Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2018

JÁ SE PERGUNTARAM POR QUE O IRÃO É IRÃO EM TODOS OS PAÍSES LUSÓFONOS, EXCEPTO NO BRASIL?

 

IRÃO.png

 

Agora que o Irão anda nas bocas do mundo, e em Portugal se silencia a desonrosa subserviência do governo português à ortografia brasileira, que está a ser impingida, como facto (e não fato) consumado, aos portugueses, nomeadamente às crianças, que estão a ser vilmente enganadas, considero oportuno fazer esta pergunta, para que todos possam reflectir no gravíssimo erro que os políticos portugueses, cegos, surdos e mudos às vozes da RAZÃO, estão a cometer, fazendo-nos passar por parvos aos olhos do mundo.

 

E para quem não anda neste mundo só por ver andar os outros, para as mentes pensantes, para os que estão atentos, para os que sabem, vêem, ouvem e lêem, não há a mais pequena dúvida de que mais , menos , mais , menos , mais acento, menos acento, mais hífen, menos hífen, a ortografia proposta por Evanildo Bechara (Brasil) e Malaca Casteleiro (Portugal) os mentores desta tragédia portuguesa chamada AO90, é a ortografia brasileira, disfarçada do acordo mais desacordado que o mundo jamais viu. E não estou a exagerar. Se estou, apontem-me outro. Um só basta.

 

Daí que chame a atenção para o facto (que em Portugal já começa a ser vestimenta, por exemplo para Santana Lopes, pretendente a primeiro-ministro de Portugal) de que o Brasil tem todo o direito de pronunciar e escrever as palavras como bem entender, italianizando-as como neste quadro,

 

ORTOGRAFIA.png

 

e dizer e escrever IRÃ como tradução de IRAN, grafia utilizada em várias línguas, mas não na Língua Portuguesa, porque o som AN é traduzido por ÃO, como também em Teerão (Tehran), Paquistão (Pakistan), Azerbaijão (Azerbaijan), etc..

 

Se usarem um qualquer tradutor online e escreverem Iran para ser traduzido para Português, aparece invariavelmente a palavra IRÃ. E IRÃ não é Português.

 

O que eu quero dizer com isto?

 

Quero dizer que o AO90, além de ser uma grande fraude, não unifica ortografia nenhuma. Muito pelo contrário. Então, qual é a finalidade de todo este servilismo ao Brasil?

 

A pergunta fica, e eu, por causa das coisas, vou deixar aqui uma

 

Declaração:

 

Declaro, pela minha honra, que nada tenho contra o Brasil, minha segunda pátria, e contra os Brasileiros, minha família sul-americana, que muito estimo e respeito.

 

Mas declaro também, pela minha honra, e como cidadã portuguesa, que não sou obrigada a adoptar a ortografia que o Brasil, país livre e soberano, decidiu escolher para o seu povo, porque tenho o meu próprio país, onde nasci, e onde um outro povo, ao qual pertenço, criou a sua própria Língua, que espalhou pelo mundo (incluindo o Brasil), e, aludindo ao que Ramón Piñero escreveu, no seu livro «Galicia» (um hino à minha terra ancestral – a Galiza) a Terra e a Língua são as duas raízes mais profundas da sociedade portuguesa. São as que lhe dão consciência da sua identidade e da sua unidade, tanto para os que vivem no país, como para todos os outros que tiveram de abandoná-lo e ir viver para terras longínquas. E lá, nesse longe, a lembrança da terra e das suas paisagens, e a possibilidade de falar e escrever na própria Língua, com a musicalidade portuguesa, são as duas raízes existenciais que mantém a nossa identidade original, aqui e no mundo.

 

Graças à Língua e ao amor à Terra Mãe podemos manter também a nossa identidade espiritual com os nossos concidadãos que vivem emigrados. E se essa unidade e espiritualidade for destruída, destruindo-se a raiz da nossa Língua, Portugal deixará de existir como um colo materno ao qual eles e nós sempre regressamos com orgulho.

 

Então que sentido fará trocar a nossa identidade, pela identidade de um outro país que, apesar de irmão, é um outro país?

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:07

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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