Terça-feira, 11 de Julho de 2017

«O ABORTO ORTOGRÁFICO DE 1990»

 

 

Eis um texto que recebi via e-mail, da autoria de Amadeu Mata.

Para bom entendedor este texto bastaria.

Acontece que não temos “entendedores” na governação.

Eles não entendem nada, e o pior é que não querem entender… E isto tem um nome que me abstenho de dizer…

Mas… quem sabe, desta vez, eles, os “desentendedores” entenderão o que pretendi dizer nas entrelinhas?

Porém, ainda que entendam, há outro problema: a falta de vergonha…

 

AORTO ORTOGRÁFICO.jpg

 

Texto de AMADEU MATA

 

«O Acordo Ortográfico de 1990 está envolto em polémica desde que começou a ser utilizado – e Carlos Fernandes, autor do livro “O Acordo Ortográfico de 1990 não está em vigor”, defende que o diploma é inconstitucional, e porquê?

 

O embaixador Carlos Fernandes, autor do livro “O Acordo Ortográfico de 1990 Não Está em Vigor” (Guerra & Paz), é um acérrimo defensor da abolição do acordo.

 

Em declarações ao JPN, afirmou que isto “não é uma questão de opinião, mas sim um problema jurídico” e que o processo ficou pela fase da ratificação, o que não chega para pôr um acordo em vigor.

 

Segundo o embaixador, o acordo (o aborto) “nunca reuniu unanimidade dos países e, portanto, nunca esteve em condições, nem está, de poder entrar em vigor, porque Angola e Moçambique não o ratificaram, nem o ratificam. Se pretendessem fazê-lo  já o teriam feito há bastante tempo!»

 

Em Portugal, para esse acordo poder entrar em vigor, tinha de continuar o processo que parou na ratificação, em 1991, não se chegou a fazer referendo, não se chegou a publicar o aviso no Ministério dos Negócios Estrangeiros e não se chegou a publicar um decreto a seguir a isso.”

 

O Professor de Direito Internacional assegura que a “aplicação do acordo (do aborto) está a ser feita de uma forma manifestamente inconstitucional porque se apoia numa Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, de 25 de Janeiro e “qualquer acto que a administração pratique tem de ter o apoio numa Lei  ou num Decreto-Lei, ouviram bem, numa Lei ou num Decreto-Lei, nunca se legisla por uma resolução”.

 

Para terminar não há ninguém no País que dê “um forte murro na mesa” e grite à viva voz:

 

alto e pára o baile....”

 

No meu tempo da tropa havia  duas espécies de homens,  "os bailarinos" e os "filhos da …." por sinal não sabiam dançar.

 

Chega de tanta "palermice" e "sacanice política"....  

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:18

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
| partilhar
Domingo, 12 de Março de 2017

EXCELENTE REFLEXÃO SOBRE O FRAUDULENTO AO90

 

Novo? O acordo? Nãaaaao. Isto é um velho sul-americano, já muiiiiiito velho…

 

O programa INFERNO (Canal Q., que não utiliza o aborto ortográfico) apresenta uma excelente reflexão/denúncia acerca do fraudulento acordo ortográfico de 1990, que de novo nada tem, e impinge o dialecto brasileiro: mais trema, menos trema, mais acento grave ou agudo, menos acento grave ou agudo, mais hífen, menos hífen…

 

Muito humor revestido de verdade.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:49

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
| partilhar
Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2017

O "ABORTO ORTOGRÁFICO" QUE NINGUÉM SABE O QUE É

 

HERRAR.png

 

Por Amadeu Mata

 

Fonte:

Compêndio de Gramática Portuguesa 1º e 2º anos do Liceu, Porto Editora, páginas 325 e 326, conforme a escrita correcta das palavras segundo as normas oficialmente ainda estabelecidas.

 

Três Princípios Gerais:

 

 

 - Não se escrevem letras geminadas ou dobradas;

 

Exceptuam-se rr ss, que, entre vogais, conservam respectivamente o som sonoro e surdo: torre, carro, massa.

 

 Obs : 

 

  1. a)- nos vocábulos em que o primeiro elemento termina por vogal e o segundo começa por rou s, dobram-se estas letras: derrogar, prorrogar, monossílabo, ressoar, ressentir.

