
Exmo. Senhor Ministro,
Foi com estupefaCção que li a seguinte notícia, publicada a 7 de Janeiro de 2016, na fonte que cito mais abaixo:
«Portugal espera calmamente aplicação de Acordo Ortográfico por todos os países
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse hoje "esperar calmamente" que a aplicação do Acordo Ortográfico vai "concluir-se com êxito" para todos os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).»
«Esperar calmamente que a aplicação do Acordo Ortográfico vai concluir-se com êxito?»
Vai?
Não estará nada errado nesta frase? Não haverá aqui um abrasileiramento na construção dela?
Há muito que sabemos que o ensino da Língua Portuguesa, nas escolas portuguesas, anda de rastos.
Há muito que sabemos que as novas fornadas de “encartados” falam e escrevem mal a Língua Portuguesa.
Então, depois da imposição ilegal deste AO90, o caos é completo.
Por isso, disseram que o Senhor Ministro disse «esperar calmamente que a aplicação do AO vai concluir-se…»…
Como pode o Senhor Ministro dizer que Portugal espera calmamente a aplicação de um “acordo” que está a ser fortemente contestado pelos países lusófonos (excluindo o Brasil que tem interesses políticos na aplicação desta ditadura ortográfica, e a Guiné Equatorial, que nem sequer é um país lusófono), e pela maioria dos Portugueses que o rejeitam, estando a sociedade culta portuguesa a mobilizar-se intensamente contra este absurdo, e a provar por A mais B que a aplicação dele não só é ilegal, como não vigora na Ordem Jurídica Internacional, é inconstitucional, e não passa de uma fraude que (vá-se lá saber porquê, ou saberemos?) o governo português teima em impor ao povo, à força de o enganar, apesar de todas as evidências, todas as clarividências e todas as ciências.
Sabemos que este foi um dos maiores e mais feios erros dos governos anteriores, que não souberam acautelar a Portugalidade, e defender, com unhas e dentes, um dos maiores patrimónios culturais de Portugal – a Língua Portuguesa.
E agora, o aCtual governo, que se diz novo e pretender mudanças e derrubar as muralhas que se ergueram no exercício do poder democrático, as quais ofuscaram a luz que devia iluminar as mentes dos governantes, continua a cometer o mesmo erro, a seguir a mesma política da venda da Língua a um país que a fala e escreve mal (exceptuando um núcleo de brasileiros cultos, que se opõe veementemente a esta farsa linguística, assente em interesses políticos, e não em interesses verdadeiramente de unificação linguística).
Este aCtual governo (ou deverei dizer desaCtualizado governo?) faz ouvidos moucos ao que Angola e Moçambique, países lusófonos independentes, andam a solicitar ao governo português, recusando-se aqueles, muito inteligentemente, a aplicar o já denominado “acordês”, porque não pode ser classificado como língua, tal a mixórdia que por ali vai, arrastando na lama a preciosa, a europeia, a culta Língua Portuguesa.
Em Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe escreve-se bem o Português.
Portugal escreve um Português cheio de erros ortográficos, com incoerências tais, que apenas os menos esclarecidos não vêem ou não querem ver, por motivos obscuros.
Que tipo de governantes sois vós para trair, deste modo rasteiro, a Pátria, vendendo a Língua Portuguesa, como se fosse bolotas, numa qualquer feira agrícola?
O AO90 não passa a ser obrigatório, nem em Portugal, nem no Brasil, nem em nenhum outro país lusófono.
O governo português manipula o povo, impõe o “acordês”, desinforma-o e age como uma avestruz: enterra a cabeça na areia para não ver e ouvir a atroada da onda gigantesca de indignação que se abate sobre esta decisão inconstitucional de vender a Língua Portuguesa ao Brasil.
Resumindo: o AO90 é uma burla à Lei Constitucional e aos princípios elementares da Democracia e do Estado de Direito.
O Senhor Ministro faça o favor de consultar estes links.
