Terça-feira, 10 de Outubro de 2017

EM PORTUGAL ESCREVE-SE E PRONUNCIA-SE MAL A LÍNGUA PORTUGUESA

 

 

Com a exigência ilegal da aplicação do acordo ortográfico de 1990 (que não chega a ser acordo, porque existe um enorme desacordo entre os países da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) os portugueses submissos (aos quais falta Cultura Crítica) ou os mais “distraídos” escrevem mal e pronunciam mal as palavras “acordizadas”.

 

E o descalabro é total.

 

1002378_1102623253096017_7289050853584099135_n[1].

Origem da foto: https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90?fref=ts

 

"Os efeitos deste Acordo, dito de unificação ortográfica — na realidade, de aproximação ortográfica —, são os que estão previstos do ponto de vista da grafia, porque não há consequências em termos de pronúncia, (…). Nenhum português, por cair uma consoante, vai deixar de dizer «contracetivo», abrindo a vogal  E, para dizer «contracetivo», fechando a vogal E.

 

Nenhum português deixará de o fazer. É um manifesto exagero, é um empolamento de uma realidade que o Acordo não consente!”

 

(LUÍS FAZENDA, Diário da Assembleia da República, I Série – n.º 85, X Legislatura, 3.ª sessão legislativa, 17 de Maio de 2008, pg. 28; aquando da aprovação parlamentar do 2.º Protocolo Modificativo ao AO90) (Ivo Miguel Barroso)

 

in https://www.facebook.com/groups/acordoortograficocidadaoscontraao90/643311112439015/?notif_t=like

 

***

Pois o que há a dizer sobre este assunto, é que quem, por desconhecimento da Etimologia (parte da gramática que estuda a história ou origem das palavras e da explicação do significado das mesmas, através dos seus elementos (morfemas), que fazem parte do Léxico Português, e que devia se matéria de estudo obrigatório nas escolas), e escreve deste modo incorrecto, de acordo com o acordo ortográfico 1990:

 

“contracEtivo” , “aspEtos”, “dirEtor”, “arquitEto”, “Ativo”, “Ator”, “sEtor”, “fAtor”, “corrEto”, "Ação", “LEtivo” ,“selEção”  , "afEto", "insEto" e outras calinadas que tais…

 

não deve, não pode pronunciar as mesmas com o E ou o A abertos, sob pena de estarem a proferir monumentais disparates.

 

Daí que, é urgente, prioritário e da lucidez acabar-se de vez com este despautério do AO90, que os Portugueses, os Brasileiros, os Angolanos os Moçambicanos,os Timorenses, instruídos e cultos, rejeitam.

 

Então por que motivo, a não ser por negociatas obscuras (uma vez mais o interesse económico a sobrepor-se ao senso comum) o governo português teima, porque teima, em impor esta mixórdia ortográfica, com a agravante de ameaçar penalizar quem não “obedecer”?

 

Baseado em quê?

 

De que tempo virá essa apetência pelas “ameaças?”

 

Não saberão os políticos portugueses, que qualquer Português poderá recusar-se a utilizar este acordo, inclusive nas escolas, nas repartições públicas, seja lá onde for… sem ser penalizado?

 

Era só o que faltava!

 

E quem argumenta que a aplicação deste abortortográfico facilita às crianças a aprendizagem da Língua, suprimindo os "p", e os "c", quererá dizer que as crianças dos tempos aCtuais serão mais ESTÚPIDAS do que as crianças dos tempos passados?

 

Todos nós estudámos a Língua Portuguesa como deve ser estudada.

 

Esta argumentação pretende diminuir as capacidades inteleCtuais das nossas crianças, passando-lhes um atestado de estúpidas, algo que elas, de todo, não merecem.

