Quarta-feira, 31 de Agosto de 2022

O escritor Manuel Matos Monteiro, em entrevista à Rádio Movimento PT On-Line, fala do CAOS que o AO90 está a provocar no ensino da Língua, e no DEVER do presidente da República de defendê-la

 

Gostei bastante desta entrevista de Manuel Matos Monteiro a Rita Baldaya. Não sei se chegará aos ouvidos certos, ou seja, aos governantes que NÃO têm interesse algum na questão da Língua, estando eles a contribuir, cada vez mais, para a sua degradação, por falta de uma política pró-Língua Portuguesa, algo que está a provocar o CAOS no Ensino do Português, nas escolas portuguesas, só não sabendo disto quem não tem filhos ou netos a estudar, em todos os ciclos escolares.

 

Isto é caso único no mundo. Os estudantes vão para as escolas DESAPRENDER a escrever a sua Língua Materna.

 

Talvez não seja má ideia enviar este vídeo para os que, indevidamente, se arvoram em "donos" da Língua, para ver se lhes desperta os neurónios e possam acordar para a realidade, e ponham fim a esta pouca-vergonha nacional.

 

E o presidente da República que ande por aí a beijocar menos as mulheres, e trate de DEFENDER a Língua Portuguesa, como é do seu DEVER.

 

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:07

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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2022

Breve recado aos acordistas machistas que, à falta de argumentos racionais para rebaterem o que escrevo acerca do AO90, enviam-me comentários obscenos…

 

… talvez os mesmos com que mimam as vossas mulheres, as vossas filhas, as vossas amigas, ou mesmo as vossas mães. Acertei? Só posso ter acertado!

 

Acontece que não pertenço ao mesmo rol das mulheres da vossa vida.  

 

Além disso estou mais do que vacinada contra a virulência de machistas, cujos cérebros estão deslocados, ou seja, em vez de estarem localizados na caixa craniana, estão alojados mais abaixo [conforme a sensacional escultura que o artista cubano, Yoan Capote, concebeu].

 

Devo dizer que abomino o vosso tipo de criaturas, com o cérebro descido, e sei que vocês estão por todo o lado, nomeadamente, entre a classe política [a mais afectada] e a editorial, e comuns comentadores acordistas servilistas, brasileiros e portugueses, para quem a Língua Portuguesa é um monte de esterco, porque embora não tendo nome, nem cara, apenas anonimamente vocês conseguem vir aqui, cobardemente, despejar o lixo amontoado na vossa caixa craniana, propícia à acumulção de imundícies, por estar completamente OCA. Por vezes, lá deixam o rabo de fora e identifico-vos, claramente. 

 

E porque não sou de me calar diante da estupidez, o meu recado é o seguinte:

 

- Estou vacinada contra a virulência de criaturas que não têm nome, nem cara, e cujo cérebro NÃO está encaixado no devido lugar. Por isso, estou-me nas tintas para a vossa verborreia: saibam que ela não me afecta, nem vai contribuir jamais para que me cale. Muito pelo contrário. CorreCto?

 

-  E deixo-vos um conselho: FAÇAM O PINO. Talvez os vossos cérebros consigam encontrar o caminho até à vossa caixa craniana, e, com jeitinho, instalarem-se no devido lugar. Quem sabe, já instalados os cérebros, os neurónios não começam a funcionar normalmente, e vocês possam transformar-se em HOMENS PENSANTES?!!!!



Isabel A. Ferreira

 

Yoan Capote.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:12

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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2022

Em Defesa da Ortografia (L), por João Esperança Barroca

 

«A riqueza da língua é haver variantes espontâneas e naturais. É preciso fazer frente a esta aberração do Acordo Ortográfico que, além da questão linguística, tem também uma série de incorrecções jurídicas e constitucionais. Na ortografia, temos neste momento o caos total, com as pessoas a retirarem cês e pês indiscriminadamente. “Adepto”, por exemplo, já se começou a escrever “adeto”. Isto é uma loucura. Tenho a certeza absoluta que não há 5% dos deputados que escrevam com a nova grafia, o que fazem é deixar a mudança aos correctores automáticos ou aos revisores.»

António-Pedro Vasconcelos, Cineasta

 

«Todos os livros da Guerra & Paz Editores se borrifam forte e feio no Acordo Ortográfico, coisa que lhes fica muito bem!»

Ricardo Araújo Pereira, humorista e autor, no programa Governo Sombra de 4 de Junho, na SIC Notícias

 

«Tem sido um desastre a forma como os governos têm gerido a língua portuguesa. O Acordo Ortográfico é um desastre, ninguém o cumpre, uns escrevem assim e outros assado. No Brasil, o acordo é diferente, é a variante brasileira. Isto é um absurdo! Só estamos a criar muros quando já existem tantos muros. O nosso problema não é obviamente ortográfico, muitas vezes, é semântico, sintáctico e vocabular. O que temos de fazer é publicar os autores como eles escrevem, em Portugal e no Brasil.»

Bárbara Bulhosa, Directora e fundadora da editora Edições Tinta-da-China

 

Fatos e contatos.png

 

Inicia-se o nosso texto de Agosto com uma citação do cineasta e escritor António-Pedro Vasconcelos, realizador, entre muitos outros, dos  filmes 27 Minutos com Fernando Lopes-Graça (1969), Fernando Lopes-Graça (1971), Perdido por Cem (1973), Adeus, Até ao Meu Regresso (1974), Oxalá (1981), O Lugar do Morto (1984), Aqui d’El Rei (1992), Jaime (1999), Os Imortais (2003), Call Girl (2007), A Bela e o Paparazzo (2010), Os Gatos Não Têm Vertigens (2013), Amor Impossível (2015),  Parque Mayer (2018) e Km 224 (2022).

 

Esta citação, apesar de pouco recente, continua extremamente actual, pois basta ver e ouvir a linguagem que circula à nossa volta para concluírmos que o caos ortográfico se instalou e que dificilmente nos livraremos dos fatos, dos contatos, dos impatos, dos inteletuais e doutros termos tão aberrantes como estes. Basta ler com alguma atenção o recente artigo de opinião no jornal Público (de 13 de Julho) do médico ortopedista Jorge Penedo, intitulado “A Saúde e o Houdini dos tempos modernos”. No final do dito artigo, afirma-se que “O autor escreve segundo o novo acordo ortográfico”. Citando, o Senhor Primeiro-Ministro: ora, vamos lá a ver. Fazendo uma leitura atenta, encontramos, por ordem de aparição, Junho, Julho, novembro, outubro, otimismo, setor, cético, actual, Norte, Sul, expetativas, atos, sector, atuais. Nestas catorze palavras, o autor emprega seis que respeitam a ortografia de 1945 e oito que seguem o AO90. Citando Álvaro Cunhal em 6 de Novembro de 1975, num debate com Mário Soares, apetece dizer ao Dr. Jorge Penedo: “Olhe que não, olhe que não!”. Com todo o respeito, verificamos que o Dr. Jorge Penedo tem um melhor domínio da ortopedia do que da ortografia.

