Quinta-feira, 2 de Março de 2017

NÃO POSSO ACREDITAR QUE A "MINHA" UNIVERSIDADE TENHA ADERIDO À MIXÓRDIA ORTOGRÁFICA DE 1990

 

UC.jpg

Origem da imagem: http://www.voyagevirtuel.de/portugal/photo/coimbra_381.php

 

Tive de enviar um e-mail para a Reitoria da Universidade de Coimbra, e responderam-me numa ortografia estranha, que nem é carne, nem peixe, nem boi, nem vaca, nem água, nem vinho…

 

Todos sabemos que a ortografia preconizada pelo AO90 é quase na sua totalidade importada do Brasil. Digo quase, porque existem algumas raríssimas excePções.

 

No Brasil, a palavra recePção escapou à guilhotina, e escreve-se correCtamente, mantendo a sua etimologia, comum às várias línguas (cultas) europeias, oriundas do Latim.

 

Mas em Portugal, incompreensivelmente, a palavra perdeu o P, e o seu significado transformou-se numa coisa esquisita, que ninguém sabe o que é.

 

Por outro lado, a palavra contaCto, no Brasil, foi mutilada, porque lá, italianizaram o termo e não se lê, nem se escreve o C, ao contrário do P de recePção.

 

Mas em Portugal, o C de contaCto, lê-se, logo deveria ser grafado. Deveria, mas não é, porque,  incompreensivelmente (ou não) os acordistas grafam a palavra à moda do Brasil.

 

Depois temos o termo dirÊto (pois é assim que se lê isto), grafado á brasileira.

 

E pronto. Aqui temos uma mixórdia ortográfica, que nem é Português, nem brasileiro, nem acordista. É simplesmente uma mixórdia que envergonha a Lusofonia.

 

Fiquei desiludida. A Universidade de Coimbra já não é a “minha” Universidade.

 

E é esta mixórdia que os políticos portugueses defendem, e os subservientes aplicam às ceguinhas. É que o AO90 e seus derivados não estão legalmente em vigor em parte alguma do mundo lusófono.

 

Nunca país nenhum se rebaixou tanto a interesses estrangeiros, como Portugal. E esta atitude é simplesmente desprezível.

 

Eis o e-mail da Reitoria:

gbreitor@uc.pt

15:48 (Há 2 minutos)

   

para mim

 

Acusamos a receção da sua mensagem à qual foi atribuído o código de identificação acima mencionado, ao qual pedimos que faça referência sempre que nos contatar sobre este mesmo assunto, com vista à sua rápida identificação.

 

Com vista a garantir uma resposta célere, solicitamos que use este canal apenas para a correspondência dirigida aos Órgãos de Governo da UC, recorrendo a  um canal / email mais direto, disponível em http://www.uc.pt/sobrenos/localizacao_contactos, de acordo com o assunto em causa.

 

Com os melhores cumprimentos,

Reitoria da Universidade de Coimbra • Reitoria Paço das Escolas | 3004-531 COIMBRA • PORTUGAL

Telefone: +351 239 859 810/20/40/90 | Fax: +351 239 859 813 E-mail: gbreitor@uc.pt

www.uc.pt/governo/reitoria/gbreitor/

 

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:46

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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2016

A MINHA DECLARAÇÃO DE AMOR À LÍNGUA PORTUGUESA

Lingua Portuguesa.jpg

 

Origem da imagem: http://diganaoainercia.blogspot.pt/2014/06/lingua-portuguesa-comemora-800-anos.html

 

Quando falamos de Língua Inglesa, falamos de que país?

De Inglaterra, obviamente.

 

Quando falamos de Língua Castelhana, falamos de que país?

De Espanha, evidentemente.

 

Quando falamos de Língua Francesa, falamos de que país?

De França, claramente.

 

Ainda que estas três línguas, destes três países, antigos colonizadores, sejam as línguas oficiais de vários países que se tornaram independentes, espalhados pelos cinco continentes.