 

Se não respeitam a Língua Portuguesa, respeitem ao menos as crianças portuguesas, que estão a ser vítimas de um atentado linguístico e a caminho de serem os semianalfabetos do futuro.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:30

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
| partilhar
Quarta-feira, 2 de Agosto de 2017

O SILÊNCIO AO REDOR DO AO90 É CRIMINOSO

 

Nunca Portugal desceu tão baixo. O facto de os políticos portugueses terem vendido a sua própria Língua é caso único na História da Humanidade, desde que o mundo é mundo.

 

Portugal, entre os 193 países existentes no Planeta Terra, é um dos que está condenado a DESAPARECER, por ter governantes demasiado subservientes aos interesses dos estrangeiros. Pouco a pouco, tentáculos alheios abraçam o território português e, mais ano, menos ano, seremos uma colónia daquele que ficar com o melhor pedaço.

 

Portugueses, abram os olhos e mandem para o espaço os políticos que estão a VENDER PORTUGAL ao retalho, porque se não o fizerem brevemente deixarão de ser portugueses.

 

FATUALIDADE.png

Isto, de facto, é uma fat(u)alidade

 

A este propósito, leiam o que NUNO PACHECO escreveu no Jornal Público:

 

«Dança com letras nas modas de cá e lá

Em Portugal escreve-se facto e no Brasil fato, mas na família de tais palavras reina uma total desunião.

 

Há duas semanas, e por culpa de Cleópatra, não se aprofundaram aqui as potencialidades do chamado Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, já online, com o qual se pretende uniformizar a ortografia dos países de língua portuguesa a partir do famigerado Acordo Ortográfico de 1990 (AO).

 

Façamos, pois, um pequeno exercício. Peguemos num Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, anterior ao acordo (por exemplo, a 8.ª edição de 1998), e procuremos algumas famílias de palavras onde as mudanças propostas pelo AO tiveram algum efeito. Feitas as listas, comparemo-las com o que nos propõe como norma o dito vocabulário comum (VOC). Ou melhor, o que propõem os vocabulários de Portugal e Brasil, a ele adstritos, porque o VOC é a soma de todos os nacionais.

 

Comecemos pela família de palavras iniciadas por “concep”. No Brasil, escrevem-se ainda tal qual se escreviam em Portugal: concepção, concepcional, concepcionário, conceptáculo, conceptibilidade, conceptismo, conceptista, conceptiva, conceptível, conceptivo, conceptual, conceptualismo, conceptualista, conceptualização, conceptualizar. Já em Portugal temos conceção, concecional, concecionário, concetivo, todas sem “p”; nas restantes admite-se escrevê-las com “p” ou sem ele; e numa única palavra, conceptibilidade, só é admissível a versão com “p”. Porquê? Não se adivinha.

 

Passemos agora a uma família onde a divisão devia ser clara, a de “fact”. Pois em Portugal escreve-se facto e no Brasil fato, com o mesmíssimo significado de “acção realizada, acontecimento”. Nos dois países, apesar disso, há um grupo de palavras que tem o “c” obrigatório: facticidade, factitivo, factoring (esta integrada na lista, mas inglesa), factótum ou factoto. Em Portugal, só com “c”, temos factício, factível, factual, palavras que no vocabulário brasileiro online surgem com dupla variante (fatício, fatível, fatual) embora o Priberam brasileiro só as admita com “c”! Já fáctico pode escrever-se com ou sem “c” nos dois países. Obrigatoriamente sem “c”, em Portugal e no Brasil, surgem: fator, fatorial, fatorizar, fatura, faturar. Como se vê, uma família muito unida. Alguém entende isto?

 

Vejamos a família “recep”. Aqui é mesmo tudo limpinho. No Brasil é (sem admissão de variantes) recepção, recepcionista, receptação, receptacular, receptáculo, receptador, receptar, receptibilidade, receptiva, receptível, receptividade, receptivo, receptor. Em Portugal, pelo contrário, tudo isto perdeu o pio, perdão o “p” com o AO. O que originou o surgimento de um estranho verbo: Recetar. Presente (está no VOC): eu receto, tu recetas, ele/ela receta, nós recetamos, vós recetais, eles/elas recetam…

 

Ainda na letra R, uma curiosidade em “rupt”. No Brasil escreve-se tudo com “p”: ruptura, rúptil, ruptilidade, ruptório. Em Portugal idem, menos ruptura, que perdeu o “p” e passou a… rutura.