Aqui encontrará material suficiente para se informar:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=854764851305983&set=gm.1004405996271440&type=3&theater
O Senhor Ministro faça o favor de não se enganar a si próprio, para não ter de enganar os Portugueses.
Com os meus cumprimentos,
Isabel A. Ferreira
Fonte da notícia:
http://www.sapo.pt/noticias/portugal-espera-calmamente-aplicacao-de_568eda0f4c391d744de266c9
A pureza de uma Língua não pode medir-se pelo número de utilizadores mas sim pela qualidade da origem da sua fonte!
Os governantes portugueses VERGARAM a espinha, que já não era muito vertical, aos interesses económicos de editores brasileiros e portugueses e a políticos com intenções dúbias.
Venderam a Língua ao desbarato.
Mas ainda vamos a tempo de travar este negócio sórdido.

A Língua Portuguesa só teria a ganhar se aglutinasse o léxico genuíno de cada país lusófono, deixando a etimologia das palavras oriundas do Latim e do Grego intactas.
Não é correCto escrever CONTATO, por exemplo. E isto só os Brasileiros o fazem. Está errado? Não está errado, se integrarem o vocábulo na Língua Brasileira. Na Língua Portuguesa contato está incorreCtamente escrito.
Enriquecer a língua é uma coisa. Mutilá-la é outra.
Seria necessário uma reforma linguística profunda, racional e baseada na matriz portuguesa, e não por obra e graça de uns tantos interessados em fazer dinheiro à custa da supressão das consoantes mudas inerentes a todas as Línguas Indo-Europeias, e a intenções políticas obscuras.
A Variante Brasileira da Língua Portuguesa pertence única e exclusicamente ao Brasil.
É obrigatório a Portugal e aos portugueses inviabilizar/rejeitar este AO90 por ferir gravemente a independência do País, e a inteligência dos Portugueses.
Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, oficialmente escrevem correctamente a Língua Portuguesa. O Brasil está-se nas tintas para o AO90. E Portugal, parvamente, é o único país da dita lusofonia, que tem uns lacaios ao serviço do AO90.
Os que encheram os bolsos com este linguicídio que é o AO90, deviam ficar muito pobrezinhos. Era o castigo menor para tão desmedido crime de lesa-língua. (***)
«Não é verdade que o Acordo Ortográfico (AO90) passa a ser obrigatório, nem em Portugal, nem no Brasil, e nem nos restantes PALOP's.
A manipulação e a desinformação continuam. A ditadura ortográfica também. Afinal o 25 de Abril serviu para isto?
Portugal ratificou a Convenção de Viena de 23 de Maio de 1969, sobre Direito dos Tratados, de 1969 (cf. artigo 42.º). Resolução da Assembleia da República n.º 67/2003.
O Acordo Ortográfico (AO/9O), não tem validade internacional, ou seja, não vigora na ORDEM JURÍDICA INTERNACIONAL e por conseguinte na ordem jurídica nacional pela simples razão de que o artigo n.º 1 do 2.º Protocolo modificativo ao Acordo Ortográfico, assinado em 2004, que deu nova redacção ao artigo 3.º do AO/1990, e que determinou o modo de entrada em vigor apenas com as ratificações de 3 Estados, em vez da totalidade dos 8 Países de Língua Oficial Portuguesa, violando portanto a regra da unanimidade, prevista, inter-alia, nos artigos, 10º Secção 2, e o artigo 24 -2 da Secção 3 da Convenção de Viena.
O Tratado Internacional AO/1990 não podia ter sido modificado dessa maneira de modo a entrar em vigor apenas com a ratificação de três países (Brasil, Portugal e … ???) , sem que essa alteração tivesse sido ratificada por unanimidade, pelos oito países lusófonos !
Angola e Moçambique invocaram já repetidamente a não vigência do acordo em reuniões oficiais, onde os delegados do Brasil e de Portugal, nada objectaram e tiveram de aceitar as aCtas oficiais em duas versões (em Português Europeu, ou seja, o padrão de referência, dado que a matriz da Língua Portuguesa originou em Portugal e não no Brasil, e em Português do AO9O, ou seja um português abrasileirado, para não ser malcriado.
