Quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

Quando os “especialistas” acham que só eles podem falar de Língua Portuguesa, e entornam o caldo…

 

Existem, por aí, ilustres Linguistas; e simples estudiosos da Língua Portuguesa; e linguistas. Os primeiros e os segundos estão empenhados na luta contra o acordo ortográfico de 1990, que o governo português anda a impingir ilegalmente aos Portugueses. Os últimos andam por aí a desdenhar dos segundos, achando que estes não têm conhecimentos, nem o direito de abrir a boca para falar de Língua Portuguesa.

 

LINGUISTICA1.jpg

 

E como se enganam esses linguistas que, apesar de se dizerem muito habilitados no conhecimento da língua, da fala e da linguagem, andam por aí a falar e a escrever difícil, apenas para eles próprios, e em nada contribuem para esclarecer os menos esclarecidos, e muito menos para travar, com esse superior conhecimento, a ignorância que escorre por aí, aceleradamente, em todo os cantos e esquinas de Portugal, onde se escreve.

 

Ao menos, os simples estudiosos da Língua lá vão, de um modo claro, concreto e objectivo, dizendo, sem eruditismos bacocos, o que é preciso dizer acerca do AO90 que, claramente, decalca a grafia brasileira, em vigor no Brasil desde 1943.

 

É que este tempo de grande crise linguística, que Portugal atravessa, não está para se andar por aí a fazer-que-faz com discursos rococós e de bota-abaixo, que não levam, nem têm levado a lado nenhum. E esses linguistas, em vez de andarem por aí a entornar o caldo, melhor faziam se, das duas uma: ou olhassem por eles abaixo, ou contribuíssem concretamente para a invalidação deste acordo, que (não me farto de repetir) é a maior fraude de todos os tempos.

 

Quanto à parte que me toca, nesses discursos de bota-abaixo, tenho a dizer que só me sentirei atingida no dia em que um verdadeiro e abalizado Linguista (um só basta) me prove por A + B, com argumentos bem fundamentados, que o que tenho andado a fazer em prol da Língua Portuguesa, neste meu Blogue, não vale um tostão furado, por não corresponder à realidade.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:45

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Domingo, 4 de Novembro de 2018

A PROPÓSITO DA MENSAGEM DA UNESCO PARA O DIA INTERNACIONAL DA LÍNGUA MATERNA

 

Há 19 anos consecutivos, a 21 de Fevereiro, a UNESCO celebra o Dia Internacional da Língua Materna.

 

O texto que se segue está escrito na minha Língua Materna, a Língua Oficial de Portugal: a Língua Portuguesa, acordada na Convenção Ortográfica Luso-Brasileira 1945, ainda vigente.

 

UNESCO.png

 Vista parcial da Sala Principal de Conferências, na sede da UNESCO, em Paris

 

(Os trechos destacados a negrito são da responsabilidade da autora deste Blogue).

 

Mensagem de Audrey Azoulay, Directora-Geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional da Língua Materna, celebrado em 21 de Fevereiro de 2018, traduzida por Isabel A. Ferreira, do original em Francês, que pode ser consultado neste link:

 

http://unesdoc.unesco.org/images/0026/002614/261469f.pdf

 

«A UNESCO celebra hoje a 19ª edição do Dia Internacional da Língua Materna. Esta é uma oportunidade para relembrar os compromissos da nossa Organização no que respeita à defesa e promoção das Línguas.

 

Uma Língua é muito mais do que um meio de comunicação: é a própria condição da nossa humanidade. Nela estão integrados os nossos valores, as nossas crenças, a nossa identidade. É através da Língua que nós transmitimos as nossas experiências, as nossas tradições e os nossos conhecimentos. A diversidade das Línguas reflecte a riqueza inabalável do nosso imaginário e dos nossos modos de vida.

