Sexta-feira, 31 de Março de 2023

Recordatório da proposta feita há dias, para envio de um Apelo a Marcelo Rebelo de Sousa, no sentido da anulação do envenenado acordo de 1990

 

 

Os leitores deste Blogue devem recordar-se da proposta que fiz, no passado dia 20 de Março aqui com o seguinte conteúdo:

 

- O que proponho é que se estiverem de acordo com o texto/apelo, dirigido a Marcelo Rebelo de Sousa, conforme a imagem, o subscrevam, enviando os vossos nomes e profissões, para o e-mail do Blogue isabelferreira@net.sapo.pt e quando tivermos um número considerado razoavelmente suficiente de subscritores encaminhá-lo-emos para  o site da Presidência da República. Podem dar outras sugestões para o texto, ou para a acção, porém, o fundamental é que façamos alguma coisa, se quisermos salvar a Língua Portuguesa. Ela está a correr perigo de morte, mas ainda vamos a tempo de a salvar. É só querer e agir.

 

Venho dar-vos conta do que, entretanto, se passou.

A CORUJINHA.png

 

1 - Algumas pessoas enviaram sugestões, com as quais concordei e, por isso, reformulei o Apelo, que deixo aqui à vossa consideração.

 

2 – Agradeço que me enviem as vossas observações acerca da reformulação do texto: se concordam, se discordam, ou mais sugestões, pois o objectivo é fazer algo que dê certo.

 

3 - Temos, neste momento, 55 subscritores. O que, convenhamos, entre tantos os que se dizem ser contra a destruição da Língua Portuguesa, é uma ninharia, contudo, desta lista, constam apenas os que verdadeiramente contam.

 

4 – Daí que renove a proposta para os que ainda não subscreveram, que se estiverem de acordo com o texto/apelo reformulado, que mais abaixo transcrevo, dirigido a Marcelo Rebelo de Sousa, o subscrevam, enviando os vossos nomes e profissões, para o e-mail do Blogue isabelferreira@net.sapo.pt

 

5 -  Por fim, se alguém, que tenha mais conhecimentos jurídicos e diplomáticos do que eu, quiser substituir-me nesta iniciativa, fico muito agradecida. E se   alguém quiser desistir da subscrição, não levarei a mal, se bem que quem perderá é a Língua Portuguesa.

 

Isabel A. Ferreira

***

Nova versão do Apelo a enviar a Marcelo Rebelo de Sousa, da autoria de um jurista, para apreciação e subscrição.

 

SÍMBOLO.png

 

Dirigimo-nos a Vossa Excelência apelando à Sua intervenção no sentido da defesa da Língua Portuguesa, tal como esta nos surge definida no n.º 3, do artigo 11.º da Constituição da República Portuguesa.

 

Permita-nos, Vossa Excelência,  o exercício do nosso dever cívico e obrigação de invocarmos a Lei Fundamental, designadamente no que tange aos deveres e obrigações que dela decorrem para todos os agentes do Estado, e, em especial para o Presidente da República, enquanto primeiro e máximo representante do Estado. Estado a quem cabe, nos termos da alínea f) do artigo 9.º também da Constituição da República Portuguesa “[a]ssegurar o ensino e a valorização permanente, defender o uso e promover a difusão internacional da Língua Portuguesa”.

 

Bem sabemos, Excelência, que, nos últimos anos, em concreto desde que o Estado impôs aos portugueses a aplicação de uma grafia que consideramos inconstitucional, tais deveres não têm sido cumpridos.

 

Esta não é uma questão de somenos importância. É um imperativo de cidadania. É um dever que nos é imposto pela Constituição da República Portuguesa. Trata-se, na verdade, da defesa do nosso Património Linguístico  -- a Língua Portuguesa --  da nossa Cultura e da nossa História, os quais estão a ser vilmente desprezados.

 

Apelamos a Vossa Excelência que, nos termos consagrados na Constituição da República Portuguesa e no uso dos poderes conferidos ao Presidente da República, diligencie uma efectiva promoção, defesa, valorização e difusão da Língua Portuguesa.

 

Apelamos a Vossa Excelência que defenda activa e intransigentemente uma Língua que conta 800 anos de História.

 

Apelamos a Vossa Excelência que contrarie a imposição aos Portugueses da Variante Brasileira do Português, composta por um léxico que traduz acentuadas diferenças fonológicas, morfológicas, sintácticas, semânticas e ortográficas, e essencialmente baseado no Formulário Ortográfico Brasileiro de 1943.

 

Apelamos-lhe, Senhor Presidente da República, que proporcione às nossas crianças a possibilidade de escreverem na sua Língua Materna - naquela em que escreveram Gil Vicente, Camões, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Eça de Queiroz, Fernando Pessoa, José Saramago e tantos, tantos outros -, ao invés de numa grafia desestruturada, incoerente e desenraizada das restantes Línguas europeias, que também estão a aprender (Inglês, Castelhano, Francês).

 

Apelamos a Vossa Excelência, ao Presidente da República Portuguesa, mas, também, ao académico e cidadão Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, que recuse deixar às gerações futuras, como legado para a posteridade, a renúncia da nossa Língua, da nossa Cultura, da nossa História, de quase nove séculos.

 

Apelamos, em suma, a Vossa Excelência, que seja reconhecido e revertido o gravíssimo erro cometido e por via do qual o Estado Português adoptou o Acordo Ortográfico, anulando-o, e restituindo a Portugal e aos Portugueses a sua Língua.

 

Com os nossos melhores cumprimentos,

(Nome dos subscritores)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:47

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Quarta-feira, 29 de Março de 2023

Os de cá vão para o Brasil, os de lá vêm para Portugal, e a isto não se chamará CONLUIO, assim, Tal & Qual?

 

É por estas e por muitas outras, que uns tantos portugueses, que nós cá sabemos, andam a RASTEJAR, como larvas, pelo chão onde a cana-de-açúcar começa, e a Língua Portuguesa se acaba...

***

Imagem recebida via e-mail, com este recadinho:

«AO????

Devem estar lá todos...

