Sexta-feira, 17 de Março de 2017

O GOVERNO PORTUGUÊS NÃO É O DONO DA LÍNGUA PORTUGUESA…

 

… nunca foi, nem jamais será.

 

ABERRAÇÃO.png

 

O governo português é tão-só (ou deveria ser) o Guardião da Língua e, como tal, tem o dever de a defender dos seus predadores.

 

Mas apoderou-se dela como se fosse sua propriedade. E pior do que isso, para a destruir, para a desbaratar, como tem desbaratado os nossos impostos.

 

Acontece que a Língua Portuguesa é património da Nação Portuguesa e dos Portugueses. Um património inalienável. Inegociável.

 

A Língua Portuguesa é o coração saudável e palpitante que dá vida e identidade a Portugal. É a alma portuguesa.

 

E o governo português, sem ter a mínima noção do que faz, está a extirpar esse coração, para o substituir por um coração artificial, já enferrujado e velho, e a vender a alma ao diabo.

 

E ninguém, na posse das suas faculdades mentais, vende o próprio coração, saudável e palpitante, para o substituir por um artificial, velho e enferrujado, ou vende a própria alma ao diabo.

 

E nós, como Portugueses, temos o direito de exigir ao governo português que devolva a Portugal o seu imo. O nosso imo. Nem que para isso tenhamos de fazer uma revolução.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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Terça-feira, 14 de Março de 2017

BRASIL DOA 1.200 LIVROS A MOÇAMBIQUE

 

(O que exporei a seguir são factos e uma interpretação desses factos, que conduzem à subtil imposição da ortografia preconizada pelo AO90).

 

LIVROS.jpg

Origem da imagem: Internet

 

Esperemos que por detrás desta doação de livros não esteja a intenção de "vergar" Moçambique, no sentido de aceitar o dialecto brasileiro, como língua substitutiva da Língua Portuguesa (ainda) oficial naquele país.

 

Deixei no portal SAPO, este comentário à notícia a que se reporta o título deste texto. As regras para os comentários são claras. Entre outros itens, esclarece-se:

 

  • escreva em português correto e tenha atenção à pontuação. Frases bem feitas e uma gramática correta vão permitir que os outros o compreendam bem.

 

Não sei o que significa português corrêto e gramática corrêta, mas arrisquei e deixei lá o comentário.

 

A notícia da doação dos livros foi escrita em mixordês.

Começou bem:

 

Brasil doa 1.200 Livros para bibliotecas de escolas moçambicanas

13 de Março de 2017, 17:40

 

Mas logo descambou para uma ortografia que não é a Portuguesa.

 

«Maputo, 13 mar (Lusa) -- O Governo brasileiro doou hoje 1.200 livros de autores e conteúdo diversos a Moçambique, um acervo destinado a bibliotecas de escolas primárias e secundárias.

 

E mais adiante:

 

"Nós sabemos que precisamos de incentivar a leitura nas nossas crianças", frisou a governante, considerando com o envolvimento de todos atores vivos da sociedade é uma das principais condições para a eficácia deste plano.

 

Também o embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Soares, destacou a importância do gosto pela leitura nas camadas mais novas, manifestando a abertura do Brasil para continuar a apoiar as ações do Governo moçambicano no que respeita à Educação.»

 

A mim parece-me que estas (e outras) âções, que o Brasil está a levar a cabo em Moçambique, trazem água no bico, e os âtores deste plano participam num jogo onde a Língua Portuguesa está nitidamente na berlinda.

 

As outras acções que envolvem o Brasil e Moçambique podem ser analisadas nestes links.

Brasil doa 1.200 Livros para bibliotecas de escolas

Brasileiros restauram biblioteca escolar em Moçambique

Brasil reforça parceria e aliança cultural com Moçambique

 

Gostaria muito de interpretar estes factos de um outro modo.

 

Mas perante a inacção do governo português no que respeita à defesa da Língua Portuguesa, que despareceu do Google, prevalecendo o dialecto brasileiro, não resta outra alternativa, senão a de interpretar os factos tal como eles se apresentam.

 

O Brasil tem uma actividade fervilhante na Internet, no que respeita à divulgação do seu dialecto, oriundo do Português.

 

A actividade de Portugal, neste aspecto, é zero.

 

O dialecto brasileiro sobrepôs-se à Língua Portuguesa.

 

Deveremos culpar os Brasileiros, que lutam para impor ao mundo o seu dialecto?

 

Não. De modo algum.

 

O Brasil está a levar a água ao seu moinho, ainda que por caminhos meandrosos, e Portugal limita-se a mover a nora…

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte:

http://noticias.sapo.mz/lusa/artigo/22079702.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:51

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Sexta-feira, 3 de Março de 2017

"PORTUGUESE (AFRICA)"??????

 

"Portuguese (Africa)"??

 

PR ÁFRICA1.png

 

Depois de remover o Português Europeu do Google Tradutor, deixando apenas o Português Brasileiro e apelidando-o apenas de "Português", está o Google agora a admitir que existe um Português em África? E assim sendo, será esta diferente das outras? Ou pelo menos da vertente brasileira? De que modo? Aplicará o AO?

Será esperar para ver... (Firefox contra o Acordo Ortográfico)

 

***

Isto é influência do Brasil.