 

Teremos alguma dúvida? Não temos, certamente.

 

E quando falamos de Língua Portuguesa, falamos de que país?

 

Eu não tenho qualquer dúvida: falamos de Portugal, seguramente.

 

É que a Língua Portuguesa tal como as restantes línguas que referi têm origem europeia. Não têm origem em África, nem nas Américas (do Norte e do Sul), nem na Ásia, nem na Oceânia.

 

Mas os nossos políticos, mais uns tantos apátridas e outros tantos traidores, dirão sem pestanejar (como já ouvi): quando falamos de Língua Portuguesa, falamos do Brasil, porque no Brasil os faladores são milhões…

 

São milhões, os faladores? E daí? O que é que isso significa?

 

Nos EUA, também serão milhões, os faladores, mas quando falamos de Língua Inglesa, falamos de Inglaterra, naturalmente.

 

Na América do Sul, igualmente serão milhões, os faladores, mas quando falamos de Língua Castelhana, falamos de Espanha, decididamente.

 

Sempre assim foi e sempre assim será, porque podemos reescrever a História, mas não podemos reescrever a Origem.

 

Não conhecendo exactamente a negociata obscura que está por trás da tentativa de destruição da Língua Portuguesa, (reparem que eu disse tentativa), mas desconfiando, podemos dizer, sem qualquer margem de dúvida, que a nossa identidade linguística está a sofrer o maior atentado jamais perpetrado contra uma qualquer Língua do mundo, e todos os responsáveis pela governação de Portugal, desde o presidente da República, ao primeiro-ministro, ao presidente da Assembleia da República, passando pelos deputados (e deputadas, deverei dizer assim?) da Nação, estão-se nas tintas para que se diga que assim como o Hino Nacional é A Portuguesa, a Língua Nacional é a Brasileira, porque é deste modo que o AO90 é designado por aí…

 

Mas para que não digam que eu tenho algum sentimento menor pela Cultura Brasileira, que aprendi como sendo também a minha, deixo aqui uma declaração de amor à Língua Portuguesa, através de um poema que aprendi, era ainda adolescente, e que sempre guardei nas minhas mais gratas memórias, como um dos mais belos poemas do Poemário Brasileiro.

 

Trata-se da Canção do Exílio, do poeta Gonçalves Dias, expoente do romantismo brasileiro.

 

Este é um dos poemas mais conhecidos da literatura brasileira.   Curiosamente, foi escrito em Julho de 1843, em Coimbra, a cidade eleita do meu coração.

 

A Canção do Exílio, escrita em Português, tornou-se emblemática na cultura brasileira, por aludir à tão saudosa pátria distante… um sentimento que foi também o meu, quando, no Brasil, suspirava pelo suave murmúrio das águas do rio Mondego, deslizando por entre o arvoredo, no Choupal…

 

 

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

 

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.

 

Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

 

Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar — sozinho, à noite —

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

 

Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

 

***

Unificar o quê?

Para quê?

Com que (obscura) intenção?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:34

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Segunda-feira, 29 de Fevereiro de 2016

AGORA PERCEBE-SE POR QUE A FENPROF ANDA TÃO CALADINHA A RESPEITO DO ACORDO (LEIA-SE ABORTO) ORTOGRÁFICO DE 1990

 

Está tudo dito.

Aqui:

 

FENPROF1.jpg

 

Texto de Henrique Raposo

 

Quem é Mário Nogueira?

 

Um professor dá aulas e Mário Nogueira não dá aulas há mais de 20 anos. Parece mentira, mas este senhor está num perpétuo horário zero há duas décadas. A sua "carreira" docente conta com 32 anos de serviço, mas, na verdade, o Glorioso Líder da Fenprof só deu aulas nos primeiros 10 anos de vida profissional. Os últimos 22 anos foram dedicados ao sindicalismo profissional. Não, Mário Nogueira não é professor, é sindicalista. O que me leva a uma pergunta óbvia: como é que alguém que não dá aulas há vinte anos pode representar com realismo as pessoas que dão aulas todos os dias? 

