Quarta-feira, 26 de Abril de 2017

NEGOCIATA OBSCURA ENVOLVE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

(Recebido via e-mail - Francisco João)

 

O PRÓXIMO ESCÂNDALO que irá REBENTAR!   O que é que querem esconder? MAIS CORRUPÇÃO ainda? Depois de terem vendido ao desbarato o “PATRIMÓNIO IMATERIAL de PORTUGAL” do qual a Língua Portuguesa faz parte.

 

Faço minhas as palavras de Teresa Araújo Costa:

 

«Eu sempre disse e insisto: aqui há gato... Grandes trafulhices foram feitas e é por isso que o PS está tão renitente em aceitar críticas ou em pôr em causa o Acordo. Têm medo de qualquer coisa, que se saiba qualquer coisa.

Terá havido corrupção também neste caso?

Devia ser investigado todo este processo obscuro.   Não é normal esta teimosia. Estão a esconder qualquer coisa...»

 

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Origem da imagem: https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/pb.199515723483437.-2207520000.1493213371./1124382404330093/?type=3&theater

 

 Texto de Nuno Pacheco

 

«Nem Guiné-Bissau nem Timor-Leste ratificaram o Acordo Ortográfico de 1990

 

Dos oito países da CPLP que negociaram o AO90, afinal apenas metade o ratificou. Falta Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

 

 Nem a Guiné-Bissau nem Timor-Leste fizeram o depósito dos instrumentos de ratificação do Acordo Ortográfico de 1990 junto do Estado português, pelo que, dos oito subscritores iniciais apenas quatro o validaram oficialmente. A revelação é do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), em carta enviada ao gabinete do Secretário de Estados dos Assuntos Parlamentares, em resposta a uma petição solicitando “a desvinculação de Portugal do Tratado e Protocolos Modificativos ao Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) e a revogação da Resolução do Conselho de Ministro n.º 8/2011.” Esta petição, recorde-se, foi entregue oficialmente na Assembleia da República em 9  de Março deste ano e subscrevem-na mais de duzentas figuras públicas.

 

A carta do MNE diz que o AO90, enquanto “convenção internacional”, “encontra-se em vigor para Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe”, deixando claro que apenas estes quatro países fizeram o depósito dos instrumentos de ratificação junto do Estado português (o depositário da convenção). Angola e Moçambique são omissos na carta, enquanto se diz que na Guiné-Bissau e em Timor-Leste “terminaram os respectivos processos internos de aprovação” (não se explicando em que termos), embora sem ter sido feito o depósito. “Nesse sentido”, lê-se na carta, “não está concluído o processo de vinculação daqueles Estados no plano internacional; estes não poderão, assim, em bom rigor, ser considerados Partes no Acordo Ortográfico, mas somente ‘Estados Contratantes’”. Ivo Barroso, um dos peticionários, que divulgou a carta do MNE à imprensa, diz que isto “revela a opacidade de todo este procedimento”. Afinal, diz, o AO90 e o 1.º e 2.º Protocolos Modificativos “têm, em rigor, não 6 Estados Parte, mas sim apenas 4 Estados (Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe), isto num universo total de 8 Estados.” Já Artur Anselmo, presidente da Academia de Ciências, mostrou-se admirado quando confrontado pelo PÚBLICO com esta revelação do MNE. “É a confissão de que realmente as coisas estão difíceis. Só com quatro acho muito pouco, realmente. É muito estranho.”

 

Recorde-se que o principal promotor do AO90, José Malaca Casteleiro, afirmara em Fevereiro passado ao Observador que Angola é “praticamente, é o único país em que [o AO] está parado.” E responsáveis governamentais têm passado a ideia de que só faltaria Angola e Moçambique ratificarem o AO90 para que este fosse finalmente uma realidade nos oito países subscritores.

 

Retirada ou denúncia

 

Na carta do MNE, que reafirma que “a legitimidade dos Protocolos Modificativos do Acordo ortográfico não pode ser questionada” (por terem sido aprovados, em 1998 e 2005, por “mútuo acordo de todos os Estados que participaram na negociação” do AO), colocam-se, em resposta aos peticionários, hipóteses de desvinculação, que seria regida pela Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados. Assim, segundo o MNE, a retirada do AO90 “poderá ter lugar mediante o consentimento de todos os Estados Partes (unanimidade) e a consulta dos estados Contratantes” (os que não concluíram a vinculação, neste momento 4 em 8); a denúncia (“um recesso não-consensual”) implicaria “um aviso prévio de 12 meses”; por fim, a suspensão do AO “por tempo indeterminado” é também admissível pela Convenção de Viena, mas “também dependerá do consentimento de todas a Partes e da consulta dos Outros Contratantes.”

 

Tudo isto são meras hipóteses, já que o MNE insiste, no final da carta, que o AO “está em plena aplicação” e “Portugal tem sempre cumprido com as suas obrigações internacionais.” Portanto, continuará.

 

Prosseguem, entretanto, iniciativas com vista a uma possível revisão ou mesmo anulação do AO90. No Parlamento, continuam audições num grupo de trabalho criado neste âmbito; na Academia das Ciências, Artur Anselmo diz que a “ideia de que aquilo é intocável é absurda” e tem notado alguma “descompressão” na abordagem do tema com responsáveis do governo; na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Anfiteatro 1) vai realizar-se dia 3 de Maio, das 16h às 20h, o 3.º Fórum Pela Língua Portuguesa, Não ao “Acordo Ortográfico” de 1990!; e, em Luanda, o Jornal de Angola continua a publicar uma série de artigos críticos do AO, assinados por Filipe Zau, professor e compositor angolano, investigador em ciências da educação.»

 

Fonte do texto:

https://www.publico.pt/2017/04/24/culturaipsilon/noticia/nem-guinebissau-nem-timorleste-ratificaram-o-acordo-ortografico-de-1990-1769910#comments

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:33

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Domingo, 19 de Março de 2017

NA GUINÉ-BISSAU PREDOMINA A FRANCOFONIA… ONDE SE ENCAIXARÁ A LUSOFONIA?

 

Recentemente, ao ver a reportagem de Vítor Bandarra para a TVI24 - O que é feito da Guiné-Bissau? – que pode ser consultada na íntegra neste link:

http://www.tvi24.iol.pt/dossier/o-que-e-feito-da-guine-bissau/58b021410cf222228e5c0012

descobri que o Português ali é uma escolha terciária. Mal se fala. Mal se escreve. Portanto não é correcto falar em Lusofonia, quando se fala da Guiné-Bissau.