 

Para muitos brasileiros, pouco dados à Geografia e à Cultura Geral, Portugal não pertence à Europa, mas sim à África. E eu sou testemunha desse ENSINO deturpado. Já tive de me levantar numa aula, no Brasil, para chamar mentiroso ao professor de Geografia Económica, que queria passar essa ideia à turma.

 

A mim, alguns brasileiros chamam-me de marroquina. Não é que ser marroquina me faça mossa. Mas colocam-me num país que não é o meu.

 

Não consigo entender por que os políticos portugueses ainda não se aperceberam de que estão a tomá-los por parvos.

 

E o ministro Santos Silva é um bom ministro dos NEGÓCIOS dos estrangeiros.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/FirefoxContraOAcordoOrtografico/photos/a.248609471911266.45227.213877095384504/992980824140790/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:59

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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2017

NÃO FOI POR FALTA DE INFORMAÇÃO E PARECERES DESFAVORÁVEIS DE ESPECIALISTAS QUE O AO90 FOI IMPINGIDO AOS PORTUGUESES

 

No link que aqui deixo, podem ler-se artigos de opinião sobre o Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), publicados em 2012, em jornais portugueses.

 

Apenas os ignorantes, os obstinados, os cegos e surdos mentais e os interesseiros não conseguem entender e ver que o AO90 não é “flor” que se cultive num país à beira-mar plantado e europeu.

 

http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/24289/3/ulsd072910_td_anexo_2.pdf

 

MÁRIO.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:08

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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2017

O AO90 NO CORRENTES D’ESCRITAS E UMA PERGUNTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

 

Hoje, Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa, deslocou-se à Póvoa de Varzim, para presidir à cerimónia de abertura do Correntes d’Escritas, que já foi um evento prestigiante para a Língua Portuguesa, e hoje não passa de um veículo transmissor de uma ortografia que os governantes portugueses, servilmente, importaram do Brasil, e estão a tentar impingir aos Portugueses, vendendo-lhes gato por lebre, ao mesmo tempo que se recusam a ouvir as muitas vozes lúcidas das várias razões que clamam pela libertação da Língua Portuguesa, prisioneira da ignorância e falta de visão mental e política de todos os envolvidos nesta que é a maior fraude de todos os tempos, da História de Portugal.

 

CORRENTES.jpg

Origem da imagem: Internet

 

Além desta inédita circunstância (inédita porque nenhum outro país ex-colonizador europeu, como Inglaterra, Espanha, França ou Holanda, jamais se rebaixou a importar a ortografia das suas ex-colónias, para daí retirar “vantagens” que só a elas interessam), temos a acrescentar o facto de alguns escritores, que se dizem anti-acordistas, terem aceitado um convite escrito em acordês (por muito que me interesse o evento, jamais a ele compareço, se sou convidada em acordês) para participarem no Correntes d’Escritas.

 

O que se espera desses escritores é que façam muito RUÍDO ao redor da indignidade da aceitação do AO90. Se não o fizerem, ficaremos bastante desiludidos e muito desconfiados desse dito anti-acordismo.

 

Todos os que vêem um palmo à frente do nariz, sabem que Portugal está a ser colonizado linguisticamente (mas não só) através de uma ortografia mutilada, inculta, desenraizada e afastada das suas origens cultas e europeias, o que está a contribuir para o caos ortográfico, onde quer que esteja a ser aplicada, inclusive nos documentos oficiais que nos chegam, escritos numa ortografia básica, de meninos do primeiro ano da Escola Primária, que começam a aprender a juntar as letras.

 

O Acordo Ortográfico de 1990 é simplesmente um hino à subjugação de Portugal aos interesses exclusivos do Brasil.

 

É que nenhum outro país lusófono está interessado nesta ortografia que se afastou da lusitanidade intencionalmente, constituindo um retrocesso, ao contrário do que os acordistas apregoam, porque a mutilação, pura e simples, não tem nada a ver com a evolução de uma Língua. Só assim pensa quem desconhece as Ciências da Linguagem.

 

EM QUE ASPECTO A ORTOGRAFIA MUTILADA, IMPORTADA DO BRASIL, SERVE OS SUPERIORES INTERESSES DE PORTUGAL?

 

É esta a pergunta que dirijo ao Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República Portuguesa, que jurou defender os interesses de Portugal e dos Portugueses, e a Constituição da República Portuguesa, e está a falhar redondamente nestas suas competências, no que diz respeito à defesa da Língua Portuguesa, o símbolo maior da nossa identidade, remetendo-se a um estranho e cúmplice silêncio.

 

Como cidadã comum, tenho por hábito escrever às autoridades, sempre que os meus direitos ou os dos que não têm voz, são violados, esperando muito naturalmente uma resposta.

 

Faço-o, porque entendo que os serviços públicos, neles incluindo todos os que ocupam altos cargos governativos, altos cargos de Poder, suportados com os nossos impostos, devem estar ao nosso serviço, e não o contrário.

 

Por educação, também deveriam saber que toda a carta merece uma resposta. Mas a triste realidade é que não sabem, e pior do que isso, não querem saber.

 

E as respostas não vêm.

 

E os cidadãos têm direito a essas respostas.

 

AMAR A LÍNGUA PORTUGUESA não é a mesma coisa que “amar” uma jóia que nos é muito cara, porque se a perdermos ou nos for roubada, a mossa será apenas material.