Em conclusão: para que um Tratado Internacional (como o AO9O) possa entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, (CRP) é preciso que ele esteja em vigor na ordem jurídica internacional.
E o AO9O não está, nem pode estar, pelas razões supra-indicadas.
Se estamos errados que nos digam, porquê e como! (Colectivo Independente de Defesa do Património Imaterial de Portugal, do qual a matriz da língua portuguesa faz parte).»
***
O AO90 é uma burla à Lei Constitucional e aos princípios elementares da Democracia e do Estado de Direito. Isto escrevia o actual Provedor da República:
Ainda, para se ter o historial das questões, leia-se:
http://www.filologia.org.br/revista/artigo/5%2815%2958-67.html
Também se encontra aqui o parecer do Vice-presidente do Supremo Tribunal da Justiça:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=854764851305983&set=gm.1004405996271440&type=3&theater
É assim que defende Portugal e o seu património maior - a Língua Portuguesa?
Quem pretende vender a Língua Portuguesa, por uns tostões, aos Brasileiros, o único povo de entre os que Portugal colonizou, que mutilou a Língua, só pode ser um traidor da Pátria.
E sabem por que a liderança não pode ser do Brasil? Porque a ser, seria «a "liderança" do sub-conhecimento do idioma, do falá-lo mal, do sabê-lo mal, de doutrinar os instruendos no desprezo da gramática, na exaltação da idéia do idioma brasileiro, na circulação de americanismos e de vícios», segundo Arthur Virmond de Lacerda, jurista e professor universitário brasileiro.

Esta é uma atitude que simplesmente envergonha Portugal.
E uma das principais obrigações de um Presidente da República é precisamente NÃO ENVERGONHAR o país que representa.
Basta esta nódoa negra no currículo de um candidato, para o desclassificar, logo alguém que teve a oportunidade de evoluir, porque frequentou uma Universidade, e até se doutorou, e perdeu-a, porque não conseguiu ultrapassar as barreiras que um tempo antigo ergueu entre ele, que nasceu em 1948 com os pés virados para o passado, e o século XXI depois de Cristo.
Em 2008, na Biblioteca Municipal de Valongo, Marcelo Rebelo de Sousa abordou os desafios que se colocam ao livro na actualidade, e o Acordo Ortográfico de 1990, que os verdadeiros Portugueses e guardiães da Língua Portuguesa rejeitam.
Questionado pela plateia sobre as vantagens do AO90 entre países lusófonos, Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se a favor, defendendo que as alterações ao acordo “não são substanciais” para a Língua Portuguesa.
Não são substanciais?
Marcelo Rebelo de Sousa terá uma ideia do que está implícito neste AO90, que mutila, desfea, desenraíza a Língua Portuguesa, sem dó nem piedade?
Não deve fazer a mínima ideia, de outro modo não teria dito o que disse.
Marcelo referiu também que o Brasil, hoje, é a maior potência económica e o maior país lusófono e realçou a ideia de que “Portugal precisa mais do Brasil, do que o Brasil de Portugal”.
Como disse senhor candidato a presidente da República de Portugal?
O Brasil até pode ser a maior potência económica do mundo, e o maior país lusófono. E daí? Mas dentre todos os países lusófonos é o que tem a taxa mais alta de analfabetismo, precisamente pela falta de um sistema educativo de qualidade, com o qual nada temos a aprender.
O que tem o Brasil para nos ensinar sobre a Língua que mutilaram, precisamente para tentar baixar o índice de analfabetismo, que sempre caracterizou a nação brasileira depois da Independência, ocorrida em 1822, e ainda assim, sem sucesso algum?
Porquê esta subserviência a um país que ainda deve bastante à evolução? Aliás como Portugal também.
