Sexta-feira, 15 de Setembro de 2017

QUEM ALIMENTA O MONSTRO CHAMADO AO90?

Vamos lá fazer alguma coisa pela Língua Portuguesa. Pela nossa Língua. Pela Língua Oficial de Portugal.

 

21741292_734409853415629_5709233816260522070_o[1].

 

«Quantos são, quantos são?

 

Ainda gostava de saber qual a percentagem de gente que está verdadeiramente contra o AO90, e teve a coragem de deixar de comprar livros, revistas e jornais escritos segunda aquela disparatada norma!

 

Se as pessoas fossem mesmo contra a corrupção, o AO90 é fruto das negociatas corruptas de editores e "pulhíticos", não proporcionariam lucros aos bandidos que fomentam tal aberração.

 

Mas os portuguesinhos são conformados, e aceitam tudo em nome de boas causas, e estas boas causas são: não se chatearem com coisa alguma, mesmo que isso os aborreça um pouquinho.

 

Quem continua a alimentar estas negociatas não se pode queixar de ter de comer daquilo que não gosta.

 

OBS.; Ultimamente tenho poupado bastantes €URO$ nesta minha batalha.

JmfG

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=734409853415629&set=a.115100005346620.1073741829.100005398633463&type=3&theater&ifg=1

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:38

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Quarta-feira, 13 de Setembro de 2017

AO CUIDADO DO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL A QUEM CABE DEFENDER O PATRIMÓNIO PORTUGUÊS

 

«Palavras do músico Pedro Barroso:

 

«Sou assumidamente um fora-da-lei, passei a ser um autor clandestino. Sou também um analfabeto porque me recuso a cumprir um acordo ortográfico imbecil que assassinou o meu português. Sinto-me chocado e de luto pela língua portuguesa, mas comigo sei que tenho milhões que também não compreendem aquilo que aconteceu. Nenhuma língua pode ser alterada e imposta por decreto, cerceando a nossa liberdade e inteligência.»

 

Muito bem, Pedro Barroso. Não esperava outra atitude da sua parte, senão esta. Muito obrigada.

 

Espero poder agradecer também a sua Excelência, António Costa, primeiro-ministro português, o favor de devolver a Portugal, a Língua Portuguesa, o nosso património maior. Só lhe ficava bem, e subia na consideração dos Portugueses e da crítica internacional.

 

 

Vídeo retirado daqui: https://www.youtube.com/watch?v=zRCovh0mNww

Assine a petição-manifesto: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=acordoortografico90

Subscreva a iniciativa de referendo: https://referendoao90.wordpress.com/documentos-para-recolh…/

Fonte: https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/videos/1357451324356532/?hc_ref=ARSwFcRDoGgokK0PyqUOL6q7T5nYgsUXW_oTVGQwa6_NyHcT6P-HO4BByGthQ-fu2ZY&fref=gs&dti=531497413620386&hc_location=group

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:04

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Segunda-feira, 4 de Setembro de 2017

PORTUGAL É CASO ÚNICO NO MUNDO QUANTO À VENDA DA SUA LÍNGUA OFICIAL

 

Nunca, jamais, em tempo algum, e em parte nenhuma do Planeta Terra, e quiçá, de todo o Universo, nenhum país independente trocou a sua própria Língua (Bela, Culta e Rica) por um farrapo de ortografia (feia, inculta e pobre), mal-amanhada, a pender para a parva, a que se convencionou chamar AO90, apenas porque um punhado de ignorantes sonhou engrossar a lista dos mal-falantes e mal-escreventes, no mundo, e, deste modo, encher os bolsos, quais Judas Iscariotes da Língua Portuguesa.

 

LÍNGUA INDO.png

Ao estudarmos a História das Línguas Indo-Europeias, na qual a Língua Portuguesa se inclui, verificamos que a nossa língua faz parte de uma grande e nobre família linguística com a mais longa e coesa cronografia, e que nada tem a ver com nenhuma das Américas.

 

Portugal é um país com uma dimensão territorial pequena, mas não é um país com uma História pequena. Se hoje está reduzido a uma quase insignificância, num mundo de gigantes, outrora foi um país que deu novos mundos ao mundo, epopeia imortalizada pelo nome maior da nossa Literatura, Luís de Camões, na sua imortal e universal obra Os Lusíadas.

