Quarta-feira, 10 de Maio de 2017

SANTOS SILVA DIZ QUE SE CELEBROU O DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA, MAS NÃO É VERDADE

 

 

Foi no passado dia 5 de Maio. Já não no dia 10 de Junho, porque as coisas mudaram, e a Língua já não é a de Camões.

 

Numa linguagem mutilada, sul-americanada, o ministro dos Negócios (dos) Estrangeiros, Augusto Santos Silva, escreveu um artigo de opinião no DN, sob o título “No dia da língua portuguesa”, algo que envergonha o Estado Português, os Portugueses e todos aqueles que amam a verdadeira Língua Portuguesa.

 

E o Instituto Camões insulta o poeta que lhe deu o nome.

E a CPLP faz-de-conta que é uma comunidade lusófona.

 

E todos juntos são a vergonha de Portugal, e querem fazer-nos de parvos.

5 de maio.png

 

Propus-me reescrever o vergonhoso texto escrito pelo nosso ministro, que anda por aí, subservientemente, a vender a Língua Abrasileirada como sendo Portuguesa.

 

Eis o que o ministro, dada a circunstância caótica em que se encontra a Língua Oficial de Portugal, a Portuguesa, consignada na Constituição da República Portuguesa, devia ter escrito, se fosse realmente Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, e pugnasse pelos interesses do país que diz representar, mas não representa. Com o que escreveu, enganou o mundo.

 

Aqui deixo o link do vergonhoso texto original (mal) escrito pelo nosso ministro socialista:

http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/convidados/interior/no-dia-da-lingua-portuguesa-7207190.html

 

Eis a versão que o ministro português deveria ter escrito:

 

Hoje (dia cinco de Maio – e não maio) decorrem iniciativas sobre a língua abrasileirada ou brasileirês, imposta em Portugal pelo governo PS, organizadas ou apoiadas pelo Instituto Camões (que deve mudar o nome para Instituto Manoel de Barros, que Drumond considera o maior Poeta brasileiro) em várias dezenas de países. Por exemplo: em Roma, Rabat e Colónia têm lugar jornadas de estudo em Brasileirês; em Xangai, começa o Mês de Documentários também em Brasileirês; em Havana, inaugura-se o I Festival de Cinema no idioma que no Brasil substituiu a Língua Portuguesa; na Feira do Livro de Bogotá, hoje (dia 5 de Maio) será a Tarde Abrasileirada; e em Tbilisi (Geórgia) e Montevideu terminam programas multidisciplinares em torno dessa língua fabricada no Brasil. Se contarmos também as iniciativas que têm lugar em dias próximos, elas somam, este ano, 210 acções (e não ações (leia-se âções) como escreveu Santos Silva), em 49 países diferentes, de todos os continentes.

 

Isto sucede porque, desde 2009, o 5 de Maio foi escolhido como Dia da Língua Abrasileirada ou Brasileirês e da InCultura na CPLP, porque as coisas mudaram e a língua já não é a de Camões, e a Cultura também não, tendo sido bastamente desvirtuada. Queremos descelebrar, com ele, quatro atributos essenciais a uma língua, que já não é a Portuguesa e deixou de ser língua, para ser um patoá.

 

O primeiro, é que é um dos factores (e não fatores (leia-se fâtores) como escreveu Santos Silva) principais de desagregação da identidade nacional de cada um dos países em que a língua abrasileirada é língua materna (isto é, apenas no Brasil e para o subserviente governo português e seus lacaios) e língua estrangeira em Cabo Verde; sendo a verdadeira Língua Portuguesa, língua segunda ou terceira em São Tomé e Príncipe, e língua oficial ou uma das línguas oficiais nos restantes países lusófonos, nomeadamente Angola e Moçambique.

 

O segundo, é que é o traço mais sólido que desune as nações lusófonas e a comunidade de países que decidiram (e mal) constituir a CPLP), que já não é CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa - porque apenas os países africanos de expressão portuguesa a adoptam, à excepção de Cabo Verde.

 

O terceiro é que já não é uma das grandes línguas globais do nosso tempo, policêntrica e pluricontinental, (o Vaticano, por exemplo, já a excluiu); já não é a terceira língua indo-europeia mais falada em todo o mundo, porque simplesmente deixou de ser indo-europeia, para ser sul-americana, a tal “língua” mais falada no hemisfério sul, que se confina ao Brasil e aos brasileiros, e a uns tantos estrangeiros a quem impingem gato por lebre.

 

E o quarto, é que deixou de ser o elemento fundacional das nossas culturas, da criação artística e do conhecimento, porque apenas três países, que eram lusófonos, deixaram de ser lusófonos, para serem brasilófonos.

