Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2016

INVALIDAR O AO90 É COLOCAR PORTUGAL NOVAMENTE NOS TRILHOS…

 

LÍNGUA.jpg

 

Só a ANULAÇÃO do ABORTO ORTOGRÁFICO de 1990 interessa a PORTUGAL.

 

As crianças que já o aprenderam, desaprendê-lo-ão num ápice.

 

Apenas os políticos (e os editores) devem pagar a factura desta que foi a maior fraude de todos os tempos.

 

Novos livros darão muito lucro. Poderão continuar a encher os bolsos.

 

Um amigo brasileiro, disse-me que se não fossem os portugueses, os brasileiros ainda escreveriam pharmacia, não tendo a mínima noção do que levou a substituir-se o PH pelo F.

 

Se ainda escreveriam pharmacia, então por que não continuaram a escrever ACTO, FACTO, DIRECTOR, ACTOR, CONTACTO, DIRECTO, etc.??????

 

Sem os CÊS essas palavras deveriam ser escritas deste modo: áto, fáto, dirétor, átor, contáto, diréto... Não existindo os CÊS nem os acentos, essas palavras são meros disparates e leva-nos para outras significações…

 

Se o Brasil não deixou cair o , por exemplo, em recePção, deixou cair muitas consoantes em palavras onde elas também são absolutamente necessárias, como as que já referi, entre muitas outras.

 

O AO90 não passa do abrasileiramento da Língua Portuguesa, com um único objectivo: acabar com ela, e passar a chamá-la Língua Brasileira.

 

E impedir esse absurdo é o que me move.

 

Se querem mudar ao nome da língua, mudem. Mas em Portugal, ela deverá ser sempre a PORTUGUESA.

 

É este detalhe que não devemos descurar.

 

Algumas pessoas (menos esclarecidas, devo dizer) acusam-me de um sentimento anti-Brasil. A existir, tal sentimento seria muito estúpido e irracional, da minha parte. O que há em mim é simplesmente um puro, sincero e infinito AMOR pela Língua Portuguesa, o meu mais precioso instrumento de trabalho.

 

E isto não será motivo suficiente para que eu a defenda, num combate leal, usando armas lícitas?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:47

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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2016

NÃO PODEMOS DEIXAR MORRER O PORTUGUÊS!

 

MORTE.jpg

 

Texto de SÉRGIO MARQUES

 

«É incompreensível que uma instituição com a tremenda responsabilidade cívica de contribuir para a construção de uma sociedade cuja evolução tenha entre os seus principais pilares o conhecimento científico, se demita de assumir publicamente uma posição sobre o Acordo Ortográfico de 1990 assente exclusivamente em critérios científicos.

 

Com o vil argumento de não pretenderem fazer política - a ACL não é contra o AO90 e, aparentemente, nem se reconhece com legitimidade para poder sê-lo!... Santa paciência... foram muitos anos de salazarismo ... - acabam precisamente a fazer política, mas pela via mais infame: respeitando servilmente os poderes instituídos e os poderes fácticos, caucionam ignobilmente com a falsa chancela da ciência o mais violento e atroz atentado alguma vez cometido pelo Estado de uma nação soberana contra a sua própria língua.

 

A Academia de Ciências de Lisboa está, politicamente, de acordo com este assassinato irresponsável e doloroso do património maior de um povo, dispondo-se, apenas, a propor paliativos em vez de, com a coragem que se impunha, almejar erradicar a doença.

 

Tudo em nome de um projecto absurdo de unificação e uniformização da língua portuguesa no mundo, castrador da evolução natural e orgânica da diversidade geográfica dos falares lusófonos. Em nome de um tenebroso empreendimento orwelliano de empobrecimento coercivo da língua - coisa que os anglo-saxónicos, espanhóis e franceses tiveram a sabedoria e o bom senso de jamais tentar pôr em prática.

 

É uma espécie de imperialismo ao contrário, ditado pelos mesquinhos interesses de uma ou duas editoras portuguesas, posto em marcha por governantes acéfalos e ignorantes, gente sem visão nem sentido de Estado, notavelmente apoiada, à época, por todos os representantes eleitos pelos cidadãos deste país assim tristemente entregue em imundas mãos.

 

Face à cobardia e/ou ao comprometimento das instituições e individualidades nacionais de quem se esperaria outra independência e integridade moral e intelectual perante esta guerra desencadeada de forma brutal contra a língua de Pessoa e Camões, de Eça e Saramago, de Torga e Vieira e de outros ilustres embaixadores da Pátria maior que é o Português, guerra pusilânime que tomou como reféns e arautos involuntários da 'novilíngua' as nossas crianças e jovens, só nos resta, cidadãos comuns, tomar em mãos a tarefa de salvar a língua portuguesa da tragédia que se anuncia.

 

Com este inominável acordo, não estamos apenas a importar uma grafia estrangeira que reflecte uma fonética que nos é estranha, que incorpora uma História que não é a da nossa língua.

 

Com este acordo, estamos a garantir que no prazo de duas gerações se concretize a importação e assimilação dessa fonética que não é a nossa. Ou seja, a adulteração inorgânica e artificial, mas que será real, da língua portuguesa falada, e não apenas escrita, em Portugal.