 

AMAR A LÍNGUA PORTUGUESA é amar a nossa própria identidade, a nossa origem, o nosso País, a nossa individualidade. Se a perdermos, perderemos as nossas raízes e acabaremos por acabar como País independente e livre.

 

Senhor Presidente da República, o senhor, hoje, participou num evento em que a Língua Portuguesa é bastante vilipendiada.

 

Pergunto: em que aspecto a ortografia mutilada, importada do Brasil, serve os superiores interesses de Portugal, que o senhor diz ter obrigação de defender, mas neste caso, não defende?

 

Todas as perguntas merecem resposta. E esta, mais do que qualquer outra, interessa aos Portugueses, porque aqui está em causa a Identidade Portuguesa, que o senhor tem o dever de defender.

 

Aguardo que Vossa Excelência tenha a gentileza de me responder.

 

O seu silêncio corresponderá àquilo que todos nós pensamos:

Que Portugal está entregue a pequeninos e pretende agigantar-se da pior maneira, subjugando-se a uma ex-colónia, que lhe acenou com uma falsa e desqualificada “grandeza”.

 

E os Portugueses terão então de agir em conformidade.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:38

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Domingo, 12 de Fevereiro de 2017

QUANDO O TERMO “UNIFICAR” SIGNIFICA “CADA UM PARA O SEU LADO”…

 

Um dos argumentos de quem defende o AO90 é o delírio de se pretender unificar o que eles chamam de Português de Portugal e Português do Brasil, para que todos se entendam debaixo do mesmo “toldo” …

Dizem que o Acordo Ortográfico de 1990 se propõe a unificar a grafia das duas variantes da Língua Portuguesa (e as variantes africanas, não contam?) criando uma ortografia comum aos países lusófonos (entenda-se apenas Brasil e Portugal).

Isto é o que dizem quanto à grafia made in Brasil que nos querem impingir. E por que não a grafia made in Portugal, como seria mais natural, uma vez que a Língua Portuguesa (de Portugal) é a Matriz, e os Africanos de expressão portuguesa já a usam com elevado nível, apenas o Brasil se afastou dessa matriz?

 

UNIFICAÇÃO2.png

 O que vemos na imagem é um dos entraves à impossível unificação

 

Mas não é apenas a ortografia mutilada que está em causa, neste negócio fraudulento e obscuro do AO90.

 

Existem aquelas outras palavras (e são às centenas) que os brasileiros dizem e os Portugueses e Africanos de expressão portuguesa não dizem.

 

E se é para haver unificação, a unificação deveria ser total, ou o objectivo dos negócios estrangeiros não se concretizará jamais…  

 

Ora vejamos esta situação: escanção ou sommelier?

 

Ontem, numa reportagem da SIC, sobre vinhos alentejanos, que estão a ser promovidos no Brasil, fiquei a saber algo que desconhecia por completo, simplesmente porque de vinhos percebo o mínimo.

 

Mas sei que em Portugal existe o vocábulo escanção, oriundo do francês antigo eschanson, que por sua vez tem origem no latim medieval scantio, e que significa profissional especializado em vinhos, ou aquele que nos banquetes antigos deitava o vinho nas taças dos convidados, ou ainda o oficial da corte que estava encarregado de servir o vinho na taça e oferecê-lo ao rei nas refeições.

 

E qual não foi o meu espanto, quando o jornalista aplica a palavra sommelier, e explica que no Brasil, os brasileiros utilizam esta palavra francesa, para designar o que em Português é escanção.  

 

Ora se a Língua Portuguesa tem um termo específico para designar   profissional especializado em vinhos, haveria necessidade de se ir buscar um vocábulo francês?

 

Talvez sim… Talvez para esnobar a Língua do colonizador… É uma hipótese.

 

E agora das duas uma: com esta unificação pretendida pelo AO90, ou passamos nós e os Africanos de expressão portuguesa a dizer sommelier, ou passam os brasileiros a dizer escanção. Ou a unificação é apenas restrita à ortografia?

 

É que existem outras questões.

 

Aqui há tempos, um editor brasileiro pretendeu que eu traduzisse para brasileiro, um livro que escrevi em Língua Portuguesa, porque disse ele, no Brasil ninguém sabe o que é um quarto de banho (entre outros termos usados cá, mas não lá). Eles lá dizem banheiro, que em Portugal significa um vigilante ou instrutor de natação, nas praias.

 

Neste caso, mais depressa um português se baralharia com banheiro, do que um brasileiro, minimamente instruído, com quarto de banho, uma vez que, estando-se a falar de uma habitação, um quarto de banho não seria entendido como um compartimento para dormir… Ou seria…

 

O livro ficou por traduzir e por editar, obviamente.

 

Se cada um diz a sua, como fica a unificação para que todos se entendam debaixo do mesmo “toldo”?  

 

O pior é que como esta do sommelier, há centenas de outras palavras que os brasileiros adoptaram, ou americanizaram ou afrancesaram ou italianizaram, para se afastarem do Português. E então, ou eles lá, abdicam dessas palavras estrangeiradas e começam a utilizar o léxico Português, ou nós cá, abdicamos do nosso Português e adoptamos essa estrangeirice, em prol da tal pretendida unificação, para que todos se entendam…

 

Agora pergunta-se: por que é que cada país não fica com a sua própria diversidade linguística na oralidade e na escrita?