 

A promoção da Língua Abrasileirada ou Brasileirês não é uma responsabilidade de todos os 260 milhões de falantes e escreventes; é responsabilidade apenas dos políticos envolvidos no plano das políticas públicas, um dever que já não é de todos os países que fazem hoje ainda parte da CPLP (e são oito, porque o infiltrado nono (Guiné Equatorial) nem sequer sabe o que é Português), até porque Angola e Moçambique, entre outros países lusófonos, não aderiram a esta linguagem oriunda do Brasil, assim como daqueles que se quiseram tornar seus observadores associados (e são dez?).

 

Com efeito, muitas das iniciativas que o Camões (não o Poeta, mas o instituto que desonra o nome do Poeta) apoia, resultam da colaboração com organismos e representações de outros Estados membros da CPLP, que se estão nas tintas para a Língua Portuguesa; em várias capitais estão hoje (dia 5 de Maio) unidas, neste esforço de desagregação do Português, todas as embaixadas dos Estados da nossa (que já deixou de ser nossa) Comunidade, ao redor do acordês e não do Português. Ao investir tão claramente neste dia que é o dia da língua abrasileirada ou brasileirês, o Camões, que já não deve ser Camões, nada mais faz do que assumir as irresponsabilidades próprias de Portugal, um país cujos governantes venderam a sua própria Língua ao estrangeiro, e juntar o seu mau contributo aos outros maus contributos.

 

Hoje é, pois, uma boa oportunidade para não enaltecer a natureza que já foi viva e dinâmica de uma língua que já foi Portuguesa, e agora é sul-americana, que é uma das que mais vai afundar, em número de escreventes, ao longo deste século, porque nem sequer é uma Língua; e salientar o facto essencial de que ela, ao afastar-se da diversidade das suas variantes e da riqueza das interacções (e não interações (leia-se int’rÂções, como escreveu Santos Silva) com outras línguas cultas e europeias e dos vários contextos sociais, que estão a abandonar esta linguagem que deixou de ser europeia, e já não é património de todos, porque existem milhares que não a usam e até a desvalorizam, sem nenhuma espécie de distinções e hierarquias. Mas hoje (dia 5 de Maio) é também a ocasião adequada para insistir na dimensão catastrófica atingida, internacionalmente, pela língua abrasileirada ou brasileirês, que é apenas comum entre os que não dominam, de todo, as Línguas Cultas europeias, desconhecendo, por completo, a estrutura de uma Língua.

 

Consideremos apenas os dados obtidos pelo instituto Camões, que insulta o Poeta, relativamente ao seu ensino. Fora de Portugal e dos restantes países lusófonos, a língua abrasileirada ou brasileirês é estudada não como língua materna e de herança em escolas básicas e secundárias de 17 países, mas como uma língua de remedeio para os que têm dificuldade em aprender Línguas culpas e bem estruturadas, mercê da rede integrada e apoiada pelo instituto que desonrou o nome de Camões.

 

São mais de 66 mil alunos, (uma gota de água no oceano) ensinados por mais de 900 professores, que nada sabem sobre as Ciências da Linguagem. Fora desta rede, a língua abrasileirada ou brasileirês é ensinada como “língua” estrangeira em 15 países, de Espanha à Bulgária, na Europa, da Namíbia ao Senegal, em África, da Argentina ao Uruguai, na América, impondo-se obviamente como uma língua sul-americana e não indo-europeia; e este “ensino” envolve mais de 88 mil estudantes e mais de mil professores (uma gota no oceano) que desconhecem por completo o que é o estudo de uma verdadeira Língua.

 

No ensino superior, o ensino e a investigação em língua abrasileirada ou brasileirês não beneficiam do trabalho de 43 cátedras do Camões (que já não é o nosso Poeta, mas alguém desconhecido), em 17 países, de 73 centros de língua abrasileirada ou brasileirês, de leitorados em 72 instituições e de protocolos de cooperação com 260 escolas superiores, escolas de “línguas” ou organizações internacionais, que fazem parte da incultura portuguesa que se implantou no mundo. A nossa estimativa é que mais de 91 mil estudantes (uma gota no oceano) aprendem a língua abrasileirada ou brasileirês e frequentam estudos brasileiros e mpéssimas condições (porque arredadas das Ciências da Linguagem), em mais de 70 países. A este número haveria de acrescentar-se o daqueles que frequentam universidades e outros estabelecimentos superiores que, por sua iniciativa e sem colaboração estruturada com o ministério dos negócios (dos) estrangeiros, oferecem disciplinas, graduações e pós-graduações neste domínio - dos Estados Unidos à China, num descalabro total de desaprendizagem da Língua que deixou de ser Portuguesa.

