Segunda-feira, 10 de Outubro de 2016

A nomeação de Guterres para a ONU orgulha Portugal, e Portugal orgulhará Guterres?

 

Com que ortografia se comunicará com o mundo?

 

É o que vamos esmiuçar.

 

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Penso que seriam poucos, aqueles que não se sentiriam orgulhosos da nomeação de António Guterres, ocorrida no passado dia 6 de Outubro, para Secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

 

Da direita à esquerda, a unanimidade, perante esta aclamação, parecia-nos inequívoca.

 

António Guterres era dos poucos portugueses que passaram pela política sem nódoas negras a manchar-lhe o nome e a reputação.

 

Como Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados reuniu consensos e prestigiou Portugal nas suas atitudes serenas e sensatas, ao contrário de outros portugueses que nos envergonham e arrastam o nome de Portugal pela lama…

 

A sua candidatura a Secretário-geral da ONU foi transparente e, apesar da pouca cristalina entrada de Kristalina Georgieva, já no final da “corrida” ao cargo, com pretensões menos claras, a aclamação de António Guterres foi absolutamente cristalina. Disso ninguém tem dúvidas.

 

Portugal intumesceu de tanto orgulho. Nunca um português chegou tão alto a cargos da governação do mundo.

 

Então, no mundo, quem não sabia, ficou a saber que António Guterres é oriundo de Portugal, um pequeno país europeu, situado na ponta mais ocidental da Península Ibérica.

 

Portugal é agora falado no mundo inteiro. Parece estar na berlinda. Na mó de cima.

 

Mas estará?

 

Os mais curiosos pretenderão saber que país é este, de onde é oriundo o novo Secretário-geral da ONU, uma organização que integra 193 estados-membros.

 

Que país será o país de Guterres?

 

É um país com um bom clima. Muito sol. É Lisboa. É o Porto. É o Algarve. É a Ilha da Madeira. As boas praias. Os passeios pelo Douro. Os bons vinhos. A boa gastronomia. Os excelentes e premiados hotéis. É a Arquitectura. O rio Tejo, onde aportam os maiores cruzeiros do mundo…

 

Mas isto é o Portugal dos turistas, que aqui vêm trazidos pela propaganda, pelo sol e pelo clima de tranquilidade que, por cá e por enquanto, ainda se vive, longe da mira dos terroristas.

 

E deste Portugal todos nós nos orgulhamos. Mas este Portugal representa apenas uma pequena parcela dos 92.090 km² do total do seu território.

 

Contudo, existe um outro Portugal. O Portugal das mentes mirradas, que se esconde dos turistas, para não parecer mal. Mas isto acontece em quase todos os países do mundo. Mesmo naqueles mais civilizados. Um turista é levado a ver apenas o que a propaganda quer que se veja. Já me aconteceu a mim, em vários países. Sei como é. Mas como sou curiosa, não me fico pelo que me querem mostrar. Vou sempre muito mais além. Nem que vá às escondidas.

 

Deste Portugal das mentes mirradas, aposto que nem António Guterres, nem nenhum português que se preze de o ser, sente qualquer orgulho. Eu não sinto.

 

Vejamos:

 

Portugal é um país fragmentado. Venderam-no aos Brasileiros, aos Angolanos, aos Chineses, aos Espanhóis… e são estes povos que praticamente “mandam” no país.

 

Há ainda cerca de meio milhão de analfabetos em Portugal, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), com base no Censos de 2011. Não se aposta na Educação (e quando o Ministro desta tutela pede aos professores para não chumbarem os alunos, estará tudo dito), no Ensino, na Cultura Culta. Aos políticos convém manter o povo no banho-maria da ignorância para que ele seja mais facilmente manobrado.

 

Ainda um destes dias ouvi falar na geração Nem, Nem, aquela que nem estuda, nem trabalha, e só atrapalha a evolução do país. Mas interessará aos políticos fazer evoluir o País, acabando com esta geração Nem, Nem?

 

(…)

Da União Europeia, os Portugueses são dos cidadãos com menores taxas de participação em actividades culturais (cultas), segundo o relatório do Eurobarómetro. Esta miséria cultural em que Portugal está mergulhado deve-se à falta de investimento no sector, à débil aposta na Educação e ao baixo poder de compra dos portugueses, dizem vários especialistas e responsáveis por estas matérias.

