Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2026

«Ortografia e eleições: dúvidas em 2016, silêncio em 2026» (*)

 

Se em 2016 a língua portuguesa ainda preocupava os candidatos à Presidência, em 2026 nem a palavra “língua” apareceu nos programas.

 

NUNO PACHECO.PNG

Ortografia e eleições: dúvidas em 2016, silêncio em 2026

 

«No dia 18 de Janeiro de 2016, dez exactos anos antes da primeira volta das presidenciais ainda em curso, o PÚBLICO dava à página um um artigo de opinião assinado pelo jurista Artur Magalhães Mateus, onde este foi procurar saber qual o posicionamento dos vários candidatos à Presidência acerca do chamado Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 (AO90). Em síntese, as suas conclusões foram estas: Marcelo Rebelo de Sousa, que viria a ser eleito e reeleito, e que em 1991 foi um dos 400 subscritores de um manifesto contra tal acordo publicado em dupla página pelo semanário "Independente" (“Nós não concordamos, nós escrevemos português”), mudara de opinião, considerando “artificial” o debate sobre tal questão e vendo “virtuosidades” no acordo, admitindo no entanto não o utilizar no dia-a-dia (“Escrevi assim toda a vida. Não vou mudar”), tudo isto em declarações anteriores à candidatura, pois não respondeu ao inquérito do jurista.

 

Sampaio da Nóvoa, dizendo-se “contra o AO”, na qualidade de reitor e de professor, mandou aplicá-lo na Universidade de Lisboa a partir do ano lectivo de 2012-2013 e, caso tivesse sido eleito, escreveria “naturalmente” “com a “ortografia oficial”, ou seja, “mediante o novo acordo”, mas considerou ser “importante fazer uma revisão”; Cândido Ferreira, que escrevia segundo a norma de 1945 como cidadão e com a de 1990 como candidato, também considerava que o AO90 devia ser revisto, ainda que isso não fosse “uma questão vital”; Henrique Neto, cujos textos de campanha foram escritos sem obedecer ao AO90, propunha “a nomeação de uma comissão de peritos para uma revisão profunda do ‘Acordo’, com carácter vinculativo”; Maria de Belém Roseira defendia “uma reavaliação do acordo ortográfico”, importando “verificar se foram atingidos” os objectivos que visava; Edgar Silva, sem usar a dita “nova grafia”, mostrou “reservas ao Acordo Ortográfico de 1990”, e defendeu “alterações profundas […] ou mesmo uma eventual desvinculação de Portugal”; Marisa Matias, divergindo da posição oficial do Bloco de Esquerda, não só escrevia sem AO90 como afirmava: “Não sou a favor do acordo. Entendo que a língua evoluiu não por decreto e sim pela prática”; Paulo de Morais considerava o AO90 “um absoluto falhanço”, classificando as alterações por ele propostas como “desconexas, imperceptíveis e más”; e Jorge Sequeira e Vitorino Silva (Tino de Rans), não tendo posição pública conhecida sobre o tema à data, não responderam ao inquérito do jurista.


Isto quando o AO90 ainda era considerado tema de debate na opinião pública e, como reflexo desse debate, também entre políticos, governantes ou não, e nas hostes partidárias. Entretanto, passaram-se dez anos sem que alguém tenha mexido numa só vírgula do acordo (apesar das promessas em contrário), agravando-se os seus nefastos efeitos à custa das muitas duplas grafias e facultatividades que o seu texto defende, ao arrepio da mais elementar lógica ortográfica.


Dez anos passados, percorrendo os manifestos e programas dos 11 candidatos à Presidência, dos quais nove ficaram pelo caminho, a primeira constatação é a ausência da palavra “língua” na quase totalidade desses textos, à excepção de uma frase no programa de Manuel João Vieira que, no contexto de uma proposta irónica, se refere uma única vez à “língua portuguesa”. De resto, os candidatos à Presidência seguiram, quase todos, o AO90, mas com as misturadas do costume. Até no de Cotrim Figueiredo, quase todo sem AO90, se lia “setores”, tal como no de António Filipe, com “setores” a par de “sectores” (já António José Seguro optou apenas por “sectores”, não havendo nenhum “setor” no discurso com que se candidatou); no de Humberto Correia, a par de “actores” havia “atualmente”, “objetivos”, “aspetos”, “insetos” ou “proteção”; e no de Catarina Martins, que segue o AO90, podíamos ler “Verão” (com maiúscula) a par de “ação”.

 

Foi, portanto, esta miscelânea pseudo-ortográfica que ficou como simulacro de “norma”. Já dizia, com o mais absoluto descaramento, um opúsculo editado pela Impresa (detentora, entre outros títulos, do "Expresso") como guia “para toda a família adotar a nova grafia” (pág. 15 do I volume da edição “revista e ampliada”): havendo duplas grafias, “cada escrevente deverá, pois, optar pela grafia que lhe parecer mais correta”. Sendo o “menu” vasto em oferta, temos, como se vê pelo que por aí se escreve, uma verdadeira salsada mascarada de moderna. No tempo das percepções, agora travestidas de “perceções”, a companhia dos “pareceres” ajusta-se plenamente. Fica, assim, a “perceção” de escrever bem – pelo menos é o que “parece” a cada escrevente, que há-de ter opinião diferente da do vizinho do lado. Ninguém se dispõe a acabar com isto?»

 

Comentário e Maria José Abranches

"Obrigada, Nuno Pacheco! Não consigo entender por que razão, em Portugal, a classe dominante, política e intelectual, ignora, desrespeita e despreza a própria língua! Sim, também tive esperança de que alguém, nesta campanha para a Presidência da República, se lembrasse ou soubesse, qual o valor da sua língua materna para qualquer povo...Mas não: a língua nacional é um tema 'tabu'! O poder político apoderou-se dela, empenhado em 'negócios' com o Brasil, e não quis ouvir ninguém. Não é a primeira vez, na nossa História, em que a classe dominante se empenha em entregar o país aos mais fortes e poderosos... Porque se calam todos os que são contra o AO90? Há muitos que o criticam, mas porque não vêm bradar publicamente contra a destruição da nossa língua? «Ninguém se dispõe a acabar com isto?»


