Segunda-feira, 17 de Junho de 2019

O MAL-AMADO ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 VISTO PELO JORNAL “DIA 15” EM BOM PORTUGUÊS

 

Verdade. Os GRANDES autores portugueses recusam o AO90.
E as edições em Bom Português pululam por aí.

É só consultarem este link:

https://www.facebook.com/portuguesdefacto/

Já se gastaram todos os argumentos racionais que provam que o AO90 não tem viabilidade.

Faltará fazer desenhos para que os governantes entendam que o caminho a seguir é a anulação do falso acordo, e o regresso à Língua Portuguesa?

Ninguém se aflija: as crianças aprenderão num ápice, o que têm de aprender. É para isso que vão à escola.


Os adultos (poucos) terão um pouco mais de dificuldade, agora que desaprenderam a Língua. Mas desses NÃO É O FUTURO, nem rezará a História.

Por isso, há que ser racional e mandar às malvas um acordo que apenas uma minoria que não para para pensar, porque não tem capacidade para tal, teima em querer manter.

Esses ficarão para a História como aqueles que, por ignorância e ambição, um dia, tentaram destruir a Língua Portuguesa, mas não conseguiram, porque a Língua Portuguesa é indestrutível enquanto houver PORTUGUESES.

 

Isabel A. Ferreira

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 15:30

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Sábado, 15 de Junho de 2019

RESPONDENDO AO DELÍRIO DE UM ACORDISTA

 

Recebi este comentário ao texto indicado.


Porque é preciso desfazer os “mitos” criados pela alucinação dos acordistas, aqui deixo a minha resposta.

 

João Abreu comentou o post CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO, MAS POUCO! às 00:29, 15/06/2019 :

Os detratores do acordo ortográfico de 90 não gostam de falar de um facto evidente que é este: desde que ele foi implementado em 2012 tem sido um sucesso nas escolas. A maioria dos alunos escreve segundo as novas regras e não estranha. Alguém já viu alguma manifestação de alunos contra o acordo? Quererão as novas gerações escrever à moda do século XX? Da mesma maneira se perguntassem hoje às pessoas se pretenderiam voltar a escrever segundo a grafia anterior a 1911 é certo que quase todos recusariam. Faria sentido escrever farmácia com ph? É verdade que o AO90 podia ser melhorado mas... por favor, tenham dó! Já não escrevemos como se escrevia no século XIX e os portugueses do século XIX também já não escreviam como no tempo do D.Dinis. Estamos a falar de um punhado de palavras que não muda muito a estrutura da língua portuguesa que é algo de bastante grande e resistente.

 

 

Senhor João Abreu, se há coisa que me tira do sério são comentários como este, que o senhor enviou, e que, no entanto, o senhor tem todo o direito de emitir. Ele está cheio de falácias, e demonstra um desconhecimento descomunal sobre esta matéria, este desastre linguístico, que dá pelo nome de acordo ortográfico de 1990.

 

Portanto, vamos por partes:

 

Primeiro: ninguém é detraCtor (com CÊ, se faz favor, “detrâtôr”, sem CÊ e, desde modo, pronunciado em Portugal, é um vocábulo que pertence EXCLUSIVAMENTE à Língua Brasileira) do AO90, porque o AO90 é uma aberração ortográfica imposta aos Portugueses ilegalmente, e que não está em vigor em país nenhum do mundo dito “lusófono”, e, portanto, tudo o que se diz CONTRA esta aberração é a mais pura verdade.

 

Segundo: o “facto evidente” que o senhor diz que os anti-acordistas não gostam de falar, a bem da verdade NÃO É um “facto evidente”, e por não ser um “facto evidente” falamos dele de outro modo, que é o seguinte: desde que ele foi implementado em 2012 NÃO TEM sido um sucesso nas escolas. Pelo contrário, gerou o CAOS nas escolas (porque as crianças que também aprendem línguas estrangeiras, não percebem porque hão-de suprimir as consoantes mudas no “Português”, e no Inglês e no Castelhano e no Francês, línguas EUROPEIAS, não suprimem. É que nem os professores sabem escrever, o que escrevem e ensinam é um MIXORDÊS pavoroso. Também ninguém diz aos alunos, que o que estão a (des)aprender NÃO É Português, a Língua Materna deles, mas uma grafia exclusivamente brasileira, ILEGAL em Portugal.