 

Portugal já representou um papel importantíssimo no mundo. Teve prestígio. Os Portugueses eram conhecidos de ponta a ponta do mundo, pelos seus grandes feitos, associados a todos os defeitos dos restantes povos conquistadores da época (Ingleses, Espanhóis, Franceses, Holandeses).

 

Portugal tinha um povo destemido, que sempre defendeu, com unhas e dentes, o seu território, conquistado, palmo a palmo, por Reis aguerridos e empenhados em fundar o País que herdámos.

 

Nunca permitimos que estrangeiro nenhum cá assentasse arraiais. O povo unia-se, e, à paulada, à pedrada, fosse com o que fosse, corriam com eles…

 

E hoje, o que temos? Quem temos?

 

Temos uns governantes servis, desprovidos de espinha dorsal, comprometidos com a falta de excelência, que fazem o jogo sujo de um punhado de ignorantes que acha que milhões de mal-escreventes e mal-falantes do nosso Português pode sobrepor-se à longa e magnífica história da nobre Família Linguística Indo-Europeia, de que os Portugueses fazem parte.

 

Por isso, não podemos ir do Ouro (Língua Portuguesa) para a lata enferrujada (AO90), permitindo que passemos a integrar uma família “linguística” sem história, desenraizada, descaracterizada, desmembrada, pobrezinha, sem eira nem beira, apenas porque esse tal punhado de ignorantes (avessos ao conhecimento) simplistas (de lógica extremamente básica) e facilitistas (contrários à exigência) acham que teriam prestígio no mundo, por serem milhões…

 

Como se enganam!

 

A quantidade jamais suplantará a qualidade.

 

A Língua Portuguesa é a mais pura essência que se guarda num pequeno frasco (Portugal). O AO90 é um líquido viscoso acondicionado num bidão de milhões de litros.

 

O que preferirá um Português comprometido com a excelência: a pura essência ou o líquido viscoso?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:04

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Terça-feira, 29 de Agosto de 2017

«O DES-ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990»

 

 

(Encontrei esta “Defesa da Língua Portuguesa” algures. Não fixei a fonte. Se o autor, por ventura, vier a ler este texto, peço que diga de sua justiça, para que eu possa acrescentar a autoria).

 

VASCO.jpg

 

«Em defesa da Língua Portuguesa, que é uma parte essencial do PATRIMÓNIO IMATERIAL de PORTUGAL, segundo a Convenção da UNESCO, o remetente desta mensagem NÃO adoPta o “Des-Acordo Ortográfico” de 1990 (AO9O) devido a ser:

 

1 - ILEGAL e INCONSTITUCIONAL

2 - Linguisticamente inconsistente

3 - Estruturalmente incongruente.

4 - Para além de, comprovadamente, ser causa de crescente iliteracia em publicações oficiais e privadas, na imprensa e na população em geral e de ter provocado um CAOS ORTOGRÁFICO em PORTUGAL e um DESCALABRO a nível internacional.

 

Foi REJEITADO por vários outros países (ANGOLA, MOÇAMBIQUE).

 

REVOGAÇÃO IMEDIATA!»

 

***

Entretanto, num comentário que também li algures, Fernando Lira que, suponho, é um cidadão brasileiro, a propósito de uma publicação, onde num título de jornal se escrevia ESPETADORES, algo muito disseminado pelos acordistas, que querem ser mais malaquistas do que o Malaca, disse o seguinte:

 

«Aqui no Brasil ninguém fala e nem escreve ESPETADOR em vez de ESPECTADOR.

 

Nós escrevemos como falamos. Portanto, aqui se fala e se escreve:

 

RECEPÇÃO, CONCEPÇÃO, DETECÇÃO, BACTÉRIA, INFECÇÃO, CONTACTAR, PACTO, PERCEPÇÃO, FACÇÃO, APTO e etc.

 

Já nas palavras que não pronunciamos o "C" e o "P" também não se escreve:

 

ATO, FATO, EXATO, ASSUNTO, CONTATO, ADOÇÃO, ACESSO, EXCEÇÃO e etc.»