 

(…)

E para culminar, Portugal, que é um dos mais antigos países da Europa, e que até há bem pouco tempo podia gabar-se de ter uma Língua culta e europeia, também das mais antigas, bem estruturada e das mais belas e ricas, lexicalmente falando. Porém, hoje, devido a uma desmedida e incompreensível cegueira mentalinculturaignorância e interesses económicos (entre outros) obscuros, anda por aí vulgarizada uma ortografia terceiro-mundista, cientificamente desestruturada, inútil, funesta, grotesca, inconstitucional, ilegal e inculta, rejeitada por milhares de portugueses, cultos e menos cultos, a que continuam a chamar inadequadamente Português, que os políticos estão a tentar impingir aos Portugueses e ao mundo.

 

Ainda agora na China, António Costa, primeiro-ministro de Portugal, referiu a necessidade de difundir a nossa Língua, a 5ª mais falada no mundo e que até está difundida na Internet… esquecendo-se António Costa de que o que está difundida na Internet é a VARIANTE brasileira do Português, desenraizada das Línguas Europeias, de que a nossa Língua faz parte, e uma ortografia que envergonha Portugal, e nada tem a ver com o verdadeiro símbolo da Identidade Cultural Portuguesa.

 

A Língua Portuguesa não é um símbolo da Identidade do Brasil. O Brasil adoptou-a como língua oficial, mas não se identifica com ela, por isso, desenraizou-a, afastando-a das suas origens europeias. Mas os Portugueses não são obrigados a ceder a esta proposta desonesta, substituindo a grafia portuguesa pela grafia brasileira, preconizada pelo AO90.

 

Será com esta ortografia terceiro-mundista, (mal) engendrada no outro lado do Atlântico e que nada tem a ver com as raízes cultas das línguas europeias, que o novo Secretário-geral das Nações Unidas começará a comunicar-se com o mundo?

 

O Engenheiro António Guterres tinha duas opções: ou rejeitava liminarmente esta ortografia  mutilada, que os governantes portugueses escrevem e querem impingir ao povo, e preserva a Identidade Cultural Portuguesa, a dignidade e a verticalidade com que até hoje regeu as suas atitudes, como figura pública, ou entrava no jogo inquinado dos políticos, e mancha o seu nome e a sua reputação, arrastando o nome de Portugal pelo chão.

 

Pesando os prós e os contras, que aqui foram expostos, penso que o Engenheiro António Guterres não tem motivo algum para se orgulhar de Portugal, enquanto este panorama terceiro-mundista se mantiver.

 

E se quisesse que Portugal mantivesse o orgulho que nos deu a sua nomeação para Secretário-geral da ONU, António Guterres teria de fazer a opção certa, e talvez recomendar aos governantes portugueses que se dignem entrar no século XXI D.C. e abandonem o primitivismo em que ainda se encontram, e façam Portugal crescer como nação integrada numa Europa evoluída, que mantém as suas Línguas cultas e intactas, e que há muito deixou as práticas medievais que envergonharam um passado que já passou, avançando para o futuro.

***

Mas o que fez António Guterres?

Optou pela grafia brasileira, entrou no jogo sujo dos políticos portugueses, e é essa que defende na ONU, levado, levado sim, pela pequenez das mentes dos que podem, querem e mandam em Portugal. E não pensem que são poderosos, querentes e mandantes portugueses. Porque não são.

Uma desilusão!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:21

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«AVARIAS: CURTA VIDA AO AO (90) É O QUE EU LHES DESEJO»

 

Não podia estar mais de acordo com o Fernando Proença, no que respeita ao AO90.

 

A Língua Portuguesa está em vias de extinção por conta deste AO90, da cegueira mental dos governantes, que não conseguem ver o óbvio, e da ignorância crassa dos que, sem o mínimo espírito crítico, o usam às ceguinhas e à balda...

F PROENÇA.png

 

Opinião de Fernando Proença

 

«Tenho sido o rato do laboratório que todos temos cá dentro mas às vezes não sabemos. A esclarecer: quando tenho a hipótese de ir buscar um filme mais atrás (sob o manto diáfano da chamada box), estou com muito menos atenção ao que vejo. Não sei se estou a dar uma novidade a alguém, mas a extraordinária capacidade de podermos voltar a olhar e descobrir algo que nos escapou da primeira vez condiciona-nos sempre a forma como olhamos para a TV. Não sei se isto conta para os telemóveis, para as fotografias e em geral tudo o que mexe, mas afianço-vos que os livros que trazem no princípio, nome e características das personagens, levam-me a consultá-las desde a primeira até à última página, raramente conseguindo fixar nomes e parentescos. Não tenho nada contra a possibilidade de gravar programas e filmes. Conseguir-se ver, de uma assentada, todos os programas com Manuel Luís Goucha, seria só por si motivo de regozijo e satisfação. Escrutinar todos os noticiários lidos por José Rodrigues dos Santos, em pacote, vendo mais piscadelas de olho em três horas que qualquer ser humano está capacitado a suportar em três meses, é obra. Por isso gosto dos aparelhos de televisão com box associada. Mas que isso me relaxa, relaxa!