 

E esta comédia sindical não se fica por aqui. Por artes burocráticas impenetráveis, Mário Nogueira tem sido avaliado como professor: recebeu o "Bom" correspondente à classificação de 7,9 obtida no agrupamento de escolas da Pedrulha, Coimbra (Correio da Manhã, Dezembro 2011). Mais uma vez, um camião de perguntas bate à porta: se não dá aulas, como é que este indivíduo pode ser avaliado como professor? Como é que se opera este milagre da lógica? Entre outras coisas, parece que conferências e artigos de jornal contam para a avaliação de Mário Nogueira. Fazer propaganda da Fenprof, ora essa, é igual ao confronto diário com turmas de vinte e tal garotos. Justo, justíssimo, justérrimo. 

 

Se não é professor, quem é afinal Mário Nogueira? Na minha modesta opinião de contribuinte assaltado por horários zero e afins, Mário Nogueira é o verdadeiro ministro da educação. A cadeira do ministério vai mudando de dono, mas Mário Nogueira está lá sempre. Os governos sucedem-se, mas a Fenprof está lá sempre. E, com menor ou maior intensidade, as políticas educativas são determinadas pela Fenprof e não pelos governos democraticamente eleitos.

 

A força das eleições nunca chega à tal escola pública, que é auto-gerida há décadas pela Fenprof. Curiosamente, TVs e jornais nunca fazem fogo sobre este sindicato. O poder da educação está ali, mas as redacções só sabem queimar ministros atrás de ministros. Nunca ouvi ou li uma entrevista a Mário Nogueira. Só vi e ouvi tempos de antena. Quem é Mário Nogueira? Um dos inimputáveis do regime.

 

Fonte:

http://expresso.sapo.pt/blogues/Opinio/HenriqueRaposo/ATempoeaDesmodo/quem-e-mario-nogueira=f814448

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:52

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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2015

A LÍNGUA PORTUGUESA “ACORDIZADA” NUNCA SERÁ A LÍNGUA DO FUTURO

 

Congresso em Coimbra debate a Língua Portuguesa como «língua de futuro»

 

201511261421_Coimbra2014.jpg

Origem da imagem: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=800840

 

Organizado pela Universidade de Coimbra para encerrar as comemorações dos seus 725 anos, realiza-se de 02 a 04 de Dezembro, no Convento de São Francisco, um Congresso Internacional que reúne escritores, especialistas e investigadores para debater a «Língua Portuguesa: uma Língua de Futuro».

 

Acontece que a língua acordizada nunca terá futuro.

 

É absolutamente inacreditável que na mais antiga Universidade Portuguesa, na "minha " Universidade, a Língua Portuguesa vá ser tratada como uma língua-de-trapos, esfarrapada por um acordo desacordado, que nenhum português culto subscreve, e que apenas interessa a editores mercenários, portugueses e brasileiros, a uns tantos interesseiros e a governantes incultos.

 

O que aqui está em causa é a Portugalidade.

 

A Língua Portuguesa está a ser infamemente estropiada, e apenas a REVOGAÇÃO desse vergonhoso acordo, que colocou à venda um dos mais significativos patrimónios da nacionalidade portuguesa, serve realmente a Portugal.

 

Os promotores deste Congresso deveriam ter vergonha do que estão a fazer. A Língua Portuguesa, Culta e Europeia, não está à venda.

 

Recusamo-nos a aceitar o que pretendem que seja "pluralidade e diversidade da língua", quando tudo isso não passa de mero ESTROPIAMENTO da nossa Língua, para FACILITAR a aprendizagem e diminuir o analfabetismo que grassa por aí...

 

Puro engano.

 

Essa língua estropiada nunca será a Língua Culta de Portugal, e os analfabetos serão cada vez em maior número.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:41

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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