Quarta-feira, 7 de Junho de 2017

ARTIGO DE MALACA CASTELEIRO E TELMO VERDELHO É UM «BELÍSSIMO HINO À SUBMISSÃO E À IMBECILIDADE»

 

Malaca e Verdelho escreveram aqui:

https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/artigos/rubricas/acordo/um-discurso-ignorante-e-retrogrado/3551

um artigo intitulado «Um discurso ignorante e retrógrado sobre a petição "Cidadãos contra o Acordo Ortográfico» que envergonha o mais analfabeto cidadão português, como se ignorantes e retrógrados fossem os que defendem a Língua Portuguesa dos predadores que se venderam ao estrangeiro, mediante uma negociata obscura, que há-de vir à luz do dia, mais dia, menos dia.

 

Sérgio Marques respondeu-lhes à letra.

Subscrevo tudo o que escreveu.

 

FERNANDO.jpg

 

Texto de Sérgio Marques

 

«O Professor Malaca Casteleiro, infame artífice do maior crime jamais cometido pelo Estado de um país contra a sua própria língua, entendeu colocar uma cereja envenenada em cima do bolo putrefacto que, sob a sua sábia orientação técnico-científica, uma geração de políticos curtos de inteligência e visão obrigou os portugueses a deglutir, de olhos e ouvidos fechados.

 

Deslumbrado com o superior legado à língua portuguesa que julga resultar do seu papel crucial no parto deste aborto que não é apenas ortográfico (se o AO90 prevalecer, as sequelas fonéticas e semânticas sobre a língua portuguesa falada em Portugal serão irreparáveis), o Senhor Professor Malaca Casteleiro resolveu insultar alarvemente os cidadãos deste país que não integram o outro grupo de cidadãos que reagiu "... com geral acatamento" [expressão usada pelo subtil Catedrático] à imposição do Acordo Ortográfico pelos governantes medíocres e corruptos que nos calharam em sorte.

 

Que belíssimo hino à submissão e à imbecilidade.

 

Pois permita-me que lhe diga, Senhor Professor, que "acatamento", embora pareça, não rima com liberdade de pensamento. Tampouco prepotência rima com ciência ou presunção com razão.

 

Nessa linha, é de uma delicadeza invulgar o rótulo de intelectualóide aplicado por V. Exa. a quem, fundamentadamente, de si discorda. Ao contrário de Vossa Senhoria, os homens e mulheres de bem - intelectuais ou não - não se prestam, quais mercenários, a assassinar, por encomenda, o património maior da cultura de qualquer povo à face da terra: a sua língua materna.

 

Permita-me, igualmente, que lhe devolva, merecidamente, o epíteto de reaccionário. É, no mínimo, com grande perplexidade, que assisto a este tipo de acusação proferida pela boca do homem que, indisfarçavelmente, quer ficar na História deste país como o arquitecto de uma Orwelliana "Novilíngua", uma língua truncada na sua etimologia greco-latina pela estapafúrdia e fascizante ambição de uniformizar a escrita de uma língua viva e livre, falada, naturalmente, de forma crescentemente diferenciada nos cinco continentes ao longo dos últimos 500 anos.

 

É nesta parte, desperdiçado lamentavelmente o tempo consumido a ler o aviltante texto por si dedicado ao "Movimento de Cidadãos contra o AO90", que confesso que o Senhor Professor Malaca Casteleiro - pelo imperdoável crime de lesa-pátria de que é o inspirador e ideólogo, pela sobranceria e pobreza dos argumentos pateticamente subjacentes aos insultos que brotam vorazmente da sua boca viperina - me envergonha perante o mundo por comigo partilhar a nacionalidade e, supremo desgosto, a nobre língua de Pessoa.

 

Voltemos à luta! O combate pela integridade e dignidade da língua portuguesa não pode morrer! Nunca!»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/sergio.marques.37266?fref=hovercard

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:06

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Segunda-feira, 5 de Junho de 2017

APENAS AS GRANDES MENTES TÊM A CAPACIDADE DE RECONHECER O ERRO

 

Infelizmente, não são as grandes mentes que governam este nosso país, metade grandioso, metade insignificante.

 

Um ministro (minus) (o tal dos negócios dos estrangeiros) que diz «se quiséssemos, acabaríamos com o AO90, mas não queremos…» não tem o mínimo sentido de Estado, não tem personalidade própria, não tem dignidade, nem inteligência, e governa conforme os quereres e não conforme os deveres.