 

Involuntariamente também enfrento as duras provações do extraordinário acordo ortográfico (AO), que nos meus artigos tento deixar à porta. Hoje mesmo, Domingo, em que escrevo estas linhas, tive que voltar atrás na legenda que lia (outro benefício da utilização da box nas televisões), em três filmes diferentes. Nesses três filmes fiquei sem saber se o para que lá se via era para, ou o antigo pára. Numa das situações não tinha percebido mesmo e mudou completamente o sentido da frase. Para resolver esta intricada questão voltei atrás duas vezes e repeti de cabeça um diálogo, na terceira situação. Não sei o que quiseram com esta confusão. Mas que não foi boa coisa não foi.

 

A Imprensa Nacional Casa da Moeda, instituiu um prémio denominado Vasco Graça Moura. A questão, que tem sido publicamente contestada, é que no regulamento do concurso consta que os textos postos a concurso têm que estar escritos ao abrigo do actual acordo ortográfico. Não sei se a referida Imprensa Nacional Casa da Moeda podia ter instituído o mesmo prémio em nome de outro escritor qualquer, da nova ou velha guarda, daqueles que pensa que só a golpes destes a língua avança, ou uma treta dessas. Se podia, devia tê-lo feito. Mas dar o nome do escritor português que mais contestou o actual AO, a um prémio literário, em que é condição de aceitação que os textos sejam escritos segundo esse mesmo AO, é no mínimo uma enorme falta de respeito por quem dizem estar a homenagear. Agora discordo dos discordantes numa coisa: onde eles olham e percebem uma forma de manchar o nome de Graça Moura, eu vejo relaxe e indiferença. Quem pensou nas coisas, não lhe passou isto pela cabeça. Marimbaram-se e dormiram para o lado que se deitaram. Mas um povo que deu a um aeroporto o nome de Sá Carneiro, que morreu num desastre de avião, pode fazer qualquer coisa. Por este andar, um dia ainda dão o nome Maria Luís Albuquerque a um asilo para velhos com dificuldades económicas.

 

Fernando Proença»

 

Fonte:

http://www.jornaldoalgarve.pt/avarias-curta-vida-ao-ao-e-o-que-eu-lhes-desejo/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:06

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Domingo, 9 de Outubro de 2016

Lusofonia: Bispos lamentam suspensão do uso da Língua Portuguesa nos processos de canonização

 

 

«Não era o Acordo Ortográfico que ia prestigiar e expandir internacionalmente a língua portuguesa? Não ia tornar o Português idioma oficial da ONU e dos fóruns internacionais? E mais um par de botas?» (Tradutores contra o Acordo Ortográfico)

 

Repare-se que se diz Língua Portuguesa, não se diz Acordês

 

Depois que Portugal começou a espalhar por aí o Acordês, que é a versão inculta do Português, a Santa Sé descartou-o. É que o uso de uma ortografia terceiro-mundista não prestigia nenhum país lusófono, nem o Vaticano. 

 

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Agência Ecclesia 27 de Setembro de 2016, às 14:24

 

Responsáveis dos países lusófonos lembram que está em causa a quinta língua mais falada no mundo

 

Aparecida, Brasil, 27 Set 2016 (Ecclesia) - Os bispos católicos dos países lusófonos manifestaram-se hoje contra a suspensão do uso da Língua Portuguesa nos processos de postulação das Causas dos Santos na Santa Sé.

 

Desejamos que a Língua Portuguesa, a quinta língua mais falada do mundo, por 260 milhões de pessoas, continue a ser utilizada nos processos de canonização”, assinala o comunicado final do 12.º Encontro de Bispos de Países Lusófonos, que decorreu desde sexta-feira na cidade brasileira de Aparecida.

 

A Congregação para as Causas dos Santos, organismo responsável pelo acompanhamento dos processos de beatificação e canonização na Santa Sé, invocou “dificuldades logísticas” para justificar a intenção de eliminar o Português do conjunto de línguas de trabalho.

 

Os participantes no encontro de bispos lusófonos apresentam agora o seu “lamento e preocupação por esta decisão” que, segundo os representantes dos episcopados católicos, “vai dificultar e encarecer o bom andamento dos processos de canonização com origem nos países de expressão portuguesa”.