 

Na segunda citação, o humorista (e autor) Ricardo Araújo Pereira, um fervoroso apoiante do Sport Lisboa e Benfica e da ortografia anterior ao AO90, mostra mais uma vez qual a sua opção ortográfica. Repare, caro leitor, que, no sítio

https://pnl2027.gov.pt/np4/reaccionario.html

a sua obra Reaccionário com dois cês aparece, também, com a designação “Reacionário com dois cês”. Há, pois, muita gente que pensa ser incorrecta a existência de duas consoantes consecutivas, removendo uma delas. Se isto acontece em meios letrados, como será com o cidadão comum?

 

Mais contatos.jpg

 

A terceira e última citação, pela boca de alguém que conhece (bem!) o mercado editorial, desmonta a tese de que a língua portuguesa, por meio do AO90, iria ser protegida, promovida e valorizada. A adopção do AO90 iria, diziam eles, facilitar a circulação das obras dos autores portugueses em todo o espaço lusófono.

 

Se o caro leitor, tiver mau gosto ortográfico e escrever, na grafia do AO90, uma obra intitulada O aspeto da receção do hotel estado-unidense é uma exceção, como será editada no Brasil? Lá terá o título O aspecto da recepção do hotel estadunidense é uma excepção.

 

A unidade essencial da língua é isto.

João Esperança Barroca

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:39

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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2022

«O ser Português» também passa por escrever correCtamente a Língua Portuguesa

 

O jovem Ricardo Lopes Reis, politólogo, escreveu um interessante texto, no jornal Observador, em 11 de Junho de 2022, por ocasião das celebrações do Dia de Portugal, de Camões, das Comunidades Portuguesas e da Língua Portuguesa, intitulado «O ser Português».

 

E eu subscrevo o conteúdo do artigo, que não alardeia um patriotismo bacoco, embora, aqui e ali, haja laivos de outros tempos de muito má memória, porém defende, no básico, os valores de Portugal, que «há muito são alvo de ataque pela esquerda globalista». Uma esquerda que  de esquerda só tem o nome, uma vez que o seu comportamento abeira o comportamento dos da direita.

 

MAS…

Há um MAS que me leva a trazer à liça o artigo deste jovem politólogo.

 

dia_de_portugal_header.jpg

Fonte da imagem: https://www.lg.com/pt/lg-experience/dicas-uteis/dia-de-portugal-2020

 

O que é “ser português”? Ser Português é, sobretudo, saber honrar Portugal, e se queremos honrar Portugal, devemos começar por escrever a Língua Portuguesa correCtamente, ou não fosse Portugal o Berço da Língua de Camões, que evoluiu para a Língua de Saramago sem, contudo, se afastar das suas raízes greco-latinas, sem deixar de ser Portuguesa.

 

Ricardo Lopes Reis escreveu um interessante texto em conteúdo, e felicito-o por isso, mas na forma, rendeu-se ao Brasil, um país estrangeiro que, ilegitimamente, deturpou a Língua de Portugal, herdada aquando da sua Independência, em 1822, castelhanizando-a, italianizando-a, americanizando-a, afrancesando-a, mutilando-a, ao subtrair as consoantes com função diacrítica (salvo umas poucas excePções) e CONTINUOU, sem legalidade alguma, a chamá-la Portuguesa.  Mais tarde, o enciclopedista libanês, Antônio Houaiss, fomentador da deslusitanização da Língua Portuguesa, juntamente com o linguista português Malaca Casteleiro, que, na altura, andava de candeias às avessas com Portugal, aliciaram os políticos portugueses, subservientes e ignorantes na matéria, para adoPtarem o AO90, um desacordo tortográfico que desonra Portugal, Camões e todos os Portugueses, que têm honra de o ser.

 

Que motivo teria o cronista para dizer que «O 10 de Junho não é apenas um dia no calendário, mas sim o verdadeiro e mais significativo dia do ano para um patriota. O orgulho e a honra de ser, pura e verdadeiramente, português, celebrado no mesmo dia do desaparecimento físico e terreno, de um dos maiores (se não mesmo o maior) dos símbolos da língua que nos torna únicos, o português», se não teve a hombridade de percePcionar o NOSSO passado, honrando o legado do NOSSO País, com mais de oito séculos de História, e com uma das mais antigas Línguas estruturadas da Europa, rendendo-se, pura e simplesmente, ao medíocre AO90?

 

Ricardo Lopes Reis escreveu o seguinte:

 

«Neste dia [10 de Junho] é relevante fazer uma reflexão históri[c]a que compreenda o passado, analise o presente e prepare o futuro da nação. Só tendo presente o que fomos, a grandeza que alcançámos e os erros cometidos, podemos emendar o presente e construir um futuro próspero para as novas gerações, que tem inevitavelmente que começar por uma reeducação de valores comuns e do sentimento patriota, que há muito são alvos de ataque pela esquerda globalista.»

 

Sim, no “10 de Junho” era premente ter sido feita uma reflexão histórica, e rejeitar os ataques da esquerda globalista, que à excePção do PCP, está a contribuir para o desaparecimento de um dos maiores símbolos identitários de Portugal – a Língua Portuguesa – que o cronista faz questão de grafar à brasileira, seguindo os muito subservientes políticos, que tanto critica.

 

E o cronista diz mais:

 

«Percecionando [em Língua Portuguesa correCta: percePcionando, um dos pouquíssimos vocábulos que escaparam à mutilação, no Brasil] o passado, o legado que hoje carregamos é pesado. Um país com mais de oito séculos de História, que mesmo pequeno em dimensão, com uma alma imensa e um patriotismo heroico [em Língua Portuguesa correCta: heróico, de contrário, teríamos de ler “hiruicu”] foi capaz de dar novos Mundos ao Mundo, de difundir a sua cultura, e de civilizar populações pelos quatro cantos do globo, tornando um pequeno e belo país à beira-mar plantado, num dos maiores impérios de sempre. Desde as conquistas de Afonso Henriques, passando pela visão de D. Dinis, pelos descobrimentos que abriram horizontes ao Mundo durante a segunda dinastia, e por vitórias históricas frente a invasores com maior capacidade militar, o ser português sempre foi motivo de orgulho e de elevação. Naturalmente, nem tudo foi dourado, tendo-se vivido momentos de sofrimento, como durante o negro período da Primeira República (a desordem, a falta de identidade e a perda progressiva do sentimento nacionalista que une o povo português), ou mesmo do período pós-25 de abril [Em Língua Portuguesa correCta: “25 de Abril] (o PREC, a ameaça vermelha e a tentativa de sovietização do país pela esquerda oportunista radical), mas de uma forma geral os mais de 800 anos de História enchem de orgulho qualquer português

 

Esqueceu-se o cronista de referir o período negro da ditadura, durante o qual os direitos mais básicos e a liberdade de expressão não existiam, de resto, depois de 1910, com a implantação da República, pouco temos de que nos orgulharmos, e o pós-25 de Abril, trouxe-nos uma miragem de liberdade, ofuscada por uma Democracia ainda a ser plenamente. Só não vamos para o Tarrafal (por enquanto), mas as coacções ditatoriais têm o seu expoente máximo, na imposição, através de chantagem, do AO90 nas escolas, na função pública, nos órgãos de comunicação social subservientes, que até parecem que são funcionários públicos, e em empresas servilistas e seguidistas que não dão orgulho nem honra a Portugal.

