Quinta-feira, 11 de Janeiro de 2018

O DESGOVERNO DA LÍNGUA PORTUGUESA

 

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(ALGO QUE SUBSCREVO INTEIRAMENTE)

 

in Jornal Público, 01/07/2011

 

Por ANTÓNIO EMILIANO

Professor de Linguística

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

Universidade Nova de Lisboa

 

«Alguns factos.

 

1. A Lei de Bases do Património Cultural (2001) diz sem ambiguidades: «A língua portuguesa, enquanto fundamento da soberania nacional, é um elemento essencial do património cultural português.» (art.º 2.º, Conceito e âmbito do património cultural, n.º 2).

 

 2. A Constituição da III República Portuguesa proclama, de forma cristalina, que entre as «tarefas fundamentais do Estado» se inclui: «proteger e valorizar o património cultural do povo português, […]» (o qual, pela supracitada lei inclui a língua portuguesa) e «assegurar o ensino e a valorização permanente, defender o uso e promover a difusão internacional da língua portuguesa;» (art.º 9.º, al. e - f).

 

3. O programa do XIX Governo Constitucional (PGC19) declara na rubrica Educação: «o Governo assume a Educação como serviço público universal e estabelece como sua missão a substituição da facilidade pelo esforço, do laxismo pelo trabalho, do dirigismo pedagógico pelo rigor científico, da indisciplina pela disciplina, do centralismo pela autonomia.» (p.108).

 

São objectivos que se aplaude sem hesitação, pois a batalha da Educação, mais do que um objectivo governativo, é um imperativo/desígnio nacional do qual depende crucialmente o nosso futuro como comunidade e Nação.

 

4. No entanto, a rubrica Cultura contém uma secção intitulada ‘Sector do livro, da leitura e da política da Língua’ (não se entende o que faz aqui a “política da Língua”) na qual se pode ler o seguinte: «o Governo acompanhará a adopção do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa garantindo que a sua crescente universalização constitua uma oportunidade para colocar a Língua no centro da agenda política, tanto interna como externamente.» (p.121).

 

Algumas considerações.

 

1. A aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (AO) em Portugal não é compaginável com os nobres objectivos do Governo em matéria educativa, como qualquer pessoa dotada de inteligência média, bom senso e sólida formação académica, e que tenha lido com atenção o AO, constatará.

 

2. A disposição do PGC19 sobre o AO contém formulações que não fazem sentido —acompanhar a adopção do AO, garantir a crescente universalização do AO, colocar a Língua no centro da agenda política— e que mostram que quem as escreveu não faz ideia do que está em jogo. Entre as declarações inqualificáveis dos dois últimos ministros da Cultura sobre AO e língua e esta coisa não há diferenças substantivas.

 

3. A forma como foi elaborado e redigido o AO, bem como o teor e as consequências do mesmo, são a negação dos valores de «esforço, trabalho, rigor científico, disciplina e autonomia» nos quais pretende o Governo (e bem) alicerçar a sua política educativa. Todos as opiniões qualificadas dos últimos 20 anos mostram que o AO e a sua elaboração pecam gravemente por falta de esforço, trabalho, rigor científico, disciplina e autonomia. No que concerne estas últimas, para além da indisciplina institucional e intelectual que subjazem ao texto do AO, deve acentuar-se a “indisciplina ortográfica” que o AO promove com os vários problemas de que enferma, com especial nota para a estapafúrdia introdução de grafias facultativas que destroem a noção de ortografia.

 

A aplicação do AO nas escolas promoverá confusão e insegurança gráficas junto de todos os intervenientes no processo pedagógico (alunos, docentes, educadores, tutelas), sem excepção.

 

4. Se a construção do aeroporto de Alcochete, que faz falta ao país, vai ser reavaliada por causa da situação desastrosa em que nos encontramos, como é possível que um tratado que afecta de forma muito negativa a estabilidade da nossa língua escrita e a qualidade do ensino não seja, no mínimo, suspenso e reavaliado?

 

Precisamos de um novo aeroporto internacional? Sim. Podemos ter essa infra-estrutura? Não. Estamos à beira do colapso financeiro.

 

Como se justifica então que um AO que ninguém pediu, que ninguém quer e de que Portugal não precisa para NADA, sobre o qual nenhum estudo independente de avaliação de impacto foi feito, cujos custos reais em termos financeiros, sociais e humanos ninguém se deu ao trabalho de avaliar e cujos benefícios não se vislumbram, nos seja imposto numa altura de crise nacional profunda sem qualquer discussão pública e reavaliação?

 

Terá a língua, fundamento da soberania nacional e elemento essencial do património cultural português menos valor, peso ou importância para Portugal e para as gerações vindouras de portugueses do que um aeroporto?

 

5. “Colocar a Língua no centro da agenda política” não se afigura como algo desejável ou saudável, quanto mais urgente. A língua nacional não pode ser instrumento de uma agenda política conjuntural. O Estado deve garantir a preservação/promoção do património herdado, mas não dele pode dispor ao sabor das modas culturais e geopolíticas do momento.

 

A Educação, sim, tem de estar de estar, sempre!, no centro da agenda política — entendendo-se por agenda (na língua mãe, “aquilo que deve ser feito”) um projecto de acção governativa em prol do desenvolvimento e progresso do país.

 

6. Em Portugal deixou de haver ortografia (e sem ortografia deixará de haver língua escrita estável e coesa): este programa de governo dita de forma definitiva a suspensão da estabilidade ortográfica, aspecto fundamental da qualidade e correcção linguísticas e um dos pilares da Educação e do acesso ao Conhecimento.

 

Registe-se que o programa do Governo foi escrito em ortografia e não em “acordografia”, apesar de todos os correctores, vocabulários, dicionários e prontuários “atualizados” disponíveis (todos ligeiramente diferentes uns dos outros, é certo). O facto é que ninguém sabe neste momento —nem pode saber, na ausência de um instrumento regulador oficial que inclua TODOS os vocábulos considerados portugueses em uso nos oito países signatários do AO— como se aplica a nova... ortografia.

 

António Emiliano»

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:44

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Sábado, 6 de Janeiro de 2018

SABEM O QUE ANDO A FAZER NO QUE RESPEITA AO AO90?

 

ANDO A DAR MURROS NA MESA…

 

Façam o mesmo.

 

É nosso dever RESISTIR, INSISTIR e EXIGIR que o Presidente da República cumpra o seu DEVER de Chefe de Estado, que não é apenas o de andar a tirar selfies, ou servir à mesa, ou brincar aos carrosséis, ou distribuir beijinhos e abraços. Se isto é demonstração de afectos, algo que não consta no rol oficial dos deveres de um Chefe de Estado, por que não demonstra afecto também pela Língua Oficial Portuguesa, que está a ser destruída vergonhosamente, em nome de uma ignorância crassa?