 

E isto tem as mais desastrosas repercussões para o país, principalmente para o futuro dos futuros analfabetos escolarizados que estão a fabricar-se nas actuais escolas portuguesas.

 

LÍNGUA.png

 

Durante os cerca de 800 anos em que existimos como país, já tivemos de tudo: bons e maus reis; razoáveis presidentes da República e governantes; e maus presidentes da República e governantes; até já tivemos uma ditadura, mas nunca, nunca, ao longo destes 800 anos tivemos um tão péssimo presidente da República e um tão péssimo governo, no que à defesa da identidade portuguesa diz respeito.

 

A um, só interessa ouvir este tu cá, tu lá: «Ó Marcelo, anda cá tirar uma selfie!...», enquanto, sem o menor pejo, promove o acordês abrasileirado pelas comunidades portuguesas, e na feira deo livro de Lisboa.

 

Aos outros, interessa assegurar que a negociata trafulhosa, que atou Portugal aos ignorantes, se mantenha, não para bem da Nação, mas para bem dos trafulhas.

 

Todos os Portugueses, mais ou menos instruídos, e principalmente livres, ou seja, os que não têm medo do bicho-papão instalado no poder, os que têm uma espinha dorsal bem erecta, e não se vergam aos maus mandos dos que se aproveitam dos cargos que ocupam, para servir exclusivamente os lobbies e disso tirarem proveito próprio, perplexos com a estupidez reinante, têm encetado todos os esforços e apresentado todos os argumentos racionais, válidos e assentes nas Ciências da Linguagem (e não no simples “querer” de mentes com neurónios avariados), com o objectivo de iluminarem as mentes mergulhadas na mais profunda ignorância e teimosia e irracionalidade e que insistem em manter vivo um aborto deformado, mutilado, feio, desengonçado, aparvalhado, que dá pelo nome de AO90, também conhecido por socratês, cavaquês, lulês, brasileirês

 

FERNANDO PESSOA NÃO ERA PHERNANDO, MAS ESCREVIA PHARMÁCIA

 

Os acordistas apresentam a rejeição de Fernando Pessoa à ortografia de 1911, como um modelo, mas Fernando Pessoa, não era Phernando, mas escrevia pharmácia. Ora se havia a letra F, no alfabeto português, porque não utilizá-la? Para bom entendedor...

 

Fernando Pessoa debateu-se apenas contra a mudança, e não contra a estupidez dessa mudança, porque simplesmente o que se propunha em 1911 não era estúpido, como o que se propôs em 1990. O que se propôs em 1911, fez parte da evolução da Língua, e não da mutilação dela.

 

Uma coisa é substituir uma grafia, baseados na Ciência, outra coisa é capar as palavras, transformando-as numas aleijadinhas, sem pés nem cabeça, para facilitar a aprendizagem dos menos dotados mentalmente, ou simplesmente para destruir a língua do colonizador mal-amado, ou para encher os bolsos dos tratantes.

 

Então, com base em coisa nenhuma que valha a pena, apenas por uma teimosia eivada da mais profunda estupidez, uns tantos desilustrados, já caducados, lusos e brasileiros (porque não foram convocados representantes dos restantes países lusófonos), com o intuito fajuto de unificar algo que é absolutamente impossível de unificar (e isso está mais do que provado, e nem sequer isso os acordistas conseguiram perceber) pariram um aborto ortográfico sem precedentes na História de toda a Humanidade (tinham de ser os portuguesinhos, com neurónios miudinhos e avariados a protagonizar tal desfeito histórico), que está a esmagar uma das mais belas e nobres línguas indo-europeias - a Língua Portuguesa.

 

Eles acham ridículo escrever as consoantes mudas, por isso são um zero à esquerda em Línguas como a Inglesa ou a Alemã, que têm consoantes mudas, umas a seguir às outras, e nem por isso, os Ingleses ou os Alemães as capam. As Línguas cultas são feitas com Cultura, não com palermices de incapacitados mentais.

