Terça-feira, 29 de Março de 2016

AO REDOR DA MENTALIDADE “ACORDISTA” RETRÓGRADA

 

De facto, «a mentalidade “acordista” é retrógrada, irrealista, insensível, impatriótica, irresponsável, incompetente e ignorante. Representa o triunfo (…) da ignorância arrogante», diz António Emiliano***, na Apologia do Desacordo Ortográfico, pg. 49

 

 *** António Emiliano (Lisboa, 1959) é um linguista, professor e músico português. É doutor em Linguística Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa e professor na mesma instituição. É sócio fundador da Associação Portuguesa de Linguística e da Associação Internacional de Linguística do Português, membro cooperador da Sociedade Portuguesa de Autores.

 

NÃO USE O AO.png

 

No Brasil o AO/90 é desconhecido entre o POVÃO. A esmagadora maioria dos brasileiros não o UTILIZA.

 

Os Brasileiros cultos não o aplicam.

 

Os restantes países lusófonos também não o aplicam. Em Portugal apenas os que não têm ESPINHA DORSAL o fazem.

 

Logo, este AO/90 está condenado ao CAIXOTE DO LIXO que é o lugar adequado para a mixórdia ortográfica que uns poucos IGNORANTES inventaram para VENDER LIVROS e ENCHER OS BOLSOS.

 

E não, não é uma minoria de Portugueses que acredita que a Língua Portuguesa é PROPRIEDADE de Portugal.

 

Apenas uma minoria linguicida e ignorante ACHA que a Língua Portuguesa NASCEU ali... numa rocinha... debaixo de uma bananeira...

Todos os outros sabem que a Língua Portuguesa é uma Língua EUROPEIA e CULTA. Não nasceu do nada, nem foi idealizada para facilitar a aprendizagem dos que nasceram com preguiça mental.

 

O AO/90 NUNCA vingará, simplesmente porque é um ABORTO ORTOGRÁFICO.

 

***

E há quem fale na Síndrome do Colonizado.

 

Germano Almeida (um escritor cabo-verdiano que recentemente declarou em público que a Língua Portuguesa não é de Portugal) está equivocado, disse António Patrício, que é um conhecedor da Língua Portuguesa.

 

Na verdade, a Língua Portuguesa é nossa, dos Portugueses. Fomos nós que a espalhámos pelo mundo, e cada povo tomou-a e adaptou-a à sua cultura e fonética.

 

António Patrício gostava de ver o senhor Germano Almeida ir dizer aos Ingleses que o Inglês não é deles. Mais, o senhor Germano Almeida é originário de um país fundado pelos Portugueses.

 

Mas a verdade é que ficámos a saber que o senhor Germano Almeida não sabe escrever... É a editora e o corrector ortográfico que fazem esse trabalho por ele.

 

Para este senhor vale tudo na escrita do Português! É engraçado vir isto de um escritor cabo-verdiano...

 

Já Cesária Évora (cantora de mornas e coladeiras que gostava muito de França e dos Franceses) dizia "cobras e lagartos" de Portugal e da Língua Portuguesa, e nós, os eternos complexados por termos sido colonizadores, lá andávamos com a senhora ao "colo". Devem ser os ventos daquele lado do Atlântico que levam os intelectuais das ilhas cabo-verdianas a sofrerem, ainda, da síndrome do colonizado.

 

E não são só os cabo-verdianos.

 

Existem cidadãos brasileiros que são grandes defensores da anarquia escrita do Português...

 

E António Patrício coloca a questão: Por que será? Será que a síndrome do colonizado ainda infecta a cabeça de tanta gente assim?

 

Pelo que vemos, infecta. É que nestas coisas, conclui o António, pior do que o colonizador é o colonizado que, depois de ter deixado de o ser, continua a sentir as dores do que foi e já não é.

 

***

 

O que se vê mais por aí são FATOS... mal talhados.

 

É que "fato" deriva do gótico FAT, que significa uma peça de vestuário. Nunca poderá ser entendido como FACTO, que deriva do Latim FACTUM, e significa acontecimento.

 

Os Brasileiros dizem FATO por FACTO, mas não sabem o que dizem. E os Portugueses, sendo portuguesinhos, vão atrás, porque é atrás que vão aqueles que não têm capacidade de IR À FRENTE.

 

***

Para os que refutam que a ortographia mudou desde os seus primórdios, temos a dizer que, de facto, essas mudanças existiram, mas com base em estudos linguísticos, e não impostas por interesses meramente económicos.

 

Quem as fez SABIA O QUE ESTAVA A FAZER.

 

Os do AO/90, não sabem o que fazem... Apenas querem GANHAR DINHEIRO. Como se a ORTOGRAFIA pertencesse à FÍSICA QUÂNTICA e não à LÍNGUA!!!!

 

O AO/90 NÃO PASSOU A SER OFICIAL em Portugal. A sua aplicação é ILEGAL e INCONSTITUCIONAL.

 

Os que o aplicam demonstram uma ignorância monumental. E por mais que lhes demonstremos que estão errados, eles insistem no erro. Porquê?

 

Ora… porque OPTAM pela ignorância.

 

Contudo, o tempo encarregar-se-á de ATIRAR AO LIXO esta mixórdia ortográfica que, falaciosamente,  pretende UNIR as variantes da Língua Portuguesa existentes nos oito países lusófonos. Mas jamais essa união se verificará, pelos motivos mais ÓBVIOS.

 

***

Nenhuma Língua Europeia Culta, oriunda de países que outrora foram colonizadores (Inglaterra, França, Espanha, Holanda, Portugal) foi tão destruída pelos colonizados como a Língua Portuguesa, escrita e falada, foi destruída pelo Brasil.

 

Nos restantes países lusófonos, a Língua Portuguesa manteve as suas raízes.

 

E esta é a grande diferença entre uns e outros.

 

E no meio disto tudo, se tem de haver um país que tenha de recuar e adaptar-se a um novo modo de escrever a Língua Portuguesa, esse país é o Brasil.

 

Portugal não tem de atirar ao lixo a sua Língua, apenas para fazer o frete a uns poucos editores ignorantes e a políticos incompetentes, impatrióticos e irresponsáveis.

 

Isabel A. Ferreira

(Jornalista, escritora, tradutora)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:51

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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