O. Machado»

 

Untitled.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:25

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Terça-feira, 28 de Março de 2023

«Em Defesa da Ortografia (LVII)», por João Esperança Barroca

 

«Este acordo ortográfico, que ninguém pediu, é desde o início uma comédia e um erro. Foi uma tentativa meio lunática de unir a língua por parte de alguns espíritos, tanto académicos como políticos. O inglês, por exemplo, não precisa de nenhum acordo, o caso de Portugal devia ser exactamente o mesmo. A língua em Portugal, no Brasil e nos países africanos pode ter variações e grafias diferentes. Achar que a escrita é uma transcrição fonética é de absolutos loucos. O melhor a fazer seria pedir desculpa aos Portugueses e voltar à grafia vigente antes desta loucura.»

 

João Pereira Coutinho, Cronista e escritor

 

«[…] eles olham, mas não vêem; escutam, mas não ouvem nem entendem.»

Mateus, 13:13-16

 

«A reforma ortográfica não enriquece em nada o idioma, mas alguém enriquecerá com ela.»

João Ubaldo Ribeiro, Escritor brasileiro

 

Nos nossos últimos textos, temos vindo a dar conta da caterva de ocorrências da palavra corrução. Hoje, trazemos até vós mais algumas dessas recolhas, mostrando que a estupidez é verdadeiramente transversal.

 

  1. a) «”Acabar com a corrução instalada e generalizada é, por isso, o grande desígnio deste partido que quer ser governo já nas próximas eleições legislativas, sejam elas quando forem”, conclui André Ventura na moção que apresenta esta tarde aos congressistas.» Rádio Renascença, 28-03-2023;
  2. b) «”Falta aqui um elemento. Para haver crime de corrupção tem que haver benefício, e para haver benefício tem que haver um responsável pelo benefício e esse responsável não poderia nunca ser o meu cliente, mas sim o juiz relator que elaborou o o [sic] acórdão absolutório. Faltando este elemento não se percebe como cabe aqui o crime de corrução", argumenta o advogado Miguel Matias.» Rádio Renascença, 22-12-2022;
  3. c) «O novo senador do estado do Paraná também teve divergências com Bolsonaro, com quem trabalhou como ministro da Justiça nos dois primeiros anos de Governo. Moro deixou o cargo acusando Bolsonaro de tentar interferir na polícia para favorecer familiares e aliados envolvidos em investigações de corrução, mas vinha nos últimos meses tentando uma reaproximação para conquistar votos do eleitorado conservador ligado ao chefe de Estado.» RTP, 04-10-2022;
  4. d) «Portugal é o país europeu que menos cumpre as recomendações contra a corrução, segundo o Conselho da Europa. A organização Transparência Internacional diz que somos, em 180 países, o 30º mais corrupto.» RTP, Sociedade Civil, episódio 161;
  5. e) «Por fim, pelo CDS-PP, João Gonçalves Pereira considerou que a atual revisão "justifica-se porque está em causa o que pode ser ou não o bom aproveitamento dos fundos comunitários". Contudo, disse, havia pontos críticos na proposta inicial (valor elevado na contratação simplificada, distorção da concorrência, limitação de mercado) e com "risco ao nível da transparência e medidas cautelares em prevenção da corrução".» RTP, 14-10-2020;
  6. f) «Para Manuel Guimoar, antigo quadro da REFER, a juíza emitiu mandado de detenção para a execução da pena de 6 anos e 6 meses de cadeia por crimes de corrução passiva para ato ilícito e burla qualificada.» RTP, 14-01-2019;
  7. g) «Pelo segundo ano a iniciativa é apoiada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e as declarações do líder leonino contra a corrução no futebol português foram decisivas para estar num lote restrito de personalidades da sociedade civil como o Major Henrique Gouveia e Melo, responsável pelo plano de vacinação contra a covid-19, ou o juiz Carlos Alexandre. » O Jogo, 14-10-2022;
  8. h) «O juiz tornou pública parte de um acordo de colaboração premiada de Antônio Palocci, ministro poderoso nos Governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff, que mencionava uma suposta participação dos dois ex-chefes de Estado 'petistas' em esquemas de corrução.» O Jogo, 01-11-2018;
  9. i) «A legislação brasileira proíbe que se candidatem a cargos públicos os condenados em segunda instância por um tribunal coletivo, como é o caso do ex-Presidente, uma medida de combate à corrução criada pelo próprio Lula da Silva em 2010.» O Jogo, 04-09-2018.

 

Ilustrativa, ainda, do caos ortográfico é a recente reportagem do Expresso, https://expresso.pt/sociedade/ensino/2023-02-11-Nao-paramos-milhares-de-professores-protestaram-em-Lisboa-poucos-tem-esperanca-no-Governo-com-fotogaleria-3f8cda8bde 11-02-22, sobre a manifestação de professores, onde se pode ler: «“O Governo vem dizer que não há dinheiro quando já se investiu milhões na TAP, nos bancos e a situação dos professores permanece igual. Há dinheiro para tudo que fica “cá para trás” quando comparado com a “restante carreira técnica” e o “serviço cada vez mais burocrático”. “Em vez de estarmos a leccionar, estamos perdidos entre burocracia”. O somar destas situações levam a um “descontentamento generalizado” entre o setor.» e: «A diretora de turma garante que a sua classe vive “mergulhada em burocracia” e lembra “pequenos benefícios” que podiam fazer a diferença na satisfação do setor da educação. “Não consegui arranjar vaga para os meus filhos na escola onde leciono e fui obrigada a colocá-los no privado”. Tal como os colegas de profissão, Cláudia Carvalho queixa-se das “horas letivas” que nunca são “realmente reduzidas” porque é necessário “prestar apoio aos alunos”.» Como o leitor facilmente detecta, as duas formas do verbo leccionar, ora surge com cê, ora sem cê. Será que um dos professores entrevistados segue a ortografia anterior ao AO90, utilizando o cê, privilegiando a etimologia, como se prova na imagem do dicionário, e o outro docente utiliza a nova ortografia?

 

 

João 2.png

João 3.png

 

João Esperança Barroca

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:32

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Segunda-feira, 20 de Março de 2023

As duas Línguas Oficiais de Portugal estão em vias de extinção. O que estão efectivamente a fazer os “desacordistas” para as DEFENDER?