 

***

Isto é verdade.

 

No Brasil, país onde se forjou a ortografia preconizada pelo AO90, escreve-se e pronuncia-se os pês e os cês, de espectador, recepção, concepção, detecção, bactéria, infecção, contactar, pacto, percepção, facção, apto, etc….

 

Em Portugal, não. Em Portugal, os “brilhantes” escreventes e tradutores da nossa praça, desatam a cortar todos os pês e os cês que lhes aparecem à frente dos olhos. Daí vermos por aí escritas palavras curiosas, estranhas, indecifráveis, inexistentes nas línguas latinas: espetador, receção, conceção, deteção, batéria, infeção, perceção, fação… e tantas outras.

 

Agora, curioso, curioso, e quando por lá andei a estudar, tentei que me dessem uma justificação racional para assim ser (mas não deram) é o facto de, no Brasil, escreverem ato, fato, exato, mas pacto; contato, mas contactar; exceção, mas recepção, concepção, percepção…

 

 

Não há qualquer lógica nisto. É assim porque é. Aliás, o AO90 não segue nenhuma lógica. É como é, porque é. Não há qualquer base científica para o sustentar. Nem científica, nem jurídica, nem racional. Nem coisa nenhuma.

 

Então, as perguntas são estas:

 

Por que é que o AO90 ainda não foi atirado ao caixote do lixo, onde pertence?

 

Por que é que o governo português, teima em impingi-lo, principalmente às crianças portuguesas, que estão a ser criminosamente enganadas? Estão a vender-lhes gato por lebre. E elas, além de não merecerem, são tudo, menos parvas, e já se apercebem desta ignóbil tramóia.

 

Atente-se no que diz Vasco Graça Moura.

 

Por isso, esperamos que as editoras, que têm interesses obscuros neste negócio sórdido, vão todas à falência.

 

Apela-se, portanto, ao boicote de todas as publicações (livros, jornais, revistas) que não estejam escritas em Língua Portuguesa. A única. A oficial. A Culta.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:02

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Quinta-feira, 10 de Agosto de 2017

SENHORES GOVERNANTES, VAMOS FAZER UM "PATO"?

 

Como? Não, não é cozinhar um pato, até porque adoro patos a deslizar nas águas, e não nos pratos.

 

É fazer um pato, um acordo, a condizer com o acordo ortográfico de 1990.

 

É que se há quem apresente fatos em vez de factos (do Latim factum), porque não se há-de fazer um pato em vez de um pacto (do Latim pactum)?

 

É que nunca entendi os critérios que levaram os acordistas a substituírem facto por fato (e não me venham dizer que é apenas no Brasil, porque não é) e acto (do Latim actus) por ato (do verbo atar) mas não fazem patos. Porquê isto…assim…? Apenas porque sim?

 

Se praticamos um ato, por que não fazer um pato?

 

E é esse pato que venho propor.

 

INTERMARCHÉ.jpg

 

Estão a ver esta imagem? Conseguem ver como as Línguas Inglesa, Alemã e Francesa estão bem aplicadas?

 

Mas se repararmos no “Benvindo” que o Intermarché utilizou para alegadamente se expressar em Língua Portuguesa, espalhou-se ao comprido.

 

Isto lido assim à letra, significa que apenas quem se chama BENVINDO (nome próprio de homem) é welcome, willkommen e bienvenue ao hipermercado. Conclusão: como eu não me chamo Benvindo, não fui fazer compras ao Intermarché.

 

Mas não é isso que importa. O que importa é que quem fez o cartaz, sabe como se escreve bem-vindo nas outras línguas, mas não sabe bem-receber, ou seja, escrever bem-vindo em Língua Portuguesa. E os Ingleses, Alemães e Franceses (bem) recebem como deve ser. E nós não. Vejam se os alemães têm peneiras contra consoantes duplas. Mas se willkommen fosse uma palavra portuguesa, já estaria reduzida a wilkomen, para facilitar a vida aos cabeças-duras.

 

E já vi pior: já vi no site de um Hotel, na Internet, um BEMVINDO assim… muito escarrapachado, como se fosse uma preciosidade linguística.

