Sexta-feira, 10 de Maio de 2019

AGORA QUE A NOTÍCIA DE QUE O AO90 PODE ESTAR EM VIAS DE EXTINÇÃO, OS “ACORDISTAS” ACORDARAM PARA O NADA

 

Começando pela posição da Sociedade Portuguesa de Autores, que continua a não utilizar as regras do Acordo Ortográfico, que são mais desregras do que regras, e seguindo com a opinião de alguns cidadãos, que se opõem a esta invasão linguística, que dá pelo nome de Acordo Ortográfico de 1990, que nenhum país de expressão portuguesa, à excepção de Portugal,  está disposto a concordar. Daí não haver razão nenhuma para continuar com esta farsa.

 

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«Os livreiros têm de ser chamados à pedra; o Santos Silva merece um enxovalho público; o Marcelo agacha-se; quanto ao PS, tem de ser desafiado a não vilipendiar mais a Língua Portuguesa.» (M. Figueiredo, via e-mail.)

 

Não podia estar mais de acordo, M. Figueiredo. Os livreiros deviam ir à falência, como pena do crime de lesa-língua; Santos Silva, o kapo de serviço, para a destruição da Língua Portuguesa, terá o seu enxovalho, no momento certo; Marcelo ficará para a História com a alcunha de Dom Marcelo Rebelo de Sousa, o Subserviente; o Partido Socialista será perpetuado na lista do maior predador da Língua Portuguesa, e espero que seja penalizado nas eleições que se aproximam. (Isabel A. Ferreira)

 

«Agora que a petição foi entregue e o Brasil está a discutir a possível desvinculação do AO90, é que os acordistas se lembraram todos de escrever artigos a defender o dito cujo! Devem estar a tremer porque afinal o plano de desprezar a opinião pública sobre esta matéria não resultou como eles esperavam. Ignorantes.» (M. Castro, no Facebook).

 

E como ignorantes que são, o que andam por aí a defender só prova essa ignorância, que brevemente terão de engolir com sorrisinhos amarelos. (Isabel A. Ferreira)

 

«O argumento de que iria ser difícil retornar ao Português de Portugal é uma falácia. Em toda a Administração Pública seria necessário que o corrector ortográfico fosse actualizado. Com este passo, a grafia e a acentuação entrariam, facilmente, no hábito dos utilizadores, pois, quem ainda escreve à mão, em pouco ou nada adaptou o (des)acordo ortográfico (J. Moreira, Blogue O Lugar da Língua Portuguesa)

 

Exacto, caro J. Moreira. Esse é um “desargumento”. Claro que é uma falácia, como tudo o que anda ao redor do AO90. Bastava o corrector ortográfico, na Administração Pública, ser como o meu, que é um caça-acordês e repõe as consoantes mudas, a acentuação e a hifenização correCtamente, para que as coisas normalizassem.

 

Mas também não acredito que os funcionários públicos não conseguissem tornar a escrever “direCtor” em vez de “diretor”, ou “recePção” em vez de “receção”, se passaram a maior parte da vida deles a escrever com os cês e os pês nos respectivos lugares, e a acentuar “pára”, do verbo parar, e a hifenizar fim-de-semana (um substantivo masculino que se dividiu em três palavras diferentes: substantivo masculino + preposição + substantivo feminino), e deixou de ser fim-de-semana (período que decorre desde a noite de sexta-feira a domingo à noite) para poder ser o final de uma qualquer semana, que pode começar a uma quinta-feira, num ciclo de sete dias, mas enfim, quem engendrou este acordo, ou nada sabia da Língua ou, se sabia, estava com a “ganza”.

 

Quem escreve à mão, escreverá à portuguesa. Isto de dizer que o AO90 está implantadíssimo é outra falácia. Cada vez aparecem mais publicações em BOM PORTUGUÊS, e por esse Portugal afora há muito, mas muito povo que nem sabe o que é o “acordo”.

 

Os acordistas, quando falam do acordo, só se enterram, a eles e ao acordo. E ainda bem que assim é. A ignorância optativa nada constrói, e um país não avança quando anda a navegar no nada. Por isso, não percamos a esperança. O AO90  não tem qualquer hipótese de futuro.

 

Isabel A. Ferreira)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:40

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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.CONTACTO

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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