Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2017

O AO90 É UM ANDRAJO…

LÍNGUA.jpg

Países cujas línguas oficiais são de origem indo-europeia

 

O AO90 é como um andrajo: podemos remendá-lo, mas jamais chegaremos a melhorá-lo, portanto o melhor é atirá-lo ao lixo.

 

Quanto à geração que já aprendeu o acordês, desaprendê-lo-á com bastante facilidade, e com a mesma facilidade aprenderá a escrever correCtamente a Língua Materna.

 

Diz quem já por isto passou várias vezes, na infância, na adolescência e na juventude, e não teve a mínima dificuldade em desaprender o que era errado (repito).

 

Aprender uma língua íntegra (a Língua Portuguesa) é mais fácil do que aprender uma língua desintegrada (o AO90). Isto posso garantir.

 

E ao aprender-se correCtamente a Língua Portuguesa, aprender-se-á muito mais facilmente qualquer outra língua indo-europeia.

 

É preciso não esquecer que a Língua Portuguesa é europeia, não é sul-americana.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:29

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Terça-feira, 23 de Agosto de 2016

“RECEÇÃO” DA LÍNGUA PORTUGUESA SÓ EM PORTUGAL

 

 

Em mais nenhum país lusófono se escreve “receção” por RECEPÇÃO. Nem no Brasil, onde um dia desataram a retirar consoantes mudas para facilitarem a aprendizagem do Português, com o intuito de se baixar o índice elevado de analfabetismo, objectivo que ainda não foi alcançado.

 

Mas o pior é isto, que se pode ler na Wikipédia, onde se encontra os maiores barbarismos em relação à Língua Portuguesa.

 

Com o consentimento do governo de Portugal, que não defende a sua Língua Oficial, ao contrário de todos os outros países do mundo.

 

Até neste detalhe Portugal é pequenino…

 

13907159_890547341046935_577697331075325984_n[1].p

 

«A unificação do Acordo Ortográfico em todo o seu esplendor também na Wikipédia. Perante a nova confusão gerada para o português de Portugal, vêem-se obrigados a alertar os utilizadores para a diferença entre "recessão" e "receção", sendo que neste último caso é a grafia da variante brasileira que prevalece nas entradas por não dar lugar a equívocos: recepção. Sim, a grafia com o tal inútil "p" que era igual em ambos os lados do Atlântico e que agora é um exotismo luso. E o objectivo era mesmo unificar as duas variantes, agora imagine-se se não tivesse sido...» (Tradutores contra o Acordo Ortográfico)

 

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.212426635525679.35361.199515723483437/890547341046935/?type=3&theater#

 

«Vamos tirar letras para simplificar, disseram os fazedores do Acordo Ortográfico, convencidíssimos de que aproximar a escrita da fala só traria benefícios. Ei-los (Tradutores contra o Acordo Ortográfico)

 

RECESSÃO.png

 

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.212426635525679.35361.199515723483437/890570781044591/?type=3&theater#

 

E VIVA O ACORDO ESTUPIDOGRÁFICO!

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:43

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Quinta-feira, 9 de Junho de 2016

QUE INTERESSES OBSCUROS ESTÃO POR DETRÁS DA IMPOSIÇÃO ILEGAL DO AO90 NAS UNIVERSIDADES?

 

LÍNGUA.png

 

Este é um episódio da realidade portuguesa, numa universidade.

 

Mafalda (nome fictício), estudante na UL, solicitou os meus serviços para lhe rever o texto da sua dissertação. Aceitaria se não estivesse acordizado. Estava, porque era obrigada, embora não concordasse, informou-me ela. Então, a minha resposta foi não. Não corrijo textos acordizados. Se os corrigisse, teria de os “passar” a limpo, para Língua Portuguesa. A legítima. A única. A que se encontra em vigor.

 

Aguardei quase uma semana pela resposta da Mafalda:

 

«Peço desculpa por só lhe estar a responder agora, mas só hoje consegui ter uma resposta definitiva à minha última tentativa para não utilizar o novo AO.

 

A resposta não foi a que eu desejava, mas foi aquela que estava a prever. O que me disseram foi que sou mesmo obrigada a utilizar o novo acordo ortográfico. Isto porque, por um lado, a UL adoptou o novo AO e, por outro, existe legislação nacional, actualmente em vigor, que obriga as escolas a utilizarem o novo acordo ortográfico e a imporem a sua utilização aos seus alunos.

 

Quando disse à Isabel que a minha orientadora me disse para utilizar o novo AO, expliquei-me mal. A orientadora também é contra o novo AO, mas quis defender os meus interesses. Mesmo que ela fizesse de conta que não reparou, a dissertação não iria passar da secretaria após a entrega. E mesmo que na secretaria também não reparassem, do dia da defesa iam dizer-me para alterar e entregar novamente.

 

Como não estou a fazer o mestrado para ter esta graduação só porque sim e preciso mesmo dele por motivos profissionais e com urgência, e como também, embora sendo contra o novo AO, não estou tão acerrimamente envolvida nesta causa como a Isabel, não vou fazer mais nada e vou mesmo entregar a dissertação escrita com o novo AO.

Tenho pena de não poder contar com a sua colaboração (e também já nem vou contactar mais ninguém para fazer a revisão), mas entendo perfeitamente a sua postura e dou-lhe os meus sinceros parabéns pela sua coerência.

