Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2017

DESTA VEZ NÃO SOU EU QUE O DIGO, É O CATARINO – UM BRASILEIRO

 

Atentem na “conversa” inserida nesta imagem, que ilustra o artigo «Reforma ortográfica da língua portuguesa», no Blog do Catarino, de onde retirei o texto que se segue.

As falas das personagens, com pronúncia italiana, não estão ali por acaso.

(As anotações a negrito, no texto do Catarino, são minhas).

 

BLOG1.jpg

 

Ma dove siamo noi? In Brasile o in Italia? (Isabel A. Ferreira dixit)

 

«Reforma ortográfica da língua portuguesa.

 

Hoje, no primeiro dia do ano 2009, vamos ter que nos acostumar com a mudança ortográfica da língua portuguesa. Mas somente a escrita no Brasil, único país que já implantou as alterações. Portugal, o segundo maior país que fala português, ainda não iniciou as alterações propostas.

 

Portugal, ( que não é o segundo maior país que fala Português) não iniciou em 2009 as “alterações” propostas, mas depois de umas “negociações” à porta fechada entre políticos, nomeadamente o Itamaraty e o ministro dos Negócios dos Estrangeiros de Portugal, e editores e livreiros, de ambos os países, iniciou-as em 2011, ilegalmente).

 

Vim em uma reportagem feita na TV Globo que os intelectuais de Portugal são contra as reformas, pois consideram que está havendo um abrasileiramento da língua.

 

(Só os ignorantes e cegos mentais é que ainda não se deram conta de que a ortografia proposta no falso acordo ortográfico é a ortografia brasileira, na sua versão italianizada).

 

Não sei dizer se as alterações irão facilitar a nossa escrita, pois as alterações se referem à acentuação gráfica e uso do hífen. Mesmo que as alterações sejam pequenas o gasto com impressões de novos livros didáticos, dicionários será grande.

 

(Espero que aqui tenham ficado bem claras as únicas alterações que os Brasileiros têm de fazer para que o falso “acordo” seja cumprido: acentuação gráfica e hífens. Unicamente. O resto, a supressão das consoantes mudas em vocábulos italianizados (recepção escapou, porque os italianos dizem «reception», e os acordistas portugueses, muito inteligentemente, escrevem receção, porque em Portugal não se lê o pê, dizem eles) mantém-se inalterável para os Brasileiros).

 

Na prática não haverá nenhuma unificação, pois os demais países não irão seguir de imediato as alterações acordadas.

 

(Nem de imediato, nem nunca. Por alma de quem irão os Angolanos, Moçambicanos e os restantes povos (por enquanto) lusófonos adoptar a ortografia brasileira, quando têm, nos seus países, dialectos riquíssimos? Foi o que já aconteceu em Cabo Verde, que adoptou o Crioulo cabo-verdiano como primeira língua e o Português como língua estrangeira. No que fazem muito bem).

 

O mais difícil é ver como natural uma palavra que tinha acento e não tem mais, como idéia que o Word insiste em colocar acento, mas não tem mais.

 

(Pois é… unificar o quê? Para quê? Para quem?)

in

BLOG.png

 

Neste link:

http://www.blogdocatarino.com/2009/01/reforma-ortogrfica-da-lngua-portuguesa.html

 

***

A Ignorância é uma senhora que se agarra a qualquer um, desde que esteja disponível: seja homem ou mulher, de qualquer estrato social ou cultural. E em Portugal, muitos andam agarrados a esta senhora.

 

A babel ortográfica já se instalou em Portugal, e apenas em Portugal, porque mais nenhum país lusófono se vergou à parvoíce de um "acordo" que não é acordo nenhum, e apenas uma minoria inculta o adoptou em Portugal, porque é mais simples escrever como se fala (e como se fala mal!) do que ESTUDAR a Língua Portuguesa na sua Matriz Culta e Europeia e escrevê-la tal como os Ingleses escrevem a Língua Inglesa, os Alemães, a Língua Alemã, os Franceses, a Língua Francesa, os Espanhóis, a Língua Castelhana. Nenhum destes povos jamais faria um acordo ortográfico para adoptar a ortografia estrangeirada de uma ex-colónia, que se tornou um país livre e pode e deve caminhar pelo próprio pé.