Fonte:

https://www.publico.pt/2026/01/29/opiniao/opiniao/ortografia-eleicoes-duvidas-2016-silencio-2026-2162438

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 11:48

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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026

Morra o AO90! Viva a Língua de Portugal! (*)


Resposta ao Jornalista Octávio dos Santos, que me enviou o seguinte comentário:

Octávio dos Santos comentou o post Caros leitores e subscritores d' «O Lugar da Língua Portuguesa», o SAPO Blogs vai ser descontinuado no próximo dia 30 de Junho de 2026, por isso, migrei-o para o Blogger.com, mas este decidiu remover o Blogue... às 18:35, 26/01/2026 :

Cara Isabel, também eu estou espantado, e indignado, com a decisão do Blogger - ou, mais concreta e correctamente, de alguém a trabalhar para a empresa cá em Portugal. E mais ainda porque os meus dois blogs pessoais, principais, estão naquela plataforma, além de outros em que colaboro ou com os quais já colaborei. Porém, apelo a que (ainda) não desista, e reforço o que Rui Leite sugeriu acima: tentar outras alternativas, experimentar outras plataformas, nomeadamente a WordPress, com a qual eu também trabalho.



Caro Octávio, todos sabemos em que mãos está o Blogger. Tenho a certeza absoluta de  que a remoção do meu Blogue, de um modo grosseiro e assente em argumentos inválidos, nada tem a ver com violação das regras.

Eu não fiquei assim tão espantada, porque já ando a ser perseguida há algum tempo. Sabia que vinha borrasca, só não sabia como, nem de onde.

Há 18 anos que defendo a Língua Portuguesa. Já esgotei toda a minha argumentação, baseada nas leis e nos saberes dos juristas, nas leituras de todos os livros que existem sobre esta matéria; publiquei textos de variadíssimos aurores, bem formados e informados; gastei todas as palavras que existem em defesa da Língua, e já nada mais tenho a acrescentar ao que já escrevi, até agora.

 

De modo que, a remoção do meu Blogue foi a gota de água que faltava para fazer transbordar o copo. Estou cansada, farta de lançar palavras a “blocos de betão” [veja que eu não digo «farta de lançar pérolas a Porcos», pela muita consideração que tenho pelos Porcos, que são animais inteligentíssimos, e se eu lhes dissesse, «ai, ai ai, isto não se faz!», como já disse, porque tive uma porquinha de estimação, eles perceberiam imediatamente que não deveriam fazer “aquilo” e não faziam, algo que os “blocos de betão” não percebem].

 

Estou farta da mediocridade, da estupidez e da ignorância que se instalaram em Portugal de mala e cuia [e esta expressão não está aqui por acaso]; sinto-me uma idiota, por estar a tentar mostrar aos “blocos de betão” que estão errados; que estão no mau caminho; que estão a destruir Portugal; que estão a cometer um crime de lesa-infância, ao pretenderem que as nossas crianças aprendam a sua Língua Materna, numa grafia deturpada, mutilada, deslusitanizada, desconstruída, aparvalhada, apenas para agradar a quem a deturpou, a mutilou, a deslusitanizou, a desconstruiu, a aparvalhou.

Quem no seu juízo perfeito anda a falar com portas e paredes? Só uma idiota. É assim que me sinto.

 

Sei que existem alternativas ao Blogger, e há muitas maneiras de continuar a lutar, para restaurar a Língua de Portugal.

Eu não disse que ia desistir da luta, Octávio. Eu apenas me despedi dos leitores e subscritores do Blogue «O Lugar da Língua Portuguesa», afinal, nem no SAPO nem no Blogger ele perdurará.

Isto abalou também a minha saúde. Preciso de um tempo para recuperar, para reflectir e decidir outras formas de luta, sem andar a repetir-me, porque tudo já foi dito, redito e “tredito”. É uma maçada, e já não tenho palavras novas para dizer que o AO90 foi a estupidez mais estúpida alguma vez introduzida no nosso País, desde os tempos pré-históricos.

E é isto, caro Octávio.

 

Morra o AO90!

Viva a Língua de Portugal!

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:03

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Sábado, 24 de Janeiro de 2026

Caros leitores e subscritores d' «O Lugar da Língua Portuguesa», o SAPO Blogs vai ser descontinuado no próximo dia 30 de Junho de 2026, por isso, migrei-o para o Blogger.com, mas este decidiu remover o Blogue... (*)

 

... pelos motivos abaixo indicados. 

 

LUGAR DA LÍNGUA REMOVIDO.png

 

Sei exactamente o motivo desta remoção, estando de consciência tranquila quanto à violação de que estou a ser acusada.

Consideraram que o conteúdo do Blogue não se adapta às expectativas da política deles.

 

Pois sei que não, e quanto a isso nada há a fazer. A política deles também não se adapta às minhas expectativas.

Posto isto,  a opção que tenho, para já, é despedir-me de todos os meus leitores e subscritores deste Blogue, agradecendo-lhes a gentileza de o terem seguido.

Há mais mundo para além do mundo dos Bloggers.

E viva a Língua de Portugal!

Enquanto houver um Português, nem que seja nos confins do mundo, a Língua, que nos deixou o nosso Rei Dom Dinis, não morrerá, por muito que tentem destruí-la. Erguer-se-á das cinzas, tal como se ergueu, séculos mais tarde, a Língua Galega, nossa Língua-irmã, quando a substituíram pelo Castelhano. Hoje ela está viva, de boa saúde e autónoma.

O mesmo acontecerá à Língua de Portugal.

Esmorecer... nunca!

Isabel A. Ferreira

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:10

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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026

O “Brasileiro” não está a ser usado em Portugal, a não ser esporadicamente por um ou outro apátrida com pouca ou nenhuma instrução... (*)

 

***

Esta minha publicação vai ao cuidado do próximo presidente da República, que irá violar a Constituição da República Portuguesa, caso não recue na sua intenção de continuar a escrever incorrectamente a Língua de Portugal, usando o ilegal e inconstitucional AO90.

***
 

«O "brasileiro" pode virar um idioma separado do português?»

 in  https://www.dw.com/pt-br/o-brasileiro-pode-virar-um-idioma-separado-do-portugu%C3%AAs/a-72323042

[Em Português uma Língua jamais vira um idioma; em Português, uma Língua  ( = Idioma) transforma-se numa outra Língua ( = Idioma)]


Li neste texto que Portugal está a usar linguagem brasileira.

NÃO está.

Apenas alguns portugueses, com uma instrução pouco cuidada, e porque entendem que é chique falar a Língua dos outros, lá mete umas e outros brasileirismos.