 

Também sabemos da procura crescente de cursos de ensino à distância, para desaprender a língua. A aplicação lançada no mês passado pelo Camões para cursos de auto-aprendizagem (e não autoaprendizagem como escreveu Santos Silva) e tutoria, nos diferentes níveis de incompetência, já conta com dezenas de inscrições, para analfabetos escolarizados.

 

Este aumento da desimportância global da língua, que já não é a Portuguesa, e do desinteresse na sua aprendizagem não deve servir para nos vangloriarmos, ou acharmos que está tudo feito, ou sequer o mais importante. Pelo contrário: significa que a nossa irresponsabilidade é grande, como grande é o desafio que temos pela frente para desfazer o monumental erro que cegamente o governo português e seus lacaios cometeram.

 

É para ter plena consciência desta irresponsabilidade que existe e deve ser lembrado (não celebrado) o dia da língua abrasileirada, a 5 de Maio.

 

A 10 de Junho celebraremos a Língua Portuguesa. A Língua de Camões, de Eça, de Camilo, de Pessoa e de todos os que souberam honrar a nossa herança linguística indo-europeia.

 

Pois era isto que o ministro dos negócios (dos) estrangeiros devia ter escrito, se quisesse informar o mundo.

 

***

Senhor ministro, tenha vergonha.

 

Pugne pelos valores portugueses. Pela Língua Portuguesa (não pela língua abrasileirada). Pela Identidade Portuguesa. Pela Constituição Portuguesa. Por Portugal que, não sei se sabe, é um país EUROPEU. Não é um país sul-americano.

 

E um ministro dos Negócios Estrangeiros que se preze, deve ser um ministro dos Negócios Estrangeiros e não dos negócios DOS estrangeiros.

 

A nós não nos interessa nada as negociatas obscuras que os políticos e editores vendilhões de Portugal fizeram com os políticos e editores interesseiros do Brasil.

 

Além disso, a CPLP é uma FRAUDE.

 

O Instituto Camões desonra o nome do Poeta que lhe deu o nome e, por isso, deve mudar de nome.

 

Tudo é uma fraude ao redor da Língua Portuguesa.

 

No dito dia 5 de Maio não se celebrou a Língua Portuguesa, mas um dialecto fabricado no Brasil, que teve origem na Língua Portuguesa, mas que se americanizou, afrancesou, italianizou, espanholizou, é essa miscelânea que querem, porque querem, impingir ao resto dos países lusófonos, que se recusam a aceitar tal linguagem.

 

Uma Língua Culta é estruturada em bases científicas. Não ao sabor de modas e preconceitos.

 

Tenham vergonha!!!!!

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:30

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Quinta-feira, 30 de Março de 2017

LATIM É LATIM… GALEGO É GALEGO… PORTUGUÊS É PORTUGUÊS…

 

Proponho uma pequena reflexão sobre esta matéria, para examinarmos a dimensão do disparate que o AO90 é.

 

COISAS DA LÍNGUA.jpg

 

Comecemos por definir o AO90: dizem que é um acordo, no entanto, sendo o acordo mais desacordado de todos os tempos, é um disparate chamar-lhe “acordo”. Além disso, é a cara chapada da ortografia brasileira, e quem diz o contrário não sabe nada de ortografia brasileira.

 

Ora, os Brasileiros, sendo brasileiros, têm todo o direito de escrever à moda deles. Optaram por desaportuguesar a Língua Portuguesa e não cumprir a convenção ortográfica assinada com Portugal em 1945, por motivos que não nos dizem respeito, afastando-se da lusofonia que, no entanto, se mantém em todas as outras ex-colónias, até aos dias de hoje (excepto em Cabo Verde, onde apesar de o Português ser língua estrangeira, aderiram cegamente ao AO90). Nada contra. O Brasil, nessa época, era (e continua a ser) um país livre.

 

Dizem que Portugal também é um país livre. Mas eu cá tenho grandes dúvidas. E porquê? Porque sendo o AO90 a cara chapada da ortografia brasileira, e tendo o governo português cedido servilmente à introdução em Portugal, dessa ortografia brasileira, não me parece que a isto se chame ser livre e senhor do seu nariz.

 

Entretanto, nós, Portugueses, temos o direito, mas principalmente o dever, de escrever na nossa própria Língua, na que está consignada na Constituição da República Portuguesa, ou seja, na Língua Portuguesa. Por muito que eu já procurasse, não encontrei nenhum documento oficial ou lei alguma que obrigue as escolas portuguesas a ensinar a ortografia brasileira às nossas crianças. E isto não é de um país livre e soberano.

 

O AO90, para o Brasil, significa apenas retirar o trema, um hífen ou um acento aqui e ali… E nada mais.

 

Para Portugal, o AO90 significa escrever incorreCtamente uma quantidade enorme de palavras, afastando-as das suas raízes latinas, que ao Brasil nada diz. Significa adoPtar literalmente o dialecto brasileiro, salvo algumas excePções, incluindo este vocábulo que no Brasil manterá o P, que em Portugal foi mandado às malvas, tal como em recePção.