 

O texto, enviado à Agência ECCLESIA, é subscrito por responsáveis católicos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

 

O uso da Língua Portuguesa foi determinado por uma instrução da Santa Sé, a ‘Sanctorum Mater’ de 17 de Maio de 2007, no n.º 127: ‘As línguas admitidas junto da Congregação para o estudo das causas são: Latim, Fancês, Inglês, Italiano, Português e Espanhol’”.

 

Ainda na reunião de Aparecida, os participantes mostraram o seu “apoio unânime” ao acordo das conferências episcopais do Brasil e Portugal sobre a tradução do Missal Romano, junto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Santa Sé), para que “se mantenham as fórmulas sacramentais e a resposta «Ele está no meio de nós» à saudação «O Senhor esteja convosco»”.

OC

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:58

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Sábado, 8 de Outubro de 2016

«AS PALAVRAS E OS (F)ACTOS»

 

 

Um magnífico texto de Viriato Teles para se reflectir o estado caótico em que se encontra a Língua Portuguesa, que quem pode e manda continua a trucidar irracionalmente.

 

VIRIATO TELES.png

 

Texto de Viriato Teles  

(Jornalista e escritor)

 

30/09/2016 - 07:30

 

Querer “unificar” a língua através da ortografia é um disparate incomensurável e só pode resultar no inverso do que pretende.

 

A ser verdade, como proclamava Fernando Pessoa, que a minha pátria é a língua portuguesa, não tenho grandes dúvidas de que, mesmo contra vontade, irei por certo terminar os meus dias como apátrida. Há pouco tempo, Alberto Pimenta – outro poeta maior a quem, como Pessoa, só tardiamente Portugal irá prestar tributo – vaticinava que “daqui a uma centena de anos (pode ser mais, pode ser menos), o português deverá ser uma língua meia morta”. A avaliar pelo que nos é dado ler, ver e ouvir, acho que esta premonição só peca por optimismo.

 

Quando, em Abril passado, o Presidente da República falou de “uma oportunidade para repensar” o impropriamente designado “acordo ortográfico”, não faltou quem achasse que, desta vez e por uma vez, o poder político pudesse ter, se não a sabedoria, pelo menos o bom senso de entender o mal que já foi feito pela imposição de uma norma que confunde e complica tudo o que se propõe simplificar. Um padrão que atropela e mutila a língua quando insiste em expurgá-la das raízes etimológicas, numa verdadeira manipulação genética sem outro sentido que não seja o do negócio, e mesmo esse só a curto prazo. Uma tolice que enfia o idioma numa jaula de inconsequências – afinal a mesma teoria-do-zoo que os comissários europeus usam com as nossas maçãs e as nossas vidas, com os resultados que se conhecem.

 

A questão da língua deveria, essa sim, ser considerada um “assunto de superior interesse nacional”, palavrosidade que tanto enche a boca de políticos e doutores, mas pela qual políticos e doutores tão pouco têm zelado. Não é por teimosia ou conservadorismo que há, felizmente, quem insista na insalubridade do “acordo” e na urgência de revertê-lo enquanto ainda é possível erradicar a moléstia. Porque ele é cientificamente mau, socialmente inútil e culturalmente nefasto. Não se trata de uma opinião, mas de factos, evidenciados pelos numerosos escritos e pareceres de reputados cientistas da língua, em Portugal e no Brasil. E não é coisa que passe com o tempo, como uma vulgar dor de cabeça. O que ficar disto será para sempre. Os efeitos, aliás, já se estão a sentir um pouco por toda a parte: nas escolas, nas empresas, nas instituições ou nos jornais, multiplicam-se as evidências de que o AO falhou em tudo e só complicou ainda mais aquilo que se propunha simplificar.

 

O problema do “acordo” é um problema de pessoas e é um problema de políticas. E de vaidades e interesses. Idealizado pelo lexicógrafo brasileiro António Houaiss com o apoio do colega português Malaca Casteleiro, o projecto nunca foi encarado como devia, isto é, como uma questão essencialmente linguística. Um hipotético “alargamento do mercado editorial” foi o argumento mais fortemente esgrimido pelos defensores da coisa, transformando uma discussão que deveria ser científica, num argumentário político-económico. E assim, demudado em trunfo politiqueiro, o “acordo” acabou por originar um problema político sério, e a sério. De que o poder-de-turno não sabe muito bem como sair sem perder a face.