E com toda a propriedade, como podemos comprovar nos excertos desta reportagem, que seleccionei.

 

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 Faculdade de Direito da Guiné-Bissau, onde a língua utilizada para a aprendizagem é o Francês.

Origem da Foto: https://www.facebook.com/184265201684674/photos/a.187740458003815.37050.184265201684674/187748824669645/?type=3&theater

 

Nesta reportagem pode ler-se:

 

«Muito dependente da ajuda internacional (incluindo da cooperação portuguesa) e das fracas exportações de caju, a Guiné-Bissau sofre de crónica falta de escolas, hospitais, infra-estruturas, formação técnica. "Entalada" entre vários países francófonos (a começar pelo Senegal e Guiné-Conacri), a própria Língua portuguesa vai sofrendo a erosão do Francês. Só as elites e os mais velhos (que cresceram no tempo colonial) ainda falam, ou apenas entendem, o Português.

 

Por motivos lógicos e simples: a primeira língua que as crianças aprendem é a materna (o fula, o mandinga, o balanta, o papel, o bijagó...) E para que todos se entendam e comuniquem, aprendem também o crioulo.

 

O Português, quando não é ultrapassado pelo Francês, é apenas a terceira línguados guineenses.

 

(…)

 

Um choque cultural e linguístico para três jovens médicos lusitanos, recém-licenciados, que os repórteres da TVI foram encontrar, de mochila às costas, em Nhacra, a caminho de Bafatá, no interior. Ao contrário de muitos compatriotas, em vez de escolherem o Algarve, Cabo Verde ou o Brasil, os três aventureiros decidiram fazer férias... na Guiné-Bissau. E descobriram que, por aqui, o Português é uma língua meio exótica, ainda que seja a Língua oficial do Estado guineense.»

 

***

Na segunda parte desta reportagem (que vale a pena ver na íntegra), lá mais para o final, Vítor Bandarra entrevista um professor da Faculdade de Direito da Guiné-Bissau, onde se diz que os alunos que frequentam aquela faculdade utilizam o Francês, como língua de aprendizagem.

 

Nas escolas, pede-se para falar crioulo, para que entendam, pois têm grandes dificuldades em compreender o Português.

 

Perante isto, podemos questionar: qual o interesse de impingir à Guiné-Bissau o dialecto brasileiro, ou seja, o AO90, se lá o Português, embora sendo a Língua oficial, não o é na prática?

 

Por que não se deixa as ex-colónias seguir o seu próprio caminho, em liberdade?

 

Por que terão de andar a reboque de Portugal, a arrastar uma língua que não lhe diz nada? Incluindo o Brasil, que descartou a Língua Portuguesa em 1945, ficando com o seu dialecto americanizado, italianizado, afrancesado, aportuguesado, e com os dialectos indígenas e africanos à mistura.

 

E em Cabo Verde, o Português é considerado língua estrangeira.

 

Que CPLP será esta?

 

O que é que se pretende UNIR aqui?

 

A Língua, não é com toda a certeza.

 

E no meio disto tudo, só existe UM país "lusófono", ao qual interessa a expansão de uma ortografia que nada tem a ver com a matriz Portuguesa. E esse país não é Portugal.

 

Em Portugal a ortografia estrangeira que está a ser imposta ilegalmente às nossas crianças, só interessa a uma pequena franja da classe política e seus lacaios.

 

A quem é que o governo português quer fazer de parvo?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:29

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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017

SENHOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO DE PORTUGAL: O SENHOR NÃO DISSE A VERDADE SOBRE O AO90

 

As suas declarações no Fórum da Juventude 2017 sobre a importância dos jovens portugueses na implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e ODSs foram absolutamente indignas de um representante do governo português.

 

Nada a que não estejamos habituados. Porém, o que declarou excede os limites de todo e qualquer bom senso e viola todas as regras da responsabilidade cívica e política do cargo que ocupa.

 

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Ministro Tiago Brandão Rodrigues (à direita) e Hugo Carvalho. Foto: ONU News

 

Com que então o AO90 está em plena implementação nas escolas portuguesas e é visto pelo senhor como «um processo natural que não tem tido grandes controvérsias ou impedimentos»?????

 

A imposição quase pidesca do AO90 «tem sido algo que tem acontecido com muita naturalidade e a que as pessoas se têm habituado??????

 

«Este Acordo Ortográfico veio responder às vicissitudes da comunidade internacional que fala português?????

 

 

Quais vicissitudes????, se estava a correr tudo bem com a Língua Portuguesa, até que um grupo de ignorantes decidiu destruí-la, ao ponto de o Vaticano já a ter banido?

 

As línguas são vivas, diz o senhor, que não sabe o que diz. São vivas, sim. E por serem vivas evoluem naturalmente e não por resoluções de ministros e políticos que nada sabem de Línguas vivas.

 

E no seu entender «o acordo está em pleno andamento e cumprimento»????? Onde????

 

No Brasil? Onde ninguém cumpre o AO90 porque a ortografia do AO90 já existia antes de 1990 (mais acento, menos acento)????

 

Em Cabo Verde que nem sequer tem a Língua Portuguesa como primeira língua????

 

Em Portugal, onde apenas os políticos e os subservientes ao poder (onde se inclui a comunicação social e alguns professores) o aplicam, e mal?????

 

E então Angola, e Moçambique, e Guiné-Bissau? E Timor? E São Tomé e Príncipe? Não são países lusófonos?

 

E estes países não se estão nas tintas para uma ortografia abrasileirada que não serve os interesses de Portugal, nem da esmagadora maioria dos falantes e escreventes da Língua Portuguesa, incluindo uma elite culta brasileira?

 

Por onde tem andado, senhor ministro?

 

Não lê jornais? Não vê televisão? Não anda a par do que se passa ao seu redor? Anda alheado da vida real?

 

Além de o AO90 estar a ser bastante contestado no nosso país, de todas as formas e feitios, por milhares de portugueses, como até as pedras da calçada à portuguesa sabem, excepto o ministro da educação de Portugal, este acordo viola a Constituição da República Portuguesa, é ilegal, e é também a maior fraude e o maior atentado jamais ocorrido a um símbolo da identidade portuguesa, o qual devia ser severamente punido, e os culpados julgados por crime de lesa-património-cultural.

 

As suas declarações, senhor ministro, não correspondem à verdade, não traduzem a realidade que se passa ao redor desta ortografia mutilada, que tem desunido mais do que unido. Que tem produzido analfabetos “encartados” que só nos envergonham.