 

Por exemplo, o que fizeram ou estão a fazer objectivamente as “conhecidíssimas personalidades” e os “parceiros oficiais” que constam da lista do ACORDO ZERO - iniciativa independente de incentivo à rejeição do AO90, criada em 10 de Julho de 2021, no Facebook?

Ver lista neste 
aqui

 

A Língua Portuguesa está moribunda, e a sua morte iminente deve-se não só aos governantes portugueses, que CEGAMENTE rastejam aos pés de quem a destruiu com um objectivo dos mais abjectos, como também à INACÇÃO daqueles que dizem ser contra este incompreensível, inacreditável e inútil acordo, mas NÃO passam das palavras às acções. E com palavras não levaremos a água ao nosso moinho. E os que estão a fazer alguma coisa, precisam de fazer muito MAIS.  


Por sua vez, a segunda Língua Oficial de Portugal, a  Língua Mirandesa está em risco de desaparecer, e  aguarda ratificação da Carta Europeia das Línguas Regionais e Minoritárias, que enumera uma série de premissas com que os Estados-membros, entre eles Portugal, se comprometem para “a salvaguarda e defesa das várias línguas minoritárias”. Ora neste caso, Portugal, como em tudo o resto, anda a passo de caracol, e, por este andar, o Mirandês, que devia ser aprendido, tal como o Português, nas escolas portuguesas, está também em vias de extinção. Apenas os péssimos políticos NÃO estão em vias de extinção.

 

E com que Língua Portugal entrará no futuro? Com a Variante Brasileira do Português? Aquela que, devido a um ensino altamente ineficaz e defeituoso, se tem degradado a olhos vistos, estando a ser disseminada pela Internet como sendo “língua portuguesa”, mas com bandeira brasileira?

 

O erro já foi cometido, mas ainda vamos muito a tempo de o reparar. Para tal, é necessário que as figuras públicas, mais divulgadas nos média ou com acesso a eles, como  escritores, músicos, cantores, professores ou ex-professores, actores, políticos, poetas, ensaístas, tradutores, jornalistas, cineastas, advogados, juristas, juízes-conselheiros, historiadores, linguistas, humoristas, filólogos, revisores, autores, investigadores, aprendizes d’escrita, editores, embaixadores, livreiros, agentes culturais, explicadores de português, enfim, todos os que constam da lista abaixo apresentada (e também todos os que não constam, mas são anti-AO90) da INICIATIVA ACORDO ZERO, se UNAM numa acção que aqui vou apresentar, para instar o presidente da República Portuguesa a cumprir o seu DEVER, ou seja, a ANULAR o AO90, e devolver a Portugal a grafia portuguesa.

 

O que PROPONHO é que se estiverem de acordo com o texto/apelo, dirigido a Marcelo Rebelo de Sousa, mais abaixo reproduzido, o subscrevam, enviando os vossos nomes e profissões (ainda que já na reforma), para o e-mail do Blogue isabelferreira@net.sapo.pt e quando tivermos um número considerado razoavelmente suficiente de subscritores encaminhá-lo-emos para  o site da Presidência da República. Podem dar outras sugestões para o texto, ou para a acção, PORÉM, o fundamental é que FAÇAMOS alguma coisa, se quisermos SALVAR a Língua Portuguesa. Ela está a com os pés na cova, mas ainda vamos a tempo de a salvar. É só QUERER e AGIR.

 

Atentem nesta notícia, do Jornal Observador:

 

«Exame de Português para acesso a universidades nos EUA tem recorde de inscritos»

 

O exame de “português” do National Examinations in World Languages (NEWL), que atribui créditos para acesso ao ensino superior nos Estados Unidos da América, registou um recorde de alunos inscritos e é já o idioma líder nesse segmento, segundo fontes oficiais, ultrapassando o Russo, o Coreano e o Árabe.
 

Esqueceram-se, porém, de dizer o principal: essa linguagem, a que chamam “português” é a Variante Brasileira do Português. Nos EUA o que mais há é brasileiros a leccionar a Variante Brasileira da nossa Língua. Desses cursos os alunos sairão a falar Bráziu e não, Brâzil, e a escrever “onipresente”, “umidade” “exporte”, “trem”, “tornozeleira eletrónica” e NÃO, omnipresente, humidade, desporto, comboio, pulseira electrónica ( = bracelete OU dispositivo usado geralmente no tornozelo, que transmite sinais em radiofrequência e permite a vigilância de determinada pessoa em local previamente definido).


Não sei qual é a vossa opinião. A minha, é que estão a USURPAR a Língua de um País livre e soberano, ALTERANDO-A, tendo o desplante de continuar a chamá-la “portuguesa”, fazendo isto parte de um objectivo abjecto, já em curso.

 

E isto com a cumplicidade dos governantes portugueses, acolitados pelos que os SERVEM acriticamente, cegamente, servilmente.

 

Ver notícia aqui:

https://observador.pt/2023/03/18/exame-de-portugues-para-acesso-a-universidades-nos-eua-tem-recorde-de-inscritos/

 

Vamos tentar SALVAR, a SÉRIO, a NOSSA Língua?

 

Isabel A. Ferreira

 ***

Apelo a enviar a Marcelo Rebelo de Sousa, da autoria de um jurista, para apreciação e subscrição.

 

SÍMBOLO.png

 

 

Dirigimo-nos a Vossa Excelência apelando à Sua intervenção no sentido da defesa da Língua Portuguesa, tal como esta nos surge definida no n.º 3, do artigo 11.º da Constituição da República Portuguesa.

 

Permita-nos, Vossa Excelência, o exercício do nosso dever cívico e obrigação de invocarmos a Lei Fundamental, designadamente no que tange aos deveres e obrigações que dela decorrem para todos os agentes do Estado, e, em especial para o Presidente da República, enquanto primeiro e máximo representante do Estado. Estado a quem cabe, nos termos da alínea f) do artigo 9.º também da Constituição da República Portuguesa “[a]ssegurar o ensino e a valorização permanente, defender o uso e promover a difusão internacional da Língua Portuguesa”.

