Defesa da Língua Portuguesa” algures. Não fixei a fonte. Se o autor, por ventura, vier a ler este texto, peço que diga de sua justiça, para que eu possa acrescentar a autoria).

 

VASCO.jpg

 

«Em defesa da Língua Portuguesa, que é uma parte essencial do PATRIMÓNIO IMATERIAL de PORTUGAL, segundo a Convenção da UNESCO, o remetente desta mensagem NÃO adoPta o “Des-Acordo Ortográfico” de 1990 (AO9O) devido a ser:

 

1 - ILEGAL e INCONSTITUCIONAL

2 - Linguisticamente inconsistente

3 - Estruturalmente incongruente.

4 - Para além de, comprovadamente, ser causa de crescente iliteracia em publicações oficiais e privadas, na imprensa e na população em geral e de ter provocado um CAOS ORTOGRÁFICO em PORTUGAL e um DESCALABRO a nível internacional.

 

Foi REJEITADO por vários outros países (ANGOLA, MOÇAMBIQUE).

 

REVOGAÇÃO IMEDIATA!»

 

***

Entretanto, num comentário que também li algures, Fernando Lira que, suponho, é um cidadão brasileiro, a propósito de uma publicação, onde num título de jornal se escrevia ESPETADORES, algo muito disseminado pelos acordistas, que querem ser mais malaquistas do que o Malaca, disse o seguinte:

 

«Aqui no Brasil ninguém fala e nem escreve ESPETADOR em vez de ESPECTADOR.

 

Nós escrevemos como falamos. Portanto, aqui se fala e se escreve:

 

RECEPÇÃO, CONCEPÇÃO, DETECÇÃO, BACTÉRIA, INFECÇÃO, CONTACTAR, PACTO, PERCEPÇÃO, FACÇÃO, APTO e etc.

 

Já nas palavras que não pronunciamos o "C" e o "P" também não se escreve:

 

ATO, FATO, EXATO, ASSUNTO, CONTATO, ADOÇÃO, ACESSO, EXCEÇÃO e etc.»

 

***

Isto é verdade.

 

No Brasil, país onde se forjou a ortografia preconizada pelo AO90, escreve-se e pronuncia-se os pês e os cês, de espectador, recepção, concepção, detecção, bactéria, infecção, contactar, pacto, percepção, facção, apto, etc….

 

Em Portugal, não. Em Portugal, os “brilhantes” escreventes e tradutores da nossa praça, desatam a cortar todos os pês e os cês que lhes aparecem à frente dos olhos. Daí vermos por aí escritas palavras curiosas, estranhas, indecifráveis, inexistentes nas línguas latinas: espetador, receção, conceção, deteção, batéria, infeção, perceção, fação… e tantas outras.

 

Agora, curioso, curioso, e quando por lá andei a estudar, tentei que me dessem uma justificação racional para assim ser (mas não deram) é o facto de, no Brasil, escreverem ato, fato, exato, mas pacto; contato, mas contactar; exceção, mas recepção, concepção, percepção…

 

 

Não há qualquer lógica nisto. É assim porque é. Aliás, o AO90 não segue nenhuma lógica. É como é, porque é. Não há qualquer base científica para o sustentar. Nem científica, nem jurídica, nem racional. Nem coisa nenhuma.

 

Então, as perguntas são estas:

 

Por que é que o AO90 ainda não foi atirado ao caixote do lixo, onde pertence?

 

Por que é que o governo português, teima em impingi-lo, principalmente às crianças portuguesas, que estão a ser criminosamente enganadas? Estão a vender-lhes gato por lebre. E elas, além de não merecerem, são tudo, menos parvas, e já se apercebem desta ignóbil tramóia.

 

Atente-se no que diz Vasco Graça Moura.

 

Por isso, esperamos que as editoras, que têm interesses obscuros neste negócio sórdido, vão todas à falência.

 

Apela-se, portanto, ao boicote de todas as publicações (livros, jornais, revistas) que não estejam escritas em Língua Portuguesa. A única. A oficial. A Culta.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:02

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Domingo, 27 de Agosto de 2017

«UM SEGREDO: NINGUÉM GOSTA DO AO90, NEM SEQUER OS SEUS DEFENSORES…»

 

Anda por aí a circular uma petição que visa mudar o nome da língua no Brasil, de Língua Portuguesa para “língua brasileira”, visto que, dizem os Brasileiros, possuir características que diferem do Português Europeu.

 

Ora já andei por lá a dizer das minhas, e por lá andou também o Ja Sousa, da Universidade Nova de Lisboa, a dizer das dele.

 

E é a sua excelente argumentação, deitando por terra o AO90, que passo a transcrever:

 

NAVEGANDO.jpg

 

Os Portugueses navegaram por mares nunca dantes navegados, deram novos mundos ao mundo, e neles deixaram, como herança, a riqueza da Língua Portuguesa. Uns souberam honrar essa herança. Outros, nem por isso…

 

 Texto de Ja Sousa

(Universidade Nova de Lisboa

 

«#1 - A mim interessa-me pouco que os brasileiros "não saibam escrever Português" ou coisas do género, até porque não é a sua Língua; o que me interessa mesmo é que não haja intrujões a querer transformar o Português numa Língua trapalhona para ficar igual ao Brasileiro. Cada Língua é como é, e ponto final.

