Quarta-feira, 26 de Abril de 2017

NEGOCIATA OBSCURA ENVOLVE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

(Recebido via e-mail - Francisco João)

 

O PRÓXIMO ESCÂNDALO que irá REBENTAR!   O que é que querem esconder? MAIS CORRUPÇÃO ainda? Depois de terem vendido ao desbarato o “PATRIMÓNIO IMATERIAL de PORTUGAL” do qual a Língua Portuguesa faz parte.

 

Faço minhas as palavras de Teresa Araújo Costa:

 

«Eu sempre disse e insisto: aqui há gato... Grandes trafulhices foram feitas e é por isso que o PS está tão renitente em aceitar críticas ou em pôr em causa o Acordo. Têm medo de qualquer coisa, que se saiba qualquer coisa.

Terá havido corrupção também neste caso?

Devia ser investigado todo este processo obscuro.   Não é normal esta teimosia. Estão a esconder qualquer coisa...»

 

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Origem da imagem: https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/pb.199515723483437.-2207520000.1493213371./1124382404330093/?type=3&theater

 

 Texto de Nuno Pacheco

 

«Nem Guiné-Bissau nem Timor-Leste ratificaram o Acordo Ortográfico de 1990

 

Dos oito países da CPLP que negociaram o AO90, afinal apenas metade o ratificou. Falta Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

 

 Nem a Guiné-Bissau nem Timor-Leste fizeram o depósito dos instrumentos de ratificação do Acordo Ortográfico de 1990 junto do Estado português, pelo que, dos oito subscritores iniciais apenas quatro o validaram oficialmente. A revelação é do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), em carta enviada ao gabinete do Secretário de Estados dos Assuntos Parlamentares, em resposta a uma petição solicitando “a desvinculação de Portugal do Tratado e Protocolos Modificativos ao Acordo Ortográfico de 1990 (AO90) e a revogação da Resolução do Conselho de Ministro n.º 8/2011.” Esta petição, recorde-se, foi entregue oficialmente na Assembleia da República em 9  de Março deste ano e subscrevem-na mais de duzentas figuras públicas.

 

A carta do MNE diz que o AO90, enquanto “convenção internacional”, “encontra-se em vigor para Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe”, deixando claro que apenas estes quatro países fizeram o depósito dos instrumentos de ratificação junto do Estado português (o depositário da convenção). Angola e Moçambique são omissos na carta, enquanto se diz que na Guiné-Bissau e em Timor-Leste “terminaram os respectivos processos internos de aprovação” (não se explicando em que termos), embora sem ter sido feito o depósito. “Nesse sentido”, lê-se na carta, “não está concluído o processo de vinculação daqueles Estados no plano internacional; estes não poderão, assim, em bom rigor, ser considerados Partes no Acordo Ortográfico, mas somente ‘Estados Contratantes’”. Ivo Barroso, um dos peticionários, que divulgou a carta do MNE à imprensa, diz que isto “revela a opacidade de todo este procedimento”. Afinal, diz, o AO90 e o 1.º e 2.º Protocolos Modificativos “têm, em rigor, não 6 Estados Parte, mas sim apenas 4 Estados (Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe), isto num universo total de 8 Estados.” Já Artur Anselmo, presidente da Academia de Ciências, mostrou-se admirado quando confrontado pelo PÚBLICO com esta revelação do MNE. “É a confissão de que realmente as coisas estão difíceis. Só com quatro acho muito pouco, realmente. É muito estranho.”

 

Recorde-se que o principal promotor do AO90, José Malaca Casteleiro, afirmara em Fevereiro passado ao Observador que Angola é “praticamente, é o único país em que [o AO] está parado.” E responsáveis governamentais têm passado a ideia de que só faltaria Angola e Moçambique ratificarem o AO90 para que este fosse finalmente uma realidade nos oito países subscritores.

 

Retirada ou denúncia

 

Na carta do MNE, que reafirma que “a legitimidade dos Protocolos Modificativos do Acordo ortográfico não pode ser questionada” (por terem sido aprovados, em 1998 e 2005, por “mútuo acordo de todos os Estados que participaram na negociação” do AO), colocam-se, em resposta aos peticionários, hipóteses de desvinculação, que seria regida pela Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados. Assim, segundo o MNE, a retirada do AO90 “poderá ter lugar mediante o consentimento de todos os Estados Partes (unanimidade) e a consulta dos estados Contratantes” (os que não concluíram a vinculação, neste momento 4 em 8); a denúncia (“um recesso não-consensual”) implicaria “um aviso prévio de 12 meses”; por fim, a suspensão do AO “por tempo indeterminado” é também admissível pela Convenção de Viena, mas “também dependerá do consentimento de todas a Partes e da consulta dos Outros Contratantes.”

 

Tudo isto são meras hipóteses, já que o MNE insiste, no final da carta, que o AO “está em plena aplicação” e “Portugal tem sempre cumprido com as suas obrigações internacionais.” Portanto, continuará.

 

Prosseguem, entretanto, iniciativas com vista a uma possível revisão ou mesmo anulação do AO90. No Parlamento, continuam audições num grupo de trabalho criado neste âmbito; na Academia das Ciências, Artur Anselmo diz que a “ideia de que aquilo é intocável é absurda” e tem notado alguma “descompressão” na abordagem do tema com responsáveis do governo; na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Anfiteatro 1) vai realizar-se dia 3 de Maio, das 16h às 20h, o 3.º Fórum Pela Língua Portuguesa, Não ao “Acordo Ortográfico” de 1990!; e, em Luanda, o Jornal de Angola continua a publicar uma série de artigos críticos do AO, assinados por Filipe Zau, professor e compositor angolano, investigador em ciências da educação.»

 

Fonte do texto:

https://www.publico.pt/2017/04/24/culturaipsilon/noticia/nem-guinebissau-nem-timorleste-ratificaram-o-acordo-ortografico-de-1990-1769910#comments

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:33

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Terça-feira, 14 de Março de 2017

BRASIL DOA 1.200 LIVROS A MOÇAMBIQUE

 

(O que exporei a seguir são factos e uma interpretação desses factos, que conduzem à subtil imposição da ortografia preconizada pelo AO90).

 

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Origem da imagem: Internet

 

Esperemos que por detrás desta doação de livros não esteja a intenção de "vergar" Moçambique, no sentido de aceitar o dialecto brasileiro, como língua substitutiva da Língua Portuguesa (ainda) oficial naquele país.

 

Deixei no portal SAPO, este comentário à notícia a que se reporta o título deste texto. As regras para os comentários são claras. Entre outros itens, esclarece-se:

 

  • escreva em português correto e tenha atenção à pontuação. Frases bem feitas e uma gramática correta vão permitir que os outros o compreendam bem.