 

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Nos jornais online que, servil e cegamente, adoptaram a ortografia brasileira, disfarçada de AO90, e escrevem incorrectamente a Língua Portuguesa, Língua Oficial de Portugal, independentemente do assunto que a notícia tratar, e em todas as notícias em que se louva o AO90, deixo-lhes um comentário a lembrar que, por enquanto, Portugal é um País europeu. Por enquanto. Porque, por este andar, perderá a sua europeidade.

 

E para quem não sabe, ou anda muito mal informado, ou optou pela ignorância, deixo aqui uma INFORMAÇÃO ÚTIL, baseada na Lei vigente, e não no simples querer de uns tantos serviçais:

 

1 - O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o Artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3 países, sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz português dos brasileiros, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do Artº 8º da Constituição da República Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!

 

2 - O AO90 é uma burla à Lei Constitucional e aos princípios elementares da Democracia e do Estado de Direito. O falso AO90 faz parte da má-fé de uma facção mafiosa que se infiltrou nos partidos políticos, com o objectivo de destruir a identidade portuguesa.

 

3 - Quem utiliza o AO90 ou está mal informado, ou é mal formado, ou nada sabe da evolução das Línguas, ou é ignorante por opção.

 

4 - Entre outras monstruosidades, o AO90 viola o princípio da igualdade dos Estados...

 

 

5 - AO, nem sequer está em vigor. Trata-se de um tratado internacional que prevê nas respectivas clausulas que só poderá entrar em vigor depois de ser ratificado por todos os Estados Contratantes. Moçambique e Angola ainda não o fizeram. Logo, por via do art.º 16/3 da Constituição, as normas do tratado sobrepõem-se a qualquer norma legal interna portuguesa. Consequentemente, por força da tal cláusula, o AO não pode entrar em vigor. Porém, podemos ir mais além: o que existe é uma norma interna que aplica regras de um tratado que não está em vigor. Se não está em vigor, a tal clausula nem sequer se aplica. O que existe, portanto, é a Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 17, de 25 de Janeiro de 2011, determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, a partir de 1 de Janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República. Uma resolução que, no fundo, determina a aplicação de algo que é juridicamente inexistente.

 

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Pois aqui fica esta informação útil, para que o Senhor Presidente da República Portuguesa, cujo site oficial está impregnado de grosseiros erros ortográficos (como é isto possível?) aja em conformidade com o seu dever de Chefe de Estado, e recomende ao Governo Português que devolva a Portugal a ortografia portuguesa, ilegalmente substituída pela ortografia da ex-colónia brasileira.

 

Basta de insultar a inteligência dos Portugueses!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:33

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Terça-feira, 19 de Dezembro de 2017

«O AO90 NÃO ESTÁ EM VIGOR “DE JURE”»

 

Para aqueles que têm dúvidas se são obrigados a aplicar o AO90, nas repartições públicas, autarquias, escolas, universidades, mestrados, teses, comunicação social, anúncios, legendas, etc., aqui fica o esclarecimento de um jurista.

 

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Esclarecimento de Ivo Miguel Barroso (jurista)

 

A pergunta foi:

«Como membro de um executivo autárquico aparentemente vou ter que redigir as minhas propostas em acordês...?»

 

«O AO90 não está em vigor "de jure", (de direito) devido ao 2.º Protocolo Modificativo ter alterado limites materiais do Tratado originário: inicialmente, prevalecia a regra da unanimidade; depois, apenas 3 em 7-8 Estados seriam suficientes.

 

Ora, não estando em vigor, não deverá ser aplicado.

 

Por outro lado, a Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011 contém várias inconstitucionalidades e ilegalidades totais que a viciam - v. FRANCISCO RODRIGUES ROCHA / IVO MIGUEL BARROSO, in "Público" de 2016.

 

Designadamente, o n.º 1 desta Resolução viola o artigo 199.º, al. d), da Constituição: o Governo-administrador não pode dar ordens ou instruções aos municípios, pois não tem sobre eles poderes de direcção. Apenas tem, como se sabe, nos termos do artigo 242.º, poderes de tutela meramente inspectiva (de inspeccionar).

 

Em segundo lugar, o n.º 1 da RCM, mandando "aplicar" o AO90 a toda a Administração Pública, é materialmente inconstitucional, por violação do princípio da autonomia local, que, de resto, é um limite material de revisão constitucional.»

 

Ivo Miguel Barroso

***

 

Um outro parecer.

 

O de Alberto Pontevedra:

 

«Não obstante os doutos pareceres do Sr. Professor Ivo Miguel Barroso, acrescento que o Governo, enquanto órgão superior da Administração pública, não tem poder legal nos termos da Constituição, para alterar, nem para mandar alterar a Ortografia portuguesa através de Resoluções do Conselho de Ministros.

 

Mais: não deve ser permitido, ainda que existisse poder constitucional para tal, e não é o caso, alterar através de acordos políticos a ortografia de uma nação, a portuguesa, sem pedir pareceres a quem de direito: aos linguistas e pedindo-os, não os respeitar, impondo-nos à maneira da Ditadura uma escrita que não só viola a Cultura portuguesa, como destrói a verdadeira Ortografia Portuguesa, que nunca foi aquela que é escrita e ensinada no Brasil».

 

***

Pois é. Não. Ninguém é obrigado a aplicar o AO90.

 

Recusem-se, pura e simplesmente, a aplicar o AO90.

 

Além de estarem a cometer uma ilegalidade, não cumprem o vosso dever cívico de respeitar a Constituição da República Portuguesa. E para desrespeitar a CRP já basta o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro de Portugal, António Costa.

 

Se alguém vos disser que sois “obrigados” a aplicar o AO90, apresentem os argumentos legais do Dr. Ivo Miguel Barroso, ou assim, mais terra-a-terra, peçam para vos mostrarem a LEI que obriga a adoptar a ortografia brasileira, disfarçada de AO90.

 

Não existe LEI alguma, em Portugal, que obrigue a escrever segundo a “cartilha brasileira”. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011 não é LEI, nem tem força jurídica para revogar o D. L. n 35228 de 8 de Dezembro de 1945 (ainda em vigor) saído da Convenção Ortográfica Luso-Brasileira 1945, assinada por Portugal e Brasil, e que o Brasil não cumpriu, ficando-se pela ortografia do Formulário Ortográfico de 1943, aprovado em 12 de Agosto de 1943, estabelecido pela Academia Brasileira de Letras. E é este documento, com as alterações introduzidas pela Lei 5.765 de, 18 de Dezembro de 1971, que regula a grafia brasileira, que agora querem impingir a Portugal, disfarçada do AO90, que eu aprendi na escola primária, no Brasil, ao qual, para não parecer mal e para disfarçar, Evanildo Bechara e Malaca Casteleiro mandaram retirar uns acentinhos e uns hífenezinhos. E é apenas acentos e hífens, que os Brasileiros têm de mudar com este falso acordo.

