Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

A NOTA EXPLICATIVA (DO AO90) MAIS IDIOTA QUE O MUNDO JÁ VIU

 

 

Está grafada, no Diário da República, para memória futura, porque isto contado, ninguém acredita.

Perante esta inacreditável nota explicativa, não me peçam para ser politicamente correcta, porque é impossível!

Veja-se como as inteligências acordistas justificaram a supressão dos cês e do pês, nos nossos vocábulos, onde essas consoantes não se lêem, como se fôssemos todos muito parvos.

 

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A isto chama-se inferioridade mental.

 

Que é indiscutível que a supressão deste tipo de consoantes vem facilitar a aprendizagem da grafia das palavras em que elas ocorrem (presente do indicativo, não ocorriam, passado), na verdade, é indiscutível.

 

E foi esse facilitismo, e apenas esse facilitismo, que moveu os engendradores do AO90 a suprimirem as consoantes mudas? Não teve nada a ver com as Ciências da Linguagem?

 

Saberão essas inteligências o que é facilitismo?

 

Facilitismo é a atitude ou prática que consiste em facilitar a execução de algo que habitualmente exige esforço, empenho ou disciplina, ou seja, o facilitismo é contrário à exigência.

 

E sem esforço, empenho, disciplina e exigência haverá competência e excelência?

 

Bem, o facilitismo no Ensino, facilita a proliferação de semianalfabetos, de   ignorantes e de desqualificados. Isto é um facto indesmentível.

 

E que as inteligências acordistas e os seus (poucos) seguidores, sejam tudo isso, não temos nada contra, a opção é deles. Mas não venham impor esse semianalfabetismo, essa ignorância, essa desqualificação às crianças portuguesas. Elas não merecem, nem são parvas.

 

Isso é inadmissível. Isto é um insulto à aprimorada inteligência das crianças.

Como é que uma criança de 6-7 anos pode compreender que em palavras como concePção, excePção, recePção a consoante não articulada é um , ao passo que em palavras como correCção, direCção, objeCção tal consoante é um ? (reparem na construção da frase, cujo autor merecia o Prémio Nobel da Taramela)

 

Mas como é que uma criança poderá compreender tal coisa? Não é verdade? Como????

 

Bem, eu não vou falar dos milhares de milhões de crianças que antes e depois de mim, estudaram Língua Portuguesa e compreenderam que na palavra excePção, a consoante que não se lê é um , ou que em Homem, a consoante que não se lê é um agá, ou que em direCção, a consoante que não se lê é um .

 

Como foi possível compreenderem isto, não é? Seriam todas muito mais dotadas intelectualmente do que as crianças actuais? As crianças de hoje, são umas idiotazinhas, no parecer das inteligências acordistas.

 

Não vou falar dos milhares de milhões de crianças que antes e depois de mim compreenderam e pensaram a Língua Portuguesa. Vou falar de mim, que aos seis anos, no Brasil, aprendi a grafia brasileira, onde se escrevia direção (dir’ção), correção (corr’ção), objeção (obj’ção), direto (dirêto), teto (têto), e excePção e recePção; e aos oito anos, em Portugal, aprendi e pensei a grafia portuguesa, onde se escreve, até hoje (porque é esta grafia que está em vigor), direCção, correCção, objeCção, direCto, teCto, e (h)omem, (h)umidade, (h)aver, etc., tal como aprendi a Tabuada e a resolver problemas, tipo: a camponesa levou dez ovos para vender no mercado. Vendeu dois. Depois mais três. Com quantos ficou?

 

E como é que eu consegui? Eu, e milhares de milhões de crianças conseguiram, antes e depois de mim? Muito simples: a estudar aplicadamente, sem facilitismos, com esforço, empenho, disciplina e exigência, uma coisa chamada GRAMÁTICA (e mais tarde, o Latim e o Grego); e Matemática, e também História e Geografia e Ciências, desenvolvendo raciocínios, até porque nunca tive boa memória, (tinha de compreender, para aprender) e aperfeiçoando o sentido crítico, questionando tudo o que me ensinavam. Queria saber todos os porquês e os comos, para não levar gato por lebre, o que nem sempre consegui que me fosse explicado.

 

As crianças de todas as gerações anteriores e posteriores à minha seriam muito, mas muito mais inteligentes, do que as actuais, porque compreendiam e escreviam correCtamente tudo o que havia para compreender e escrever?

 

Quanta falácia! Quanta desonestidade! Quanta ignorância!

 

Esta nota explicativa é a coisa mais idiota jamais vista.

 

As inteligências acordistas poderiam ter sido honestas e explicar que as consoantes mudas que pretendem suprimir, nos vocábulos portugueses, são suprimidas porque no BRASIL elas foram eliminadas em 1943, para facilitar a aprendizagem dos milhares de analfabetos que então existiam, e para imitar o Italiano, e este falso AO90, não sendo mais do que a imitação da ortografia brasileira, suprime as consoantes mudas, para facilitar a aprendizagem… dos menos dotados.

 

E assim se destrói uma Língua Culta: para facilitar.

 

Bem, e se uma criança não consegue escrever direCção, aos 6/7 anos, não conseguirá, aos 15/16 anos, resolver esta simples equação de 1º grau: x+8 = 15. Não conseguirá.

 

Portugal anda na boca do mundo como um país onde o Ensino está bitolado por baixo. Claro que há excePções, mentes brilhantes que estão quase todas no estrangeiro. Vão doutorar-se ao estrangeiro. Brilham no estrangeiro. Por que será, não é?

 

Uma avaliação internacional apurou recentemente que os alunos portugueses do 4.º ano, correspondente à antiga 4ª classe, pioraram na leitura. Em cinco anos a média desceu onze pontos, colocando Portugal em 30° lugar entre 50 países. O problema está nos resultados aos testes sobre literacia e a leitura. E aqui as crianças portuguesas entre os 9 e 10 anos descem 11 pontos em relação ao estudo anterior realizado em 2011.

 

Em 2011 as crianças portuguesas foram obrigadas, ilegal e criminosamente, a adoptar a ortografia brasileira, para que a aprendizagem da Língua fosse mais facilitada. E foi tão facilitada, mas tão facilitada que são agora as ignorantezinhas da Europa.

 

Imagine-se as crianças inglesas. Vamos seguir o raciocínio das inteligências acordistas: como é que uma criança inglesa, de 6/7 anos, pode compreender que em palavras como exaggerate, se escreve dois gg, em floor, dois oo, em knack, um k e um c, em lock, um c, em thought, um h, um u, um g e um h, e em truck, um c?