 

Apenas os portuguesinhos, com cérebros mirradinhos, em Portugal, são incapazes de PENSAR a Língua e escrevê-la na sua complexidade, que nem chega aos calcanhares da complexidade, por exemplo, das Línguas Alemã e Inglesa, quanto a consoantes mudas. Vão pelo simplex socratês.

 

Serão os portugueses menos dotados para aprender uma Língua integral?

 

Não serão todos menos dotados. Mas, e a minoria que servilmente, apressadamente e parvamente decidiu adoptar a ortografia brasileira (e atenção! não estou a desmerecer a ortografia brasileira italianizada, porque foi uma opção deles, capisci! só que nós não temos nada com isso) sem pensar, sem questionar, sem reflectir… O que pensar dessa minoria?

 

E o que pensar do nosso presidente da República, que nem cumpre nem faz cumprir a Constituição?

 

E o que pensar do nosso primeiro-ministro que não ata nem desata, nesta questão do falso “acordo”?

 

E o que pensar do ministro dos Negócios dos Estrangeiros, que guarda a sete chaves o segredo das negociações com o estrangeiro?

 

Quem estarão eles a servir?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:37

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Terça-feira, 7 de Março de 2017

ESCRITORES MOÇAMBICANOS NA DIÁSPORA REPUDIAM ACORDO ORTOGRÁFICO

 

Esta é uma notícia de 2013, mas ainda bastante actual. Está nas mãos dos nossos irmãos africanos salvar a Língua Portuguesa. Os políticos portugueses deviam envergonhar-se.

 

CARTAZ.png

 

Autores aprovaram moção de repúdio.

 

Os participantes num encontro de escritores moçambicanos na diáspora aprovaram uma moção de repúdio do Acordo Ortográfico por “não ter em conta as especificidades” dos países que engloba, disse o presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora neste Domingo.

 

Para nós é uma decisão mais política, não tem em conta as especificidades de cada um dos países que compõem a comunidade de países de língua portuguesa e, neste caso, de Moçambique. Nós temos uma forma própria de escrever, de falar o português e querem-nos tirar isso. Nós não aceitamos que nos imponham uma forma de escrita”, explicou o poeta Delmar Maia Gonçalves.

 

A moção foi aprovada no Sábado, no final do VI encontro do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, que durou três dias e que contou com perto de meia centena de participantes.

 

Assinalando que não fala pelos escritores que estão em Moçambique, Delmar Maia Gonçalves declarou-se, no entanto, convicto de que grande parte deles não quer também este acordo ortográfico, não acredita nele, não se revê nele”.

 

A moção considera o Acordo Ortográfico “muitíssimo prejudicial, visto que empobrece e desagrega o idioma de um modo geral, introduzindo ainda inúmeras incorrecções e incongruências exaustivamente apontadas já por filólogos portugueses e brasileiros, o que aliás motivou o recuo do Brasil na sua aplicação”.

 

Empobrece-nos completamente, nós já somos pobres, mas somos ricos em termos de línguas, nós temos outras línguas além do português e não se estão a lembrar disso”, insistiu o escritor, de 44 anos.

 

Segundo Delmar Maia Gonçalves, a posição tomada “já tardava”, até porque os escritores moçambicanos em Portugal têm acompanhado a situação no país em que reina uma certa confusão”.

 

Em Portugal (…) há espaços que não respeitam o acordo, que não usam a grafia definida, depois há outros que já usam. Não faz sentido nenhum, é uma confusão completa, uma baralhação”, disse.

 

A moção vai agora ser enviada para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, para o Instituto Camões e para os Ministérios da Educação de Portugal e de Moçambique, disse ainda à Lusa o autor de ‘Moçambiquizando’ e de ‘Inquietação’, que está em Portugal desde 1987.