 

Neste momento, existe um grupo de trabalho no Parlamento para avaliar o impacto da aplicação do AO90 que, como não podia deixar de ser, tem o PS a bater o pé, com o seu obscurantismo. E, apesar de todas as críticas bem fundamentadas contra o monumental malefício de uma ortografia parida e aplicada à balda, por todos os que, subservientemente, aderiram a este desmando, não houve ainda fumo branco, para extirpar esta vergonha do nosso País, da nossa Cultura, do nosso Ensino.

 

É que apenas as mentes iluminadas cedem quando se vêem à beira do abismo.

 

Os cegos mentais, porque nada vêem, vão em frente e caem no fosso que, cegamente, eles próprios cavam.

 

Porém, se querem suicidar-se, suicidem-se, mas não levem para a cova a nossa bela e nobre Língua Portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:15

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Segunda-feira, 29 de Maio de 2017

LATIM EXPLICA A NULIDADE DOS MINISTROS QUE ANDAM A TRAMAR A LÍNGUA PORTUGUESA

 

Se dúvidas houvesse em relação à negociata socialista que está a tramar a Língua Portuguesa, este esclarecimento, que recebi via e-mail, vem confirmar aquilo que todos já sabemos.

 

Indubitavelmente, O AO90 é fruto de uma descomunal imbecilidade militante.

 

IMBECILIDADE.jpg

 

«LATIM, Língua maravilhosa!

 

O vocábulo "maestro" vem do latim "magister" e este, por sua vez, do advérbio "magis" que significa "mais" ou "mais que".

 

Na antiga Roma o "magister" era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações!

 

Por exemplo um "Magister equitum" era um Chefe de Cavalaria, e um "Magister Militum" era um Chefe Militar.

 

Já o vocábulo "ministro" vem do latim "minister" e este, por sua vez, do advérbio "minus" que significa "menos" ou "menos que". Na antiga Roma o "minister" era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso.

 

COMO SE VÊ, O LATIM EXPLICA A RAZÃO POR QUE QUALQUER IMBECIL PODE SER MINISTRO... MAS NÃO MAESTRO! (Recebido via-email).

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:30

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Quarta-feira, 24 de Maio de 2017

«VAMOS DEIXAR-NOS DE PALERMICES»...

 

Pedro Vieira, escritor, guionista e apresentador de televisão, falou sobre a falácia da argumentação que sustenta a aplicação do AO90 em Portugal.

 

Diz ele: «Vamos deixar-nos de palermices, deixemos estar a diversidade».

 

O mais curioso é que a palavra “palermas” circula pela Internet, na “boca” de muitos cidadãos de vários países lusófonos, para adjectivar os políticos portugueses que caíram na lábia dos vendedores de banha da cobra e, cegamente, acriticamente, cederam ao aparvalhado acordo ortográfico.

 

É que os políticos portugueses não fazem a mínima ideia do que é a Língua Portuguesa. Devem pensar que é o órgão móvel da cavidade bucal da fauna portuguesa.

 

Só de pensar que isto possa ser verdade, fico repugnada.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:57

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Quarta-feira, 26 de Abril de 2017

NEGOCIATA OBSCURA ENVOLVE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

(Recebido via e-mail - Francisco João)

 

O PRÓXIMO ESCÂNDALO que irá REBENTAR!   O que é que querem esconder? MAIS CORRUPÇÃO ainda? Depois de terem vendido ao desbarato o “PATRIMÓNIO IMATERIAL de PORTUGAL” do qual a Língua Portuguesa faz parte.

 

Faço minhas as palavras de Teresa Araújo Costa:

 

«Eu sempre disse e insisto: aqui há gato... Grandes trafulhices foram feitas e é por isso que o PS está tão renitente em aceitar críticas ou em pôr em causa o Acordo. Têm medo de qualquer coisa, que se saiba qualquer coisa.

Terá havido corrupção também neste caso?

Devia ser investigado todo este processo obscuro.   Não é normal esta teimosia. Estão a esconder qualquer coisa...»

 

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Origem da imagem: https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/pb.199515723483437.-2207520000.1493213371./1124382404330093/?type=3&theater

 

 Texto de Nuno Pacheco

 

«Nem Guiné-Bissau nem Timor-Leste ratificaram o Acordo Ortográfico de 1990

 

Dos oito países da CPLP que negociaram o AO90, afinal apenas metade o ratificou. Falta Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

 

 Nem a Guiné-Bissau nem Timor-Leste fizeram o depósito dos instrumentos de ratificação do Acordo Ortográfico de 1990 junto do Estado português, pelo que, dos oito subscritores iniciais apenas quatro o validaram oficialmente. A revelação é do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), em carta enviada ao gabinete do Secretário de Estados dos Assuntos Parlamentares, em resposta a uma petição solicitando “a desvinculação de Portugal do Tratado e Protocolos Modificativos ao Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) e a revogação da Resolução do Conselho de Ministro n.º 8/2011.” Esta petição, recorde-se, foi entregue oficialmente na Assembleia da República em 9  de Março deste ano e subscrevem-na mais de duzentas figuras públicas.