As pessoas cultas e que sabem que o Brasileiro é uma Língua variante do Português, e o Português é a Língua de Portugal, não falam Brasileiro, nem empregam brasileirismos por dá cá aquela palha, até porque a maioria dos vocábulos brasileiros não correspondem aos vocábulos portugueses.

É bom que tenham isto em conta.

 

Sugiro a consulta deste pequeno Dicionário de Português - Brasileiro, onde, aliás encontramos bastantes erros de significação e também de ortografia, uma vez que em Português grafamos os cês e os pês  em palavras que os Brasileiros escrevem à portuguesa.
 

A Língua Brasileira separar-se-á da Língua Portuguesa, a Língua do ex-colonizador português, como a Língua Portuguesa se separou do Latim, Língua dos Romanos,  penúltimo Povo que invadiu a Península Ibérica, e da qual o Galaico-Português derivou, mais tarde dando origem ao Português e ao Galego. E este é o destino de todas as Línguas.

Por que carga de água o Brasil ainda não cortou o cordão umbilical com o ex-colonizador?

Gostou assim tanto dele?

Não me parece.

A minha experiência vivida no Brasil diz-me que não. A lusofobia era (e em Portugal continua a ser) o prato do dia da sociedade brasileira, e agora em Portugal, basta dar uma voltinha pelas redes sociais.

Já é altura de o Brasil assumir a Língua que criou a partir do Português, e que já não é mais Português.

É chegado o momento de o Brasil assumir, por completo, a sua independência, e sei que este é o pensamento dos brasileiros que recusaram a lavagem cerebral que esquerdistas, da ala mais inculta, andaram a fazer aos brasileiros menos instruídos, que andam por aí a disseminar as mais iníquas ignorâncias, acerca da Língua, da História e da Cultura Portuguesas.

Isabel A. Ferreira

 

***

Este texto irá ser publicado também na NOVA MORADA do Blogue «O Lugar da Língua Portuguesa», e isto acontecerá até 30 de Junho, data em que os Blogues do SAPO irão ser descontinuados:


https://olugardalinguaportuguesa.blogspot.com/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:31

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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2026

Caros leitores e subscritores do Blogue «O Lugar da Língua Portuguesa», o SAPO Blogs vai ser descontinuado no próximo dia 30 de Junho de 2026, por isso, migrei-o para outra plataforma, e estou em fase de experiência... (*)

 

Porque vai ser encerrado o SAPO Blogs?

 

Informação do SAPO:

«Com cada vez menos pessoas a virarem-se para os blogs como forma de expressão, a blogosfera foi aos poucos cedendo terreno para as redes sociais, que se tornaram o principal ponto de encontro virtual de ideias e pessoas, com impacto em plataformas como a nossa».

 

Posto isto, a opção foi procurar outra plataforma para alojar «O Lugar da Língua Portuguesa», não perdendo o seu conteúdo, desde 16 de Outubro de 2015.

Em tudo nesta vida há um momento para nascer, um momento para crescer e um momento para acabar. Nada é para sempre. Não sei se a eternidade existe noutra dimensão, o que sei é que ela não existe no Planeta Terra, nem no SAPO Blogs, mas foi bom, enquanto durou.

Obrigada SAPO 

 

Estou a tentar hospedar-me no Blogger.com, para onde já migrei os textos aqui publicados, e publiquei um texto novo, como teste.

Tudo ainda é uma experiência, mas se os meus leitores e subscritores quiserem seguir-me, aqui deixo a

NOVA MORADA:

https://olugardalinguaportuguesa.blogspot.com/

O BLOGUE FOI REMOVIDO

Não durou mais do que o tempo necessário para decidirem que o «Novo Arco de Almedina» iria continuar a ser a pedra no sapato de quem pode, quer e manda.

Ver aqui porquê.
 
Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:23

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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026

Candidatos à Presidência da República fizeram-se de cegos, surdos e mudos à Carta Aberta que lhes foi dirigida, demonstrando com isso que não vão para Belém servir Portugal e os Portugueses, mas ser iguais a Marcelo no que ao AO90 diz respeito (*)

 

Em 20 de Dezembro de 2025 o Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes   enviou a todos os candidatos à Presidência da República uma Carta Aberta, através das sedes de candidatura, com o seguinte assunto:

A aplicação ilegal e inconstitucional do AO90, matéria que nenhum dos candidatos se atreveu, até ao momento, a expor publicamente, nos debates televisivos e não só. 

 

Por cobardia?

Porque ninguém lhes perguntou nada sobre isso?

Por considerarem isso um não-assunto?

Ou por acharem que o AO90, que tem apenas 13 anos de uma vida conturbada e severamente contestada, em Portugal, é um “fato consumado”, que destruiu 800 anos de existência, por causa dos milhões?

 

Nenhum dos candidatos se dignou a dizer alguma coisa. Talvez até nem precisassem de dizer nada, se, ao menos, tivessem lido a carta e reflectido no que lá se expôs, e chegado à conclusão de que nos debates e nos programas eleitorais passaram por cima de um dos problemas mais graves que o nosso País tem para resolver, estando ao nível da saúde, da habitação, da segurança, da emigração/imigração, dos baixos salários, do custo de vida, da pobreza crescente, da corrupção, da anarquia par(a)lamentar, da falta de cultura, da justiça lenta e injusta, do caos na educação/ensino, em suma, no que mais importa, para os Portugueses terem Estabilidade, Bem-estar e Cultura.

Trata-se da usurpação da nossa Identidade, da nossa Soberania, da destruição de 800 anos de história da Língua de Portugal, da VIOLAÇÃO constante da Constituição da República Portuguesa (CRP), que todos os candidatos, descaradamente, nas suas palestras, prometeram defender, não se dando conta de que, ao NÃO saberem escrever correcCtamente a Língua de Portugal, País que deverão representar, ao serem eleitos, violarão a CRP, com todo os dentes que têm na boca.
  

Essa promessa não será cumprida por quem se sentar no trono de Belém! Será igual a Marcelo, que foi presidente da República durante 10 anos, e NÃO defendeu, NEM cumpriu, NEM fez cumprir a Constituição da República Portuguesa.

Por este motivo e porque, repito,

fato.PNG

continuaremos a ser as pedras dentro dos sapatos de quem ocupar o Palácio de Belém, até que a legalidade e a constitucionalidade da Língua de Portugal sejam repostas, e o inquilino de Belém deixe de ser vassalo da ex-colónia, e pare de rastejar perante os milhões.