 

Bem sabemos, Excelência, que, nos últimos anos, em concreto desde que o Estado impôs aos portugueses a aplicação de uma grafia que consideramos inconstitucional, tais deveres não têm sido cumpridos.

 

Esta não é uma questão de somenos importância. É um imperativo de cidadania. É um dever que nos é imposto pela Constituição da República Portuguesa. Trata-se, na verdade, da defesa do nosso Património Linguístico -- a Língua Portuguesa -- da nossa Cultura e da nossa História, os quais estão a ser vilmente desprezados.

 

Apelamos a Vossa Excelência que, nos termos consagrados na Constituição da República Portuguesa e no uso dos poderes conferidos ao Presidente da República, diligencie uma efectiva promoção, defesa, valorização e difusão da Língua Portuguesa.

 

Apelamos a Vossa Excelência que defenda activa e intransigentemente uma Língua que conta 800 anos de História.

 

Apelamos a Vossa Excelência que contrarie a imposição aos Portugueses da Variante Brasileira do Português, composta por um léxico que traduz acentuadas diferenças fonológicas, morfológicas, sintácticas, semânticas e ortográficas, e essencialmente baseado no Formulário Ortográfico Brasileiro de 1943.

 

Apelamos-lhe, Senhor Presidente da República, que proporcione às nossas crianças a possibilidade de escreverem conforme a grafia da sua Língua Materna –  aquela que foi também a Língua Materna de Gil Vicente, Camões, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Fernando Pessoa, Fernando Campos, Luís Rosas, Altino do Tojal, Luísa Dacosta, Fernando Dacosta, José Saramago e tantos, tantos outros, cujas obras estão a  ser acordizadas, num  manifesto insulto à Cultura Culta Literária Portuguesa – ao invés de numa grafia desestruturada, incoerente e desenraizada das restantes Línguas europeias, as quais também estão a aprender (Inglês, Castelhano, Francês).

 

Apelamos a Vossa Excelência, ao Presidente da República Portuguesa, mas, também, ao académico e cidadão Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, que recuse deixar às gerações futuras, como legado para a posteridade, a renúncia da nossa Língua, da nossa Cultura, da nossa História, de quase nove séculos.

Apelamos, em suma, a Vossa Excelência, que seja reconhecido e revertido o gravíssimo erro cometido e por via do qual o Estado Português adoptou o Acordo Ortográfico, anulando-o, e restituindo a Portugal e aos Portugueses a sua Língua.

Com os nossos melhores cumprimentos,

(Nome dos subscritores)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:44

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Sexta-feira, 17 de Março de 2023

Marcelo fala de TUDO em todo o lado (quase) ao mesmo tempo. Só NÃO fala do AO90

 

Não sei se já repararam que o presidente Marcelo Rebelo de Sousa é a pessoa que mais aparece nas televisões, a falar de TUDO em todo o lado (quase) ao mesmo tempo, e se houvesse um Óscar para o protagonista deste “filme” à portuguesa, Marcelo recebê-lo-ia com certeza absoluta.

 

Numa entrevista recente, Marcelo referiu-se ao “costismo” como uma “maioria requentada", "uma maioria cansada". Porém, esqueceu-se de olhar para si mesmo, com olhos de ver. Se olhasse, veria que a sua actuação como presidente da República, peca pelos mesmos defeitos: uma conduta egocêntrica requentada, cansada e que esgota quem o vê, todos os dias, a todas as horas, em todos os telejornais, a meter-se em tudo, EXCEPTO no que JAMAIS lhe trará algum prestígio, ainda que fuja do assunto como o diabo foge da Cruz.

 

O erro já foi cometido, mas ainda vamos muito a tempo de o reparar. Não o fazendo, o DESPRESTÍGIO, que tal atitude irracional trará, será inevitável.

 

Marcelo sabe disso, mas ainda assim, espera um milagre (?), e RECUSA-SE a responder às mensagens que, ultimamente, um grupo de cidadãos portugueses (eu incluída), preocupados com a destruição, cada vez mais evidente, da Língua Oficial de Portugal, obviamente, a NOSSA Língua Portuguesa, usando-a como moeda de troca, para a introdução da sua Variante Brasileira, em Portugal, que lá por ser falada e escrita por milhões, NÃO significa que esses milhões tenham de USURPAR a Língua que outros milhões falam e escrevem, por esse mundo fora.

 

Desta destruição, que está a desqualificar o ENSINO em Portugal, os governantes portugueses, inclusive o presidente da República actual, terão de prestar contas aos Portugueses, até porque o acordo ortográfico de 1990, responsável pela mixórdia ortográfica vigente, foi imposto através de uma ilegalidade e de uma inconstitucionalidade, fazendo isto parte de um pacote luso-brasileiro anti-linguístico, mais brasileiro do que luso, uma vez que o tal pacote só interessa ao Brasil.

 

Não sei se já repararam que o PR assenta a sua INDIFERENÇA para com os Portugueses Pensantes, que DEFENDEM o que lhe competia a ele defender - a Língua Portuguesa -  na BAJULICE dos órgãos de comunicação social, que andam sempre a pô-lo num pedestal, se bem que num pedestal de barro. Ele NÃO tem UM amigo, sequer, que lhe diga que está a seguir o caminho errado, e que já não tem a noção do que faz e do que diz?

 

Vou dar apenas dois exemplos, a propósito da polémica gerada em torno da vinda de Lula da Silva ao Parlamento, discursar no 25 de Abril: Marcelo afirmou que «com o Brasil as relações são sempre doces», descartando que tal polémica tenha afectado as relações diplomáticas entre os dois países. Hoje, com o reacender desta polémica, ouvi-o dizer o seguinte, num dos canais das nossas muito subservientes televisões: «[a presença de Lula da Silva] é uma presença óbvia, tão natural como respirar».

Se eu não tivesse ouvido isto, não teria acreditado.