 

#2 - Confesso que fico arrepiado com demonstrações de ignorância que tenho visto por aqui (nos comentários à Petição) atribuindo ignorância aos outros trocando fundamentações por insultos;

 

#3 - Um segredo: ninguém gosta do AO90, nem sequer os seus defensores, e não é por falta de inteligência, mas porque o referido AO é completamente indefensável; os seus defensores baseiam-se em vez disso em raciocínios de ser (supostamente) muita gente a falar "Português" como se fosse um critério numérico que dá prestígio, de ser mais fácil de aprender (supostamente) uma Língua mutilada, e evitam discutir o facto de o AO90 ser completamente mentiroso e incoerente (como já foi reconhecido por um dos seus autores, Malaca Casteleiro). O problema é que toda a gente quer acabar com ele mas ninguém quer ficar com a responsabilidade, especialmente portugueses e brasileiros;

 

#4 - Mencionei que do ponto de vista do Direito, a implementação do AO90 tem sido uma sucessão de golpes, atropelos e ilegalidades? Viola a Constituição Portuguesa e o Direito Internacional, e foi abusivamente implementado em Portugal por uma resolução do Conselho de Ministros?

 

#5 - A renomeação da Língua falada no Brasil não é uma coisa nova; já esteve em discussão no Senado Brasileiro nos anos 30 do Século passado, Senado que foi dissolvido pelo golpe de Getúlio Vargas. O seu proponente, Edgard Sanches, publicou depois um extenso trabalho desenvolvendo a sua fundamentação. E alguém se lembra que a defesa da Língua Brasileira foi uma das bandeiras de José de Alencar, embora tenha havido quem tenha querido transformar a suas ideias em apenas "literatura brasileira" (Evanildo Bechara, um ex-opositor ao AO90 convertido em defensor)?

 

#6 - Peço desculpa mas vou-me eximir a comentar como me apeteceria o que escreveu A favor do Acordo Ortográfico, porque considero insultuosa e desonesta a ideia de que é mais importante um lugar qualquer num pódium de Línguas do que a própria verdade da Língua; a equivalente desportiva deste raciocínio seria que é mais importante ganhar, mesmo com todo o doping e truques desonestos que se usou para isso. Avalie-se o lodo e a indigência intelectual em que nada a sustentação do "Português... do Brasil" e o Acordismo ao seu serviço, e limito-me a citar:

 

"Se, de um dia para o outro, a língua falada e escrita no Brasil deixasse de ser o português, deixaríamos de ser a 6ª língua com mais falantes nativos do mundo, e passaríamos a ser, talvez, a 20ª ou a 30ª. Daqui a 30 ou 40 anos, surgiriam novas línguas (o angolano, o moçambicano...). E nós (os portugueses) ficaríamos outra vez sós, pequeninos, esquecidos e isolados. E pelos vistos há que prefira que assim seja... em nome de ideais românticos de pureza ortográfica."

 

Por mim, e como se diz, prefiro ser “pobrezinho, mas honrado". Mas cada um faz as suas escolhas. E acabei aqui.»

 

Fonte:

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR71343&fb_comment_id=fbc_391313027678020_837239959751989_837239959751989#f22b40213e6f3f4

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:18

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Quarta-feira, 2 de Agosto de 2017

O SILÊNCIO AO REDOR DO AO90 É CRIMINOSO

 

Nunca Portugal desceu tão baixo. O facto de os políticos portugueses terem vendido a sua própria Língua é caso único na História da Humanidade, desde que o mundo é mundo.

 

Portugal, entre os 193 países existentes no Planeta Terra, é um dos que está condenado a DESAPARECER, por ter governantes demasiado subservientes aos interesses dos estrangeiros. Pouco a pouco, tentáculos alheios abraçam o território português e, mais ano, menos ano, seremos uma colónia daquele que ficar com o melhor pedaço.

 

Portugueses, abram os olhos e mandem para o espaço os políticos que estão a VENDER PORTUGAL ao retalho, porque se não o fizerem brevemente deixarão de ser portugueses.

 

FATUALIDADE.png

Isto, de facto, é uma fat(u)alidade

 

A este propósito, leiam o que NUNO PACHECO escreveu no Jornal Público:

 

«Dança com letras nas modas de cá e lá

Em Portugal escreve-se facto e no Brasil fato, mas na família de tais palavras reina uma total desunião.

 

Há duas semanas, e por culpa de Cleópatra, não se aprofundaram aqui as potencialidades do chamado Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, já online, com o qual se pretende uniformizar a ortografia dos países de língua portuguesa a partir do famigerado Acordo Ortográfico de 1990 (AO).

 

Façamos, pois, um pequeno exercício. Peguemos num Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, anterior ao acordo (por exemplo, a 8.ª edição de 1998), e procuremos algumas famílias de palavras onde as mudanças propostas pelo AO tiveram algum efeito. Feitas as listas, comparemo-las com o que nos propõe como norma o dito vocabulário comum (VOC). Ou melhor, o que propõem os vocabulários de Portugal e Brasil, a ele adstritos, porque o VOC é a soma de todos os nacionais.

 

Comecemos pela família de palavras iniciadas por “concep”. No Brasil, escrevem-se ainda tal qual se escreviam em Portugal: concepção, concepcional, concepcionário, conceptáculo, conceptibilidade, conceptismo, conceptista, conceptiva, conceptível, conceptivo, conceptual, conceptualismo, conceptualista, conceptualização, conceptualizar. Já em Portugal temos conceção, concecional, concecionário, concetivo, todas sem “p”; nas restantes admite-se escrevê-las com “p” ou sem ele; e numa única palavra, conceptibilidade, só é admissível a versão com “p”. Porquê? Não se adivinha.