 

Vamos agora à família das partições, “secç” e “sect”. No vocabulário brasileiro admite-se dupla grafia (com ou sem “c”) para todas estas palavras: secção, seccional, seccionamento, seccionar, sector, sectorial, sectorização, sectorizar. Em Portugal, dupla grafia só em sector/setor e sectorial/setorial. De resto escreve-se secção, sectorização, sectorizar (sem dupla grafia). Mas – há sempre um mas nesta enviesada história – temos meia dúzia de palavras desta família só admissíveis com “c”, em Portugal ou no Brasil: sectário, sectarismo, sectarista, séctil, sectório e sectura. Tudo tão claro e tão óbvio…

 

Para acabar, porque já devem estar cansados desta dança com letras, vamos à família “tact”. No Brasil e em Portugal admitem-se duas variantes (com ou sem “c”) nas palavras tacticografia, tacticográfico, táctil e tactismo. O Brasil também admite dupla grafia em tacto, táctico, táctica, tacticalidade ou tactura, mas aqui Portugal distancia-se: numas só escreve sem “c”, tato, tático, tática; noutras só escreve com “c”, tacticalidade, tactura. Porquê? É para uniformizar a ortografia, não se vê logo?

 

Exercícios idênticos podem multiplicar-se à exaustão. Divirtam-se (ou chorem) a fazê-los. Uma coisa é clara, e está à vista de todos: não há uniformidade gráfica alguma em tais vocabulários, a ortografia “nova” é uma inominável quimera e os que há muito gritam “basta” não podem nem devem calar-se. O silêncio sobre este caso é criminoso. Não é Pedrógão Grande, claro, nem há comparação possível; mas não podemos adiar uma decisão que se impõe sobre tão magno tema. Será depois do Verão?»

 

Fonte:

https://www.publico.pt/2017/07/27/culturaipsilon/noticia/danca-com-letras-nas-modas-de-ca-e-la-1780259

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:15

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
| partilhar
Quarta-feira, 24 de Maio de 2017

«VAMOS DEIXAR-NOS DE PALERMICES»...

 

Pedro Vieira, escritor, guionista e apresentador de televisão, falou sobre a falácia da argumentação que sustenta a aplicação do AO90 em Portugal.

 

Diz ele: «Vamos deixar-nos de palermices, deixemos estar a diversidade».

 

O mais curioso é que a palavra “palermas” circula pela Internet, na “boca” de muitos cidadãos de vários países lusófonos, para adjectivar os políticos portugueses que caíram na lábia dos vendedores de banha da cobra e, cegamente, acriticamente, cederam ao aparvalhado acordo ortográfico.

 

É que os políticos portugueses não fazem a mínima ideia do que é a Língua Portuguesa. Devem pensar que é o órgão móvel da cavidade bucal da fauna portuguesa.

 

Só de pensar que isto possa ser verdade, fico repugnada.

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:57

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
| partilhar
Sexta-feira, 3 de Março de 2017

"PORTUGUESE (AFRICA)"??????

 

"Portuguese (Africa)"??

 

PR ÁFRICA1.png

 

Depois de remover o Português Europeu do Google Tradutor, deixando apenas o Português Brasileiro e apelidando-o apenas de "Português", está o Google agora a admitir que existe um Português em África? E assim sendo, será esta diferente das outras? Ou pelo menos da vertente brasileira? De que modo? Aplicará o AO?

Será esperar para ver... (Firefox contra o Acordo Ortográfico)

 

***

Isto é influência do Brasil.