 

É que nós cá, também temos regionalismos, e nem por isso alguém se lembrou de unificar o Português, em Portugal.

 

É que no Norte existem termos que os do Sul desconhecem, e vice-versa. Como por exemplo: estrugido e refogado; garoto e pingo; imperial e fino; bica e cimbalino. Lá para o Sul é mais oiro, loiro, toiro, moiro… No Norte é mais ouro, louro, touro, mouro… Por que não deixar o léxico brasileiro ser brasileiro, e o léxico português ser português, e o léxico africano ser africano, na grafia e nas diversas pronúncias e nos preciosos regionalismos?

 

Os regionalismos brasileiros são riquíssimos (não estou a referir-me à estrangeirice) mas não estou a ver os Portugueses (ou os Angolanos ou Moçambicanos) a usá-los nem na escrita, nem na oralidade.

 

Na diversidade é que está a riqueza de uma Língua partilhada por oito países. Não na unicidade, que é redutora e anti-cultural.

 

Para se adoptar uma ortografia comum unificante, teria de se adoptar um léxico comum também unificante.

 

Que interesse terá Portugal (e o Brasil) em escrever teto, arquiteto, direto, setor, convição, rutura, invita, mas os Portugueses desconhecerem o que é um curumim ou uma cumbuca, e os Brasileiros não saberem o que é um brindeiro ou um bisalho?…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:43

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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

"RECEÇÃO" … SÓ EM PORTUGAL…

 

Os Portugueses (bem, alguns portugueses, incluindo a governação) primam por gostar de ser diferentes do resto do mundo, quando se trata de rececionar, seja lá o que isto for.

Vai daí… esmiucemos:

 

RECEÇÃO1.png

 

Como (nem) todos sabem, a palavra recePção deriva do Latim recePtio.

 

Até à chegada do malfadado AO90 a Portugal, a palavra escrevia-se assim: recePção, com , como deve ser, para podermos saber do que estamos a falar.

 

Mas por incrível que pareça, um vento bravio soprou ali para os lados do Palácio de São Bento e veja-se o que aconteceu, neste pobre país, à beira-mar plantado com cabeça enterrada na areia:

 

Brasil – RecePção

Angola – RecePção

Moçambique – RecePção

Espanha – RecePción

Inglaterra – RecePtion

França – RécePtion

Itália – RecePtion

Portugal – Receção (deve ler-se rec’ção).

 

E foi isto mesmo - rec’eção - que hoje ouvi no telejornal da SIC Notícias, que agora tem jornalistas brasileiros ao seu serviço.

 

O jornalista brasileiro, que estava a relatar a notícia dos prémios que Portugal recebeu no que diz respeito aos Hostals lisboetas, pronunciou rec’ção à portuguesa, com sotaque brasileiro (rêcêção) que sem o deve ler precisamente deste modo, porque no Brasil diria “rêcépição”, porque lá a palavra nunca perdeu o pê, lê-se o e, por conseguinte, escreve-se o pê.

 

E a pergunta que se põe é a seguinte: por alma de quem é que em Portugal se escreve mal uma palavra que o resto mundo escreve bem, até o Brasil, que tem tantas palavras mutiladas sem sentido algum… mas recePção salvou-se, não sei se por algum milagre de santo…?

 

Se alguém tiver uma resposta com lógica que se adiante…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:34

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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2017

AS NEGOCIATAS OBSCURAS AO REDOR DOS MANUAIS ESCOLARES, MAS TAMBÉM AO REDOR DO AO90

 

A jornalista Alexandra Borges é a autora de uma Reportagem que passou na TVI, há uns dias, sobre o negócio os livros escolares em Portugal.

 

Uma belíssima reportagem sobre as negociatas sujas que se fazem ao redor dos manuais escolares, mas não só.

 

Só faltou falar nas outras negociatas sujas que se fazem ao redor da aplicação do AO90, que para o lobby editorial, bem desmascarado nesta reportagem, também é tão primordial como as dos manuais. E o esquema é o mesmo.

 

MANUAIS.jpg

 Origem da foto: Internet

 

A reportagem da TVI causou um certo mal-estar entre os que nela foram envolvidos, e muitos professores enfiaram uma carapuça (que lhes serviria ou não) o certo é que obrigou Alexandra Borges a fazer um esclarecimento na sua página do Facebook.

 

A jornalista esclarece que nenhum governante, seja de que partido for, protegeu as famílias como era seu dever, procurando negociar um preço justo com as editoras para os manuais escolares.

 

Mais, denuncia que NINGUÉM (excepto os editores) sabe a composição do preço deste bem essencial, de consumo obrigatório, que os professores escolhem e os pais pagam.

 

Na reportagem, Alexandra Borges tentou também explicar como o marketing, promoção e oferta de manuais escolares a professores, de forma desregrada e irracional, encarece o preço (PVP) dos manuais escolares, e acompanhou essa explicação com provas concretas: documentos das próprias editoras, acrescentando que as ofertas de manuais e outro material didáctico, estão proibidas na Lei 47/2006. É só consultar.