 

Recusem-se a ser subservientes. Sejam livres! E cumpram a Constituição da República Portuguesa: escrevam conforme a ortografia portuguesa.

 

Sejam Portugueses!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:38

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Segunda-feira, 6 de Novembro de 2017

QUEREM SABER PARA QUE SERVIU EXACTAMENTE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990?

 

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Origem da imagem: https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645118928923112.1073741834.199515723483437/712556525512685/?type=3&theater&ifg=1

 

O acordo ortográfico de 1990 serviu exactamente para testar o servilismo do governo português, como também para testar o servilismo do povo português que, felizmente, maioritariamente (exceptuando (ainda) os milhares de analfabetos existentes em Portugal e que nada sabem do acordo ortográfico) diz, aliás, grita um rotundo não a esta tentativa de colonizar Portugal através da ortografia brasileira.

 

Resta uma minoria no poder e outra minoria subserviente ao poder, que se vergaram a um acordo com o qual nem o Senhor Evanildo Bechara, um dos promotores desta coisa absurda que foi impingir aos Portugueses a ortografia brasileira, concorda.

 

Então de que está à espera o senhor presidente da República Portuguesa para cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa?

 

É que já vários juristas se pronunciaram publicamente (se bem que muito discretamente para o meu gosto), a este respeito, e todos eles são unânimes quanto à ilegalidade da imposição deste acordo a Portugal.

 

Há aqui algo errado, que foge à racionalidade.

 

É que já tudo foi dito e redito a respeito da urgência de se acabar com esta fraude, e no Parlamento andam todos muito caladinhos e encolhidinhos, como crianças quando fazem asneiras e depois ficam quietinhas a um canto, a disfarçar, como se nada fosse com elas.

 

Acontece que os governantes já são bem crescidinhos para estas infantilidades.

 

Assumam o erro. Peçam desculpas aos Portugueses, principalmente às crianças, e devolvam a Língua Portuguesa a Portugal.

 

O Brasil não se importará, com toda a certeza. Eles são milhões e continuarão a falar e a escrever anistia, úmido, fato, e outras palavras que tais, independentemente de haver ou não haver acordo. Continuarão a dizer e a escrever Antônio, e nós António, com acordo ou sem acordo.

 

Jamais haverá uma unificação ortográfica entre os países lusófonos, porque cada país é um país, e já todos cortaram o cordão umbilical com a “mãe” que os deu ao mundo, cada um seguiu o seu rumo e adoptou a linguagem que bem entendeu. Agora a vida deve seguir sem a "mãe", e esta não está, de todo, senil, para se sujeitar ao querer de um "filho" interessado em grandezas fictícias.

 

Então para quê mutilar a Língua Portuguesa, em Portugal? Por alma de quem?

 

Já o tenho dito muitas vezes: errar é humano, mas insistir no erro é insano.

 

E não me venham dizer que agora é tarde, Inês está morta. Inês pode estar morta, e para ela já ser tarde. Mas a Língua Portuguesa continua viva, mutilada, mas viva, e com todas as possibilidades de cura. Basta querer. E querer é poder, e poder é o que faz falta… Afinal os governantes portugueses não são assim tão poderosos como querem fazer crer… Subjugam-se facilmente aos interesses das minorias.

 

Quanto às crianças e jovens eles não são tão imbecis como os adultos. Se conseguem aprender Inglês, Francês e Castelhano, conseguirão desaprender a ortografia brasileira num ápice, e noutro ápice, reaprender o Português com a mesma facilidade. Eu consegui. É que a capacidade de aprendizagem das crianças é ilimitada…

 

O que é preciso é algo que eu estou a pensar, mas não posso dizer alto.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:47

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Domingo, 5 de Novembro de 2017

GRUPO (MAIS UM) QUE AVALIA O IMPACTO DO AO90 É PARA VALER OU É OUTRA FARSA?

 

De que estão á espera para dizerem ao país que o AO90 está a ter um impacto bastante pernicioso, nefando, danoso, nocivo, maléfico, mau, péssimo, no Ensino, na Cultura, na Comunicação Social, nas Escolas, nas Edições, nas Traduções, na Publicidade, nos Documentos Oficiais, transformando a escrita numa babel ortográfica jamais vista em parte alguma neste mundo e em tempo algum.

 

 

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 … ou seja… só os homens inferiores compreendem e aceitam a ortografia que estão a impingir aos Portugueses…

 

Estamos fartos de esperar…

 

Em Janeiro do corrente ano (2017), publiquei aqui um texto dando conta de que a comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto aprovou a criação de um NOVO (já havia sido criado um outro, em 2013) Grupo de Trabalho para avaliar o impacto da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990.

 

Tenho algumas questões a pôr acerca disto:

 

1 - A que conclusões chegou o grupo criado em 2013?

 

2 - Por que houve necessidade de se criar um novo grupo?

 

3 - Os elementos que constituem este novo grupo estarão interessados em saber a verdade, ou estão só a fingir que estão interessados?

 

4 - Já não haverá demasiada contestação pública, dos mais abalizados intelectuais portugueses, brasileiros e africanos, ao malnascido AO90, para que os parlamentares percebam que é um erro crasso manter o erro mais crasso ainda de ter impingido aos portugueses mais subservientes uma ortografia medíocre, que nada tem a ver com a cultura linguística europeia? Isto ainda não está claro para os parlamentares?

 

5 – Por que andam a fazer que fazem, a empatar, a deixar passar o tempo? Têm esperança de que o tempo deslize e com ele a mixordice se entranhe e se abanque de vez, e que os contestatários se cansem? É isso? Mas estão enganados.

 

6 - Ainda será preciso discutir o quê????? Se tudo já foi discutido. Se tudo já foi dito. Se tantas vozes já se levantaram desde que esta aberração ortográfica foi impingida à força de uma grande mentira nas escolas, nas repartições públicas e na comunicação social mais subserviente ao poder, enganando-se os mais incautos com a falsa obrigatoriedade da sua aplicação, com base numa lei inexistente. Discutir mais o quê? A quem pretendem enganar?

 

7 – DE acordo com o deputado social-democrata José Carlos Barros, este novo grupo nasceu surgiu pelos alertas da Academia de Ciências de Lisboa, que referiam “a necessidade de aperfeiçoar as bases do Acordo Ortográfico de 1990, que gerou instabilidade ortográfica, que não estabelece uma ortografia única e inequívoca, que deixa várias possibilidades de interpretação, em muitos casos”. Mas que necessidade é essa de aperfeiçoar o que não é aperfeiçoável e que falhou redondamente os seus objectivos? Ainda ninguém se deu conta do óbvio?