 

E o articulista prossegue:

 

«O presente, por sua vez, não nos tem trazido momentos felizes. Vivemos atualmente [em Língua Portuguesa correCta: aCtualmente] sob jugo de quem outrora, nas palavras do Professor Marcelo Caetano, “não serviria nem para criado de servir”, o que simplificado se pode dizer que somos governados por quem não tem competência, empatia ou noção para o fazer. Um país que dominou o Mundo está hoje na cauda do seu continente, ultrapassado por pequenas e jovens nações, sempre sujeito à esmola que a Europa pode dar, e mais preocupado em taxar os seus cidadãos, do que em deixá-los prosperar. Caímos hoje, no campo social, no ridículo de nos rebaixarmos e deixarmos que reescrevam e humilhem o nosso passado, quase que pedindo desculpa por algo que nos deve orgulhar, tudo isto para satisfazer a cultura “woke”, que se globalizou, por culpa da fraqueza moral de um ocidente em decadência de valores e de identidade.»

 

Concordo com o que o Ricardo refere neste parágrafo, excePtuando o “orgulho do passado”. Nem tudo no nosso passado é passível de sentirmos orgulho. Nem tudo. No entanto, nós, que já evoluímos, e pertencemos aos séculos XX/XXI não temos de fazer mea culpa, por algo que NÃO fizemos, e que fazia parte dos padrões daquela época. Temos é de saber distinguir o trigo do joio e orgulharmo-nos do que fizemos BEM nesse passado, e, no presente, rejeitarmos veementemente os tremendos erros que os novos governantes estão a cometer, desprezando e desonrando Portugal, a sua História, a sua Cultura e a sua Língua, - vector da NOSSA identidade.

 

E o Ricardo continua num registo completamente verdadeiro:

 

«Portugal é hoje um local ao contrário da normalidade, onde quem trabalha e vive honestamente se afunda, e quem espera pelo trabalho dos outros cresce. Onde quem é mais astuto governa, e quem tem mais competência e qualidade emigra em busca de uma vida melhor. Onde a mediocridade é recompensada e encorajada, enquanto o mérito é marginalizado e rejeitado como se de uma doença se tratasse. Poderia dar muitas definições do estado a que chegámos, mas resumo dizendo que Portugal é, neste momento, o que a esquerda, e em especial o PS, sonharam que fosse.»

 

Grande verdade!!!!!

 

«A questão é simples. Em momentos de aflição há duas formas de reagir, há os que se levantam e os que se deixam afundar na mediocridade. Os portugueses, ao longo da sua História provaram que nada os rebaixa, e que independentemente do percalço se levantam e lutam. Mas como recuperamos a glória do passado? Há que reeducar o povo para os valores que nos unem, valores esses que partem desde a célula básica da sociedade, que é a família, até ao sentimento comum de uma maioria esmagadora de fé, e claro, através de um dever e honra de servir a Pátria por nós partilhada. Só tendo por base os valores seculares que sempre pautaram o ser português, nos poderemos reerguer e voltar a tornar Portugal um país próspero e independente. Quando nos libertarmos das amarras do politicamente correto [Em Língua Portuguesa correCta: correCto, de outro modo terá de ler-se currêtu”, como em carreto] da censura “woke” e deste estranho sentido de obediência globalista, podemos acabar com uma cultura imposta de adoração do medíocre, e recuperar um verdadeiro estado de meritocracia e trabalho, onde quem se esforça é recompensado, e não penalizado em nome de quem vive de mão estendida.»

 

Deste parágrafo tenho a dizer que não precisamos de regressar ao passado, para termos um futuro promissor. Basta lutarmos pelo que é NOSSO e DEFENDER a honra de Portugal, e não permitirmos que os estrangeiros venham para cá mandar nisto tudo, por termos uns governantes subservientes e servilistas, que não têm a capacidade para DEFENDER os interesses de Portugal, ou são meros paus-mandados de organizações secretas, a quem devem OBEDIÊNCIA). E, sobretudo, precisamos rejeitar a mediocridade ortográfica, que mantém Portugal a um nível abaixo de zero, no que ao Ensino, à Cultura e à Educação diz respeito. Ser português NÃO é sinónimo de ser servilista e seguidista. Ser português é ser romano em Roma, sem deixar de ser português, como já o referiu, num belíssimo artigo, o escritor e professor António Mota.

 

AdoPtar o AO90 é servir a mediocridade e os medíocres que se encontram no Poder a defender o AO90, é desonrar Portugal no que ele tem de mais valioso: a sua Língua, a sua Cultura, a sua História.

 

E o cronista termina dizendo:

«Fomos, e acredito que ainda o somos, verdadeiramente a maior nação do Mundo, pela qual muitos portugueses derramaram sangue, que a nossa bandeira ilustra no seu vermelho, mas que, até nos momentos mais negros, nunca esquece o verde da esperança de nos reerguermos numa verdadeira vitória de nova alvorada, que procurará uma Lusitânia em giestas florida. Deste 10 de Junho que nasça novamente uma Pátria de novo grande, que acorde da morte esquecida.»

 

Já fomos grandes. Hoje, não somos mais. Nem somos a maior Nação do mundo. Que exagero!

Hoje, somos apenas um pequeno País que se arrasta na CAUDA da Europa, sendo o primeiro em tudo o que é MAU.

Devemos construir o futuro, sim, mas NÃO assentes nos valores de um passado que não voltará mais. Devemos construir o futuro assentes nos valores do século XXI d. C., caminhando para a frente, honradamente, honestamente, portuguesmente, para deixarmos de ser o capacho de estrangeiros, e a cloaca da Europa.

 

Isabel A. Ferreira

 

Fonte:

https://observador.pt/opiniao/o-ser-portugues/#

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:10

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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2022

Cogitações da “Corujinha” ao redor da Língua Portuguesa (III)

 

A política para o Ensino, Educação e Cultura, em Portugal, nunca valorizou a evolução.