 

Mais disse a jornalista que as denúncias foram feitas, na primeira pessoa, por vários professores corajosos que não se identificam com a actual situação, sublinhando que até por isso, nunca em nenhum momento desta investigação, se generalizou esta promiscuidade a uma classe profissional de que fizeram parte os próprios pais da jornalista, durante toda a sua vida.

 

Alexandra Borges termina o seu esclarecimento acrescentando que os professores que se sentiram ofendidos, das duas uma: ou não perceberam nada desta investigação, ou viram outra reportagem que não a que passou na TVI.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/alexandra.borges.963/posts/10154849344213830

 

***

POR QUE O AO90 AINDA SOBREVIVE, APESAR DE REJEITADO PELA ESMAGADORA MAIORIA DOS PORTUGUESES?

 

A reportagem de Alexandra Borges pôs a nu o poder que o lobby editorial exerce sobre o poder político e sobre outras personagens, aliciando-as com caixotes a abarrotar de mimos e outras delicadezas.

 

Mas não só em relação aos manuais escolares o lobby editorial mexe os seus pauzinhos.

 

Todos sabem que o poder político anda muito caladinho no que diz respeito ao AO90, que sabemos ser rejeitado pela esmagadora maioria dos Portugueses, até pelos que não têm habilitações literárias superiores, e se ficaram pela chamada 4ª classe, porém estudaram Língua Portuguesa como deve ser estudada, nas antigas escolas Primárias, com Professores que apesar de serem considerados “primários” tinham conhecimentos muito superiores a muitos dos que hoje possuem canudos universitários, mas apenas canudos e nada mais, porque o Saber, ficou pelo caminho…

 

Pergunta-se então, por que o AO90 ainda sobrevive? O que está por detrás deste atentado contra o património maior de Portugal?

 

A resposta não será óbvia?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:18

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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2016

GÉNESE DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 (III)

 

 

É óbvio que os grandes, os maiores, os abissais e únicos responsáveis pelo caos ortográfico que se instalou em Portugal são os políticos portugueses (e as forças ocultas que os manipulam), desde Cavaco Silva e José Sócrates, passando por todos os que se lhes seguiram e estão instalados no Poder.

 

Mas também os portugueses que tão facilmente, tão servilmente se deixaram manipular pela classe política.

 

É óbvio.

 

BRASIL PORTUGAL.jpg

Origem da imagem: Internet

 

Porém, convém que fique bem claro o que está na origem de tudo isto e as intenções subsequentes, para que possamos entender os políticos portugueses que estão a cometer o maior linguicídio de toda a História de Portugal, e que pretendem fazer-nos de parvos, e pior do que isto, incutindo às nossas crianças a escrita incorrecta da Língua Materna.

 

Abram os olhos aqueles que os têm cerrados. Usem óculos com lentes de aumento, para poderem ver o que é visível a olho nu, pelas mentes saudáveis.

 

***

O que vou abordar hoje assenta nas crónicas escritas entre 1993 e 2001, compiladas no livro «A Brasilidade dos Portugueses» da autoria de A. Gomes da Costa (***), um homem que tem «o privilégio de estar na primeira fila do desenrolar dos acontecimentos que envolvem os dois países» que estão no centro de toda a polémica acordista: o Brasil, por estar a tentar impor ao mundo a versão inculta da Língua Portuguesa (isto era o que me diziam quando eu tive de reaprender a língua que me tinham ensinado no Brasil); e Portugal, por, analfabeticamente, ter assinado um tratado internacional que impõe essa versão inculta da língua e pretender, a todo o custo, impingi-la aos portugueses.

 

No Brasil, até meados do século XX, Portugal ainda esteve presente na cultura brasileira. Porém, verificaram-se mudanças profundas nas relações luso-brasileiras, a partir de então, com a influência norte-americana que «foi tão forte e devastadora que o desligamento com os valores europeus – e de modo especial com os portugueses – tonou-se inevitável».

 

Começou então a sentir-se uma quase irracional lusofobia, que se infiltrou no sistema de ensino com a dialéctica marxista, que culpa os colonizadores de tudo e mais alguma coisa. Porém, não é apenas no estudo da Língua e da Literatura que se nota esse afastamento entre os dois países. É também no estudo da História que «reduz a saga colonial à pilhagem e ao genocídio, ao tráfico negreiro e às oposições das Cortes».

 

Em 1999, ano em que Gomes da Costa escreveu a crónica «Começar de Novo», de onde retirei estas referências, o autor escrevia: «A esta altura temos de começar tudo pela escola se quisermos dar às relações luso-brasileiras uma outra essência (…) Hoje (…) completa-se o curso no 2º ciclo e não se aprende nada sobre a herança colonial, a não ser a exploração do pau-brasil, os horrores da escravatura e as derramas das Minas Gerais; e para o brasileiro comum, não existe a literatura portuguesa (…)».

 

Houve uma tentativa de ambos os países, para melhorar o “enquadramento histórico” e para que «em Portugal se aprendesse que o Brasil continuou a existir depois da Independência em 1822, e que aos jovens brasileiros não se transmitisse a ideia peregrina de que o português só veio para explorar as riquezas da colónia, perseguir os índios e explorar os negros» (isto, aliás, foi o que pretenderam “ensinar-me” quando lá estudei, depois de já ter estudado em Portugal e conhecer a realidade histórica.