 

Como era de se esperar, a fugaz esperança vislumbrada nas palavras presidenciais não foi além do soundbyte. Para ser diferente, era necessário que os agentes políticos tivessem consciência de que uma língua é muito mais do que o conjunto de palavras e expressões, códigos, sinais e regras que os dicionários e as gramáticas registam, com maior ou menor rigor. Uma língua, para mais uma língua já relativamente antiga como o português, tem uma história, um percurso e uma memória, é uma entidade viva sujeita às regras naturais da existência. E por isso não pode ser manipulada sem ter em conta tudo o que está nela e para além dela: a origem e razão de ser desta ou daquela palavra, o modo como é utilizada, os diferentes significados que pode ter num ou noutro lugar, etc., etc..

 

Os agentes políticos de que falo são, na realidade, quase todos, independentemente do lugar que ocupam, quer sejam ou tenham sido ou queiram vir a ser governo ou oposição. A leviandade com que a grande maioria deles olhou para este assunto é, aliás, reveladora da incultura geral que se espalhou pelos aparelhos partidários. É célebre a história de um secretário de estado (por acaso da Educação e, por acaso também, do CDS) que justificava os atentados frequentes à ortografia e à sintaxe, perpetrados pelo próprio no respectivo blogue pessoal, com o facto de utilizar um computador sem corrector ortográfico. E Cavaco ainda hoje não sabe quantos cantos têm Os Lusíadas, mas isso não o impediu de ocupar sucessivamente os cadeirões de São Bento e de Belém durante duas dezenas de anos. Não faltam, aliás, exemplos de ministros, secretários ou directores-gerais incapazes de alinhar correctamente duas frases. E poderíamos continuar por aí afora, pois que até professores, jornalistas e escritores contribuem com quotas significativas para o estado de apedeutismo geral a que o país chegou.

 

Particularmente desconfortável é o facto de, em todo o espectro político português, apenas um partido de extrema-direita ter assumido uma posição frontal contra o “acordo”. Fê-lo, é claro, pelas piores razões, como se a língua portuguesa fosse propriedade dos portugueses, quando na verdade pertence por igual a brasileiros, angolanos, moçambicanos, cabo-verdianos, santomenses, guineenses, timorenses. E aos portugueses também, é claro. A língua é de todos eles, de todos nós, e também dos outros, luso-descendentes ou simples admiradores e cultivadores deste nosso jeito de dizer e de escrever. Com mais ou menos colorido tropical, o português cresceu e desenvolveu-se ao longo de nove séculos, moldou-se e acrescentou-se, multiplicou-se em milhões de vocábulos, e tornou-se a terceira língua ocidental mais falada no mundo, logo após o espanhol e o inglês.

 

E é por isso que querer “unificar” a língua através da ortografia, abastardando a etimologia e impondo umas absurdas e inexplicáveis “facultatividades”, é um disparate incomensurável e só pode resultar no inverso do que pretende. Hoje já se escrevem em Portugal, pelo menos três variantes do idioma: as de antes e depois do “acordo”, e a dos que misturam as duas e lhes acrescentam até palavras que não estão em nenhum deles. O português que se falará e escreverá dentro de cem anos será, seguramente, um em Portugal, outro no Brasil, outro ainda em Angola, e em Moçambique, até talvez em Timor. E então? Até pode acontecer que, nessa altura, o português seja já uma língua meia morta, como diz Pimenta, mas isso acontecerá independentemente de haver ou não acordo ortográfico.

 

Creio mesmo que esse risco é bem maior com um acordo desta (contra) natureza do que sem ele – e os casos do inglês ou do espanhol, que vivem desafogadamente há séculos sem nenhum espartilho, são em grande medida prova disso. As línguas, como as pessoas, nascem e crescem, vivem e morrem. E reproduzem-se, também. Se, e quando, o português vier a ter o destino do latim, outras línguas aparecerão em seu lugar, e só poderemos dizer como o engenheiro Guterres, “é a vida”. Até lá, é nossa obrigação tratá-la com rigor e carinho, e fazer o que for possível para que continue a desenvolver-se harmoniosa e naturalmente, única garantia de que poderá sobreviver-nos por muitos séculos.

 

Só assim, também, sobreviveremos como povo, já que a língua é a essência da nossa identidade cultural. Ou seja, da nossa vida – que não deveria estar à mercê de tão pequenas vaidades e tão grandes ignorâncias. Porque a língua é nossa, a única coisa realmente nossa que temos, mas pertence também aos que nos precederam e aos que estão para vir. Uns e outros merecem e exigem que a cuidemos.

 

 

Fonte:

https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/as-palavras-e-os-factos-1745626?page=2#/follow

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:14

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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2016

A recém-criada Associação de Tradutores e Intérpretes de Moçambique (ATIM) salva a Língua Portuguesa

 

O que me ocorre, como cidadã portuguesa, é endereçar à ATIM o meu mais elevado agradecimento pela dignidade com que está a tratar a Língua (Oficial) Portuguesa, a minha Língua Materna e a Língua Oficial de Moçambique.