 

E isto não será grave? Não é gravíssimo?

 

É que a política acordista do corta os hífens aplica-se à balda. Aliás, tudo no AO90 se aplica à balda. Cada um escreve como calha, como quer, como lhe dá na real gana, a começar pelos governantes, cujos textos são um autêntico monumento à ignorância da Língua Oficial Portuguesa (e não estou apenas a referir-me à ortografia acordista, refiro-me também á ortografia não alterada que poucos dominam.

 

Posto isto regressemos ao pato.

 

Os senhores governantes permitem-me que eu, na qualidade de ex-professora de Língua Portuguesa, vá à Assembleia da República ditar-vos um texto escrito inteiramente segundo as regras do AO90?

 

E o que proponho para o pato é o seguinte: se todos os deputados derem zero erros no ditado, isto é, se todos escreverem correCtamente a ortografia acordizada, eu deponho as armas, e dar-me-ei por vencida.

 

Mas como estou convencida de que a esmagadora maioria, se não a totalidade dos senhores deputados, darão montes de erros ortográficos, ao aplicarem o AO90, que querem IMPINGIR-NOS a todo o custo, ao custo da perda da nossa própria IDENTIDADE, eu proponho que mandem às malvas o AO90, reponham a Língua Portuguesa nas escolas, devolvam a Portugal a sua dignidade de País livre e soberano, e com a vossa escrita façam o que quiserem.

 

Querem e gostam de escrever mal, escrevam. Mas não pretendam que os Portugueses embarquem nesse barco furado que é o AO90, nomeadamente as crianças a quem estão a enganar cobardemente.

 

Ou então não fazem o ditado, e decidem, uma vez por todas, acabar com esta fantochada do AO90, a escrita à balda, que está a generalizar-se.

 

E um povo que não sabe escrever é simplesmente analfabeto.

 

Aceitam fazer este pato comigo? Aceitam este desafio?

 

Aguardo uma resposta. Não uma resposta directa, obviamente. Mas uma ATITUDE firme e honesta acerca deste triste e pobre episódio da nossa História recente: a substituição de uma língua íntegra, por um arremedo ortográfico estrangeirado, que nos retira a identidade.

 

Isabel A. Ferreira



 

publicado por Isabel A. Ferreira às 09:25

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Quarta-feira, 2 de Agosto de 2017

O SILÊNCIO AO REDOR DO AO90 É CRIMINOSO

 

Nunca Portugal desceu tão baixo. O facto de os políticos portugueses terem vendido a sua própria Língua é caso único na História da Humanidade, desde que o mundo é mundo.

 

Portugal, entre os 193 países existentes no Planeta Terra, é um dos que está condenado a DESAPARECER, por ter governantes demasiado subservientes aos interesses dos estrangeiros. Pouco a pouco, tentáculos alheios abraçam o território português e, mais ano, menos ano, seremos uma colónia daquele que ficar com o melhor pedaço.

 

Portugueses, abram os olhos e mandem para o espaço os políticos que estão a VENDER PORTUGAL ao retalho, porque se não o fizerem brevemente deixarão de ser portugueses.

 

FATUALIDADE.png

Isto, de facto, é uma fat(u)alidade

 

A este propósito, leiam o que NUNO PACHECO escreveu no Jornal Público:

 

«Dança com letras nas modas de cá e lá

Em Portugal escreve-se facto e no Brasil fato, mas na família de tais palavras reina uma total desunião.

 

Há duas semanas, e por culpa de Cleópatra, não se aprofundaram aqui as potencialidades do chamado Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, já online, com o qual se pretende uniformizar a ortografia dos países de língua portuguesa a partir do famigerado Acordo Ortográfico de 1990 (AO).

 

Façamos, pois, um pequeno exercício. Peguemos num Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, anterior ao acordo (por exemplo, a 8.ª edição de 1998), e procuremos algumas famílias de palavras onde as mudanças propostas pelo AO tiveram algum efeito. Feitas as listas, comparemo-las com o que nos propõe como norma o dito vocabulário comum (VOC). Ou melhor, o que propõem os vocabulários de Portugal e Brasil, a ele adstritos, porque o VOC é a soma de todos os nacionais.