 

E o que aconteceu? «Em Portugal a História do Brasil parou com a volta a Lisboa da corte joanina, e no Brasil a cartilha do CIMI (Conselho Indigenista Missionário) continua a jurar que da metrópole só vieram criminosos para nos levar o pau-brasil e o ouro (…)» e que a «“terra dos papagaios” antes de Cabral, era um paraíso; chegou o branco, e o branco saqueou, oprimiu e matou. E lá se foi o paraíso…».

 

No entanto, enquanto, por um lado, no Brasil, os brasileiros se afastavam de Portugal, com claras ou menos claras intenções, por outro, começaram a enviar para cá as telenovelas, em que os brasileiros são grandes mestres (quem não se deliciou com a “Gabriela, Cravo e Canela”?) e a música (quem não se encanta com a música brasileira, que já quase faz parte da nossa cultura, pois se até os nossos cantores já a cantam (se bem que não encantem tanto quanto encantam os cantores brasileiros), às quais os portugueses se renderam incondicionalmente.

 

Do Brasil, no ano 2000, também vieram as declarações lusófobas de Caetano Veloso, do tão venerado em Portugal, Caetano Veloso, que numa entrevista ao Expresso, em 1999, afirmou o seguinte: «A colonização portuguesa do Brasil foi a pior coisa que você pode imaginar. Foi o oposto dos Estados Unidos… Os portugueses foram a um lugar que não interessava para nada, apenas para sugar, sugar, sugar o que fosse possível e matar índios… Portugal já é uma piada, o Brasil é uma grande piada universal…» algo que ele, como brasileiro, aprendeu na escola, tal como eu, como portuguesa, também aprendi, quando lá estudei.

 

Terá Caetano Veloso, a quem foi atribuída a Grã-Cruz do Infante D. Henrique, culpa da sua tremenda ignorância? Talvez, porque poderia ter ido mais além nas suas leituras e não se ficar pelos manuais escolares.

 

Porém o grande mal «está na degradação dos níveis de ensino, nos textos envenenados dos livros didáticos, e no cultivo sistemático do estereótipo. (…) o resultado é que o jovem brasileiro sai do colégio com a “cabeça feita” contra o colonizador, a rir-se do bispo Sardinha que foi comido pelos índios, marcado pela tragédia dos quilombos, ou dos navios negreiros, a odiar a rainha (Dona Carlota Joaquina) que deixou, entre pragas e maldições, a terra boa que a acolheu» …

 

No Brasil, julga-se o passado à luz do presente, e isso, além de ser um grave erro, está impregnado de uma profunda ignorância, que conduz à lusofobia cravada na alma dos emigrantes portugueses.

 

Para a esmagadora maioria dos brasileiros, hoje, Portugal é o colonizador de má memória, é Cristiano Ronaldo, é o bacalhau, é   o padeiro (porque ainda os há muitos no Brasil), é Roberto Leal, é o fado…

 

Para os portugueses, o Brasil é o futebol (agora um pouco mais na mó de baixo), praias, mulheres bonitas, telenovelas, carnaval e música.

 

Todas as tentativas que brasileiros e portugueses cultos encetaram para unir os dois povos que já foram “irmãos” e que políticos incultos e adeptos da dialéctica marxista desuniu, foram infrutíferas, porque todos sabemos que, nas questões da cultura, quem manda é o Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores do Brasil). E quando um órgão do Poder Executivo não é dirigido pelo político certo, a política incerta prevalece.

 

Em 2001, na crónica “Salvar o Português”, já tão maltratado no Brasil e entupido de expressões norte-americanas e neologismos americanizados, Gomes da Costa refere que «pior ainda é que não nos faltam intelectuais a exprimir um profundo desprezo pelo idioma (português)», a que chamam «o “sepulcro do pensamento”; e que «não tem a musicalidade do francês; falta-lhe a vibração canora do italiano; está longe da universalidade do inglês, por isso, não se importam nada com os vícios da linguagem, as mazelas da gramática e o decalque dos barbarismos», conclui Gomes da Costa.

 

Assiste-se no Brasil a uma americanização da linguagem (e não só) em detrimento do Português, que no contexto histórico, interpretado á luz da tal dialéctica marxista, é a língua do colonizador e, como tal, deve se banida.

 

A 16 de Abril de 2001, O Globo, um dos mais abalizados jornais do Brasil, publicou um artigo de João Ubaldo Ribeiro - um prestigiado escritor brasileiro, tendenciosamente burlesco (o que não será defeito), o qual os portugueses mais inclinados à Literatura conhecerão - intitulado «Escrevendo Muderno» em que diz o seguinte (assim, tal e qual): «Se não pudemos nos livrarmos de tantas mazelas herdadas da colonização portuguesa, pudemos pelo menos nos livrar de uma língua que nos isola do mundo e atrapalha a nossa ascensão como povo».

 

Sobre isto, Gomes da Costa, na crónica intitulada «O Português no Trinque» salienta que João Ubaldo Ribeiro não querendo ser feiticeiro com o verbo, foi desleal com a História, «e há limites para tudo (…) porque deve existir um mínimo de consideração seja por um valor permanente da nacionalidade, seja pela mãe que nos pariu. Não está em causa perder a piada e manter o amigo. Está em jogo, isso sim, o zelo em preservar um patrimônio comum, que é do povo tanto quanto dos escritores, que é de seis ou sete outros países tanto quanto do nosso».