 

Com a finalidade de preservar e revitalizar este elemento essencial do Património Imaterial da Humanidade, a UNESCO, desde há muitos anos, tem vindo a envolver-se activamente na defesa da diversidade linguística e na promoção da educação multilíngue.

 

Este compromisso diz respeito particularmente às Línguas Maternas, que influenciam milhões de jovens mentes, que estão a desenvolver-se e são o vector indispensável para a inclusão na comunidade humana, primeiro no âmbito local, depois, no âmbito global.

 

A UNESCO apoia, deste modo, as políticas linguísticas, particularmente em países multilíngues, que valorizam as Línguas Maternas e as Línguas Indígenas. A Organização recomenda o uso destas línguas desde os primeiros anos de escolaridade: porque uma criança não aprende melhor senão na sua Língua Materna. A UNESCO encoraja igualmente o seu uso em espaços públicos e especialmente na Internet, onde o multilinguismo deve tornar-se norma. Todos, qualquer que seja a sua primeira língua, devem poder ter acesso aos recursos do ciberespaço e criar comunidades de intercâmbio e diálogo. Hoje, esse é um dos maiores desafios do desenvolvimento sustentável, no plano da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas.

 

A cada duas semanas, uma língua desaparece no mundo e, com ela, uma parte da História humana e do nosso património cultural. A promoção do multilinguismo também contribui para impedir esse desaparecimento programado.

 

Nelson Mandela tinha este preclaro princípio: "Se falais com alguém numa língua que ele entende, falais à sua cabeça; se falais com ele na sua própria língua, falais ao coração dele ". No contexto deste Dia Internacional, a UNESCO convida os seus Estados-Membros a celebrar, através de todo o tipo de iniciativas, educacionais e culturais, a diversidade linguística e o multilinguismo que constituem a riqueza viva do nosso mundo.»

 

***

 

Esta foi a mensagem que a Senhora Audrey Azoulay, Directora-Geral da UNESCO, enviou ao mundo, para celebrar o dia Internacional das Línguas Maternas. E, nesta mensagem, podemos destacar alguns pontos essenciais que o governo português, através do seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, cujo Ministério acolhe e tutela a Comissão Nacional para a UNESCO, não cumpre, violando, deste modo, a Convenção de 2003 Para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (CSPCI), da qual Portugal é Estado-Membro, permitindo, com isso, que a Língua Portuguesa, de Matriz greco-latina, esteja a ser transformada numa língua completamente esfarrapada.

 

Augusto Santos Silva não defende a Língua Portuguesa.

Augusto Santos Silva defende tão-só aquela que virá a ser (se já não o é) a Língua Brasileira.

 

Ponto 1 - A UNESCO celebra o Dia Internacional da Língua Materna para relembrar os compromissos (…) com a defesa e a promoção das Línguas… Ora Portugal violou claramente o compromisso de defesa e promoção da Língua Portuguesa, porquanto, de um modo ilegal e inconstitucional, e até usando de alguma chantagem, obriga milhares de crianças e jovens estudantes a grafar a Língua Materna delas à moda brasileira, através de algo a que chamam Acordo Ortográfico de 1990, que constitui a maior fraude de sempre, e que não foi ratificado por quatro dos oito países ditos lusófonos/lusógrafos. O governo português além de não defender a Língua Portuguesa, que configura Património Cultural Imaterial de Portugal, ao adoptar o AO90, promove, pelos quatro cantos do mundo, a grafia brasileira, que desvirtua a Matriz da nossa Língua Românica, distanciando-a da Família Indo-Europeia, à qual pertence. A isto chama-se FRAUDE, porque nada disto tem a ver com evolução da língua. E evocar os milhões, que no Brasil falam e escrevem à brasileira, para justificar a adulteração da nossa Língua, é de uma descomunal ignorância, além da evidente má-fé que está por detrás da imposição do AO90 aos Portugueses. E que ninguém duvide deste facto.