 

Para muitos brasileiros, pouco dados à Geografia e à Cultura Geral, Portugal não pertence à Europa, mas sim à África. E eu sou testemunha desse ENSINO deturpado. Já tive de me levantar numa aula, no Brasil, para chamar mentiroso ao professor de Geografia Económica, que queria passar essa ideia à turma.

 

A mim, alguns brasileiros chamam-me de marroquina. Não é que ser marroquina me faça mossa. Mas colocam-me num país que não é o meu.

 

Não consigo entender por que os políticos portugueses ainda não se aperceberam de que estão a tomá-los por parvos.

 

E o ministro Santos Silva é um bom ministro dos NEGÓCIOS dos estrangeiros.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/FirefoxContraOAcordoOrtografico/photos/a.248609471911266.45227.213877095384504/992980824140790/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:59

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
| partilhar
Quinta-feira, 23 de Junho de 2016

O QUE OS POLÍTICOS PORTUGUESES PRECISAM DE SABER SOBRE O AO90

 

3003_200416124415_Palavras[1] AO90.jpg

 

Aqui há tempos, por ocasião das eleições legislativas, perguntei a um determinado líder político, qual a posição do seu Partido acerca do AO90.

 

A resposta veio assim: “Eu, pessoalmente, escrevo e continuarei a escrever como sempre escrevi, mas o Partido, constituído maioritariamente por gente mais jovem, entende que a língua é um organismo vivo em evolução, portanto, estando o AO90 nessa linha evolutiva, optaram por aplicá-lo».

 

Esta seria a resposta perfeita, se o AO90 tivesse alguma coisa (ainda que muito remota) a ver com a linha evolutiva da língua.

 

Acontece que o AO90 nada tem a ver, nem de perto nem de longe, nem pouco mais ou menos, com evolução alguma. Muito menos da língua.

 

E porquê?

 

Simplesmente porque o AO90 não foi engendrado a partir de motivações evolucionistas da língua, ou assente nas Ciências da Linguagem, mas tão-só em interesses económicos de uns tantos editores/livreiros brasileiros e portugueses (reparem que eu não incluo aqui os africanos de expressão portuguesa, porque esses não foram para ali chamados) e, por arrasto (porque nestas coisas de interesses económicos sempre se vai por arrasto), de uns tantos políticos portugueses que, sem o menor pejo, patriotismo ou sentido de Estado, decidiram vender a Língua Portuguesa, culta e europeia (é bom referir este detalhe, porque anda por aí uma imitação muito mal ataviada, a que chamam português do Brasil) e impor ilegalmente, vergonhosamente, impatrioticamente uma ortografia apelidada de AO90, tirada, à força, da ignorância mais profunda sobre a Língua Portuguesa, um dos maiores símbolos da Identidade de Portugal, aquele que exprime o ser e o sentir de todo um povo, porque sem a Língua, expressão oral e escrita, como saberíamos dos feitos tão excelentemente cantados por Luiz Vaz de Camões?

 

A Língua de um povo diz da dignidade desse povo. Não pode ser o simples linguajar que os iletrados utilizam para se comunicarem entre si.

 

Quis o destino que Portugal, por ser um pequeno país, entalado entre o Oceano Atlântico e a gigantesca Espanha, ousasse rasgar as águas do mar em busca de outros mundos, para poder sobreviver.

 

Quis igualmente o destino que os Portugueses fossem um povo destemido e dotado para as marinhagens, e que «navegando mares nunca dantes navegados», de légua em légua, foram descobrindo terras, nelas se fixando e deixando a “marca” de Portugal.

 

Não caberá aqui discutir o mérito ou o demérito da colonização portuguesa, que não foi nem pior nem melhor do que a dos outros povos colonizadores.

 

Chegados aqui, falemos da Língua que deixámos aos povos que foram sendo colonizados, e que, no caso do Brasil (o grande responsável pela disseminação do mau Português, perdoem-me os meus quase conterrâneos brasileiros) foram primeiramente os indígenas (os mais genuínos brasileiros), e depois os colonos portugueses e de muitas outras origens, que foram assentando arraiais no gigantesco território que os Portugueses conseguiram tornar seu.