 

Não podemos deixar morrer o Português às mãos da triste e fraca gente que nos governa e governou. É um dever patriótico. É um dever moral, de cidadania, por respeito aos nossos antepassados, mas, principalmente, por respeito pelas gerações vindouras. É um imperativo histórico, de combate a esta afronta fascizante ao povo português, mas também aos povos de Angola, de Moçambique, de Cabo Verde, de Timor, da Guiné, de São Tomé e Príncipe, do Brasil.

 

A língua é a manifestação maior da civilização humana. Tem vida, evoluiu, cresce, ramifica-se, diverge, mistura-se com outras línguas, gera novas línguas. Morre. É História. É quase Biologia. Não precisa de iluminados, oportunistas e neocolonialistas (neste caso, com papéis invertidos), auto-empossados ditadores da história futura, inteligências menores arrogadas em senhores do destino de um mundo que não lhes pertence.

 

Deixem em paz o Português do Brasil. Um dia já não será português, será outra coisa que a evolução histórica ditar, igualmente rica e tão nobre como o Português de Portugal, tão preciosa e respeitável como qualquer outra língua de outro lugar qualquer do mundo.

 

Já não falamos Latim! Mas deixem igualmente, em paz o Português de Portugal. Um dia, será, também diferente. E morrerá. Como qualquer outra língua. Mas não a matemos por decreto. Porque ainda está exuberante de vida. Porque está na boca, no pensamento, nos sentidos, na pena, na ponta dos dedos com que os nossos filhos riscam o ecrã do “tablet” e do telemóvel. Porque lhes está na alma. E há muito se entranhou na nossa.

 

Desobediência civil, massiva, activa, imperativa, ao criminoso acordo da vergonha. Pelos nossos filhos Pelos filhos deles. Não há legado maior do que a nossa língua. A Língua de Portugal.

 

VAMOS À LUTA!

 

Fonte:

https://www.facebook.com/sergio.marques.37266/posts/1044559192322071

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:32

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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016

EXIGIMOS A ANULAÇÃO DO AO90 EM NOME DAS CRIANÇAS PORTUGUESAS

 

Andam por aí a correr umas notícias que, apesar de parecerem boas, não soam bem…

 

A ACL (Academia das Ciências de Lisboa) veio a público dizer que quer apresentar, ainda este ano, um “estudo para aperfeiçoar o AO90”. Aperfeiçoar o imperfeiçoável para quê?

 

A APP (Associação de Professores de Português) veio logo dizer que aceita uma “revisão ligeira” do AO90, mas não a sua anulação. Revisão ligeira de algo que não tem pernas para andar?

 

A ANPROPORT (Associação Nacional de Professores de Português) por sua vez diz que a “revisão do AO90 é bem-vinda”. Nenhuma revisão é bem-vinda. Apenas a anulação deste aborto é bem-vinda.

 

AOCRIANÇAS.png

Origem da imagem: Internet

 

Ora tudo isto seria interessante se o AO90 tivesse pernas para andar.

 

Mas, como sabemos, o AO90 é a maior fraude política de todos os tempos, e assenta em interesses político-económicos obscuros, e numa atabalhoada e aparvalhada visão do que é uma Língua Culta.

 

Esmiucemos o que diz a APP:

 

«A presidente da Associação de Professores de Português (APP), Edviges Antunes Ferreira, afirma que aceita uma “revisão ligeira” do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), “para não trazer tantos prejuízos, mas nunca anular o AO90”

 

Para não trazer tantos prejuízos a quem, senhora Edviges?

 

«Relativamente ao regresso de algumas consoantes mudas, Edviges Ferreira foi clara: “nós não concordamos; é muito mais simples escrever conforme falamos do que estarem a perceber ou a decorar, principalmente depois de ter abolido e estar a escrever de uma determinada forma, estar a voltar atrás”.

 

Não admira que o Português ande tão de rastos. Se a senhora disse isto assim tal e qual, não estará tudo dito?

 

Vamos lá a ver, senhora Edbiges (é assim que se fala no Porto, logo deverei escrever assim), se é mais simples escrever conforme falamos, deitemos ao lixo as gramáticas, e ensinemos às crianças o alfabeto, depois a juntar as letras e depois que escrevam conforme falam. E teremos uma Torre de Babel no nosso minúsculo país, que de terra, para terra, fala-se de modo diferente.

Cá para os meus lados diz-se ceboles e batates.

Mais ao sul, dizem se nan qerem ir nan van.

Ao norte, bai-se de calqer jeitu.

Em Lisboa paceiase à bâira riu.

 

A senhora Edbiges parece não ter andado na escola, e não aprendeu a decorar. Todos nós decorámos tudo e cantávamos todos os rios e seus afluentes e linhas de comboios, e montanhas e mais tantos outros saberes, apenas com 8/9 anos. Só os menos dotados intelectualmente é que se atrapalhavam.

 

Não é desse tempo a senhora Edbiges.

 

A senhora referiu ainda que «observando as contestações ao AO90, o nível etário das pessoas é bastante elevado, em média, o que significa que há sempre aquelas vozes, que são os ‘Velhos do Restelo’, que tudo que seja mudança, não a vêem com bons olhos».

 

Como disse senhora Edbiges?

 

«Velhos do Restelo»?

 

Não sei se a senhora ensina crianças, se ensina, pobres crianças.

 

A senhora conhece a expressão “Velhos do Restelo”, mas não sabe aplicá-la.