 

Ponto 2 – Se a identidade de um país está integrada na sua própria língua, como declara a senhora Azoulay, a identidade portuguesa desintegrou-se, ao adoptar-se a grafia brasileira, que identifica o Brasil, e mais nenhum outro país, a tal ponto que podemos classificar essa linguagem brasileira, no seu modo de falar e de escrever, como dialecto, de acordo com as definições dos mais abalizados estudiosos, nacionais e estrangeiros, da Língua Portuguesa. Consultar este link:

 

DO QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DO DIALECTO BRASILEIRO?

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/do-que-falamos-quando-falamos-do-138183

 

Ponto 3 – Se a diversidade das línguas reflecte a riqueza incontestável da nossa imaginação e dos nossos modos de vida, como refere a Senhora Azoulay, o governo português, ao adoptar a grafia brasileira, não só empobreceu e esmagou essa diversidade, como também não preservou o elemento essencial do Património Imaterial de Portugal, a Língua Portuguesa, uma das línguas mais antigas da Europa, a qual o identifica como País; e se a UNESCO se tem envolvido activamente na defesa da diversidade linguística, Portugal afastou-se da UNESCO, comprometendo desonrosamente a fecunda diversidade linguística que existia na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), antes do AO90 aparecer, ao pretender-se que os oito países, que dela fazem parte, grafem à moda brasileira. Quem está a salvar a Língua Portuguesa, neste momento, são os países africanos de expressão portuguesa (Angola, Moçambique e Guiné-Bissau) e Timor-Leste, que não ratificaram o AO90. O que é manifestamente bastante significativo, provoca o caos e retira a pouca credibilidade que o chamado Acordo Ortográfico de 1990 poderia eventualmente ter. Mas não tem.

 

Ponto 4 – Se o compromisso da UNESCO diz respeito particularmente às Línguas Maternas, que influenciam milhões de jovens, Portugal está a violar esse compromisso, pois a Língua Materna das crianças e jovens portugueses está a ser desvirtuada pela introdução da grafia brasileira, que se afastou da norma culta europeia, e a causar o maior caos ortográfico jamais visto em Portugal.

 

Ponto 5 – Se a UNESCO recomenda o uso da Língua Materna de cada país, desde os primeiros anos da educação escolar, porque as crianças aprendem melhor na sua Língua Materna, Portugal está a violar essa recomendação, uma vez que ludibria as crianças portuguesas, ao obrigá-las a grafar a sua Língua Materna à moda brasileira, sem que isso lhes seja explicado.

 

Ponto 6 – Se a UNESCO convida os seus Estados-Membros a celebrar a diversidade linguística, Portugal faz precisamente o contrário: celebra a pseudo-unificação linguística (o AO90), porque jamais poderá existir, entre os países da dita CPLP, uma unificação linguística, uma vez que o que realmente predomina, e deve continuar a predominar, é a riquíssima diversidade existente no modo de escrever e de falar do Brasil, de Portugal, de Angola (cuja Academia Angolana de Letras acaba de recomendar a não ratificação do AO90), de São Tomé e Príncipe (onde se fala mais Francês do que Português), de Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste (que não adoptam o AO90) e de Cabo Verde que, em 2017, rejeitou a Língua Portuguesa e declarou o Crioulo Cabo-Verdiano como Língua Oficial de Cabo Verde, o que, aliás, está em conformidade com o «Prontuário Ortográfico da Língua Portuguesa», de Manuel dos Santos Alves, situação que colocou esse país, ipso facto, fora dos Países de Língua Oficial Portuguesa.