 

A carta do MNE diz que o AO90, enquanto “convenção internacional”, “encontra-se em vigor para Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe”, deixando claro que apenas estes quatro países fizeram o depósito dos instrumentos de ratificação junto do Estado português (o depositário da convenção). Angola e Moçambique são omissos na carta, enquanto se diz que na Guiné-Bissau e em Timor-Leste “terminaram os respectivos processos internos de aprovação” (não se explicando em que termos), embora sem ter sido feito o depósito. “Nesse sentido”, lê-se na carta, “não está concluído o processo de vinculação daqueles Estados no plano internacional; estes não poderão, assim, em bom rigor, ser considerados Partes no Acordo Ortográfico, mas somente ‘Estados Contratantes’”. Ivo Barroso, um dos peticionários, que divulgou a carta do MNE à imprensa, diz que isto “revela a opacidade de todo este procedimento”. Afinal, diz, o AO90 e o 1.º e 2.º Protocolos Modificativos “têm, em rigor, não 6 Estados Parte, mas sim apenas 4 Estados (Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe), isto num universo total de 8 Estados.” Já Artur Anselmo, presidente da Academia de Ciências, mostrou-se admirado quando confrontado pelo PÚBLICO com esta revelação do MNE. “É a confissão de que realmente as coisas estão difíceis. Só com quatro acho muito pouco, realmente. É muito estranho.”

 

Recorde-se que o principal promotor do AO90, José Malaca Casteleiro, afirmara em Fevereiro passado ao Observador que Angola é “praticamente, é o único país em que [o AO] está parado.” E responsáveis governamentais têm passado a ideia de que só faltaria Angola e Moçambique ratificarem o AO90 para que este fosse finalmente uma realidade nos oito países subscritores.

 

Retirada ou denúncia

 

Na carta do MNE, que reafirma que “a legitimidade dos Protocolos Modificativos do Acordo ortográfico não pode ser questionada” (por terem sido aprovados, em 1998 e 2005, por “mútuo acordo de todos os Estados que participaram na negociação” do AO), colocam-se, em resposta aos peticionários, hipóteses de desvinculação, que seria regida pela Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados. Assim, segundo o MNE, a retirada do AO90 “poderá ter lugar mediante o consentimento de todos os Estados Partes (unanimidade) e a consulta dos estados Contratantes” (os que não concluíram a vinculação, neste momento 4 em 8); a denúncia (“um recesso não-consensual”) implicaria “um aviso prévio de 12 meses”; por fim, a suspensão do AO “por tempo indeterminado” é também admissível pela Convenção de Viena, mas “também dependerá do consentimento de todas a Partes e da consulta dos Outros Contratantes.”

 

Tudo isto são meras hipóteses, já que o MNE insiste, no final da carta, que o AO “está em plena aplicação” e “Portugal tem sempre cumprido com as suas obrigações internacionais.” Portanto, continuará.

 

Prosseguem, entretanto, iniciativas com vista a uma possível revisão ou mesmo anulação do AO90. No Parlamento, continuam audições num grupo de trabalho criado neste âmbito; na Academia das Ciências, Artur Anselmo diz que a “ideia de que aquilo é intocável é absurda” e tem notado alguma “descompressão” na abordagem do tema com responsáveis do governo; na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Anfiteatro 1) vai realizar-se dia 3 de Maio, das 16h às 20h, o 3.º Fórum Pela Língua Portuguesa, Não ao “Acordo Ortográfico” de 1990!; e, em Luanda, o Jornal de Angola continua a publicar uma série de artigos críticos do AO, assinados por Filipe Zau, professor e compositor angolano, investigador em ciências da educação.»