 

  1. b)- nunca se dobra o mnem o nemagrecer, imergir, enobrecer, inato

Em connosco, comummente, ruimmente, não há letra dobrada, mas uma ressonância nasal e uma consoante.

 

 

 - Só se escrevem as letras finais b, c, d, g, t (ainda que se não pronunciem) nos nomes próprios bíblicos consagrados pelo uso: Jacob, Job, Isaac, David, Gog, Josafat, e ainda em Cid, Madrid, Valhadolid, Calecut ou Calicut.

 

n final só se escreve quando se pronuncia e não torna nasal a vogal anterior: alúmen, glúten, líquen, mas gérmen ou germe, regímen ou regime.

 

 

3º - Em geral não se escrevem letras que representam consoantes que se não pronunciam.

 

Exceptuam-se o c e o p dos grupos cc, cç, ct, pc, pç, e pt nos casos seguintes:

 

  1. a) quando, precedidos de a, e ou o, exercem influência na pronúncia destas vogais, tornando-asabertas:

 

abstracto, acção, accionar, actual, acto, actor, actuar, actuação, actualização, activo, accionista, adoptar, adopção, adjectivo, arquitectura, arquitecto, arquitecta, atracção, aspecto, afecto, baptismo, colecta, colectivo, característica, correcto, correcção, corrector, defectivo, detectar, difracção,  directo, direcção, distracção, efectivo, erecto, espectador, espectáculo, espectro, exacto, excepção, excepto, expectativa, faccioso, factor, factura, fraccionário, fracção, friccionar, inactivação,  indirecto, infecção, infectado, intelecto, intelectual

insecticida, inspector, inspecção, lectivo, leccionar, nocturno, objecção, objectivo, objecto, optimista, projecção,projecto, perspectiva, predilecção, prospectiva,reacção, respectivo, recepção, receptáculo, reflectir, retrospectiva, sector, sectário, sectorial, sectarismo, selecção, selecto, seleccionar,  tacto, tecto, tracto, tractor, tracção, trajectória, vector, vectorial ..........

 

  1. b) para harmonizar grafias com palavras afins em que a consoante se pronunciaou indica a aberturada vogal anterior:

 

Egipto e egípcio

corruptor e corrupto

carácter e caracteres

 

contacto e contactar

facto e factual

 

interrupção e interruptor

micção 

pacto e pactuar

eléctrico e electricidade

bactéria e bactericida

 

Obs:

 

O grupo sc conserva-se no interior de palavras, quando se pronuncia, mas cai o primeiro elemento, quando inicial; consciência, proscénio, mas ciência, cena cenário, ciático, cindir.

 

u de gu e qu pronuncia-se, quando está seguido de a ou o

não se pronuncia, quando se segue e ou ilíngua, quase, qualidade, quota, sangue, que, queimar, quilo, quimera; mas equestre, equidade, frequência sanguíneo.

 

Obs: 

 

Como consequência   do princípio, escrevem-se nos grupos consonânticos as letras que representam consoantes que se pronunciam em Portugal e no Brasil, ou num só dos países:

 

súbdito, obter, dicção, amígdala, indemne, designar, ruptura, amnistia, afta, ficção, aritmética, indemnizar, Agnelo, interruptor

Grafia das Consoantes e dos grupos consonânticos

 

Casos particulares

 

  1. Letra  H   

 

O h mantém-se no princípio de palavra, quando a etimologia, uma longa tradição ou uma convenção o justifica:

 

Haver, hera, hoje, humano, húmido, harmonia, haurir, harmónico, hábil, habilitar, humor, há , hem? , hum !

 

Escreve-se úmero, ombro, ontem, Espanha, porque a etimologia o exige; erva, ervaçal, ervanário (formas populares)

 

        . suprime-se o h inicial:

 

  1. a) Quando a palavra iniciada por h entra, como segundo elemento, num derivado: desarmonia, anarmónico, ou inarmónico, desumano, exaurir, inábil, lobisomem, reabilitar, reaver, excepto se o segundo elemento está ligado ao primeiro por um traço de união: anti-higiénico, pré-história, sobre-humano;

 

  1. b) Nas formas do verbo haver que entram, com pronomes intercalados, na conjugação dos futuros e condicionais: amá-lo-ei, dir-se-á, falar-nos-emos, juntar-se-lhe-ão, amá-lo-ia, falar-nos- íamos, juntar-se-lhe-iam.