 

Passemos agora a uma família onde a divisão devia ser clara, a de “fact”. Pois em Portugal escreve-se facto e no Brasil fato, com o mesmíssimo significado de “acção realizada, acontecimento”. Nos dois países, apesar disso, há um grupo de palavras que tem o “c” obrigatório: facticidade, factitivo, factoring (esta integrada na lista, mas inglesa), factótum ou factoto. Em Portugal, só com “c”, temos factício, factível, factual, palavras que no vocabulário brasileiro online surgem com dupla variante (fatício, fatível, fatual) embora o Priberam brasileiro só as admita com “c”! Já fáctico pode escrever-se com ou sem “c” nos dois países. Obrigatoriamente sem “c”, em Portugal e no Brasil, surgem: fator, fatorial, fatorizar, fatura, faturar. Como se vê, uma família muito unida. Alguém entende isto?

 

Vejamos a família “recep”. Aqui é mesmo tudo limpinho. No Brasil é (sem admissão de variantes) recepção, recepcionista, receptação, receptacular, receptáculo, receptador, receptar, receptibilidade, receptiva, receptível, receptividade, receptivo, receptor. Em Portugal, pelo contrário, tudo isto perdeu o pio, perdão o “p” com o AO. O que originou o surgimento de um estranho verbo: Recetar. Presente (está no VOC): eu receto, tu recetas, ele/ela receta, nós recetamos, vós recetais, eles/elas recetam…

 

Ainda na letra R, uma curiosidade em “rupt”. No Brasil escreve-se tudo com “p”: ruptura, rúptil, ruptilidade, ruptório. Em Portugal idem, menos ruptura, que perdeu o “p” e passou a… rutura.

 

Vamos agora à família das partições, “secç” e “sect”. No vocabulário brasileiro admite-se dupla grafia (com ou sem “c”) para todas estas palavras: secção, seccional, seccionamento, seccionar, sector, sectorial, sectorização, sectorizar. Em Portugal, dupla grafia só em sector/setor e sectorial/setorial. De resto escreve-se secção, sectorização, sectorizar (sem dupla grafia). Mas – há sempre um mas nesta enviesada história – temos meia dúzia de palavras desta família só admissíveis com “c”, em Portugal ou no Brasil: sectário, sectarismo, sectarista, séctil, sectório e sectura. Tudo tão claro e tão óbvio…

 

Para acabar, porque já devem estar cansados desta dança com letras, vamos à família “tact”. No Brasil e em Portugal admitem-se duas variantes (com ou sem “c”) nas palavras tacticografia, tacticográfico, táctil e tactismo. O Brasil também admite dupla grafia em tacto, táctico, táctica, tacticalidade ou tactura, mas aqui Portugal distancia-se: numas só escreve sem “c”, tato, tático, tática; noutras só escreve com “c”, tacticalidade, tactura. Porquê? É para uniformizar a ortografia, não se vê logo?

 

Exercícios idênticos podem multiplicar-se à exaustão. Divirtam-se (ou chorem) a fazê-los. Uma coisa é clara, e está à vista de todos: não há uniformidade gráfica alguma em tais vocabulários, a ortografia “nova” é uma inominável quimera e os que há muito gritam “basta” não podem nem devem calar-se. O silêncio sobre este caso é criminoso. Não é Pedrógão Grande, claro, nem há comparação possível; mas não podemos adiar uma decisão que se impõe sobre tão magno tema. Será depois do Verão?»

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2017/07/27/culturaipsilon/noticia/danca-com-letras-nas-modas-de-ca-e-la-1780259

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:15

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Terça-feira, 1 de Agosto de 2017

TODOS SABEMOS QUE O “BRASILEIRO” VAI PREDOMINAR NO BRASIL

 

A propósito de um texto que escrevi neste Blog, um D. Sebastião brasileiro enviou-me o comentário reproduzido adiante, que dispensava qualquer comentário, mas não resisto a responder-lhe, porque este blá-blá-blá imbuído do complexo de vira-lata, tão bem caracterizado pelo escritor brasileiro Nelson Rodrigues, diz bem da ignorância de uma parcela da população brasileira que envergonha o Brasil, como nação independente, desde 1822.

 

CULTURA.jpg

 

D. Sebastião comentou o post O QUE OS BRASILEIROS INCULTOS ACHAM DA LÍNGUA PORTUGUESA às 22:49, 31/07/2017 :

 

Acordem! Nem sem Sonho! Todos sabem que o português brasileiro vai predominar. Mas, chamo português só por convenção, pois tenho certeza que nós brasileiros e vocês portugueses não falamos o mesmo idioma. Os brasileiros deram uma identidade própria ao idioma falado e produziram uma das línguas latinas mais bonitas, mantendo a musicalidade própria das línguas românicas. Enquanto, vocês transformaram a sua língua portuguesa antiga numa das línguas com a sonoridade mais feias do mundo, com a sonoridade de uma língua da Europa oriental. Sua língua vai ficar restrita à Europa e às ex-colônias africanas. Aliás, até mesmo na Europa, ainda que estejam ensinando a "variante" européia, os estudantes logo vão se interessar pela língua dos brasileiros, adotando ela como modelo. Escreva aí o que eu estou prevendo!

 

***************************************************

 

Se ao menos este D. Sebastião não se acobardasse por detrás de um nome de Rei Português! Mas é dos cobardes não darem a cara.