A presença de Inácio Lula da Silva - o impulsionador-mor do malfadado AO90 -  nas celebrações do “25 de Abril”  «é uma presença óbvia, tão natural como respirar», só porque ele é o Chefe de Estado de um País, com quem Portugal mantém relações amistosas, tão amistosas que como ex-presidente do Brasil, Lula da Silva foi fazer um discurso a Madrid, e nele culpou os colonizadores portugueses pelos atrasos [monumentais] da educação no Brasil, conforme pode ser recordado no link da imagem?

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151214_lula_colonizadores_mdb

 

Capture.PNG

A presença de amigos da onça, numa cerimónia oficial, será assim tão óbvia e natural como respirar?

 

Em que medida é que o “25 de Abril” foi assim tão importante para os brasileiros, como já li algures na Internet?


Então e a presença dos restantes presidentes das Repúblicas da CPLP, a cujos países o “25 de Abril” trouxe a descolonização? Não serão também óbvias e naturais como respirar?


*

Brasil e Portugal, dois países tão “irmãos” que o primeiro quer subjugar o segundo, através de um engodo, que apenas os cegos mentais não o vêem como tal: o engodo da Variante Brasileira do Português, que milhões de brasileiros falam e escrevem, e que irreversivelmente NÃO é mais a Língua Portuguesa; não é mais a “Última Flor do Lácio”, de que falava Olavo Bilac; não é mais o “o balanço doce das palavras de Vinícius de Morais”. É uma Língua feita de retalhos de outras Línguas, nomeadamente do Português, do “Americano”, do Francês, do Italiano, do Castelhano, e das Línguas Indígenas e Africanas.

 

Marcelo NÃO tem UM amigo, sequer, que lhe diga que ele está a ir por caminhos onde lhe estão a estender passadeiras vermelhas, para o bajular? O PR vai nu, mas ninguém se atreve a dizer-lhe isto.  Os amigos NÃO existem para bajular. Os amigos existem para serem sinceros com os amigos.

 

O PR NÃO é só para andar por aí a falar de TUDO em todo o lado (quase) ao mesmo tempo, EXCEPTO do AO90. O PR também é para RESPONDER às questões que os Portugueses lhe põem, relativamente a esse acordo, criado pelos brasileiros, o qual está a retirar-nos a NOSSA identidade.

 

Um presidente da República tem Obrigações e Deveres tão óbvios e naturais como respirar, para com o País e com o Povo que diz representar, e  aqui sim, o ÓBVIO e o NATURAL como RESPIRAR encaixa-se na perfeição.

 

E é em nome deste ÓBVIO e deste NATURAL como RESPIRAR que solicitamos a Marcelo Rebelo de Sousa que convoque todos os canais televisivos, rádios, jornais, enfim, todos os órgãos de comunicação social portugueses, para que, em direCto, possa explicar RACIONALMENTE aos Portugueses, por que motivo Portugal, que tem uma Língua com mais de 800 anos, uma das mais antigas da Europa, anda a rastejar aos pés do Brasil, com o intuito de, ilegalmente e inconstitucionalmente, fazer dela moeda de troca, para impor uma Variante, composta por um léxico, fruto de um cocktail  de palavras americanizadas, italianizadas, castelhanizadas, afrancesadas, e por acentuadas diferenças fonológicas, morfológicas, sintácticas, semânticas e ortográficas.

 

É que isto NÃO é uma atitude normal, num País livre e soberano, como Portugal. Ou Portugal, em nome da brasilidade que nos querem impor, já não será um País livre e soberano?

 

Isabel A. Ferreira

 

****

Comentários na Página do Facebook: 
PORTUGUESES E LUSÓFONOS CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO 90

 

parvoíce.PNG

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:00

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Terça-feira, 14 de Março de 2023

Bastou a cegueira política introduzir em Portugal o AO90, para que a Região da Madeira viesse a precisar de mais "psicólogos" no tratamento de ADIÇÕES ...

 

... e isto é um fenómeno que só acontece quando a IGNORÂNCIA se instala à porta do cérebro humano e não deixa entrar o SABER.

 

É por esta e por outras iguais a esta ou ainda muito piores do que esta, que apelamos a Marcelo Rebelo de Sousa, que diz ser o presidente de todos os Portugueses, que saia da bolha opaca que o afasta da REALIDADE do nosso País, e venha a público DEFENDER como é do seu DEVER a Cultura, a História e a Língua Portuguesas. Ou então que entre no primeiro avião que houver, e vá ao Brasil consultar psicólogos que tratem da adiCção provocada por uma DROGA que dá pelo nome de AO90, porque a ESTUPIDEZ que esta droga destila, já ultrapassou todos os limites que podiam ser ultrapassados.


A Língua Portuguesa está moribunda, e a sua morte iminente deve-se não só aos governantes portugueses que CEGAMENTE rastejam aos pés de quem propositadamente a destruiu, com um objectivo dos mais abjectos, como também à INACÇÃO daqueles que dizem ser contra este incompreensível, inacreditável e inútil acordo, mas não passam das palavras às acções.


E nós, que NÃO somos seres rastejantes, EXIGIMOS que providências sejam tomadas, urgentemente, para que a Língua Portuguesa regresse ao seu PEDESTAL da mais Bela Flor do Lácio.

 

Isabel A. Ferreira

 

Adição 2.PNG

 in NOVO MOVIMENTO CONTRA O AO90

 

Adição 1.PNG

Fonte da imagem e texto:

https://www.jm-madeira.pt/regiao/ver/198791/Regiao_precisa_de_mais_psicologos_no_tratamento_de_adicoes_defende_o_bastonario?fbclid=IwAR3l74bMfcpttofvvQKOdZNcn49wkDKlDXJWT0J4qP1L6oxUkjp5G376Cx8

Adição 3.PNG

Adição 4.PNG

in Dicionário Priberam

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:50

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Segunda-feira, 6 de Março de 2023

«Macau põe a língua de fora»

 

Macau põe a língua de fora

CAPÍTULO I
Disposição geral
Artigo 1.º

(Línguas oficiais)

1. As línguas chinesa e portuguesa são as línguas oficiais de Macau.
2. As línguas oficiais têm igual dignidade e são ambas meio de expressão válido de quaisquer actos jurídicos.
3. O disposto nos números anteriores não prejudica a liberdade de escolha, por cada indivíduo, da sua própria língua e o direito de a utilizar na sua esfera pessoal e familiar, bem como de a aprender e ensinar.
4. A Administração deve promover o ensino das línguas oficiais, bem como a sua correcta utilização.

