Quarta-feira, 24 de Maio de 2017

«VAMOS DEIXAR-NOS DE PALERMICES»...

 

Pedro Vieira, escritor, guionista e apresentador de televisão, falou sobre a falácia da argumentação que sustenta a aplicação do AO90 em Portugal.

 

Diz ele: «Vamos deixar-nos de palermices, deixemos estar a diversidade».

 

O mais curioso é que a palavra “palermas” circula pela Internet, na “boca” de muitos cidadãos de vários países lusófonos, para adjectivar os políticos portugueses que caíram na lábia dos vendedores de banha da cobra e, cegamente, acriticamente, cederam ao aparvalhado acordo ortográfico.

 

É que os políticos portugueses não fazem a mínima ideia do que é a Língua Portuguesa. Devem pensar que é o órgão móvel da cavidade bucal da fauna portuguesa.

 

Só de pensar que isto possa ser verdade, fico repugnada.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:57

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Terça-feira, 21 de Março de 2017

DEPUTADOS DA NAÇÃO USAM MIXORDÊS PARA SE COMUNICAREM

 

O mixordês é a mistura do Português com o acordês, que dá uma linguagem que não se encaixa na Língua Oficial de Portugal, e que se encontra em vigor - a Língua Portuguesa.

 

Não é uma vergonha? Chego a duvidar que  Portugal seja um país Europeu...

 

Os deputados dos restantes países Europeus também escreverão, nas respectivas línguas oficiais, assim tão mal?

 

«Num texto que cabe numa página, o espelho da actual situação ortográfica em Portugal: mistura das normas pré e pós-Acordo Ortográfico e erros por hipercorrecção que antes não se verificavam. O poder político, que instituiu o AO, é o primeiro a desrespeitá-lo, mas finge que nada se passa. Até quando irá durar esta cegueira voluntária que fustiga a língua portuguesa?» (Tradutores contra o Acordo Ortográfico)

 

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Fonte:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645077242260614.1073741827.199515723483437/1171925266242473/?type=3&theater

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:00

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Quarta-feira, 15 de Março de 2017

«ORTOGRAFIA E IDENTIDADE»

Excelente reflexão sobre algo que os governantes portugueses desconhecem: que a ortografia de um país tem tudo a ver com a identidade desse mesmo país.

Só eles é que não sabem.

 

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Texto de «Tradutores Contra o Acordo Ortográfico»

 

«Dizerem que a ortografia não faz parte da língua já é corriqueiro. Agora, dedicam-se a dizer que a escrita (e presume-se que o alfabeto) nada tem que ver com identidade. Isto corre na boca e na pena até de certos antropólogos da nossa praça. Pena é debruçarem-se sobre assuntos sobre os quais pouco sabem, com a sobranceria e o atrevimento dos ignorantes. Na verdade, até nem é preciso saber muito, basta pensar.

 

Todos conseguimos identificar determinadas línguas apenas ao olhar para a forma escrita, independentemente da compreensão. Quem não reconhece os caracteres chineses como sendo isso mesmo, chineses? Quem não associa imediatamente o alfabeto cirílico ao russo ou, em sentido mais lato, às línguas eslavas? De facto, no caso do sérvio e do búlgaro, por exemplo, o uso desse alfabeto é constitutivo de uma identidade nacional e da afiliação ao mundo eslavo e à Igreja Ortodoxa. Note-se como o croata, apesar de brotar do mesmo dialecto do sérvio, recorre ao alfabeto latino, sendo a Croácia um país maioritariamente católico romano. Se isto não é identidade, que é?

 

Outro exemplo mais próximo é o espanhol, com o seu tão típico "ñ". É certo que há outras (poucas) línguas que recorrem a essa letra, mas não a associamos imediatamente à língua de Cervantes? Repare-se, até, que, reportando-nos ao mundo do desporto, é frequente designar-se com "ÑBA" o contingente de jogadores hispânicos que disputam o campeonato norte-americano de basquetebol. Isto não forma uma identidade?