 

Fora disto, só se usa o h quando, posposto a c, l ou n, representa os fonemas ch, lh, nh de palavras como chave, filho, ninho.

 

Os grupos finais de origem hebraica ch, ph e th conservam-se em próprios, quando soam ch = c, ph = f, th = t: Baruch, Moloch, Ziph, Loth, mas eliminam-se, quando se não pronunciam: José Nazaré. Note-se Judite 

     

Quanto à ortografia, que precede a gramática.

 

A separação de famílias lexicais ('se[c]tor'/'sectorial'; ve[c]tor/ vectorial;

 'cará[c]ter'/'característica'; 'Egi[p]to'/'egípcio') é fatal para a apreensão do significado das palavras e da sua origem etimológica, e do seu parentesco face a outras línguas europeias.

 

Fazer depender esta ortografia do conceito de "pronúncia culta" (que ninguém sabe definir) é um grosseiro atentado à seriedade intelectual. Fazer aprovar um "acordo ortográfico" à revelia da comunidade científica, e com a oposição expressa da esmagadora maioria dos seus agentes, é uma aberração.

 

Em suma o AO90 é um "aborto ortográfico".

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:57

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
| partilhar
Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2016

INVALIDAR O AO90 É COLOCAR PORTUGAL NOVAMENTE NOS TRILHOS…

 

LÍNGUA.jpg

 

Só a ANULAÇÃO do ABORTO ORTOGRÁFICO de 1990 interessa a PORTUGAL.

 

As crianças que já o aprenderam, desaprendê-lo-ão num ápice.

 

Apenas os políticos (e os editores) devem pagar a factura desta que foi a maior fraude de todos os tempos.

 

Novos livros darão muito lucro. Poderão continuar a encher os bolsos.

 

Um amigo brasileiro, disse-me que se não fossem os portugueses, os brasileiros ainda escreveriam pharmacia, não tendo a mínima noção do que levou a substituir-se o PH pelo F.

 

Se ainda escreveriam pharmacia, então por que não continuaram a escrever ACTO, FACTO, DIRECTOR, ACTOR, CONTACTO, DIRECTO, etc.??????

 

Sem os CÊS essas palavras deveriam ser escritas deste modo: áto, fáto, dirétor, átor, contáto, diréto... Não existindo os CÊS nem os acentos, essas palavras são meros disparates e leva-nos para outras significações…

 

Se o Brasil não deixou cair o , por exemplo, em recePção, deixou cair muitas consoantes em palavras onde elas também são absolutamente necessárias, como as que já referi, entre muitas outras.

 

O AO90 não passa do abrasileiramento da Língua Portuguesa, com um único objectivo: acabar com ela, e passar a chamá-la Língua Brasileira.

 

E impedir esse absurdo é o que me move.

 

Se querem mudar ao nome da língua, mudem. Mas em Portugal, ela deverá ser sempre a PORTUGUESA.

 

É este detalhe que não devemos descurar.

 

Algumas pessoas (menos esclarecidas, devo dizer) acusam-me de um sentimento anti-Brasil. A existir, tal sentimento seria muito estúpido e irracional, da minha parte. O que há em mim é simplesmente um puro, sincero e infinito AMOR pela Língua Portuguesa, o meu mais precioso instrumento de trabalho.

 

E isto não será motivo suficiente para que eu a defenda, num combate leal, usando armas lícitas?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:47

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
| partilhar

.mais sobre mim

.pesquisar neste blog

 

.Outubro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
13
14
16
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. «O ABORTO ORTOGRÁFICO DE ...

. EXCELENTE REFLEXÃO SOBRE ...

. O "ABORTO ORTOGRÁFICO" QU...

. INVALIDAR O AO90 É COLOCA...

.arquivos

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

.BLOGUES

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/

.CONTACTO

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
blogs SAPO