 

Não sei o que significa português corrêto e gramática corrêta, mas arrisquei e deixei lá o comentário.

 

A notícia da doação dos livros foi escrita em mixordês.

Começou bem:

 

Brasil doa 1.200 Livros para bibliotecas de escolas moçambicanas

13 de Março de 2017, 17:40

 

Mas logo descambou para uma ortografia que não é a Portuguesa.

 

«Maputo, 13 mar (Lusa) -- O Governo brasileiro doou hoje 1.200 livros de autores e conteúdo diversos a Moçambique, um acervo destinado a bibliotecas de escolas primárias e secundárias.

 

E mais adiante:

 

"Nós sabemos que precisamos de incentivar a leitura nas nossas crianças", frisou a governante, considerando com o envolvimento de todos atores vivos da sociedade é uma das principais condições para a eficácia deste plano.

 

Também o embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Soares, destacou a importância do gosto pela leitura nas camadas mais novas, manifestando a abertura do Brasil para continuar a apoiar as ações do Governo moçambicano no que respeita à Educação.»

 

A mim parece-me que estas (e outras) âções, que o Brasil está a levar a cabo em Moçambique, trazem água no bico, e os âtores deste plano participam num jogo onde a Língua Portuguesa está nitidamente na berlinda.

 

As outras acções que envolvem o Brasil e Moçambique podem ser analisadas nestes links.

Brasil doa 1.200 Livros para bibliotecas de escolas

Brasileiros restauram biblioteca escolar em Moçambique

Brasil reforça parceria e aliança cultural com Moçambique

 

Gostaria muito de interpretar estes factos de um outro modo.

 

Mas perante a inacção do governo português no que respeita à defesa da Língua Portuguesa, que despareceu do Google, prevalecendo o dialecto brasileiro, não resta outra alternativa, senão a de interpretar os factos tal como eles se apresentam.

 

O Brasil tem uma actividade fervilhante na Internet, no que respeita à divulgação do seu dialecto, oriundo do Português.

 

A actividade de Portugal, neste aspecto, é zero.

 

O dialecto brasileiro sobrepôs-se à Língua Portuguesa.

 

Deveremos culpar os Brasileiros, que lutam para impor ao mundo o seu dialecto?

 

Não. De modo algum.

 

O Brasil está a levar a água ao seu moinho, ainda que por caminhos meandrosos, e Portugal limita-se a mover a nora…

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte:

http://noticias.sapo.mz/lusa/artigo/22079702.html

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:51

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Terça-feira, 7 de Março de 2017

ESCRITORES MOÇAMBICANOS NA DIÁSPORA REPUDIAM ACORDO ORTOGRÁFICO

 

Esta é uma notícia de 2013, mas ainda bastante actual. Está nas mãos dos nossos irmãos africanos salvar a Língua Portuguesa. Os políticos portugueses deviam envergonhar-se.

 

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Autores aprovaram moção de repúdio.

 

Os participantes num encontro de escritores moçambicanos na diáspora aprovaram uma moção de repúdio do Acordo Ortográfico por “não ter em conta as especificidades” dos países que engloba, disse o presidente do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora neste Domingo.

 

Para nós é uma decisão mais política, não tem em conta as especificidades de cada um dos países que compõem a comunidade de países de língua portuguesa e, neste caso, de Moçambique. Nós temos uma forma própria de escrever, de falar o português e querem-nos tirar isso. Nós não aceitamos que nos imponham uma forma de escrita”, explicou o poeta Delmar Maia Gonçalves.

 

A moção foi aprovada no Sábado, no final do VI encontro do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, que durou três dias e que contou com perto de meia centena de participantes.

 

Assinalando que não fala pelos escritores que estão em Moçambique, Delmar Maia Gonçalves declarou-se, no entanto, convicto de que grande parte deles não quer também este acordo ortográfico, não acredita nele, não se revê nele”.

 

A moção considera o Acordo Ortográfico “muitíssimo prejudicial, visto que empobrece e desagrega o idioma de um modo geral, introduzindo ainda inúmeras incorrecções e incongruências exaustivamente apontadas já por filólogos portugueses e brasileiros, o que aliás motivou o recuo do Brasil na sua aplicação”.

 

Empobrece-nos completamente, nós já somos pobres, mas somos ricos em termos de línguas, nós temos outras línguas além do português e não se estão a lembrar disso”, insistiu o escritor, de 44 anos.

 

Segundo Delmar Maia Gonçalves, a posição tomada “já tardava”, até porque os escritores moçambicanos em Portugal têm acompanhado a situação no país em que reina uma certa confusão”.

 

Em Portugal (…) há espaços que não respeitam o acordo, que não usam a grafia definida, depois há outros que já usam. Não faz sentido nenhum, é uma confusão completa, uma baralhação”, disse.

 

A moção vai agora ser enviada para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, para o Instituto Camões e para os Ministérios da Educação de Portugal e de Moçambique, disse ainda à Lusa o autor de ‘Moçambiquizando’ e de ‘Inquietação’, que está em Portugal desde 1987.

 

[Via jornal Público “online”. Imagem (cartaz) de CEMD.]

Fonte:

http://ilcao.cedilha.net/?p=11406

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:43

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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2017

SENHOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO DE PORTUGAL: O SENHOR NÃO DISSE A VERDADE SOBRE O AO90

 

As suas declarações no Fórum da Juventude 2017 sobre a importância dos jovens portugueses na implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e ODSs foram absolutamente indignas de um representante do governo português.

 

Nada a que não estejamos habituados. Porém, o que declarou excede os limites de todo e qualquer bom senso e viola todas as regras da responsabilidade cívica e política do cargo que ocupa.

 

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Ministro Tiago Brandão Rodrigues (à direita) e Hugo Carvalho. Foto: ONU News

 

Com que então o AO90 está em plena implementação nas escolas portuguesas e é visto pelo senhor como «um processo natural que não tem tido grandes controvérsias ou impedimentos»?????

 

A imposição quase pidesca do AO90 «tem sido algo que tem acontecido com muita naturalidade e a que as pessoas se têm habituado??????

 

«Este Acordo Ortográfico veio responder às vicissitudes da comunidade internacional que fala português?????

 

 

Quais vicissitudes????, se estava a correr tudo bem com a Língua Portuguesa, até que um grupo de ignorantes decidiu destruí-la, ao ponto de o Vaticano já a ter banido?

 

As línguas são vivas, diz o senhor, que não sabe o que diz. São vivas, sim. E por serem vivas evoluem naturalmente e não por resoluções de ministros e políticos que nada sabem de Línguas vivas.

 

E no seu entender «o acordo está em pleno andamento e cumprimento»????? Onde????