 

De resto, com AO90 ou sem AO90, os Brasileiros continuarão a escrever CONTATO, e nós, contaCto. Eles, “FATO” e nós, faCto. Eles, ANISTIA, e nós aMnistia; eles, UMIDADE, e nós, humidade, apenas para referir uma percentagenzinha mínima das grandes diferenças que continuarão a existir.

 

Para além disto, os Brasileiros continuarão a andar de bonde, e nós, de eléctrico; a ter bunda, e nós, traseiro; a fazer esporte, e nós, desporto; a usar terno, e nós, fato; a ir ao banheiro ou ao mitório, e nós, ao quarto de banho (casa de banho era nos “antigamente” quando se ia “lá fora” … à “casinha” …) ou ao mictório; a ir NO médico (ou seja, encavalitados no médico), e nós, AO médico; a fazer turismo na Amazônia, e nós, na Amazónia; a andar de trem, e nós, de comboio; a ir ao açougue, e nós, ao talho; a tomar café-da-manhã, e nós, pequeno-almoço; eles continuarão a estressar, e nós, a stressar, por conta desta insanidade.

 

Segundo os acordistas, a isto chama-se UNIFICAR a Língua, e assim sendo, o termo unificar, com o AO90, também mudou de significado.

 

Penso que os Brasileiros não gostariam nada se lhes impusessem novamente HOJE a ortografia de 1945 (a que está em vigor em Portugal) e que o próprio Brasil rejeitou na altura, depois de ter assinado com Portugal essa mesma convenção.

 

Ora, como todos sabem, o Brasil nunca cumpriu os acordos que assinou com Portugal. Por alma de quem havemos nós de aceitar agora ESTE acordo, que tanto desacordo está a provocar, o governo português e os seus escravos aderiram às ceguinhas?

 

Outra coisa bastante grave é o que está a acontecer no Google: vendido ao Brasil, utiliza incorreCtamente nas traduções, nos textos, em tudo, o Português, que já não é europeu, passou a ser africano (e ainda se o fosse, seria bom, porque o Português africano é Português), mas é o dialecto brasileiro que predomina, disfarçado de Português, gramaticalmente um desastre, e o governo português está-se nas tintas para esta morte anunciada da identidade portuguesa.

 

Portugal nunca se impôs ao Google para separar as águas: Português é Português; dialecto brasileiro é dialecto brasileiro.

 

Assim como Latim é Latim, Galego é Galego e Português é Português.

 

Esta gente ainda não conseguiu entender algo muito importante e básico: Portugal é Portugal, e as ex-colónias são EX-colónias, têm vida própria e uma linguagem também própria.

 

Por que havemos nós de adoPtar a ortografia de uma delas, só porque tem mais (mal) escreventes? Nenhum país ex-colonizador o fez. Tinha de ser Portugal, sempre na cauda do mundo e servilmente, como o mais submisso dos subjugados.

 

E nós vamos deixar que isto aconteça?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:43

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Domingo, 19 de Março de 2017

NA GUINÉ-BISSAU PREDOMINA A FRANCOFONIA… ONDE SE ENCAIXARÁ A LUSOFONIA?

 

Recentemente, ao ver a reportagem de Vítor Bandarra para a TVI24 - O que é feito da Guiné-Bissau? – que pode ser consultada na íntegra neste link:

http://www.tvi24.iol.pt/dossier/o-que-e-feito-da-guine-bissau/58b021410cf222228e5c0012

descobri que o Português ali é uma escolha terciária. Mal se fala. Mal se escreve. Portanto não é correcto falar em Lusofonia, quando se fala da Guiné-Bissau.

E com toda a propriedade, como podemos comprovar nos excertos desta reportagem, que seleccionei.

 

FDG.png

 Faculdade de Direito da Guiné-Bissau, onde a língua utilizada para a aprendizagem é o Francês.

Origem da Foto: https://www.facebook.com/184265201684674/photos/a.187740458003815.37050.184265201684674/187748824669645/?type=3&theater

 

Nesta reportagem pode ler-se:

 

«Muito dependente da ajuda internacional (incluindo da cooperação portuguesa) e das fracas exportações de caju, a Guiné-Bissau sofre de crónica falta de escolas, hospitais, infra-estruturas, formação técnica. "Entalada" entre vários países francófonos (a começar pelo Senegal e Guiné-Conacri), a própria Língua portuguesa vai sofrendo a erosão do Francês. Só as elites e os mais velhos (que cresceram no tempo colonial) ainda falam, ou apenas entendem, o Português.