É tacanha e redutora.

 

Os governantes fazem tudo para manter um Povo amorfo, manso e tanso, mal educado, mal ensinado, subserviente e acrítico.

 

Porque quanto mais culto for um Povo, mais livre ele é, e quanto mais livre, mais insubmisso.

 

E aos governantes convém gente muito subserviente, sem pensamento crítico, ou mesmo, até, sem pensamento algum.

 

Cogitações da Corijinha.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:59

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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte III)

 

Com este percurso ao redor do Acordo Ortográfico de 1990, que apresento hoje, nesta Parte III, o qual contribuiu a milhões% para a «Degradação da Língua Portuguesa», Carlos M. Coimbra termina a sua exposição à Provedora da RTP, estação televisiva estatal, que em vez de dar um BOM exemplo de como bem falar e escrever a NOSSA Língua, muito subservientemente, curvou-se aos também muito subservientes governantes, e é uma das grandes cooperantes da destruição da Língua Portuguesa.

 

E é como diz António Manuel Ribeiro (UHF): «Cabe à Nação dizer não queremos» esta imbecilidade, que foi a de impor a Portugal, o imbecil AO90, que está a gerar os imbecis do futuro (linguisticamente falando).

 

Isabel A. Ferreira

 

António Manuel Ribeiro UHF.jpg

 

por Carlos M. Coimbra

 

«Degradação da Língua Portuguesa»

 

7. Acordo Ortográfico

 

Como criticar um Acordo Ortográfico que não tem razão de existir? Qual a vantagem para Portugal? A ortografia do português tem sido alterada, sim, e já não se escreve 'hum' nem 'pharmácia', mas essas foram mudanças que tiveram lugar em Portugal, para portugueses, e não foram empurradas por poderes estrangeiros nem para agradar a ninguém, e ainda muito menos para alinhar com um país para onde foi levada a língua e lhe tem vindo a fazer tropelias.

 

Eu não imagino o fundamento para Portugal ter "normalizado" a sua ortografia com um país onde eu tive ocasião de examinar provas de exame de português de liceu. Fiquei incrédulo pelo nível do questionamento! É que esse exame não seria usado em Portugal, por serem tão corriqueiras tais "dúvidas" sobre a fala e gramática. Quase parecia um exame de português para estrangeiros que estivessem a aprender a língua! Não é para admirar que, tendo eu estado no Brasil de norte a sul, só no Rio é que tive menos dificuldade em ser entendido.

 

Acontece que os brasileiros escrevem e falam erradamente, mas nem têm consciência disso, dizendo coisas como "estou lhe esperando".... E como nas telenovelas adaptam a fala aos variados personagens, as asneiras que dizem entram no ouvido dos portugueses e perduram. Existe um canal em Portugal que até emprega dois brasileiros como jornalistas (uma no Brasil e outro creio que em Lisboa) e dá-lhes o direito de falar ao microfone. Como eles esquecem qual é o público a quem se dirigem, saem palavras erradas, como "apoiadores" em vez de "apoiantes" ou "prefeito" no lugar de Presidente da Câmara. A RTP não faz tal uso de estrangeiros, mas o que é certo é que o frequente uso de entrevistas de rua com brasileiros prejudica a pureza do português.

 

Comparando com o castelhano, podemos observar que em programas de processamento de texto são mencionados "espanhol" de Espanha, do México, da Argentina e por aí fora. E quem teria a má ideia no Reino Unido de fazer um "acordo" com os EUA donde resultasse que os ingleses, escoceses, etc... passassem a escrever 'neighbor' e não 'neighbour', e chamassem 'zi' em vez de 'zed' à letra Z? Haveria uma revolução e contestação pior que a do Brexit! Esse tal Acordo, criado pelo que honestamente poderiam ser chamados Traidores à Pátria, deveria entrar em vigor quando um certo número de países dos PALOP o aprovassem. Como muitos não pareceram dispostos a fazer tal coisa, diminuiu-se o número requerido. E posteriormente, acho que esse número foi reduzido mais uma vez. Contudo, ainda não é considerado aprovado. Nem mesmo pelo Brasil, que é precisamente o país que teria que fazer a quantidade mais ínfima de modificações!

 

Ora então porque é que um governo português ordenou o seu uso em órgãos dele dependentes? Isto só criou confusão na ortografia, e bem hajam jornais como o Público que não aderiram a essa estupidez. Acontece que o AO, não contente com a mudança na ortografia, até pretende convencer o público português a começar a falar de maneira diferente! Se eu sempre disse "expectativa" (e continuo a dizer), porque razão passaria a dizer "expetativa", como já ouvi o presidente Rebelo de Sousa dizer?... E se eu devo dizer "expetativa", como se justifica que seja obrigado a dizer "expectável"? Isto não consiste em Degradação da Língua Portuguesa? O que são "telespetadores"? Gente que espeta coisas remotamente?...

 

A coisa ainda é pior para quem, como eu, lê ocasionalmente textos de jornais brasileiros e vê e escuta o Jornal Nacional da Rede Globo assiduamente! No Brasil, costumavam escrever os meses com minúscula; agora escrevem com maiúscula. Mas em Portugal, alguém decidiu fazer exactamente o contrário! Ainda mais escandaloso é comparar as mudanças que ocorreram em quem aderiu, à força ou por vontade, à "nova" ortografia: Enquanto em Portugal esses escrevem "infeção", os brasileiros não só continuam a escrever "infecção", mas há jornalistas que até dizem "infequição"! Isto é devido a muitos não conseguirem ou não gostarem de dizer duas consoantes seguidas, tal como palavras a começar com S. Então é tisunami, atimosfera, obistrução, hequitares, opitar, subimerso, etc...

 

Assim se ouve em vozes de quem deveria falar correctamente, inclusive o máximo exponente da nação. (O presidente Temer falava muito bom português, e eu até costumava dizer que era um português "de temer"). Que dizer da retirada do acento agudo no particípio perfeito simples de verbos em -ar? Falamos e falámos, escritos da mesma maneira? Só faz "sentido" se ouvirmos brasileiros a falar, como o actual presidente no seu 'pronunciamento' de Ano Novo, áudio do qual mandarei separadamente, captado do JN da Globo na noite de 31 de Dezembro.  

 

Ele aí fala claramente no passado, mas dizendo "amos" e não "ámos". E Portugal fez um Acordo com quem fala assim português?... Parece bem que sim, e a coisa pegou, pois no "Sexta às 9" de 14 de Julho de 2017, o título era "Onde para o dinheiro?"! Tal como o exemplo da "infecção", existem muitos outros, onde os brasileiros continuam todos lampeiros a dizer os 'c' e os 'p' que os portugueses foram proibidos de usar! Curiosamente, a única contribuição brasileira decente que conheço foi o uso do trema (diæresis) para se poder distinguir as pronúncias de "Anhangüera" e "Benguela". Acontece que o Acordo acabou com esse uso! Contraproducente, a meu ver.