 

Com isto começo por dizer que os Portugueses estão bem acordados, e nem em sonhos sonham que algum dia a língua que os Brasileiros mutilaram por mera questão anticolonialista, eivada de um inexplicável complexo de inferioridade, venha a ser língua oficial portuguesa.

 

Não chame “português” nem que seja apenas por convenção à língua que os Brasileiros utilizam, porque na verdade não passa de uma derivação oriunda da Língua Portuguesa, que foi rejeitada em 1945. E isso não é problema nosso.

 

O Brasil, depois que se libertou do jugo de Portugal, foi livre de escolher as suas políticas, a sua língua, o seu rumo, a sua evolução.

 

Não foi capaz. E isso também não é problema nosso.

 

Os Brasileiros deram uma identidade própria ao idioma português, e produziram um linguajar brejeiro, engraçado, que eu, pessoalmente, gosto bastante, quando é bem pronunciado. Tem expressões fabulosas e é agradável de ouvir. Tem musicalidade sim, mas não a musicalidade própria das línguas românicas, porque as línguas românicas são línguas integrais, e a musicalidade delas nada tem a ver com o “brasileiro”. Nem pouco mais ou menos.

 

Não é, com toda a certeza, uma das línguas latinas mais bonitas, porque nem sequer é língua. É simplesmente uma derivação da Língua Portuguesa, essa sim, uma das mais belas e ricas línguas europeias, segundo a apreciação dos povos cultos e civilizados do mundo.

 

A sonoridade da Língua Portuguesa é uma sonoridade de uma língua europeia, culta e bem estruturada. Não se distanciou das suas raízes por motivos preconceituosos, mas foi actualizada com base nas Ciências da Linguagem, que é coisa que o D. Sebastião brasileiro desconhece, por completo.

 

Quanto à escrita, a vossa derivação é um autêntico desastre, gramaticalmente e ortograficamente falando.

 

Se a Língua Portuguesa (a minha língua) ficar restrita à Europa e às ex-colónias africanas ou mesmo que ficasse restrita apenas a Portugal, será ouro sobre azul, porque isto significará que a Língua Portuguesa se libertou do aborto ortográfico, que dá pelo nome de AO90, e toda a beleza e riqueza será restituída à minha amada Língua.

 

Quanto ao que refere sobre a Língua Portuguesa ser uma variante europeia isto só pode ser anedota ou fruto da mesma ignorância que vos levou a mutilar uma Língua íntegra.

Não há variante europeia da Língua Portuguesa. A Língua Portuguesa É europeia. O que existe é uma variante abrasileirada da Língua Portuguesa, e que apenas os Brasileiros utilizam.

 

E pode tirar o seu cavalinho da chuva, porque um estudante estrangeiro que queira estudar Língua Portuguesa vem para as Universidades Portuguesas sérias, e não se interessam pela língua dos brasileiros, “adotando ela como modelo”, porque só nesta pequena frase estão erros crassos de gramática e de ortografia, e nenhum estudante que se preze vai estudar uma língua assim tão deturpada. A não ser que queira apenas aprender Português, para comunicar. É como ir aprender Inglês para os EUA, para comunicar. Eu quis aprender Língua Inglesa para saber, e frequentei Escolas Inglesas, não americanas, obviamente.

 

Consegue captar a diferença?

 

Por isso, digo-lhe: o “brasileiro” vai continuar a predominar no Brasil. E eu aplaudo. Porque não tenho nada com isso.

 

Até pode continuar a dominar na Internet, mas não como Português do Brasil, porque esse vai deixar de existir, para se tornar apenas a derivação brasileira do Português.

 

A Língua Portuguesa vai continuar a predominar em Portugal, ainda que seja apenas em Portugal, país territorialmente pequeno. Mas são nos pequenos frascos que se guardam as melhores essências. E nós, Portugueses cultos, estamo-nos nas tintas para a quantidade de falantes ou escreventes da Língua Portuguesa. O que para nós conta é a qualidade desses falantes e escreventes.

 

E mais vale poucos e bons, do que muitos e maus.

 

Escreva você aí o que eu estou a dizer! Certo?

 

Isabel A. Ferreira

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:36

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Quinta-feira, 22 de Junho de 2017

UMA EXCELENTE E IRREFUTÁVEL DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA DE A M PIRES CABRAL

 

Contributo do Escritor A M Pires Cabral no Grupo de Trabalho para Avaliação do Impacto do AO90, criado no âmbito da Comissão Parlamentar da Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, pelas mãos do PSD.

 

Se, depois desta grande defesa, este Grupo não ficar completamente elucidado e não disser: «BASTA! Não precisamos de ouvir mais nada, porque nada mais há a acrescentar. O assunto fica encerrado. O AO90 vai para o caixote do lixo», é porque tudo isto não passou de uma farsa, e ninguém está realmente interessado em ouvir a opinião dos sábios.

 

O que será preciso mais? Fazer um desenho?

 

PIRES CABRAL.jpg

A M Pires Cabral (origem da foto: Internet)

 

«POSIÇÃO SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO E SUA APLICAÇÃO

 

Começo com uma prevenção: a de que fui, sou e serei sempre adversário do Acordo Ortográfico (AO).

 

Publiquei recentemente um texto de que repesco algumas linhas:

 

«A pendência que anda assanhada entre os antagonistas do AO e os seus defensores é insanável, porque radica em duas atitudes básicas inconciliáveis.