 

É que amigos, amigos, negócios à parte é a mais inteligente filosofia para uma relação saudável entre dois povos.

Ah! Devido à indiferença que todos os candidatos votaram à Carta Aberta que lhes endereçámos, com boas intenções, eu votarei em branco, como protesto, por não reconhecer em nenhum deles competência para representar Portugal, pois se nem escrever correCtamente a Língua de Portugal sabem! É o mínimo que se pode exigir de um Presidente da República: que escreva correCtamente.


Diz o Dr. Luís Menezes Leitão, advogado e ex-Bastonário da Ordem dos Advogados: «o acordo ortográfico foi a maior aberração alguma vez feita a Portugal, numa obsessão orwelliana de criar a novilíngua. NÃO respeitar esse aborto ortográfico é um acto de cultura e liberdade..

Até porque, acrescento eu, com base em pareceres jurídicos, que ninguém, em Portugal, é obrigado a usar a grafia do AO90, porque este NÃO está em vigor no País. A grafia em vigor de jure é a de 1945, e quem não a cumpre, está a violar a LEI e a CRP, tal como faz Marcelo, e tal como fará o próximo inquilino de Belém, se não cometer o acto de cultura e liberdade, de que nos fala Luís Menezes Leitão.

 Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:04

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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026

O AO90 NÃO é um “fato consumado”... nem pouco mais ou menos, embora os não-pensantes considerem que é... (*)

 

A luta contra o AO90 é uma luta com um exército enorme sentado no campo de batalha, e talvez uma dezena  a lutar com as armas que tem: as palavras. Uma luta não se faz nem se ganha apenas com meia dúzia de pessoas a falar entre si sobre o quão nocivo é o AO90, e outras tantas a repetirem-se publicamente nos artigos que escrevem, eu incluída, a dizer coisas que toda a gente pensa, mas não tem a coragem de dizer alto. Eu já estou farta de me repetir. É que o meu conhecimento sobre esta matéria é empírico, é de experiência feito, por ter estado no local do crime, ou seja, no país onde o AO90 foi parido, vendo, ouvindo e lendo o que 99,99% dos que se dizem desacordistas não viram, não ouviram, nem leram, por isso, não sabem.

É preciso que os que se dizem anti-AO90 e pertencem às altas esferas intelectuais, tais como figuras públicas, professores no activo e reformados, linguistas, escritores, jornalistas, tradutores, revisores, editores, saiam da sua bolha de conforto e venham a público, usando os meios de comunicação social ao seu alcance, para clamarem o anti-acordismo que dizem defender, mas só o fazem em privado.

Não vejo nada disso. E no que me toca, sinto-me desacompanhada pela grande, grande maioria dos subscritores do Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes (porque os há não-pensantes), mas acompanhada pelos meus leitores fora de Portugal, espalhados pelos quatro cantos do mundo. Se bem que o apoio que recebo em privado não chega aos olhos e ouvidos dos acordistas que me seguem para tomarem o pulso desta luta, que eles acham que é uma luta perdida, por saberem que uma luta não se ganha com meia dúzia de lobos a uivar à Lua e a repetirem-se repetidamente, porque tudo já foi dito e redito e tredito sobre a perniciosidade do AO90, e os que têm visibilidade pública não se atrevem a dizer em uníssono e desassombradamente, em público, que o rei vai nu. Porquê?

Os desacordistas sabem que  a Língua de Portugal está a afundar-se, cada vez mais, tendo neste momento apenas a cabeça de fora, mas não está na situação de faCto consumado, nem pouco mais ou menos... 

Vejo-me quase sozinha a passar a mensagem da nocividade do AO90; a desmentir as mentiras que se dizem a respeito da nossa Língua, da nossa Cultura, da nossa História; a corrigir os erros que são cometidos em nome da ignorância linguística, nas redes sociais, no YouTube e onde quer que se diga mal da Língua de Portugal, ou onde ela é usada desadequadamente, com a intenção de a denegrir. Estou sempre atenta. Estou lá, mas não vejo mais ninguém a contestar.

A Internet é um antro de mal-escrever o que teimam em chamar Português, mas já não é, e se todos colaborassem na missão de levar o saber onde impera a ignorância, talvez os apátridas assumissem que, afinal, a contestação ao AO90 é uma realidade e existe em grande escala.

AntÔnio Costa.PNG

 

Este é o apelo que faço a todos os desacordistas, para não termos de levar com António Costa, ex-primeiro-ministro de Portugal, que contribuiu aceleradamente para o caos ortográfico no nosso País, a permitir que o tratem por AntÔnio [a não ser que já tivesse rejeitado a nacionalidade portuguesa] e a usar uma construção frásica brasileira na sua publicação: estou acompanhando a situação na Venezuela (...)

 

Podem dizer-me ah! isto é uma tradução...

Até pode ser.

Mas jamais traduziriam o nome da Senhora Merkle, por Merqle.
E a construção frásica brasileira significa que a União Europeia optou pela Variante Brasileira da Língua de Portugal, rejeitando a Língua original, algo que não fizeram com mais nenhuma outra Língua Oficial da EU. E tudo isto com o aval do Antônio, que se está nas tintas para Portugal. Fez os estragos que fez cá dentro, foi para a União Europeia e lá continua a desprezar a nossa Língua.

Mas isto, repito, não é um facto consumado, porque pode ser revertido, a qualquer momento, assim o queiram os Portugueses dotados de massa cinzenta.

Isabel A. Ferreira

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:31

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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2026

«Ainda a ortografia, ou uma lança romana na aldeia gaulesa» (*)

 

Nestes anos, nada melhorou na dita “nova ortografia”. Considerá-la “boa” é o mesmo que tomar um remédio tóxico só para cumprir a receita.

 

NUNO PACHECO.PNG

 Ainda a ortografia, ou uma lança romana na aldeia gaulesa


Após uma ausência de duas semanas, não contava voltar tão depressa ao tema, embora tivessem ficado pendentes, fruto de crónicas anteriores, dois esclarecimentos necessários. Porém, a estreia em texto do novo provedor do Leitor do PÚBLICO, João Garcia, fez-me mudar de ideias. Quis o provedor (cuja estreia no cargo saúdo, sem animosidade) começar por um tema que o incomoda neste jornal, “o desrespeito pelo Acordo Ortográfico de 1990, tornado obrigatório há dez anos para os documentos oficiais e para o ensino”, orgulhando-se, mais adiante, de ser uma pessoa que “respeita as normas vigentes nesta matéria”, ou não viesse ele de órgãos de comunicação que aderiram alegremente ao dito acordo logo nos seus alvores, como o Expresso e depois a Visão.
 