 

No Brasil? Onde ninguém cumpre o AO90 porque a ortografia do AO90 já existia antes de 1990 (mais acento, menos acento)????

 

Em Cabo Verde que nem sequer tem a Língua Portuguesa como primeira língua????

 

Em Portugal, onde apenas os políticos e os subservientes ao poder (onde se inclui a comunicação social e alguns professores) o aplicam, e mal?????

 

E então Angola, e Moçambique, e Guiné-Bissau? E Timor? E São Tomé e Príncipe? Não são países lusófonos?

 

E estes países não se estão nas tintas para uma ortografia abrasileirada que não serve os interesses de Portugal, nem da esmagadora maioria dos falantes e escreventes da Língua Portuguesa, incluindo uma elite culta brasileira?

 

Por onde tem andado, senhor ministro?

 

Não lê jornais? Não vê televisão? Não anda a par do que se passa ao seu redor? Anda alheado da vida real?

 

Além de o AO90 estar a ser bastante contestado no nosso país, de todas as formas e feitios, por milhares de portugueses, como até as pedras da calçada à portuguesa sabem, excepto o ministro da educação de Portugal, este acordo viola a Constituição da República Portuguesa, é ilegal, e é também a maior fraude e o maior atentado jamais ocorrido a um símbolo da identidade portuguesa, o qual devia ser severamente punido, e os culpados julgados por crime de lesa-património-cultural.

 

As suas declarações, senhor ministro, não correspondem à verdade, não traduzem a realidade que se passa ao redor desta ortografia mutilada, que tem desunido mais do que unido. Que tem produzido analfabetos “encartados” que só nos envergonham.

 

E seria da dignidade vir a público pedir desculpa por tentar passar uma ideia falsa à ONU News.

 

Isabel A. Ferreira

 

***

Para ouvir as inverdades proferidas pelo ministro da educação de Portugal , no áudio a partir do minuto 07:15, abram este link, por favor:

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2017/02/exclusiva-tiago-brandao-rodrigues-fala-a-onu-news-sobre-jovens-e-odss-em-portugal/#.WJNzIuSmmcx

***

Para saber o que pensam as elites cultas, abrir os links, por favor:

O QUE OS BRASILEIROS CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

O QUE OS AFRICANOS CULTOS DE EXPRESSÃO PORTUGUESA PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

O QUE OS PORTUGUESES CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:12

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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017

"RECEÇÃO" … SÓ EM PORTUGAL…

 

Os Portugueses (bem, alguns portugueses, incluindo a governação) primam por gostar de ser diferentes do resto do mundo, quando se trata de rececionar, seja lá o que isto for.

Vai daí… esmiucemos:

 

RECEÇÃO1.png

 

Como (nem) todos sabem, a palavra recePção deriva do Latim recePtio.

 

Até à chegada do malfadado AO90 a Portugal, a palavra escrevia-se assim: recePção, com , como deve ser, para podermos saber do que estamos a falar.

 

Mas por incrível que pareça, um vento bravio soprou ali para os lados do Palácio de São Bento e veja-se o que aconteceu, neste pobre país, à beira-mar plantado com cabeça enterrada na areia:

 

Brasil – RecePção

Angola – RecePção

Moçambique – RecePção

Espanha – RecePción

Inglaterra – RecePtion

França – RécePtion

Itália – RecePtion

Portugal – Receção (deve ler-se rec’ção).

 

E foi isto mesmo - rec’eção - que hoje ouvi no telejornal da SIC Notícias, que agora tem jornalistas brasileiros ao seu serviço.

 

O jornalista brasileiro, que estava a relatar a notícia dos prémios que Portugal recebeu no que diz respeito aos Hostals lisboetas, pronunciou rec’ção à portuguesa, com sotaque brasileiro (rêcêção) que sem o deve ler precisamente deste modo, porque no Brasil diria “rêcépição”, porque lá a palavra nunca perdeu o pê, lê-se o e, por conseguinte, escreve-se o pê.

 

E a pergunta que se põe é a seguinte: por alma de quem é que em Portugal se escreve mal uma palavra que o resto mundo escreve bem, até o Brasil, que tem tantas palavras mutiladas sem sentido algum… mas recePção salvou-se, não sei se por algum milagre de santo…?

 

Se alguém tiver uma resposta com lógica que se adiante…

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:34

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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2017

MANIFESTO: CIDADÃOS CONTRA O "ACORDO ORTOGRÁFICO de 1990"

 

“O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”. Foi o que aconteceu com o AO90: os efeitos que produziu foram exactamente o contrário do que se pretendeu.

 

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A Língua é um património valioso e um instrumento determinante para a afirmação dos povos e das suas culturas, porque é através dela que exprimem a sua identidade e as suas diferenças. Tal como a espontaneidade da vida e dos costumes de cada povo, a Língua é um elemento vivo, e não pode, por isso, ser prisioneira de imposições do poder político, que limitam a sua criatividade natural.

 

O “Acordo Ortográfico” de 1990 (AO90) nasceu de uma ideia, no mínimo, imprevidente do então primeiro-ministro, Cavaco Silva, que, sob o pretexto de “unificar” “as duas ortografias oficiais” do Português (sic), — alegadamente para evitar que o Português de Portugal se tornasse uma “língua residual”(!) —, e de “simplificar” a escrita, o que fez foi abrir uma caixa de Pandora e criar um monstro. O AO90 — a que os sucessivos Governos, com uma alegre inconsciência, foram dando execução —, é um fiasco político, linguístico, social, cultural, jurídico e económico.

 

Manifesto contra Acordo Ortográfico contesta critério de pronúncia por gerar "aberrações"

 

O processo de entrada em vigor do AO90 nos Estados lusófonos começou por ser um golpe político: o AO90 teria de ser ratificado por todos os Estados. Mas Angola e Moçambique, os dois maiores países de língua portuguesa a seguir ao Brasil, nunca o ratificaram. E, dos restantes países, só três o mandaram “aplicar” obrigatoriamente: Portugal, a partir de 2011-2012; Cabo Verde, a partir de 2014-2015; e o Brasil, a partir de 2016.

 

“O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita”. Foi o que aconteceu com o AO90: os efeitos que produziu foram exactamente o contrário do que se pretendeu.

 

Senão vejamos: o princípio que presidiu ao AO90 foi o de que a ortografia deveria ser determinada pelo alegado “critério da pronúncia” (?!), o que gerou aberrações da maior gravidade, de que damos apenas alguns exemplos:

 

— Ao pretender eliminar as consoantes “mudas”, o AO90 criou arbitrariamente centenas de lemas (entradas de dicionário), até aí inexistentes em qualquer das ortografias (portuguesa ou brasileira): “conceção”, por “concepção”; “receção”, por “recepção”, “espetador” por “espectador” — o que criou confusões semânticas, como, por exemplo, “conceção de crédito”, “receção económica” ou “espetador de cinema”.