 

De um lado, temos os que olham para a língua acima de tudo como meio de comunicação. São sujeitos práticos e desempoeirados. Para eles, o Português é um instrumento como outro qualquer, uma navalha ou um isqueiro. Usa-se, é tudo — e tanto se lhes dá que se escreva desta como daquela maneira. Que mais dá escrever ‘insecto’ ou ‘inseto’? Desde que o receptor entenda... O importante é pois fazerem-se entender. A sua concepção da língua é utilitária: não lhe pedem mais nada — apenas que funcione.

 

Por outro lado, há os que olham para a língua como ferramenta comunicacional, sim, mas não apenas isso. Olham-na também amorosamente como se deve olhar uma verdadeira obra de arte, nos seus aspectos históricos e, porque não?, estéticos. Acarinham as aderências culturais de que a língua se vai revestindo à passagem dos séculos. A esses repugna escrever — e, se bem os conheço, nunca escreverão — ‘arquiteta’, ‘recetar’, ‘semirreta’, ‘espetador’, ‘ereção’.

 

Não há, nesta história, os bons e os maus. Cada um é como é. E a história terminou com a adopção do AO (com o seu quê de golpada, em boa verdade), porque, naquele momento, a relação de forças pendeu para o lado dos primeiros: os nossos políticos de então, desde os senhores deputados que o aprovaram, ao senhor presidente da República que o promulgou e ao senhor primeiro-ministro que o pôs em marcha, eram todos criaturas práticas, p’rafrentex, que não se deixavam embaraçar por considerações de ordem histórica e estética, isto é, cultural e afectiva. Foram surdos a tudo, excepto ao canto de sereia dos professores Malaca e Houaiss, a anunciar amanhãs que cantavam à língua portuguesa.»

 

Na verdade, o AO, que almejava unificar, acabou em muitos casos por diversificar: onde havia uma só grafia (‘recepção’, por exemplo), passou a haver duas: ‘recepção’ e ‘receção’ (esta correntemente confundida com ‘recessão’). Não vale a pena aduzir mais exemplos.

 

Por outro lado, o AO é um cúmulo de incoerências, que têm sido devidamente apontadas e exploradas. Não vale a pena enumerá-las a todas; bastará o exemplo da retirada do acento em ‘pára’ (do verbo ‘parar’), que era antes do AO justificado pela necessidade de distinguir de ‘para’ (preposição). Ora, se a necessidade de distinção cessou como por milagre (o mirífico contexto! — que estamos fartos de saber que funciona... quando funciona), porque se manteve o acento no verbo ‘pôr’? Incoerência. Ou que justificação séria pode ser encontrada para escrever com hífenes ‘cor-de-rosa’ e sem hífenes ‘cor de laranja’?

 

Não insistirei na enumeração de casos particulares. Direi apenas que o AO não tem qualquer justificação científica em que se apoie. Tem apenas a justificação política de que da sua aplicação resultariam benefícios para a língua portuguesa, a nível de prestígio e mais fácil utilização nos fóruns internacionais. Até hoje, creio que ninguém de boa fé poderá dizer que já notou alguma diferença.

 

Aproximando-nos agora um pouco mais dos objectivos do Grupo de Trabalho, julgo oportuno fazer uma única e definitiva consideração (transcrevendo também palavras já por mim publicadas algures):

 

«O Sr. Professor Malaca Casteleiro, escreveu recentemente, defendendo o AO, que o dito está a ser aplicado “sem problemas”. Santa ingenuidade! Não se dá conta o professor da chusma de ‘fatos’ (em vez de ‘factos’) que enxameia o próprio Diário da República? Se não se dá conta, em que país das maravilhas devaneia o professor? Se dá, não acha o professor que isso é um problema — e bem bicudo —, que rói o próprio cerne da língua portuguesa?»

 

Defendem os apoiantes do AO dizendo que isso não é culpa do acordo, mas do mau uso e ignorância de alguns utentes da língua. É claro que sim. Mas quando é que, antes do AO, se disse ‘fato’ em vez de ‘facto’, e ‘contato’ em vez de ‘contacto’, deste lado do Atlântico? Será arriscado afirmar que foi o AO que criou o ambiente propício para mutilações destas da língua portuguesa, as quais — água mole em pedra dura... — acabarão por se tornar irreversíveis?

 

Contrariamente ao que o Sr. Professor Malaca Casteleiro quer fazer crer, a aplicação do AO tem gerado inúmeros problemas (oiçam os professores!) e está a ser um factor de erosão do Português.

 

Termino, recomendando que Portugal se desvincule, e quanto antes, do tratado do Acordo Ortográfico de 1990.

 A. M. Pires Cabral»

 

Fonte:

http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a53556c4d5a5763765130394e4c7a457951304e44536b5176523152425355464254793942636e463161585a765132397461584e7a595738765132397564484a70596e563062334d765132397564484a70596e5630627955794d47526c4a5449775157353077374e756157386c4d6a425161584a6c637955794d454e68596e4a68624639504a54497751574e76636d52764a54497754334a30623264797736466d61574e764c6e426b5a673d3d&fich=Contributo+de+Ant%C3%B3nio+Pires+Cabral_O+Acordo+Ortogr%C3%A1fico.pdf&Inline=true

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:33

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Terça-feira, 20 de Junho de 2017

«UMA TARA LUSO-BRASILEIRA CHAMADA "ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990"»

 

Recebi este texto, via e-mail, e porque concordo com o seu conteúdo, partilho-o com todos aqueles que lutam contra algo que nunca deveria ter acontecido, porque inacreditável e bizarro, impatriótico e irracional: a imposição abjecta de uma ortografia gerada no Brasil.