 

Nesta jornada anti-AO90, existem muitos jovens, que de velhos do restelo nada têm. O que têm é bom senso e amor à sua Língua Materna, e sabem distinguir o trigo (a Língua Portuguesa) do joio (a ortografia abrasileirada que dá pelo nome de AO90).

 

É mais fácil dizer às crianças: escrevam como falam, do que lhes ensinar as regras gramaticais. Não é? Ensinar dá muito trabalho. Mas se ganhamos salários é para ensinar, não é para fazer-de-conta-que-ensinamos.

 

Defensores da anulação do AO90 rejeitam propostas de revisão

 

Os defensores da anulação (não se diz “revogação” porque não podemos revogar algo que não existe, é ilegal) do Acordo Ortográfico de 1990, entre eles o jurista Ivo Miguel Barroso, consideram que as posições “revisionistas” do AO90 “são de rejeitar”.

 

Porquê?

 

As razões jurídicas apresentadas por Ivo Miguel Barroso:

 

«O destino adequado para o AO90 é o caixote do lixo.

 

 

Quem conhece o Direito dos Tratados sabe perfeitamente que, se o AO90 é para ser revisto, é necessário que haja uma alteração do teor do Anexo I e II (Bases e Nota Explicativa). Ou seja, tal implicaria um novo Tratado ou uma revisão do mesmo entre todos os Estados da CPLP, no sentido de alterar o Anexo I do AO90.

 

Ora, para que isso suceda, é necessário que todos os Governos dos Estados assinem; e que, depois, o novo Tratado seja ratificado internamente. Por outro lado, tal propósito de revisão significaria que pelo menos parte das normas do AO90 não seriam para cumprir».

 

Outras razões razoáveis:

 

Não queiram atribuir às crianças a PARVOÍCE dos adultos.

 

Colocam as crianças como escudo, para não terem de retroceder e anular o aborto.

 

No entanto é preciso ter em conta o seguinte: se as crianças conseguem aprender facilmente o Inglês, cujo léxico inclui tantas consoantes mudas, poderão mais facilmente aprender o Português que tem algumas, mas não tantas, como a língua de Shakspeare (ou deverei escrever Xeikcepiâr?

 

Se elas conseguem aprender a escrever THOUGHT, mais facilmente aprenderão a escrever ACTO ou ACÇÃO. Porque sem o , estas palavras terão de ser escritas assim: ÁTO e ÁÇÃO. Ou então atirem com a Gramática ao lixo.

 

Está provado cientificamente que o cérebro das crianças é como uma esponja: absorve tudo com muita facilidade, porque ainda está vazio de conhecimentos (isto dito assim para que todos entendam). Aprendem e desaprendem com uma perna às costas, sem a mínima dificuldade.

 

Para as que já aprenderam a língua mutilada, vai ser muito simples desaprendê-la, e reaprender a verdadeira Língua Portuguesa, acompanhada pela Gramática, até porque, muitas estão também a aprender a Língua Inglesa, e para elas é estranho escrever-se , em inglês, por exemplo direCtor e em português diretor (e atenção, que neste caso deve ler-se dir’tor). O abre o E, se no há deve escrever-se dirÉtor.

 

Vou aqui repetir algo, que já escrevi muitas vezes, para que se saiba que uma criança não é a estúpida que os adultos, nomeadamente os professores menos dados a “esforços extras”, dela pretendem fazer: eu viajei para o Brasil com dois anos, e aos seis, lá aprendi a ler e a escrever o Português mutilado; aos oito anos tive de regressar a Portugal, e cá tive de reaprender a língua culta (era o que me diziam) tal como deve ser. E simplesmente APRENDI, sem a menor dificuldade. Aos catorze anos, de volta ao Brasil, tive de DESAPRENDER a minha Língua Materna e regressar à língua mutilada. Sem problemas.

 

Aos vinte anos deixei o Brasil definitivamente e fui estudar para Coimbra, e lá tive eu de abandonar a língua mutilada, e fixar-me na minha adorada Língua Materna, que aprendi a amar com a leitura dos nossos clássicos, e hoje defendo-a com as garras de fora.

 

E por aqui me fico, dizendo que o AO90 nada tem para rever.

É lixo ortográfico que deve ser incinerado como lixo altamente tóxico.

 

Isabel A. Ferreira

 

(Os textos completos das notícias, em que me baseei, podem ser lidos nestes links):

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/reversao-do-acordo-ortografico-associacao-de-professores-de-portugues-so-aceita-revisao-ligeira

 

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/associacao-nacional-de-professores-de-portugues-diz-que-as-pessoas-nao-conseguem-cumprir-novo-acordo-ortografico

 

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/defensores-da-revogacao-do-novo-acordo-ortografico-rejeitam-propostas-de-revisao

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:31

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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2016

A ANPROPORT (ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PROFESSORES DE PORTUGUÊS) PRETENDE FIM DO AO90 NAS ESCOLAS

 

ESCOLA.png

Origem da imagem: Internet

 

Com o objectivo de pôr fim ao AO90 nas escolas, a Associação Nacional de Professores de Português (Anproport) com a colaboração do grupo “Cidadãos contra o Acordo Ortográfico de 1990”, constituído na rede social Facebook e que já tem mais de 30 mil membros, avançou com uma acção no Supremo Tribunal Administrativo, a impugnar a resolução do Conselho de Ministros 8/2011, que mandou aplicar nas escolas o Acordo Ortográfico de 1990.