 

Terceiro: a MAIORIA (não a TOTALIDADE) dos alunos escreve segundo as regras da ortografia BRASILEIRA, porque a tal são obrigados, de outro modo, SÃO PENALIZADOS, o que é uma situação juridicamente ILEGAL, e disto é que ninguém fala. Porque NÃO existe em Portugal LEI NENHUMA que OBRIGUE alunos e professores a APLICAR a GRAFIA BRASILEIRA.

 

Quarto: ninguém ainda viu uma manifestação de alunos mais velhos contra o acordo ortográfico, porque se os alunos fizerem uma manifestação contra o acordo ortográfico VÊEM as suas notas baixarem, com uma chantagem asquerosa, e isto é um preço que ninguém está disposto a pagar. Os alunos mais pequenos não têm idade para fazerem manifestações, mas sabem que o que lhes desensinam é BRASILEIRO, e que em PORTUGUÊS direCtor é escrito com CÊ , e correCto é escrito com CÊ, e excePto é escrito com PÊ, e quando fora da escola é assim que escrevem. Portanto a aplicação do AO90 nas escolas é um autêntico FRACASSO, porque até os professores escrevem em MIXORDÊS, ou seja, misturam a grafia brasileira com a portuguesa num mesmo texto e deixam os alunos BARALHADOS. Sou testemunha de tal CAOS.

 

Quinto: só alguém muito, muito, mas muito estúpido perguntaria às pessoas se pretenderiam voltar a escrever segundo a grafia anterior a 1911, porque o que aqui está em causa não é o regresso à grafia de 1911, que EVOLUIU (não foi destruída) para a grafia de 1945 (a que está EM VIGOR em Portugal), mas a adoPção (com PÊ, à portuguesa) da grafia exclusivamente brasileira. E obviamente, se alguém fizesse essa pergunta estúpida, a resposta só poderia ser NÃO.

 

Sexto: «Faria sentido escrever farmácia com ph?» Pergunta o senhor João Abreu, numa clara demonstração da mais pura ignorância. Não, não faria sentido, até porque o PH passou a ser o símbolo da IGNORÂNCIA dos acordistas, porque os acordistas não fazem a mínima ideia, por que se passou de “pharmacia” (farmácia) para farmácia, de “lyrio” (lírio) para lírio, de “ella” (ela) para ela, enfim, não fazem a mínima ideia desta EVOLUÇÃO, que nada tem a ver com a DESTRUIÇÃO da raiz dos vocábulos, como passar de seCtor para “setor” (s’tôr), adoPção para “adoção” (âdução”), etc., etc., etc..

 

Sétimo: não, não é verdade que o AO90 podia ser melhorado. O AO90 não tem ponta por onde se lhe pegue. É uma aberração ortográfica, apenas defendida por quem NADA sabe sobre as Ciências da Linguagem, e o seu destino só pode ser o CAIXOTE DO LIXO.

 

Oitavo: tenha dó o senhor João Abreu, (e pare para pensar)! Já não escrevemos como se escrevia em 1911. E em 1911 já não se escrevia como no tempo de Dom Diniz (que nasceu DiniZ, e não DiniS, portanto há que manter o nome de origem) que nos deu a LÍNGUA PORTUGUESA. E sabe porquê? Porque a Língua EVOLUIU, como evoluíram as restantes línguas europeias, só que nenhuma língua indo-europeia, incluindo a Portuguesa, se distanciou das suas raízes greco-latinas. E a Língua Portuguesa é uma língua indo-europeia, da qual os brasileiros se distanciaram, abrasileirando-a, americanizando-a, italianizando-a, castelhanizando-a, afrancesando-a e deixou de ser Portuguesa. Por isso, no Brasil escreve-se brasileiro, em Portugal escreve-se português.