 

E seria da dignidade vir a público pedir desculpa por tentar passar uma ideia falsa à ONU News.

 

Isabel A. Ferreira

 

***

Para ouvir as inverdades proferidas pelo ministro da educação de Portugal , no áudio a partir do minuto 07:15, abram este link, por favor:

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2017/02/exclusiva-tiago-brandao-rodrigues-fala-a-onu-news-sobre-jovens-e-odss-em-portugal/#.WJNzIuSmmcx

***

Para saber o que pensam as elites cultas, abrir os links, por favor:

O QUE OS BRASILEIROS CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

O QUE OS AFRICANOS CULTOS DE EXPRESSÃO PORTUGUESA PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

O QUE OS PORTUGUESES CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:12

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Domingo, 9 de Outubro de 2016

LUSOFONIA: BISPOS LAMENTAM SUSPENSÃO DO USO DA LÍNGUA PORTUGUESA NOS PROCESSOS DE CANONIZAÇÃO

 

 

«Não era o Acordo Ortográfico que ia prestigiar e expandir internacionalmente a língua portuguesa? Não ia tornar o português idioma oficial da ONU e dos fóruns internacionais? E mais um par de botas?» (Tradutores contra o Acordo Ortográfico)

 

Repare-se que se diz Língua Portuguesa, não se diz Acordês

 

Depois que Portugal começou a espalhar por aí o Acordês, que é a versão inculta do Português, a Santa Sé descartou-o. É que o uso de uma ortografia terceiro-mundista não prestigia nenhum país lusófono, nem o Vaticano. 

 

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Agência Ecclesia 27 de Setembro de 2016, às 14:24

 

Responsáveis dos países lusófonos lembram que está em causa a quinta língua mais falada no mundo

 

Aparecida, Brasil, 27 Set 2016 (Ecclesia) - Os bispos católicos dos países lusófonos manifestaram-se hoje contra a suspensão do uso da língua portuguesa nos processos de postulação das Causas dos Santos na Santa Sé.

 

“Desejamos que a língua portuguesa, a quinta língua mais falada do mundo, por 260 milhões de pessoas, continue a ser utilizada nos processos de canonização”, assinala o comunicado final do 12.º Encontro de Bispos de Países Lusófonos, que decorreu desde sexta-feira na cidade brasileira de Aparecida.

 

A Congregação para as Causas dos Santos, organismo responsável pelo acompanhamento dos processos de beatificação e canonização na Santa Sé, invocou “dificuldades logísticas” para justificar a intenção de eliminar o português do conjunto de línguas de trabalho.

 

Os participantes no encontro de bispos lusófonos apresentam agora o seu “lamento e preocupação por esta decisão” que, segundo os representantes dos episcopados católicos, “vai dificultar e encarecer o bom andamento dos processos de canonização com origem nos países de expressão portuguesa”.

 

O texto, enviado à Agência ECCLESIA, é subscrito por responsáveis católicos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

 

O uso da língua portuguesa foi determinado por uma instrução da Santa Sé, a ‘Sanctorum Mater’ de 17 de Maio de 2007, no n.º 127: ‘As línguas admitidas junto da Congregação para o estudo das causas são: latim, francês, inglês, italiano, português e espanhol’”.

 

Ainda na reunião de Aparecida, os participantes mostraram o seu “apoio unânime” ao acordo das conferências episcopais do Brasil e Portugal sobre a tradução do Missal Romano, junto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Santa Sé), para que “se mantenham as fórmulas sacramentais e a resposta «Ele está no meio de nós» à saudação «o Senhor esteja convosco»”.

OC

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:58

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Domingo, 4 de Setembro de 2016

PORQUÊ SETE PAÍSES LUSÓFONOS TÊM DE SE SUBMETER AO AO90 ENGENDRADO NO BRASIL?

 

Façamos um raciocínio e (porque não?) um juramento de sete, para um outro acordo…

(Este texto foi baseado na leitura deste outro: «Toda a lógica instrumental do AO90 é brasileira» para ler neste link:

http://cedilha.net/ap53/?p=4096

 

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O Juramento dos sete chefes, de Alfred Church (inspirado num episódio da tragédia de Ésquilo Os Sete Contra Tebas).

 

São oito os países que fazem parte da Lusofonia: Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor e Brasil… Certo?

 

Destes oito países lusófonos, apenas o Brasil, por motivos que já todos nós conhecemos (mas que nunca é demais repetir), ou seja, para facilitar a aprendizagem da Língua que foi escolhida para língua oficial depois da independência, em 1822 (poderiam ter escolhido uma das línguas tupi-guarani, por exemplo), com o intuito de diminuir o elevado índice de analfabetismo que então grassava no país (e que permanece até hoje, apesar de…), adoptou a estratégia simplista de indiscriminadamente suprimir consoantes mudas, atropelando a Etimologia de vocábulos que têm uma história, transformando uma ortografia culta, numa escrita mutilada, onde as mais básicas regras gramaticais são também atropeladas.

 

Ora é esta versão inculta da ortografia da Língua Portuguesa, que no Brasil se designa por Português do Brasil, agora apelidado de AO90, que Portugal e Brasil querem impingir aos sete países que sempre se mantiveram fiéis à versão culta da Língua Portuguesa.

 

Portanto a pergunta que se faz é a seguinte: por que carga de água é que sete países têm de deixar de escrever correctamente a Língua Oficial deles, apenas porque um país que a escreve mutilada, assim o quer e por razões das mais absurdas, como se pode atestar no texto que escrevi sob o título «Eu acuso o governo português de tentativa de homicídio da Língua (Oficial) Portuguesa» que pode ser consultado neste link:

 

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/eu-acuso-o-governo-portugues-de-42284

 

 

Então, o que proponho é que Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor se unam e, em vez de sete países, que sempre escreveram correctamente a Língua Oficial, que faz parte da identidade desses países, passarem a escrever incorrectamente a língua, seja o Brasil, que se desviou da versão culta dessa mesma Língua, a regressar às origens e, deste modo, a Língua Portuguesa ficaria, de facto, unificada nos oito países lusófonos.

 

Os Brasileiros são milhões? São.

 

Mas são milhões a escrever incorrectamente uma Língua que milhares (talvez também abeirando os milhões) escrevem correctamente.

 

Não queiramos passar de cavalo para burro, que significa ficar pior do que se está, trocar o que se tem de bom por coisa pior ou descer de categoria...