 

Comecemos pela família de palavras iniciadas por “concep”. No Brasil, escrevem-se ainda tal qual se escreviam em Portugal: concepção, concepcional, concepcionário, conceptáculo, conceptibilidade, conceptismo, conceptista, conceptiva, conceptível, conceptivo, conceptual, conceptualismo, conceptualista, conceptualização, conceptualizar. Já em Portugal temos conceção, concecional, concecionário, concetivo, todas sem “p”; nas restantes admite-se escrevê-las com “p” ou sem ele; e numa única palavra, conceptibilidade, só é admissível a versão com “p”. Porquê? Não se adivinha.

 

Passemos agora a uma família onde a divisão devia ser clara, a de “fact”. Pois em Portugal escreve-se facto e no Brasil fato, com o mesmíssimo significado de “acção realizada, acontecimento”. Nos dois países, apesar disso, há um grupo de palavras que tem o “c” obrigatório: facticidade, factitivo, factoring (esta integrada na lista, mas inglesa), factótum ou factoto. Em Portugal, só com “c”, temos factício, factível, factual, palavras que no vocabulário brasileiro online surgem com dupla variante (fatício, fatível, fatual) embora o Priberam brasileiro só as admita com “c”! Já fáctico pode escrever-se com ou sem “c” nos dois países. Obrigatoriamente sem “c”, em Portugal e no Brasil, surgem: fator, fatorial, fatorizar, fatura, faturar. Como se vê, uma família muito unida. Alguém entende isto?

 

Vejamos a família “recep”. Aqui é mesmo tudo limpinho. No Brasil é (sem admissão de variantes) recepção, recepcionista, receptação, receptacular, receptáculo, receptador, receptar, receptibilidade, receptiva, receptível, receptividade, receptivo, receptor. Em Portugal, pelo contrário, tudo isto perdeu o pio, perdão o “p” com o AO. O que originou o surgimento de um estranho verbo: Recetar. Presente (está no VOC): eu receto, tu recetas, ele/ela receta, nós recetamos, vós recetais, eles/elas recetam…

 

Ainda na letra R, uma curiosidade em “rupt”. No Brasil escreve-se tudo com “p”: ruptura, rúptil, ruptilidade, ruptório. Em Portugal idem, menos ruptura, que perdeu o “p” e passou a… rutura.

 

Vamos agora à família das partições, “secç” e “sect”. No vocabulário brasileiro admite-se dupla grafia (com ou sem “c”) para todas estas palavras: secção, seccional, seccionamento, seccionar, sector, sectorial, sectorização, sectorizar. Em Portugal, dupla grafia só em sector/setor e sectorial/setorial. De resto escreve-se secção, sectorização, sectorizar (sem dupla grafia). Mas – há sempre um mas nesta enviesada história – temos meia dúzia de palavras desta família só admissíveis com “c”, em Portugal ou no Brasil: sectário, sectarismo, sectarista, séctil, sectório e sectura. Tudo tão claro e tão óbvio…

 

Para acabar, porque já devem estar cansados desta dança com letras, vamos à família “tact”. No Brasil e em Portugal admitem-se duas variantes (com ou sem “c”) nas palavras tacticografia, tacticográfico, táctil e tactismo. O Brasil também admite dupla grafia em tacto, táctico, táctica, tacticalidade ou tactura, mas aqui Portugal distancia-se: numas só escreve sem “c”, tato, tático, tática; noutras só escreve com “c”, tacticalidade, tactura. Porquê? É para uniformizar a ortografia, não se vê logo?

 

Exercícios idênticos podem multiplicar-se à exaustão. Divirtam-se (ou chorem) a fazê-los. Uma coisa é clara, e está à vista de todos: não há uniformidade gráfica alguma em tais vocabulários, a ortografia “nova” é uma inominável quimera e os que há muito gritam “basta” não podem nem devem calar-se. O silêncio sobre este caso é criminoso. Não é Pedrógão Grande, claro, nem há comparação possível; mas não podemos adiar uma decisão que se impõe sobre tão magno tema. Será depois do Verão?»