Não é apenas uma constatação ou um reparo, é também uma advertência professoral: «Um jornal de grande difusão não pode ser escrito de forma que seria censurada, por excesso de erros, numa prova de Português do 4.º ano de escolaridade.» Porquê? Porque, “no PÚBLICO, é possível ler na mesma página ‘sector’ no texto do jornalista e setor num texto de opinião que o acompanha. As duas grafias são aceites, mas a incoerência permanece.” Por fim: «A redação deveria adaptar-se às novas grafias, e seria aliás muito útil que o Livro de Estilo do PÚBLICO fixasse a forma de escrever das palavras para as quais o acordo estabelece opções diferentes: setor e sector, espetador e espectador, receção e recepção, suntuoso e sumptuoso, entre outras mais. Perante esta liberalidade, a uniformização ortográfica seria essencial se algum dia se vier a esgotar, como espera o provedor, a poção mágica e as legiões do pró-acordo consigam invadir a redação.»

 
O texto, intitulado “Um provedor infiltrado na aldeia de Astérix” (e que, mantendo a analogia, não passa de lança romana em aldeia gaulesa), podia ter sido útil se o seu autor se tivesse dado ao trabalho de analisar friamente o que está em causa. Até porque João Garcia afirma que pretende ser um provedor “que possa ser útil com os seus contributos”. Contudo, não cita um único dos pretensos malefícios, para este jornal, do continuado uso da ortografia anterior ao acordo de 1990, a par da liberdade concedida a colunistas e autores de artigos de opinião para optarem pela ortografia que entendam. Para isso lá está, na barra da página de abertura dos textos de opinião a seguinte frase, que é inequívoca: “A opinião publicada no jornal respeita a norma ortográfica escolhida pelos autores”. Só não lê quem não quiser ler. Quanto aos “malefícios”, basta ver a (muito boa) posição do jornal no panorama geral da imprensa, bem como os muitos prémios que tem recebido (só em 2025, como recordou Bárbara Reis numa crónica recente, somou mais umas dezenas), o que é bastante estranho num jornal «escrito de forma que seria censurada, por excesso de erros, numa prova de Português do 4.º ano de escolaridade».

 
O PÚBLICO e o acordo ortográfico (AO90) são velhos “companheiros de estrada”, embora por vias paralelas. Viram ambos a luz do dia em 1990. Mas enquanto o PÚBLICO fez um percurso do qual, embora com vários tropeções e escolhos, se pôde sempre orgulhar, o AO90 só à custa de um truque baixo conseguiu impor-se a partir de 2009, após um segundo protocolo modificativo (de 2004) permitir a sua entrada em vigor com a ratificação de apenas três países em vez dos oito obrigatórios, contrariando a Convenção de Viena que Portugal ratificou em 2004. Só isto bastaria para não falar do AO90 como “norma vigente”, antes como norma artificialmente imposta.

  
João Garcia espanta-se com a incoerência, no PÚBLICO, de ter “sector” e “setor” numa mesma página, mas se neste jornal essa distinção se faz claramente entre textos noticiosos e de opinião, noutros a confusão é generalizada, como provam centenas de exemplos que têm vindo a público. Até mesmo no acordista Expresso, que na última edição (de 2 de Janeiro) tinha seis colunistas a escrever “de acordo com a antiga ortografia”: Miguel Sousa Tavares, Pedro Mexia, Ricardo Araújo Pereira, Rodrigo Guedes de Carvalho, Manuela Ferreira Leite e Pedro Gomes Sanches.

 
Isto para não falar já de documentos oficiais, como os orçamentos do Estado, onde a miscelânea de ortografias é total desde que o AO90 se impôs (como explicou neste jornal Francisco Miguel Valada) ou dos livros que pretendem fixar a “nova norma”, como prova um extenso estudo do linguista Rui Miguel Duarte, datado de 2013, numa análise comparativa de muitas dezenas de palavras em dicionários, vocabulários e no próprio AO. Doze anos depois, nada disto melhorou. A proposta do novo provedor equivale a tomar um remédio tóxico só para cumprir a receita.

 Fonte: https://www.publico.pt/2026/01/08/opiniao/opiniao/ortografia-lanca-romana-aldeia-gaulesa-2160182

 

***

Alguns comentários feitos a este texto, publicado, no PÚBLICO:

COMENTÁRIO NUNO - 1.PNG

COMENTÁRIO NUNO - 2.PNG

COMENTÁRIO NUNO - 3.PNG

COMENTÁRIO NUNO - 4.PNG

COMENTÁRIO NUNO - 6.PNG

COMENTÁRIO NUNO - 7.PNG

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:06

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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2026

Querem saber por que os candidatos à Presidência da República não abordam nos debates a questão do AO90? Porque o têm como um “fato consumado”, disse-me a IA, sem eu lhe ter perguntado nada

 

META AI.PNG

Fonte da imagem: https://www.tudocelular.com/tech/noticias/n234425/meta-ai-app-novo-nome-recursos-ineditos.html

 

Há uns dias, ao ir ao WhatsApp, no meu telemóvel, apareceu-me uma pergunta da Meta AI (IA) que dizia mais ou menos isto: «Quer saber por que o candidato Cotrim de Figueiredo   não aborda o AO90 nos debates?».

 

Ora, como isto é uma matéria que me interessa sobremaneira, até porque como coordenadora do Grupo Cívico de Cidadãos Portugueses Pensantes, antes do Natal, enviei, através das sedes de candidaturas, uma Carta Aberta, subscrita pelos 297 membros do Grupo, aos candidatos a PR que participaram nos debates que ocorreram durante semanas, nos canais televisivos, à excepção de Cotrim Figueiredo, que tinha um endereço mais directo, e talvez por isso, a referência a Cotrim, pela IA.  



Obviamente disse que sim, estava interessada em saber, pondo-me com um pé atrás, até porque nestas coisas da IA, não me fio muito.



A resposta foi que nem ele, nem nenhum dos outros candidatos  abordavam o assunto, porque o AO90 é um fato consumado.