 

— No entanto, pela mesma lógica, o AO90 deveria começar por cortar a mais “muda” de todas as consoantes: o “h” inicial. O que não fez.

 

— Estabeleceu 17 normas que instituem duplas grafias ou facultatividades, assentando num critério que se pretende de acordo com as “pronúncias” (?!): “corrupto” e “corruto”, “ruptura” e “rutura”; “peremptório” e “perentório”.

 

— “Óptico” (relativo aos olhos), com a supressão da consoante “muda” “p”, passou a “ótico” (relativo aos ouvidos), o que cria a confusão total entre os especialistas e o público, que deixam de saber a que órgão do corpo humano nos estamos a referir!

 

— Em Portugal, a eliminação sem critério das consoantes “c” e “p”, ditas “mudas”, afasta as ortografias do Português europeu e do Brasil (quando o quese pretendia era aproximá-las), criou desagregações nas famílias de algumas palavras e provoca insólitas incoerências: passou a escrever-se “Egito”, mas “egípcios”; produtos “lácteos”, mas “laticínios”; os “epiléticos” sofrem de “epilepsia”; um “convector” opera de modo “convetivo”; o “interrutor” produz uma “interrupção”.

 

— O facto de as facultatividades serem ilimitadas territorialmente (por exemplo, “contacto” e “contato”; “aritmética” e “arimética”) conduz a uma multiplicação gráfica caótica: por exemplo, o Curso universitário de “Electrónica e Electrotecnia” pode ser grafado com 32 combinações diferentes; o que é manifestamente absurdo.

 

— A confusão maior surgiu entre a população que se viu obrigada a ter de “aplicar” o AO90, e passou a cortar “cês” e “pês” a eito, o que levou ao aparecimento de erros, tais como: “batérias”, “impatos”, “ténicas”, “fição”; “adatação”, “atidão”, “abruto”, “adeto”; “exeto” (por “excepto”); para além de cortarem outras consoantes, como, por exemplo, o “b” em “ojeção”, ou o “g” em “dianóstico”.

 

— No uso de maiúsculas e minúsculas, o caos abunda; “Rua de Santo António” pode escrever-se de quatro formas: também “rua de Santo António”, “rua de santo António” ou “Rua de santo António” (se acrescentarmos as quatro do Brasil, com “Antônio”, dá um total de 8 formas possíveis (!)).

 

— O AO90 prescreve ou elimina o uso do hífen de forma totalmente caótica. Vejamos alguns exemplos: “guarda-chuva”, mas “mandachuva”; “cor-de-rosa”, mas “cor de laranja”; zona “infantojuvenil”, mas “materno-infantil”; e aberrações como “cocolateral”, “cocomandante”, “conavegante”, “corréu”, “coutente”, “semirreta”.

 

— Entre outras arbitrariedades, a supressão do acento agudo cria situações caricatas. A expressão popular: “Alto e pára o baile”, na grafia do AO90 (“Alto e para o baile”) dá origem a leituras contraditórias. A frase “Não me pélo pelo pêlo de quem pára para resistir” fica, com o AO90, escrita deste modo: “Não me pelo pelo pelo de quem para para resistir” — o que é incompreensível, seja qual for o contexto.

 

— Em contrapartida, acentos fora da sílaba tónica “correção” escrito “corréção”; “espetaculo” corrigido para “espétaculo” ou mesmo “letivo” que passa a “létivo”!

 

Em suma, com este caos (orto)gráfico, como se poderá “ensinar” as crianças a escrever Português?

 

Mas há mais: o AO90 não incide sobre os factores de divergência da linguagem escrita entre Portugal e o Brasil, nas quais existem diferenças lexicais (fato – terno; autocarro – ônibus; comboio - trem), sintácticas (tu – você) e semânticas (palavras com sentidos diferentes: camisola, por exemplo, que, no Brasil, significa “camisa de dormir”). Estamos perante diferenças atávicas que caracterizam as duas variantes do Português e que não se alteram por decreto.

 

O caos na grafia grassa nos vários dicionários, correctores e conversores. Com estas ferramentas discrepantes, os utilizadores da Língua Portuguesa, que já têm dificuldade em “aplicar” o “Acordo”, ficam ainda mais confusos e instáveis. Hoje, ninguém sabe escrever Português com o “Acordo”.

 

Sejamos claros: a diversidade ortográfica — entre apenas duas variantes do Português: o de Portugal e o do Brasil — nunca foi obstáculo à comunicação entre os diversos povos de Língua portuguesa; como nunca foi razão de empobrecimento, mas, pelo contrário, uma afirmação da pujança da nossa Língua; o que, aliás, faz dela uma das mais escritas e utilizadas do Mundo. O Inglês tem 18 variantes, e não deixa por isso de ser a principal língua internacional; o Francês tem 15 e o Castelhano, 21.

 

Por outro lado, as “aplicações” do AO90 afastam o Português-padrão das principais línguas internacionais, o que só traz desvantagens em termos etimológicos, de globalização e de aprendizagem dessas línguas estrangeiras, em relação às quais não temos qualquer vantagem em nos afastar. Por exemplo, a palavra “actor”: em todas as línguas, como a nossa, em que a palavra é de raiz latina, escreve-se “actor” com c ou k (excepto em Italiano, mas em que se escreve com duplo tt, que tem idêntica função de abrir a vogal “a”).

 

É caso para dizer que “foi pior a emenda que o soneto”.

Mas o AO90 é também um lamentável exemplo da forma como o Estado abusou do seu poder. A “Nota Explicativa” contém erros crassos, falácias e falsidades. Mais grave, nunca foi promovida qualquer discussão pública sobre o AO90. Em 2005, foram emitidos 25 pareceres negativos por parte de especialistas e de entidades consultadas. Porém, esses documentos foram ocultados. Todo o processo do AO90, culminando com a Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, é um péssimo exemplo de falta de transparência, inadmissível num Estado de Direito democrático (artigos 2.º e 48.º, n.º 2, da Constituição da República Portuguesa).

 

Por sua vez, o AO90 dividiu a sociedade e as gerações, ao impor uma forma de escrita nas escolas, universidades, instituições do Estado e da sociedade civil — enquanto a esmagadora maioria dos portugueses continua a escrever com o Português pré-AO90.

 

A maioria dos escritores lusófonos, muitos dos professores, dos tradutores e da comunidade científica têm manifestado a sua repugnância em acatar o “Acordo”. Mesmo o grande número dos que acatam o AO90, por convicção, pragmatismo, inércia, subserviência, ou porque são obrigados a obedecer-lhe, na realidade, escrevem em Português normal, e limitam-se a deixar que os textos sejam depois adaptados pelos correctores ou revisores.