 

Atentemos ao caso português, novamente no campo desportivo. Com a nova grafia do Acordo Ortográfico, "selecção" passou a "seleção". Ou seja, o que anteriormente distinguia claramente as equipas nacionais de Portugal e do Brasil, passou a misturá-las. Repare-se como, até hoje, em alguma imprensa francesa, a designação da equipa portuguesa continua a grafar-se com "cç", distinguindo-se claramente da congénere brasileira para evitar confusões. Isto não faz uma identidade?

 

Alguém imagina os Gregos a abdicar do seu alfabeto próprio em favor do latino, que nada lhes diz? Já se pensou porque é que, apesar do jugo soviético (russo) durante décadas, tanto o georgiano como o arménio conservaram os seus próprios alfabetos? Quem se atreveria a retirar letras especiais do alfabeto islandês para o aproximar das restantes línguas nórdicas da Escandinávia? A lista de casos é infindável.

 

A grafia é língua, e a língua é sempre cultura e identidade. Mas ainda há quem se pergunte que tem uma convenção ortográfica que ver com isso...»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645118038923201.1073741833.199515723483437/1134524876649179/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:27

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Terça-feira, 7 de Março de 2017

ESCRITORES MOÇAMBICANOS NA DIÁSPORA REPUDIAM ACORDO ORTOGRÁFICO

 

Esta é uma notícia de 2013, mas ainda bastante actual. Está nas mãos dos nossos irmãos africanos salvar a Língua Portuguesa. Os políticos portugueses deviam envergonhar-se.

 

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Autores aprovaram moção de repúdio.

 

Os participantes num encontro de escritores moçambicanos na diáspora aprovaram uma moção de repúdio do Acordo Ortográfico por “não ter em conta as especificidades” dos países que engloba, disse o presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora neste Domingo.

 

Para nós é uma decisão mais política, não tem em conta as especificidades de cada um dos países que compõem a comunidade de países de língua portuguesa e, neste caso, de Moçambique. Nós temos uma forma própria de escrever, de falar o português e querem-nos tirar isso. Nós não aceitamos que nos imponham uma forma de escrita”, explicou o poeta Delmar Maia Gonçalves.

 

A moção foi aprovada no Sábado, no final do VI encontro do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, que durou três dias e que contou com perto de meia centena de participantes.

 

Assinalando que não fala pelos escritores que estão em Moçambique, Delmar Maia Gonçalves declarou-se, no entanto, convicto de que grande parte deles não quer também este acordo ortográfico, não acredita nele, não se revê nele”.

 

A moção considera o Acordo Ortográfico “muitíssimo prejudicial, visto que empobrece e desagrega o idioma de um modo geral, introduzindo ainda inúmeras incorrecções e incongruências exaustivamente apontadas já por filólogos portugueses e brasileiros, o que aliás motivou o recuo do Brasil na sua aplicação”.

 

Empobrece-nos completamente, nós já somos pobres, mas somos ricos em termos de línguas, nós temos outras línguas além do português e não se estão a lembrar disso”, insistiu o escritor, de 44 anos.

 

Segundo Delmar Maia Gonçalves, a posição tomada “já tardava”, até porque os escritores moçambicanos em Portugal têm acompanhado a situação no país em que reina uma certa confusão”.

 

Em Portugal (…) há espaços que não respeitam o acordo, que não usam a grafia definida, depois há outros que já usam. Não faz sentido nenhum, é uma confusão completa, uma baralhação”, disse.

 

A moção vai agora ser enviada para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, para o Instituto Camões e para os Ministérios da Educação de Portugal e de Moçambique, disse ainda à Lusa o autor de ‘Moçambiquizando’ e de ‘Inquietação’, que está em Portugal desde 1987.

 

[Via jornal Público “online”. Imagem (cartaz) de CEMD.]

Fonte:

http://ilcao.cedilha.net/?p=11406

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:43

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Segunda-feira, 6 de Março de 2017

TEOLINDA GERSÃO DIZ POR QUE É MILITANTEMENTE CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

 

E eu concordo plenamente com ela.

 

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Fonte:   http://www.delas.pt/teolinda-gersao/

 

O jornalista pergunta:

«É militantemente contra o acordo ortográfico. Porquê?»