 

Senhores acordistas, além de idiotas, vossas excelências são desonestas! E isso é uma coisa muito feia.

 

E se alguns podem ser parvos, e até são, a esmagadora maioria dos Portugueses, não é.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:38

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Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2017

ESTAMOS TODOS MUITO CANSADOS DA IDIOTICE QUE GRASSA EM PORTUGAL NA QUESTÃO DA LÍNGUA

 

Muito mais razão terão os alunos para estarem cansados da mixórdia ortográfica que são obrigados a aprender nas escolas…

 

EGIPTO2.png

Fonte da imagem: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10211762640476547&set=gm.1200024656767655&type=3&theater&ifg=1

 

Só em TRÊS países do mundo (e eles são 193) EgiPto escreve-se assim EGITO: em Portugal (e aqui apenas os ignorantes); no Brasil; e na Itália, com a grafia Egitto. De resto, até em Frísio se escreve Egypte.

 

A Itália substituiu as consoantes mudas por outra consoante muda.

 

O Brasil, imitou a Itália nos vocábulos com consoantes mudas, mas retirou-lhe a outra consoante, também muda.

 

Portugal, feito parvo, seguiu o Brasil, que por sua vez seguiu Itália. E ficou isolado (porque Itália não conta) em toda a Europa e, quiçá, no resto do mundo, onde EgiPTo é grafado com P.

 

Então vejamos:

 

Castelhano – EgiPto

Galego - ExiPto

Sueco - EgyPten

Alemão – ÄgyPten

Basco – EgiPto

Catalão – EgiPte

Checo –EgyPt

Inglês – EgyPt

Francês – EgyPte

Albanês – EgjiPt

Bósnio – EgiPat

Dinamarquês – EgyPten

Croata – EgiPat

Eslovaco – EgyPt

Esloveno – EgiPt

Estónio – EgiPtus

Finlandês – EgiPti

Gaélico da Escócia – EiPhit

Holandês – EgyPte

Húngaro – EgyiPtom

Irlandês – ÉigiPt

Romeno – EgiPt

Islandês – EgyPtaland

Latim – EgyPt

Letão – ĒģiPt

Lituano – EgiPtas

Luxemburguês – ÄgyPten

Norueguês – EgyPt

Esperanto – EgiPtio

Polaco – EgiPt

Ioruba – EgiPti

Filipino – EhiPto

Cebuano – EhiPto

Chichewa - EgyPt

Ibo – EgyPt

Malaio – EjiPta

Sesotho – EgePeta

Shona – IjiPiti

Zulu - I-EgyPt

Samoano – AikuPito

 

Bem, e em Telugu, EgiPto escreve-se assim: ఈజిప్ట్; e em Punjabi assim ਮਿਸਰ, e em árabe, língua egíPcia, Egipto escreve-se assim: مصر

 

Não sei se nestas grafias existe um , assim como em Russo, ou em muitas outras línguas com grafias estranhas (para mim). Não sei.

 

Mas uma coisa eu sei: todas as outras línguas, aqui apresentadas, o está sempre presente na palavra EgiPto, pronunciando-se ou não; excePto o Brasil, que segue a grafia italiana, e, claro, os parvos de Portugal.

 

E depois não gostam que lhes chamem parvos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:45

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Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2017

ACÇÃO CONTRA O FALSO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

 

Porque a Língua Portuguesa é um dos símbolos que nos identifica como nação livre, é património linguístico cultural da maior importância para as gerações futuras.

E porque há milhares de Portugueses que rejeitam o falso acordo que o Governo Português impôs a Portugal, por favor, enviem a seguinte mensagem (ou outra): «Exigimos que o governo português devolva a Portugal a Ortografia Portuguesa».

para os seguintes endereços electrónicos:

 

 gp_psd@psd.parlamento.pt, gp_ps@ps.parlamento.pt, gp_pp@pp.parlamento.pt, bloco.esquerda@be.parlamento.pt, gp_pcp@pcp.parlamento.pt, gp_pcp@pcp.parlamento.pt, pev.correio@pev.parlamento.pt, comunicacao@pan.com.pt, gabinete.pm@pm.gov.pt, gabpar@ar.parlamento.pt, belem@presidencia.pt, ministro@mne.gov.pt,

geral@acad-ciencias.pt

CC: isabel.bonari@gmail.com

 

A Língua Portuguesa agradece.

 

 

ACÇÃO.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:49

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Terça-feira, 5 de Dezembro de 2017

«SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990»

 

Artigo de Maria do Carmo Vieira, professora e membro da Anproport - Associação Nacional de Professores de Português, na edição de 1 de Dezembro da "Gazeta das Caldas":

 

ACORDO.png

 

«Fruto certamente deste profundo desprezo pelo Saber, que tantas vezes tem vindo a ser denunciado, e que se vai impondo, sem pejo, ano após ano, a Língua Portuguesa não escapou ao contágio epidémico, bem visível no «negócio» que definiu o Acordo Ortográfico de 1990 (AO 90) e que a corrompeu. E «corromper» é o verbo certo, tendo em conta o étimo latino corrumpere e o seu significado que transcrevo do "Dicionário Etimológico" de José Pedro Machado, «reduzir por completo a bocados, despedaçar; destruir, aniquilar; deteriorar». Gestos em perfeita sintonia com a corrupção generalizada que devasta a seu bel-prazer, incluindo-se nessa devastação a Língua Portuguesa, a sua ortografia, ou seja, a sua norma gráfica. Com efeito, os autores da redacção do AO 90 ao defenderem, num rasgo de flagrante ignorância, que a ortografia deve respeitar o «critério da pronúncia» e «facilitar a escrita» põem em causa a função da ortografia (do grego orthos, «correcto, conforme a origem», + graphia – «escrita»), que «não é nem facilitar o ensino da escrita nem reflectir a oralidade; a ortografia serve para codificar e garantir a coesão da língua escrita normalizada de uma comunidade nacional.» [1]

 

A mentira e a irresponsabilidade, a falta de cultura e a insensatez, com interesses e ambições à mistura, são os ingredientes habituais que determinam o êxito de todo o acto corrupto, o que não foi excepção na aplicação do AO 90, imposto à revelia da vontade dos Portugueses e da grande maioria das instituições solicitadas a dar o seu parecer. Lembrar que em 27 instituições, 25 foram contrárias à sua aplicação, o Ministério da Educação, a Associação Portuguesa de Linguística e a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, entre outras, tendo sido os seus pareceres conscientemente esquecidos, com o aval dos obreiros da aberração ortográfica cujo parecer favorável foi um dos dois acima mencionados. Felizmente, haverá sempre quem não aceite ser conduzido porque na sua postura de vida não abdicou de pensar, o que necessariamente se repercutirá a nível profissional e institucional e em lugares de chefia. Entre os muitos exemplos que poderíamos dar, destacamos a "Gazeta das Caldas" e a Câmara Municipal das Caldas da Rainha. Funcionando como referências, propiciarão certamente uma reflexão sobre o assunto mostrando que, em determinados momentos, obedecer a uma imposição significa que nada valemos, parafraseando uma frase do escritor Henry Thoreau (1817-1862), na sua obra "Desobediência Civil".