 

Ora claro que tudo isto faz nervoso miudinho a quem presta atenção a estas coisas. O que fazer, não sei. Só mudando o governo radicalmente e arranjando um presidente (tanto no Brasil como sobretudo em Portugal) que se preocupe com a língua portuguesa no país e no mundo! Evidentemente que não espero que a Dª. Ana corrija isto tudo, nem a acho com a responsabilidade de o fazer. Mas penso que estes vários aspectos possam servir-lhe como um resumo para algum gesto que pretenda ter internamente na RTP.

    

Melhores cumprimentos, C. Coimbra Toronto

***

Para os interessados em seguir esta brilhante lição, aqui deixo os links, para os restantes textos (o primeiro, inclusive).

 

(Parte I)

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte I)

 

(Parte II)

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte II)

 

(Parte III)

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte III)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:41

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Terça-feira, 16 de Agosto de 2022

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte II)

 

Então vejamos o que, nesta Parte II, nos diz Carlos M. Coimbra sobre a «Degradação do Português, sob os aspectos de Pronúncia/Fala, Preposições, Gramática, Deturpações/Estrangeirismos, Vocabulário estrangeiro, Manias/Maus-Hábitos e o Acordo [Ortográfico de 1990], que será tratado na Parte III, a publicar amanhã.

 

 

António Emiliano.png

por Carlos M. Coimbra

 

  1. Pronúncia/Fala

Ouço locutores (palavra que caiu em desuso), jornalistas, etc..., dizer 'vaículo' em vez de 'veículo', 'gratuíto' em vez de 'gratuito', 'periúdo' e não 'período', como exemplos.  

 

Garanto que uma vez ouvi na RTPi (porque nesse tempo só tinha a RTPi aqui), a quando da construção da estação de Metro no Cais do Sodré ou Terreiro do Paço (perto do rio), uma jornalista falar em problemas com a água no 'tonel' (em vez de 'túnel'); incrível, mas é verdade; tonéis eram o que tinha o meu avô na Beira Alta para guardar o vinho! E choca-me que jornalistas portugueses não conheçam a pronúncia do nome de certos lugares em Portugal, mesmo quando estão lá e quando entrevistam gente do local que diz o nome da maneira certa à frente deles! É o caso de Penacova, que é raro ouvir-se dito "Pênacova" (a não ser por Álvaro Coimbra, cuja família deve ser da área, pelo apelido). Quanto à fala, é um inferno ouvir tantos ãs, ãs, que poderiam ser aceitáveis em pessoas normais, mas nunca em jornalistas (como o director do Público) ou em ministros como Marta Temido. Até criancinhas de 5 anos já apanharam esse hábito. Creio que estrangeiros que não conheçam a língua poderão pensar que faz parte do idioma, tão prevalecente é esse 'tique verbal'. Antes de sair para o Canadá, participei num programa dirigido pela escritora Odette de Saint-Maurice na então Emissora Nacional, no estúdio da Rua do Quelhas (e fiz vocalização de desenhos animados na RTP). Na EN, tive a honra de trabalhar com actores da época, como Jaime Santos e Josefina Silva (esposa de António Silva). Gravávamos logo à primeira, e ninguém dizia ãs, ãs!... A preponderância dos ãs na corrente fala portuguesa não deve ser minimizada. Se ao menos os locutores actuais não fossem amigos de alguém e perdessem a gaguez e a mania de querer falar depressa demais... [Por outro lado, é-me grato não só ainda ouvir hoje dizer "se calhar", mas empiricamente achar que essa expressão é até mais usada que "talvez"!]

 

  1. Preposições e o seu uso

 

Já escrevi sobre a falta de esclarecimento quanto às preposições 'a' e 'em', e jornalistas dizendo "a norte" sem ser o caso de ser "a norte de Santarém", mas sim quando o correcto é dizer "no norte". Notei um exemplo no 24 Horas de 17/18 Janeiro, por Patrícia Machado. Mas há ainda o caso mais incrível de até dizerem "a norte do país", e isso aí costuma incorrer numa mensagem minha a lembrar que "a norte do país" é a Galiza. Hábito execrável que só ouço nos órgãos de comunicação portugueses é quilómetros-hora e (em anúncios) euros-mês. Não conheço outro país onde não entendam que esses termos são rácios, diferentes de kwh-hora, que são produtos. No meu tempo, tal não acontecia, e, no caso de km/h, dizia-se sempre 'por hora', ou 'à hora' ou 'horários'. Até já ouvi Marco Chagas, ex-corredor e agora comentador da Volta a Portugal, dizer km-h!! Na RTP, não imagino a razão para serem quase sempre omitidas preposições em cabeçalhos de notícias, tornando a "frase" por vezes incompreensível.

 

  1. Gramática Uso de Duplicar, verbo transitivo, como se fosse intransitivo

 

Nem no Brasil nem no Canadá dizem duplicar ou equivalente para indicar uma passagem ao dobro. "Esquecimento" de dizer 'de' quando se usa o verbo 'gostar'. Ninguém diz "gosto maçãs", mas ouve-se com frequência "aquilo que mais gostas"... E ouvi já tantas vezes narradores na RTP dizer "(ser) suposto", construção aparentemente imprópria em português, e que por acaso já foi tratada num segmento sobre a língua na própria RTP...

 

  1. Deturpações/Estrangeirismos

 

Uma coisa é usar termos estrangeiros (já lá chegarei no ponto que se segue). Outra coisa é usar palavras portuguesas erradamente, por influência de termos estrangeiros. Em conferências de imprensa de jogos de futebol, por exemplo, usam "questões" em vez de "perguntas" (influência do inglês), não ligando ao facto de "questão" querer dizer assunto, polémica. Ouço estender (influência do inglês) no lugar de prolongar, e apurar (em futebol) em vez de qualificar (influência de brasileiro influenciado pelo espanhol). Incrivelmente, já ouvi, inclusive na RTP, jornalistas dizerem "adições" como se em vez duma operação aritmética, a palavra fosse a descrição de "dependências" (de drogas), claramente uma transliteração do inglês (o que mereceu uma mensagem de reprovação minha...).