 

E muito bem. Até porque é um crime enganar as crianças que não têm como defender-se da imposição de um ensino mutilado da própria Língua Materna.

 

E se houver bom senso, racionalidade e intenção de repor a legalidade e cumprir o que está consignado na Constituição da República Portuguesa, nomeadamente, no Artigo 11º, alínea 3, que diz respeito aos símbolos nacionais e língua oficial: «A língua oficial é o Português» (não é o acordês), as escolas podem deixar de ter de ensinar a Língua Portuguesa, segundo um acordo que não é legal.

 

Artur Magalhães Mateus, jurista e primeiro autor da acção, explicou à agência Lusa que, caso a acção vingue, o AO90 continua, mas deixa de ser imposto, não será vinculativo. E o responsável acredita que, não sendo vinculativo, em pouco tempo será esquecido.

 

No passado mês de Maio os mesmos autores apresentaram uma outra acção, no sentido de que fosse anulada a norma jurídica que aplica o AO90 que, como já foi provado em livro, é ilegal, e se não estou enganada, ainda se aguarda por uma resposta. Em Portugal é tudo tão lento....

 

Artur Magalhães Mateus referiu ainda que esta acção «segue-se a outras intentadas na administração pública com o mesmo objectivo, bem como a apresentação de petições”, e recolha de assinaturas para um referendo sobre a matéria.

 

Questionado sobre se uma nova mudança na forma de escrever não poderia vir a confundir os alunos o jurista assegurou que: “Regressar a uma grafia correcta e não responsável por novos erros é sempre positivo. Quando foi feita esta resolução do Conselho de Ministros, também ninguém questionou se seria penoso para as crianças”.

 

E eu posso garantir, por experiência própria, que uma criança desaprende tão facilmente como aprende. Foi isso que fiz quando tive de aprender e desaprender a Língua nas versões brasileira e portuguesa, na infância, adolescência e juventude, por viajar de Portugal para o Brasil, e do Brasil para Portugal, várias vezes. Uma criança aprende tudo, porque tem o cérebro ainda bastante disponível.

 

Ainda de acordo com o jurista, a vantagem da mudança é uma grafia “muito mais lógica, mais fácil de aprender e que não causa erros como a de agora”, tanto mais que, com o AO90, há palavras que estão a ser escritas e acentuadas de forma errada.

 

Acrescente-se que foi José Sócrates o grande responsável pela imposição desta mixórdia ortográfica, sem ponta por onde se lhe pegue, através da resolução do Conselho de Ministros 87/2011, do XVIII Governo Constitucional, por ele liderado, daí este acordo ser também conhecido em Portugal por “socratês”, e que o mandou aplicar no sistema de ensino no ano lectivo de 2011/2012.

 

Para que se entenda toda esta “ondulação forte” ao redor do AO90, recomendo vivamente a leitura do livro do Embaixador Carlos Fernandes «O Acordo Ortográfico de 1990 Não Está em Vigor - Prepotências do Governo de José Sócrates e do Presidente Cavaco Silva», publicado em Abril/2016, pela Guerra & Paz.

 

Creio que este livro não foi lido por nenhum actual governante português, desde o PR ao mais apagado deputado da Nação, passando pelo PM, e alguém ligado aos tribunais. 

 

Creio… porque se os actuais governantes portugueses e esses “alguéns” ligados aos tribunais o tivessem lido (como é obrigatório ler) neste momento (Novembro de 2016) já este acordo estaria atirado ao lixo e no novo ano escolar de 2016/2017, as nossas crianças já não teriam de levar na cara com este pano encharcado de água choca.

 

Porque, este livro prova com todas as letras, que o AO90 é ilegal, não está em vigor em Portugal e que os nossos governantes andam a brincar connosco, mas pior do que brincar com os Portugueses é ENGANAR as nossas crianças, e se isto for bem esmiuçado, até poderia ser alvo de um processo-crime.

 

Por que não?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:49

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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2016

A FESTA DO LIVRO NO PALÁCIO DE BELÉM SERVIU A QUEM?

 

A ideia da Festa até não foi má.

Mas ficaram no ar algumas perguntas.

 

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Marcelo na Festa do Livro de Belém. Foto: José Sena Goulão/Lusa

Origem da imagem: http://rr.sapo.pt/noticia/62702/marcelo_recapitalizacao_resolve_problema_da_caixa

 

De quem foi realmente a ideia?

 

A “festa” serviria aos Autores Portugueses que estão a fazer um bom trabalho para manter a Língua Portuguesa na sua versão culta, desacordizada, ou aos editores acordistas que, não estando a vender os livros que editaram na versão inculta da língua acordizada, “mexeriam uns pauzinhos” no sentido de se fazer uma “festa” em Belém para poderem “despachar” os livros que estão encalhados?

 

Conseguiram alcançar esse objectivo?

 

Pelo que se consta, não.

 

A maioria das pessoas que foram à “Festa” do livro, disse que foram lá para ver os jardins e, claro, como não podia deixar de ser, ver também o presidente.

 

Os livros para a infância (que querem aliciar para o AO90) eram em número esmagador.

