Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

QUE ORTOGRAFIA PARA PORTUGAL?

 

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Já não é a primeira vez que, nas legendas de telejornais e filmes, me deparo com o “chapeuzinho” em palavras que deveriam levar acento agudo, como em económico, quilómetro e outras que tais assim…

 

Também já ouvi uma jornalista portuguesa pronunciar “Ôpção” entre outros ÔS que tais…

 

Por vezes, parece-me que ainda permaneço no Brasil…

 

É que não é só a ortografia, é também a oralidade, que já começa a infiltrar-se furtivamente… como quem não quer a coisa.

 

E é os oi, em vez dos o; e é o , em vez do não é?

 

Além de, segundo a nova e parva teoria acordizada, se retirar o acento em “pára” forma do verbo parar, que se confunde com a preposição “para”, vamos também começar a substituir os acentos agudos por acentos circunflexos à moda brasileira?

 

Vamos dizer António, e escrever Antônio? Ou começamos a pronunciar quilômetro ou econômico para justificar o “chapeuzinho” nas legendas?

 

Eu não tenho nada contra esta linguagem. Mas esta linguagem pertence aos Brasileiros, não aos Portugueses.

 

E querem que acreditemos que a “língua” que andam a impingir nas escolas portuguesas às crianças portuguesas é a Portuguesa? A culta? A europeia?

 

E com isto não quero dizer que a linguagem brasileira, falada e escrita, é inculta. Mas não é a europeia.

Que balbúrdia é esta?

 

Os Brasileiros Cultos estão perplexos com esta subserviência de Portugal à ortografia brasileira, fazendo comentários tais como «os Portugueses nem sequer sabem cuidar do que é deles». Pois não sabem.

 

É vergonhoso o que se passa nos sites oficiais dos governantes portugueses, incluindo o do Presidente da República Portuguesa: cheios de erros ortográficos.

 

Dêem uma voltinha pelos sites dos países que têm relações diplomáticas com Portugal, e pasmem: está tudo escrito em Língua Portuguesa, culta e europeia.

 

Envergonho-me dos governantes do meu País, sem brio, sem patriotismo, sem dignidade, sem a mínima noção dos deveres para com a Nação, uns autênticos capatazes ao serviço de um país estrangeiro.

 

Tenham vergonha, deixem de ser servis, porque até aqueles que vós servis vos menosprezam pelo desamor que têm pelas coisas de Portugal.

 

Isabel A. Ferreira

  

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:53

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EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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