 

  1. Vocabulário estrangeiro

 

 

Aqui exponho termos estrangeiros na conversa, mesmo que se trate de conceitos antigos para os quais já existiam e existem termos em português, e não relacionados com nova tecnologia, como a Internet. Também se vê uma coisa que se eu mandasse, proibiria: nomes de lojas e firmas estritamente portuguesas (não multi-nacionais) em estrangeiro. Não vou referir anúncios de produtos, porque isso não se aplica à RTP Internacional, mas na generalidade digo que é indecente o uso de outras línguas (o inglês é ubíquo) em canais comerciais, tanto em palavras como músicas de fundo, chegando ao extremo de ser tudo em estrangeiro, com tradução em legendas. A lista poderia prolongar-se por páginas... Posso começar pelo próprio governo, que arranjou uma 'app' baptizada com o nome "StayAway Covid"! Felizmente esse impropério foi depressa esquecido, porque quase ninguém a usou. Antes dos clubes de futebol terem staff, quem geria o clube? E antes dos estádios terem speaker (RTP...), não havia locutor? Não havia senhas antes de haver passwords? Os vouchers não costumavam ser vales? As circulares agora são unicamente newsletters...

 

E então com os timings é que deixou de haver agendamentos ou ocasiões... Performance não é mais que desempenho em tecnologia, e actuação em palcos. Até vejo "artes performativas" na app RTP Palco! Drive-Thru usado em vacinações quando poderia ser Vacina ao Volante. Centros de Atendimento já haveria antes dos Call-Centers, assim como já existiam estâncias antes de haver resorts. Tantos termos usados como outsider, influencer, opinion-maker, briefing, CEO (este pronunciando as letras em inglês!, em vez de Director Executivo) e bullying (geralmente mal pronunciado, como se o y não estivesse lá, que é simplesmente intimidação). Ultimamente, a Liga dos Campeões passou a ser "a Champions" e as semi-finais de TUDO passaram a Final Four... E aqui a RTP não fica incólume, com nomes de programas como The Voice: o "The Price is Right" e o "Who wants to be a millionaire" permitem traduções do nome para apresentação em outros países, por isso... Ou RePlay, quando se podia chamar Volta Atrás ou Memória... E a programação na RTP também "adere": "Aqui Portugal" frequentemente inclui gente a cantar em brasileiro e espanhol! Que sentido faz isso? Pior ainda é ver "I love Portugal"! Ora então não ficava muito melhor, sem me ofender, O Portugal que eu amo? E vi agora na grelha da RTP Internacional "Portuguese Soul"! É escandaloso, seja qual for a explicação.

 

 Aliás, encontrar na RTP Internacional intervalos musicais cantados em estrangeiro, até por portugueses, é absolutamente contrário à declarada função desse canal. Música estrangeira tem quem está fora em demasia...  

 

E além disto tudo há a subserviência nacional aos estrangeiros, em que o Estacionamento do S. C. Braga indica com uma seta Entrada - Entrance! Será mesmo preciso? Ou uma lavandaria perto do Largo de Sta. Bárbara precisa ter um luminoso dizendo LAUNDRY? E ao Algarve Biomedical Center, que faz parte da Universidade do Algarve, como lhe é permitido adoptar esse nome em inglês? Pois se até ouvi o presidente Rebelo de Sousa (que NUNCA deveria ser chamado "Marcelo" por ser demasiadamente familiar e até afectivo, e tornando mais difíceis eventuais críticas) dizer que tinha um "feeling"...

 

  1. Manias/Maus-Hábitos

 

Para mim, a principal 'mania' é a de que tudo que é americano (com minúscula!) é norte-americano. A coisa começou no meu entender com Cuba, por exemplo Rádio Habana, dizendo "território libre en América" e para se distinguir, entendeu chamar aos "ianquis" norte-americanos. Daí chegou ao Brasil e com certeza foi daí que chegou a Portugal. Só que no Brasil já perderam esse hábito (na Globo ouço exclusivamente americano, como nos bons tempos em Portugal), e se alguém deveria querer essa distinção, seriam por exemplo os brasileiros, residentes das Américas, e não portugueses. Aliás, nem franceses nem espanhóis caíram nesse mau hábito. A mim, residente no Canadá, custa-me imenso ouvir isso, principalmente em respeito a estatísticas (Tantos % dos norte-americanos isto e aquilo). Aliás, por curiosidade, informo que há muitos anos, quando ouvia a RDP em ondas curtas, já tinham apanhado o hábito de dizer que estavam a transmitir para "os Estados Unidos da América do Norte e Canadá", isto é, até alterando o nome dos EUA. E ouvi na RTP acerca dum jogo de futebol entre o México e os EUA descrevê-lo como sendo entre o México e os "norte-americanos", quando o próprio México faz parte da América do Norte! Outro mau hábito é o desrespeito à língua dizendo sempre NATO. No meu tempo, era OTAN (como aliás se vê também escrito lá no quartel-general). Li no Livro de Estilo do Público que era para ser escrito sempre NATO, sem justificação. Mas a Globo, e jornais de países de língua romance como a Espanha e França, continuam a escrever OTAN, o que me envergonha. Ponto e vírgula é que passou a ser uma bandalheira. O decimal oficial na Europa é vírgula, e basta olhar para as contas de banco. Só que uns dizem ponto e outros vírgula. Vejo (inclusive na RTP) números escritos tanto com um como com o outro. E o mais curioso é que por vezes está escrita uma vírgula e é lido 'ponto'! Apareceu a moda das décimas, centésimas, etc... coexistindo com décimos, etc... Não imagino como, nem para quê, já que eu nunca tinha ouvido isso enquanto estive em, ou visitei Portugal. Invenções tontas. Contudo, sempre todos dizem duodécimos, nunca duodécimas... Portuguesices... E no meu tempo sempre aprendi que motocicleta podia ser abreviado para moto, mas não para mota (o que eu chamo "português de rua"). Só que hoje em dia é só motas!

 

Carlos M. Coimbra

(Continua)

 

(Amanhã será publicada a Parte III desta Lição de Português, que destacará o Acordo Ortográfico de 1990, o tal que NÃO tem razão de existir, porque nenhuma vantagem trouxe para Portugal).

 

***

Para os interessados em seguir esta brilhante lição, aqui deixo os links, para os restantes textos (o primeiro, inclusive).

 

(Parte I)

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte I)

 

(Parte II)

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte II)

 

(Parte III)

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte III)

 

 

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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte I)

 

Procurando Jorge Miranda, Carlos M. Coimbra encontrou este texto no meu Blogue:


https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/o-10-de-junho-a-lingua-portuguesa-e-a-379680.


E sobre este achado, Carlos Coimbra diz o seguinte:

«Posso dizer que partilho das suas críticas, objecções, etc...
E vou até mais longe, pois me preocupo e ofendo com todo o leque de maus tratamentos que andam a fazer ao idioma. Isto embora eu viva no Canadá, e por acaso vão fazer amanhã 59 anos que cheguei pela primeira vez a Toronto.»