 

E diz-nos a lógica que não se deve impor a sete povos o que apenas um só povo faz de errado.

 

Nunca entendi esta vergonhosa subserviência do governo português a um país que não respeitou a língua que herdou de antepassados comuns.

 

Sete países não podem vergar-se à vontade de um.

 

Sete países têm em comum uma ortografia unificada. Por que estes sete países deveriam destruir essa união, apenas para fazer o jeito a editores/livreiros e políticos brasileiros e portugueses impatriotas que apenas pretendem encher os bolsos à custa desta negociata de dois contra seis.

 

Digo isto porque a ortografia que o governo português quer impingir-nos não é mais do que a ortografia utilizada no Brasil,  com a agravante de desunificar mais do que unificar as duas grafias existentes, até porque os Portugueses já começaram a  escrever incorrectamente palavras que os Brasileiros sempre escreveram correctamente.

 

Por exemplo: recepção, infecção, concepção, aspecto... 

 

Que seja então como na tragédia de Ésquilo: os sete países lusófonos que sempre tiveram a  língua unificada, contra o AO90, engendrado no Brasil, e que só desunifica essa língua.

 

Ou não seja este acordo a verdadeira tragédia do desacordo.

Contudo há que acrescentar um detalhe: se o AO90 se engendrou a partir do Brasil, foi em Portugal que ele assentou arraiais com a união do Malaca Casteleiro (traidor da pátria) a Evanildo Bechara, os engendradores-mores  da ortografia inculta que governantes incultos de Portugal e Brasil querem impor  aos Portugueses e aos restantes países lusófonos.

 

(Observação: este texto foi escrito sem qualquer preconceito contra o Brasil, que tenho como minha segunda Pátria, e como tal, passível de ser criticada como a minha primeira Pátria – Portugal. É que para mim, amigos, amigos, negócios à parte. Não misturo negócios (neste caso obscuros) com o meu relacionamento pessoal com os meus irmãos brasileiros. E quem me conhece sabe disso. Quero o melhor e na mesma medida, para o Brasil tal como quero o melhor para Portugal, o meu país natal. Apenas isso.)

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:36

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Quinta-feira, 23 de Junho de 2016

O QUE OS POLÍTICOS PORTUGUESES PRECISAM DE SABER SOBRE O AO90

 

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Aqui há tempos, por ocasião das eleições legislativas, perguntei a um determinado líder político, qual a posição do seu Partido acerca do AO90.

 

A resposta veio assim: “Eu, pessoalmente, escrevo e continuarei a escrever como sempre escrevi, mas o Partido, constituído maioritariamente por gente mais jovem, entende que a língua é um organismo vivo em evolução, portanto, estando o AO90 nessa linha evolutiva, optaram por aplicá-lo».

 

Esta seria a resposta perfeita, se o AO90 tivesse alguma coisa (ainda que muito remota) a ver com a linha evolutiva da língua.

 

Acontece que o AO90 nada tem a ver, nem de perto nem de longe, nem pouco mais ou menos, com evolução alguma. Muito menos da língua.

 

E porquê?

 

Simplesmente porque o AO90 não foi engendrado a partir de motivações evolucionistas da língua, ou assente nas Ciências da Linguagem, mas tão-só em interesses económicos de uns tantos editores/livreiros brasileiros e portugueses (reparem que eu não incluo aqui os africanos de expressão portuguesa, porque esses não foram para ali chamados) e, por arrasto (porque nestas coisas de interesses económicos sempre se vai por arrasto), de uns tantos políticos portugueses que, sem o menor pejo, patriotismo ou sentido de Estado, decidiram vender a Língua Portuguesa, culta e europeia (é bom referir este detalhe, porque anda por aí uma imitação muito mal ataviada, a que chamam português do Brasil) e impor ilegalmente, vergonhosamente, impatrioticamente uma ortografia apelidada de AO90, tirada, à força, da ignorância mais profunda sobre a Língua Portuguesa, um dos maiores símbolos da Identidade de Portugal, aquele que exprime o ser e o sentir de todo um povo, porque sem a Língua, expressão oral e escrita, como saberíamos dos feitos tão excelentemente cantados por Luiz Vaz de Camões?

 

A Língua de um povo diz da dignidade desse povo. Não pode ser o simples linguajar que os iletrados utilizam para se comunicarem entre si.

 

Quis o destino que Portugal, por ser um pequeno país, entalado entre o Oceano Atlântico e a gigantesca Espanha, ousasse rasgar as águas do mar em busca de outros mundos, para poder sobreviver.

 

Quis igualmente o destino que os Portugueses fossem um povo destemido e dotado para as marinhagens, e que «navegando mares nunca dantes navegados», de légua em légua, foram descobrindo terras, nelas se fixando e deixando a “marca” de Portugal.

 

Não caberá aqui discutir o mérito ou o demérito da colonização portuguesa, que não foi nem pior nem melhor do que a dos outros povos colonizadores.

 

Chegados aqui, falemos da Língua que deixámos aos povos que foram sendo colonizados, e que, no caso do Brasil (o grande responsável pela disseminação do mau Português, perdoem-me os meus quase conterrâneos brasileiros) foram primeiramente os indígenas (os mais genuínos brasileiros), e depois os colonos portugueses e de muitas outras origens, que foram assentando arraiais no gigantesco território que os Portugueses conseguiram tornar seu.

 

Até 1822, o Brasil (achado em 1500) existiu sob o “domínio português”. Mas depois desta data, já com brasileiros de terceira geração, libertaram-se desse domínio, e o que fizeram com essa liberdade também não é agora para aqui chamado.

 

O que é para aqui chamado é que esses brasileiros, por vontade própria, adoptaram a Língua Portuguesa como língua oficial (e poderiam ter escolhido qualquer uma das muitas línguas indígenas que então existiam) a qual foi sendo enriquecida pelo léxico autóctone e dos vários povos que no Brasil se foram fixando.

 

E isso foi muito bom para a Língua Portuguesa.

 

O que não foi bom foi o facto de, a dada altura, os políticos brasileiros, para baixarem o elevado índice de analfabetismo, decidirem simplificar, arbitrariamente, a língua escrita, retirando-lhe as consoantes mudas, sem terem a mínima noção de que, ao fazerem-no, estavam pura e simplesmente a mutilar a língua, introduzindo palavras que antes tinham nexo e, bruscamente, por mera vontade política, deixaram de ter, e transformaram-se em erros ortográficos (e passo por cima dos outros erros, incluindo os da concordância, espelhados na linguagem oral).