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2017/07/27/culturaipsilon/noticia/danca-com-letras-nas-modas-de-ca-e-la-1780259

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:15

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Segunda-feira, 24 de Julho de 2017

OPOSIÇÃO EM PORTUGAL AO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

Nunca é tarde para se corrigir um erro. Nunca.

 

E este, o de nos impingirem uma ortografia estrangeirada, que nada tem a ver com a cultura linguística europeia, foi um dos maiores erros que já se cometeram em Portugal, aliás, caso único no mundo.

 

Que Lagos sirva de exemplo, nesta atitude inteligente e digna do maior louvor.

 

A História faz-se de Homens Valorosos, não de indivíduos subservientes.

 

Parabéns, Assembleia Municipal de Lagos.

 

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Em Sessão Ordinária de 26 de Junho, a Assembleia Municipal de Lagos aprovou, por maioria, uma moção de apoio à suspensão do Acordo Ortográfico apresentada pelo Grupo Municipal Independente: http://bit.ly/2tVb4o9 (deliberação n.º 50/AM/2017). O resultado da votação será transmitido à Assembleia da República e à Comissão respectiva.

 

A moção tem por base o parecer do linguista António Emiliano, enviado à Comissão de Cultura da AR, no âmbito do Grupo de Trabalho para a Avaliação do Impacto da Aplicação do Acordo Ortográfico de 1990:

http://bit.ly/2tDPkv0

 

Fonte:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645080985593573.1073741828.19951572348343

7/1311497368951928/?type=3&theater

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:58

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Domingo, 16 de Julho de 2017

«É PRECISO EXIGIR A RESTITUIÇÃO DA MATRIZ DA LÍNGUA PORTUGUESA»

 

PRALAMENTAR.jpg

 

Texto de Francisco João DA SILVA

 

«DEMOCRACIA [Demos] em Grego muito Antigo, significava na verdade Ralé, Escumalha, a “Racaille” dos franceses.

 

Actualmente e mais do que nunca isso reflecte, ampla e infelizmente a realidade na maior parte dos países. Chegou-se de facto à “demos-cracia” PRALAMENTAR!

 

A “demos-cracia” PRALAMENTAR é aquela onde quadrilhas, se auto-organizaram no que se apelida de “partidos” e se apoderaram completamente do Aparelho de Estado, por esse Mundo fora.

 

Em Portugal isso também é patente (25 de Ardil)! Quanto ao Povo, cúmplice, porque foi devidamente lobotomizado pela Imprensa em geral (os famosos Merdias) deixam-no votar de vez em quando em “eleições” ditas “demos-cráticas” para “escolherem os seus próprios carrascos e algozes (com diferentes colorações, ditas políticas) e que são eles próprios lacaios às ordens dos mesmos Mestres do Universo, que agem através de forças obscuras e subterrâneas, ainda pouco conhecidas.

 

SOLUÇÃO: impor rapidamente uma Nova Constituição (através de uma Constituinte), onde apenas e unicamente o Povo tem o Direito e a Iniciativa de REFERENDUM! Veja-se o caso da Suíça onde o resultado do REFERENDUM é automaticamente LEI (em Portugal a classe política é que “aprova” o resultado do sufrágio universal do Povo, sem qualquer legitimidade para tal)!

 

Sem esquecer a ANULAÇÃO TOTAL E DEFINITIVA do pretenso “Acordo TORTOGRÁPHICO “dito AO9O, esse dialecto Estatal, importado do Brasil, por razões obscuras, subterrâneas e decerto financeiras e que é um “FRANKENSTEIN LINGUÍSTICO” sinónimo de CAOS ORTOGRÁPHICO, UNICAMENTE em Portugal e que é ILEGAL e INCONSTITUCIONAL, violando igualmente o Direito Internacional (Convenção de Viena que IMPÕE a regra da UNANIMIDADE).

 

Apenas quatro (4) dos oito (8) países de língua oficial portuguesa ratificaram esse Tratado Internacional (em Julho de 2017). E desses quatro (4), Cabo Verde já rejeitou a Língua Portuguesa, e adoptou como Língua Oficial o Crioulo Cabo-Verdiano. E a Língua Portuguesa passou a ser língua estrangeira.

 

Consequência jurídica: Cabo Verde está fora do AO90.