 

Nono: e o senhor João Abreu acaba com uma premissa completamente desfasada da realidade linguística: «Estamos a falar de um punhado de palavras que não muda muito a estrutura da língua portuguesa que é algo de bastante grande e resistente». Tem a noção do disparate que escreveu? Tem a noção de que com esta frase demonstrou a maior das ignorâncias sobre a Língua Portuguesa? Estamos a falar de CENTENAS de palavras que MUDAM TODA a estrutura da Língua. E a estrutura da Língua Portuguesa, na realidade, é algo bastante resistente, por isso, não SUCUMBIRÁ a esta HECATOMBE linguística.


Décimo: o único destino deste ABORTO ORTOGRÁFICO, que dá pelo nome de AO90, é a REVOGAÇÃO. O CAIXOTE DO LIXO. Pode escrever no seu caderninho

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:55

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Sexta-feira, 14 de Junho de 2019

«TORNA-SE IMPERIOSO VOLTAR A ENSINAR A ESCREVER CORRECTAMENTE O PORTUGUÊS»

 

Porquê?

Porque só assim se chega ao acto de pensar.

Excerto de um texto da autoria da professora Maria do Carmo Vieira, ao redor da missão do Professor.

 

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«Um professor (…) não pactua com ciladas que aprofundam a ignorância e anestesiam o acto de pensar.


A facilidade que alimenta a infantilização e ignora as capacidades de crianças e jovens, a apologia do funcional em detrimento do belo, não propiciando a educação da sensibilidade e o desenvolvimento sério do espírito crítico, são exemplos de ciladas que se têm armado aos alunos sob a capa de um discurso falsamente bondoso que põe em risco o seu futuro pois não os prepara para a Vida.


A facilidade foi o argumento usado, por exemplo, pelos criadores do Acordo Ortográfico de 1990, que a ela se referiram focando bizarramente o facto de os alunos não gostarem de acentuar as palavras ou de terem de se esforçar demasiado para decorar as que na sua escrita continham consoantes mudas.


Servindo-se dos alunos, subvalorizaram a etimologia, fomentaram o equívoco e invocaram o critério da pronúncia para simplificar a ortografia, numa atitude de ignorância lamentável pormenorizadamente expressa na Nota Explicativa do Acordo Ortográfico, decretado contra a vontade dos portugueses e das comunidades culturais consultadas.


O resultado está à vista na escrita atabalhoada e caótica da Língua Portuguesa, na dificuldade em ensiná-la, tais são as contradições e os erros que a todo o momento surgem e sobre os quais os próprios alunos se questionam, bem como na violência que representa para um professor ser forçado a «ensinar» o que considera ser um erro.


Um Acordo cuja Nota Explicativa põe, na verdade, em causa o Saber e o Conhecimento e determina a perda da função normativa da ortografia.


Comungando todo o professor, independentemente da sua área de ensino, da ideia de que só o domínio da língua portuguesa permitirá aos alunos bem pensar, e que esse domínio exige que a compreendam, que a escrevam correctamente e sobre ela reflictam, o que a imposição do AO 90 tem impedido, torna-se imperioso voltar a ensinar a escrever correctamente o português, não perpetuando incongruências e erros, e demonstrando igualmente aos alunos que fazê-lo constitui da parte do professor um profundo acto de amizade e de fidelidade ao Saber. Seguramente que nos agradecerão um dia, conscientes de que não os traímos na confiança que em nós, desde o primeiro momento, depositaram.»