 

E são precisamente essas palavras mutiladas, sem qualquer motivação científica, que os políticos portugueses impatriotas e completamente desinformados (se é que me entendem) querem impingir-nos, porque sim, por teimosia, por ignorância, por meros interesses económicos, por conveniências obscuras.

 

Concluindo: não existe, nem pode coexistir um Português de Portugal e um Português do Brasil.

 

O Português é Português em qualquer país lusófono. Ponto final.

 

Dentre os oito países que fazem parte da Lusofonia (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Timor) apenas o Brasil desvirtuou a Língua Portuguesa, e não foi por motivos evolucionistas, como já referi.

 

O Português, dito do Brasil, não é mais do que o Português na sua versão mais pobre e inculta. E que me perdoem os Brasileiros, porque aprendi a ler e a escrever no Brasil e passei a minha infância, adolescência e juventude a aprender e a desaprender a minha própria língua, de cada vez que me mudava de cá para lá, e de lá para cá.

 

Não existe um Português de Angola, ou de Moçambique ou de Cabo Verde, ou da Guiné, ou de São Tomé e Príncipe, ou de Timor.

 

O que há é muitos modos de dizer. A expressão oral pode variar até de cidade para cidade, dentro de um mesmo país. Mas não a escrita.

 

Os brasileiros até podem dizer “mulé”, “muié”, “mulherrr”, mas se escreverem mulher, menos mal.

 

Não critico o modo de falar, se bem que falar bem não fica mal a ninguém.

 

Reduzir a língua escrita ao modo de dizer, não tendo em conta a etimologia das palavras, é um acto de incultura.

 

É trise, muito triste, vermos a nossa bela Língua Portuguesa escrita por aí, em documentos oficiais, em (algumas) estações televisivas, em (alguns) jornais e revistas, em (alguns) livros de escritores menores, com a puerilidade de uma criança que acaba de se sentar nos bancos da escola primária, para aprender as primeiras letras, e junta-as conforme as ouve:

 

«Çaberão voçax eisçelênciax u tamanhu da inurmidade da voça falta de cunheçimento da língua purtugeza

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:32

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Quarta-feira, 16 de Março de 2016

UMA VISÃO ESCORREITA SOBRE O AO/90

 

O texto que se segue foi retirado de um comentário que Rui Miguel Duarte publicou  num jornal online, a propósito de alguém (Amon Rá) dizer que o AO/90 está em vigor devido a uma lei.

 

Porque penso que estes comentários merecem destaque, para que as pessoas possam reflectir, passo a transcrevê-lo, com a devida vénia…

 

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Texto de Rui Miguel Duarte

 

1 - (O AO/90) não está em vigor. Só por facto consumado ilegal e inconstitucional. A convenção de Viena foi violada por meio de uma batota (2.º protocolo modificativo) que permite que uma minoria de Estados (3) decida meter "em vigor" na ordem jurídica internacional algo que nem todos decidiram nem querem. Repita-se: não querem. Com Angola à cabeça. Se isto é acordo, o que é uma imposição?

 

2 - A resolução do Conselho de Ministros 8/2011 de José Sócrates não é lei nem pode revogar lei nem decreto-lei. A grafia legítima, herdada pela maioria dos PALOP e por eles estimadas, resultam de decretos-lei. Vigor, qual vigor?

 

3 - Por falar em acordo, e a humilhação portuguesa e brasileira quando no ano passado o texto conjunto de uma reunião da CPLP foi mandado corrigir por Angola e Guiné-Bissau? Acordo? Ahah!

 

3 - O Diário da República e os alunos aprendem? Sim. Os danos de retroceder? Examine antes os danos de avançar. Nas escritas e nas pronúncias. Vá ver. Diário da República? Sim, é um facto que está cheio de "fatos" desde 2011. Vá ver a tudo quanto é documento oficial, portal de internet, texto de jornal. O Estado manda penalizar os alunos que grafam em bom português mas ele dá-se ao direito de garatujar mal. Bela moral, a da religião acordista. Viva a bondade do ao90 e mai-los seus benditos efeitos.

 

4 - Irreversível? O que há de reversível nesta vida? O ao90 é a nova TINA? Até esta está a ter alternativa.

 

5 - "Expetável"? Em que país se escreve assim? No Brasil parece que há dupla grafia. Em Angola? Em Moçambique? Aí não espetam nem expetam nem xpetam essa! Acordo, qual acordo? AHah!

 

6 - Há jornais e publicações que decidiram fazer um ao90 "à la carte", escolhendo as normas que pensam, no seu senso, ser razoáveis. Pudera, é o próprio ao90 quem dá liberdade a que cada um, facultativamente, escolha como grafar. Por outras palavras: doravante é lícito dar erros, fazer como se entender. Voltámos ao estado medieval da língua.

 

7 - Uma reduzidíssima elite? Tape o sol com a peneira à vontade. Ai não sabe que TODOS os pareceres linguísticos anteriores à "entrada em vigor" foram contrários? TODOS, excepto o do "irredutível gaulês" Malaca Casteleiro, em causa própria (sendo um dos autores)? E que algumas dessas pessoas mudaram de religião, converteram-se radicalmente nessa estrada de Damasco acordista depois de receberam perspectivas de lucros (editores) e integrarem o antes sensato mas agora apóstolos institutos de linguística com financiamento oficial?

 

8 - Velhos do Restelo com aspas?! Não, pode escrever sem elas. De tão batido e tão pouco original, este epíteto já se nos colou à pele como segunda natureza. Assumidamente, somos Velhos do Restelo. Aconselha-se, aliás, a leitura do episódio para fazer a sua correcta exegese.

 

9 - Donos da língua? Quem fez e impõe, normalmente com argumentos nulos, de "fato" e quiméricos, para não dizer insultuosos (como o reiterado epíteto "Velhos do Restelo", às vezes "salazaristas") é quem fala de uma putativa irreversibilidade. E já agora, e mais uma vez, importa informar-se e ler o que dizem de África, sobretudo Angola (mas não só) governantes, professores, escritores, linguistas: o "acordo" é coisa de brasucas e portugas, não temos muito a ver com isso.

 

10 - Mais algum argumento substancial sobre a qualidade, a bondade, as razões de direito, os efeitos expansionistas, prestigiantes do ao90 nos lusofónicos e quinto-imperiais amanhãs que cantam? Algum? Um só?