 

Teolinda Gersão responde:

 

«Porque o Português Europeu é uma língua latina e deve manter a sua etimologia. Não se pode ensinar às crianças que o Português é uma língua latina quando as raízes latinas foram apagadas. Os países germânicos, como a Inglaterra e a Alemanha, mantêm-nas porque herdaram muitas palavras latinas, por influência do Império Romano. Por que é que nós, que somos um país latino, as vamos tirar? Para copiar o Brasil? Não faz qualquer espécie de sentido. No Brasil, eu percebo que o latim não diga nada. Não há ruínas romanas, obviamente, é um país muito jovem, está noutro continente, tem um enquadramento completamente diferente. Portanto, eu percebo que, no Brasil, as raízes latinas sejam eliminadas. Percebo perfeitamente. Para nós, não faz nenhum sentido. Faz parte da nossa identidade e depois começa a ter influência também na pronúncia. Temos de ter a noção de que as consoantes aparentemente inúteis estão lá a ter uma função que é de abrir a vogal.»

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:45

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Sábado, 4 de Março de 2017

ACORDO ORTOGRÁFICO

 

 

Um claríssimo artigo de Maria João L. Gaspar de Oliveira, sobre o AO90, o qual foi publicado, há pouco, no Diário de Coimbra, um jornal anti-acordista, do qual a autora é assinante, e onde publica os seus textos.

 

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Texto de Maria João L. Gaspar de Oliveira

 

«Sabe-se que os índices de leitura, em Portugal, ainda são muito baixos, pelo que se verifica uma grande falta de vocabulário, sobretudo nos adolescentes que, para comunicar, utilizam pouco mais de 300 palavras (há 20 anos, tinham cerca de mil...). Esta situação é preocupante, sobretudo porque há uma relação estreita entre o vocabulário e o pensamento. A linguagem organiza, ordena, produz o próprio pensamento. Nós pensamos com palavras, obviamente. E, não ter palavras para dizer a realidade, é como não ter conhecimento dela. Não podemos sequer dizer que conhecemos, seja o que for, se não tivermos palavras para traduzir tal conhecimento. Sem elas, o intelecto vai-se tornando cada vez mais pobre, e a liberdade do pensamento fica, seriamente, comprometida. Sem capacidade de argumentação, sem acesso à autonomia do pensar, tornamo-nos presas fáceis de qualquer ditadura fonética, política, etc....

 

Para cúmulo, o "acordo" ortográfico, fiel servidor de interesses políticos e económicos, impõe uma ortografia fonética das palavras em detrimento da ortografia etimológica, pelo que, não pode, de modo algum, contribuir para a evolução da Língua Portuguesa, uma língua que tem, no mundo, mais de 240 milhões de falantes.

 

Este "acordo" provoca também uma enorme confusão entre palavras distintas (retractar, por exemplo, significa, agora, tirar o retrato...), regras que se contradizem e outras que provocam dúvidas, eliminação de acentos gráficos fundamentais, alterações na maiúscula inicial, reformulação do uso do hífen que nem ao diabo lembra, caos linguístico instalado nas escolas e por todo o país, onde já coexistem três grafias, pelo menos (a do Português correCto, a do AO90 e as multigrafias pessoais...), normas ortográficas provisórias que os alunos têm de aprender, novas regras gramaticais, inviabilização do vocabulário formado por via erudita, devido ao afastamento da etimologia, etc., etc.

 

Como diz Fernando Paulo Baptista, não será fácil para um inglês ou francês, relacionar "actuality", ou "actualité" com "atualidade"... "Multiplique-se o exemplo e será possível descobrir que, afinal, o futuro está no passado, ou seja, na etimologia, naquilo que nos une, portanto", acrescentou.

 

Além disso, este "acordo" incoerente, sem fundamento científico, e que é fruto da prepotência do poder político, não é um Acordo, visto que a grande maioria dos especialistas em Língua Portuguesa se opõe, assim como a maioria dos falantes do português de Portugal. A ortografia "unificada" (uma "unificação" que admite múltiplas grafias...), não vai ser usada por todos os países lusófonos, incluindo Angola, que é o segundo país com maior número de falantes da nossa língua.