 

Até 1822, o Brasil (achado em 1500) existiu sob o “domínio português”. Mas depois desta data, já com brasileiros de terceira geração, libertaram-se desse domínio, e o que fizeram com essa liberdade também não é agora para aqui chamado.

 

O que é para aqui chamado é que esses brasileiros, por vontade própria, adoptaram a Língua Portuguesa como língua oficial (e poderiam ter escolhido qualquer uma das muitas línguas indígenas que então existiam) a qual foi sendo enriquecida pelo léxico autóctone e dos vários povos que no Brasil se foram fixando.

 

E isso foi muito bom para a Língua Portuguesa.

 

O que não foi bom foi o facto de, a dada altura, os políticos brasileiros, para baixarem o elevado índice de analfabetismo, decidirem simplificar, arbitrariamente, a língua escrita, retirando-lhe as consoantes mudas, sem terem a mínima noção de que, ao fazerem-no, estavam pura e simplesmente a mutilar a língua, introduzindo palavras que antes tinham nexo e, bruscamente, por mera vontade política, deixaram de ter, e transformaram-se em erros ortográficos (e passo por cima dos outros erros, incluindo os da concordância, espelhados na linguagem oral).

 

E são precisamente essas palavras mutiladas, sem qualquer motivação científica, que os políticos portugueses impatriotas e completamente desinformados (se é que me entendem) querem impingir-nos, porque sim, por teimosia, por ignorância, por meros interesses económicos, por conveniências obscuras.

 

Concluindo: não existe, nem pode coexistir um Português de Portugal e um Português do Brasil.

 

O Português é Português em qualquer país lusófono. Ponto final.

 

Dentre os oito países que fazem parte da Lusofonia (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Timor) apenas o Brasil desvirtuou a Língua Portuguesa, e não foi por motivos evolucionistas, como já referi.

 

O Português, dito do Brasil, não é mais do que o Português na sua versão mais pobre e inculta. E que me perdoem os Brasileiros, porque aprendi a ler e a escrever no Brasil e passei a minha infância, adolescência e juventude a aprender e a desaprender a minha própria língua, de cada vez que me mudava de cá para lá, e de lá para cá.

 

Não existe um Português de Angola, ou de Moçambique ou de Cabo Verde, ou da Guiné, ou de São Tomé e Príncipe, ou de Timor.

 

O que há é muitos modos de dizer. A expressão oral pode variar até de cidade para cidade, dentro de um mesmo país. Mas não a escrita.

 

Os brasileiros até podem dizer “mulé”, “muié”, “mulherrr”, mas se escreverem mulher, menos mal.

 

Não critico o modo de falar, se bem que falar bem não fica mal a ninguém.

 

Reduzir a língua escrita ao modo de dizer, não tendo em conta a etimologia das palavras, é um acto de incultura.

 

É trise, muito triste, vermos a nossa bela Língua Portuguesa escrita por aí, em documentos oficiais, em (algumas) estações televisivas, em (alguns) jornais e revistas, em (alguns) livros de escritores menores, com a puerilidade de uma criança que acaba de se sentar nos bancos da escola primária, para aprender as primeiras letras, e junta-as conforme as ouve:

 

«Çaberão voçax eisçelênciax u tamanhu da inurmidade da voça falta de cunheçimento da língua purtugeza

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:32

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
| partilhar

.mais sobre mim

.pesquisar neste blog

 

.Outubro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
13
14
16
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. EM PORTUGAL ESCREVE-SE E ...

. O SILÊNCIO AO REDOR DO A...

. «VAMOS DEIXAR-NOS DE PALE...

. "PORTUGUESE (AFRICA)"????...

. O QUE OS POLÍTICOS PORTUG...

.arquivos

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

.BLOGUES

http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/

.CONTACTO

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
blogs SAPO