 

***

As leis (e ao contrário do que o pseudo-legalismo terrorista dos acordistas Margarita, Malaca e José Mário dizem, lei alguma impôs este aborto, somente uma resolução de conselho de ministros) podem ser mudadas, revistas, revogadas. O actual governo está a revogar e reverter leis do anterior. Aparentemente, só a "lei" do aborto ortográfico é como a Bíblia: é eterna. O AO90 é uma TINA?

 

Sucede que à resolução de conselho de ministros de Sócrates juntou-se um decreto presidencial de Cavaco. E qualquer Presidente pode alterar isso.

 

E o ingénuo Malaca continua a dizer que isto vai passar? Há quanto tempo o diz, ele e outros? E há quanto tempo e quantas vezes países há quem não homologaram nem querem homologar esta parvoíce? Com Angola à cabeça? E a triste humilhação a imposta a Portugal e Brasil, numa reunião da CPLP no ano passado, por Angola e Guiné-Bissau, que obrigaram a corrigir para português euro-afro-asiático o texto em acordês da declaração conjunta?

 

A Terra ainda é um disco chato, não é? Apesar de provas em contrário; e quem assim não pensar merece a fogueira. Assim pensam estes "linguistas" acordistas. Ingenuidade, cegueira voluntária, ridículo, patetismo, esquizofrenia, vida que insiste em ser vivida numa realidade virtual. (Rui Miguel Duarte)

 

Fonte:

http://www.ionline.pt/artigo/499849/acordo-ortografico-marcelo-gera-expetativas-entre-os-criticos?seccao=Portugal_i

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:38

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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2016

POIS…

 

Indignados, verberam contra o AO/90…

 

FAUSTO.jpg

 

Por Fausto Brignol

 

Preocupado com as mudanças que estão sendo feitas na nossa língua, que perde, aos poucos, o sabor, remendada com gírias formadas em morros cariocas, desertos nordestinos, festas sertanejas paulistas e mineiras, e também nas escolas de todo o país onde uma exótica educação fonética é passada para jovens internautas imersos em brinquedos eletrônicos (electrónicos) e balbuciando uma novilíngua autorizada por seres especializados em sabotagem vocabular, dados a acordos de destruição ortográfica e todo o apoio ao falar minguado, mínimo, gaguejante, da manipulável massa informe de eleitores; seres que, se deixarmos, refletirão (reflectirão) a sua aculturada mentalidade anglófila colocando definitivamente um “z” no lugar do “s” de Brasil, porque, afinal, é assim que se diz, com som de “z”: Brazil com “z” ou Zé, tão propício aos negócios com outros povos que não entendem o “s” entre duas vogais, povos bárbaros que usam linguagem binária em suas sintéticas comunicações; prestigiados piratas que fizeram da pirataria a sua razão de ser e possuem todo o dinheiro do mundo para comprar toda a madeira da Amazônia (Amazónia) e todo o gado e todos os políticos e todos os insumos agricultáveis e toda a nossa pobreza mental e física, prostituída em férteis terras d’além-mar e toda a nossa cultura para ser jogada no lixo e substituída por chiados robotizados e musicalidade lacrimejante e pútrida, e preferem o português brasileiro rasamente simplificado, a língua codificada em verbos indeclináveis, o fim da acentuação tónica (tónica), porque mais que o ‘yes-no-question’, o ‘pega-lá-da-cá’, o ‘qual é o teu preço’ é demasiado para essas pessoas tão necessitadas de açambarcar o mundo para saciar a sua fome de poder e glória, resolvi entrar para um ou dois grupos virtuais de Portugal que protestam contra o Acordo Ortográfico, também chamado de AO90 ou o desacordo que propõe o discordês, provável mutação do dilmês ou do lulês, quem sabe do cardosês, e constatei que em Portugal, ao contrário destas terras onde tudo dá, muitos portugueses estão em consciente vigília.

 

Pois. Indignados, verberam contra o AO/90, pressionam céus e terras, principalmente terras, a sua terra, apoquentam os eleitos e corruptíveis donos daquele país que está sendo levado à bancarrota ou a uma rota de amizade com os banqueiros internacionais, preterindo o povo que nada sabe de acordos, mas de fome e desemprego, assim como na Grécia, Itália, Espanha, Irlanda – onde mais? Brasil? -, e, nesses grupos, reúnem-se os que se sentem ofendidos, despeitados, desrespeitados, posto que a ortografia não deve ser mudada à força devido aos interesses comerciais, a leis estéreis e artificiais, mas sofre ligeiras modificações no decorrer dos séculos, adaptando-se ao costume dos povos, assim como do espanhol derivou o português e suas alterações, diferenças, semelhanças e dissemelhanças (dissemelhanças) ocorreram naturalmente nas ex-colônias (ex-colónias)da nação que conquistou grande parte do mundo com armas e barões assinalados, que, a partir da ocidental praia lusitana – como diz o vate, o bardo, o poeta maior da língua que ofendemos com ameaças de destruição – disseminou hábitos e fecundou culturas com o idioma ainda a tomar forma, a encontrar os corretos (correctos)vocábulos, a buscar expressão em frases conexas, o castiço vernáculo anunciando-se gramaticalmente, eruditos a esquadrinhar a adequada morfologia, a inquirir do discurso a sintaxe perfeita na tentativa da ortodoxia dos dicionários – último limite aos barbarismos, à errada grafia, aos vícios de linguagem, às invasões semânticas, aos truísmos, às dúvidas da prosódia.

 

 Nas ex-colônias (ex-colónias) portuguesas, como Moçambique, Angola, Brasil, Cabo Verde, Açores, Guiné-Bissau, Timor Leste, Ceuta, São Tomé e Príncipe, Tanger, Ilhas Canárias, Ilhas de Santa Helena e Macau, a língua portuguesa disseminou-se e se impôs, graciosa e bela, imperialista e soberba, e mesmo depois das guerras de libertação e de independência permaneceu como a lembrar o último resquício luso em terras invadidas, a derradeira herança a nações que foram obrigadas a esquecer os dialectos (dialectos) nativos, tão nativos e impróprios para povos civilizados, e em cada um dos lugares libertos fisicamente reina a soberana língua como déspota esclarecida, permitindo a introdução de variações, mas sempre resguardando a hermenêutica pureza que permite a perfeita comunicação, apesar dos ataques eventuais de insidiosos sotaques caipiras.