 

O grupo de brasileiros e de portugueses, que em conjunto com os políticos, de um e de outro lado do Atlântico, negociou a Língua Portuguesa, tirando jocosamente consoantes (***1), hífenes e acentos, consoante o capricho, e numa argumentação tristemente célebre pela ausência de cientificidade [2], tem recusado sempre discutir as críticas fundamentadas de inúmeros estudiosos, contrários ao AO 90, atitude que se manteve face à decisão da actual direcção da Academia das Ciências de Lisboa em intervir com sugestões para o aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico. Malaca Casteleiro, na sua leveza habitual, considerou que «Aquilo não procura solucionar […]. É contraproducente, não tem pés nem cabeça», surpreendentemente esquecido de que um seu colega brasileiro, Evanildo Bechara, que coordenou o processo no Brasil, considerou, em 2008, que «O Acordo Ortográfico não tem condições para servir de base a uma proposta normativa, contendo imprecisões, erros e ambiguidades.» [3] A maioria dos políticos, por seu lado, confessos ignorantes na matéria, mas não revelando qualquer preocupação em esclarecer-se minimamente, ousando mesmo decidir como se do assunto estivessem elucidados, persiste, com arrogância, em «confundir a verdade com o falso», não assumindo o erro que foi a implementação deste AO, bem evidente no caos linguístico que grassa no nosso quotidiano, seja na escrita seja na própria oralidade.

 

Agrava ainda mais a situação o facto de não se revelar aos Portugueses o custo da «negociata», que se prolonga, e de se esconder conscientemente a verdade relativa ao desenvolvimento de todo o processo. Com efeito, na sequência da entrega, na Assembleia da República, da Petição «Cidadãos Contra o Acordo Ortográfico de 1990» (Fev. 2017), que reuniu mais de 20 000 assinaturas, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, forçado a fazê-lo, porque questionado sobre o assunto, revelou, o que desconhecíamos, ou seja, que num total de 8 Estados (Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste) que, em rigor e no cumprimento do Tratado Internacional, deveriam «ter completado o processo de ratificação junto do Estado Português», depositário do AO 90, só 4 na realidade o fizeram: Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe (***2), aguardando-se «serenamente que o processo de ratificação seja concluído para que o Acordo Ortográfico possa entrar em vigor em todos os países que o assinaram e o aprovaram», concluiu o ministro Augusto Santos Silva. Em nome do rigor que requerem todos os «Tratados Internacionais» justifica-se não ser possível «mexer no AO 90» ou «suspendê-lo», o que efectivamente poderia ser feito, sem lesar o referido Tratado. No entanto, o seu conteúdo não é cumprido pelos seus vários assinantes, há anos.

 

Compreende-se que o AO 90 tenha sido implementado à força e à pressa, em Portugal, sob pressão do Brasil, diga-se em abono da verdade, quando nenhum outro país em seriedade o aplica? Na verdade, o interesse do Brasil é que a variante brasileira do português seja reconhecida internacionalmente, tendo em conta objectivos comerciais e políticos.

 

A quem serve afinal o Acordo Ortográfico? A Portugal certamente que não, e os países africanos continuam inteligentemente mais interessados na resolução dos seus verdadeiros problemas. Nós continuamos a «aguardar serenamente» …

 

[1] António Emiliano, "Apologia do Desacordo Ortográfico", Lisboa, Babel, 2010.

[2] Confirme-se com a leitura da Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990).

[3] 3.º Encontro Açoriano da Lusofonia, realizado entre os dias 8 e 11 de Maio de 2008.»

 

 Fonte:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.212426635525679.35361.199515723483437/1423565861078411/?type=3&theater&ifg=1

 

 

 ***

(***1) – Permita-me dizer que no engendramento do AO90 ninguém “tirou jocosamente consoantes”. As consoantes mudas preconizadas por este falso acordo, foram suprimidas na reforma ortográfica de 1943 e que os brasileiros adoptaram, distanciando-se da ortografia portuguesa. E o que nos está a ser impingido é precisamente a ortografia brasileira, mais acento, menos acento, mais hífen, menos hífen. É só lerem os autores brasileiros, em edições brasileiras, anteriores a 1990, para comprovarem o que afirmo, até porque aprendi a ler e a escrever no Brasil, e, nesse longínquo tempo, já se suprimia todas as consoantes mudas que constam do “acordo”.

 

(***2) – Acrescente-se que, entretanto, Cabo Verde adoptou o Crioulo cabo-verdiano como primeira língua e a Língua Portuguesa como língua estrangeira. E em São Tomé e Príncipe é preciso saber quem escreve segundo o AO90?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:21

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Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2017

DESTA VEZ NÃO SOU EU QUE O DIGO, É O CATARINO – UM BRASILEIRO

 

Atentem na “conversa” inserida nesta imagem, que ilustra o artigo «Reforma ortográfica da língua portuguesa», no Blog do Catarino, de onde retirei o texto que se segue.

As falas das personagens, com pronúncia italiana, não estão ali por acaso.

(As anotações a negrito, no texto do Catarino, são minhas).

 

BLOG1.jpg

 

Ma dove siamo noi? In Brasile o in Italia? (Isabel A. Ferreira dixit)

 

«Reforma ortográfica da língua portuguesa.

 

Hoje, no primeiro dia do ano 2009, vamos ter que nos acostumar com a mudança ortográfica da língua portuguesa. Mas somente a escrita no Brasil, único país que já implantou as alterações. Portugal, o segundo maior país que fala português, ainda não iniciou as alterações propostas.

 

Portugal, ( que não é o segundo maior país que fala Português) não iniciou em 2009 as “alterações” propostas, mas depois de umas “negociações” à porta fechada entre políticos, nomeadamente o Itamaraty e o ministro dos Negócios dos Estrangeiros de Portugal, e editores e livreiros, de ambos os países, iniciou-as em 2011, ilegalmente).