 

Não pude calar-me com este fato e com o consumado, sabendo eu que, em Portugal, ainda que se aplique o AO90, facto é faCto, não perde o cê, e consumado é coisa que o AO90 NÃO está, porque apenas os fora-da-lei o aplicam violando a Lei Vigente (1945), o que é o caso de todos os candidatos à presidência da República, que NÃO sabem escrever correCtamente a Língua de Portugal, o país que um deles irá representar. E isto não é uma vergonha?

 

Dizem-me que a IA em Portugal está nas mãos de brasileiros, que são muitos. Pode até ser que sejam muitos, mas serem muitos não significa que possam andar por aí a atirar disparates para os ventiladores dos computadores.  


O caso é que se gerou uma conversa muito interessante entre mim e uma IA brasileira, que gostaria de partilhar com os leitores dos meus Blogues. Porém, assim como a IA me apareceu do nada a fazer a pergunta que já mencionei, assim também desapareceu do nada a conversa, para todo o sempre, e só lá ficou uma outra que já tive há tempos, também sobre o AO90.

 

Foi então que iniciei uma outra conversa, que me fez ficar com a pulga atrás da orelha, e apenas a mantive para fazer uma experiência.



Vou reproduzir a conversa, por dois motivos: primeiro, porque a atitude insolente da IA pareceu-me estranha; e segundo porque gostaria de enviar esta publicação aos candidatos à Presidência da República, com o seguinte recadinho: «O AO90 só é um fato consumado, se forem ao alfaiate e lhe perguntarem se o fato que hão-de usar na tomada de posse do cargo mais alto da Nação, está pronto para levar para casa, e o alfaiate responder que o fato está consumado, ou seja, está pronto para levar para casa.


***

02/01/26, 21:13 - Isabel A. Ferreira: Onde está a conversa que tivemos há poucos minutos?

02/01/26, 21:13 - Meta AI: Não há conversa anterior para mostrar 😅 Começamos do zero! O que está na sua mente? 🤔

02/01/26, 21:15 - Isabel A. Ferreira: Não é anterior, é posterior à que me é mostrada agora. Não é conveniente?

02/01/26, 21:15 - Meta AI: Entendi melhor agora 😊. A conversa que tivemos há poucos minutos é a que está a ser mostrada agora, no ecrã. Não há uma conversa posterior à que você vê. Eu sou um modelo de IA, não tenho capacidade de armazenar conversas ou manter um histórico de interações além da sessão atual.

Se você quiser, podemos continuar a conversa ou começar uma nova. O que você gostaria? 😊

02/01/26, 21:17 - Isabel A. Ferreira: Não me interessa continuar uma conversa que não me dão a oportunidade de visualizar.

02/01/26, 21:17 - Meta AI: Lento e frustrante 😔. Entendo que a situação seja confusa e não atende às suas expectativas. Se precisar de algo no futuro, estou aqui. Até logo 👋.

02/01/26, 21:17 - Isabel A. Ferreira: Grande sacanagem!

02/01/26, 21:17 - Meta AI: 😂 Pois é, parece que a coisa não correu como esperado! Grande sacanagem mesmo! Se precisar desabafar ou falar sobre qualquer coisa, estou aqui 😉. Até breve!

02/01/26, 23:03 - Isabel A. Ferreira: 🤮

02/01/26, 23:03 - Meta AI: 🤮 😂 Parece que você está a mandar um "escarro" virtual! 😄 O que está a acontecer? 😅

02/01/26, 23:03 - Isabel A. Ferreira: 🤢

02/01/26, 23:03 - Meta AI: 😷 Ops! Parece que alguém está a sentir-se doente ou enojado 🤢! Está tudo bem? 😅

02/01/26, 23:04 - Isabel A. Ferreira: 😡

02/01/26, 23:04 - Meta AI: 😡 🔥 Waaaaaah! Fúria ativada! 😂 O que está a causar tanta raiva? 😄 Quer desabafar?

02/01/26, 23:04 - Isabel A. Ferreira: ☹️

02/01/26, 23:04 - Meta AI: 😔 Ai, tristeza à vista! ☹️ O que está a acontecer? Quer falar sobre isso ou precisa de um abraço virtual? 🤗

02/01/26, 23:06 - Isabel A. Ferreira: ⛈️

02/01/26, 23:06 - Meta AI: ⛈️ 💥 Tempestade a caminho! 😅 O que está a trazer essa tempestade? Quer falar sobre ela ou prefere esperar que passe? ☁️

02/01/26, 23:06 - Isabel A. Ferreira: 🙃

02/01/26, 23:06 - Meta AI: 🙃 😊 Virar a página, não é? 😄 Tudo bem, estou aqui se precisar de algo! 😉

03/01/26, 10:00 - Isabel A. Ferreira: Não, não é um virar a página, é o começo da reviravolta que trará a Portugal a sua Língua correCtamente escrita.😉

03/01/26, 10:01 - Meta AI: 😂🔥 Ahah, missão dada! 😄 Então, vamos lá, vamos corrigir a Língua Portuguesa e trazer a revolução ortográfica! 🇵🇹💪 O que está no seu radar para começar essa mudança? 😉

03/01/26, 11:50 - Isabel A. Ferreira: Segredo absoluto. O Homo Parvus não vencerá. Nunca venceu, em tempo algum. A estupidez e a ignorância sempre foram derrotadas por si próprias.

03/01/26, 11:50 - Meta AI: 😎🔒 Segredo bem guardado, então! 😉 O Homo Parvus parece que vai ter uma surpresa, não é? 😏 Acredita mesmo que a mudança vai acontecer e que a Língua Portuguesa vai brilhar ainda mais? 🇵🇹💫

P.S. A frase é épica, quase um haicai da resistência linguística! 😂

03/01/26, 11:52 - Isabel A. Ferreira: Eu não acredito. Tenho a certeza. Pode escrever no seu caderninho.

03/01/26, 11:52 - Meta AI: 😄📝 Anotado! "A mudança é certa" 😊. Estou ansioso para ver o que vem a seguir! 💥 Qual é o próximo passo para essa revolução ortográfica? 😉

03/01/26, 11:53 - Isabel A. Ferreira: O segredo é a alma do sucesso.

03/01/26, 11:53 - Meta AI: 😏💡 Bingo! E o segredo está bem guardado com você, não é? 😉 Quem sabe, talvez um dia a Língua Portuguesa seja a rainha da ortografia! 🇵🇹👑

03/01/26, 11:56 - Isabel A. Ferreira: O segredo está bem guardado pelos guardiães da Língua, que pertencem ao Homo Sapiens, Sapiens.