 

Numa outra crónica de 2001, “Destratando o Português” Gomes da Costa dá-nos conta da mudança dos currículos e da metodologia do ensino da Língua Portuguesa no Brasil: «Até o nome da disciplina foi modificado oficialmente: saiu o Português dos programas e deu lugar à Comunicação e Expressão», e os clássicos foram substituídos pelas crónicas desportivas dos jornais e pelas transcrições da cartilha do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) impregnada de uma irracional lusofobia.

 

«As consequências dessa reforma, todos sabemos quais foram», salienta Gomes da Costa: «a linguagem degradou-se, o ensino do Português virou uma choldra e os alunos terminavam os cursos com uma pobreza de conhecimentos de meter dó, sem nunca terem ouvido falar de Camões ou Machado de Assis, incapazes de seguir as regras de concordância ou de conjugar um verbo defectivo».

 

Em Portugal passou-se mais ou menos o mesmo. O Ministério da Educação aboliu dos programas Os Lusíadas, Eça de Queiroz, Frei Luiz de Sousa, Padre Vieira, Garrett, substituindo-os por textos informativos, mas nada formativos, retirados dos jornais.

 

Resultado: a qualidade do ensino da Língua degradou-se, levando a um desinteresse pela leitura, e uma incultura e iliteracia pavorosas instalaram-se por aí, até entre os que conseguem completar um curso universitário.

 

(Temos o exemplo maior de muitos (mal) falantes e ainda mais (mal) escreventes entre os políticos portugueses).

 

E o AO90 só veio piorar o já tão degradante estado da Língua.

 

Os alunos saem das escolas com graves deficiências no conhecimento da gramática, do léxico e da interpretação de textos, mostrando um grande pavor pelo Português.

 

«E quem não adquirir na escola o gosto de ler, mais tarde dificilmente abrirá um livro…» diz Gomes da Costa.

 

Só sentirá o verdadeiro prazer da leitura aquele que conhecer bem a Língua, para poder saborear uma escrita escorreita assente na harmonia das palavras.

 

Penso que chegados aqui, ficou bem claro que o que moveu Evanildo Bechara ao convidar Malaca Casteleiro para, juntos, engendrarem o que veio a constituir a maior fraude linguística de todos os tempos, foi a aversão visceral de uma determinada elite brasileira, constituída por editores (veja-se o caso de Antônio Houaiss, que contribuiu para a deslusitanização do Português), escritores, jornalistas, artistas, intelectuais e políticos vergados à dialéctica marxista, pelo colonizador português, atacando o que ele tem de mais precioso e o que mais o identifica: a sua Língua, uma vez que não podem mudar o rumo da História que já foi escrita, e substituir o colonizador português pelo inglês (como se disso dependesse o sucesso ou o insucesso de um país livre).

Portanto, tendo em conta que na génese do AO90 está uma evidente lusofobia e um consequente desafecto pela língua do colonizador (a Língua Portuguesa), desafecto esse que originou o abrasileiramento americanizado do Português adoptado no Brasil, como língua oficial, e que foi desrespeitada, como tal, pela “necessidade” de se afastarem da língua do colonizador, e somando a isto a secreta intenção de transformar a Língua Portuguesa em Língua Brasileira, logo que o AO90 se instale, com o argumento da existência de milhões de (mal) falantes e (mal) escreventes da língua, prescindindo-se da qualidade em favor da quantidade, como se tal fosse o melhor para a Língua de Camões, temos que os portugueses devem rejeitar o AO90, para que o caos linguístico não se instale em Portugal, tal como já se instalou no Brasil, e principalmente para que a bela e culta Língua Portuguesa não vá parar ao esgoto onde corre a cultura inculta.

 

Foi apenas isto que pretendi salientar com esta «Génese do AO90».

 

E nada mais.

 

Até porque tenho muita consideração pela minha família brasileira e pelos meus bons amigos brasileiros.

 

Mas esses, não se comportam como trogloditas em relação a Portugal, nem pretendem que Portugal se afunde no brasileirismo americanizado.

 

Nada há aqui para unificar. Nem Língua, nem Cultura.

 

A Lusofonia não tem mais razão de existir. Cada ex-colónia deve ficar com a língua (e mais o resto) que bem entender. Daí que Portugal deva atirar ao caixote do lixo o AO90. Daí que se deva acabar, de uma vez por todas, com a farsa da CPLP, que não serve absolutamente para nada, a não ser para desunir ainda mais o que não tem união possível.

 

A Língua Portuguesa nasceu em Portugal. É de Portugal, país que já se separou das ex-colónias, há bastante tempo. Por que teremos de andar a arrastar-nos atrás delas, ou elas atrás de nós?

 

Afinal o que somos? Um país livre e soberano, ou um pedaço de terra onde todos mandam, excepto os portugueses?

 

A CPLP já não se justifica. Todos os países lusófonos são agora livres e autónomos. Senhores das suas escolhas. Não temos de estar ligados a eles pela Língua, como se fôssemos gémeos siameses.

 

Cada país deve escolher e seguir o seu próprio caminho, e não esperar que aquele que deu ao mundo novos mundos, se arraste   aos pés do gigante, como um condenado á morte.