 

Vim em uma reportagem feita na TV Globo que os intelectuais de Portugal são contra as reformas, pois consideram que está havendo um abrasileiramento da língua.

 

(Só os ignorantes e cegos mentais é que ainda não se deram conta de que a ortografia proposta no falso acordo ortográfico é a ortografia brasileira, na sua versão italianizada).

 

Não sei dizer se as alterações irão facilitar a nossa escrita, pois as alterações se referem à acentuação gráfica e uso do hífen. Mesmo que as alterações sejam pequenas o gasto com impressões de novos livros didáticos, dicionários será grande.

 

(Espero que aqui tenham ficado bem claras as únicas alterações que os Brasileiros têm de fazer para que o falso “acordo” seja cumprido: acentuação gráfica e hífens. Unicamente. O resto, a supressão das consoantes mudas em vocábulos italianizados (recepção escapou, porque os italianos dizem «reception», e os acordistas portugueses, muito inteligentemente, escrevem receção, porque em Portugal não se lê o pê, dizem eles) mantém-se inalterável para os Brasileiros).

 

Na prática não haverá nenhuma unificação, pois os demais países não irão seguir de imediato as alterações acordadas.

 

(Nem de imediato, nem nunca. Por alma de quem irão os Angolanos, Moçambicanos e os restantes povos (por enquanto) lusófonos adoptar a ortografia brasileira, quando têm, nos seus países, dialectos riquíssimos? Foi o que já aconteceu em Cabo Verde, que adoptou o Crioulo cabo-verdiano como primeira língua e o Português como língua estrangeira. No que fazem muito bem).

 

O mais difícil é ver como natural uma palavra que tinha acento e não tem mais, como idéia que o Word insiste em colocar acento, mas não tem mais.

 

(Pois é… unificar o quê? Para quê? Para quem?)

in

BLOG.png

 

Neste link:

http://www.blogdocatarino.com/2009/01/reforma-ortogrfica-da-lngua-portuguesa.html

 

***

A Ignorância é uma senhora que se agarra a qualquer um, desde que esteja disponível: seja homem ou mulher, de qualquer estrato social ou cultural. E em Portugal, muitos andam agarrados a esta senhora.

 

A babel ortográfica já se instalou em Portugal, e apenas em Portugal, porque mais nenhum país lusófono se vergou à parvoíce de um "acordo" que não é acordo nenhum, e apenas uma minoria inculta o adoptou em Portugal, porque é mais simples escrever como se fala (e como se fala mal!) do que ESTUDAR a Língua Portuguesa na sua Matriz Culta e Europeia e escrevê-la tal como os Ingleses escrevem a Língua Inglesa, os Alemães, a Língua Alemã, os Franceses, a Língua Francesa, os Espanhóis, a Língua Castelhana. Nenhum destes povos jamais faria um acordo ortográfico para adoptar a ortografia estrangeirada de uma ex-colónia, que se tornou um país livre e pode e deve caminhar pelo próprio pé.

 

Apenas os portuguesinhos, com cérebros mirradinhos, em Portugal, são incapazes de PENSAR a Língua e escrevê-la na sua complexidade, que nem chega aos calcanhares da complexidade, por exemplo, das Línguas Alemã e Inglesa, quanto a consoantes mudas. Vão pelo simplex socratês.

 

Serão os portugueses menos dotados para aprender uma Língua integral?

 

Não serão todos menos dotados. Mas, e a minoria que servilmente, apressadamente e parvamente decidiu adoptar a ortografia brasileira (e atenção! não estou a desmerecer a ortografia brasileira italianizada, porque foi uma opção deles, capisci! só que nós não temos nada com isso) sem pensar, sem questionar, sem reflectir… O que pensar dessa minoria?

 

E o que pensar do nosso presidente da República, que nem cumpre nem faz cumprir a Constituição?

 

E o que pensar do nosso primeiro-ministro que não ata nem desata, nesta questão do falso “acordo”?

 

E o que pensar do ministro dos Negócios dos Estrangeiros, que guarda a sete chaves o segredo das negociações com o estrangeiro?

 

Quem estarão eles a servir?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:37

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Segunda-feira, 13 de Novembro de 2017

UM GOVERNO QUE NÃO RESPEITA A LÍNGUA (VIVA) OFICIAL DO PAÍS, COMO PODERÁ RESPEITAR O LUGAR DOS MORTOS?

 

Eu não sabia que o Panteão Nacional, um lugar onde se honra a memória dos mortos, podia ser alugado para jantaradas. Não sabia.

 

Mas depois de saber, não me surpreendi, pois num país onde o seu maior símbolo de identidade - a Língua - é substituído pelo símbolo de identidade de uma ex-colónia, toda e qualquer vilania é expectável.

 

PANTEÃO.jpg

 

A polémica que se gerou ao redor do Panteão, nada tem a ver com o jantar da Web Summit, porque este foi apenas mais um, e o mais mediático.

O grande e grave problema é o Panteão Nacional, um lugar onde se recolhem os restos mortais dos mais ilustres portugueses, estar no rol dos lugares onde se pode comer, beber, cantar e brincar-se ao Harry Potter.

 

Aqui não interessa se no salão das jantaradas não existem restos mortais e só lá estão sarcófagos vazios.

 

O que aqui interessa é o Lugar onde se acolhem os Mortos, o Panteão Nacional, servir de palco para jantaradas.

 

António Costa, primeiro-ministro de Portugal, achou ofensivo e chocou-se com a realização do jantar da Web Summit no Panteão? Então e os outros jantares? Então e aquele jantar da Associação de Turismo de Lisboa, que o então autarca António Costa presidia?

 

Eu não sabia que se faziam jantaradas no Panteão. Mas isso sou eu, que não resido em Lisboa, não faço parte do governo, há coisas que às vezes me passam ao lado… Mas os governantes não sabiam? Antes da Web Summit outros jantares já lá se realizaram, e não sabiam? Logo no Panteão, cuja responsável é funcionária do Governo?

 

O que se passa no Panteão é um insulto à memória dos mortos que lá repousam.

 

Até agora, a única pessoa que pediu desculpa por esta ofensa, sem culpa alguma, foi o fundador da Web Summit, Paddy Cosgrave.

 

Senhor primeiro-ministro, tudo o que é agressão aos símbolos de Portugal ou à memória dos mortos, é ofensivo e choca os Portugueses.