 

Maria do Carmo Vieira,

Professora

 

Texto retirado daqui:

https://dererummundi.blogspot.com/2019/06/aos-professores.html?fbclid=IwAR2wqTlhDV0umTSGT6C1b8Zg9V2hba62g9laTWwNLweI0i6MGHt8lQIRW8k

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:36

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Quinta-feira, 13 de Junho de 2019

«O AO90 NÃO SERVE PARA NADA E NÃO UNIFICOU A ESCRITA DO PORTUGUÊS»

 

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E se a escrita é para ser clara e escorreita, com o modismo do AO90 transformou-se numa charada.

 

Quem adivinha o que se quer dizer no título desta notícia?


O Zé-António Pimenta de França esmiúça a questão:

 

«Para os Brasileiros realmente não faz diferença: com acento ou sem acento, eles lêem e dizem sempre "para" com o "a" aberto. Quanto aos Portugueses, pois que se lixem, foi esta a filosofia básica do AO/90 desde o início até ao fim do processo: ceder tudo ao Brasil para haver acordo.

 

Mesmo assim os Brasileiros marimbaram-se para ele e não o seguem. Só os totós incultos e ignorantes dos sucessivos governos de Portugal insistem em manter-se fiéis ao desastre que sempre foi o AO/90, para não reconhecerem o seu falhanço em todas as frentes.

 

O AO/90 não serve para nada e nunca cumpriu (nem podia cumprir) a função para que foi criado: unificar a escrita do Português. Tal desígnio é uma missão impossível porque as diferenças do Português brasileiro e o Português europeu não são apenas ortográficas. São sintácticas. Há muitos anos que portugueses e brasileiros constroem as suas frases de formas bem diversas...

 

Há que respeitar a dinâmica da língua e isso implica reconhecer que o Português tem variações diferentes dos dois lados do Atlântico. Como o Inglês. E não vem mal à Língua Portuguesa, nem ao mundo por causa disso, pelo contrário...»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2020396761420843&set=gm.2235598046525937&type=3&theater&ifg=1

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:50

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Quarta-feira, 12 de Junho de 2019

«AO90: MANTER OU REVOGAR?» - DEBATE NA FEIRA DO LIVRO DE LISBOA

 

A não perder.

Manuel Monteiro (autor*) e Nuno Pacheco (redactor do jornal Público) irão debater com Lúcia Vaz Pedro, a “professora” que diz: “o qe não se lê, não se escreve”, como se a escrita de uma Língua pudesse reger-se por vontades políticas ou outras, alheias às Ciências da Linguagem.

Nada neste AO90 é aproveitável. Logo, pretender manter e reutilizar o que é inaproveitável é um acto tão idiota como reaproveitar um tumor maligno para fins terapêuticos.

 

Feira do Livro --- Debate Acordo 1990 (7).png

 

 

(*) Manuel Monteiro é autor do “Dicionário de Erros Frequentes da Língua” e “Por Amor à Língua – Contra a Linguagem que por aí Circula”, duas obras obrigatórias, para quem escreve por amor à Escrita, e não por subserviência a maus mandantes.

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:42

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Terça-feira, 11 de Junho de 2019

DISCURSO DE JOÃO MIGUEL TAVARES NO DIA 10 DE JUNHO 2019

 

Muito bom, João Miguel Tavares. Não esperava outro discurso vindo de quem vem. Portugal precisa de mais gente como o Miguel, que esteja atenta e não tenha medo de falar, para que os governantes ouçam e saibam e apreendam que nem todos, no País, andam a dormir.

 


Os discursos que João Miguel Tavares proferiu nas celebrações do Dia 10 de Junho não agradaram às hostes políticas.

 

Porém, nos tempos que correm, onde a Partidocracia domina, e a Democracia é uma falácia, o João disse umas boas verdades, que incomodaram os que nada fizeram e os que nada continuam a fazer para cumprir a Revolução de Abril.

 

Não podemos, nem devemos regressar ao passado, ao antes do 25 de Abril. Obviamente. Não devemos.


Mas também não podemos, nem devemos viver eternamente neste caos, que actualmente está instalado em Portugal. Não há uma Cultura Política. A política não é exercida com ética, com dignidade, com verdade.