 

Infelizmente, os governantes portugueses não têm essa lucidez, e em Portugal escreve-se algo a que podemos chamar «mixordês», uma ortografia sem pés nem cabeça, sem ponta por onde se lhe pegue, que não segue nem sequer as (acanhotadas e mutiladoras) regras do acordês.

 

O modo como se escreve actualmente em Portugal é bem pior do que o intragável AO90.

 

Mutila-se a língua, como se mutila um cadáver para o esconder de um crime.

 

É vergonhoso.

 

ATIM1.jpg

 

Página da ATIM: http://www.atim-mtia.org/

 

A salvação da nossa bela Língua Portuguesa, europeia e culta, está nas mãos de Moçambique, de Angola, de São Tomé e Príncipe, da Guiné Bissau e Timor Leste.

 

Tradutores/Mutiladores da Língua Portuguesa, ponham os olhos nestes objectivos da ATIM (escritos em Português correCto), e, por favor, traduzam os livros e as legendas nas televisões em BOM PORTUGUÊS.

 

Já estamos fartos de ver a nossa Língua, culta e europeia, tratada como uma língua de terceiro-mundo, uma língua primitiva e inculta, uma língua de analfabetos iniciados na escrita.

 

Vós sois piores do que os analfabetos. Os analfabetos não aprenderam a ler nem a escrever por falta de oportunidade, portanto a mais não são obrigados. Mas vós tivestes a oportunidade de andar na escola, e aprenderam a ser simplesmente ignorantes.

 

***

«A ATIM tem como objectivos fundamentais os seguintes

 

a) zelar pela qualidade da tradução e interpretação em Moçambique;

 

b) estabelecer condições de trabalho e enquadramento profissional;

 

c) zelar pela dignidade profissional e defender os direitos específicos do tradutor e do intérprete;

 

d) promover a colaboração entre os profissionais de tradução e de interpretação e entre estes e as instituições relacionadas com a sua actividade específica;

 

e) promover e estimular a formação de tradutores e intérpretes;

 

f) articular com as entidades competentes, instituições de formação, entidades legais a criação de mecanismos para a acreditação e licenciamento de tradutores e intérpretes em Moçambique.

 

g) promover relações sociais e culturais entre os seus membros.

 

Parabéns Moçambique. Parabéns ATIM.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:40

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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2016

«Cidadania e Língua Portuguesa» - É só mexer um dedo

 

«A (…) revogação (do AO) criará as condições para que o Acordo Ortográfico seja revertido e arquivado. É precisamente o que o Projecto de Lei da ILC-AO se propõe fazer, com a sua ajuda.

É isso o que a maioria quer, é isso o que a maioria pode ter. Basta mexer um dedo…»

(Rui Valente)

 

Leiam o texto que Rui Valente escreveu, por favor.

 

E no final, mexam um dedo.

Aqui: www.ilcao.com ou aqui online

 

É que não basta andar pelo Facebook a dizer mal do AO90. É preciso AGIR. Urgentemente. Por favor.

 

MEXER O DEDO.jpg

 

Texto de Rui Valente  

01/10/2016 - 07:30

 

«Não se vislumbra um aumento do prestígio internacional da Língua, seja lá isso o que for, nem a CPLP consegue tocar a uma só voz.

 

No passado dia 20 de Julho a Assembleia da República aprovou, finalmente, três importantes alterações à Lei que regula as Iniciativas Legislativas de Cidadãos (ILC): o número de eleitor (que raramente temos à mão…) deixa de ser um dos requisitos, reduziu-se o número mínimo de assinaturas de 35.000 para 20.000 e torna-se finalmente possível subscrever este tipo de iniciativa cívica também por via electrónica.

 

A redução do número de assinaturas era uma reivindicação já antiga. É certo que estavam em cima da mesa propostas que apontavam para uma redução ainda maior mas o número a que se chegou tem, pelo menos, a vantagem de afastar qualquer cenário de "banalização" das ILC temido por alguns partidos: 20.000 assinaturas continuam a ser mais do dobro das que são necessárias para criar um partido político ou para a apresentação de um candidato à Presidência da República.

 

Mas o maior avanço será, sem dúvida, o que determina o fim das subscrições exclusivamente em papel. Em pleno Séc. XXI, com o exercício da cidadania a transferir-se cada vez mais para plataformas electrónicas, a obrigação de imprimir um formulário, assiná-lo e enviá-lo pelo correio era um anacronismo quase exclusivo das ILC. A figura da petição, por exemplo, já funciona há muito na base da subscrição virtual.