 

Também é ofensivo para Portugal e choca os Portugueses a imposição da ortografia brasileira, defendida, com unhas e dentes, pelo ministro dos negócios dos estrangeiros, e não vejo nenhum governante português, incluindo o nosso tão prestimoso presidente da República, ofendidos e chocados com tal agressão à nossa identidade.

 

Sejamos mais honestos e menos hipócritas!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:36

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Segunda-feira, 6 de Novembro de 2017

QUEREM SABER PARA QUE SERVIU EXACTAMENTE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990?

 

BECHARA.png

Origem da imagem: https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645118928923112.1073741834.199515723483437/712556525512685/?type=3&theater&ifg=1

 

O acordo ortográfico de 1990 serviu exactamente para testar o servilismo do governo português, como também para testar o servilismo do povo português que, felizmente, maioritariamente (exceptuando (ainda) os milhares de analfabetos existentes em Portugal e que nada sabem do acordo ortográfico) diz, aliás, grita um rotundo não a esta tentativa de colonizar Portugal através da ortografia brasileira.

 

Resta uma minoria no poder e outra minoria subserviente ao poder, que se vergaram a um acordo com o qual nem o Senhor Evanildo Bechara, um dos promotores desta coisa absurda que foi impingir aos Portugueses a ortografia brasileira, concorda.

 

Então de que está à espera o senhor presidente da República Portuguesa para cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa?

 

É que já vários juristas se pronunciaram publicamente (se bem que muito discretamente para o meu gosto), a este respeito, e todos eles são unânimes quanto à ilegalidade da imposição deste acordo a Portugal.

 

Há aqui algo errado, que foge à racionalidade.

 

É que já tudo foi dito e redito a respeito da urgência de se acabar com esta fraude, e no Parlamento andam todos muito caladinhos e encolhidinhos, como crianças quando fazem asneiras e depois ficam quietinhas a um canto, a disfarçar, como se nada fosse com elas.

 

Acontece que os governantes já são bem crescidinhos para estas infantilidades.

 

Assumam o erro. Peçam desculpas aos Portugueses, principalmente às crianças, e devolvam a Língua Portuguesa a Portugal.

 

O Brasil não se importará, com toda a certeza. Eles são milhões e continuarão a falar e a escrever anistia, úmido, fato, e outras palavras que tais, independentemente de haver ou não haver acordo. Continuarão a dizer e a escrever Antônio, e nós António, com acordo ou sem acordo.

 

Jamais haverá uma unificação ortográfica entre os países lusófonos, porque cada país é um país, e já todos cortaram o cordão umbilical com a “mãe” que os deu ao mundo, cada um seguiu o seu rumo e adoptou a linguagem que bem entendeu. Agora a vida deve seguir sem a "mãe", e esta não está, de todo, senil, para se sujeitar ao querer de um "filho" interessado em grandezas fictícias.

 

Então para quê mutilar a Língua Portuguesa, em Portugal? Por alma de quem?

 

Já o tenho dito muitas vezes: errar é humano, mas insistir no erro é insano.

 

E não me venham dizer que agora é tarde, Inês está morta. Inês pode estar morta, e para ela já ser tarde. Mas a Língua Portuguesa continua viva, mutilada, mas viva, e com todas as possibilidades de cura. Basta querer. E querer é poder, e poder é o que faz falta… Afinal os governantes portugueses não são assim tão poderosos como querem fazer crer… Subjugam-se facilmente aos interesses das minorias.

 

Quanto às crianças e jovens eles não são tão imbecis como os adultos. Se conseguem aprender Inglês, Francês e Castelhano, conseguirão desaprender a ortografia brasileira num ápice, e noutro ápice, reaprender o Português com a mesma facilidade. Eu consegui. É que a capacidade de aprendizagem das crianças é ilimitada…

 

O que é preciso é algo que eu estou a pensar, mas não posso dizer alto.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:47

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Domingo, 5 de Novembro de 2017

GRUPO (MAIS UM) QUE AVALIA O IMPACTO DO AO90 É PARA VALER OU É OUTRA FARSA?

 

De que estão á espera para dizerem ao país que o AO90 está a ter um impacto bastante pernicioso, nefando, danoso, nocivo, maléfico, mau, péssimo, no Ensino, na Cultura, na Comunicação Social, nas Escolas, nas Edições, nas Traduções, na Publicidade, nos Documentos Oficiais, transformando a escrita numa babel ortográfica jamais vista em parte alguma neste mundo e em tempo algum.

 

 

www.4tons.com+Pr.+Marcelo+Augusto+de+Carvalho[1].j

 

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 … ou seja… só os homens inferiores compreendem e aceitam a ortografia que estão a impingir aos Portugueses…

 

Estamos fartos de esperar…

 

Em Janeiro do corrente ano (2017), publiquei aqui um texto dando conta de que a comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto aprovou a criação de um NOVO (já havia sido criado um outro, em 2013) Grupo de Trabalho para avaliar o impacto da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990.

 

Tenho algumas questões a pôr acerca disto:

 

1 - A que conclusões chegou o grupo criado em 2013?

 

2 - Por que houve necessidade de se criar um novo grupo?

 

3 - Os elementos que constituem este novo grupo estarão interessados em saber a verdade, ou estão só a fingir que estão interessados?

 

4 - Já não haverá demasiada contestação pública, dos mais abalizados intelectuais portugueses, brasileiros e africanos, ao malnascido AO90, para que os parlamentares percebam que é um erro crasso manter o erro mais crasso ainda de ter impingido aos portugueses mais subservientes uma ortografia medíocre, que nada tem a ver com a cultura linguística europeia? Isto ainda não está claro para os parlamentares?

 

5 – Por que andam a fazer que fazem, a empatar, a deixar passar o tempo? Têm esperança de que o tempo deslize e com ele a mixordice se entranhe e se abanque de vez, e que os contestatários se cansem? É isso? Mas estão enganados.

 

6 - Ainda será preciso discutir o quê????? Se tudo já foi discutido. Se tudo já foi dito. Se tantas vozes já se levantaram desde que esta aberração ortográfica foi impingida à força de uma grande mentira nas escolas, nas repartições públicas e na comunicação social mais subserviente ao poder, enganando-se os mais incautos com a falsa obrigatoriedade da sua aplicação, com base numa lei inexistente. Discutir mais o quê? A quem pretendem enganar?