 

Estão a tentar despachá-los às inocentes crianças, que andam baralhadas com esta coisa da língua… As Avós oferecem-lhes livros em boa Língua Portuguesa. Em algumas (felizmente não todas) escolas ensinam-lhes um português mutilado… Em que ficamos?

 

Nas feiras do livro que pululam por aí, as edições infantis em acordês são mais que muitas, mas ficam por vender. Foi o que me disseram.

 

É que o mercado livreiro em Portugal está mau. Está péssimo.

 

É que, felizmente, cada vez mais, os Portugueses se recusam a comprar livros mal escritos.

 

E as novas edições em acordês, dos nossos clássicos (que nunca escreveriam fato por facto) estão todas encalhadas também.

 

Há que pôr termo a este descalabro.

 

Querem vender livros?

 

Apresentem-nos livros escritos em bom Português, ou seja, na versão culta da Língua Portuguesa. A Oficial. Não a ilegal, que anda por aí com o nome de AO90.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:01

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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016

UMA LIÇÃO EM BOM PORTUGUÊS

 

É urgente desenvolver uma Cultura Crítica. Se ela já existisse em Portugal, o AO90 não teria sido implantado assim tão servilmente...

 

Mas os que não a têm… ainda vão a tempo…

 

Por favor, reflictam nisto...

 

CULTURA CRÍTICA.jpg

 

«É URGENTE DESENVOLVER UMA CULTURA CRÍTICA DESDE A INFÂNCIA»

 

Texto de Maria João Gaspar Oliveira

 

«Não ensinar uma criança a questionar o que lê, é levá-la a um nivelamento por baixo, relativamente ao conhecimento, bloqueando, assim, a sua percepção crítica da realidade. E fica à mercê de influências castradoras, que a impedem de pensar por si própria, e de descobrir a força transformadora do questionamento e da investigação (uma força que não pode, que não deve ser travada).

 

Por isso, Matthew Lipman, um educador norte-americano com formação filosófica, criou um Programa de Filosofia com crianças, que alcançou um enorme sucesso em mais de trinta países, e que as leva, precisamente, a questionar o que lêem, com entusiasmo, e a pensar também a partir das suas próprias experiências quotidianas.

 

Conheci este método em Lisboa, onde assisti a aulas de filosofia com crianças, a partir dos cinco anos. E fiquei maravilhada perante as questões que elas levantavam, manifestando já uma surpreendente capacidade (que falta a muitos adultos...) de questionação e de problematização de tudo o que as rodeava!

 

Além disso, é preciso que a criança aprenda a questionar "o que está ouvindo e o que está vendo na TV", como disse o amigo Gonçalo Sousa, no seu mural, até porque a televisão, rendida ao poder das audiências e à lógica do lucro, tem esquecido a sua função cultural e educativa.

 

É este o caminho. Se a maioria dos portugueses tivesse tido acesso ao desenvolvimento do gosto pela leitura, e à autonomia do pensar, dos cinco ou seis anos, até ao termo da escolaridade obrigatória, jamais cairia na teia das ideias imutáveis e das mentiras manipuladoras, saberia avaliar o "desempenho" e o carácter dos políticos, saberia encontrar soluções para o estado a que chegámos... E, o dia 4 de Outubro, seria uma espécie de vela na escuridão em que nos encontramos. Não iríamos querer "mais do mesmo". A mudança seria possível, finalmente

 

Maria João Gaspar Oliveira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:03

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Segunda-feira, 16 de Maio de 2016

A NEGLIGÊNCIA NA LÍNGUA E NA ESCRITA É PRINCÍPIO DA DECADÊNCIA DE UM PAÍS

 

«Se tivermos presentes os inúmeros exemplos da aberração, mais do que documentada, do Acordo Ortográfico, estas rápidas considerações que fiz deviam bastar para se ter consciência da monstruosidade que foi fabricada, decidida e tão célere e surdamente imposta.»

 

Excelente texto para ler e reflectir.

 

DECADÊNCIA.jpg

(Origem da imagem: Internet)

 

Texto de Guilherme Valente

 

A escrita não é uma arbitrariedade. Tem uma lógica, uma história, uma função, valor e importância inestimáveis.

 

"Patriotismo é o amor pela nossa Terra. Nacionalismo é o ódio à Terra dos outros” Romain Gary

 

"É sempre um défice de pátria que atiça o nacionalismo, nunca um excesso" Pascal Bruckner

 

  1. A escrita não é “uma mera representação do idioma” (1). Nem é uma arbitrariedade. Tem uma lógica, uma história, uma função, valor e importância inestimáveis.

 

A gramática, a sua nomenclatura e terminologia também não podem ser o tricot com que os nossos linguistas alteraram recorrentemente os programas de Português. Talvez para fazerem passar por avanços de ciência o que na realidade não o é.

 

Mas a gramática e a sua nomenclatura têm também uma lógica e uma história.

 

Do mesmo modo que os Jerónimos ou a Batalha também não são a construção de lego com que uma criança possa brincar, ou mamarrachos que se possam alterar ou destruir à vontade. Nem a obra Os Maias pode ser trocada por uma versão facilitista, idiota dela. De facilitismo em facilitismo, de simplificação em simplificação, é inteligência que se atrofia e que matam.

 

A língua, organismo vivo, enriquecível pela interacção inevitável das culturas, não deixa de ser por isso a herança matricial que é, que tem de ser cuidada, ensinada e amada - escola é, sempre, a palavra-chave.