 

Atenção! Nada contra o Brasil e a Língua Brasileira.

 

Contudo, precisamos de obrigar o governo português a devolver a Portugal a Língua Portuguesa.

 

Se os governantes não sabem, precisamos dizer-lhes que Portugal é um país livre, que pertence à Europa, e não um feudo sul-americano, e a Língua Portuguesa não é um produto vendível.

 

pessoa1111-1-e1454721494632.jpg

Origem da imagem: Internet

 

Texto de DA SILVA Francisco João

 

 A luta contra este “crime” de lesa língua deve continuar até à revogação final e definitiva desse monstro   linguístico   que é o pseudo, bastardo, ilegal e inconstitucional DES-acordo ortográphico 1990.

 

Este “acordo” é a ilustração mais recente de uma TARA LUSO-BRASILEIRA, que tem erupções desastrosas a cada geração (mais ou menos 25 anos) e que mexe no nosso (e no dos outros países igualmente...)  PATRIMÓNIO IMATERIAL de maneira totalmente irresponsável.

 

Isto, contrariamente a outros Povos (Castelhano, Francês, Inglês, Austro-alemão, etc.) cujas línguas podem ter até ter 37 variantes (caso do Inglês) sem que isso tenha impedido os seus interlocutores de se  compreenderem  e  de  se apreciarem  na suas  respeCtivas diversidades.

 

No caso LUSO-BRASILEIRO esta TARA tem evoluído de maneira doentia, para uma forma de esquizofrenia...  ou será apenas a ganância financeira de determinados editores e das classes políticas?

 

Aqui fica esta interrogação pertinente.

 

Queriam UNIFICAR A LÍNGUA PORTUGUESA, nos 8 países de língua oficial portuguesa…   O que é IMPOSSÍVEL!

 

O FRACASSO é total.

 

O DESCALABRO PATENTE.

 

Os outros povos devem estar a olhar com muita ironia para este DESASTRE linguístico, que igualmente é uma TRAGÉDIA CULTURAL.

 

E   a consequência dessa TARA é que agora temos 3 variantes "oficiais"  do Português:

 

1)- o Português culto, o Português europeu, que muitos de nós continuamos a aplicar, incluindo, e ainda bem, ANGOLA e MOÇAMBIQUE;

 

2)- o português, dito ACORDÊS (AO9O), apenas adoPtado  em Portugal;

 

3)- o português dito “português-brasileiro”, que é apenas um eufemismo para não o chamarem de língua brasileira, a qual   parece   estar   a encaminhar-se rápida e independentemente para o que parece ser uma forma de crioulo português.

 

Isto se nada for feito, pelos próprios brasileiros, cujas “elites” querem continuar a dar (ERRADAMENTE) primazia à fonética e não à etimologia e às raízes latinas do Português do Brasil. O que é deveras lamentável e apenas "empobrece” a língua, empurrando-a efectivamente para uma forma de crioulo, que nada tem de pejorativo (ver mais abaixo), pelo menos para mim.

 

CABO VERDE rejeitou oficialmente, recentemente a Língua Portuguesa, que é, por conseguinte, considerada uma Língua ESTRANGEIRA, substituindo-a pelo CRIOULO CABO-VERDIANO! É um direito seu.

 

O PSEUDO E BASTARDO “ACORDO ORTOGRÁPHICO DE 1990” (AO90) É UM “FRANKENSTEIN LINGUÍSTICO”

 

O AO90 não é (mais) uma convenção bilateral entre Portugal e o Brasil, mas sim um Tratado Internacional entre oito (8) Estados de Língua Portuguesa, que viola o Direito Internacional e a Convenção de Viena, a qual institui a regra da UNANIMIDADE! E apenas 4 dos 8 países ratificaram o AO90!

 

O AO90 não está, portanto, jurídica e internacionalmente em vigor, em NENHUM país de Língua Portuguesa!!!

 

 A Convenção Luso-Brasileira de 1945, (que o Brasil assinou, mas NÃO CUMPRIU) continua, por conseguinte, em vigor, visto que o Decreto-Lei Nº 35.228 de 8 de Dezembro de 1945 que a instituiu NÃO FOI revogado!

 

O Des-governo de José Sócrates, assim como Aníbal Cavaco Silva, usurparam poderes que não tinham, e violaram a Constituição da República Portuguesa (CRP).

 

A matriz da Língua Portuguesa, que teve origem na Europa e não Brasil, está a ser objectivamente destruída e mutilada por que razões obscuras?

 

Os Portugueses dignos e verticais têm o DEVER de defender a Matriz da Língua Portuguesa, que é uma parte essencial do PATRIMÓNIO IMATERIAL DE PORTUGAL, segundo a Convenção da UNESCO.

 

Por conseguinte, NÃO deve adoPtar-se o pseudo “Acordo Ortográphico” de 1990 (AO9O), visto ser um dialeCto estatal, que é:

 

 1ILEGAL e INCONSTITUCIONAL;                                                                                            

 2)- linguisticamente inconsistente;

 

 3)-  estruturalmente incongruente;

 

4)- para além de, comprovadamente, ser causa de crescente iliteracia em publicações oficiais e privadas, na imprensa e na população em geral, e de ter provocado um CAOS ORTOGRÁPHICO em Portugal e um DESCALABRO a nível internacional, tendo sido REJEITADO por vários outros países (entre eles Angola e Moçambique).