Decreto-Lei n.º 101/99/

Muito se tem falado da CPLB, sempre torcendo a realidade para dar a entender que aquilo serve para mais alguma coisa além de encobrir politicamente o expansionismo brasileirista, mas na verdade essa fictícia “comunidade” de homens de negócios e caciques sortidos jamais fez fosse o que fosse além daquilo que identifica os dois tipos de sócios, ou seja, negócios para alguns e caciquismo para os restantes.

 

A Comunidade dos Países de Língua Brasileira, essa espécie de entidade especializada em efabulações — cuja eficácia apenas pode ser comprovada por alucinada estimativa, isto é, especulando sobre o número de débeis mentais que tais patranhas engolem — mas apenas interessada em cumprir à risca o plano de a) linguicídio, b) aculturação e c) anexação, nunca mexeu uma palha que escapasse à “lógica” imediatista do lucro.

 

Guiné Equatorial, um pequeno país de língua espanhola (Castelhano) governado pelo ditador Obiang, aderiu à confraria sem a menor dificuldade ou sequer um assomo de dignidade (e muito menos de indignação) por parte do 28.º Estado ou da “metrópole” federal.

 

Timor-Leste, um Estado-membro “exótico” onde menos de 10% entendem, 5% falam e 1% escrevem Português, recebeu o PR tuga pelo 20.º aniversário da independência e o dito convidou os timorenses para “irem mais a Portugal” (ver/ouvir reportagem, a partir dos 3m26s). À excepção dos professores de Português (portugueses, eu próprio fui um deles) e dos brasileiros que por lá já vão parando (a Austrália é logo ali), a CPL”P” não mete o bedelho na Terra do Sol Nascente.

 

Quanto a Cabo Verde, basta dizer, a respeito do CPLB, isto: Cabo Verde adoptou a sua Língua nacional, o Crioulo.

 

Se o Brasil é o “gigante” que tantos pategos tugas admiram, então Angola e Moçambique são dois grandes matulões que os mesmos pategos menosprezam. Assinaram ambas as fantochadas, CPL”P” e #AO90, mas não participam de forma alguma em qualquer dos acordos inventados pelo Brasil com a conivência de alguns mercenários portugueses. Nem Angola nem Moçambique ratificaram ou sequer dão sinais de pretenderem sujeitar-se à língua brasileira.

 

 Por fim, Macau. Apesar de recentemente ter havido algumas incursões exploratórias, a armar à “difusão e expansão” da língua brasileira, Macau ainda conserva algum tipo de imunidade tanto ao vírus do enriquecimento súbito (e brutal) como em relação a febres demagógicas e hemorragias de palavras ocas. Trata-se de uma região autónoma com Governo próprio, e ainda bem — no caso — que a China é um verdadeiro gigante ao pé do qual o Brasil (mais de seis vezes menor) terá de provar do seu próprio veneno supremacista. Resguarda-se assim Macau de contaminações, aquele belíssimo enclave, preservando em pleno viço o idioma de Camões.

 

Até quando se queixam de alguma coisa relacionada com a Língua Portuguesa, aos macaenses — honra lhes seja feita — apenas interessa resolver de imediato qualquer problema. Não fazem queixinhas a ninguém e nem lhes ocorre, decerto porque não são parvos, esperar que a CPLB vá lá impor-lhes a “língua universau”.

 

A este deputado Che Sai Wang não condecora o outro, o brasileirista-mor, o fulano dos “afetos”.

 

Criticada falta de meios e traduções tardias – Hoje Macau

Português | Criticada falta de meios e traduções tardias

João Santos Filipe
“Hoje Macau”, 2 Mar 2023

Che Sai Wang considera que os órgãos executivo, legislativo e judicial são maus exemplos da utilização da língua portuguesa. O deputado recorda aos governantes que o idioma de Camões também é oficial e pede medidas face à sua desvalorização

 

Apesar de o português ser uma língua oficial do território, os órgãos executivo, legislativo e judicial caracterizam-se por constantes limitações na utilização do idioma. A crítica é feita pelo deputado Che Sai Wang, ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), numa interpelação escrita em que pede medidas para contrariar esta tendência.

 

Uma das principais críticas de Che, tem a ver com o tempo que as autoridades demoram a fazer traduções do chinês para o português. E o deputado destaca o caso dos tribunais. “É necessário muito tempo para carregamento dos acórdãos dos diferentes tribunais no website. A publicação mais recente do Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base foi no dia 28 de Abril de 2022, e a publicação mais recente do Juízo Laboral foi no dia 21 de Janeiro de 2021. Não obstante a publicação mais recente do Juízo Criminal ter sido no dia 18 de Janeiro de 2023, a data da publicação anterior foi no dia 8 de Outubro de 2021, ou seja, registou-se um intervalo de dois anos”, apontou Che.

 

O Governo também não se livra de críticas, principalmente devido à suposta promoção da governação electrónica. Para Che é uma implementação a duas velocidades, em que a língua portuguesa é sempre descurada.

 

“O Governo não tem parado de realçar a necessidade de se continuar a promover o governo electrónico, mas a não divulgação atempada de informações impossibilita o respectivo acesso por parte do público, impedindo a implementação do governo electrónico e prejudicando o direito à informação dos residentes”, acusa.

 

Vamos lá “optimizar”

Num contexto em que a língua portuguesa está cada vez mais de marcha-atrás engatada, Che quer saber o que vai ser feito para “assegurar a utilização simultânea das duas línguas”. “De que medidas dispõe para o efeito?”, questiona. “O Governo deve ainda recrutar mais tradutores e actualizar, atempadamente, as informações em ambas as línguas, para evitar prejudicar os direitos e interesses dos residentes ao nível da respectiva consulta. Vai considerar fazê-lo?”, pergunta.