 

Perante tal insulto à Língua Portuguesa, a revogação deste "acordo" é, absolutamente, necessária e urgente.»

 

Maria João L. Gaspar de Oliveira – COIMBRA

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1228674137249850&set=a.259749900808950.60720.100003218261430&type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:24

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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017

GOVERNO SOMBRA COMENTA A RECUSA DESPÓTICA DO GOVERNO EM REPENSAR O AO90

 

Os maiores cérebros da Cultura Portuguesa estão CONTRA um acordo que só gerou desacordo. Mas o ministro Santos Silva e os restantes envolvidos nesta tramóia, não estão nem aí... porque estão lá... onde tudo se engendrou politicamente.

 

malaca casteleiro (assim em minúsculas, por minusculizar a Língua Portuguesa) está a levar pancada de todos os lados. Mas ele é apenas o bode expiatório! Porque quem deve levar pancada são os NOSSOS políticos que aceitaram entrar no jogo sujo que está a ser jogado nos bastidores dos "negócios estrangeiros".

 

 

«A recusa do Governo em repensar o Acordo Ortográfico e as críticas de João Malaca Casteleiro (http://imgur.com/a/jjux5)  à iniciativa de revisão da    Academia das Ciências de Lisboa comentadas no "Governo Sombra" (TVI24, 11/02/2017). Para Pedro Mexia, faltam argumentos aos defensores do acordo para que aceitem voltar a debatê-lo e as acusações do "pai" do AO podem ser-lhe devolvidas: «Malaca Casteleiro diz que a proposta da Academia é uma manobra duvidosa e sem rigor científico que não ouviu os especialistas. É isso, obrigado, professor. Tudo isso é exactamente aplicável contra o acordo.» (Tradutores Contra o Acordo Ortográfico)

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:52

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Domingo, 12 de Fevereiro de 2017

QUANDO O TERMO “UNIFICAR” SIGNIFICA “CADA UM PARA O SEU LADO”…

 

Um dos argumentos de quem defende o AO90 é o delírio de se pretender unificar o que eles chamam de Português de Portugal e Português do Brasil, para que todos se entendam debaixo do mesmo “toldo” …

Dizem que o Acordo Ortográfico de 1990 se propõe a unificar a grafia das duas variantes da Língua Portuguesa (e as variantes africanas, não contam?) criando uma ortografia comum aos países lusófonos (entenda-se apenas Brasil e Portugal).

Isto é o que dizem quanto à grafia made in Brasil que nos querem impingir. E por que não a grafia made in Portugal, como seria mais natural, uma vez que a Língua Portuguesa (de Portugal) é a Matriz, e os Africanos de expressão portuguesa já a usam com elevado nível, apenas o Brasil se afastou dessa matriz?

 

UNIFICAÇÃO2.png

 O que vemos na imagem é um dos entraves à impossível unificação

 

Mas não é apenas a ortografia mutilada que está em causa, neste negócio fraudulento e obscuro do AO90.

 

Existem aquelas outras palavras (e são às centenas) que os brasileiros dizem e os Portugueses e Africanos de expressão portuguesa não dizem.

 

E se é para haver unificação, a unificação deveria ser total, ou o objectivo dos negócios estrangeiros não se concretizará jamais…  

 

Ora vejamos esta situação: escanção ou sommelier?

 

Ontem, numa reportagem da SIC, sobre vinhos alentejanos, que estão a ser promovidos no Brasil, fiquei a saber algo que desconhecia por completo, simplesmente porque de vinhos percebo o mínimo.

 

Mas sei que em Portugal existe o vocábulo escanção, oriundo do francês antigo eschanson, que por sua vez tem origem no latim medieval scantio, e que significa profissional especializado em vinhos, ou aquele que nos banquetes antigos deitava o vinho nas taças dos convidados, ou ainda o oficial da corte que estava encarregado de servir o vinho na taça e oferecê-lo ao rei nas refeições.

 

E qual não foi o meu espanto, quando o jornalista aplica a palavra sommelier, e explica que no Brasil, os brasileiros utilizam esta palavra francesa, para designar o que em Português é escanção.  