 

AS DITACTURAS, INCLUINDO AS  ORTOGRÁPHICAS, NÃO  SE  COMBATEM,  DERRUBAM-SE !

 

DA SILVA Francisco João

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:34

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Quarta-feira, 7 de Junho de 2017

ARTIGO DE MALACA CASTELEIRO E TELMO VERDELHO É UM «BELÍSSIMO HINO À SUBMISSÃO E À IMBECILIDADE»

 

Malaca e Verdelho escreveram aqui:

https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/acordo/um-discurso-ignorante-e-retrogrado/3551

um artigo intitulado «Um discurso ignorante e retrógrado sobre a petição "Cidadãos contra o Acordo Ortográfico» que envergonha o mais analfabeto cidadão português, como se ignorantes e retrógrados fossem os que defendem a Língua Portuguesa dos predadores que se venderam ao estrangeiro, mediante uma negociata obscura, que há-de vir à luz do dia, mais dia, menos dia.

 

Sérgio Marques respondeu-lhes à letra.

Subscrevo tudo o que escreveu.

 

FERNANDO.jpg

 

Texto de Sérgio Marques

 

«O Professor Malaca Casteleiro, infame artífice do maior crime jamais cometido pelo Estado de um país contra a sua própria língua, entendeu colocar uma cereja envenenada em cima do bolo putrefacto que, sob a sua sábia orientação técnico-científica, uma geração de políticos curtos de inteligência e visão obrigou os portugueses a deglutir, de olhos e ouvidos fechados.

 

Deslumbrado com o superior legado à língua portuguesa que julga resultar do seu papel crucial no parto deste aborto que não é apenas ortográfico (se o AO90 prevalecer, as sequelas fonéticas e semânticas sobre a língua portuguesa falada em Portugal serão irreparáveis), o Senhor Professor Malaca Casteleiro resolveu insultar alarvemente os cidadãos deste país que não integram o outro grupo de cidadãos que reagiu "... com geral acatamento" [expressão usada pelo subtil Catedrático] à imposição do Acordo Ortográfico pelos governantes medíocres e corruptos que nos calharam em sorte.

 

Que belíssimo hino à submissão e à imbecilidade.

 

Pois permita-me que lhe diga, Senhor Professor, que "acatamento", embora pareça, não rima com liberdade de pensamento. Tampouco prepotência rima com ciência ou presunção com razão.

 

Nessa linha, é de uma delicadeza invulgar o rótulo de intelectualóide aplicado por V. Exa. a quem, fundamentadamente, de si discorda. Ao contrário de Vossa Senhoria, os homens e mulheres de bem - intelectuais ou não - não se prestam, quais mercenários, a assassinar, por encomenda, o património maior da cultura de qualquer povo à face da terra: a sua língua materna.

 

Permita-me, igualmente, que lhe devolva, merecidamente, o epíteto de reaccionário. É, no mínimo, com grande perplexidade, que assisto a este tipo de acusação proferida pela boca do homem que, indisfarçavelmente, quer ficar na História deste país como o arquitecto de uma Orwelliana "Novilíngua", uma língua truncada na sua etimologia greco-latina pela estapafúrdia e fascizante ambição de uniformizar a escrita de uma língua viva e livre, falada, naturalmente, de forma crescentemente diferenciada nos cinco continentes ao longo dos últimos 500 anos.

 

É nesta parte, desperdiçado lamentavelmente o tempo consumido a ler o aviltante texto por si dedicado ao "Movimento de Cidadãos contra o AO90", que confesso que o Senhor Professor Malaca Casteleiro - pelo imperdoável crime de lesa-pátria de que é o inspirador e ideólogo, pela sobranceria e pobreza dos argumentos pateticamente subjacentes aos insultos que brotam vorazmente da sua boca viperina - me envergonha perante o mundo por comigo partilhar a nacionalidade e, supremo desgosto, a nobre língua de Pessoa.

 

Voltemos à luta! O combate pela integridade e dignidade da língua portuguesa não pode morrer! Nunca!»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/sergio.marques.37266?fref=hovercard

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:06

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Segunda-feira, 5 de Junho de 2017

APENAS AS GRANDES MENTES TÊM A CAPACIDADE DE RECONHECER O ERRO

 

Infelizmente, não são as grandes mentes que governam este nosso país, metade grandioso, metade insignificante.

 

Um ministro (minus) (o tal dos negócios dos estrangeiros) que diz «se quiséssemos, acabaríamos com o AO90, mas não queremos…» não tem o mínimo sentido de Estado, não tem personalidade própria, não tem dignidade, nem inteligência, e governa conforme os quereres e não conforme os deveres.

 

E isto tem as mais desastrosas repercussões para o país, principalmente para o futuro dos futuros analfabetos escolarizados que estão a fabricar-se nas actuais escolas portuguesas.

 

LÍNGUA.png

 

Durante os cerca de 800 anos em que existimos como país, já tivemos de tudo: bons e maus reis; razoáveis presidentes da República e governantes; e maus presidentes da República e governantes; até já tivemos uma ditadura, mas nunca, nunca, ao longo destes 800 anos tivemos um tão péssimo presidente da República e um tão péssimo governo, no que à defesa da identidade portuguesa diz respeito.