 

7 – DE acordo com o deputado social-democrata José Carlos Barros, este novo grupo nasceu surgiu pelos alertas da Academia de Ciências de Lisboa, que referiam “a necessidade de aperfeiçoar as bases do Acordo Ortográfico de 1990, que gerou instabilidade ortográfica, que não estabelece uma ortografia única e inequívoca, que deixa várias possibilidades de interpretação, em muitos casos”. Mas que necessidade é essa de aperfeiçoar o que não é aperfeiçoável e que falhou redondamente os seus objectivos? Ainda ninguém se deu conta do óbvio?

 

8 - Isto é como remendar remendos. Já se demonstrou bastamente que o AO90 não tem ponta por onde se lhe pegue, de tão mau que é. Pretende-se aperfeiçoar o quê????? Um arremedo de ortografia?

 

9 - Os dois principais objectivos do AO90 não conseguiram manter-se, por serem completamente inviáveis, ou seja, o de ordem política e que tem a ver com a intenção (mais brasileira do que portuguesa) de reforçar o papel da Língua Portuguesa (leia-se brasileira, pois a ortografia é brasileira) como uma língua de comunicação internacional (que nem de propósito, enquanto era Portuguesa foi usada no Vaticano, quando começou a ser brasileira, depois do AO90, foi sumariamente rejeitada); e o outro objectivo de ordem técnica, assente na ideia de uma base ortográfica comum, mostrou-se algo tecnicamente impossível. Isto interessa a alguém? A quem? Quem são os felizardos? Não são com toda a certeza os Portugueses, mas tão-só uns tantos vigaristas que estão a encher os bolsos à conta da destruição de uma Língua Culta.

 

10 - Isto já não seria o bastante para o Parlamento atirar ao lixo, sem mas, nem meio mas, uma ortografia que envergonha Portugal?

 

O social-democrata José Carlos Barros, tentando justificar a criação deste grupo, afirmou que o seu partido continua a ser a favor do objectivo de ordem política. Mas a Língua não tem de ter objectivos de ordem política. Não tem.

 

Agora atente-se neste parágrafo:

«O que a ACL vem dizer é que este objectivo de ordem técnica não está a ser cumprido, o que nós entendemos é que devemos perceber porque é que não está a ser cumprido este objetivo técnico", disse o deputado social-democrata, realçando que "a política não se deve meter na ortografia».

 

(Este parágrafo foi retirado do texto original (aqui)

 

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/cultura/detalhe/impacto-do-acordo-ortografico-avaliado-no-parlamento

 

que me serviu de fonte. E repare-se logo aqui o que este acordo provoca: ora se escreve correctamente objeCtivo, ora se escreve objetivo, na mesma frase).

 

O que será preciso dizer mais?

 

O que está a fazer este novo Grupo de Trabalho?

 

Esperemos que não seja mais uma daquelas manobras de diversão a que os nossos parlamentares nos têm habituado, numa tentativa de calar as vozes que se têm levantado contra este linguicídio.

 

O AO90 é o instrumento dos que foram atacados por uma profunda cegueira mental, que não os deixa ver os propósitos perversos desta negociata obscura, que pretende destruir património português.

 

A isto chama-se crime de lesa-língua e de lesa-pátria.

 

Desde que abandonei o Ensino, em 1976, por incompatibilidade com as "novas regras" pós-25 de Abril preconizadas pelo Ministério da Educação, nunca mais o Ensino teve rumo, e os sucessivos Ministros da Educação, do Ensino e da Cultura mostraram e ainda mostram bastante incompetência, por isso a educação, o ensino e a cultura estão um caos.

 

Há quantos anos se anda a fazer experiências nas escolas e que não resultam? A importar sistemas que outros países já rejeitaram? Há quanto tempo se anda a fabricar semianalfabetos?

 

E com a introdução do AO90, o ensino degradou-se substancialmente, porque ninguém em nenhuma disciplina escreve correctamente, nem sequer em acordês.

 

O actual sistema de ensino é um falhanço total. Pobres crianças e jovens que terão de emigrar, no futuro, para poderem ser alguém na vida. Portugal é um país sem vislumbre de futuro. Ou isto muda radicalmente, ou não haverá futuro.

 

O presidente da República tem muita conversa, mas deixa-se levar na onda acordista, atropelando a Constituição da República Portuguesa, que jurou cumprir e não cumpre. E até agora o que fez para restituir a legalidade no que diz respeito à Língua Oficial Portuguesa? Precisamos de ACÇÃO, Senhor presidente. Não de palavras que o vento leva…

 

Vamos ver o que acontece. Mas seja o que for, terá forçosamente de passar pela devolução da Língua Portuguesa a Portugal, e por uma reforma PROFUNDA no sistema de ensino, para que as crianças e os jovens tenham um ensino de qualidade. A começar pelos manuais escolares, que são um autêntico atentado à inteligência das crianças. Foram elaborados a pensar que as crianças são estúpidas como portas.

 

Os professores deveriam recusar-se a ensinar com base em tais manuais.

 

Se todos reagissem, o governo teria de AGIR.

 

Não podemos deixar MORRER o que nos identifica como nação.

 

Não é argumento que baste para que o dito Grupo de Trabalho se digne pronunciar contra uma ortografia que nada tem a ver com a Língua Portuguesa, e acabar com isto urgentemente?

 

Para ajudar Vossas Excelências a decidirem-se uma vez por todas, aqui deixo uns links, para que se inteirem do que, sobre esta matéria, pensam os Portugueses, Brasileiros e Africanos Cultos e que é o pensar da esmagadora maioria dos Portugueses, tirando a minoria acordista, e os milhares de analfabetos que ainda temos em Portugal e que nem sequer sabem o que é isto do acordo ortográfico...

 

O QUE OS PORTUGUESES CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-portugueses-cultos-pensam-33885

 

O QUE OS BRASILEIROS CULTOS PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-brasileiros-cultos-pensam-8246

 

O QUE OS AFRICANOS CULTOS DE EXPRESSÃO PORTUGUESA PENSAM SOBRE O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-que-os-africanos-cultos-de-expressao-37150

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:44

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Quarta-feira, 25 de Outubro de 2017

QUE VERGONHA, SENHOR PRIMEIRO-MINISTRO!

 

«Assim vai escrevendo o primeiro-ministro que já nos disse que não toma a iniciativa de desfazer o Acordo Ortográfico http://bit.ly/2qGHSgD

Em nome de quê, então, se continua a descaracterizar desta forma um património de todos? Por teimosia? Estupidez? Insensibilidade?»