 

No seu conjunto, estas três medidas recentemente aprovadas vêm de facto devolver as ILC aos cidadãos. Até aqui, as operações de logística envolvidas na promoção, recolha e tratamento de milhares de assinaturas em papel deixavam as Iniciativas Legislativas de Cidadãos praticamente inacessíveis a grupos de simples cidadãos sem os complexos meios necessários.

 

As primeiras beneficiárias desta medida são, naturalmente, as ILC em curso. Para a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação do Acordo Ortográfico (ILC-AO), em concreto, as perspectivas mudam radicalmente. Esta Iniciativa tem recolhidas, até agora, cerca de 15.000 assinaturas em papel. Segundo a norma anterior, a ILC-AO enfrentava um cenário adverso, em que teria ainda de recolher mais 20.000 assinaturas em papel. Com a alteração da Lei ficam a faltar "apenas" 5.000 assinaturas — com a vantagem de que poderão ser recolhidas tanto em papel como por via electrónica.

 

Vale a pena sublinhar que a dificuldade em reunirmos assinaturas em papel não pode, de modo nenhum, ser levada à conta de desinteresse pela nossa Causa comum. A rejeição do Acordo Ortográfico de 1990 pela maioria da população portuguesa sempre foi inequívoca. Tanto a petição/manifesto "Em defesa da Língua Portuguesa", de Vasco Graça Moura, já em 2009, como a página desta mesma ILC–AO na plataforma Causes ultrapassaram facilmente a marca dos 100.000 subscritores/seguidores. O facto de estes números não se traduzirem em subscrições em papel deve-se, apenas e só, ao desuso crescente desse suporte físico, preterido em favor do activismo online.

 

Sendo certo que o exercício da cidadania é muitas vezes um factor de identidade e de união entre as populações, também o é a Língua Portuguesa.

 

Faz todo o sentido, portanto, que seja a iniciativa cidadã a repor o statu quo anterior ao AO, em que duas variantes do Português coexistiam há décadas num ecossistema ortográfico perfeitamente estabilizado.

 

O AO90 limitou-se a lançar o Português Europeu no caos, corroendo os laços que o uniam à maior parte das Línguas neo-latinas europeias sem que daí adviesse qualquer espécie de vantagem. Não se vislumbra um aumento do prestígio internacional da Língua, seja lá isso o que for, nem a CPLP consegue tocar a uma só voz, com Angola e Moçambique a manter, e bem, o Acordo Ortográfico fora das suas preocupações ou prioridades.

 

É tempo de acabarmos com o amontoado de arbitrariedades a que se convencionou chamar “Acordo Ortográfico”, poço sem fundo de facultatividades que desmontam a própria noção de ortografia.

Permita-me que o convide, caro leitor, a visitar o sítio www.ilcao.com

e a subscrever a Iniciativa Legislativa de Cidadãos pela revogação do AO90. Pode fazê-lo em papel, como sempre, ou, a partir de agora, preenchendo o formulário que se encontra online.

 

Dirijo-me especialmente aos pais com filhos em idade escolar: subscrever a ILC-AO é uma forma de exigir o acesso dos vossos filhos a uma ortografia racional, funcional, estável. É fundamental não ceder à chantagem emocional dos defensores do Acordo que nos dizem — agora — que andamos "a brincar com as nossas crianças" — quando foram eles os primeiros a dar início a essa brincadeira, de forma perfeitamente arbitrária e fútil.

 

Uma pequena "nota técnica" final: como saberão, o Acordo Ortográfico, sendo um tratado internacional, não é matéria do foro da Assembleia da República. O que é matéria do foro da Assembleia da República é a Resolução 35/2008, cuja aprovação pela AR foi um expediente que implicou a (ilegal) entrada em vigor do AO90 em Portugal. A sua revogação criará as condições para que o Acordo Ortográfico seja revertido e arquivado. É precisamente o que o Projecto de Lei da ILC-AO se propõe fazer, com a sua ajuda.

 

É isso o que a maioria quer, é isso o que a maioria pode ter. Basta mexer um dedo…

 

Comissão Representativa da ILC-AO»

 

Fonte:

https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/cidadania-e-lingua-portuguesa-1745724?page=2#/follow

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:26

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Terça-feira, 4 de Outubro de 2016

A HISTÓRIA DO MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA DEPOIS DO AO90

 

Esta é uma história muito simples de contar.