 

Ao mesmo tempo, Che WaiSang questiona o número de serviços do Governo com capacidade efectiva para cumprir as leis em vigor, no que diz respeito à utilização do português.

 

“Nos termos do n.º 1 do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º101/99/M, ‘[t]odos têm o direito de se dirigir numa das línguas oficiais, oralmente ou por escrito, a qualquer órgão da Administração, bem como às entidades concessionárias no exercício de poderes de autoridade, e a receber resposta na língua oficial da sua opção.’ Actualmente, quantos serviços públicos cumprem e põem em prática, com rigor, esta norma?”, interroga.

 

Posted in Manchete, Política
Temas che sai wang, tradução

 

[Transcrição integral de artigo publicado no jornal “Macau Hoje de 02.03.23. Destaques meus. Imagem de topo de: semanário “Ponto Final” (também de Macau e também em Português)]

 

[Nota: não é mera coincidência o padrão da calçada portuguesa em Macau ser igual ao da imagem de cabeçalho do Apartado 53. Trata-se, evidentemente, de um traço cultural sui generis que se encontra em todos os países e territórios que foram outrora colónias portuguesas. Incluindo o Brasil.]

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:55

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Domingo, 5 de Março de 2023

Será que em Portugal o «professor é o indivíduo vocacionado para tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão, para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe»? Vamos conferir.

 

Este texto não tem a ver directamente com o AO90 ou com a Língua Portuguesa, mas como tem a ver com a “missão” do professor, a ligação é inevitável.

 

Uma vez que os professores portugueses “andam na berra” (*) convido os meus leitores a dar atenção à definição de professor, que o Juiz brasileiro Eliezer Siqueira de Souza Júnior apresentou na sentença dada num processo judicial, movido por um aluno ao professor que lhe confiscou o telemóvel, por estar a ouvir música, com auscultadores, dentro da sala de aula.

 

Trata-se de um acontecimento bastante difundido na altura, e que pode ser consultado neste link:

https://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/aluno-brasileiro-que-processou-630893

 

O aluno brasileiro, que processou o professor por lhe ter apreendido o telemóvel, na sala de aula, perdeu a causa na justiça, e o Juiz Eliezer deixou-nos uma lição do que deve ser observada por todos os professores, pais e governantes deste nosso País, que fazem do ENSINO uma desaprendizagem.

 

«O professor é o indivíduo vocacionado para tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão, para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe

 

Diz o Juiz que o autor é estudante. O demandado, professor. Neste contexto, já se deveria asseverar que o docente, jamais, traria algum abalo moral àquele ser que lhe foi confiado a aprender. Pelo contrário! O professor é o indivíduo vocacionado a tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão (alumno: sem luz), para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe”.

 

E o magistrado prosseguiu tecendo considerações sobre o ENSINO no Brasil: “O que temos no Brasil? Uma completa inversão deste valor, explicável se levarmos em conta que, no século passado, ficamos aproximadamente 40 anos em duas ditaduras que entenderam o valor da Educação como ferramenta de tirania e alienação, transformando professores em soldados de ideologias totalitaristas, perfilados em salas de aula em que sua disposição espacial dá toda esta directriz: o professor em pé, discursando; os alunos sentados, indefesos, recebendo toda carga do ‘regime’”.

 

O que proponho é reescrever este excerto da sentença do magistrado brasileiro, e transpô-la para a actualidade portuguesa:



E o que temos em Portugal? Temos uma completa inversão deste valor, explicável se levarmos em conta que, desde o 25 de Abril, os sucessivos governos ditos democráticos entenderam o valor da Educação como ferramenta de tirania e alienação, transformando professores em soldados de ideologias totalitaristas, perfilados em salas de aula em que a sua disposição espacial dá toda esta directriz: o professor em pé, despejando matéria, e utilizando uma linguagem truncada, abrasileirada, amixordizada, enfim, um TUGUÊS (**) imposto ditatorialmente por governantes ignorantes e servilistas, e os alumnos, coitados, sentados, indefesos, recebendo toda esta carga de um ‘regime’ que rasteja aos pés de uma ex-colónia, que usurpou a Língua Portuguesa, e a fez introduzir em Portugal através de trafulhices entre políticos brasileiros  e políticos portugueses, desvirtuando-se, deste modo, a MISSÃO de tirar os alumnos (os sem luz) das trevas da ignorância, da escuridão, para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe. O que temos é as trevas da ignorância a reinar nas escolas, porque é IMPOSSÍVEL ter um ensino de qualidade, assente numa linguagem TÃO desqualificada.



Os alumnos portugueses, que tiveram a desdita de apanhar o combóio do TUGUÊS  em andamento a partir de Janeiro de 2012 [algo que aos acordistas não interessa dissecar] porque as crianças do ensino básico do ano lectivo 2010/2011 que aprenderam a escrever direCtor com CÊ,  e a partir de Janeiro de 2012, tiveram de desaprender a escrever a LÍNGUA MATERNA delas, e,  sem saberem porquê, começaram a escrever “diretor” [dir’tôr”] sem Cê, começaram a escrevinhar uma inconcebível mixórdia ortográfica, imposta por ignorantes, com a  CUMPLICIDADE de quem? Isso mesmo: dos PROFESSORES, que tinham a MISSÃO de os tirar das trevas e da ignorância, e atiraram-nos para uma escuridão ainda maior. [Salvaguardo aqui os professores que se recusaram a ser servilistas].

 

E quem diz os alunos do ano lectivo de 2010/2011, diz de todos os alunos dos anos lectivos anteriores. E se esses alumnos foram obrigados a desaprender 0 que aprenderam numa LINGUAGEM CORRECTA, mais facilmente podem desaprender o que aprenderam na LINGUAGEM “INCORRETA” (“INCURRÊT”) que estão a impingir-lhes.