 

Por motivos lógicos e simples: a primeira língua que as crianças aprendem é a materna (o fula, o mandinga, o balanta, o papel, o bijagó...) E para que todos se entendam e comuniquem, aprendem também o crioulo.

 

O Português, quando não é ultrapassado pelo Francês, é apenas a terceira línguados guineenses.

 

(…)

 

Um choque cultural e linguístico para três jovens médicos lusitanos, recém-licenciados, que os repórteres da TVI foram encontrar, de mochila às costas, em Nhacra, a caminho de Bafatá, no interior. Ao contrário de muitos compatriotas, em vez de escolherem o Algarve, Cabo Verde ou o Brasil, os três aventureiros decidiram fazer férias... na Guiné-Bissau. E descobriram que, por aqui, o Português é uma língua meio exótica, ainda que seja a Língua oficial do Estado guineense.»

 

***

Na segunda parte desta reportagem (que vale a pena ver na íntegra), lá mais para o final, Vítor Bandarra entrevista um professor da Faculdade de Direito da Guiné-Bissau, onde se diz que os alunos que frequentam aquela faculdade utilizam o Francês, como língua de aprendizagem.

 

Nas escolas, pede-se para falar crioulo, para que entendam, pois têm grandes dificuldades em compreender o Português.

 

Perante isto, podemos questionar: qual o interesse de impingir à Guiné-Bissau o dialecto brasileiro, ou seja, o AO90, se lá o Português, embora sendo a Língua oficial, não o é na prática?

 

Por que não se deixa as ex-colónias seguir o seu próprio caminho, em liberdade?

 

Por que terão de andar a reboque de Portugal, a arrastar uma língua que não lhe diz nada? Incluindo o Brasil, que descartou a Língua Portuguesa em 1945, ficando com o seu dialecto americanizado, italianizado, afrancesado, aportuguesado, e com os dialectos indígenas e africanos à mistura.

 

E em Cabo Verde, o Português é considerado língua estrangeira.

 

Que CPLP será esta?

 

O que é que se pretende UNIR aqui?

 

A Língua, não é com toda a certeza.

 

E no meio disto tudo, só existe UM país "lusófono", ao qual interessa a expansão de uma ortografia que nada tem a ver com a matriz Portuguesa. E esse país não é Portugal.

 

Em Portugal a ortografia estrangeira que está a ser imposta ilegalmente às nossas crianças, só interessa a uma pequena franja da classe política e seus lacaios.

 

A quem é que o governo português quer fazer de parvo?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:29

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Sexta-feira, 17 de Março de 2017

O GOVERNO PORTUGUÊS NÃO É O DONO DA LÍNGUA PORTUGUESA…

 

… nunca foi, nem jamais será.

 

ABERRAÇÃO.png

 

O governo português é tão-só (ou deveria ser) o Guardião da Língua e, como tal, tem o dever de a defender dos seus predadores.

 

Mas apoderou-se dela como se fosse sua propriedade. E pior do que isso, para a destruir, para a desbaratar, como tem desbaratado os nossos impostos.

 

Acontece que a Língua Portuguesa é património da Nação Portuguesa e dos Portugueses. Um património inalienável. Inegociável.

 

A Língua Portuguesa é o coração saudável e palpitante que dá vida e identidade a Portugal. É a alma portuguesa.

 

E o governo português, sem ter a mínima noção do que faz, está a extirpar esse coração, para o substituir por um coração artificial, já enferrujado e velho, e a vender a alma ao diabo.

 

E ninguém, na posse das suas faculdades mentais, vende o próprio coração, saudável e palpitante, para o substituir por um artificial, velho e enferrujado, ou vende a própria alma ao diabo.

 

E nós, como Portugueses, temos o direito de exigir ao governo português que devolva a Portugal o seu imo. O nosso imo. Nem que para isso tenhamos de fazer uma revolução.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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Terça-feira, 14 de Março de 2017

BRASIL DOA 1.200 LIVROS A MOÇAMBIQUE

 

(O que exporei a seguir são factos e uma interpretação desses factos, que conduzem à subtil imposição da ortografia preconizada pelo AO90).

 

LIVROS.jpg

Origem da imagem: Internet

 

Esperemos que por detrás desta doação de livros não esteja a intenção de "vergar" Moçambique, no sentido de aceitar o dialecto brasileiro, como língua substitutiva da Língua Portuguesa (ainda) oficial naquele país.

 

Deixei no portal SAPO, este comentário à notícia a que se reporta o título deste texto. As regras para os comentários são claras. Entre outros itens, esclarece-se:

 

  • escreva em português correto e tenha atenção à pontuação. Frases bem feitas e uma gramática correta vão permitir que os outros o compreendam bem.

 

Não sei o que significa português corrêto e gramática corrêta, mas arrisquei e deixei lá o comentário.