 

8 - Isto é como remendar remendos. Já se demonstrou bastamente que o AO90 não tem ponta por onde se lhe pegue, de tão mau que é. Pretende-se aperfeiçoar o quê????? Um arremedo de ortografia?

 

9 - Os dois principais objectivos do AO90 não conseguiram manter-se, por serem completamente inviáveis, ou seja, o de ordem política e que tem a ver com a intenção (mais brasileira do que portuguesa) de reforçar o papel da Língua Portuguesa (leia-se brasileira, pois a ortografia é brasileira) como uma língua de comunicação internacional (que nem de propósito, enquanto era Portuguesa foi usada no Vaticano, quando começou a ser brasileira, depois do AO90, foi sumariamente rejeitada); e o outro objectivo de ordem técnica, assente na ideia de uma base ortográfica comum, mostrou-se algo tecnicamente impossível. Isto interessa a alguém? A quem? Quem são os felizardos? Não são com toda a certeza os Portugueses, mas tão-só uns tantos vigaristas que estão a encher os bolsos à conta da destruição de uma Língua Culta.

 

10 - Isto já não seria o bastante para o Parlamento atirar ao lixo, sem mas, nem meio mas, uma ortografia que envergonha Portugal?

 

O social-democrata José Carlos Barros, tentando justificar a criação deste grupo, afirmou que o seu partido continua a ser a favor do objectivo de ordem política. Mas a Língua não tem de ter objectivos de ordem política. Não tem.

 

Agora atente-se neste parágrafo:

«O que a ACL vem dizer é que este objectivo de ordem técnica não está a ser cumprido, o que nós entendemos é que devemos perceber porque é que não está a ser cumprido este objetivo técnico", disse o deputado social-democrata, realçando que "a política não se deve meter na ortografia».

 

(Este parágrafo foi retirado do texto original (aqui)

 

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/cultura/detalhe/impacto-do-acordo-ortografico-avaliado-no-parlamento

 

que me serviu de fonte. E repare-se logo aqui o que este acordo provoca: ora se escreve correctamente objeCtivo, ora se escreve objetivo, na mesma frase).

 

O que será preciso dizer mais?

 

O que está a fazer este novo Grupo de Trabalho?

 

Esperemos que não seja mais uma daquelas manobras de diversão a que os nossos parlamentares nos têm habituado, numa tentativa de calar as vozes que se têm levantado contra este linguicídio.

 

O AO90 é o instrumento dos que foram atacados por uma profunda cegueira mental, que não os deixa ver os propósitos perversos desta negociata obscura, que pretende destruir património português.

 

A isto chama-se crime de lesa-língua e de lesa-pátria.

 

Desde que abandonei o Ensino, em 1976, por incompatibilidade com as "novas regras" pós-25 de Abril preconizadas pelo Ministério da Educação, nunca mais o Ensino teve rumo, e os sucessivos Ministros da Educação, do Ensino e da Cultura mostraram e ainda mostram bastante incompetência, por isso a educação, o ensino e a cultura estão um caos.

 

Há quantos anos se anda a fazer experiências nas escolas e que não resultam? A importar sistemas que outros países já rejeitaram? Há quanto tempo se anda a fabricar semianalfabetos?

 

E com a introdução do AO90, o ensino degradou-se substancialmente, porque ninguém em nenhuma disciplina escreve correctamente, nem sequer em acordês.

 

O actual sistema de ensino é um falhanço total. Pobres crianças e jovens que terão de emigrar, no futuro, para poderem ser alguém na vida. Portugal é um país sem vislumbre de futuro. Ou isto muda radicalmente, ou não haverá futuro.

 

O presidente da República tem muita conversa, mas deixa-se levar na onda acordista, atropelando a Constituição da República Portuguesa, que jurou cumprir e não cumpre. E até agora o que fez para restituir a legalidade no que diz respeito à Língua Oficial Portuguesa? Precisamos de ACÇÃO, Senhor presidente. Não de palavras que o vento leva…

 

Vamos ver o que acontece. Mas seja o que for, terá forçosamente de passar pela devolução da Língua Portuguesa a Portugal, e por uma reforma PROFUNDA no sistema de ensino, para que as crianças e os jovens tenham um ensino de qualidade. A começar pelos manuais escolares, que são um autêntico atentado à inteligência das crianças. Foram elaborados a pensar que as crianças são estúpidas como portas.

 

Os professores deveriam recusar-se a ensinar com base em tais manuais.

 

Se todos reagissem, o governo teria de AGIR.

 

Não podemos deixar MORRER o que nos identifica como nação.

 

Não é argumento que baste para que o dito Grupo de Trabalho se digne pronunciar contra uma ortografia que nada tem a ver com a Língua Portuguesa, e acabar com isto urgentemente?

 

Para ajudar Vossas Excelências a decidirem-se uma vez por todas, aqui deixo uns links, para que se inteirem do que, sobre esta matéria, pensam os Portugueses, Brasileiros e Africanos Cultos e que é o pensar da esmagadora maioria dos Portugueses, tirando a minoria acordista, e os milhares de analfabetos que ainda temos em Portugal e que nem sequer sabem o que é isto do acordo ortográfico...

 

O QUE OS PORTUGUESES CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-portugueses-cultos-pensam-33885

 

O QUE OS BRASILEIROS CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-brasileiros-cultos-pensam-8246

 

O QUE OS AFRICANOS CULTOS DE EXPRESSÃO PORTUGUESA PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-africanos-cultos-de-expressao-37150

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:44

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Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017

NOVA CARTA ABERTA A MARCELO REBELO DE SOUSA, PRESIDENTE DA REPÚBLICA PORTUGUESA

 

Por uma Cultura Culta, em Portugal

 

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Origem da imagem: Tradutores Contra o Acordo Ortográfico

Teolinda Gersão - Prémio Camilo Castelo Branco/2017

 

Exmo. Senhor Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa Digníssimo Presidente da República Portuguesa,

 

Foram várias as vezes que ousei escrever a V. Exa., abordando, publicamente, matérias que, aos meus olhos de cidadã portuguesa, imbuída de juízo crítico, considerei pertinentes, por serem do interesse de Portugal e dos Portugueses. 

 

Aqui estou, uma vez mais, a dirigir-me a V. Exa., com o mesmo intuito, aproveitando duas circunstâncias actuais, bastante significativas: uma, de enorme júbilo; outra, de enorme tristeza.

 

A de júbilo, alude à atribuição do Prémio Camilo Castelo Branco/2017, à insigne escritora portuguesa, Teolinda Gersão que, há tempos, dirigiu ao Senhor Presidente, as palavras reproduzidas na imagem que ilustra esta carta, e que, já agora, aproveito, para fazer também minhas.