 

Fonte do texto:

https://www.publico.pt/2017/04/24/culturaipsilon/noticia/nem-guinebissau-nem-timorleste-ratificaram-o-acordo-ortografico-de-1990-1769910#comments

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:33

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Quarta-feira, 19 de Abril de 2017

A INCOERÊNCIA DE UM GOVERNO QUE NÃO SABE O QUE FAZ E UMA FENPROF SUBSERVIENTE

 

FENPROF.jpg

Origem da foto:

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/fenprof-entrega-documento-reivindicativo-na-residencia-do-primeiro-ministro

 

Hoje, ouvi o ministro da Saúde dizer no telejornal que as vacinas não são obrigatórias, porque soa a ditadura (mais ou menos isto).

 

E então a obrigatoriedade nas escolas, da aplicação de uma ortografia mutilada, estrangeirada, inculta e idiota, que dá pelo nome de AO90, com a agravante da penalização para os alunos que escrevam correCtamente a sua Língua Materna, não soa a ditadura????

 

***

E a FENPROF (Federação Nacional de Professores)?

 

Quado lhes mexem nos bolsos ou nas carreiras, mexem-se eles nas ruas.

Agora, quando se trata de defender o instrumento maior do Ensino: a Língua Portuguesa, com que devem comunicar todos os saberes aos alunos, isso já não interessa.

 

Também, com um secretário-geral desta estrutura sindical a bandear-se para o lado dos predadores da Língua, tudo é possível!

 

Que vergonha de país!

Que vergonha de governantes!

Que vergonha de professores interesseiros!

Tudo isto é repugnante.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:02

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Quinta-feira, 30 de Março de 2017

LATIM É LATIM… GALEGO É GALEGO… PORTUGUÊS É PORTUGUÊS…

 

Proponho uma pequena reflexão sobre esta matéria, para examinarmos a dimensão do disparate que o AO90 é.

 

COISAS DA LÍNGUA.jpg

 

Comecemos por definir o AO90: dizem que é um acordo, no entanto, sendo o acordo mais desacordado de todos os tempos, é um disparate chamar-lhe “acordo”. Além disso, é a cara chapada da ortografia brasileira, e quem diz o contrário não sabe nada de ortografia brasileira.

 

Ora, os Brasileiros, sendo brasileiros, têm todo o direito de escrever à moda deles. Optaram por desaportuguesar a Língua Portuguesa e não cumprir a convenção ortográfica assinada com Portugal em 1945, por motivos que não nos dizem respeito, afastando-se da lusofonia que, no entanto, se mantém em todas as outras ex-colónias, até aos dias de hoje (excepto em Cabo Verde, onde apesar de o Português ser língua estrangeira, aderiram cegamente ao AO90). Nada contra. O Brasil, nessa época, era (e continua a ser) um país livre.

 

Dizem que Portugal também é um país livre. Mas eu cá tenho grandes dúvidas. E porquê? Porque sendo o AO90 a cara chapada da ortografia brasileira, e tendo o governo português cedido servilmente à introdução em Portugal, dessa ortografia brasileira, não me parece que a isto se chame ser livre e senhor do seu nariz.

 

Entretanto, nós, Portugueses, temos o direito, mas principalmente o dever, de escrever na nossa própria Língua, na que está consignada na Constituição da República Portuguesa, ou seja, na Língua Portuguesa. Por muito que eu já procurasse, não encontrei nenhum documento oficial ou lei alguma que obrigue as escolas portuguesas a ensinar a ortografia brasileira às nossas crianças. E isto não é de um país livre e soberano.

 

O AO90, para o Brasil, significa apenas retirar o trema, um hífen ou um acento aqui e ali… E nada mais.

 

Para Portugal, o AO90 significa escrever incorreCtamente uma quantidade enorme de palavras, afastando-as das suas raízes latinas, que ao Brasil nada diz. Significa adoPtar literalmente o dialecto brasileiro, salvo algumas excePções, incluindo este vocábulo que no Brasil manterá o P, que em Portugal foi mandado às malvas, tal como em recePção.

 

De resto, com AO90 ou sem AO90, os Brasileiros continuarão a escrever CONTATO, e nós, contaCto. Eles, “FATO” e nós, faCto. Eles, ANISTIA, e nós aMnistia; eles, UMIDADE, e nós, humidade, apenas para referir uma percentagenzinha mínima das grandes diferenças que continuarão a existir.