(Tradutores contra o Acordo Ortográfico)

 

Penso que por tudo isto. O senhor primeiro-ministro nem em Português, nem em acordês. Escreve no mixordês em que se transformou a nossa língua. Nem os acordistas conseguem atinar com o “monstrengo” que pariram.

 

Daí que me proponha a lançar mais umas achas para esta fogueira, onde arde a Língua Portuguesa, e que tal como nas outras fogueiras, que fizeram arder Portugal, o senhor primeiro-ministro sacode a água do capote, como se nada tivesse a ver com isso…

 

ANTÓNIO COSTA.png

 

Origem da imagem:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.212426635525679.35361.199515723483437/1389803597787971/?type=3&theater&ifg=1

 

Sabe o Senhor primeiro-ministro de onde vem parte da ortografia brasileira que os senhores governantes estão a impingir a Portugal e às crianças portuguesas, como sendo ortografia portuguesa?

 

Vem do italiano.

 

No Brasil existe uma vasta colónia italiana, que exerce grande influência na vida brasileira, incluindo nas novelas, e a qual faz questão de falar e escrever "à italiana". Sabemos que os Italianos também mutilaram a língua deles (derivada do Latim, tal como todas as outras línguas românicas), suprimindo consoantes que os outros países mantêm, mas eles não.

 

Veja-se estes exemplos:

 

PT - No Português culto, escreve-se: Neptuno, directo, aspecto, objecto, insecto, óptimo, factura, dialecto, arquitecto, activo, espectador, húmido, eléctrico, reflectir, espectacular, acto, contacto, facto, omnívoro, adopção, tractor … para referir apenas algumas das mais flagrantes…

 

IT- Que em Italiano dá: Nettuno, diretto, aspetto, oggetto, insetto, ottimale, fattura, dialetto, architetto, attivo, spettatore, umido, elettrico, riflettere, spettacolare, atto, contatto, fatto, onnivoro, adozione trattore… 

 

BR – E no Brasil grafa-se assim: Netuno, direto, aspeto, objeto, inseto, ótimo, fatura, dialeto, arquiteto, ativo, espetador, úmido, elétrico, refletir, espetacular, ato, contato, fato, onívoro, adoção, trator – e qualquer semelhança com o italiano não é mera coincidência…

 

É que os Brasileiros, para se distanciarem do Português do ex-colonizador, optaram por italianizar estas (e muitas outras) palavras, como também afrancesaram e americanizaram tantas outras, que agora o governo português quer, porque quer, sem o mínimo fundamento científico-legal, nem qualquer sentido crítico que façam parte da nossa Língua Portuguesa.

 

Por estas e por outras devemos exigir que devolvam a Língua Portuguesa a Portugal.

 

Os que servilmente adoptaram a ortografia preconizada pelo AO90, mais não fazem do que italianizar o Português, imitando os Brasileiros que, por sua vez, imitaram os Italianos, mas também os Franceses e os Norte-americanos, descaracterizando a Língua Portuguesa que adoptaram aquando da Independência, a 7 de Setembro de 1822.

 

Eis, resumidamente, uma das fontes do mixordês utilizado pelo primeiro-ministro de Portugal. E quando um primeiro-ministro desconhece a Língua que impôs ao País, o que fará o povo semianalfabeto que anda por aí a dar pontapés na gramática, a torto e a direito, sem a mínima noção do que está a fazer.

 

Francamente, isto não é ignorância e subserviência a mais?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:01

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Terça-feira, 24 de Outubro de 2017

«A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA E O ACORDO ORTOGRÁFICO»

 

Em 2011, o romancista Duarte Afonso, escreveu um artigo de (excelente) opinião no «Jornal da Madeira» em que colocou em causa a insustentável leveza com que os políticos portugueses se vergaram a um acordo que, está mais do que provado, é um verdadeiro aborto ortográfico, sem a mínima viabilidade, em nenhum dos países lusófonos.

 

O texto está actualíssimo, porque desde 2011 nenhuma medida inteligente foi tomada, no sentido de corrigir o monumental erro que foi a adopção do monte de lixo a que chamam acordo ortográfico (de acordo com o autor).

 

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E na verdade, como diz Martin Luther King, nada no mundo é mais perigoso do que a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa que, instaladas no poder, podem destruir um país, a sua cultura culta e a sua identidade. Neste momento, uma e outra coisa (a ignorância e a estupidez) mantém a Língua Portuguesa prisioneira de um acordo que uma minoria inculta está a impor a Portugal.

 

Com a devida vénia, aqui transcrevo o artigo assinado por Duarte Afonso, e que eu enviarei para o presidente da República, para o primeiro-ministro e para o Parlamento, com a advertência de que já chega de tanta cegueira mental, já chega de fazer ouvidos de mercador às vozes da Razão, e aconselho a que todos enviem protestos também, porque é preciso acabar de vez com a estupidez ortográfica instalada em Portugal.

 

***

 

Eis os excelentes e racionais argumentos apresentados por Duarte Afonso, no texto intitulado:

 

«A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA E O ACORDO ORTOGRÁFICO

 

Depois de a RTP ter anunciado a adopção do acordo ortográfico, agora foi o Dr. Jaime Gama a brindar-nos com mais uma notícia trágica, ao anunciar que a Assembleia da República também o vai adoptar em Janeiro de 2012.

 

A Assembleia antes de adoptar esse monte de lixo a que chamam acordo ortográfico, devia preocupar-se primeiro com os erros e deficiências que existem no mesmo, e explicar ao país por que é que ignorou as recomendações da Comissão de Ética e Cultura da própria Assembleia, que alertava para esses mesmos erros e deficiências, depois de ter analisado e votado por unanimidade a petição contra o aludido acordo, dando razão aos peticionários.

 

Este é o mesmo acordo que em 2005 por solicitação do Instituto Camões a Associação Portuguesa de Linguística, emitiu um parecer que diz bem o que é o acordo ortográfico. Depois de ter demonstrado que o monstro não serve, termina assim:

 

“Em conclusão, por todas as razões acima aduzidas, a Associação Portuguesa de Linguística recomenda:

1 - Que seja de imediato suspenso o processo em curso, até uma reavaliação, em termos de política geral, linguística, cultural e educativa, das vantagens e custos da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.

 

2 - Que, a manter-se o texto actual do Acordo, Portugal não ratifique o Segundo “Protocolo Modificativo”.

 

Ainda a respeito dos pareceres pedidos pelo Instituto Camões vale a pena referir uma notícia que saiu no Jornal de Notícias em 12-07-2008. Com a devida vénia passo a citar duas pequeninas passagens:

 

A mesma intitula-se: “Peritos arrasam acordo ortográfico”.