 

Por isso, a escrita, que reflecte essa natureza da língua, pode e deve ser actualizada. Mas no seu tempo e com critério, tocando-se nela com precisão cirúrgica, sem ferir a sua lógica, sem quebrar o fio agregador da sua origem e da sua história. Porque tal como todos os outros elementos que referi, tal como a História, é constitutiva e constituinte duma identidade humana, que é, na sua universalidade, singular. Porque tudo o que somos, pensamos ou fazemos é resultado duma cultura, isto é, "duma compreensão do mundo historicamente adquirida". Que devemos assumir e de nos devemos orgulhar.

 

  1. Se tivermos presentes os inúmeros exemplos da aberração, mais do que documentada, do Acordo Ortográfico, estas rápidas considerações que fiz deviam bastar para se ter consciência da monstruosidade que foi fabricada, decidida e tão célere e surdamente imposta.

 

Tão célere e surdamente que se impõe a pergunta metódica que deve ser colocada quando, entre nós, algo é decidido e imposto tão célere e surdamente: que interesses beneficiou este AO?

 

Devo declarar que muito boa gente lutou por este AO por muito boas razões, sobretudo de política cultural e mesmo económica, designadamente as relações, de vária natureza, com o Brasil, e a valorização da língua portuguesa na comunidade internacional. Na minha opinião, contudo, que os factos confirmam, não era correcta a avaliação que fizeram. E essas bem-intencionadas razões não deviam ter ignorado o desiderato que acima formulei.

 

  1. Na verdade, depois de tudo o que recorrentemente foi sendo imposto na Educação, este AO era, e continua a ser na escola, a bomba atómica que faltava. Que ainda faltava, depois da mediocrização dos programas de Português, da liquidação da História e dos seus protagonistas, da ignorância das datas, do desaparecimento da Geografia, da estigmatização da literatura, da desvalorização do conhecimento substantivo e da cultura (colocaram a palavra entre aspas e estigmatizaram-na chamando-lhe "erudita"), depois da dissolução ou relativização de tudo o que nos torna Portugueses e, sem contradição, cidadãos do mundo.

 

Cidadãos do mundo, porque amar a nossa Terra não é incompatível, bem pelo contrário, com o sonho empolgante de podermos contribuir, com a oferta do que conseguirmos ser, da nossa diferença, para o progresso de todas as nações.

 

Argumentou Henrique Monteiro, no Expresso, que muitos milhares de miúdos já aprenderam as novas regras. Diz isso porque não tem reparado como escrevem hoje os alunos e... muitos professores. E está a esquecer os milhões de portugueses que não as aprenderam e nunca aprenderão. E se muitos miúdos as aprenderam, estão na idade perfeita para aprenderem o que deve ser ensinado.

 

Um dos danos mais profundos e irreversíveis deste AO, tal como acontecera com as sucessivas alterações absolutamente gratuitas na nomenclatura e na terminologia da gramática, foi separar os pais dos filhos, foi impedir que os apoiassem no estudo do Português. Como me aconteceu a mim há trinta e tal anos.

 

  1. Não há Nação sem língua, sem escrita, sem escola. Sem memória, sem História, sem afectos. Que só o conhecimento pode gerar. Sem herança imaterial e material, que se ensine e se aprenda a reconhecer, a compreender, a valorizar criticamente, a continuar. A amar.

 

Não se “nasce” português, ou francês, ou chinês, qualquer um de nós, ser biológico, poderia ter nascido num lugar qualquer. E seria desse lugar. É-se verdadeiramente português, mais português, por se querer ser Português. Wenceslau de Moraes, por exemplo, escolheu ser japonês, e foi tão japonês, mais japonês, seguramente, do que muitos japoneses. Portugueses de Macau, como eu os conheci, mesmo sem nunca terem vindo a Portugal, são mais portugueses do que inúmeros cidadãos portugueses que aqui nasceram, cujos antepassados viveram desde sempre em Portugal.

 

Apagamento da História que foi fazendo com que as gerações que começam hoje a chegar aos 50 anos vivam, na generalidade, sem dimensão do passado, por isso sem sentimento do futuro. Num eterno presente em que só o egoísmo pode dominar.

 

  1. Atente-se na língua e na escrita que cada vez mais frequentemente se ouve e se lê, em que tantas vezes se diz e se escreve exactamente o contrário do que se queria transmitir, na comunicação social ou nas universidades.

 

"A minha pátria é a língua portuguesa", escreveu Pessoa. Neste sentido parece estarmos a tornar-nos rapidamente apátridas.

 

A negligência e a arbitrariedade com que se trata a língua e a escrita são o primeiro sinal da decadência de uma cultura e de uma nação.

 

Mas tudo depende da inteligência e da vontade dos homens. Por isso estou certo que Portugal será esse País por tantos de tantas gerações sonhado. Por isso combati persistentemente contra as ideias e os actos que livre e convictamente considerei adiarem esse desígnio, bem ao alcance dos Portugueses, não tenho dúvidas. Para que também nós, Portugueses, participemos de novo no destino de conhecimento e solidariedade que tem de ser o destino do Homem.

 

(1) Henrique Monteiro, Expresso, 7/5/16.

P.S.: Gosto muito de me ver representado pelo actual PR. O que não impede, naturalmente, que não subscreva a sua decisão de só intervir na questão do AO se este não obtiver a aprovação dos países que o não aprovaram.