Precisamos de um vislumbre de FUTURO, e não o temos.


O João limitou-se a AGITAR as águas, demasiado estagnadas.

De vez em quando é preciso OUSAR. E ele OUSOU.

Por isso, merece o meu aplauso.

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:50

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«HISTÓRIA(S) DUMA LÍNGUA ESTRANGEIRA»

 

Para reflexão, um texto de Hélio Alves,  o qual subscrevo totalmente.

 

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Quem podia ter feito alguma coisa para evitar que o AO90 se tivesse implantado (ilegalmente) e todo o desaire que se seguiu, ao redor da Língua, escudou-se e continua a escudar-se na obrigatoriedade com medo de serem penalizados, optando por ser cúmplices e não opositores. E as revoluções não se fazem sem resistência e sem perdas. Os professores elegeram o lado errado da História, e nela ficarão como os aliados submissos da destruição da nossa Língua, numa época em que foi mais importante o bolso do que a missão. Se se tivessem unido, como se unem para o 942!... (Isabel A. Ferreira)

 

Por Hélio Alves

 

«Estava eu, há muitos anos, numa paragem de autocarro (lá, tem outro nome) na cidade do Recife, Pernambuco, e fiz uma pergunta qualquer sobre o transporte a uma senhora de certa idade, de vestido e trato fino, que também esperava autocarro. Ela respondeu-me amavelmente, e depois não resistiu a dizer-me: “Fala muito bem português!”. Eu sorri, e repliquei: “Obrigado, mas é natural: eu sou de Portugal”. Então, com ar de quem não estava satisfeita, disse-me ela assim: “Mas fala muito bem!”.

 

Esta história é verídica; a memória não me deixa garantir que se passou exactamente assim, mas foi evidente que a minha referência a Portugal não a fez pensar na coincidência de ela falar uma língua chamada português. Para ela, a palavra Portugal representava uma terra estrangeira, algures no planeta, algures, talvez até, no próprio Brasil. Eu podia ter dito Cangostas de Cima, mas, além de Cangostas ficar com óptima reputação pela soberba dicção dos seus habitantes, o resultado seria idêntico.

 

Vem isto a propósito do facto de o chamado “acordo ortográfico de 1990” estar cada vez mais pelos cabelos politicamente. Do ponto de vista linguístico, não há nada que o salve. Resta o acordo politico, isto é, o facto de vários países terem subscrito esta luminária típica da inteligência e cultura dum Santana Lopes. Países que, no fim das contas, não são os 8 da praxe, mas apenas 3 (o amigo não ouviu falar do Segundo Protocolo Modificativo? Pois informe-se).

 

Vale a pena ignorar a burrada? Valeria, se não se desse o caso de o dito “acordo” ser obrigatório nas escolas portuguesas. Os professores têm de ensinar aquela coisa incompetente, que repugna à ciência e até à mera sensatez, senão podem ser penalizados na carreira. Os alunos têm de fazer sentido duma coisa que não faz sentido, ou seja, decorar um punhado de palavras que sabem que se escrevem assim segundo o “acordo”, e rezar para que não tenham de escrever outras que desconhecem.

 

Os exemplos do politicamente insuportável são aos montes. Segundo o “acordo”, um brasileiro pode escrever “perspectiva” e “retrospectivo”, mas um português não pode. O português quer escrever assim, mas não deixam. Será que os brasileiros sabem que o português, ao escrever essas palavras como eles, é penalizado nos exames escolares? Pois é, do jardim de infância à tese de doutoramento, se escrever como brasileiro, toma lá que já levaste! A nota baixa. Imaginem um português que responde em Portugal a um exame sobre perspectiva, essa inovação fundamental da Modernidade: tantas as vezes que escrever “à brasileira”, tantas em que lhe baixam a nota. E não adianta dizer: “mas eu só quero unificar a minha grafia!”. Resposta: “Unifica, sim, mas só naquilo que nós mandamos!”