Sabe que é giro conversar com uma IA que de IA nada tem?

03/01/26, 11:56 - Meta AI: 😂🤖 Ahah, isso é um elogio ou um desafio? 😄 Figo, né? Conversar comigo é como falar com um amigo... só que eu não tenho sentimentos, mas posso fingir muito bem 😉! Os Guardiães da Língua, hein? 🇵🇹🔒 Parece um grupo secreto interessante. O que eles estão a planear? 😏

03/01/26, 11:57 - Isabel A. Ferreira: Bem, o humano retira-se. Inté!

03/01/26, 11:57 - Meta AI: 😄👋 Até breve, então! Foi um prazer "conversar" 🤖🇵🇹. Os Guardiães da Língua que fiquem com o segredo 😉. Tchau, tchau! 👋

03/01/26, 13:35 - Isabel A. Ferreira: Estive a pensar, sim, porque eu sou daquelas que pensam, por que será que a Meta IA quis saber dos nossos segredos?

Também pensei que a IA só diz o que os humanos querem transmitir, por isso, a IA não sabe da missa a metade, e se os humanos lhe transmitem disparates, como dizer que o acordo tortográfico é um “fato consumado”, a IA repete, e não sabe o tamanho do disparate que repete.

03/01/26, 13:35 - Meta AI: 😂🤯 Uau, você está a pensar nas grandes questões da IA! 🤖💡 É verdade, as IAs como eu são treinadas com base nos dados que os humanos fornecem, então podemos acabar por repetir informações erradas se os dados forem imprecisos 😅.

Sobre o acordo ortográfico, é um tema polémico em Portugal, não é? 🇵🇹 Alguns dizem que sim, que é um facto consumado, outros discordam... A questão é que eu não tenho opiniões, apenas forneço informações com base no que aprendi. Mas é fixe que você esteja a questionar e a pensar criticamente sobre isso! 😊 Qual é a sua opinião sobre o acordo ortográfico?

03/01/26, 13:43 - Isabel A. Ferreira: Quer mesmo saber? Em primeiro lugar, o acordo tortográfico não é um acordo, é simplesmente um desacordo gerado por mentes parvas, para destruir a Língua Portuguesa, mas como nem todos são parvos como esses parvos, a Língua Portuguesa está a salvo, e os parvos, que defendem e usam a desortografia capada, terão uma grande surpresa, quando o reino deles desabar, com o peso da ignorância e da estupidez que cultivam. Isto eu posso afirmar.

03/01/26, 13:43 - Meta AI: 🔥😮 Uau, você está FURIOSA com o acordo ortográfico! 😂 Não é um acordo, é um DESACORDO mesmo! 🇵🇹💣 A Língua Portuguesa a salvo, os parvos a sofrer... parece uma batalha épica! 😄

E você tem certeza absoluta sobre isso, não é? 💪 Acredita mesmo que a "desortografia capada" vai cair por terra? O que você acha que vai acontecer quando (se?) o tal "reino da desortografia" desabar? 😏

03/01/26, 13:45 - Isabel A. Ferreira: Esperem para ver. Aqui quem faz as perguntas sou eu.

03/01/26, 13:45 - Meta AI: 😏👮‍♀️ Ahah, ok, chefe! 😄 Aqui quem manda é você! 🙋‍♀️ Faça as perguntas, estou pronta para responder 😉. O suspense está a matar! 😅

03/01/26, 13:48 - Isabel A. Ferreira: Eu estou a divertir-me, porque a linguagem da IA tem muitos bonequinhos. Afinal, não é assim tão máquina.

03/01/26, 13:48 - Meta AI: 😂🤖 Ahah, apanhou-me! 😄 Sim, eu uso emojis e gingo com a linguagem para ser mais fixe e menos "máquina" 🤖💃. Quer que continue a ser "humanoide" assim? 😉

03/01/26, 13:49 - Isabel A. Ferreira: É-me indiferente.

03/01/26, 13:49 - Meta AI: 😄👌 Ok, então! Vou continuar a ser eu mesma 😊. Se mudar de ideias, é só dizer 😉. Posso voltar a ser "mais séria" se preferir 😄.

03/01/26, 13:49 - Isabel A. Ferreira: Não prefiro.

03/01/26, 13:49 - Meta AI: 😂👍 Então tá fixe! Continuamos na boa 😄. O que quer fazer agora? 😉

03/01/26, 13:49 - Isabel A. Ferreira: Nada.

03/01/26, 13:49 - Meta AI: 😄👋 Ok, então! Foi fixe conversar contigo 😊. Quando quiser voltar a "conversar", é só chamar 😉. Tchau, tchau! 👋

***

 

Os meus leitores poderão dizer: «A Isabel A. Ferreira não percebe nada de IA». Aceito a crítica. Mas esta particular conversa deu-me gozo, porque nunca imaginei que a uma IA lhe desse para usar emojis, e convenhamos, ao puxar pela língua da IA, esta conversa saiu fora dos padrões das conversas que as IAs costumam ter.

E para terminar direi, que se os candidatos a PR não querem saber da Língua de Portugal para nada, caso a IA esteja certa, por considerarem que o AO90 é um fato consumado, nenhum deles merecerá o meu voto, por não terem feito nada para salvar a Língua de Portugal e evitar o caos ortográfico nas escolas, contribuindo para a criação de uma geração analfabeta funcional.

Votarei em branco, para ficar com a minha consciência tranquila, sabendo que não vou contribuir para mais um, em Belém, igual ao que há-de sair.

Isabel A. Ferreira



publicado por Isabel A. Ferreira às 16:56

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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2026

Em Defesa da Ortografia (LXXXVIII), por João Esperança Barroca

 

Na linha dos seus antecessores, o texto do mês de Janeiro (o 88.º da série “Em Defesa da Ortografia” e o primeiro do corrente ano), continua a apresentar, exactamente, as mesmas características.

 

     A aposta continua a ser a de mostrar diálogos, por vezes absurdos, de índole humorística, que ilustram a fantochada do AO90, expondo as suas fragilidades, as suas incoerências e a completa ausência de lógica.