 

Chegados aqui, convém lembrar que o Movimento em Prol da Língua Portuguesa (MPLP), em carta enviada a 7 de Setembro de 2018, à senhora Audrey Azoulay, Directora-Geral da UNESCO, e na sua qualidade de depositária da Convenção Para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial (CSPCI) de 2003 (Artigo 37), a ela apelou para que, nos termos do Artigo 7, informe e chame à atenção o Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, para esta situação calamitosa, no sentido de que o Património Imaterial de Portugal seja preservado e que o uso da Língua Materna Portuguesa seja restaurado, nos termos do Decreto-Lei n.º 35.228, de 8 de Dezembro de 1945, em vigor desde 1 de Janeiro de 1946, uma vez que o governo português, em vez de defender a Língua Materna dos Portugueses, está a contribuir para a sua degradação, cada vez mais evidente e assustadora.

 

Consultar Carta à Directora-Geral da UNESCO neste link:

 

MOVIMENTO EM PROL DA LÍNGUA PORTUGUESA (MPLP) APRESENTA QUEIXA À UNESCO CONTRA O ESTADO PORTUGUÊS

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/movimento-em-prol-da-lingua-portuguesa-147014?utm_source=posts&utm_content=1540814433

 

P’lo MPLP

Isabel A. Ferreira

(Coordenadora)

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:37

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Quarta-feira, 31 de Outubro de 2018

CARTA ABERTA AOS MEMBROS DO GOVERNO PORTUGUÊS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E AOS OUTROS, QUE NÃO SENDO NEM UMA COISA NEM OUTRA, APLICAM O AO90

 

É absolutamente inacreditável o que está a passar-se em Portugal no que respeita à aplicação do AO90.

 

E quando um de nós se dá ao trabalho de chamar à atenção os organismos estatais ou dos órgãos de comunicação social ou de entidades ligadas ao governo português, ou de empresas privadas e outros, para a desobrigação da aplicação do AO90 = grafia brasileira, levamos com um comunicado chapa cinco, nitidamente concebido para mentes não-pensantes.

 

E se esse comunicado chapa cinco, determinasse que se afogassem todos no mar, para desafogarem o Planeta dos muitos que o esmagam com a sua idiotice, eles afogar-se-iam sem a mínima contestação?

 

ANGOLA.jpg

É ou não é um consolo para alma portuguesa olhar para a primeira página de um jornal e ver a Língua Portuguesa escrita correCtamente: Outubro, Novembro, direCtor, reCtificar… E com uma mensagem bem clara, que apenas os cegos mentais não conseguem apreender… Se bem que no AO90 não haja nada que possa ser reCtificado. A Língua Portuguesa estava de boa saúde e fixada, não havia qualquer problema de comunicação entre os países ditos lusófonos, portanto não se justificava, nem se justifica, uma reforma ortográfica, e muito menos uma reforma ortográfica tão idiota como esta.

 

Eis o comunicado chapa cinco que todos os que aplicam ilegalmente o AO90, em Portugal, nos enviam, a julgar que somos todos muitos parvos:

 

«Relativamente à grafia usada nos meios de comunicação (…) informamos que a resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011 determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa à grafia dos atos, decisões, normas, orientações, documentos, edições, publicações, bens culturais ou quaisquer textos e comunicações produzidos pelo Governo e pela Administração Pública, a partir de 1 de janeiro de 2012.

 

"A presente resolução do Conselho de Ministros determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo no ano letivo de 2011-2012 e, a partir de 1 de janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República." in Diário da República, 1.ª série — N.º 17 — 25 de janeiro de 2011».

 

Isto é o que costumamos receber dos que aplicam o AO90 = grafia brasileira.

 

Como podemos verificar, dizem que a RCM determina a aplicação do AO90 no sistema educativo (mais para o deseducativo), ao governo, e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do governo.

 

Ora vamos lá a ver: sendo assim, podemos concluir que os órgãos de comunicação social, os anunciantes, as empresas privadas, alguns escritores, alguns tradutores enfim, todos os que aplicam o AO90 são entidades na dependência do governo. Certo?

 

E se assim é, estamos muito mal, pois andam todos a governar-se à custa do erário público. Ou não?