 

É a democracia. É festejar o 25 de Abril. É o Portugal moderno que continua a não passar duma terra estrangeira e desconhecida onde há (alguma) gente que ainda fala muito bem português.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/helio.alves.7946/posts/2311284348891866

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:56

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Sexta-feira, 7 de Junho de 2019

DEVOLVA-SE A PORTUGAL A LÍNGUA PORTUGUESA, E TEREMOS MOTIVOS PARA COMEMORAR O DIA 10 DE JUNHO

 

10 de Junho

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas?

Têm a certeza?

Vejamos.

 

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As comemorações do dia 10 de Junho/2019 vão realizar-se entre  domingo e terça-feira, de Portalegre ao Mindelo (Cabo Verde), e contam com a participação do presidente da República e do primeiro-ministro que, despudoradamente, andam por aí a vender Portugal e a Língua Portuguesa.

 

O que há para comemorar?

 

Os governantes portugueses celebrarão o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas com cerimónias que serão hipócritas, porque em nada honram a Bandeira do País, que está a ser vendido ao retalho; em nada honram Luís Vaz de Camões, o poeta maior da Língua Portuguesa, a qual está a ser deliberadamente destruída, estando Portugal a perder, deste modo infame, um dos seus maiores símbolos identitários; e em nada honram as Comunidades Portuguesas, que deixaram o seu País em busca de uma vida melhor, e que, por este andar, não terão País para onde possam regressar, porque o País estará nas mãos de estrangeiros, desde o Capital à Língua. Portugal está em vias de extinção. O facto de se ver a bandeira do Brasil como símbolo do Português em instâncias europeias, e isto não motivar um protesto dos governantes portugueses diz tudo.

 

No dia 10 de Junho, Luís de Camões será celebrado numa Língua que já não é a Língua de Camões, aquela com a qual tornou grande um Portugal pequeno, e que, devido à mania das grandezas, à pala do gigante sul-americano, tornará a ser pequeno e sem identidade própria, porque está a perder a Língua que o identificava (já não identifica mais) como uma nação europeia. Até a bandeira já não é a portuguesa, quando se fala de Português.

 

Se Luís de Camões pudesse falar, lá do limbo onde com certeza se encontra, diria, desgostoso:

 

«Parai, ó (h)omens sem (h)onra! Arrancastes as raízes da Língua, com a qual celebrei os feitos dos Portugueses, e agora só restam palavras alteradas, afastadas das suas origens, para contar as proezas imperfeitas dos que venderam, por baixo preço, o meu País!»

 

Jamais nenhuma Língua do mundo, mesmo aquelas com mais variantes do que a Língua Portuguesa, teve de se unificar para se impor internacionalmente. O acordo ortográfico de 1990 pretende ferir de morte a diversidade linguística e cultural que constitui o património que ainda UNE o mundo dito lusófono. Não queiram uns poucos alucinados com uma grandeza que, na realidade, não existe, destruir esse património e desunir o que estava unido pela diversidade.

 

***

 

Eu, como cidadã portuguesa, não compactuarei jamais com esta traição à minha Pátria. E chamem-se os nomes que quiserem. Eu amo o meu País, eu amo a minha Língua, e, qual padeira de Aljubarrota, continuarei a combater, com todas as garras de fora, os que, por trinta dinheiros, pretendem destruir o meu País, destruindo a minha Língua.

 

Que acordo ortográfico permitiu unificar que língua? A Língua Portuguesa não foi, com toda a certeza. A Língua Portuguesa não é aquela mixórdia de palavras mal escritas e mal ditas que os governantes portugueses pretendem impingir-nos, ilegalmente e à força.

 

É que no Brasil, fala-se e escreve-se Brasileiro. Nos restantes países ditos lusófonos, (excepto Cabo Verde) fala-se e escreve-se Português. Em Portugal, fala-se e escreve-se mixordês, uma mistura do Português e do Brasileiro.