 

Carlos Coimbra enviou-me também um texto seu, que é uma preciosa aula de Português, que tenho certeza que faria muito proveito a todos os acordistas destas áreas: jornalistas, comentadores televisivos, escritores, professores, presidente da República, primeiro-mimistro, ministros, deputados da Nação, políticos, autarcas, todos os que escrevem e falam MAL a Língua de Portugal

 

Sobre a origem do texto, Carlos Coimbra diz o seguinte:
 
«A partir dum certo tempo, mantive uma correspondência com o provedor da RTP, Sr. Jorge Wemans, até terminar o seu termo, no fim de 2020. Havia novo provedor indicado, mas o Conselho não gostou dele, e só quase no fim de 2021 é que entrou uma nova provedora. Pus-me em contacto com ela, e ela assegurou-me que também não gostava de certas coisas, especialmente do inglês a mais. Então prometi-lhe coligir uns apontamentos e mandar-lhe.


Então são esses apontamentos que aqui lhe envio, originalmente dirigidos à provedora da RTP.»

 

Antes de vos apresentar a preciosa Lição de Português de Carlos M. Coimbra (que será apresentada em três partes) devo acrescentar alguns comentários seus, muito pertinentes sobre a desgraça que se abateu sobre a Língua Portuguesa, que envergonha a Comunidade Portuguesa na diáspora, e os quais subscrevo inteiramente:


«Quanto a mim, o Brasil está a tomar conta da língua.
A pessoa que deveria ser o máximo defensor da língua, e que comenta tudo e mais alguma coisa, não o faz. E até vai a São Paulo (onde sempre me foi difícil fazer-me entender ao telefone!) prestigiar a reabertura do Museu da Língua Portuguesa (eu vi a reportagem na Rede Globo, onde falaram nos sotaques brasileiros, e apareceu Rebelo de Sousa entre outros, mas cujo nome nem foi mencionado - tenho gravação do áudio...).  

 

[E eu confirmo, porque ouvi. Acrescente-se que o filho de Marcelo Rebelo de Sousa, depois de andar com a família pela China, arranjou um cargo na EDP, em São Paulo, firma que foi uma das patrocinadoras da renovação do Museu, e é mencionada no fim do áudio do "Museu"... I.A.F.].


E recentemente veio a saber-se que esse Museu poderá estabelecer uma sucursal em Coimbra!  Ora essa, hem? Qualquer dia o meu português vai ser considerado como o Cantonês, um dialecto... Repare que o tradutor Google no sistema Android chama chinês ao Mandarim e não tem Cantonês. E pior para nós, só tem Português, mas pedindo uma tradução oral nessa língua, a voz fala "brasileiro".

E então agora, com a aprovação do Visto Para Procurar Trabalho (!), é que vai haver uma invasão de falantes de brasileiro, a ter o mesmo tipo de influência no português original que os escravos levados para o Brasil tiveram na língua que lá se falava.»

 

***

Nada mais verdadeiro! Nada mais demolidor! Nada mais incompreensível! Teremos nós governantes que DEFENDAM os interesses de Portugal? Não, NÃO temos.  

 

Isabel A. Ferreira

 

Mário Forjaz Secca.jpg

 

«Degradação da língua portuguesa»- Parte I

 por Carlos M. Coimbra

 

 From: Carlos Coimbra Date: Fri, 21 Jan 2022 07:05:53 -0500

To: Ana Sousa Dias

Prezada Dª. Ana Sousa Dias,

 

Como já avisei, permita-me que lhe recomende que só leia isto quando tiver bastante tempo à sua disposição, se não for uma imposição demasiada. Para ter uma ideia de quem sou, apresento-me: Andei sete anos no Liceu Camões (4 anos à frente de António Guterres, pelas nossas idades), e ainda fiz um ano no IST antes de ser trazido para o Canadá. Os meus empregos foram sempre a gerir computadores, começando por usar os que havia em 1963 e cedo me meti a programar, o que não era nada fácil naquele tempo. No liceu, nunca liguei muito ao português, mas nasci com queda para línguas e para raciocinar logicamente, que são coisas relacionadas (nem vou dizer as línguas que falo, nem descrever as eventuais responsabilidades em informática, para não mostrar peneiras demasiadas).

 

 Aposentado já há tempo, tenho ocasião desde há uns anos de ver canais portugueses e não só. Assim, os meus reparos quanto à língua poderão não ser necessariamente dirigidos à RTP, mas ela está incluída, como a Dª. Ana certamente reconhecerá. É-me mais conveniente escrever no telefone que no PC, mas se aparecer algum erro, deito a culpa para cima do teclado Google que gosta de fazer partidas, e irritantemente dá até prioridade à grafia brasileira (Antônio/António, gênero/género), coisa que já se vê me envergonha. Ouvindo o português que é falado hoje em dia por quem deveria dar o exemplo de correcção, o que sinto vai de tristeza até à raiva, passando por incredulidade...

 

Passando ao que interessa, acho que a Degradação da língua deva ser analisada sob vários aspectos. Começo com um comentário à parte. A Voz do Cidadão de 7 de Julho de 2020 consistiu duma colecção de 'respostas' a várias objecções do público, incluindo uma minha (de muitas), se não me engano, em último lugar. Foram essas respostas dadas por quem foi identificada como Sandra Duarte Tavares, "professora e consultora linguística". Mais tarde, o sr. Jorge Wemans descreveu-ma mais precisamente como Dr.ª Sandra D. Tavares, "mestre em Linguística Portuguesa pela Faculdade de Letras de Lisboa e professora do Ensino Superior na área da Comunicação, e consultora da RTP (televisão e rádio) para as questões relativas à língua portuguesa".

 

Fiquei estupefacto quando a primeira "resposta" dela foi dada a quem tinha protestado por ter acontecido algo na Costa da Caparica, mas ela estava a ouvir (tal como eu...) constantemente na RTP dizerem Costa de Caparica (nome errado). E essa Dr.ª Sandra entreteve-se a explicar que DA era a contracção da preposição DE com o artigo definido A, quando isso não tinha nada a ver com a queixa! Para mim, tal começo não augurou nada bem com o que viria depois... Achei que várias respostas foram impróprias (<"estado-unidense" é sinónimo de "norte-americano">, por exemplo), mas o mais sério foi que numa delas a Dr.ª Sandra descreveu algo como sendo da "variedade do português europeu"! Esse desprezo escandalizou-me, e escrevi uma crítica ao programa que enviei ao sr. Jorge Wemans.