 

Eis quê! Lá pela década de 1990, sábios muito sábios de Portugal, Brasil e alhures reuniram-se para tentar a uniformidade da língua escrita e consideraram imprescindível que os oito países (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe) membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estabelecessem um acordo ortográfico, alegando razões pedagógicas e de comunicação entre os países lusófonos; para isso, sacrifica-se a etimologia em favor do critério fonético como a dizer que a língua organizada deve obedecer aos sons e não à estrutura etimológica em gigantesco salto em busca da linguagem primitiva, babélica e disforme, e cá no Brasil, terra do é dando que se recebe, aproveitando a carona do retrocesso cultural, doutos membros dos ministérios da Educação e da Cultura e talvez de outros ministérios menos cultos e educativos e, quem sabe, ancorados em opiniões ululadas no Palácio do Planalto, lugar onde inteligentes criaturas usam um falar taquigráfico, pretendem que o português vulgar – curiosa língua que vem sendo criada na terra onde quase ninguém lê ou estuda – seja considerado correto (correcto), uma vez que é tartamudeado pela imensa maioria do povo e a democracia estipula que a maioria deve mandar, mesmo quando está errada, e essa maneira de pensar prevê que a quantidade é superior à qualidade e se grande número de pessoas fala e escreve mal e, mesmo assim, consegue se expressar sem grandes impedimentos, o errado passa a ser o certo e estamos conversados.

 

Em defesa do Acordo Ortográfico, muitos intelectuais fisiológicos afirmam que se trata da evolução da língua que deve ser ratificada através das letras que a traduzem, o que, por certo, não respeita a verdade, pois não se pode considerar como evolução a destruição do sistema de ensino ou o curvar-se do Governo à ignorância generalizada ao ponto de prescrever que o assim denominado “português vulgar” – uma forma cibernética de falar e expressar, resultado de gírias, anglicismos e palavras de baixo calão – deve ficar no mesmo nível do que apelidaram de “português culto”, que nada mais é que a tentativa de falar e escrever corretamente (correctamente), o que se torna cada vez mais difícil, visto que a massificação passa necessariamente pela midiatização do povo, pela alienação das pessoas e pela degeneração dos valores culturais, mas há aqueles que preferem aceitar passivamente todas as barbáries e todas as leis, mesmo as mais controversas e ridículas, e vemos que o AO90 promulgado por decreto é uma imposição dos governos interessados e não uma consequência (consequência) da natural mutação da língua, o que pode ocorrer a cada século com uma ou duas palavras ou pouco mais, e é sabido que toda prescrição cultural exibe indícios de fascismo e nenhum povo pode ser considerado verdadeiramente livre quando até a ortografia da sua língua é resultado de cominação e coerção social.

 

Coerção, e não coesão ortográfica, como os arautos da escatologia da linguagem pretendem passar ao iludido povo alucinado por futebol e que tudo aceita, desde que receba a sua dose diária de samba, malandragem e planejada desinformação; e, na dúvida, que muitos chamam de atroz como se fosse de urgência as calmas e católicas certezas; na dúvida, mãe da transformadora dialética (dialéctica), entrei em contato (contacto) com portugueses que se sentem usurpados em seu direito natural de autores e guardiães da língua, lutando para que o AO90 seja revogado ou, pelo menos, que grande número de pessoas não use as novas regras do desacordo, assim como faço neste blog, e nessas conversas percebi que estamos unidos no mesmo objetivo (objectivo) e, ironicamente, desejando a retificação (rectificação) do discordês para que possamos continuar a escrever de maneira diferente palavras da mesma língua.

 

O que é sumamente agradável, mesmo que haja suave divergência sobre a apropriada forma de grafar certas palavras ou de usar ou não determinados acentos tónicos (tónicos), mas uma única língua falada e escrita por povos de diferentes heranças culturais sofrerá inevitáveis modificações que não podem ser rectificadas (rectificadas) à força, por decreto; ao contrário, obedecer-se a peculiaridades fonéticas e léxicas de nações distintas sem que a língua-raiz seja prejudicada em sua principal função, qual seja a de promover a compreensão respeitando a diversidade de expressão ortográfica, é o que consiste, de fa(c)to, em verdadeira democracia, embora os doutores da lei, imbuídos de majestática infalibilidade, acreditem que somente a eles cabe designar a obrigatória verdade, e o pior – se há algo pior em todo este imbróglio provocado pelo desnecessário AO90 – é a exploração demagógica, caso típico do governo brasileiro ao promover, incentivar e vulgarizar o erro com evidentes objetivos (objectivos) eleitoreiros, deixando claro que a divisão entre classes sociais também acontece na ortografia.

 

E se nada mais nos resta, além de protestar - protestemos, ora pois!

 

(AVISO: as palavras sublinhadas em bolt e entre parêntesis são da minha lavra, para salientar que em Portugal escreve-se deste modo, e no Brasil de outro modo, e assim continuará a ser, cá e lá, independentemente da vontade dos acordistas. (IAF).

 

Fonte:

http://fausto-diogenes.blogspot.com.br/2013/10/preocupado-com-asmudancas-que-estao.html

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:57

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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2016

ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990: A GRANDE MAROSCA!

 

 

«Se todos os países de Língua Portuguesa, excepto o Brasil, falam e escrevem correctamente Português, por alma de quem é que todos têm de passar a escrever e pronunciar dialecto brasileiro? Quem tem estado a assassinar a Língua Portuguesa é o Brasil, e por que raio os restantes países não mandam o Brasil aprender bom Português (Rui Moreira)

 

quadro1.jpg 

(Origem da imagem: Internet)

É este “português” que circula na Internet… Isto tem de acabar. Isto não é Português. Isto envergonha a Língua Portuguesa e os Portugueses que se prezam de o ser.

 

O termo “marosca” é de origem obscura (diz o dicionário) tal como é obscuro o cerne do Acordo Ortográfico de 1990, que o governo português, quer, porque quer, custe o que custar, impingir aos Portugueses.

 

O AO/90 não passa de uma marosca, ou seja, de uma vil trapaça, de um tremendo engano, de um ardil, de um erro crasso, de um mau enredo dos vendilhões da Língua Portuguesa.

 

O actual governo tem a faca e o queijo na mão, e pode acabar com esta farsa, com esta marosca que envolve a imposição, por decreto, de uma desordem ortográfica, que mais parece o acto de um tempo longínquo, quando os povos começaram a articular os primeiros sons e deram os primeiros passos para os transformar em escrita.

 

Para que todos possamos reflectir no que está a passar-se no mundo lusófono, em torno desta grande marosca que é AO/90, aqui deixo algumas achegas:

 

O AO/90 assenta no que os Brasileiros conceberam há longos, longos anos, para diminuir o índice de analfabetismo que era (e ainda é) descomunal no Brasil: desataram a retirar consoantes mudas, hífens, acentos e a IGNORAR, por completo, a Gramática.