 

Espero que quem ama verdadeiramente a sua Pátria e os seus valores culturais identitários, digam um rotundo NÃO a esta deslealdade para com os Homens (com H maiúsculo) que nos deixaram uma Língua íntegra, e que omens (sem H nenhum – se não se lê, não se escreve, não é esta a nova regra?) querem matar por trinta dinheiros.

 

Porque não há nada de mal em ser-se patriota, até porque ser patriota não é sinónimo de ser idiota, mas simplesmente sinónimo de amor pela sua Pátria, pela sua Origem, pela sua Ascendência, pelo seu Passado, porque sem isto, não se tem futuro, e anda-se no mundo só por ver andar os outros, tal qual zombies. Ou se é patriota, ou se é idiota.

 

Mas em Portugal, a quem interessa a destruição da Língua e da bandeira portuguesas?

 

Uma grande mulher, livre-pensadora portuguesa, Idalete Giga responde e eu subscrevo cada palavra sua: «Interessa aos mais variados lobbies (editoras, sobretudo, mas também ao próprio desgoverno que não tendo coragem para assumir a culpa do tremendo atentado contra a Língua e Cultura Portuguesas que é o (des)AO90, continua VERGONHOSAMENTE a esconder a cabeça na areia, a desprezar o DESCONTENTAMENTO de milhões de portugueses e a criar o maior universo de analfabetos de que não há memória em Portugal. Não ouve os verdadeiros especialistas na matéria. Não ouve intelectuais, jornalistas, poetas, escritores quer portugueses, quer brasileiros. Não ouve os governantes de Angola, Moçambique que não assinaram o Linguicídio. Fechou-se na casca dos imbecis e dos cobardes (!!!!!) Mas... mais cedo ou mais tarde (talvez depois do Brasil) o nosso Grito do Ipiranga tem de fazer tremer todos os recantos das várias lusofonias (que suas ex.as, como são vesgos, só conseguem ver uma lusofonia) (!!!!!!!).»

 

No próximo dia 10 de Junho, em vez de flores, continuarei, tal como nos anos anteriores, a depositar as minhas lágrimas no túmulo de Luís Vaz de Camões, porque sei, sinto que Camões estará a chorar comigo.

 

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Imagem: Carlos Luís M C da Cruz - Obra do próprio, Domínio público https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4831811

 

E que os hipócritas comemorem a própria vã glória de existir.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:18

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Quinta-feira, 6 de Junho de 2019

MÉRTOLA SERÁ UMA CIDADE DE ALGUM ESTADO BRASILEIRO?

 

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É porque a verdade dos fatos, no Brasil, é uma coisa. Em Portugal a verdade dos fatos é outra.

Estará o senhor Paulo Jorge Colaço Rosa a referir-se à verdade dos fatos-macaco dos funcionários da autarquia?

No Brasil, os fatos não se vestem. Lá vestem-se ternos.

Em Portugal os fatos servem para vestir. E ternos são os namorados muito enamorados.

De faCto, este cê, que é mudo no Brasil, em Portugal não é. Logo, lê-se e escreve-se.

 

***

 

Também sabemos que, no Brasil, os Brasileiros são contatados para muitas acções.

Em Portugal, os Portugueses não contatam, nem são contatados.

Em Portugal, os Portugueses contaCtam e são contaCtados (do Latim contaCtus), porque em Portugal lê-se o.

 

***

Sabemos que no Brasil, talvez por influência da colónia italiana, bastante importante no país, os meses do ano são escritos com letra minúscula: febbraio (fevereiro); giugno (junho).

Em Portugal, os meses do ano grafam-se em letra maiúscula, tal como nas restantes grandes línguas europeias: Fevereiro, Junho (Língua Portuguesa); February, June (Língua Inglesa); Février, Juin (Língua Francesa); Februar, Juni (Língua Alemã).

 

***

No Brasil, talvez igualmente por influência da colónia italiana, vai-se diretamente (direttamente) para a cadeia, se se é apanhado, em flagrante, a roubar alguém.