 

A atribuição deste prémio a uma das vozes críticas à imposição, que V. Exa. sabe ser ilegal e inconstitucional, da ortografia brasileira aos Portugueses, nomeadamente às crianças portuguesas, as mais enganadas e prejudicadas com esta atitude incompreensível à luz de todas as razões, além de ser merecida, do ponto de vista literário, pois Teolinda Gersão é uma fabulosa artesã da Língua Portuguesa, constitui uma bofetada bem assente na cara de todos aqueles que, por motivos obscuros, teimam em trocar a qualidade pela quantidade, estando, com isto, a servir de pasto à ignorância, se me permite esta expressão menos erudita.

 

A de tristeza, diz respeito à tragédia dos fogos que consumiram vidas humanas a fauna e flora portuguesas, de um modo brutal, irracional, inconcebível, jamais visto, e que deixou a Europa e o mundo estupefactos. Como é que num país territorialmente tão pequeno, foi possível uma tragédia desta dimensão? Mais um caso único português, para o Guinness World Records.

 

Pois bem, Senhor Presidente da República Portuguesa, foi com grande expectativa que, ontem, aguardei a comunicação de V. Exa., ao País. Devo confessar que esperava mais do mesmo, como é hábito dos nossos governantes, que não costumam dar-nos nada de novo, muito pelo contrário.

 

Mas ontem, ontem, dia 17 de Outubro de 2017, precisamente quatro meses passados sobre a tragédia de Pedrógão Grande, o senhor surpreendeu Portugal com o discurso mais notável, jamais proferido, por um Presidente da República Portuguesa, um discurso realmente digno de um Presidente da República Portuguesa, no qual demonstrou a força e o poder que um Presidente da República pode e deve ter, quando o País está à beira de se afundar num abismo de incompetências, de jogos de poder, de incapacidades, de um “brincar à política” nunca visto.

 

Ontem, o Senhor Presidente demonstrou ser o presidente de todos os portugueses quando, humildemente, pediu desculpas, sem ter culpas, pela tragédia sem precedentes, que se abateu sobre Portugal, atitude que o primeiro-ministro de Portugal não teve.

 

Pela primeira vez, um Presidente da República fez cair um governante que, ao que parece, já teria pedido a demissão, mas não a aceitaram, porque enquanto os “canhões” estivessem virados para o Ministério da Administração Interna, o primeiro-ministro continuaria em segurança.

 

Foi então que eu, e talvez milhares de Portugueses, com o mesmo sentido crítico e cívico, nos apercebemos de que se o Presidente da República quer, o Presidente da República pode, ou seja, ontem, V. Exa. mostrou que tem poder para governar o país, quando ele está desgovernado.

 

Posto isto, e uma vez que Portugal está no mau caminho, no que respeita a outros Ministérios, como por exemplo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (que é mais dos negócios dos estrangeiros, e tem Portugal suspenso por um fio de teia de aranha sob um abismo, no que respeita à Língua Oficial Portuguesa, que o PR tem o dever de defender); o Ministério da Cultura (que não sabe distinguir Cultura Culta de cultura inculta, e anda por aí a apoiar, para vergonha de Portugal, a selvajaria tauromáquica); o Ministério da Educação (que anda a enganar as crianças portuguesas, exigindo-lhes que aprendam uma ortografia que não é a portuguesa), para falar apenas nos que mais disparates têm feito, no que respeita à Língua, à Cultura e ao Ensino, três pilares que sustentam a alma portuguesa, porque nem só de pão vive o homem, venho solicitar ao Senhor Presidente, e tenho certeza, em nome de milhares de Portugueses que, da mesma forma que ontem veio a público, exercer o seu poder, para defender Portugal do descalabro total, e para que não tenha de vir novamente a público pedir perdão aos Portugueses, desta vez, com culpas redobradas, por ter deixado “queimar” a Língua Portuguesa, num fogo tão endoidado, como o que fez arder mais de uma centena de Portugueses, uma vastíssima área das nossas florestas, incluindo o Pinhal de Leiria, património português, a nossa fauna, morta aos milhares, fábricas, culturas agrícolas, o que tornou Portugal muito mais pobre e negro, venha a público, defender também, com igual força e poder, a Língua Oficial Portuguesa, a Língua Portuguesa, consignada na Constituição da República Portuguesa, e que o Presidente da República Portuguesa tem o supremo dever de defender.

 

Senhor Presidente, V. Exa. sabe como a Língua Portuguesa anda por aí espezinhada, mal escrita, mal falada, mal ensinada. É que, em Portugal, não se escreve nem em Português, nem em acordês, mas sim num vergonhoso mixordês, que é isto mesmo que anda por aí a circular, como língua de uma nação europeia, um daqueles casos únicos, que fez entrar Portugal para o Guinness World Records.

 

Em Portugal, está-se a formar uma geração de semianalfabetos, aqueles que aprenderão os rudimentos da escrita e da leitura, mas nunca serão capazes de escrever, ler e compreender o que lêem, corrente e correctamente, a sua própria língua. Mas estão a aprender a escrever e a ler correctamente o Inglês, o Francês e o Castelhano, por exemplo.

 

E V. Exa sabe que tenho razão. Basta olhar à volta, na nossa comunicação social (felizmente nem toda), e nos ofícios e mensagens estatais, tudo rabiscado na mais vergonhosa e pobre ortografia.

 

Aguardo, aguardamos todos, que V. Exa. use do poder que ontem demonstrou ter, para recomendar a demissão do MNE, do MC e do ME, porque não estão a servir Portugal, mas tão-só os interesses de grupos económicos obscuros.

 

Com os meus mais respeitosos cumprimentos,

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:02

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Terça-feira, 20 de Junho de 2017

«UMA TARA LUSO-BRASILEIRA CHAMADA "ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990"»

 

Recebi este texto, via e-mail, e porque concordo com o seu conteúdo, partilho-o com todos aqueles que lutam contra algo que nunca deveria ter acontecido, porque inacreditável e bizarro, impatriótico e irracional: a imposição abjecta de uma ortografia gerada no Brasil.

 

Atenção! Nada contra o Brasil e a Língua Brasileira.

 

Contudo, precisamos de obrigar o governo português a devolver a Portugal a Língua Portuguesa.

 

Se os governantes não sabem, precisamos dizer-lhes que Portugal é um país livre, que pertence à Europa, e não um feudo sul-americano, e a Língua Portuguesa não é um produto vendível.

 

pessoa1111-1-e1454721494632.jpg

Origem da imagem: Internet

 

Texto de DA SILVA Francisco João

 

 A luta contra este “crime” de lesa língua deve continuar até à revogação final e definitiva desse monstro   linguístico   que é o pseudo, bastardo, ilegal e inconstitucional DES-acordo ortográphico 1990.