 

***

[Realmente!!!!! Com dras. Sandras, sendo mestres em Linguística Portuguesa pela Faculdade de Letras de Lisboa e professora do Ensino Superior na área da Comunicação, e consultora da RTP (televisão e rádio) para as questões relativas à Língua Portuguesa, a NOSSA Língua deixa de ser LÍNGUA e passa a ser uma VARIANTE do Português europeu…. COMO DISSE??????? NÃO existe Português europeu. Muito menos uma variante do Português europeu. Existe uma LÍNGUA PORTUGUESA. Ponto final. As outras é que são VARIANTES. Ponto final. E quem não sabe isto NÃO deve ocupar cargos de consultadoria de Língua Portuguesa. Não tem competência alguma para tal. É por causa de gente assim, subserviente e vassala, que Portugal é um país onde os de fora mandam e os de dentro obedecem. Isabel A. Ferreira].

 

***

É com "especialistas" deste género que aconteceu ser feito um Acordo, sendo o português do país que o levou pelo mundo não considerado padrão, mas sim equivalente ao falado e escrito por aí fora.

Então vejamos a Degradação do Português, sob os aspectos de Pronúncia/Fala, Preposições, Gramática, Deturpações/Estrangeirismos, Vocabulário estrangeiro, Manias/Maus-Hábitos e o Acordo.

 (...)

Carlos M. Coimbra

[Amanhã será publicada a segunda parte deste texto] 

 

***

Para os interessados em seguir esta brilhante lição, aqui deixo os links, para os restantes textos (o primeiro, inclusive).

 

(Parte I)

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte I)

 

(Parte II)

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte II)

 

(Parte III)

«Degradação da Língua Portuguesa» - texto que veio de Toronto, e diz da preocupação das Comunidades Portuguesas em relação à destruição da NOSSA Língua (Parte III)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:25

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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2022

Até sempre, Jô Soares…

 

Morreu hoje, de madrugada, em São Paulo (Brasil), Jô Soares, humorista, actor, apresentador de televisão, escritor, dramaturgo, director teatral e músico, nascido no Rio de Janeiro, em 16 de Janeiro de 1938.

 

Um Brasileiro que soube honrar o Brasil com o seu talento, a sua cultura, o seu requintado e inteligente humor,  a sua boa disposição.

Um Brasileiro que, desde jovem, me habituei a admirar e a respeitar.

 

Nada é eterno no plano terrestre. Vão-se os bons, que nos deixam um rasto de luz...

Ficam os maus (por enquanto) para infernizar a vida dos outros, na Terra.

 

É com este rosto, esta expressão risonha que recordarei Jô Soares

Até sempre…

 

Isabel A. Ferreira

 

JÔ Soares.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:56

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Quinta-feira, 4 de Agosto de 2022

Em defesa da Ortografia (XLIX), por João Esperança Barroca

 

«Não vale a pena exibir mais agravos do Acordo Ortográfico: as críticas que lhe têm sido feitas chegam e sobejam para entendermos o seu alcance de danificação, em expressão e raciocínio, a curto prazo (e já actual!) no falante luso. E as implicações a vir na descida do nosso nível cultural, profissional e económico, no futuro. É uma amputação! Quem aprovou a lei não o supunha, talvez. Embora tenha havido claros pareceres e advertências, na altura devida — e os responsáveis fizeram, no sentido mais próprio, ouvidos de mercador.»

 

Maria Alzira Seixo, Professora universitária

 

***

«O actual Acordo Ortográfico é desnecessário. A ortografia não é uma questão do Estado, mas de uso e de estabilidade do uso. Da estabilidade do uso é que se pode deduzir a correcção de uma forma ortográfica. O actual Acordo Ortográfico não estabiliza a norma, como é notório. Não foi necessário porque a norma estava perfeitamente estável até o Acordo chegar.»

 

António Feijó, Professor da Faculdade de Letras de Lisboa, actual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian

 

***

«Essa aberração a que chamaram “acordo ortográfico” deu livre-trânsito a toda uma série de calinadas. A norma deixou de se distinguir do erro, as “facultatividades” fizeram estender as duplas grafias a níveis impensáveis, cada um passou a escrever como lhe dá na gana, o dislate vai alastrando como nunca. Basta consultar o Diário da República para se perceber isto.

Os imbecis que pariram tal “acordo” tentaram justificá-lo porque vinha “unificar a ortografia” da língua portuguesa. Afinal, como era fácil de prever, nunca a nossa ortografia foi tão diversificada e alterada como agora.

Disto só beneficiam os burros que andam por aí à solta. Dando furiosos coices nas consoantes. Zurrando por escrito num idioma que nem imaginam qual é.»

 

Pedro Correia, jornalista e autor

 

Pé na Argola - 1.jpg

 

A leitura dos excertos em epígrafe, adicionada às imagens que acompanham este escrito (da iniciativa Acordo Zero) já são esclarecedoras do teor deste artigo de opinião, que, mais uma vez, tenta pôr a nu o caos ortográfico que o AO90 ajudou a instalar.

 

Repare, caro leitor, que as imagens que ilustram este escrito citam uma emissora de rádio (TSF), um canal televisivo (CNN Portugal) e um jornal, dito de referência (Expresso). Apetece perguntar: se é assim nos órgãos de comunicação social, como será com o cidadão comum?

 

Pé na Argola - 2.jpg

 

Para os bonzos do Acordo, a culpa destes erros (fato por facto, abruto por abrupto e convição por convicção) e de inúmeros outros não pode ser assacada ao AO90. A culpa, dizem eles, é apenas dos escreventes. Como se coubesse na cabeça de alguém que as pessoas que, anteriormente, escreviam sem erros, passassem, subitamente, a não saber escrever inumeráveis palavras. Como é lógico, muitos escreventes estão a eliminar consoantes, a torto e a direito, levados pela semelhança entre alguns vocábulos.

 

Atente, caro leitor, num exemplo da língua inglesa. Nesta língua, as palavras q (designação da letra) e queue (fila ou bicha) têm exactamente a mesma transcrição fonética, havendo, pois, nesta última forma quatro vogais mudas. Vale à língua inglesa que os seus governantes não estão virados para malaquices (perdão, maluquices) modernaças. Se não fosse assim, essas vogais seriam removidas, permitindo uma considerável poupança, na óptica do jornal Expresso. Por cá, é o que se vê: continuamos na linha da frente na poupança de consoantes.

 

Pé na Argola - 3.jpg

 

Como o leitor já percebeu, tínhamos uma ortografia (de 1945) e agora temos a ortografia de 1945, a do AO90 e uma terceira (como nalguns órgãos de comunicação social que dizem seguir o AO90, excepto onde ele é estúpido) que acolhe tudo e mais alguma coisa. Para aquilatar da perfeição do AO90, leia-se a frase do Circo Cacográfico da iniciativa Acordo Zero: Nem sei se o elefante tem problemas óticos ou óticos. Confuso? Nem por isso! É a unidade essencial da língua.

 

João Esperança Barroca

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:39

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