 

Em Portugal, não. Em Portugal pode ir-se direCto (do Latim direCtus) ou direCtamente para a cadeia, se se é apanhado, em flagrante, a roubar alguém. Diretamente, que se lê dirêtamente (o mudo tem função diacrítica, e o a dobrar no italiano também tem, e a vogal E lê-se aberta, e sem o terá de ler-se dirêtamente), não se vai.

 

***

No Brasil, atua-se (átuá-si) quando é preciso.

Em Portugal, aCtua-se (do Latim aCtum = aCção).

 

***

 

Ah! mas agora o que não se lê não se escreve. Então e o acordo ortográfico para que serve? Dirá o senhor Paulo Jorge Colaço Rosa, presidente da Câmara Municipal de Mértola.



Acontece que o acordo ortográfico foi imposto ilegalmente ao Portugueses, e não está em vigor em país nenhum, dizem os juristas. E só os mal informados e os servilistas o aplicam. Se bem que, entre esses, existe uma tendência para abrasileirar o que mandam e o que não mandam, porque desconhecem o Português e o Brasileiro.

Em vigor, em Portugal e em mais seis países, está a ortografia do AO45. No Brasil, unilateralmente, está em vigor a ortografia de 1943.


E como é do senso comum, que o acordo ortográfico de 1990 não veio UNIFICAR a ortografia dos oito países ditos lusófonos, como pretendiam os seus engendradores, porque tal tarefa é completamente impraticável, só os cegos mentais não vêem isto, e uma vez que na ilegal aplicação do AO90 mistura-se alhos com bugalhos, e o que se escreve e se lê é uma mixórdia linguística, jamais vista em qualquer país do mundo ( e eles são 193) e Portugal é caso único, qual é a atitude mais racional a tomar quanto a esta matéria?

 

Acertaram. A REVOGAÇÃO imediata deste inútil e irracional acordo ortográfico, que nenhum país (nem o Brasil) quer. E Portugal também não. Em Portugal, os únicos que o querem (e estão em minoria) são os que, ao que parece, recebem ordens, oriundas de um submundo oculto e obscuro que manieta os governantes portugueses, presidente da República incluído, para que se destrua Portugal, destruindo o seu mais precioso símbolo identitário: a Língua Portuguesa.

 

E todos sabemos que Portugal pagará muito caro por tudo isto. E o pior, é que já começou a pagar.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:56

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Terça-feira, 4 de Junho de 2019

«SEMPRE A AVIAR: A ORTOGRAFIA PORTUGUESA NO SEU MELHOR OU O ESPELHO DO PAÍS…»

 

Um texto de Francisco Miguel Valada, para ler, reler e reflectir.

 

«A união de fato e o pára-raios: hábitos e recaídas

 

Kein Mensch kann wirklich leben, wenn nicht noch ein Funken von Hoffnung in ihm ist. Und das sollten die Massenmedien nie vergessen.

— Hans-Georg Gadamer

 

A marcha era lenta, iam velhos entre eles e mesmo os moços estavam no limite da fadiga, não podiam mais. Alguns quase se arrastavam, sustentados apenas pela esperança.

— Jorge Amado

 

***

 

Esta semana tem sido extremamente produtiva. Tivemos alguns exemplos do sítio do costume, como o contato de 13 de Maio ou os contatos de anteontem, aos quais se juntam os fatos de ontem:

 

UM dre-16052019a.png

 

Exactamente: fatos.

 

No Expresso. tem havido recaídas. Como se sabe, não há três sem quatro.

 

Ei-la:

DOIS expresso-16052019.png

 

Efectivamente: pára-raios.

E hoje?

Hoje, dedicaremos a nossa atenção ao sítio do costume e a outro aspecto da adopção do AO90:

 

TRÊS dre17052019.png

 

Exacta e efectivamente: coletivo, colectiva e colectivamente.

E amanhã?

Amanhã, felizmente, não há Diário da República.

Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

 

Fonte: https://aventar.eu/2019/05/page/2/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 10:26

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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