 

Editor da Gradiva

Fonte:

https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/a-negligencia-na-lingua-e-na-escrita-sao-principio-da-decadencia-dum-pais-1731784?page=-1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:14

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Quinta-feira, 5 de Maio de 2016

DESMISTIFICANDO A IDEIA DA IRREVERSIBILIDADE DO AO/90

 

Para os que acham que não se pode voltar atrás, porque muitas crianças, adolescentes e jovens já aprenderam a escrever segundo o AO/90.

 

Não queiram rotular as nossas crianças de “mais estúpidas” do que as das gerações anteriores.

 

termodinamica-flecha_do_tempo[1] AO.jpg

 

Eu passei a minha infância, adolescência e juventude entre o Brasil e Portugal e, de todas as vezes que mudava de país, tinha de REAPRENDER a língua.

 

E não sendo mais DOTADA do que a mais comum das crianças portuguesas do século XXI, não vejo que estas possam ter a mínima dificuldade em desaprender o AO/90 e aprender a escrever correctamente a sua Língua Materna.

 

Se eu consegui, qualquer criança consegue…

 

E não me fez qualquer mossa. Pelo contrário, aprendi tanto, mas tanto sobre a Língua Portuguesa nas duas versões (a original e a desviada) que hoje (e que me perdoem os meus irmãos brasileiros) tenho aversão ao AO/90, quase por instinto.

 

Além disso, continuar no erro trará mais prejuízo para o futuro, do que se se recuar e atirar ao lixo esta vergonhosa maneira de escrever mal o Português.

 

Sejamos racionais.

 

Se alguém tem de perder alguma coisa, que sejam os culpados do crime de lesa-língua e de lesa-pátria (os responsáveis pela desintegração da Língua Portuguesa), e não as crianças, os adolescentes e os jovens portugueses que estão a ser vilmente enganados.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:09

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Sábado, 30 de Abril de 2016

…PORQUE O QUE ANDA POR AÍ… É UMA VERGONHOSA MANEIRA DE ESCREVER…

 

Soube que o presidente da República pretende reabrir o debate sobre o Acordo Ortográfico de 1990

 

Só quero chamar a atenção para o facto de que quando alguém tem a intenção de resolver um problema, resolve-o, não o adia, através de debates inúteis, porque é chover no molhado, é malhar em ferro frio, é repetir tudo o que já foi dito e redito. É perder tempo, e urge acabar com esta farsa, porque as crianças, que estão a ser enganadas, não merecem que as enganem per omnia saecula saeculorum…

 

CALENDÁRIO.png

 

Origem da imagem: Tradutores contra o Acordo Ortográfico

 

Marcelo Rebelo de Sousa visitará Moçambique. E Moçambique, porque preza a língua que adoptou oficialmente, não ratificou, e muito bem, algo que é irratificável. Impraticável.

 

Marcelo diz querer relançar o debate sobre um acordo que mereceu o desacordo de todos os países lusófonos (exceptuando o Brasil, de onde partiu esta triste ideia).

 

Pedro Mexia, consultor cultural do PR, comentou que Marcelo Rebelo de Sousa tem recebido mensagens de cidadãos e instituições a contestar o acordo e que, caso Moçambique e Angola não o ratifiquem «impõem-se uma reflexão sobre a matéria, que é de competência governamental, mas o presidente não deixará de sublinhar a utilidade de reflexão».

 

Ora é mais do que evidente que essa reflexão já está mais do que feita.

 

O que é que andamos aqui todos a fazer, há tanto tempo?

 

Os maiores expoentes da Língua Portuguesa, brasileiros e portugueses, cidadãos comuns, professores, escritores e jornalistas não se têm cansado de expressar a repulsa que o AO/90 suscita, por estar assente exclusivamente em interesses económicos de editores e políticos pouco escrupulosos, de um e de outro lado do Atlântico, e ser uma autêntica aberração ortográfica.

 

Recordemos o vaivém de Marcelo Rebelo de Sousa: em 1991 foi contra o AO/90, mas em 2008, incompreensivelmente, ele que sempre lidou com a palavra escrita, manifestou-se a favor do dito acordo. Em 2014, nem foi “carne nem peixe”, admitindo na TVI, onde era comentador, que apesar de defender o AO, escrevia como sempre escreveu.

 

Durante a campanha eleitoral para PR, manteve o Português correcto. Contudo, não foi capaz de tomar uma posição pública que esclarecesse os portugueses quanto à sua posição.

 

Há pouco tempo, num ofício emanado da presidência da República, lê-se que “sem prejuízo de possíveis desenvolvimentos futuros, o presidente da República, como todas as instituições do Estado português, segue as regras do Acordo Ortográfico no exercício das suas funções”, ainda que ilegalmente e desrespeitando a Constituição da República Portuguesa.

 

Todos nós nos recordamos que MRS jurou, perante o País o seguinte: «Juro por minha honra desempenhar fielmente as funções em que fico investido e defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa

 

Pois sendo o AO/90 ilegal e inconstitucional, dizem os juristas, como poderá o presidente da República seguir as regras do acordo ortográfico sem desrespeitar a Constituição?