 

PORTUGUÊS-ANGOLA.jpg

 

Só aqui temos três variantes do Português: o do Brasil, o de Portugal e o de Angola…. Mas há mais…

 

Fonte da imagem:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.212426635525679.35361.199515723483437/955949301173405/?type=3&theater

 

 

Naquele tempo existia um Português do Brasil e um Português de Portugal, o que muito atrapalhava os negócios dos editores de ambos os países.

 

Então os de lá e os de cá, e apenas os de lá e os de cá (deixando de fora os africanos lusófonos e os timorenses) uniram-se e inventaram uma ortografia que tinha como objectivo principal unir estes dois tipos de Português, e chamaram-lhe Acordo Ortográfico de 1990.

 

Foi então que se deu o milagre da multiplicação da Língua Portuguesa.

Agora, além do Português do Brasil e do Português de Portugal, que seguem caminhos paralelos (e não um caminho convergente), existe também o Acordês, e uma derivação do Acordês, ao qual podemos chamar Português à Balda (que é uma mistura do Acordês com o Português do Brasil, o Português de Portugal e o Português de quem não sabe Português) e pelo que vemos na imagem, apareceu no mercado mais um Português, o de Angola.

 

E ainda existe mais um que se chama “Ortografia Antiga”. Encontrei isto numa revista chamada Exame, que colocaram na minha caixa do correio, e eu nem sabia que existia. Folheei-a, por curiosidade, obviamente. Deixa-me lá ver o que isto é!

 

Deparei então com um artigo de António Nogueira Leite, professor catedrático da Universidade Nova de Lisboa, no qual não escreveurutura”, nem “atuais”, nem ações”… Muito bem. No final havia esta notinha: António Nogueira Leite escreve de acordo com a antiga ortografia.

 

Antiga ortografia? Soou-me á ortografia de Fernando Pessoa. Essa é que era a antiga… Mas pareceu-me que António Nogueira Leite tinha escrito em Língua Portuguesa… Nada havia no seu texto nada que indiciasse a antiga ortografia.

 

Ah! a Antiga Ortografia, pois é!… É o outro nome que os acordistas dão à Língua Oficial Portuguesa, vigente em Portugal, e só eles é que não sabem, por isso a escrevem tortamente, e chamam-lhe antiga ortografia, como se não fosse a actual!

 

Enfim… Não tarda nada, teremos o Português de Moçambique, o Português de Cabo Verde, o Português da Guiné-Bissau, o Português de São Tomé e Príncipe e o Português de Timor Leste.

 

E por este andar, aparecerão mais variantes, até porque há adeptos de uma escrita tal qual se fala, e brotarão por aí, tais cogumelos num bosque húmido, o Português de Lisboa, o Português do Porto, o Português do Alentejo, o Português do Ceará, o Português de Cabinda, o Português de Maputo, o Português de Porto Novo, o Português de Fulacunda, o Português de Pantufo, ou o Português de Balibó.

 

Isto não será demasiado, para quem tinha a intenção de unificar a língua, e fazerem com que os lucros dos editores atingissem o pico mais alto do Monte Evereste?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:17

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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2016

SENHOR MINISTRO DA CULTURA, POR FAVOR, DEMITA-SE PORQUE NÃO SERVE A CULTURA PORTUGUESA

 

Pode servir a incultura dos impatriotas, mas a Cultura Portuguesa não serve, e Portugal não precisa de mais traidores da Pátria e da Língua, e desde já lhe digo isto: não é preciso ser linguista, para saber que o AO90 está cheio de erros. Bastava saber o mínimo sobre a Língua Portuguesa.

 

Que mal fez Portugal para merecer governantes tão - - - - - antes (é só preencher os traços com as letras que faltam…. como naquele jogo do “enforcado”…)

 

É por estas e por outras que Portugal é a chacota do mundo...

 

Nem posso acreditar no que ouvi neste vídeo!

 

 

Palavras do ministro da Cultura, em entrevista ao programa brasileiro "Roda Viva" (TV Cultura, 12/09/2016):

 

«O Acordo Ortográfico foi uma boa iniciativa e tem o objectivo de criar uma maior unidade e circulação entre os países de língua portuguesa. Ao mesmo tempo, tem muitas margens de flexibilidade, não é um acordo rígido, naturalmente alguns casos são sempre susceptíveis de serem examinados. O problema do Acordo Ortográfico é ter muita contestação, mas isso em si é um bem, as coisas devem ser discutidas. Eu não sou linguista para saber se houve erros, mas não sou contra o acordo e não considero que a sua discussão seja um tema essencial da cultura portuguesa Tradutores contra o Acordo Ortográfico

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:51

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