 

Pois excelentíssimos acordistas,

 

Eu sei que a resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011 DETERMINA a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, mas também sei que NÃO OBRIGA à aplicação do pseudo-Acordo Ortográfico de 1990, porque essa resolução NÃO É LEI.

 

E por Lei, nenhum Português, ou instituições públicas, professores, serviços, organismos e entidades na dependência do governo, e muito menos a comunicação social e empresas privadas SÃO OBRIGADOS a aplicar uma ortografia ILEGAL, decalcada da grafia brasileira, a qual desvirtualiza a Língua Portuguesa, a língua oficial de Portugal, a da reforma ortográfica de 1945.

 

As resoluções do conselho de ministros são apenas deliberações. Não são leis. E ninguém, em Portugal, incluindo os organismos estatais ou dependentes do Estado, podem ser penalizados por se recusarem a não aplicar o ilegal AO90.

 

Só uma LEI OBRIGARIA a essa aplicação. E essa lei NÃO EXISTE.

 

O que existe é o Decreto-Lei n.º 35.228, de 8 de Dezembro de 1945, em vigor desde 1 de Janeiro de 1946, e que NÃO FOI REVOGADO. E é esta lei que obriga à NÃO APLICAÇÃO do AO90, em território português.

 

Além disso, o Estado português está a violar a Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial da UNESCO de 17 de Outubro de 2003, artigos 2 (a)   11 (a e (b) 12º, 13º, 17 e 19ª /2, e da qual Portugal é Estado-Membro; a Constituição da República Portuguesa e a Convenção de Viena de 23 de Maio de 1969 (inter-alia, artigos 9º , 14 , 17 e 24) ; e a Convenção Ortográfica Luso-Brasileira de 10 de Agosto de 1945, aprovada pelo Decreto-Lei Nº 35.228 de 8 de Dezembro de 1945, em vigor, em Portugal, desde 1 de Janeiro de 1946 até aos dias de hoje, e que foi denunciada unilateralmente pelo Brasil.

 

Em Portugal, quem aplica o AO90 ou está muito desinformado, ou é subserviente ao Poder, ou é ignorante por opção, uma vez que existe muita informação à qual faz orelhas moucas, ou comodista, ou outra coisa pior qualquer.

 

Em Portugal ninguém é OBRIGADO a aplicar o AO90, por este ser ilegal e inconstitucional, e não existir Lei que a tal obrigue. E é lamentável que organismos do Estado, incluindo o governo e a presidência da República e os professores estejam a cometer esta ilegalidade e inconstitucionalidade, e não defendam o Património Cultural Imaterial Identitário de Portugal, e as normas da Convenção de 2003, da UNESCO, para a defesa das Línguas Nacionais, e não anulem de imediato o AO90, que apenas os subservientes portugueses aplicam. Nenhum outro país o aplica, incluindo o Brasil, que é o maior interessado nesta que é já considerada a maior fraude de todos os tempos.

 

Portanto, peço desculpa, mas a justificação implícita no comunicado chapa cinco, que nos é reiteradamente enviado, é completamente descabida, para não dizer coisa pior.

 

Ninguém em Portugal é obrigado a grafar à brasileira.

 

E é lamentável que, nomeadamente, os governantes e os professores de Português estejam a dar tão mau exemplo ao País, e a enganar as crianças, o principal alvo deste linguicídio.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:16

link do post | comentar | adicionar aos favoritos (1)
partilhar
Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

REPROVAR ALUNOS QUE SE RECUSEM A USAR A GRAFIA BRASILEIRA É UM ACTO ILEGAL

 

A propósito da minha publicação “Manual de Inglês Acordizado?» recebi este comentário:

 

«O que vale é que os Ingleses "cospem" neste tipo de treta.... O meu filho fala Inglês tão bem quanto Português. INFELIZMENTE, apesar do esforço que fiz para o trazer para o seu /meu país e aprender a escrever Português....Morreu no charco! Escreve esterqueira porque se não o fizer... REPROVA.»