 

Este “acordo” é a ilustração mais recente de uma TARA LUSO-BRASILEIRA, que tem erupções desastrosas a cada geração (mais ou menos 25 anos) e que mexe no nosso (e no dos outros países igualmente...)  PATRIMÓNIO IMATERIAL de maneira totalmente irresponsável.

 

Isto, contrariamente a outros Povos (Castelhano, Francês, Inglês, Austro-alemão, etc.) cujas línguas podem ter até ter 37 variantes (caso do Inglês) sem que isso tenha impedido os seus interlocutores de se  compreenderem  e  de  se apreciarem  na suas  respeCtivas diversidades.

 

No caso LUSO-BRASILEIRO esta TARA tem evoluído de maneira doentia, para uma forma de esquizofrenia...  ou será apenas a ganância financeira de determinados editores e das classes políticas?

 

Aqui fica esta interrogação pertinente.

 

Queriam UNIFICAR A LÍNGUA PORTUGUESA, nos 8 países de língua oficial portuguesa…   O que é IMPOSSÍVEL!

 

O FRACASSO é total.

 

O DESCALABRO PATENTE.

 

Os outros povos devem estar a olhar com muita ironia para este DESASTRE linguístico, que igualmente é uma TRAGÉDIA CULTURAL.

 

E   a consequência dessa TARA é que agora temos 3 variantes "oficiais"  do Português:

 

1)- o Português culto, o Português europeu, que muitos de nós continuamos a aplicar, incluindo, e ainda bem, ANGOLA e MOÇAMBIQUE;

 

2)- o português, dito ACORDÊS (AO9O), apenas adoPtado  em Portugal;

 

3)- o português dito “português-brasileiro”, que é apenas um eufemismo para não o chamarem de língua brasileira, a qual   parece   estar   a encaminhar-se rápida e independentemente para o que parece ser uma forma de crioulo português.

 

Isto se nada for feito, pelos próprios brasileiros, cujas “elites” querem continuar a dar (ERRADAMENTE) primazia à fonética e não à etimologia e às raízes latinas do Português do Brasil. O que é deveras lamentável e apenas "empobrece” a língua, empurrando-a efectivamente para uma forma de crioulo, que nada tem de pejorativo (ver mais abaixo), pelo menos para mim.

 

CABO VERDE rejeitou oficialmente, recentemente a Língua Portuguesa, que é, por conseguinte, considerada uma Língua ESTRANGEIRA, substituindo-a pelo CRIOULO CABO-VERDIANO! É um direito seu.

 

O PSEUDO E BASTARDO “ACORDO ORTOGRÁPHICO DE 1990” (AO90) É UM “FRANKENSTEIN LINGUÍSTICO”

 

O AO90 não é (mais) uma convenção bilateral entre Portugal e o Brasil, mas sim um Tratado Internacional entre oito (8) Estados de Língua Portuguesa, que viola o Direito Internacional e a Convenção de Viena, a qual institui a regra da UNANIMIDADE! E apenas 4 dos 8 países ratificaram o AO90!

 

O AO90 não está, portanto, jurídica e internacionalmente em vigor, em NENHUM país de Língua Portuguesa!!!

 

 A Convenção Luso-Brasileira de 1945, (que o Brasil assinou, mas NÃO CUMPRIU) continua, por conseguinte, em vigor, visto que o Decreto-Lei Nº 35.228 de 8 de Dezembro de 1945 que a instituiu NÃO FOI revogado!

 

O Des-governo de José Sócrates, assim como Aníbal Cavaco Silva, usurparam poderes que não tinham, e violaram a Constituição da República Portuguesa (CRP).

 

A matriz da Língua Portuguesa, que teve origem na Europa e não Brasil, está a ser objectivamente destruída e mutilada por que razões obscuras?

 

Os Portugueses dignos e verticais têm o DEVER de defender a Matriz da Língua Portuguesa, que é uma parte essencial do PATRIMÓNIO IMATERIAL DE PORTUGAL, segundo a Convenção da UNESCO.

 

Por conseguinte, NÃO deve adoPtar-se o pseudo “Acordo Ortográphico” de 1990 (AO9O), visto ser um dialeCto estatal, que é:

 

 1ILEGAL e INCONSTITUCIONAL;                                                                                            

 2)- linguisticamente inconsistente;

 

 3)-  estruturalmente incongruente;

 

4)- para além de, comprovadamente, ser causa de crescente iliteracia em publicações oficiais e privadas, na imprensa e na população em geral, e de ter provocado um CAOS ORTOGRÁPHICO em Portugal e um DESCALABRO a nível internacional, tendo sido REJEITADO por vários outros países (entre eles Angola e Moçambique).

 

AS DITACTURAS, INCLUINDO AS  ORTOGRÁPHICAS, NÃO  SE  COMBATEM,  DERRUBAM-SE !

 

DA SILVA Francisco João

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:34

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Quarta-feira, 10 de Maio de 2017

SANTOS SILVA DIZ QUE SE CELEBROU O DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA, MAS NÃO É VERDADE

 

 

Foi no passado dia 5 de Maio. Já não no dia 10 de Junho, porque as coisas mudaram, e a Língua já não é a de Camões.

 

Numa linguagem mutilada, sul-americanada, o ministro dos Negócios (dos) Estrangeiros, Augusto Santos Silva, escreveu um artigo de opinião no DN, sob o título “No dia da língua portuguesa”, algo que envergonha o Estado Português, os Portugueses e todos aqueles que amam a verdadeira Língua Portuguesa.

 

E o Instituto Camões insulta o poeta que lhe deu o nome.

E a CPLP faz-de-conta que é uma comunidade lusófona.

 

E todos juntos são a vergonha de Portugal, e querem fazer-nos de parvos.

5 de maio.png

 

Propus-me reescrever o vergonhoso texto escrito pelo nosso ministro, que anda por aí, subservientemente, a vender a Língua Abrasileirada como sendo Portuguesa.

 

Eis o que o ministro, dada a circunstância caótica em que se encontra a Língua Oficial de Portugal, a Portuguesa, consignada na Constituição da República Portuguesa, devia ter escrito, se fosse realmente Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, e pugnasse pelos interesses do país que diz representar, mas não representa. Com o que escreveu, enganou o mundo.