 

Finalmente, no domínio jurídico, há vários atropelos que devem ser denunciados. Desde logo, o “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”, para entrar em vigor, deveria ter sido ratificado por unanimidade, e não apenas por três Estados, como sucedeu.

 

Por outro lado, o AO90 é inconstitucional, porque o Estado não pode programar a cultura e a educação segundo quaisquer directrizes estéticas, políticas ou ideológicas (artigo 43.º, n. 2, da Constituição). E viola também o dever de defesa e de preservação do nosso património cultural (artigo 78.º, n.º 1).

 

Em suma, o AO90 teve os efeitos exactamente opostos aos que se propunha: não uniu, não unificou, não simplificou. É um fracasso político, linguístico, social, cultural e jurídico. E é também um fracasso económico, pois, ao contrário do que apregoou, não fez vender mais nem facilitou a circulação de livros. Pelo contrário: as vendas caíram. O Português pré-AO90 continua a ser a ortografia utilizada nos dois países luso-escreventes mais populosos (logo a seguir ao Brasil): Angola e Moçambique; o que obriga a duas edições de livros e de manuais escolares por parte das editoras: uma com e outra sem o AO90.

 

A Língua é o instrumento decisivo da formação das crianças e dos jovens. Não podemos permitir que o arbítrio de decisões erradas seja transmitido às gerações futuras, de que somos cuidadores, separando filhos e pais, muitos dos quais escrevem hoje com ortografias diferentes.

 

Em 18 de Maio de 1991, durante a discussão no Parlamento sobre o “Acordo Ortográfico”, o deputado Jorge Lemos declarou, profeticamente: “O acordo é inútil, ineficaz, secretista, prepotente, irrealista, infundamentado, desnecessário, irresponsável, prejudicial, gerador de instabilidade e inoportuno. (…) Por isso, Sr. Presidente e Srs. Deputados, este texto que nos foi distribuído, como sendo o texto do Acordo, só pode ter uma solução: ser rasgado.” E, perante a Assembleia, passou das palavras aos actos — e rasgou-o.

 

Vinte e cinco anos depois, é mais do que tempo de lhe seguirmos o exemplo.

 

Subscritores do Manifesto

 

M. Pires Cabral – Escritor

Acílio Estanqueiro Rocha – Professor universitário; ex-vice-reitor da Universidade do Minho

Adalberto Alves – Escritor, arabista

Adelino Gomes – Jornalista

Albano Martins – Escritor

Alfredo Barroso – Ex-membro do Governo; ex-chefe da Casa Civil do Presidente da República

General Amadeo Garcia dos Santos

Ana Isabel Buescu – Professora universitária

Ana Zanatti – Actriz; escritora

André Ventura – Professor universitário; penalista

António Arnaut – Escritor; Fundador do Serviço Nacional de Saúde

António Bagão Félix – Professor universitário; ex-ministro das Finanças e Segurança Social

António Barreto – Professor universitário; sociólogo

António Carlos Cortez – Escritor; professor

António de Castro Caeiro – Professor universitário

António Chagas Dias – Economista; tradutor

António Frederico Oliveira Figueiredo – Comentador desportivo; ex-dirigente do Sport Lisboa e Benfica

António Garcia Pereira – Professor universitário; advogado

António Gentil Martins – Médico; ex-bastonário da Ordem dos Médicos

António Lobo Antunes – Escritor

António M. Feijó – Professor universitário; universidade de Lisboa

António-Pedro Vasconcelos – Cineasta

António Salvado – Escritor

Belmiro Fernandes Pereira – Professor universitário

Boaventura de Sousa Santos – Professor universitário; sociólogo

Bruno Prata – Jornalista

Camané – Cantor, fadista

Carlos do Carmo – Cantor, fadista

Embaixador Carlos Fernandes – Jurista

Carlos Fiolhais – Professor universitário

Carlos Fragateiro – Professor universitário; encenador

Carlos Guilherme – Cantor lírico

Casimiro de Brito – Escritor; ex-presidente do PEN Club Português

Carlos Tê (Carlos Alberto Gomes Monteiro) – Compositor

Catarina Vieira Molder – Cantora lírica; directora artística

Constança Cunha e Sá – Jornalista

Desidério Murcho – Professor na Universidade Federal de Ouro Preto (no estado federado de Minas Gerais, Brasil); escritor

Diogo Leite de Campos – Professor universitário; Advogado

Eduardo Lourenço – Ensaísta; membro do Conselho de Estado

Eugénia Melo e Castro – Cantora; compositora

Eugénio Lisboa – Escritor

Fernanda Mota Alves – Professora universitária

Fernando Araújo – Professor universitário

Fernando Dacosta – Jornalista; escritor

Fernando Tordo – Cantor; músico

Francisco Bélard – Jornalista

Francisco Miguel Valada – Intérprete de conferência junto das instituições da UE

Gastão Cruz – Escritor

Germano de Sousa – Professor universitário; ex-bastonário da Ordem dos Médicos

Gonçalo Sampaio e Mello – Professor Universitário; coordenador do Arquivo Histórico da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

Hélder Costa – Dramaturgo/encenador

Helder Guégués – Escritor; tradutor

Helena Buescu – Professora universitária

Helena Roseta – Arquitecta; deputada à Assembleia da República

Hélio Alves – Professor universitário; linguista

Henrique Cayatte – Designer

Henrique Jales Ribeiro – Professor universitário

Inês Lourenço – Escritora

Inês Pedrosa – Escritora

Isabel Pinto Ribeiro Sanches Osório – Professora universitária; patologista forense

Isabel Pires de Lima – Professora universitária; ex-ministra da Cultura

Isabel Wolmar – Jornalista; escritora

Januário Torgal Ferreira – Bispo

João Barrento – Professor universitário

João Bosco Mota Amaral – ex-presidente da Assembleia da República; ex-presidente do Governo Regional dos Açores

João de Sousa – Jornalista; director do jornal Tornado

João Ferreira do Amaral – Professor universitário

João Maria de Freitas Branco – Filósofo/ensaísta

Joaquim Pessoa – Escritor

Jorge Custódio – Professor universitário; presidente da Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial

Jorge Gonçalves Martins – Artista plástico; pintor

Jorge Palma – Cantor; compositor

José d’Encarnação – Professor universitário; epigrafista

Coronel José Eduardo de Sanches Osório – Professor da Academia Militar; organizador da Revolução de 25 de Abril de 1974

José Luís Bonifácio Ramos – Professor universitário

José Magalhães – Membro dos XIV, XVII e XVIII Governos

José Mendes Bota – ex-deputado à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu

José Pacheco Pereira – Professor universitário; jornalista

José Pedro Serra – Professor universitário

José Renato Gonçalves – Professor universitário

José Ribeiro e Castro – ex-Líder do CDS; ex-deputado pelo CDS à Assembleia da República

Júlio Isidro – Autor e apresentador de programas de rádio e televisão

Júlio Machado Vaz – Médico psiquiatra

Júlio Pomar – Pintor

Lena d’Água – Cantora

Lídia Franco – Actriz

Luís Aleluia – Actor

Luís Bigotte Chorão – Jurista; historiador

Luís Menezes Leitão – Professor universitário; presidente da Associação Lisbonense de Proprietários

Luís Raposo – Presidente da Aliança Europeia do Conselho Internacional de Museus (ICOM Europa); vice-presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses

Luísa Costa Gomes – Escritora

Luiz Fagundes Duarte – Professor universitário; ex-deputado pelo PS

Manuel Alegre – Escritor; ex-deputado à Assembleia da República

Manuel Freire – Cantor; ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Autores

Manuel Monteiro – Professor universitário; ex-líder do CDS-PP

Manuel S. Fonseca – Editor; escritor

Manuela Mendonça – Historiadora; presidente da Academia Portuguesa da História

Maria Alzira Seixo – Professora universitária

Maria do Carmo Vieira – Professora de Português; membro da Direcção da Anproport (Associação Nacional de Professores de Português)

Maria do Céu Guerra – Actriz; directora da Companhia de Teatro A Barraca

Maria do Rosário Gama – ex-directora da Escola Secundária Infanta D. Maria, de Coimbra; presidente da Asociação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (Apre!)

Maria do Rosário Pedreira – Escritora; editora

Maria do Sameiro Barroso – Escritora; membro da Direcção do Núcleo de História da Medicina da Ordem dos Médicos

Maria Carmen de Frias e Gouveia – Professora universitária; linguista

Maria Cristina Pimentel – Professora universitária; directora do Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Maria Eduarda Gonçalves – Professora universitária

Maria Filomena Molder – Professora universitária; ensaísta

Maria Filomena Mónica – Professora universitária; escritora

Maria Luísa Duarte – Professora universitária

Maria Regina Rocha – Linguista; consultora linguística do programa de televisão Cuidado com a Língua!

Maria Renée Gomes – Professora universitária; antiga representante da União Latina em Portugal

Maria Teresa Horta – Escritora

Mário Cláudio – Escritor

Coronel Mário Tomé – Membro do “Movimento dos Capitães” na Guiné-Bissau; ex-deputado à Assembleia da República pela UDP

Martim de Albuquerque – Professor universitário

Matilde Sousa Franco – Historiadora; ex-deputada independente pelo PS

Michael Seufert – ex-deputado pelo CDS-PP; ex-presidente da Juventude Popular (CDS-PP)

Miguel Esteves Cardoso – Jornalista; escritor

Miguel Real – Escritor

Miguel Sousa Tavares – Escritor

Miguel Teixeira de Sousa – Professor universitário

Paulo de Morais – Professor universitário; presidente da “Frente Cívica”

Paulo Saragoça da Matta – Advogado; juiz ad hoc no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem

Paulo Teixeira Pinto – Editor; ex-presidente do Milenium BCP

Pedro Abrunhosa – Cantor; compositor

Pedro Barroso – Cantor; músico

Pedro Mexia – Escritor

Pedro Quartin Graça – Professor universitário

Pedro Tamen – Escritor; ex-administrador da Fundação Calouste Gulbenkian

Raquel Varela – Investigadora; professora universitária

Raul Miguel Rosado Fernandes – Professor universitário; ex-reitor da Universidade de Lisboa

Ricardo Santos – Professor universitário

Richard Zimler – Escritor

Rita Ferro – Escritora

Rosa Maria Perez – Antropóloga

Rosário Andorinha – Professora de Português; presidente da Direcção da Anproport (Associação Nacional de Professores de Português)

Rui Veloso – Cantor; compositor

Santana Castilho – Professor universitário

Sérgio Godinho – Cantor; compositor

Silvina Pereira – Investigadora; directora Artística do Teatro Maizum

Sofia Miguens – Professora universitária

Teolinda Gersão – Escritora; professora universitária

Teresa Rodrigues Cadete – Professora universitária; escritora

Tozé Brito (António José Correia de Brito) – Autor e compositor

Vanda Anastácio – Professora universitária

Tenente-Coronel Vasco Lourenço – membro activo dos “Capitães de Abril”; presidente da Associação 25 de Abril

Vicente Jorge Silva – Jornalista

Vítor Aguiar e Silva – Professor universitário; ex-presidente da Comissão Nacional da Língua Portuguesa

Vítor Manuel dos Anjos Guerreiro – Doutor em Filosofia da Arte; tradutor.

 

Instituições:

Anproport – Associação Nacional de Professores de Português

Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

Associação Clenardvs – Promoção e Ensino da Cultura e Línguas Clássicas

Sociedade Portuguesa de Autores

Associação “Tornado” – Comunicação Social

 

E ainda:

Fernando Venâncio – Professor de ascendência portuguesa, de nacionalidade holandesa, na Universidade de Amesterdão; filólogo

Luís F. Rosa Lopes – Escritor (Angola)

Luís Fernando – Jornalista; escritor (Angola)

Paulo Horácio de Sequeira e Carvalho – Sociólogo (Angola)

Delmar Maia Gonçalves – Escritor; presidente do Núcleo de Escritores Moçambicanos na Diáspora

Aldo Lopes Dinucci – Professor na Universidade de Sergipe (Brasil)

Celso Augusto Conceição Nunes – Professor na Universidade de Cecusa, Cachoeirinha, Rio Grande do Sul; linguista

Lucas Miotto – Mestre; doutorando brasileiro em Filosofia do Direito, na Universidade de Edimburgo

Matheus Martins Silva – Doutor em Filosofia da Linguagem

Osvaldo Frota Pessoa Junior – Professor na Universidade de São Paulo

Paulo Franchetti – Professor na Universidade Estadual de Campinas, São Paulo

Pasquale Cipro Neto – Professor; Colunista na Folha de São Paulo (1997-2016)

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2017/01/23/culturaipsilon/noticia/manifesto-contra-acordo-ortografico-contesta-criterio-de-pronuncia-por-gerar-aberracoes-1759313

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:41

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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2016

NÃO PODEMOS DEIXAR MORRER O PORTUGUÊS!