 

Pois e, mas reprovar alunos que se recusem a escrever correctamente a sua Língua Materna é um manifestamente acto ILEGAL.

 

PAULO MATTA.jpg

 

Os alunos podem RECUSAR-SE a usar a grafia brasileira. Não há lei alguma que os obrigue. Os "ofícios" das escolas, ou a resolução do conselho de ministros não têm validade de Lei. E apenas uma LEI pode obrigar alguém a fazer o que não quer.

 

Logo, os professores, se estivessem para aí virados, PODERIAM recusar-se a desensinar os alunos, e os alunos, se os pais exigirem, podem recusar-se a escrever incorreCtamente a sua Língua Materna, consignada na Constituição da República Portuguesa.

 

Tudo é uma questão de não se acomodarem.

Os governantes apostam nesse comodismo e no medo que tudo isto provoca em quem não  está informado, por conveniência dos políticos.

 

Portanto, há que passar palavra e AGIR!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:05

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Sexta-feira, 14 de Setembro de 2018

CONTINUANDO A DEMONSTRAR A CEGUEIRA MENTAL DOS ACORDISTAS…

 

… algumas considerações ao acaso…

Basta de tentar esconder a verdade, porque a verdade é tão óBvia, que até um cego de nascença a vê à distância, num nevoeiro cerrado…

Apenas os cegos mentais não a vêem.

 

António Costa, o presidente da República, os tribunais (que não emitem sentenças em prazos razoáveis, como manda a Lei) e o pseudo-grupo de avaliação do impacto do AO90 estão a apostar na passagem do tempo e na irreversibilidade do processo que levou à substituição da grafia portuguesa pela grafia brasileira.

 

Mas… existe um mas, porque só a morte é irreversível, e assim como se andou há-de desandar-se, porque valores mais altos se levantarão e não permitirão que se vá de cavalo para burro, apenas porque uns poucos ignorantes assim o querem, e uns espertalhões encham os bolsos.

 

ESCOLAS PUBICAS.png

Sabemos que a SIC está tomada pela brasilidade. É uma das estações televisivas que mais maltrata a Língua Portuguesa. Estas escolas púbicas parecem vir de quem tem pôbremas de linguagem… (Onde é que eu já ouvi isto?)

 

Os erros de Português são às carradas nos órgãos de comunicação social. Uma autêntica vergonha que só diz da ignorância dos envolvidos. Quem não sabe escrever e decifrar o que se escreve, vá tratar de outra vida, porque cada um é para o que nasce.

 

Já vi escrito, por exemplo, “suntuoso” e invita” em Portugal, e isto não significa nada. Não são palavras que façam parte do léxico da Língua Portuguesa. Escrever isto, é o mesmo que escrever “pessicolo". Palavras sem história, sem raiz, sem sentido algum.

 

Temos de respeitar a grafia brasileira? Temos. Sim, temos de respeitá-la, mas não lhe chamemos Português, porque isto a ser alguma coisa, será o dialecto que os brasileiros criaram, a partir da Língua Portuguesa -  Leite de Vasconcelos dixit.

 

Temos de adoptar o dialecto brasileiro, na sua forma grafada, em Portugal? Não temos. Não, porque Portugal tem uma Língua, e passar de uma Língua para um dialecto seria ir de cavalo para burro.

 

Qual será o critério utilizado no Brasil, para mutilar umas palavras e outras, não? Dizem recePção, mas "suntuoso"... Pois... Em italiano isto diz-se "sontuoso", e recePção, diz-se "reception". A italianização é uma possível resposta.