 

Congratulamo-nos que o presidente da República queira trazer à baila o acordo, mas esperamos que seja para propor ao governo a sua eliminação, sem mais demandas e demoras, pois urge repor a Língua Portuguesa nas escolas portuguesas, no funcionalismo público, nos órgãos de informação que se vergaram, sem pestanejar, ao lobby editorial, para que a língua retome a sua dignidade de língua europeia e culta.

 

Porque o que anda por aí… é uma vergonhosa maneira de escrever…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:19

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Quinta-feira, 28 de Abril de 2016

INQUÉRITO SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO

 

Anda a circular no Facebook, um Inquérito sobre o (mal dito novo, que não é novo) Acordo Ortográfico, proposto em acordês, cujo link deixo no final deste texto para quem (ainda assim) quiser responder.

 

«A aplicação do novo (!!!) acordo ortográfico em Portugal provocou críticas e um certo desagrado na opinião pública. Dê-nos a sua opinião». Foi o que fiz.

 

Seguem-se as perguntas, e aqui vos deixo as minhas respostas às questões essenciais, como se estivesse a atirar achas para uma fogueira, onde espero ver arder, até se desfazer em cinzas, esta alienada ortografia, denominada AO/90.

 

FOGUEIRA1.jpg

Fotografia original © J. MACHADO photography

 

P - Sentiu dificuldades ao adaptar-se às novas regras?

R - Não.

Não senti a mínima dificuldade, porque não aplico um acordo que não está em vigor, é ilegal e inconstitucional, e ainda que fosse legal nunca o aplicaria, porque é um autêntico aborto ortográfico, sem o mínimo fundamento linguístico.

 

P - Concorda com a aplicação do novo acordo ortográfico?

R - Não.

Não concordo com a aplicação deste AO porque, como já disse, é um autêntico aborto ortográfico, sem pés nem cabeça, engendrado, sem qualquer fundamento linguístico, para encher os bolsos de editores e de políticos corruptos.

 

P - Continua a escrever como fazia antes do acordo?

R – Sim.

Obviamente que continuo a escrever segundo as alterações de 1945, cientificamente fundamentadas, e não segundo este AO/90, por não lhe reconhecer legitimidade, e nem sequer estar em vigor. E mesmo que estivesse em vigor, recusar-me-ia a aplicá-lo por ser num autêntico aborto ortográfico (repito), por não ter pés nem cabeça.

 

P - O novo acordo veio afetar a língua portuguesa:

R – Negativamente.

Apesar de desconhecer o significado de "af'tar", o acordo (que não é novo e é ilegal) só está a ser aplicado pelos ignorantes, pelos pouco esclarecidos, pelos medrosos, pelos acomodados, pelos comodistas e pelos lacaios do Poder, que está a vender Portugal ao desbarato.

Deste modo, quem o aplica só está a gerar confusão e a arrastar na lama a Língua culta e europeia, que é a Portuguesa.

 

P - O português de Portugal (o berçário da língua) perdeu de certa forma a sua identidade com este acordo!

R – Concordo.

Vou concordar, porque apesar de a pergunta ser descabida, o Português de Portugal (de onde mais poderia ser?) ao ser aplicado na versão AO/90, que mais não é do que o abrasileiramento da língua, perderá, não de certa forma mas obviamente, a identidade portuguesa,   perderá a sua raiz culta e europeia, além de ser um INSULTO a todos os Brasileiros e Portugueses cultos.

 

P - O acordo veio unir ainda mais os países lusófonos na língua comum!

R – Discordo.

O acordo não veio unir coisa nenhuma, até porque não está a ser aplicado em todos os países de Língua Portuguesa. Apenas o Brasil e Portugal (por interesses económicos) estão a fazer uma tentativa ILEGAL de o impingir ao povo que, maioritariamente, o rejeita com grande repulsa.

E apenas os idiotas cairão neste conto do vigário chamado “união”.

 

P - Uma língua está sempre em constante evolução, como prevê o futuro da língua portuguesa?

R - Uma língua até pode estar em constante evolução, mas EVOLUÇÃO não é sinónimo de MUTILAÇÃO, e o que o AO/90 propõe é a mutilação da língua, para facilitar a aprendizagem dos que têm dificuldades intelectuais para aprendê-la, portanto, prevejo que o futuro da Língua Portuguesa seja muito melhor, livre desta praga do AO/90 que castra as palavras, e que por ser um aborto, não é de todo viável.

 

P - Esteja à vontade para opinar mais sobre este assunto

R - O que tenho a acrescentar sobre este assunto é que assim como o pior cego é aquele que não quer ver, o pior ignorante é aquele que faz da ignorância uma opção.

 

Ora sendo este AO/90 um produto oriundo da mais profunda ignorância da Língua, sendo ele ilegal, e estando mais do que fundamentadas as suas incongruências, pelos mais abalizados e cultos mestres da Língua Portuguesa, e por juristas que sabem de leis, é da ignorância continuar a insistir na aplicação ilegal de um acordo que tem mais de desacordo do que de acordo, e é do foro da própria ignorância.

 

Além disso, há as crianças, que estão a ser enganadas na sua aprendizagem da Língua Materna.

 

E isto não configurará um crime de lesa-direito a um ensino de qualidade?

 

Link para o Inquérito:

https://docs.google.com/forms/d/1mPi0o9r9tyO4JciBpjf8PUSPqLhk_bNkbUTLqxSCvkU/viewform

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:58

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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