 

Para além disto, os Brasileiros continuarão a andar de bonde, e nós, de eléctrico; a ter bunda, e nós, traseiro; a fazer esporte, e nós, desporto; a usar terno, e nós, fato; a ir ao banheiro ou ao mitório, e nós, ao quarto de banho (casa de banho era nos “antigamente” quando se ia “lá fora” … à “casinha” …) ou ao mictório; a ir NO médico (ou seja, encavalitados no médico), e nós, AO médico; a fazer turismo na Amazônia, e nós, na Amazónia; a andar de trem, e nós, de comboio; a ir ao açougue, e nós, ao talho; a tomar café-da-manhã, e nós, pequeno-almoço; eles continuarão a estressar, e nós, a stressar, por conta desta insanidade.

 

Segundo os acordistas, a isto chama-se UNIFICAR a Língua, e assim sendo, o termo unificar, com o AO90, também mudou de significado.

 

Penso que os Brasileiros não gostariam nada se lhes impusessem novamente HOJE a ortografia de 1945 (a que está em vigor em Portugal) e que o próprio Brasil rejeitou na altura, depois de ter assinado com Portugal essa mesma convenção.

 

Ora, como todos sabem, o Brasil nunca cumpriu os acordos que assinou com Portugal. Por alma de quem havemos nós de aceitar agora ESTE acordo, que tanto desacordo está a provocar, o governo português e os seus escravos aderiram às ceguinhas?

 

Outra coisa bastante grave é o que está a acontecer no Google: vendido ao Brasil, utiliza incorreCtamente nas traduções, nos textos, em tudo, o Português, que já não é europeu, passou a ser africano (e ainda se o fosse, seria bom, porque o Português africano é Português), mas é o dialecto brasileiro que predomina, disfarçado de Português, gramaticalmente um desastre, e o governo português está-se nas tintas para esta morte anunciada da identidade portuguesa.

 

Portugal nunca se impôs ao Google para separar as águas: Português é Português; dialecto brasileiro é dialecto brasileiro.

 

Assim como Latim é Latim, Galego é Galego e Português é Português.

 

Esta gente ainda não conseguiu entender algo muito importante e básico: Portugal é Portugal, e as ex-colónias são EX-colónias, têm vida própria e uma linguagem também própria.

 

Por que havemos nós de adoPtar a ortografia de uma delas, só porque tem mais (mal) escreventes? Nenhum país ex-colonizador o fez. Tinha de ser Portugal, sempre na cauda do mundo e servilmente, como o mais submisso dos subjugados.

 

E nós vamos deixar que isto aconteça?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:43

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Sexta-feira, 24 de Março de 2017

«NÃO HAVERIA DITADORES SE NÃO TIVESSEM QUEM OS SEGUISSE»

 

Todos sabem que Portugal vive uma ditadura fantasiada de democracia. Se assim não fosse, os ditos governantes “democráticos” já se tinham dado conta de que os Portugueses, minimamente instruídos e os outros também, rejeitam o AO90.

Os acordistas são os novos escravos dessa ditadura.

Luí Filipe Pimentel Costa conduz-nos a uma reflexão pertinente.

 

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Origem da imagem:
https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645118928923112.1073741834.199515723483437/712219155546422/

 

 «O principal responsável é o homem bom e cumpridor das legalidades que denuncia o vizinho, levando a que seja torturado e eventualmente morto.

 

Os principais responsáveis são os soldados que vêm buscar o vizinho denunciado pelo delator.

O principal responsável é o sargento que interroga o vizinho denunciado.

O principal responsável é o cabo que tortura o vizinho denunciado, "apenas" cumprindo ordens.

São mais responsáveis que os generais sentados nas suas poltronas, apenas a cagar ordens.

 

Estes generais só são mais responsáveis que o ditador que, do alto do seu púlpito dança sobre a cabeça dos generais, sem os quais se despenharia e seria encerrado num manicómio.

 

Responsáveis são os professores que se dizem contra o anti ortográfico e todos os dias violentam os alunos, ensinando-os e obrigando-os a escrever errado.

 

Imagine-se todos estes professores ... dezenas? centenas? dezenas de centenas? Imagine-se todos estes professores a recusarem-se a violentar os alunos na sua cidadania…

 

Imagine-se TODOS estes professores a formarem uma associação que se manifeste nos meios de comunicação social, que se manifeste no ministério que deveria ser da cultura.