 

Pedindo-lhe desculpa pelo tempo que lhe tomei…»

 

***

Esta resposta deixou-me perplexa. A UL obriga os alunos a escreverem mal a Língua Materna? Por alma de quem?

Cara Mafalda,

 

Doeu-me a alma ao ler esta sua mensagem. Por si, que está a ser ENGANADA, e NÃO É OBRIGADA a aplicar o AO90 na sua dissertação, porque não existe nenhuma legislação nacional (não existe) que a obrigue a aplicá-lo.

 

E também me faz doer a alma, pelas mentiras que o sistema apregoa, ignorando e desrespeitando a Constituição da República Portuguesa.

 

A UL até poderia ter adoptado o AO90, por ignorância ou por INTERESSES DUVIDOSOS, só que a UL NÃO PODE EXIGIR que os alunos apliquem esta aberração. E se a Mafalda apelasse para a Justiça, teria ganho de causa.

 

A falta de informação ou a ignorância optativa, é que “obriga” as escolas a imporem uma norma ilegal.

 

A sua orientadora, desculpe que lhe diga, deveria informar-se melhor, e não induzir a Mafalda em erro. Fica mais fácil dizer «É obrigada» do que «Não é obrigada, mas isso implicaria algum incómodo, e os professores (hoje transformados em serviçais do ensino) optam por não se incomodarem».

 

Saiba que existe muitos alunos do Ensino Superior que se recusam a entregar as suas dissertações em AO90 e não lhes acontece nada.

 

Saiba também que existem alguns professores que não aplicam o AO90 nas escolas e não lhes acontece nada, porque legalmente ninguém pode fazer nada contra quem se recusar a escrever com erros ortográficos.

 

São poucos. E é nisso e no medo que alunos e professores têm de perder “algo” (ainda que hipoteticamente), que os políticos incompetentes e subservientes ao lobby editorial apostam, para impingir uma ortografia mutilada.

 

Se a sua dissertação não passasse na Secretaria, a Mafalda tinha todo o direito de apresentar uma queixa, porque a aplicação do AO90 é ilegal e inconstitucional (já lhe tinha dito e enviei-lhe um link, mas vou deixar aqui um outro para demonstrar-lhe o que digo:

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/em-portugal-a-imposicao-do-ao90-e-18730

 

 

Compreendo a sua situação. O sistema vale-se da necessidade dos jovens, para impor uma “coisa” ilegal, de lesa-língua e lesa-pátria.

Sim, eu estou empenhadíssima em defender a Língua Portuguesa, e aproveitarei este seu exemplo para agitar as águas estagnadas do ensino da Língua Portuguesa, em Portugal.

 

Estes casos têm de ser desmascarados, porque são ilegais. E a UL não pode obrigar ninguém a cometer uma ilegalidade. É ilegal.

 

Sinto muito, por si.

 

Gostaria que não pensasse que estou a “pressioná-la” por interesse.

Eu até estaria disposta a abdicar da minha remuneração pelo trabalho, se a Mafalda tivesse a coragem de romper as amarras. Essa seria a minha maior recompensa.

 

Mas compreendo que não queira arriscar. Mas se arriscasse, nada poderiam fazer contra si.

 

Sinto muito por si, pelo seu dilema e pela Língua Portuguesa, que está a ser atirada ao caixote do lixo, e os grandes culpados são os professores que deviam ser os primeiros a rejeitar esta aberração ortográfica, e não o fazem por medo, por ignorância, por comodismo, por ser mais fácil acomodarem-se e por subserviência.

 

Não pense que me fez perder tempo.

 

Obrigada, por ter-me escolhido. Valeu a pena, porque poderei ajudar a desmascarar todos os que obrigam os alunos a escrever incorrectamente a própria Língua, induzindo-os a cometer uma ilegalidade».

 

***

Esta foi a minha resposta à Mafalda.

 

A Mafalda entregou a sua dissertação de mestrado cheia de erros ortográficos.

 

E este é o exemplo perfeito da miséria educativa em que se encontra o ensino da Língua Portuguesa em Portugal.

 

E nem Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República, que jurou defender e cumprir e fazer cumprir a Constituição defende a Língua Oficial do País que representa.

 

Não é uma vergonha?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 12:03

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Terça-feira, 31 de Maio de 2016

O ESTADO PORTUGUÊS DESONRA A LÍNGUA OFICIAL DE PORTUGAL

 

Não é uma vergonha?

 

Os governantes portugueses não sabem escrever nem em Língua Portuguesa, nem em bechara-malaquês, vulgo AO90, uma ortografia inventada por ignorantes, para ignorantes, a qual os políticos estão a tentar impingir, à força, aos Portugueses.

 

E é muito triste ver que os governantes NÃO SABEM honrar a Língua oficial de Portugal.

 

LUDWIG.png

 

E eu, que já lutei por tantas causas, nesta vida, nunca imaginei ter de pelejar pela minha Língua Materna, algo que eu tenho como SAGRADO e IMORREDOURO, e que querem MATAR apenas por uma questão de €€€€€€€€€€€€€€…

 

O AO90 foi a maior desgraça que aconteceu à Língua Portuguesa, desde que Dom Diniz adoptou o Português como língua oficial, em Portugal.

 

ESTADO A FINGIR.jpg

 

 Fontes da imagem:

http://i.imgur.com/qRdnnv9.png.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151673188537474&set=g.134046726619816&type=1&theater

 

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10200725848324154&set=a.1222346834379.35765.1100205449&type=3&theater

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:06

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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