E o magistrado Eliezer disse mais, na sua sentença:

«Julgar procedente esta demanda, é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra-educação, as novelas, os reality shows, a ostentação, o ‘bullying intelectual', o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectualmente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira»

Transponhamos este parágrafo para Portugal e temos o seguinte:

Continuar a enganar os alumnos [os sem luz] portugueses, impingindo-lhes uma ortografia que NÃO pertence  à  Cultura Linguística Portuguesa, é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional de Portugal, privilegiando a alienação e a contra-educação, as telenovelas brasileiras e luso-brasileiras, os reality shows, o futebol [ainda hoje ouvi na televisão um homem dizer que o futebol era a coisa mais importante na sua vida] a ostentação, o ‘bullying intelectual', o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectualmente improdutiva que vem assolando os lares portugueses,  fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação portuguesa.

 

Está na hora de dizer BASTA!  a este INSULTO.

 

 (*) Gosto de usar as expressões portuguesas que o nosso Orlando Neves compilou num Dicionário de Frases Feitas, e “andar na berra” é uma delas, e para quem não sabe, significa “estar na moda; ser falado”.

 

(**)TUGUÊS” é a novilíngua grafada em Portugal, e consiste numa mistura da Língua Portuguesa, do Acordês e da Língua Brasileira, algo que está a ser impingido pelo actual sistema de ensino, com a cumplicidade da classe docente [salvaguardo aqui os Professores que NÃO aceitaram ser servilistas] que anda por aí a proclamar que quer uma “escola com qualidade”, mas impingem o “TUGUÊS” e o “TUGUÊSnão rima com qualidade, rima com ESTUPIDEZ.

 

Isabel A. Ferreira

 

Eliezer.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:44

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Quinta-feira, 2 de Março de 2023

«Português Completo vs. Português Xóninhas», por João Vau

 

Até aonde pode a ESTUPIDEZ levar quem tem nas palavras coisinhas insignificantes  que só servem para atrapalhar a desinteligência?

Nunca como hoje, depois de a Humanidade ter saído das cavernas para a luz do dia, a ESTUPIDEZ esteve tão activa!

João Vau explica muito bem, num texto delicioso, este fenómeno provocado por neurónios do século XXI d. C. que, por culpa, talvez, das alterações climáticas,  nasceram tortos.

Isabel A. Ferreira

 

João Vau.jpg

 

por João Vau

 

Agora ‘gordo’ tem que ir embora dos livros de aventuras, é ofensivo… eu que fui magro a vida inteira e tanto ansiei por ouvir: “estás mais gordinho! “. O meu conselho para todos os ofendidos linguísticos é que deixem de ser xóninhas.


Não é por desaparecer a palavra estúpido de todos os livros para crianças que vão deixar de haver adultos estúpidos.


Há pessoas que são mesmo estúpidas e é ofensivo chamar-lhes outra coisa. Já devíamos ter entendido isto, pois estivemos a fazer amor às escuras durante muitos séculos e apesar de não o vermos, o suposto pecado pelos vistos não desapareceu. Também já entendemos que mudar de paróquia não funciona... que tal assumir a bosta com o nome próprio e correcto? À luz do dia!


…E que mariquice é essa do não binário? As pessoas ou são homens ou são mulheres, por isso existem duas palavras, Pai e Mãe, conhecem mais alguma? Também há os tios é certo, mas dar a alguém a oportunidade de ficar ofendido porque lhe chamam homem ou mulher e ele não se identifica com nenhuma dessas definições é entrarmos no mundo dos bebés de colo.


Não faltam situações na vida em que as pessoas não encaixam nas definições globais que lhe são atribuídas, aliás essa é a situação mais comum. Pessoas que concorrem para um emprego possuindo mais que uma competência profissional, pessoas que têm um cartão de cidadão de um país e sentem-se pertencentes a dois ou três. Ninguém fica melindrado com isso. Ninguém tem que ficar melindrado se no cartão de cidadão diz que é mulher, porque provavelmente parece uma mulher. Agora se a pessoa acha que não é homem nem mulher, então que fique com essa convicção para si, explique aos seus amigos e viva como bem entender. Se sente que é uma árvore, força, coloque-se de braços estendidos no meio de um jardim, ninguém o vai impedir. Mas quando lá chegar a bófia (sim não é a polícia, é mesmo a bófia) vai dizer ao comando: “está aqui uma gaja que pensa que é uma árvore”.

 

Fonte:   https://www.facebook.com/photo/?fbid=2893450620788652&set=a.245403098926764

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:28

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Quarta-feira, 1 de Março de 2023

Repondo a verdade quanto à designação das Línguas Europeias: Portugal é um País com Bandeira e a sua Língua é o PORTUGUÊS. Ponto final.

 

Fiquei completamente siderada com a imagem que ilustrou um texto publicado, ontem, neste Blogue, sob o título   «Requiem pela Língua Portuguesa» [por Francisco João da Silva]

onde consta algumas Línguas Europeias, entre elas o PORTUGUÊS. Todas as outras Línguas vêm assinaladas com as respectivas bandeiras do seu País de ORIGEM. Excepto o PORTUGUÊS, que veio assinalado com a bandeira do Brasil.

 

Por alma de quem? Com autorização de quem?

 

Portugal é um País europeu, tem a SUA Bandeira e o SEU Idioma. Já NÃO será um País livre e soberano??????

 

O Brasil NÃO é um País europeu, para ter a sua bandeira a assinalar uma LÍNGUA EUROPEIA, pertencente a Portugal.

 

Quem seria o IGNORANTE que, além de não saber que o PORTUGUÊS é a Língua de Portugal, e a bandeira de Portugal NÃO É a bandeira brasileira, não sabe que Français é escrito com Ç, e que o “espanhol NÃO existe? 

 

Fiquei a remoer nestas ignorâncias expostas ao mundo, e na ingerência ilegítima nos símbolos maiores da IDENTIDADE PORTUGUESA: a sua Língua e a sua Bandeira.


Daí que venha repor a verdade, para que não se ande por aí a tirar proveito INDEVIDO dos símbolos do MEU País, uma vez que, em Portugal, quem devia defender a Constituição da República Portuguesa, Portugal e os INTERESSES dos Portugueses, anda por aí a fazer-de-conta que é o presidente da República de Portugal.



E isto é absolutamente INTOLERÁVEL.

 

Isabel A. Ferreira

REPONDO A VERDADE:

Línguas.png

 

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publicado por Isabel A. Ferreira às 18:58

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