 

Terão os seus porquês, as suas justificações, mas o facto é que são responsáveis, dos principais responsáveis pela manutenção e propagação do porcalhês que segue o anti ortográfico de 1990.

 

Como os professores, também os encarregados de educação que se dizem contra o anti ortográfico de 1990. Imagine-se todos estes encarregados de educação, TODOS, a recusarem que os seus educandos sejam violentados na sua cidadania e obrigados a escrever errado.

 

Imagine-se TODOS estes encarregados de educação a OBRIGAREM, a EXIGIREM que os seus educandos, não sendo, como não são funcionários públicos, não sejam violentados na sua cidadania e OBRIGADOS a escrever ERRADO.

 

Mais me preocupa o silêncio dos bons que voltam a cabeça para o lado, do que as atrocidades dos maus.

 

O importante é reconhecermos os nossos erros. O importante é, reconhecendo os nossos erros, dispormo-nos e esforçarmo-nos por não os repetir. Importante também é transmitirmos aos outros o conhecimento dos nossos erros, numa tentativa de que os outros os não façam.

 

Afinal de contas, todos nós somos humanos, e como tal erramos. Se não errássemos seriamos deuses.»

(…)

Luís Filipe Pimentel Costa

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:01

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Domingo, 19 de Março de 2017

NA GUINÉ-BISSAU PREDOMINA A FRANCOFONIA… ONDE SE ENCAIXARÁ A LUSOFONIA?

 

Recentemente, ao ver a reportagem de Vítor Bandarra para a TVI24 - O que é feito da Guiné-Bissau? – que pode ser consultada na íntegra neste link:

http://www.tvi24.iol.pt/dossier/o-que-e-feito-da-guine-bissau/58b021410cf222228e5c0012

descobri que o Português ali é uma escolha terciária. Mal se fala. Mal se escreve. Portanto não é correcto falar em Lusofonia, quando se fala da Guiné-Bissau.

E com toda a propriedade, como podemos comprovar nos excertos desta reportagem, que seleccionei.

 

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 Faculdade de Direito da Guiné-Bissau, onde a língua utilizada para a aprendizagem é o Francês.

Origem da Foto: https://www.facebook.com/184265201684674/photos/a.187740458003815.37050.184265201684674/187748824669645/?type=3&theater

 

Nesta reportagem pode ler-se:

 

«Muito dependente da ajuda internacional (incluindo da cooperação portuguesa) e das fracas exportações de caju, a Guiné-Bissau sofre de crónica falta de escolas, hospitais, infra-estruturas, formação técnica. "Entalada" entre vários países francófonos (a começar pelo Senegal e Guiné-Conacri), a própria Língua portuguesa vai sofrendo a erosão do Francês. Só as elites e os mais velhos (que cresceram no tempo colonial) ainda falam, ou apenas entendem, o Português.

 

Por motivos lógicos e simples: a primeira língua que as crianças aprendem é a materna (o fula, o mandinga, o balanta, o papel, o bijagó...) E para que todos se entendam e comuniquem, aprendem também o crioulo.

 

O Português, quando não é ultrapassado pelo Francês, é apenas a terceira línguados guineenses.

 

(…)

 

Um choque cultural e linguístico para três jovens médicos lusitanos, recém-licenciados, que os repórteres da TVI foram encontrar, de mochila às costas, em Nhacra, a caminho de Bafatá, no interior. Ao contrário de muitos compatriotas, em vez de escolherem o Algarve, Cabo Verde ou o Brasil, os três aventureiros decidiram fazer férias... na Guiné-Bissau. E descobriram que, por aqui, o Português é uma língua meio exótica, ainda que seja a Língua oficial do Estado guineense.»

 

***

Na segunda parte desta reportagem (que vale a pena ver na íntegra), lá mais para o final, Vítor Bandarra entrevista um professor da Faculdade de Direito da Guiné-Bissau, onde se diz que os alunos que frequentam aquela faculdade utilizam o Francês, como língua de aprendizagem.

 

Nas escolas, pede-se para falar crioulo, para que entendam, pois têm grandes dificuldades em compreender o Português.

 

Perante isto, podemos questionar: qual o interesse de impingir à Guiné-Bissau o dialecto brasileiro, ou seja, o AO90, se lá o Português, embora sendo a Língua oficial, não o é na prática?