 

O que será preciso dizer mais????

 

 É PRECISO EXIGIR A RESTITUIÇÃO da MATRIZ da LÍNGUA PORTUGUESA a Portugal e aos Portugueses. Esse novo crioulo estrangeiro é a DERRADEIRA INFÂMIA feita ao PATRIMÓNIO IMATERIAL de Portugal (do qual a MATRIZ do português faz parte)!

 

VAMOS ENTÃO COMEÇAR ESSE LONGO TRABALHO DE LIMPEZA e ESCORRAÇAR ESSA RALÉ APÁTRIDA!

 

Há ainda CORAGEM e VERTICALIDADE, para tal, em Portugal?

 

Francisco João DA SILVA»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:13

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Sábado, 15 de Julho de 2017

ANTÓNIO COSTA DISSE: «HÁ ERROS QUE SE COMETEM E HÁ QUE TER A HUMILDADE DE OS SABER CORRIGIR»

 

ANTÓNIO COSTA.png

 

(Isto, quanto à questão dos fogos florestais).

 

Exactamente.

 

Ora aí está algo de que gostei: reconhecer os erros e corrigi-los, o que só fica bem a quem erra.

 

Então, senhor primeiro-ministro, faça o favor de corrigir o grande erro que foi o de adoptar uma ortografia que não nos diz respeito e só desrespeita Portugal: o disparatado AO90.

 

Reconheça este grande erro também, e terá o reconhecimento de milhares de Portugueses, por esse mundo fora.

 

(Enviado a todas as forças políticas com assento na Assembleia da República, Presidente da República, Primeiro-Ministro e para a Academia das Ciências de Lisboa).

 

Fonte:

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/antonio-costa-ha-erros-que-se-cometem-e-ha-que-ter-a-humildade-de-os-saber-corrigir

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:09

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Quinta-feira, 22 de Junho de 2017

UMA EXCELENTE E IRREFUTÁVEL DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA DE A M PIRES CABRAL

 

Contributo do Escritor A M Pires Cabral no Grupo de Trabalho para Avaliação do Impacto do AO90, criado no âmbito da Comissão Parlamentar da Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, pelas mãos do PSD.

 

Se, depois desta grande defesa, este Grupo não ficar completamente elucidado e não disser: «BASTA! Não precisamos de ouvir mais nada, porque nada mais há a acrescentar. O assunto fica encerrado. O AO90 vai para o caixote do lixo», é porque tudo isto não passou de uma farsa, e ninguém está realmente interessado em ouvir a opinião dos sábios.

 

O que será preciso mais? Fazer um desenho?

 

PIRES CABRAL.jpg

A M Pires Cabral (origem da foto: Internet)

 

«POSIÇÃO SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO E SUA APLICAÇÃO

 

Começo com uma prevenção: a de que fui, sou e serei sempre adversário do Acordo Ortográfico (AO).

 

Publiquei recentemente um texto de que repesco algumas linhas:

 

«A pendência que anda assanhada entre os antagonistas do AO e os seus defensores é insanável, porque radica em duas atitudes básicas inconciliáveis.

 

De um lado, temos os que olham para a língua acima de tudo como meio de comunicação. São sujeitos práticos e desempoeirados. Para eles, o Português é um instrumento como outro qualquer, uma navalha ou um isqueiro. Usa-se, é tudo — e tanto se lhes dá que se escreva desta como daquela maneira. Que mais dá escrever ‘insecto’ ou ‘inseto’? Desde que o receptor entenda... O importante é pois fazerem-se entender. A sua concepção da língua é utilitária: não lhe pedem mais nada — apenas que funcione.

 

Por outro lado, há os que olham para a língua como ferramenta comunicacional, sim, mas não apenas isso. Olham-na também amorosamente como se deve olhar uma verdadeira obra de arte, nos seus aspectos históricos e, porque não?, estéticos. Acarinham as aderências culturais de que a língua se vai revestindo à passagem dos séculos. A esses repugna escrever — e, se bem os conheço, nunca escreverão — ‘arquiteta’, ‘recetar’, ‘semirreta’, ‘espetador’, ‘ereção’.