 

Ora se a Língua Portuguesa tem um termo específico para designar   profissional especializado em vinhos, haveria necessidade de se ir buscar um vocábulo francês?

 

Talvez sim… Talvez para esnobar a Língua do colonizador… É uma hipótese.

 

E agora das duas uma: com esta unificação pretendida pelo AO90, ou passamos nós e os Africanos de expressão portuguesa a dizer sommelier, ou passam os brasileiros a dizer escanção. Ou a unificação é apenas restrita à ortografia?

 

É que existem outras questões.

 

Aqui há tempos, um editor brasileiro pretendeu que eu traduzisse para brasileiro, um livro que escrevi em Língua Portuguesa, porque disse ele, no Brasil ninguém sabe o que é um quarto de banho (entre outros termos usados cá, mas não lá). Eles lá dizem banheiro, que em Portugal significa um vigilante ou instrutor de natação, nas praias.

 

Neste caso, mais depressa um português se baralharia com banheiro, do que um brasileiro, minimamente instruído, com quarto de banho, uma vez que, estando-se a falar de uma habitação, um quarto de banho não seria entendido como um compartimento para dormir… Ou seria…

 

O livro ficou por traduzir e por editar, obviamente.

 

Se cada um diz a sua, como fica a unificação para que todos se entendam debaixo do mesmo “toldo”?  

 

O pior é que como esta do sommelier, há centenas de outras palavras que os brasileiros adoptaram, ou americanizaram ou afrancesaram ou italianizaram, para se afastarem do Português. E então, ou eles lá, abdicam dessas palavras estrangeiradas e começam a utilizar o léxico Português, ou nós cá, abdicamos do nosso Português e adoptamos essa estrangeirice, em prol da tal pretendida unificação, para que todos se entendam…

 

Agora pergunta-se: por que é que cada país não fica com a sua própria diversidade linguística na oralidade e na escrita?

 

É que nós cá, também temos regionalismos, e nem por isso alguém se lembrou de unificar o Português, em Portugal.

 

É que no Norte existem termos que os do Sul desconhecem, e vice-versa. Como por exemplo: estrugido e refogado; garoto e pingo; imperial e fino; bica e cimbalino. Lá para o Sul é mais oiro, loiro, toiro, moiro… No Norte é mais ouro, louro, touro, mouro… Por que não deixar o léxico brasileiro ser brasileiro, e o léxico português ser português, e o léxico africano ser africano, na grafia e nas diversas pronúncias e nos preciosos regionalismos?

 

Os regionalismos brasileiros são riquíssimos (não estou a referir-me à estrangeirice) mas não estou a ver os Portugueses (ou os Angolanos ou Moçambicanos) a usá-los nem na escrita, nem na oralidade.

 

Na diversidade é que está a riqueza de uma Língua partilhada por oito países. Não na unicidade, que é redutora e anti-cultural.

 

Para se adoptar uma ortografia comum unificante, teria de se adoptar um léxico comum também unificante.

 

Que interesse terá Portugal (e o Brasil) em escrever teto, arquiteto, direto, setor, convição, rutura, invita, mas os Portugueses desconhecerem o que é um curumim ou uma cumbuca, e os Brasileiros não saberem o que é um brindeiro ou um bisalho?…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:43

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PROFESSORES DE PORTUGUÊS: EXIJAM QUE VOS APRESENTEM A LEI QUE TORNA OBRIGATÓRIA A APLICAÇÃO DO AO90 NAS ESCOLAS

 

DESOBEDIÊNCIA.jpg

 É MAIS FÁCIL CEDER DO QUE LUTAR

 

Comentário1: «Senhores professores, organizem-se para recusar a imposição de um "AO" ilegal e inconstitucional. Refilar sem agir é inútil», disse a Teresa. (*)

 

Comentário2: «Mas os professores, por exemplo, podem ser alvos de sanções disciplinares», disse a Margarida. (*)

 

Comentário3: «O grande problema está mesmo nos professores (quase todos) que o aceitaram, sem barafustar!», disse a Gabriela. (*)

 

Ora aqui é que está o busílis desta questão: os PROFESSORES CEDERAM, pura e simplesmente. Mas ainda estão a tempo de recuperarem o mal que provocaram ao obedecer a “ordens” e não a leis.