 

Aqui deixo o link do vergonhoso texto original (mal) escrito pelo nosso ministro socialista:

http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/convidados/interior/no-dia-da-lingua-portuguesa-7207190.html

 

Eis a versão que o ministro português deveria ter escrito:

 

Hoje (dia cinco de Maio – e não maio) decorrem iniciativas sobre a língua abrasileirada ou brasileirês, imposta em Portugal pelo governo PS, organizadas ou apoiadas pelo Instituto Camões (que deve mudar o nome para Instituto Manoel de Barros, que Drumond considera o maior Poeta brasileiro) em várias dezenas de países. Por exemplo: em Roma, Rabat e Colónia têm lugar jornadas de estudo em Brasileirês; em Xangai, começa o Mês de Documentários também em Brasileirês; em Havana, inaugura-se o I Festival de Cinema no idioma que no Brasil substituiu a Língua Portuguesa; na Feira do Livro de Bogotá, hoje (dia 5 de Maio) será a Tarde Abrasileirada; e em Tbilisi (Geórgia) e Montevideu terminam programas multidisciplinares em torno dessa língua fabricada no Brasil. Se contarmos também as iniciativas que têm lugar em dias próximos, elas somam, este ano, 210 acções (e não ações (leia-se âções) como escreveu Santos Silva), em 49 países diferentes, de todos os continentes.

 

Isto sucede porque, desde 2009, o 5 de Maio foi escolhido como Dia da Língua Abrasileirada ou Brasileirês e da InCultura na CPLP, porque as coisas mudaram e a língua já não é a de Camões, e a Cultura também não, tendo sido bastamente desvirtuada. Queremos descelebrar, com ele, quatro atributos essenciais a uma língua, que já não é a Portuguesa e deixou de ser língua, para ser um patoá.

 

O primeiro, é que é um dos factores (e não fatores (leia-se fâtores) como escreveu Santos Silva) principais de desagregação da identidade nacional de cada um dos países em que a língua abrasileirada é língua materna (isto é, apenas no Brasil e para o subserviente governo português e seus lacaios) e língua estrangeira em Cabo Verde; sendo a verdadeira Língua Portuguesa, língua segunda ou terceira em São Tomé e Príncipe, e língua oficial ou uma das línguas oficiais nos restantes países lusófonos, nomeadamente Angola e Moçambique.

 

O segundo, é que é o traço mais sólido que desune as nações lusófonas e a comunidade de países que decidiram (e mal) constituir a CPLP), que já não é CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa - porque apenas os países africanos de expressão portuguesa a adoptam, à excepção de Cabo Verde.

 

O terceiro é que já não é uma das grandes línguas globais do nosso tempo, policêntrica e pluricontinental, (o Vaticano, por exemplo, já a excluiu); já não é a terceira língua indo-europeia mais falada em todo o mundo, porque simplesmente deixou de ser indo-europeia, para ser sul-americana, a tal “língua” mais falada no hemisfério sul, que se confina ao Brasil e aos brasileiros, e a uns tantos estrangeiros a quem impingem gato por lebre.

 

E o quarto, é que deixou de ser o elemento fundacional das nossas culturas, da criação artística e do conhecimento, porque apenas três países, que eram lusófonos, deixaram de ser lusófonos, para serem brasilófonos.

 

A promoção da Língua Abrasileirada ou Brasileirês não é uma responsabilidade de todos os 260 milhões de falantes e escreventes; é responsabilidade apenas dos políticos envolvidos no plano das políticas públicas, um dever que já não é de todos os países que fazem hoje ainda parte da CPLP (e são oito, porque o infiltrado nono (Guiné Equatorial) nem sequer sabe o que é Português), até porque Angola e Moçambique, entre outros países lusófonos, não aderiram a esta linguagem oriunda do Brasil, assim como daqueles que se quiseram tornar seus observadores associados (e são dez?).

 

Com efeito, muitas das iniciativas que o Camões (não o Poeta, mas o instituto que desonra o nome do Poeta) apoia, resultam da colaboração com organismos e representações de outros Estados membros da CPLP, que se estão nas tintas para a Língua Portuguesa; em várias capitais estão hoje (dia 5 de Maio) unidas, neste esforço de desagregação do Português, todas as embaixadas dos Estados da nossa (que já deixou de ser nossa) Comunidade, ao redor do acordês e não do Português. Ao investir tão claramente neste dia que é o dia da língua abrasileirada ou brasileirês, o Camões, que já não deve ser Camões, nada mais faz do que assumir as irresponsabilidades próprias de Portugal, um país cujos governantes venderam a sua própria Língua ao estrangeiro, e juntar o seu mau contributo aos outros maus contributos.

 

Hoje é, pois, uma boa oportunidade para não enaltecer a natureza que já foi viva e dinâmica de uma língua que já foi Portuguesa, e agora é sul-americana, que é uma das que mais vai afundar, em número de escreventes, ao longo deste século, porque nem sequer é uma Língua; e salientar o facto essencial de que ela, ao afastar-se da diversidade das suas variantes e da riqueza das interacções (e não interações (leia-se int’rÂções, como escreveu Santos Silva) com outras línguas cultas e europeias e dos vários contextos sociais, que estão a abandonar esta linguagem que deixou de ser europeia, e já não é património de todos, porque existem milhares que não a usam e até a desvalorizam, sem nenhuma espécie de distinções e hierarquias. Mas hoje (dia 5 de Maio) é também a ocasião adequada para insistir na dimensão catastrófica atingida, internacionalmente, pela língua abrasileirada ou brasileirês, que é apenas comum entre os que não dominam, de todo, as Línguas Cultas europeias, desconhecendo, por completo, a estrutura de uma Língua.

 

Consideremos apenas os dados obtidos pelo instituto Camões, que insulta o Poeta, relativamente ao seu ensino. Fora de Portugal e dos restantes países lusófonos, a língua abrasileirada ou brasileirês é estudada não como língua materna e de herança em escolas básicas e secundárias de 17 países, mas como uma língua de remedeio para os que têm dificuldade em aprender Línguas culpas e bem estruturadas, mercê da rede integrada e apoiada pelo instituto que desonrou o nome de Camões.

 

São mais de 66 mil alunos, (uma gota de água no oceano) ensinados por mais de 900 professores, que nada sabem sobre as Ciências da Linguagem. Fora desta rede, a língua abrasileirada ou brasileirês é ensinada como “língua” estrangeira em 15 países, de Espanha à Bulgária, na Europa, da Namíbia ao Senegal, em África, da Argentina ao Uruguai, na América, impondo-se obviamente como uma língua sul-americana e não indo-europeia; e este “ensino” envolve mais de 88 mil estudantes e mais de mil professores (uma gota no oceano) que desconhecem por completo o que é o estudo de uma verdadeira Língua.