 

Não há, nesta história, os bons e os maus. Cada um é como é. E a história terminou com a adopção do AO (com o seu quê de golpada, em boa verdade), porque, naquele momento, a relação de forças pendeu para o lado dos primeiros: os nossos políticos de então, desde os senhores deputados que o aprovaram, ao senhor presidente da República que o promulgou e ao senhor primeiro-ministro que o pôs em marcha, eram todos criaturas práticas, p’rafrentex, que não se deixavam embaraçar por considerações de ordem histórica e estética, isto é, cultural e afectiva. Foram surdos a tudo, excepto ao canto de sereia dos professores Malaca e Houaiss, a anunciar amanhãs que cantavam à língua portuguesa.»

 

Na verdade, o AO, que almejava unificar, acabou em muitos casos por diversificar: onde havia uma só grafia (‘recepção’, por exemplo), passou a haver duas: ‘recepção’ e ‘receção’ (esta correntemente confundida com ‘recessão’). Não vale a pena aduzir mais exemplos.

 

Por outro lado, o AO é um cúmulo de incoerências, que têm sido devidamente apontadas e exploradas. Não vale a pena enumerá-las a todas; bastará o exemplo da retirada do acento em ‘pára’ (do verbo ‘parar’), que era antes do AO justificado pela necessidade de distinguir de ‘para’ (preposição). Ora, se a necessidade de distinção cessou como por milagre (o mirífico contexto! — que estamos fartos de saber que funciona... quando funciona), porque se manteve o acento no verbo ‘pôr’? Incoerência. Ou que justificação séria pode ser encontrada para escrever com hífenes ‘cor-de-rosa’ e sem hífenes ‘cor de laranja’?

 

Não insistirei na enumeração de casos particulares. Direi apenas que o AO não tem qualquer justificação científica em que se apoie. Tem apenas a justificação política de que da sua aplicação resultariam benefícios para a língua portuguesa, a nível de prestígio e mais fácil utilização nos fóruns internacionais. Até hoje, creio que ninguém de boa fé poderá dizer que já notou alguma diferença.

 

Aproximando-nos agora um pouco mais dos objectivos do Grupo de Trabalho, julgo oportuno fazer uma única e definitiva consideração (transcrevendo também palavras já por mim publicadas algures):

 

«O Sr. Professor Malaca Casteleiro, escreveu recentemente, defendendo o AO, que o dito está a ser aplicado “sem problemas”. Santa ingenuidade! Não se dá conta o professor da chusma de ‘fatos’ (em vez de ‘factos’) que enxameia o próprio Diário da República? Se não se dá conta, em que país das maravilhas devaneia o professor? Se dá, não acha o professor que isso é um problema — e bem bicudo —, que rói o próprio cerne da língua portuguesa?»

 

Defendem os apoiantes do AO dizendo que isso não é culpa do acordo, mas do mau uso e ignorância de alguns utentes da língua. É claro que sim. Mas quando é que, antes do AO, se disse ‘fato’ em vez de ‘facto’, e ‘contato’ em vez de ‘contacto’, deste lado do Atlântico? Será arriscado afirmar que foi o AO que criou o ambiente propício para mutilações destas da língua portuguesa, as quais — água mole em pedra dura... — acabarão por se tornar irreversíveis?

 

Contrariamente ao que o Sr. Professor Malaca Casteleiro quer fazer crer, a aplicação do AO tem gerado inúmeros problemas (oiçam os professores!) e está a ser um factor de erosão do Português.

 

Termino, recomendando que Portugal se desvincule, e quanto antes, do tratado do Acordo Ortográfico de 1990.

 A. M. Pires Cabral»

 

Fonte:

http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a53556c4d5a5763765130394e4c7a457951304e44536b5176523152425355464254793942636e463161585a765132397461584e7a595738765132397564484a70596e563062334d765132397564484a70596e5630627955794d47526c4a5449775157353077374e756157386c4d6a425161584a6c637955794d454e68596e4a68624639504a54497751574e76636d52764a54497754334a30623264797736466d61574e764c6e426b5a673d3d&fich=Contributo+de+Ant%C3%B3nio+Pires+Cabral_O+Acordo+Ortogr%C3%A1fico.pdf&Inline=true

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:33

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