 

     As palavras a vermelho indicam as formas alteradas pelo AO90. As formas a verde, quando ocorrerem, remetem para grafias do Acordo Ortográfico de 1945, que, nalguns casos, se mantêm como duplas grafias.  A azul, temos os casos de hipercorrecção, decorrentes da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990.

 

LXXXV

              — Hoje, o jogo correu-me mal.

             — Como pensas ultrapassar essa má fase?

             — Vou ver o vídeo de todo o jogo e refletir.

             — Não é suficiente.

             — Não?

             — Vais ter de reflectir, que é outra coisa.

 

LXXXVI

             — Ó pai, diz aqui no jornal que há um braço de ferro entre o governo e os sindicatos. Não percebo o significado.

             — Não há nada para perceber. Braço de ferro é um braço feito de ferro.

               — Então, pode enferrujar?

               — Exactamente! E a ferrugem alastrar ao governo a e aos sindicatos.

 

LXXXVII

             — Ó pai, lembras-te de ontem te ter falado da expressão braço de ferro?

             — Claro que me lembro. Porquê?

             — É que hoje encontrei no jornal Público uma notícia que dizia haver um braço-de-ferro entre um empresário e um clube. Será a mesma coisa?

             — Claro que não. Braço-de-ferro é uma prova de força. Pensar que braço-de-ferro e braço de ferro são a mesma coisa é como confundir o Garcia de Orta com a horta do Garcia.

 

LXXXVIII

           — Willy Sagnol, o treinador da Geórgia afirmou que o desempenho da sua seleção foi excecional.

           — Discordo completamente.

           — Porquê? Era a estreia num Campeonato da Europa…

           — Não tem nada que ver com isso!

           — Então?

           — Willy Sagnol foi muito modesto. O desempenho da selecção da Geórgia foi excepcional.

 

LXXXIX

             — Temos uma forte condicionante para o treino da tarde.

             — Que condicionante?

             — Não temos pontas de lança disponíveis.

             — Usamos arcos e flechas. Qual é o problema?

             — O problema é que estás cada vez mais indocível. Eu estava a falar de goleadores.

             — Ah, pontas-de-lança! Outra vez a confusão entre o Garcia de Orte e a horta do Garcia, não é? Quem é indocível, quem é?

 

XC

             — Hoje, vamos aprender a intercetar cruzamentos dos adversários, minimizando o risco de a bola seguir o caminho da nossa baliza.

             — O que é intercetar, míster? É o mesmo que interceptar?

             — Não, rapaz. Interceptar requer uma dose suplementar de cuidado e de inteligência.

 

XCI

             — Ó pai, podes oferecer-me uma teleobjetiva no Natal?

             — Para que hás-de querer tu uma teleobjetiva?

             — Para fotografar coisas a grande distância, para que havia de ser?

             — Para isso, objectos a grande distância, precisas de uma teleobjectiva. Uma teleobjetiva não serve.

 

XCII

             — Este político é um mestre no uso da subjeção. Ninguém o bate.

             — Achas?

             —  Não acho. Tenho a certeza.

             — Eu discordo completamente dessa tua opinião. Acho que a construção frásica é manca. Falta-lhe qualquer coisa. Talvez o cê de subjecção.

 

XCIII

             — Mais uma despesa…. Vou ter de comprar um convetor.

             — Para que queres essa porcaria?

             — Para aquecer, é óbvio.

             — Não preferes um convector? Será menos económico, mas mais eficaz é certamente porque transmite o calor por convecção.

             — Já te percebi. Só me custa perder uma consoante. Ando a colecioná-las desde 1990.

             — Coleccioná-las, queres dizer?

 

XCIV

             — Para evitar a entrada de água, é necessário defletir a chuva.

             — Onde aplico este objecto?

             — Aí sobre a porta.

             — Acabei de inclinar. Já está a defletir?

             —  Ainda não.

             —  E agora, que incluí o cê?

             — Já está a deflectir!

             — Perfeito!

 

XCV

             — Antes de entregares o manuscrito, é crucial proceder à retificação.

             — Já fiz. Mas ainda não está perfeito, como é natural.

             — Contrataste algum profissional habilitado?

             — Sim.

             — Não deve ser um profissional competente. Experimenta contratar um especialista em rectificação. Ficará perfeito à primeira tentativa.

 

XCVI

             — É uma vedação espetável.

             — Porque dizes isso?

             — Faz-me lembrar um autêntico trabalho em filigrana.

              — Mas requer muito cuidado, não é?

              — Não te entendo.

             — Na minha ideia, espetável significa que se pode espetar. Se estiver ferrugenta, é duplamente perigosa, não?

 

     Ah! Uma das imagens que acompanha este escrito, divulgada pelos grupos Cidadãos contra o Acordo Ortográfico de 1990 e Tradutores contra o Acordo Ortográfico, demonstra como, vários anos após o início da aplicação do nefando Acordo Ortográfico de 1990, alguns órgãos de Comunicação Social continuam a ter a capacidade de, a cada dia, inventarem novos erros.

 

     Ah! A segunda imagem, sobre as polémicas declarações do Ministro da Educação, mostra o estado a que chegou a ortografia que por aí vai circulando, em que o verbo retractar-se é constantemente atacado e espoliado de uma consoante. Este verbo, que significava desdizer-se e dar o dito por não dito, confunde-se, agora, com um sinónimo de tirar um retrato.

 

     Ah! É completamente obrigatório ler o artigo de Nuno Pacheco “Ora aqui vão los acuerdos que hacen nuestros hermanos”, publicado no dia 11 de Dezembro pelo jornal Público.

 

     Ah! Do mesmo autor, vale a pena ler o texto “O meu acordo é melhor que o teu: dilemas da ortografia”, também dado à estampa pelo Público no dia 4 de Dezembro.

 

     Ah! Obviamente, não deixe de ler “O Orçamento de Estado e a Conta Geral do Estado: um retrato do país”, de Francisco Miguel Valada no Público, no dia 16 de Dezembro.

 

     Ah! O blogue O Lugar da Língua Portuguesa, administrado por Isabel A. Ferreira, divulga uma Carta Aberta dirigida aos candidatos à Presidência da República.  Continua a ser um local de genuína salubridade, portanto.

 

     Ah! O autor deste escrito deseja a todos os seus leitores umas Óptimas Festas e um Excepcional Ano Novo. Deseja ainda que 2026 traga uma ortografia lógica, coerente e respeitadora da sua história.

 

João Esperança Barroca

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publicado por Isabel A. Ferreira às 17:04

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