 

[Via jornal Público “online”. Imagem (cartaz) de CEMD.]

Fonte:

http://ilcao.cedilha.net/?p=11406

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:43

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Domingo, 12 de Fevereiro de 2017

QUANDO O TERMO “UNIFICAR” SIGNIFICA “CADA UM PARA O SEU LADO”…

 

Um dos argumentos de quem defende o AO90 é o delírio de se pretender unificar o que eles chamam de Português de Portugal e Português do Brasil, para que todos se entendam debaixo do mesmo “toldo” …

Dizem que o Acordo Ortográfico de 1990 se propõe a unificar a grafia das duas variantes da Língua Portuguesa (e as variantes africanas, não contam?) criando uma ortografia comum aos países lusófonos (entenda-se apenas Brasil e Portugal).

Isto é o que dizem quanto à grafia made in Brasil que nos querem impingir. E por que não a grafia made in Portugal, como seria mais natural, uma vez que a Língua Portuguesa (de Portugal) é a Matriz, e os Africanos de expressão portuguesa já a usam com elevado nível, apenas o Brasil se afastou dessa matriz?

 

UNIFICAÇÃO2.png

 O que vemos na imagem é um dos entraves à impossível unificação

 

Mas não é apenas a ortografia mutilada que está em causa, neste negócio fraudulento e obscuro do AO90.

 

Existem aquelas outras palavras (e são às centenas) que os brasileiros dizem e os Portugueses e Africanos de expressão portuguesa não dizem.

 

E se é para haver unificação, a unificação deveria ser total, ou o objectivo dos negócios estrangeiros não se concretizará jamais…  

 

Ora vejamos esta situação: escanção ou sommelier?

 

Ontem, numa reportagem da SIC, sobre vinhos alentejanos, que estão a ser promovidos no Brasil, fiquei a saber algo que desconhecia por completo, simplesmente porque de vinhos percebo o mínimo.

 

Mas sei que em Portugal existe o vocábulo escanção, oriundo do francês antigo eschanson, que por sua vez tem origem no latim medieval scantio, e que significa profissional especializado em vinhos, ou aquele que nos banquetes antigos deitava o vinho nas taças dos convidados, ou ainda o oficial da corte que estava encarregado de servir o vinho na taça e oferecê-lo ao rei nas refeições.

 

E qual não foi o meu espanto, quando o jornalista aplica a palavra sommelier, e explica que no Brasil, os brasileiros utilizam esta palavra francesa, para designar o que em Português é escanção.  

 

Ora se a Língua Portuguesa tem um termo específico para designar   profissional especializado em vinhos, haveria necessidade de se ir buscar um vocábulo francês?

 

Talvez sim… Talvez para esnobar a Língua do colonizador… É uma hipótese.

 

E agora das duas uma: com esta unificação pretendida pelo AO90, ou passamos nós e os Africanos de expressão portuguesa a dizer sommelier, ou passam os brasileiros a dizer escanção. Ou a unificação é apenas restrita à ortografia?

 

É que existem outras questões.

 

Aqui há tempos, um editor brasileiro pretendeu que eu traduzisse para brasileiro, um livro que escrevi em Língua Portuguesa, porque disse ele, no Brasil ninguém sabe o que é um quarto de banho (entre outros termos usados cá, mas não lá). Eles lá dizem banheiro, que em Portugal significa um vigilante ou instrutor de natação, nas praias.

 

Neste caso, mais depressa um português se baralharia com banheiro, do que um brasileiro, minimamente instruído, com quarto de banho, uma vez que, estando-se a falar de uma habitação, um quarto de banho não seria entendido como um compartimento para dormir… Ou seria…

 

O livro ficou por traduzir e por editar, obviamente.

 

Se cada um diz a sua, como fica a unificação para que todos se entendam debaixo do mesmo “toldo”?  