 

E se fizessem uma GREVE GERAL? Ninguém vos despedirá.

 

Exijam que vos mostrem a LEI (vou repetir: LEI) que torna o AO90 de aplicação OBRIGATÓRIA nas escolas.

 

Sabem o que é oidireito à desobediência civil?

 

A desobediência civil dá voz a convicções de consciência e o direito à resistência, no artigo 21º da Constituição da República Portuguesa.

 

Recusem-se a ensinar uma ortografia ILEGAL.

 

E se só regressassem às aulas quando o governo atirar ao lixo este lixo ortográfico?

 

Se tivessem feito isto logo de início, o AO90 nem sequer tinha passado do portão das escolas.

 

Usem todas as ARMAS legais a que têm direito, mas não continuem a dizer: SOMOS OBRIGADOS...

 

Porque na verdade, NÃO SÃO OBRIGADOS.

 

Não existe LEI nenhuma que obrigue a aplicar o AO90, e nós só somos obrigados a cumprir leis, e mesmo essas, se forem injustas, temos o direito de desobedecer a leis injustas…

 

Isabel A. Ferreira

 

(*) Estes comentários encontram-se no Facebook, no Grupo "Professores Contra o Acordo Ortográfico"

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:24

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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2017

MAL VAI UM GOVERNO QUE NÃO CONSEGUE VER O ÓBVIO NEM OUVIR AS VOZES DE TODAS AS RAZÕES…

 

AO/90 NEGÓCIO ESTRANGEIRO!

Que vergonha! Quanta subserviência!!!!!

 

O ministro Santos Silva diz que o aborto ortográfico de 1990 não é para abortar???????

Não é por acaso que esta matéria está a ser conduzida pelo MNE. É que no Brasil, quem manda nas questões da língua é o Itamaraty… o correspondente brasileiro do nosso Ministério dos NEGÓCIOS Estrangeiros.

Não ficará tudo dito???????

CEGO.jpg

 

Como disse, senhor ministro Augusto Santos Silva?

 

Está a pôr a hipótese de nem sequer REVER o AO90, referindo que está em vigor em Portugal????? Onde?????

 

E que falta ser aplicado pelos países onde a ratificação ainda está em curso????? Quando sabemos que NÃO ESTÁ EM CURSO coisa nenhuma, e que Cabo Verde até colocou o Português para segundo plano, como língua estrangeira…

 

Diz que o acordo ortográfico "é um acordo internacional que obriga o Estado português”?????

 

Obriga o Estado Português a quê????? A ser subserviente ao Brasil????? Por alma de quem????? Ou não fosse o AO90 pura e simplesmente o abrasileiramento do Português, que os brasileiros até já nem seuqer estudam...

 

Sabemos que no Brasil o AO90 não está em vigor, porque todos escrevem como sempre escreveram, sem tirar um acento… Lá, estão-se nas tintas para o AO90; tal como não está em vigor em Portugal. Aqui, apenas os subservientes ao poder político o aplicam, e aliás, muito atabalhoadamente…

 

Os outros países estão-se nas tintas para um acordo que milhares de vozes contestam.

 

Se andaram para trás com tantas medidas dos governos anteriores, que consideraram “parvas”, então porque não recuam com esta medida que é a mais parva de todas?????

 

O que é que vos impede?????

 

A que é que estão “amarrados”?????

 

Um governo que é cego e não consegue ver o óbvio;

Um governo que é surdo e não ouve as vozes da razão;

Um governo que se verga a interesses obscuros;

É um governo que não merece a confiança do povo português.

 

Por isso demita-se o governo liderado por António Costa, ou então tratem de cumprir a Constituição da República Portuguesa.

 

Os Portugueses estão fartos da incompetência de governantes que não governam segundo os interesses de Portugal, mas de acordo com um acordo desacordado… que subservientemente mantém em pé… desequilibradamente…

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:52

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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