 

Sei do que estou a falar, porque aprendi a ler e a escrever lá, ou melhor, desaprendi, porque quando regressei a Portugal, tive de (re) aprender a minha verdadeira Língua Materna. Fiquei apenas com o melhor da língua brasileira: a influência indígena e africana, com que enriqueci o meu vocabulário.

 

Até que uns chicos-espertos resolveram TAMBÉM ganhar dinheiro com isso. E aqui entra a venda de manuais escolares, dicionários e outras publicações, numa linguagem estropiada, ou seja, mutilada, decepada, à qual cortaram consoantes, acentos e hífens imprescindíveis, para facilitar a aprendizagem dos poucos dotados para o estudo. Mas saber ler e escrever é o mínimo exigível para que se tenha um empreguinho decente.

 

***

Ouvimos dizer frequentemente: «Eu jamais escreverei de acordo com o AO/90».

 

Contudo, o problema não está em NÓS nos recusarmos a escrever MAL a nossa língua. Recusamos, e muito bem, uma vez que e a Desobediência Civil é um direito consignado na CRP (Constituição da República Portuguesa), quando está em causa leis injustas ou a integridade da Identidade Portuguesa.

 

O problema está no ensino de uma língua ESTROPIADA às novas gerações, que têm todo o direito a uma aprendizagem correCta e qualificada da Língua Materna delas.

 

É isso que precisamos de impedir, ou melhor, VAMOS IMPEDIR.

 

***

MAU PORTUGUÊS.png

 

Vejamos este mau exemplo que os governantes dão ao país e ao mundo que fala e escreve Línguas europeias e cultas.

 

«Efectivamente, desde Janeiro de 2012, muitos portugueses vivem numa realidade ortográfica alternativa», diz o Aventar aqui: http://aventar.eu/2016/01/13/fact-fato/

 

Eu não lhe chamaria realidade ortográfica alternativa.

 

A isto chama-se ABRASILEIRAR a nossa língua.

 

A realidade ortográfica é a seguinte:

 

Com acordo ou sem acordo, no Brasil, continuarão a dizer e a escrever FATO. Isto é um faCto.

 

Em Portugal, com acordo ou sem acordo diz-se faCto, mas os mais distraidinhos escrevem FATO, e a isto chama-se IGNORÂNCIA.

 

Realmente, pelo que vemos nesta amostragem do Diário da República, órgão de informação oficial português, é que a ignorância entranhou-se como uma peste, na governação portuguesa.

 

***

Posição do actual Ministro da Cultura, JOÃO SOARES, sobre o AO/90, em 2013

 

«Pelas nove e meia da noite de segunda-feira, 07.Jan.2013, disse na SIC Notícias: «Eu, não sendo um entusiasta do Acordo Ortográfico, sou o mais que é possível a favor de que unamos cada vez mais esta língua, porque é o Brasil que lhe dá também uma grande vitalidade

 

Ver aqui:

http://chovechove.blogspot.pt/2015/11/acordo-ortografico-97.html

 

O Brasil é que dá grande vitalidade à Língua Portuguesa?

 

Em 2013, João Soares não era Ministro da Cultura, era um mero deputado que aplaudia outras “culturas”.

 

Ainda não se pronunciou, como Ministro (que eu saiba), sobre a balbúrdia que envolve a aplicação do AO/90.

 

Contudo, para orientação do Senhor Ministro, aqui deixo uma frase lapidar, de Rui Moreira, que poderá ajudá-lo a orientar-se no caminho certo, Senhor Ministro da CULTURA:

 

«Se todos os países de Língua Portuguesa, excepto o Brasil, falam e escrevem correctamente Português, por alma de quem é que todos têm de passar a escrever e pronunciar dialecto brasileiro? Quem tem estado a assassinar a Língua Portuguesa é o Brasil, e por que raio os restantes países não mandam o Brasil aprender bom Português?»

 

***

O que se escreve por aí… pretensamente… em Português…

 

10526025_761894833912187_1922132117922144324_n TRA

 

in: https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645077242260614.1073741827.199515723483437/761894833912187/?type=3&theater

 

Este AO/90 não vingará, porque é um autêntico aborto.

 

Mas se vingar será um monstrengo. E sendo um monstrengo não mais será a Língua Portuguesa, rica e bela.

 

Portugal perderá a sua identidade, e estes governantes entrarão para a História, como os maiores traidores da Pátria.

 

O que vemos nesta amostra envergonha as pedras portuguesas.

 

***

CAMPANHA1.jpg

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10208652346211113&set=gm.1059742994071073&type=3&theater

 

Apesar de tudo, e retirando aquele EM, gostei desta publicação, porque no Brasil, o "normal" é escrever as palavras referidas de um modo errado. Estas e centenas de outras.

 

E se não AGIRMOS, será assim que os nossos adolescentes escreverão, MAL, não tardará muito.

 

***

INTELETO.png

Fonte:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645077242260614.1073741827.199515723483437/762358303865840/?type=3&theater

 

O que aqui vemos é indizível.

 

Nem o mais desinstruído, de todos os defeituosamente instruídos do mundo lusófono, fala e escreve deste modo estropiado.

 

Mas em Portugal, os que querem ser mais acordistas do que os que pariram este aborto, escrevem assim… deste modo torpe.

 

***

E para os actuais governantes, que têm o poder de travar imediatamente esta perniciosidade, deixo aqui uma verdade incontestável:

 

O AO/90 não modificará coisa alguma no Brasil.

 

Eles continuarão a escrever como sempre escreveram: MAL.

 

Continuarão a escrever (não me refiro à pronúncia, porque o que aqui está em causa é apenas a ortografia das palavras mal ou bem ditas): Amazônia, Antônio, idéia, Coréia, fato (em vez de faCto), contato, anistia.., entre centenas de centenas de outros vocábulos…

 

E os restantes países lusófonos, nós incluídos, e os jovens aprendizes da Língua, todos nós continuaremos a escrever Amazónia, António, ideia, Coreia, faCto, contaCto, aMnistia… entre centenas de centenas de outros vocábulos…

 

Outro dado adquirido é que a esmagadora maioria do povo brasileiro nem sequer sabe o que é o AO; e o nosso povo também não. E o povo de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, etc., também não sabe.

 

Portanto, o AO/90 é um projeCto completamente falhado.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:16

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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