 

No ensino superior, o ensino e a investigação em língua abrasileirada ou brasileirês não beneficiam do trabalho de 43 cátedras do Camões (que já não é o nosso Poeta, mas alguém desconhecido), em 17 países, de 73 centros de língua abrasileirada ou brasileirês, de leitorados em 72 instituições e de protocolos de cooperação com 260 escolas superiores, escolas de “línguas” ou organizações internacionais, que fazem parte da incultura portuguesa que se implantou no mundo. A nossa estimativa é que mais de 91 mil estudantes (uma gota no oceano) aprendem a língua abrasileirada ou brasileirês e frequentam estudos brasileiros e mpéssimas condições (porque arredadas das Ciências da Linguagem), em mais de 70 países. A este número haveria de acrescentar-se o daqueles que frequentam universidades e outros estabelecimentos superiores que, por sua iniciativa e sem colaboração estruturada com o ministério dos negócios (dos) estrangeiros, oferecem disciplinas, graduações e pós-graduações neste domínio - dos Estados Unidos à China, num descalabro total de desaprendizagem da Língua que deixou de ser Portuguesa.

 

Também sabemos da procura crescente de cursos de ensino à distância, para desaprender a língua. A aplicação lançada no mês passado pelo Camões para cursos de auto-aprendizagem (e não autoaprendizagem como escreveu Santos Silva) e tutoria, nos diferentes níveis de incompetência, já conta com dezenas de inscrições, para analfabetos escolarizados.

 

Este aumento da desimportância global da língua, que já não é a Portuguesa, e do desinteresse na sua aprendizagem não deve servir para nos vangloriarmos, ou acharmos que está tudo feito, ou sequer o mais importante. Pelo contrário: significa que a nossa irresponsabilidade é grande, como grande é o desafio que temos pela frente para desfazer o monumental erro que cegamente o governo português e seus lacaios cometeram.

 

É para ter plena consciência desta irresponsabilidade que existe e deve ser lembrado (não celebrado) o dia da língua abrasileirada, a 5 de Maio.

 

A 10 de Junho celebraremos a Língua Portuguesa. A Língua de Camões, de Eça, de Camilo, de Pessoa e de todos os que souberam honrar a nossa herança linguística indo-europeia.

 

Pois era isto que o ministro dos negócios (dos) estrangeiros devia ter escrito, se quisesse informar o mundo.

 

***

Senhor ministro, tenha vergonha.

 

Pugne pelos valores portugueses. Pela Língua Portuguesa (não pela língua abrasileirada). Pela Identidade Portuguesa. Pela Constituição Portuguesa. Por Portugal que, não sei se sabe, é um país EUROPEU. Não é um país sul-americano.

 

E um ministro dos Negócios Estrangeiros que se preze, deve ser um ministro dos Negócios Estrangeiros e não dos negócios DOS estrangeiros.

 

A nós não nos interessa nada as negociatas obscuras que os políticos e editores vendilhões de Portugal fizeram com os políticos e editores interesseiros do Brasil.

 

Além disso, a CPLP é uma FRAUDE.

 

O Instituto Camões desonra o nome do Poeta que lhe deu o nome e, por isso, deve mudar de nome.

 

Tudo é uma fraude ao redor da Língua Portuguesa.

 

No dito dia 5 de Maio não se celebrou a Língua Portuguesa, mas um dialecto fabricado no Brasil, que teve origem na Língua Portuguesa, mas que se americanizou, afrancesou, italianizou, espanholizou, é essa miscelânea que querem, porque querem, impingir ao resto dos países lusófonos, que se recusam a aceitar tal linguagem.

 

Uma Língua Culta é estruturada em bases científicas. Não ao sabor de modas e preconceitos.

 

Tenham vergonha!!!!!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:30

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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2017

RASGUE-SE O AO90 ANTES QUE O AO90 RASGUE A LÍNGUA PORTUGUESA

 

 

«ÀS VEZES VALE A PENA SER TEIMOSO E TER A MESMA IDEIA DO PRINCÍPIO AO FIM»

 

Isto foi o que ouvi Marcelo Rebelo de Sousa dizer hoje, no Telejornal da SIC, a propósito de se declarar ou não os Rendimentos e Património, na novela “Centeno e Domingues”.

Pois é este conselho presidencial que temos de seguir:

 

VAMOS SER TEIMOSOS E TER A MESMA IDEIA DO PRINCÍPIO AO FIM: RASGUE-SE O AO90, ANTES QUE O AO90 RASGUE  A LÍNGUA PORTUGUESA

Quem puder adira a este evento e partilhe…

EVENTO.png

EVENTO:

 

No próximo dia 22 de Fevereiro (quarta-feira) Marcelo Rebelo de Sousa deslocar-se-á ao Casino da Póvoa de Varzim, pelas 12 horas, para presidir à cerimónia de abertura do “Correntes d’Escritas”.

Lá estarão presentes editores e escritores acordistas e órgãos de comunicação social.

 

Não seria uma boa oportunidade para demonstrarmos o nosso desagrado pelo modo como a questão da Língua Portuguesa está a ser tratada pelo presidente da República, que tem o dever de zelar pelos superiores interesses de Portugal e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa e que, segundo os juristas, não está a cumprir, uma vez que a Língua Oficial de Portugal está ser vilipendiada e imposta ILEGALMENTE?

 

Quem puder adira a este evento e partilhe…

 

https://www.facebook.com/events/388253731556368/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:11

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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2017

O QUE DEVEMOS FAZER QUANDO ALGUÉM EXIGIR QUE APLIQUEMOS O AO90

 

LUTE.jpg

 Origem da imagem: Internet

 

«Quando houver uma ordem ou instrução verbal de um superior hierárquico nas escolas para "aplicar" o AO90 (ex., escrever "Acta" sem "c"), ou na Administração Pública ou nos tribunais, responder:

 

"Exmo. Senhor/a,

 

|COMPLETAR

 

Nos termos do artigo 271.º, n.º 2, da Constituição da República Portuguesa (“direito de respeitosa representação”), venho requerer a confirmação por escrito da sua ordem/instrução, o fundamento legal da mesma e, caso tenha sido emitida, a ordem de a Escola/organismo |x| de ter mandado aplicar o "Novo Acordo Ortográfico".

 

Muito cordialmente,

 

ASSINATURA

 

Atenção: não se trata de "desobediência civil".»

 

Por Ivo Miguel Barroso

 

***

Concordo com este texto, que está completamente adequado ao que se passa actualmente em Portugal, no que respeita ao que os professores dizem SER OBRIGATÓRIO nas escolas: a aplicação do ilegal AO90.

 

A "desobediência civil" enquadra-se numa outra situação, obviamente.

 

Contudo, o apelo à "desobediência civil", que por vezes faço, é tão somente para chamar a atenção daquelas pessoas que pensam que uma "ordem" significa LEI, para o facto de que que temos o direito de DESOBEDECER, seja à ordem, seja à lei, se uma coisa e outra forem injustas, e no caso do AO90, ILEGAL.

 

É que a linguagem demasiado jurídica, por vezes, não é entendida pelos leigos.

 

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:14

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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