Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2016

AO/90: “FIÇÃO” DE ALUCINADOS OU PORTUGUÊS “KOINÉ”?

 

FIÇÃO.png

 

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645077242260614.1073741827.199515723483437/767370833364587/?type=3&theater

 

Por estas e por outras, o AO/90 não tem pernas para andar… E não me venham dizer que antes da aplicação ilegal deste AO era normal escrever assim… tão estropiadamente…

 

Ando a ler um livro escrito em bom Português (aliás, só compro livros escritos em bom Português), da autoria de Garry Wills (Prémio Pulitzer) onde ele tece algumas considerações sobre a tradução do grego koiné, que teve de utilizar para escrever uma das suas obras.

 

E as considerações que este autor teceu sobre o grego koiné, ou seja o grego de praça pública que evoluiu para o grego moderno, cabem perfeitamente na apreciação de textos escritos nessa linguagem agreste que dá pelo nome de Acordo Ortográfico de 1990, que também é uma espécie de português koiné.

 

Mas ao contrário do grego koiné, que evoluiu para o grego moderno, o AO/90 regrediu, fez o caminho contrário: transformou a Língua Portuguesa, de raiz greco-latina, culta e Europeia, numa amálgama de consoantes e vogais onde temos de andar às apalpadelas, para podermos compreender o seu significado.

 

O AO/90, língua de praça pública, não é elegante.

 

É uma linguagem básica, elaborada por mentes básicas, para ser aplicada apenas por gente básica, que desconhece a Língua Portuguesa.

 

Ao Acordo Ortográfico de 1990 falta o apuro linguístico. Trata-se de uma língua adulterada, que perdeu as delicadezas da sua matriz: a Língua Portuguesa.

 

Exemplos disto mesmo é o estropiamento (poderia dizer mutilação e ia dar ao mesmo) de vocábulos como ótico, coação, adoção e tantos outros…

 

Trata-se de majestade (a Língua Portuguesa) talhada de forma grosseira, de uma falta de refinamento linguístico quase brutal.

 

Por isso, há que parar de fingir que somos todos parvos…

 

Por isso, há que parar de ensinar às crianças este português koiné…

 

Por isso, o aCtual governo português tem de revogar urgentemente este monstro linguístico que dá pelo nome de Acordo Ortográfico de 1990

 

UR…GEN…TE…MEN…TE…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:05

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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