 

A notícia da doação dos livros foi escrita em mixordês.

Começou bem:

 

Brasil doa 1.200 Livros para bibliotecas de escolas moçambicanas

13 de Março de 2017, 17:40

 

Mas logo descambou para uma ortografia que não é a Portuguesa.

 

«Maputo, 13 mar (Lusa) -- O Governo brasileiro doou hoje 1.200 livros de autores e conteúdo diversos a Moçambique, um acervo destinado a bibliotecas de escolas primárias e secundárias.

 

E mais adiante:

 

"Nós sabemos que precisamos de incentivar a leitura nas nossas crianças", frisou a governante, considerando com o envolvimento de todos atores vivos da sociedade é uma das principais condições para a eficácia deste plano.

 

Também o embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Soares, destacou a importância do gosto pela leitura nas camadas mais novas, manifestando a abertura do Brasil para continuar a apoiar as ações do Governo moçambicano no que respeita à Educação.»

 

A mim parece-me que estas (e outras) âções, que o Brasil está a levar a cabo em Moçambique, trazem água no bico, e os âtores deste plano participam num jogo onde a Língua Portuguesa está nitidamente na berlinda.

 

As outras acções que envolvem o Brasil e Moçambique podem ser analisadas nestes links.

Brasil doa 1.200 Livros para bibliotecas de escolas

Brasileiros restauram biblioteca escolar em Moçambique

Brasil reforça parceria e aliança cultural com Moçambique

 

Gostaria muito de interpretar estes factos de um outro modo.

 

Mas perante a inacção do governo português no que respeita à defesa da Língua Portuguesa, que despareceu do Google, prevalecendo o dialecto brasileiro, não resta outra alternativa, senão a de interpretar os factos tal como eles se apresentam.

 

O Brasil tem uma actividade fervilhante na Internet, no que respeita à divulgação do seu dialecto, oriundo do Português.

 

A actividade de Portugal, neste aspecto, é zero.

 

O dialecto brasileiro sobrepôs-se à Língua Portuguesa.

 

Deveremos culpar os Brasileiros, que lutam para impor ao mundo o seu dialecto?

 

Não. De modo algum.

 

O Brasil está a levar a água ao seu moinho, ainda que por caminhos meandrosos, e Portugal limita-se a mover a nora…

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte:

http://noticias.sapo.mz/lusa/artigo/22079702.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:51

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Domingo, 12 de Março de 2017

AO90 - NÃO PODEMOS PERMITIR QUE A ESTUPIDEZ TRIUNFE

 

As vozes contra a aberração chamada AO90, são mais que muitas…

 

De que estará à espera o governo português, para pôr fim a este monumental embuste?

 

Não podemos permitir que a estupidez triunfe.

 

Declarações de Miguel Sousa Tavares, António-Pedro de Vasconcelos e Alfredo Barroso, aquando da entrega da petição-manifesto "Cidadãos contra o Acordo Ortográfico de 1990", na Assembleia da República.

 

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:56

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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2016

BASTA DE TANTA SUBSERVIÊNCIA GOVERNAMENTAL AO LOBBY ACORDISTA!

 

É lamentável que mais vozes não se façam ouvir na Assembleia da República. A subserviência do governo português ao lobby acordista é deplorável, é indecente, é criminosa, é um insulto à inteligência dos Portugueses, à sua História, aos seus antepassados, que lutaram para nos deixar um PAÍS LIVRE, que os actuais governantes querem transformar numa COLÓNIA.

 

Quanta indignidade! Quanta desonra! Quanta bajulação! Quanta infâmia! 


Agradecemos ao Senhor Deputado José Carlos Barros, e esperamos, pelo menos eu espero, que não se conforme mais vezes, muitas mais vezes. E que faça muitas intervenções do género, porque é preciso lembrar aos que acham que o AO90 é uma moda "moderna" que o AO90 tem berço antigo, muito anterior a 1990 e assenta numa lusofobia que brevemente será provada, e os governantes portugueses andam a fazer uma triste figura, sendo tão subservientes ao abrasileiramento (porque o AO90 não passa disto mesmo ) da Língua Portuguesa, rejeitada no Brasil. Eu disse, e muito bem, REJEITADA.

 

É que nem sequer ensinam Língua Portuguesa ou Português no Brasil. No Brasil ensina-se "Comunicação e Expressão", porque a palavra "Português" lembra o colonizador.

 

Já Houaiss havia declarado que o acordo de 1945 - que, esse sim, unificava a língua - foi recusado no Brasil por ser "LUZITANIZANTE". E nos anos 30, os motivos invocados para a mutilação da língua são também de ordem política, ou melhor, lusófoba.

 

E esta subserviência portuguesa é absolutamente intolerável, vergonhosa.