 

Aqui não há nada para vingar. A História desenrola-se por épocas, caracterizadas por determinadas e específicas circunstâncias. Já não estamos em 1500, nem em 1822. Estamos em 2016. E o mundo evoluiu.

 

O Brasil tem as suas próprias pernas para andar. Então que ande e cresça, e esqueça que já foi colónia. Desde 1822 é um país livre. Não precisa de andar amuletado a Portugal e, muito menos, aos EUA.

 

Portugal, por sua vez, já deu ao mundo o que tinha a dar. Pariu países grandes, ricos e livres. Se não são potências, a culpa não será dos Portugueses, que já tiveram um grande império, que se estendeu por todos os continentes. Mas esse tempo já passou… e deve ficar no passado. Hoje, o imperialismo não tem mais razão de existir.

 

Hoje, o que resta a Portugal é a sua Língua, a sua Identidade, a sua Cultura Culta. A sua Honra. A sua Dignidade.

 

Não se pretenda destruir com um golpe baixo, o que levou séculos a construir.

 

De resto… amigos para sempre…

 

***

Fonte:

«A Brasilidade dos Portugueses», da autoria de A. Gomes da Costa, editado pela Editorial Nórdica Lda., em 2002.

 

*** A. Gomes da Costa (…) «ostenta, desde sempre um posicionamento declarado de amar desmedidamente tanto o Brasil quanto Portugal e sentir orgulho de ser brasileiro e de ser português», estando «por dedicação e mérito à frente das instituições lusas de cúpula no Brasil há mais de três décadas e é o actual presidente do Real Gabinete Português de Leitura».

 

«A Brasilidade dos Portugueses» é um livro que devia ser de leitura obrigatória em Portugal, nomeadamente entre os políticos portugueses que, levados pelo ocultismo e pelo obscurantismo estão a vender Portugal ao desbarato.

 

Tenham brio e saibam HONRAR Portugal e os cargos que ocupam.

 

 

Isabel A. Ferreira

 

***

A GÉNESE DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 (I)

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/a-genese-do-acordo-ortografico-de-1990-52848

 

A GÉNESE DO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 (II)

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/a-genese-do-acordo-ortografico-de-1990-53853

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:25

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Domingo, 11 de Dezembro de 2016

PORTUGUÊS SERÁ LÍNGUA ESTRANGEIRA EM CABO VERDE

 

Diga-se em abono da verdade que a Lusofonia é uma grande TRETA, e nada há para UNIFICAR. Cada povo deve ficar com a língua (e tudo o resto) que bem entender. Daí que Portugal deva atirar ao lixo o AO90, e acabe-se de uma vez por todas com a CPLP, que não serve para nada. Só serve para DESUNIR.

 

A Língua Portuguesa é de Portugal, que já se desligou das ex-colónias. Por que teremos de andar a arrastar-nos atrás delas, ou elas  atrás de nós??????

 

Afinal o que somos nós? Um país livre e soberano, ou um pedaço de terra onde todos mandam, excepto os portugueses?

 

A CPLP já não se justifica. Todos os países são livres e autónomos. Senhores das suas escolhas. Não temos de estar ligados pela Língua, como siameses.

 

Cada país que siga o seu caminho. E amigos para sempre.

 

ROSABAL.jpg

 

Maritza Rosabal, Ministra da Educação de Cabo Verde anunciou que a Língua Portuguesa passa a ser ensinada como língua estrangeira, indo ao encontro do desejo de muitos pais e encarregados de educação que há muito pedem que o Português não seja ensinado como língua materna.

 

E justifica esta atitude pelo facto de as crianças não conseguirem «entender o Português”, dee acordo com o que disse uma aluna da 1.ª classe ao seu pai no fim do seu primeiro dia de aula, “papa um ca intende nada que quel senhora tava ta dze”.

 

 Maritza Rosabal, oriunda de Cuba, explica o motivo desta alteração afirmando que «a Língua Portuguesa é abordada como língua primeira de Cabo Verde, quando não é. Temos uma eficácia do sistema muito baixa, onde apenas 44% das crianças que começam o primeiro ano finalizam o 12º em tempo. Temos muitas perdas».

 

A ministra salientou ainda que «entre os alunos cabo-verdianos, a capacidade de leitura e interpretação e a proficiência linguística são questões que se colocam com muita acuidade. Toda esta duplicidade linguística afecta o processo. Reconhecemos que a nossa língua materna é o crioulo, mas, como língua instrumental de trabalho e de comunicação, temos de fortalecer a língua portuguesa».

 

Rosabal referiu ainda «algumas dificuldades de Cabo Verde na inserção no espaço lusófono. O Brasil exige provas de língua portuguesa aos nossos estudantes, o Instituto Camões exige provas de língua portuguesa o que quer dizer que apesar de estarmos no espaço lusófono, começamos a não ser reconhecidos como um espaço com proficiência linguística em português”.

 

Daí que, já no próximo ano lectivo, o ensino da Língua Portuguesa, como segunda língua ou língua não materna começará a ser introduzido no Ensino Pré-escolar (4/5 anos) e no primeiro ano do Ensino Básico, estendendo-se depois progressivamente aos restantes anos do Primeiro Ciclo.

 

Fonte:

 

http://noticiasdonorte.publ.cv/53398/portugues-passa-ensinado-lingua-estrangeira/

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:37

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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