 

O pior é que como esta do sommelier, há centenas de outras palavras que os brasileiros adoptaram, ou americanizaram ou afrancesaram ou italianizaram, para se afastarem do Português. E então, ou eles lá, abdicam dessas palavras estrangeiradas e começam a utilizar o léxico Português, ou nós cá, abdicamos do nosso Português e adoptamos essa estrangeirice, em prol da tal pretendida unificação, para que todos se entendam…

 

Agora pergunta-se: por que é que cada país não fica com a sua própria diversidade linguística na oralidade e na escrita?

 

É que nós cá, também temos regionalismos, e nem por isso alguém se lembrou de unificar o Português, em Portugal.

 

É que no Norte existem termos que os do Sul desconhecem, e vice-versa. Como por exemplo: estrugido e refogado; garoto e pingo; imperial e fino; bica e cimbalino. Lá para o Sul é mais oiro, loiro, toiro, moiro… No Norte é mais ouro, louro, touro, mouro… Por que não deixar o léxico brasileiro ser brasileiro, e o léxico português ser português, e o léxico africano ser africano, na grafia e nas diversas pronúncias e nos preciosos regionalismos?

 

Os regionalismos brasileiros são riquíssimos (não estou a referir-me à estrangeirice) mas não estou a ver os Portugueses (ou os Angolanos ou Moçambicanos) a usá-los nem na escrita, nem na oralidade.

 

Na diversidade é que está a riqueza de uma Língua partilhada por oito países. Não na unicidade, que é redutora e anti-cultural.

 

Para se adoptar uma ortografia comum unificante, teria de se adoptar um léxico comum também unificante.

 

Que interesse terá Portugal (e o Brasil) em escrever teto, arquiteto, direto, setor, convição, rutura, invita, mas os Portugueses desconhecerem o que é um curumim ou uma cumbuca, e os Brasileiros não saberem o que é um brindeiro ou um bisalho?…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:43

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Segunda-feira, 2 de Maio de 2016

NÃO HÁ QUE REVER O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990, HÁ QUE ATIRÁ-LO AO LIXO, PORQUE NÃO PASSA DISSO MESMO

 

João José Santos, um desacordista convicto, fez este comentário à notícia de que Marcelo Rebelo de Sousa estaria disposto a rever o AO/90: «Não há que rever o Acordo Ortográfico de 1990. Há que restabelecer a língua tal como ela se encontrava antes do acordo. É que Portugal não tem de fazer acordos linguísticos com nenhum país. Cada país é autónomo e responsável pela língua que usa. Temos uma língua milenar, que é nossa. Somos responsáveis por ela e devemos mantê-la com as suas características. Os outros povos tratem do seu português que, se se desviar muito do português de Portugal, deverá ser chamado de Brasileiro (…) ou de qualquer outra coisa»…

 

75827[1] AOLIXO1.jpg

 

O facto é que, actualmente, se a Língua Portuguesa ainda é Língua Portuguesa, deve-se ao bom senso de Angolanos, Moçambicanos, Guineenses São-tomenses, Cabo-verdianos e Timorenses que se recusaram a embarcar na canoa furada proposta pelo Brasil a Portugal, na qual Portugal aceitou entrar, cegamente, sem ter a mínima noção do que estava a fazer (vá-se lá saber porquê?) saltando para a escuridão, em prejuízo da Identidade Portuguesa.

 

Agora querem que os restantes países lusófonos entrem nessa canoa, para se afundarem também, num descabido querer ser mais papista do que o papa?

 

E o pior é que, por mais que as pessoas esclarecidas, Portugueses e Brasileiros cultos, juristas, embaixadores, escritores e jornalistas (que não se venderam ao lobby editorial e ao governo traidor da Pátria), linguistas e filólogos honestos (porque os há batoteiros) tentem mostrar aos governos português e brasileiro, com argumentos de peso, a inutilidade, a fragilidade, a ilegalidade, a inconstitucionalidade, a idiotice deste AO/90, os governantes continuam a fazer-se de cegos, surdos e mudos ao apelo da razão, e nós gostaríamos de saber porquê…

 

Por alma de quem querem vender a Língua Portuguesa ao Brasil?

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:47

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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