 

O que pretende Portugal com isto?

 

Isabel A. Ferreira
 

 

«Tradutores contra o Acordo Ortográfico

 O ministro da Cultura foi ontem directamente confrontado pelo deputado do PSD José Carlos Barros com o caos decorrente da aplicação do Acordo Ortográfico. Como exemplo, é citada a nota técnica do Orçamento do Estado para 2017 do Ministério da Cultura que apresenta a já generalizada mixórdia ortográfica que o próprio Estado dissemina, violando o tratado que pôs obstinadamente em vigor. O ministro reage com a habitual insipidez sempre que o assunto é o AO.

 

Perante o alheamento e a desvalorização da língua, não se alegue, portanto, que o poder político desconhece a situação ou que não lhe é chamada a atenção para o problema.»

 

Vídeos retirados daqui: http://bit.ly/2eOF6T5

(http://bit.ly/2fi7D47) Subscreva a iniciativa de referendo:

https://referendoao90.wordpress.com/documentos-para-recolh…/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:09

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Domingo, 4 de Setembro de 2016

PORQUÊ SETE PAÍSES LUSÓFONOS TÊM DE SE SUBMETER AO AO90 ENGENDRADO NO BRASIL?

 

Façamos um raciocínio e (porque não?) um juramento de sete, para um outro acordo…

(Este texto foi baseado na leitura deste outro: «Toda a lógica instrumental do AO90 é brasileira» para ler neste link:

http://cedilha.net/ap53/?p=4096

 

JURAMENTO.png

O Juramento dos sete chefes, de Alfred Church (inspirado num episódio da tragédia de Ésquilo Os Sete Contra Tebas).

 

São oito os países que fazem parte da Lusofonia: Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor e Brasil… Certo?

 

Destes oito países lusófonos, apenas o Brasil, por motivos que já todos nós conhecemos (mas que nunca é demais repetir), ou seja, para facilitar a aprendizagem da Língua que foi escolhida para língua oficial depois da independência, em 1822 (poderiam ter escolhido uma das línguas tupi-guarani, por exemplo), com o intuito de diminuir o elevado índice de analfabetismo que então grassava no país (e que permanece até hoje, apesar de…), adoptou a estratégia simplista de indiscriminadamente suprimir consoantes mudas, atropelando a Etimologia de vocábulos que têm uma história, transformando uma ortografia culta, numa escrita mutilada, onde as mais básicas regras gramaticais são também atropeladas.

 

Ora é esta versão inculta da ortografia da Língua Portuguesa, que no Brasil se designa por Português do Brasil, agora apelidado de AO90, que Portugal e Brasil querem impingir aos sete países que sempre se mantiveram fiéis à versão culta da Língua Portuguesa.

 

Portanto a pergunta que se faz é a seguinte: por que carga de água é que sete países têm de deixar de escrever correctamente a Língua Oficial deles, apenas porque um país que a escreve mutilada, assim o quer e por razões das mais absurdas, como se pode atestar no texto que escrevi sob o título «Eu acuso o governo português de tentativa de homicídio da Língua (Oficial) Portuguesa» que pode ser consultado neste link:

 

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/eu-acuso-o-governo-portugues-de-42284

 

 

Então, o que proponho é que Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor se unam e, em vez de sete países, que sempre escreveram correctamente a Língua Oficial, que faz parte da identidade desses países, passarem a escrever incorrectamente a língua, seja o Brasil, que se desviou da versão culta dessa mesma Língua, a regressar às origens e, deste modo, a Língua Portuguesa ficaria, de facto, unificada nos oito países lusófonos.

 

Os Brasileiros são milhões? São.

 

Mas são milhões a escrever incorrectamente uma Língua que milhares (talvez também abeirando os milhões) escrevem correctamente.

 

Não queiramos passar de cavalo para burro, que significa ficar pior do que se está, trocar o que se tem de bom por coisa pior ou descer de categoria...

 

E diz-nos a lógica que não se deve impor a sete povos o que apenas um só povo faz de errado.

 

Nunca entendi esta vergonhosa subserviência do governo português a um país que não respeitou a língua que herdou de antepassados comuns.

 

Sete países não podem vergar-se à vontade de um.

 

Sete países têm em comum uma ortografia unificada. Por que estes sete países deveriam destruir essa união, apenas para fazer o jeito a editores/livreiros e políticos brasileiros e portugueses impatriotas que apenas pretendem encher os bolsos à custa desta negociata de dois contra seis.

 

Digo isto porque a ortografia que o governo português quer impingir-nos não é mais do que a ortografia utilizada no Brasil,  com a agravante de desunificar mais do que unificar as duas grafias existentes, até porque os Portugueses já começaram a  escrever incorrectamente palavras que os Brasileiros sempre escreveram correctamente.