 

MORTE.jpg

 

Texto de SÉRGIO MARQUES

 

«É incompreensível que uma instituição com a tremenda responsabilidade cívica de contribuir para a construção de uma sociedade cuja evolução tenha entre os seus principais pilares o conhecimento científico, se demita de assumir publicamente uma posição sobre o Acordo Ortográfico de 1990 assente exclusivamente em critérios científicos.

 

Com o vil argumento de não pretenderem fazer política - a ACL não é contra o AO90 e, aparentemente, nem se reconhece com legitimidade para poder sê-lo!... Santa paciência... foram muitos anos de salazarismo ... - acabam precisamente a fazer política, mas pela via mais infame: respeitando servilmente os poderes instituídos e os poderes fácticos, caucionam ignobilmente com a falsa chancela da ciência o mais violento e atroz atentado alguma vez cometido pelo Estado de uma nação soberana contra a sua própria língua.

 

A Academia de Ciências de Lisboa está, politicamente, de acordo com este assassinato irresponsável e doloroso do património maior de um povo, dispondo-se, apenas, a propor paliativos em vez de, com a coragem que se impunha, almejar erradicar a doença.

 

Tudo em nome de um projecto absurdo de unificação e uniformização da língua portuguesa no mundo, castrador da evolução natural e orgânica da diversidade geográfica dos falares lusófonos. Em nome de um tenebroso empreendimento orwelliano de empobrecimento coercivo da língua - coisa que os anglo-saxónicos, espanhóis e franceses tiveram a sabedoria e o bom senso de jamais tentar pôr em prática.

 

É uma espécie de imperialismo ao contrário, ditado pelos mesquinhos interesses de uma ou duas editoras portuguesas, posto em marcha por governantes acéfalos e ignorantes, gente sem visão nem sentido de Estado, notavelmente apoiada, à época, por todos os representantes eleitos pelos cidadãos deste país assim tristemente entregue em imundas mãos.

 

Face à cobardia e/ou ao comprometimento das instituições e individualidades nacionais de quem se esperaria outra independência e integridade moral e intelectual perante esta guerra desencadeada de forma brutal contra a língua de Pessoa e Camões, de Eça e Saramago, de Torga e Vieira e de outros ilustres embaixadores da Pátria maior que é o Português, guerra pusilânime que tomou como reféns e arautos involuntários da 'novilíngua' as nossas crianças e jovens, só nos resta, cidadãos comuns, tomar em mãos a tarefa de salvar a língua portuguesa da tragédia que se anuncia.

 

Com este inominável acordo, não estamos apenas a importar uma grafia estrangeira que reflecte uma fonética que nos é estranha, que incorpora uma História que não é a da nossa língua.

 

Com este acordo, estamos a garantir que no prazo de duas gerações se concretize a importação e assimilação dessa fonética que não é a nossa. Ou seja, a adulteração inorgânica e artificial, mas que será real, da língua portuguesa falada, e não apenas escrita, em Portugal.

 

Não podemos deixar morrer o Português às mãos da triste e fraca gente que nos governa e governou. É um dever patriótico. É um dever moral, de cidadania, por respeito aos nossos antepassados, mas, principalmente, por respeito pelas gerações vindouras. É um imperativo histórico, de combate a esta afronta fascizante ao povo português, mas também aos povos de Angola, de Moçambique, de Cabo Verde, de Timor, da Guiné, de São Tomé e Príncipe, do Brasil.

 

A língua é a manifestação maior da civilização humana. Tem vida, evoluiu, cresce, ramifica-se, diverge, mistura-se com outras línguas, gera novas línguas. Morre. É História. É quase Biologia. Não precisa de iluminados, oportunistas e neocolonialistas (neste caso, com papéis invertidos), auto-empossados ditadores da história futura, inteligências menores arrogadas em senhores do destino de um mundo que não lhes pertence.

 

Deixem em paz o Português do Brasil. Um dia já não será português, será outra coisa que a evolução histórica ditar, igualmente rica e tão nobre como o Português de Portugal, tão preciosa e respeitável como qualquer outra língua de outro lugar qualquer do mundo.

 

Já não falamos Latim! Mas deixem igualmente, em paz o Português de Portugal. Um dia, será, também diferente. E morrerá. Como qualquer outra língua. Mas não a matemos por decreto. Porque ainda está exuberante de vida. Porque está na boca, no pensamento, nos sentidos, na pena, na ponta dos dedos com que os nossos filhos riscam o ecrã do “tablet” e do telemóvel. Porque lhes está na alma. E há muito se entranhou na nossa.

 

Desobediência civil, massiva, activa, imperativa, ao criminoso acordo da vergonha. Pelos nossos filhos Pelos filhos deles. Não há legado maior do que a nossa língua. A Língua de Portugal.

 

VAMOS À LUTA!

 

Fonte:

https://www.facebook.com/sergio.marques.37266/posts/1044559192322071

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:32

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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016

HÁ COISAS MAIS IMPORTANTES DO QUE O AO90

 

 

Angola e Moçambique não têm qualquer interesse em ratificar uma ortografia mutilada

 

BARRICA.png

 

José Marcos Barrica, Embaixador de Angola em Portugal, diz que "Há coisas mais importantes” do que o Acordo Ortográfico de 1990.

 

Logo, o AO90, não sendo acordado pelos oito países que fazem parte da lusofonia, não tem qualquer validade.

 

Não tendo qualquer validade, não pode continuar a ser aplicado em Portugal, muito menos ensinado às crianças, nas escolas.

 

José Marcos Barrica, à semelhança do que disse o moçambicano Murade Isaac Murargy, Secretário executivo da CPLP, antes da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP salientou que «Há coisas mais importantes a ter em conta do que o Acordo Ortográfico. Nós entendemo-nos perfeitamente escrevendo com ou sem alguns cês ou pês. Na nossa óptica, não é uma questão que deva mobilizar os nossos esforços

 

Ora o senhor Embaixador Angolano disse o que disse, e muito bem.

 

Estávamos nós todos, muito tranquilos, a escrever em Bom Português, e a entendermo-nos perfeitamente, com todos os cês e pês nos seus devidos lugares, por que motivo haveríamos de deitar ao lixo todo um legado linguístico culto e um precioso acervo literário, apenas para satisfazer a vontade obscura a uma minoria?

 

Refira-se que Angola e Moçambique continuam sem ratificar o AO90,  nem o 1.º, nem o 2.º Protocolos Modificativos, o que deverá levar a um recuo, que ficou suspenso por um fio de aranha, quando Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa, visitou Moçambique, e   inteirando-se da situação, disse alto e em bom som que o assunto deveria ser ponderado, mas desde então emudeceu, não estando a defender a constitucionalidade, conforme jurou defender.