 

Por que não se deixa as ex-colónias seguir o seu próprio caminho, em liberdade?

 

Por que terão de andar a reboque de Portugal, a arrastar uma língua que não lhe diz nada? Incluindo o Brasil, que descartou a Língua Portuguesa em 1945, ficando com o seu dialecto americanizado, italianizado, afrancesado, aportuguesado, e com os dialectos indígenas e africanos à mistura.

 

E em Cabo Verde, o Português é considerado língua estrangeira.

 

Que CPLP será esta?

 

O que é que se pretende UNIR aqui?

 

A Língua, não é com toda a certeza.

 

E no meio disto tudo, só existe UM país "lusófono", ao qual interessa a expansão de uma ortografia que nada tem a ver com a matriz Portuguesa. E esse país não é Portugal.

 

Em Portugal a ortografia estrangeira que está a ser imposta ilegalmente às nossas crianças, só interessa a uma pequena franja da classe política e seus lacaios.

 

A quem é que o governo português quer fazer de parvo?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:29

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Terça-feira, 14 de Março de 2017

BRASIL DOA 1.200 LIVROS A MOÇAMBIQUE

 

(O que exporei a seguir são factos e uma interpretação desses factos, que conduzem à subtil imposição da ortografia preconizada pelo AO90).

 

LIVROS.jpg

Origem da imagem: Internet

 

Esperemos que por detrás desta doação de livros não esteja a intenção de "vergar" Moçambique, no sentido de aceitar o dialecto brasileiro, como língua substitutiva da Língua Portuguesa (ainda) oficial naquele país.

 

Deixei no portal SAPO, este comentário à notícia a que se reporta o título deste texto. As regras para os comentários são claras. Entre outros itens, esclarece-se:

 

  • escreva em português correto e tenha atenção à pontuação. Frases bem feitas e uma gramática correta vão permitir que os outros o compreendam bem.

 

Não sei o que significa português corrêto e gramática corrêta, mas arrisquei e deixei lá o comentário.

 

A notícia da doação dos livros foi escrita em mixordês.

Começou bem:

 

Brasil doa 1.200 Livros para bibliotecas de escolas moçambicanas

13 de Março de 2017, 17:40

 

Mas logo descambou para uma ortografia que não é a Portuguesa.

 

«Maputo, 13 mar (Lusa) -- O Governo brasileiro doou hoje 1.200 livros de autores e conteúdo diversos a Moçambique, um acervo destinado a bibliotecas de escolas primárias e secundárias.

 

E mais adiante:

 

"Nós sabemos que precisamos de incentivar a leitura nas nossas crianças", frisou a governante, considerando com o envolvimento de todos atores vivos da sociedade é uma das principais condições para a eficácia deste plano.

 

Também o embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Soares, destacou a importância do gosto pela leitura nas camadas mais novas, manifestando a abertura do Brasil para continuar a apoiar as ações do Governo moçambicano no que respeita à Educação.»

 

A mim parece-me que estas (e outras) âções, que o Brasil está a levar a cabo em Moçambique, trazem água no bico, e os âtores deste plano participam num jogo onde a Língua Portuguesa está nitidamente na berlinda.

 

As outras acções que envolvem o Brasil e Moçambique podem ser analisadas nestes links.

Brasil doa 1.200 Livros para bibliotecas de escolas

Brasileiros restauram biblioteca escolar em Moçambique

Brasil reforça parceria e aliança cultural com Moçambique

 

Gostaria muito de interpretar estes factos de um outro modo.

 

Mas perante a inacção do governo português no que respeita à defesa da Língua Portuguesa, que despareceu do Google, prevalecendo o dialecto brasileiro, não resta outra alternativa, senão a de interpretar os factos tal como eles se apresentam.

 

O Brasil tem uma actividade fervilhante na Internet, no que respeita à divulgação do seu dialecto, oriundo do Português.

 

A actividade de Portugal, neste aspecto, é zero.

 

O dialecto brasileiro sobrepôs-se à Língua Portuguesa.

 

Deveremos culpar os Brasileiros, que lutam para impor ao mundo o seu dialecto?

 

Não. De modo algum.

 

O Brasil está a levar a água ao seu moinho, ainda que por caminhos meandrosos, e Portugal limita-se a mover a nora…

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte:

http://noticias.sapo.mz/lusa/artigo/22079702.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:51

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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