 

Por exemplo: recepção, infecção, concepção, aspecto... 

 

Que seja então como na tragédia de Ésquilo: os sete países lusófonos que sempre tiveram a  língua unificada, contra o AO90, engendrado no Brasil, e que só desunifica essa língua.

 

Ou não seja este acordo a verdadeira tragédia do desacordo.

Contudo há que acrescentar um detalhe: se o AO90 se engendrou a partir do Brasil, foi em Portugal que ele assentou arraiais com a união do Malaca Casteleiro (traidor da pátria) a Evanildo Bechara, os engendradores-mores  da ortografia inculta que governantes incultos de Portugal e Brasil querem impor  aos Portugueses e aos restantes países lusófonos.

 

(Observação: este texto foi escrito sem qualquer preconceito contra o Brasil, que tenho como minha segunda Pátria, e como tal, passível de ser criticada como a minha primeira Pátria – Portugal. É que para mim, amigos, amigos, negócios à parte. Não misturo negócios (neste caso obscuros) com o meu relacionamento pessoal com os meus irmãos brasileiros. E quem me conhece sabe disso. Quero o melhor e na mesma medida, para o Brasil tal como quero o melhor para Portugal, o meu país natal. Apenas isso.)

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:36

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Terça-feira, 3 de Maio de 2016

GOVERNO PORTUGUÊS ESTÁ INDISPONÍVEL PARA REABRIR DISCUSSÃO SOBRE O AO/90?

 

Por que estará? Que interesse tem o governo português na desintegração da Língua Portuguesa? Que interesse tem o governo português em escrever com erros ortográficos, sem o mínimo PUDOR? Que interesse tem o governo português nesta negociata de editores e políticos pouco escrupulosos? Poderíamos saber?

 

E não venham dizer que o AO/90 está a ser aplicado normalmente, porque NÃO ESTÁ. Nem sequer é legal. Nem está em vigor.

 

O que será que o governo português não está a entender? Será necessário fazer DESENHOS?

 

CEGO.jpg

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros, augusto santos silva declarou que «o acordo ortográfico está em vigor em Portugal e a ser aplicado segundo a lei. Ponto final. E as declarações do Presidente da República, que pretende reabrir o dossiê, não serão alvo de comentários de membros do Governo».

 

Senhor augusto santos silva, o acordo ortográfico não está em vigor em Portugal nem a ser aplicado segundo lei alguma. De onde tirou esta mentira? A quem pretende enganar? E saiba que se o presidente da República quer reabrir o dossier, está no direito dele, pois jurou defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa e é o que terá de fazer, pois o AO/90 é inconstitucional, e quem o aplica está a cometer uma inconstitucionalidade.

 

Lá por o AO/90 estar a ser aplicado em todos os documentos produzidos por organismos do Estado, no "Diário da República" e no sistema de ensino não significa que seja uma acção legal, mas tão-só uma vergonhosa demonstração de subserviência a alguém, e de ignorância sobre a função de uma Língua.

 

E assim como o pior cego é aquele que não quer ver, o pior ignorante é aquele que faz da ignorância uma opção.

 

E nem tudo o que emana do Poder tem de se aceitar como facto consumado, e o AO/90 é uma dessas “emanações” mal engendradas, que os Portugueses, efectivamente, não têm de aceitar.

 

Até porque, diz quem entende destas coisa de “leis e não-leis” o     AO/90 não foi ratificado pelo número de Estados suficiente nem dentro dos prazos legais (ou seja, antes de 1994) para poder entrar em vigor. O que foi ratificado por Portugal e pelo Brasil foi o "2º Protocolo Modificativo ao AO/90".

 

Dizem também os juristas que este protocolo é inconstitucional e ilegal, não só pela forma, como também pelo conteúdo. Assim como a “resolução” (e não lei) que obrigou os mais subservientes a usar a “tortografia” do acordo do desacordo é inconstitucional, porque o AO/90 não chegou a ter validade jurídica, uma vez que apenas a teria se ratificado por todos os países lusófonos, o que nunca aconteceu.

 

Portanto será necessário fazermos desenhos para que o governo português possa entender o que aqui está em causa?

 

Isabel A. Ferreira

 
(PS: O nome do ministro está escrito em letras minúsculas como forma de protesto contra esta aberração ortográfica que querem impingir-nos).

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:38

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Segunda-feira, 18 de Abril de 2016

UMA ACÇÃO DE PROTESTO CONTRA O AO/90

 

A partir de hoje, passarei a escrever os nomes dos governantes portugueses em letras minúsculas, como protesto à vergonhosa submissão do governo português ao ilegal e inconstitucional AO/90.

Que respeito merecerão aqueles que não respeitam a minha Língua Materna?

 

PROTEST.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:40

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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