 

A Angola e Moçambique, que têm para cima de duas dezenas de “línguas nacionais”, não têm qualquer interesse em ratificar o AO90, que, com as suas duplas grafias, erros e deficiente cientificidade, em vez de unificar a língua, desunificou-a, de tal modo que seria um desastre implementar esta ortografia mutilada apenas porque sim, nestes países africanos, assim como está a ser desastroso em Portugal e, a manter-se, só irá prejudicar o ensino do Português euro-afro-asiático-oceânico, que até 2012 estava de muito boa saúde.

 

O AO90, que não interessa nem ao Menino Jesus (como sói dizer-se)  seduz apenas os subservientes políticos que, vá-se lá saber porquê (ou saberemos?) querem, porque querem, vender por dez réis de mel coado, aquela que é a Língua Oficial de Portugal, consignada na Constituição da República Portuguesa.

 

E como diriam os nossos irmãos brasileiros: «Nesse mato tem coelho».

 

Isabel A. Ferreira

Fonte:

http://www.jornaltornado.pt/angola-e-mocambique-nao-tem-qualquer-interesse-em-ratificar-o-acordo/#.WClrASMMzoY.facebook

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:20

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Domingo, 9 de Outubro de 2016

LUSOFONIA: BISPOS LAMENTAM SUSPENSÃO DO USO DA LÍNGUA PORTUGUESA NOS PROCESSOS DE CANONIZAÇÃO

 

 

«Não era o Acordo Ortográfico que ia prestigiar e expandir internacionalmente a língua portuguesa? Não ia tornar o português idioma oficial da ONU e dos fóruns internacionais? E mais um par de botas?» (Tradutores contra o Acordo Ortográfico)

 

Repare-se que se diz Língua Portuguesa, não se diz Acordês

 

Depois que Portugal começou a espalhar por aí o Acordês, que é a versão inculta do Português, a Santa Sé descartou-o. É que o uso de uma ortografia terceiro-mundista não prestigia nenhum país lusófono, nem o Vaticano. 

 

1foto4 AGÊNCIA ECCLÉSIA.jpg

 

Agência Ecclesia 27 de Setembro de 2016, às 14:24

 

Responsáveis dos países lusófonos lembram que está em causa a quinta língua mais falada no mundo

 

Aparecida, Brasil, 27 Set 2016 (Ecclesia) - Os bispos católicos dos países lusófonos manifestaram-se hoje contra a suspensão do uso da língua portuguesa nos processos de postulação das Causas dos Santos na Santa Sé.

 

“Desejamos que a língua portuguesa, a quinta língua mais falada do mundo, por 260 milhões de pessoas, continue a ser utilizada nos processos de canonização”, assinala o comunicado final do 12.º Encontro de Bispos de Países Lusófonos, que decorreu desde sexta-feira na cidade brasileira de Aparecida.

 

A Congregação para as Causas dos Santos, organismo responsável pelo acompanhamento dos processos de beatificação e canonização na Santa Sé, invocou “dificuldades logísticas” para justificar a intenção de eliminar o português do conjunto de línguas de trabalho.

 

Os participantes no encontro de bispos lusófonos apresentam agora o seu “lamento e preocupação por esta decisão” que, segundo os representantes dos episcopados católicos, “vai dificultar e encarecer o bom andamento dos processos de canonização com origem nos países de expressão portuguesa”.

 

O texto, enviado à Agência ECCLESIA, é subscrito por responsáveis católicos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

 

O uso da língua portuguesa foi determinado por uma instrução da Santa Sé, a ‘Sanctorum Mater’ de 17 de Maio de 2007, no n.º 127: ‘As línguas admitidas junto da Congregação para o estudo das causas são: latim, francês, inglês, italiano, português e espanhol’”.

 

Ainda na reunião de Aparecida, os participantes mostraram o seu “apoio unânime” ao acordo das conferências episcopais do Brasil e Portugal sobre a tradução do Missal Romano, junto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Santa Sé), para que “se mantenham as fórmulas sacramentais e a resposta «Ele está no meio de nós» à saudação «o Senhor esteja convosco»”.

OC

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:58

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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2016

A RECÉM-CRIADA ASSOCIAÇÃO DE TRADUTORES E INTÉRPRETES DE MOÇAMBIQUE (ATIM) SALVA A LÍNGUA PORTUGUESA

 

O que me ocorre, como cidadã portuguesa, é endereçar à ATIM o meu mais elevado agradecimento pela dignidade com que está a tratar a Língua (Oficial) Portuguesa, a minha Língua Materna e a Língua Oficial de Moçambique.

 

Infelizmente, os governantes portugueses não têm essa lucidez, e em Portugal escreve-se algo a que podemos chamar «Português à Balda», uma ortografia sem pés nem cabeça, sem ponta por onde se lhe pegue, que não segue nem sequer as (acanhotadas e mutiladoras) regras do acordês.

 

O modo como se escreve actualmente em Portugal é bem pior do que o intragável AO90.

 

Mutila-se a língua, como se mutila um cadáver para o esconder de um crime.

 

É vergonhoso.

 

ATIM1.jpg

 

Página da ATIM: http://www.atim-mtia.org/

 

A salvação da nossa bela Língua Portuguesa, europeia e culta, está nas mãos de Moçambique, de Angola, de São Tomé e Príncipe, da Guiné Bissau e Timor Leste.

 

Tradutores/Mutiladores da Língua Portuguesa, ponham os olhos nestes objectivos da ATIM (escritos em Português correCto), e, por favor, traduzam os livros e as legendas nas televisões em BOM PORTUGUÊS.

 

Já estamos fartos de ver a nossa Língua, culta e europeia, tratada como uma língua de terceiro-mundo, uma língua primitiva e inculta, uma língua de analfabetos iniciados na escrita.

 

Vós sois piores do que os analfabetos. Os analfabetos não aprenderam a ler nem a escrever por falta de oportunidade, portanto a mais não são obrigados. Mas vós tivestes a oportunidade de andar na escola, e aprenderam a ser simplesmente ignorantes.

 

***

«A ATIM tem como objectivos fundamentais os seguintes

 

a) zelar pela qualidade da tradução e interpretação em Moçambique;

 

b) estabelecer condições de trabalho e enquadramento profissional;

 

c) zelar pela dignidade profissional e defender os direitos específicos do tradutor e do intérprete;

 

d) promover a colaboração entre os profissionais de tradução e de interpretação e entre estes e as instituições relacionadas com a sua actividade específica;

 

e) promover e estimular a formação de tradutores e intérpretes;

 

f) articular com as entidades competentes, instituições de formação, entidades legais a criação de mecanismos para a acreditação e licenciamento de tradutores e intérpretes em Moçambique.

 

g) promover relações sociais e culturais entre os seus membros.

 

Parabéns Moçambique. Parabéns ATIM.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:40

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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