Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2016

O AO/90 É UMA BURLA À LEI CONSTITUCIONAL

 

A pureza de uma Língua não pode medir-se pelo número de utilizadores mas sim pela qualidade da origem da sua fonte!

 

Os governantes portugueses VERGARAM a espinha, que já não era muito vertical, aos interesses económicos de editores brasileiros e portugueses.

Venderam a Língua ao desbarato.

 

Mas ainda vamos a tempo de travar este negócio sórdido.

 

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A Língua Portuguesa só teria a ganhar se aglutinasse o léxico genuíno de cada país lusófono, deixando a etimologia das palavras oriundas do Latim e do Grego intactas.

 

Não é correCto escrever CONTATO, por exemplo. E isto só os Brasileiros o fazem.

 

Enriquecer a língua é uma coisa. Estropiá-la, é outra.

 

Seria necessário uma reforma linguística profunda, racional e baseada na matriz portuguesa, e não por obra e graça de uns tantos interessados em fazer dinheiro à custa do estropiamento de uma língua culta e europeia.

 

É obrigatório a Portugal e aos portugueses inviabilizar/rejeitar este AO/90 por ferir gravemente a independência e a inteligência do País e dos Portugueses.

 

 Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, OFICIALMENTE escrevem BEM. Portugal e Brasil OFICIALMENTE escrevem MAL.

 

Os que encheram os bolsos com este linguicídio que é o AO/90, deviam ficar muito pobrezinhos. Era o castigo menor para tão desmedido CRIME de lesa-língua. ***

 

«NÃO É VERDADE QUE O ACORDO ORTOGRÁFICO (AO/9O) PASSA A SER OBRIGATÓRIO, NEM em Portugal, NEM no Brasil e NEM nos restantes PALOP’s!

 

A manipulação e a desinformação continuam. A DITADURA ORTOGRÁFICA TAMBÉM. Afinal o 25 de Abril serviu para isto?

 

Portugal ratificou a Convenção de Viena de 23 de Maio de 1969, sobre Direito dos Tratados, de 1969 (cf. artigo 42.º). Resolução da Assembleia da República n.º 67/2003.

 

O Acordo Ortográfico (AO/9O), não tem validade internacional, ou seja, não vigora na ORDEM JURÍDICA INTERNACIONAL e por conseguinte na ordem jurídica nacional pela simples razão de que o artigo n.º 1 do 2.º Protocolo modificativo ao Acordo Ortográfico, assinado em 2004, que deu nova redacção ao artigo 3.º do AO/1990, e que determinou o modo de entrada em vigor apenas com as ratificações de 3 Estados, em vez da totalidade dos 8 Países de Língua Oficial Portuguesa, violando portanto a regra da unanimidade, prevista, inter-alia, nos artigos, 10º Secção 2, e o artigo 24 -2 da Secção 3 da Convenção de Viena.

 

O Tratado Internacional AO/1990 não podia ter sido modificado dessa maneira de modo a entrar em vigor apenas com a ratificação de 3 países (Brasil, Portugal e … ???) , sem que essa alteração tivesse sido ratificada por unanimidade, pelos 8 países Lusófonos !

 

Angola e Moçambique invocaram já repetidamente a não vigência do acordo em reuniões oficiais, onde os delegados do Brasil e de Portugal, nada objectaram e tiveram de aceitar as aCtas oficiais em duas versões (em Português Europeu, ou seja, o padrão de referência, dado que a matriz da língua portuguesa originou em Portugal e não no Brasil, e em Português do AO/9O, ou seja um português abrasileirado, para não ser malcriado.

 

EM CONCLUSÃO: para que um Tratado Internacional (como o AO/9O) possa entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, (CRP) é preciso que ele esteja em vigor na ordem jurídica internacional.

 

E o AO/9O não está, nem pode estar, pelas razões supra-indicadas.

 

Se estamos errados que nos digam, porquê e como! (Colectivo Independente de Defesa do Património Imaterial de Portugal, do qual a matriz da língua portuguesa faz parte).»

 

***

O AO/90 é uma burla à Lei Constitucional e aos princípios elementares da Democracia e do Estado de Direito. Isto escrevia o actual Provedor da República:

 

http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/convidados/interior/o-chamado-novo-acordo-ortografico-um-descaso-politico-e-juridico-2300823.html

 

Ainda, para se ter o historial das questões, leia-se:

 

http://www.filologia.org.br/revista/artigo/5%2815%2958-67.html

 

Também se encontra aqui o parecer do Vice-presidente do Supremo Tribunal da Justiça:

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=854764851305983&set=gm.1004405996271440&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:03

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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