 

A um, só interessa ouvir este tu cá, tu lá: «Ó Marcelo, anda cá tirar uma selfie!...», enquanto, sem o menor pejo, promove o acordês abrasileirado pelas comunidades portuguesas, e na feira deo livro de Lisboa.

 

Aos outros, interessa assegurar que a negociata trafulhosa, que atou Portugal aos ignorantes, se mantenha, não para bem da Nação, mas para bem dos trafulhas.

 

Todos os Portugueses, mais ou menos instruídos, e principalmente livres, ou seja, os que não têm medo do bicho-papão instalado no poder, os que têm uma espinha dorsal bem erecta, e não se vergam aos maus mandos dos que se aproveitam dos cargos que ocupam, para servir exclusivamente os lobbies e disso tirarem proveito próprio, perplexos com a estupidez reinante, têm encetado todos os esforços e apresentado todos os argumentos racionais, válidos e assentes nas Ciências da Linguagem (e não no simples “querer” de mentes com neurónios avariados), com o objectivo de iluminarem as mentes mergulhadas na mais profunda ignorância e teimosia e irracionalidade e que insistem em manter vivo um aborto deformado, mutilado, feio, desengonçado, aparvalhado, que dá pelo nome de AO90, também conhecido por socratês, cavaquês, lulês, brasileirês

 

FERNANDO PESSOA NÃO ERA PHERNANDO, MAS ESCREVIA PHARMÁCIA

 

Os acordistas apresentam a rejeição de Fernando Pessoa à ortografia de 1911, como um modelo, mas Fernando Pessoa, não era Phernando, mas escrevia pharmácia. Ora se havia a letra F, no alfabeto português, porque não utilizá-la? Para bom entendedor...

 

Fernando Pessoa debateu-se apenas contra a mudança, e não contra a estupidez dessa mudança, porque simplesmente o que se propunha em 1911 não era estúpido, como o que se propôs em 1990. O que se propôs em 1911, fez parte da evolução da Língua, e não da mutilação dela.

 

Uma coisa é substituir uma grafia, baseados na Ciência, outra coisa é capar as palavras, transformando-as numas aleijadinhas, sem pés nem cabeça, para facilitar a aprendizagem dos menos dotados mentalmente, ou simplesmente para destruir a língua do colonizador mal-amado, ou para encher os bolsos dos tratantes.

 

Então, com base em coisa nenhuma que valha a pena, apenas por uma teimosia eivada da mais profunda estupidez, uns tantos desilustrados, já caducados, lusos e brasileiros (porque não foram convocados representantes dos restantes países lusófonos), com o intuito fajuto de unificar algo que é absolutamente impossível de unificar (e isso está mais do que provado, e nem sequer isso os acordistas conseguiram perceber) pariram um aborto ortográfico sem precedentes na História de toda a Humanidade (tinham de ser os portuguesinhos, com neurónios miudinhos e avariados a protagonizar tal desfeito histórico), que está a esmagar uma das mais belas e nobres línguas indo-europeias - a Língua Portuguesa.

 

Eles acham ridículo escrever as consoantes mudas, por isso são um zero à esquerda em Línguas como a Inglesa ou a Alemã, que têm consoantes mudas, umas a seguir às outras, e nem por isso, os Ingleses ou os Alemães as capam. As Línguas cultas são feitas com Cultura, não com palermices de incapacitados mentais.

 

Neste momento, existe um grupo de trabalho no Parlamento para avaliar o impacto da aplicação do AO90 que, como não podia deixar de ser, tem o PS a bater o pé, com o seu obscurantismo. E, apesar de todas as críticas bem fundamentadas contra o monumental malefício de uma ortografia parida e aplicada à balda, por todos os que, subservientemente, aderiram a este desmando, não houve ainda fumo branco, para extirpar esta vergonha do nosso País, da nossa Cultura, do nosso Ensino.

 

É que apenas as mentes iluminadas cedem quando se vêem à beira do abismo.

 

Os cegos mentais, porque nada vêem, vão em frente e caem no fosso que, cegamente, eles próprios cavam.

 

Porém, se querem suicidar-se, suicidem-se, mas não levem para a cova a nossa bela e nobre Língua Portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:15

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Segunda-feira, 29 de Maio de 2017

LATIM EXPLICA A NULIDADE DOS MINISTROS QUE ANDAM A TRAMAR A LÍNGUA PORTUGUESA

 

Se dúvidas houvesse em relação à negociata socialista que está a tramar a Língua Portuguesa, este esclarecimento, que recebi via e-mail, vem confirmar aquilo que todos já sabemos.

 

Indubitavelmente, O AO90 é fruto de uma descomunal imbecilidade militante.

 

IMBECILIDADE.jpg

 

«LATIM, Língua maravilhosa!

 

O vocábulo "maestro" vem do latim "magister" e este, por sua vez, do advérbio "magis" que significa "mais" ou "mais que".

 

Na antiga Roma o "magister" era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações!

 

Por exemplo um "Magister equitum" era um Chefe de Cavalaria, e um "Magister Militum" era um Chefe Militar.

 

Já o vocábulo "ministro" vem do latim "minister" e este, por sua vez, do advérbio "minus" que significa "menos" ou "menos que". Na antiga Roma o "minister" era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso.

 

COMO SE VÊ, O LATIM EXPLICA A RAZÃO POR QUE QUALQUER IMBECIL PODE SER MINISTRO... MAS NÃO MAESTRO! (Recebido via-email).

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:30

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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