Afirmou ainda Marcelo que o acordo tem “virtuosidades” e disse que “para Portugal conseguir lutar pela lusofonia no mundo tem de lutar por dar a supremacia ao Brasil.”
Que “virtuosidades” vê Marcelo Rebelo de Sousa neste AO90 cheio de incoerências, e que em vez de unificar, desunifica a Língua e afasta os povos lusófonos? É bem verdade, que Marcelo estudou Direito, e não está a par de nada do que diz respeito à Língua Portuguesa, de outro modo não diria tantos disparates, de uma vez só.
Portugal não precisa de vender a sua Língua ao Brasil para lutar pela PORTUGALIDADE.
A Língua Portuguesa é um Património Cultural Imaterial Português e não está à venda.
O candidato Marcelo Rebelo de Sousa está a trair a Pátria e atreve-se a pretender ser o seu representante maior?
Marcelo Rebelo de Sousa presta, deste modo, um péssimo serviço ao País.
Que interesses obscuros terá este candidato para defender a VENDA da Língua Portuguesa, aos brasileiros, assim, deste modo tão amesquinhado?
Fonte:
É que em São Tomé e Príncipe não há necessidade de diminuir o índice de analfabetismo através da simplificação (leia-se supressão de consoantes mudas, com função diacrítica) da Língua Portuguesa...
Nem em Angola. Nem em Moçambique.

Como é admirável ver num ecrã de televisão, um programa em direCto, e saber que a ProteCção Civil esteve aCtiva na passagem do ano…
É que um programa em direto (leia-se dirÊto, que é como dever ser lida a palavra assim escrita) provocar-nos-ia indigestão. E se a Proteção (leia-se Prot’ção, que é como dever ser lida a palavra assim escrita) Civil estivesse ativa (leia-se âtiva, que é como dever ser lida a palavra assim escrita) a passagem de ano teria sido comemorada na escuridão.
Como é possível os governantes portugueses não se aperceberem de que o AO90 é um insulto à inteligência do mais analfabeto cidadão português?
Fonte:
https://www.facebook.com/photo.php?
fbid=10153732431521675&set=gm.1051803424865030&type=3&theater
E sabem porquê?
Porque a ser, só seria em 22 de Setembro de 2016.
E, mesmo depois disso, não será obrigatório, porque o AO90 é inconstitucional.
Dizem os juristas.
«Há ainda uma razão mais a montante: o acordo não tem validade internacional.A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade!Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está! » diz um comentador.

Rosa Cruz e Silva, Ministra da Cultura de Angola, afirma que o país tem todo o interesse em RECTIFICAR o acordo ortográfico
FAYEZ NURELDINE/AFP/Getty Images
Angola não autorizou Acordo Ortográfico “a nenhum nível governamental”
O Acordo Ortográfico não foi "autorizado a nenhum nível governamental" em Angola. Para o país, "o Acordo tem lacunas e é necessário rectificá-las antes da implementação".
Ver notícia neste link:
https://observador.pt/2016/01/01/angola-nao-autorizou-acordo-ortografico-nenhum-nivel-governamental/
***
E quem são os “outros” para dizerem o contrário?
Que direito tem o governo português de impor um acordo inconstitucional?
É preciso que esta notícia corra mundo.
É preciso que os Portugueses se recusem veementemente a escrever incorreCtamente a sua Língua Materna.
Só utiliza o AO90 quem nada sabe sobre Língua Portuguesa.
Ninguém, em Portugal, a nenhum nível, é obrigado a utilizar este acordo que tanto desacordo tem gerado entre os verdadeiros guardiães da Língua e os outros, os vendilhões e traidores da Pátria, que não têm o direito de impor o que não pode ser imposto ilegalmente.
Angola preserva mais a Língua Portuguesa do que Portugal, o país que a gerou.
Não é vergonhoso?
Sentindo-me defraudada com os governantes do meu País…
O extermínio desta tragédia em forma de acordo é a única saída para salvar a Língua Portuguesa.
Isabel A. Ferreira
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