 

“Esmagadora maioria dos linguistas, académicos e editores consultados estão contra o tratado. Se a implementação do Acordo Ortográfico dependesse apenas do processo de consulta, há muito que o projecto teria sido abandonado. Das 27 entidades consultadas, apenas duas se mostraram favoráveis.

 

Nas respostas das 14 entidades que participaram no inquérito promovido pelo Instituto Camões abundam as criticas. Entre pedidos adicionais de informação e o desconhecimento sobre as alterações a introduzir, não faltam, também, entidades como a Associação Portuguesa de Linguística, ou Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa que solicitam “a suspensão imediata do processo”.

 

Estes factos demonstram bem o que é o acordo ortográfico, e a atenção que mereceram por parte do Estado. A Assembleia antes de o adoptar também devia ter em atenção o (art.º 2) do próprio acordo que diz o seguinte:

 

“Os Estados signatários tomarão, através das instituições e órgãos competentes, as providências necessárias com vista à elaboração de um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa, tão completo quanto desejável e tão normalizador quanto possível no que se refere às terminologias científicas e técnicas”.

 

Este é o único vocabulário válido para a aplicação do acordo, e não há nenhum outro que o possa substituir. Isto significa que enquanto esse vocabulário comum não for elaborado e não estiver em vigor, o acordo ortográfico não tem qualquer valor, porque foram subvertidas as regras do próprio acordo. É um abuso dizer-se que os textos que seguem as regras do monstro foram escritos ao abrigo do acordo ortográfico, porque o mesmo não tem legitimidade jurídica nem democrática. O único abrigo que dá é à ilegalidade e ao obscurantismo.

 

Não é por acaso que Angola ainda não o ratificou, e o seu deputado Luís Reis Cuanga já veio dizer “que deve haver reciprocidade na aplicação do acordo com a integração do vocabulário angolano no comum”. Deu ainda como exemplo, “que se deve escrever Kanza e não Kuanza como se pretende no novo acordo”. Isto significa ainda que Angola não alinha na irresponsabilidade, e está a chamar a atenção para que as regras do acordo sejam cumpridas.

 

É penoso e revoltante ver a nossa língua ser adulterada por um acordo que nos foi imposto, cheio de erros grosseiros e disparates escandalosos, cozinhado nas costas do povo, protegido pelos nossos governantes e acarinhado por alguns órgãos de comunicação social.

 

Ao longo do tempo, sempre foram introduzidos ajustamentos na nossa língua; mas nunca foram introduzidos através de leis ou decretos, nem o Estado teve intervenção em matérias que dele não dependem nem a ele competem, como é o caso da evolução da nossa língua em qualquer das suas vertentes, sendo a ortografia uma dessas vertentes. Além disso, esses ajustamentos sempre foram elaborados por especialistas sábios e idóneos com conhecimento profundo da nossa língua.

 

Qual é o crédito que merece, este acordo, se o mesmo assenta na facultatividade, na acentuação gráfica, e na consagração pelo uso?

 

A Assembleia da República e o governo, antes de o adoptarem, prestariam um bom serviço à nossa língua e ao nosso país, se tomassem a iniciativa de constituir uma comissão formada por representantes das comunidades cientificas, académicas, literárias, e profissionais, para proceder a uma revisão do texto do acordo, de forma a expurgar os erros e disparates que existem no mesmo.

 

Vejamos agora alguns desses disparates. No preâmbulo do mesmo está escrito o seguinte:

 

“O projecto de texto de ORTOGRAFIA UNIFICADA, de língua portuguesa aprovado em Lisboa, em 12 de Outubro de 1990, constitui um passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional”.

 

Aqui referem-se à ortografia como se já estivesse unificada. Na nota explicativa (5-2-4) podemos ler:

 

“Considerando que tais casos se encontram perfeitamente delimitados, como se referiu atrás, sendo assim possível enunciar a regra da aplicação, OPTOU-SE por fixar a DUPLA acentuação gráfica como a solução menos ONEROSA para a UNIFICAÇÃO da língua portuguesa”.

 

Esta explicação absurda e ignorante significa precisamente o contrário daquilo que defendem os seus autores. A dupla grafia não une, afasta que é bem diferente. A consagração da grafia dupla reflecte a impossibilidade efectiva e incontornável de unificação. Estes dois exemplos demonstram bem a falta de rigor em que assenta esse embuste a que chamam acordo ortográfico.

 

Primeiro apresentam-no como se a nossa ortografia já estivesse unificada. Depois demonstram que a unificação é impossível. Em que ficamos? Como é que é possível escreverem estes disparates e ao mesmo tempo defenderem esta porcaria de acordo?

 

Perante todos estes factos pergunta-se:

 

Por que é que se dá tanta atenção ao monstro, e por que é que há tanta pressa em adoptá-lo? Por que é que os portugueses foram sempre colocados perante factos consumados e nunca foram ouvidos nesta matéria? Por que é que se vai adoptar um acordo cheio de ilegalidades e erros grosseiros, detectados, inventariados e comentados pelos melhores especialistas do país? Porquê?

 

Por fim, passo a citar com a devida vénia, uma passagem que consta no livro intitulado “Apologia do desacordo ortográfico de António Emiliano, Professor de Linguística da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Investigador – responsável do projecto Origens do Português, no âmbito do qual foi digitalizada, transcrita e objecto de estudo linguístico a mais antiga documentação de Portugal”. Essa passagem consta na página 81 do aludido livro e diz o seguinte:

 

“O Acordo Ortográfico é um monumento de incompetência e ignorância: não interessa que nomes “reputados”, das letras brasileiras e portuguesas tenham nele colaborado; fizeram um mau trabalho e prestaram um péssimo serviço à língua portuguesa e às lusofonias que dizem defender. Meteram-se em assuntos para os quais não tinham, por mais que me custe dizê-lo, competência específica.”

 

Mais palavras para quê? Os factos falam por si. Resta-nos exercer o nosso direito de cidadania, manifestar a nossa indignação de forma activa, responsável, e esperar que os portugueses olhem o mais depressa possível para esta realidade. Temos ainda o dever de apoiar a Iniciativa Legislativa de Cidadãos, para podermos tirar a nossa língua do atoleiro em que a meteram.

 

Duarte Afonso

Romancista»

Fonte:

http://www.jornaldamadeira.pt/not2008_12.php?Seccao=12&id=170631&sup=0&sdata

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:05

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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