 

***

Se até os Brasileiros cultos o dizem! Aplicar o AO90 em Portugal é aplicar a ortografia brasileira quase na íntegra, naquilo que diz respeito às consoantes mudas, à excePção de excePção e recePção (e palavras delas derivadas) espeCtadores, e outros vocábulos em que eles lêem as consoantes e nós não. É claro que os brasileiros continuarão a grafar excePção, recePção, espeCtadores, Antônio, e os seguidistas acordistas portugueses grafarão receção, espetador, António. E isto, dizem os acordistas, é para UNIFICAR as duas grafias, o que leva a outra ignorância: desconhecem o significado de UNIFICAR.

 

Veja-se, por exemplo, o absurdo que se encontra na Infopédia da acordizada Porto Editora:

Aspeto (isto lê-se âspêtu)

as.pe.to

ɐʃˈpɛtu

nome masculino

  1. feição que um objeto (isto lê-se óbjêtu) ou uma pessoa apresenta à vista; aparência
  2. semblante; fisionomia
  3. lado; face; ângulo
  4. ponto de vista

Do Latim aspectu

 

E agora vem o mais inacreditável:

Também se pode escrever aspecto.

Não, aquele TAMBÉM SE PODE foi completamente ao lado.

O que SE DEVE é escrever aspeCto.

O SE PODE é apenas para os acordistas que,  IGNORANTEMENTE, escrevem aspeto (âspêtu), que não tem significado algum. 

 

***

E só diz o contrário quem desconhece a grafia brasileira e o que está na génese deste falso acordo, acordado entre Bechara e Malaca, ou de quem quer atirar areia para os olhos dos Portugueses. Para este acordo não foram tidos nem achados linguistas angolanos, moçambicanos, timorenses, são-tomenses, cabo-verdianos, guineenses, como seria desejável. Os países lusófonos são oito. E só dois estiveram a engendrar isto.

 

Os "pais" deste imbróglio foram o Evanildo Bechara (Brasil) e Malaca Casteleiro (Portugal), que se algum dia foram linguistas, deixaram de o ser no dia em que decidiram tramar a Língua Portuguesa.

 

Basta de pretenderem atirar areia para os olhos das pessoas.

 

Com o AO90, no Brasil, apenas se modificou alguns acentos e hífenes. De resto, os Brasileiros escreverão como sempre escreveram. E os Portugueses? Os Portugueses SERVILISTAS, e apenas estes e as desventuradas crianças escreverão “à brasileira” para fazer o jeito a alguém, até ver...

 

E disto não há a menor dúvida.

 

O que se passa, diz e muito bem Luís Bigotte de Almeida:

 

«O que se passa é a falta de investimento no ensino da Língua Portuguesa e o facilitismo na progressão no ensino secundário para evitar as, agora chamadas, "retenções" (Ah! Ah! Ah!). O AO90 é absolutamente irresponsável, mas apoia-se na iliteracia que é evidente no país e cuja "incubadora" (para usar outro meme na moda) tem sido a ignorância que é maioritária.»

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:09

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Domingo, 2 de Setembro de 2018

DE VISITA À FEIRA DE SÃO MATEUS MARCELO REBELO DE SOUSA DISSE QUE «É O POVO QUEM MAIS ORDENA»

 

Pois gostámos muito de saber.

 

Pois se é o povo quem mais ordena, por que motivo V. Exa. faz ouvidos de mercador aos milhares de portugueses que estão a lutar contra o acordo ortográfico de 1990, que ILEGALMENTE impõe a grafia brasileira a Portugal?

 

A notícia, grafada em brasileiro, está neste link:

https://www.jn.pt/nacional/interior/marcelo-lembra-que-ainda-e-o-povo-quem-mais-ordena-9789885.html

 

E agora vai falar o povo.

 

CELINHO.jpg

 Ao seu jeito narcisista, selfies, beijinhos e abraços é o que o presidente da República Portuguesa (ou devo dizer das Bananas?) mais gosta de fazer, deixando de lado os deveres de Estado e a defesa da Constituição da República Portuguesa.

 

Com base nas declarações contidas na notícia acima referida, nós, como povo que mais ordenamos, EXIGIMOS que V. Excelência cumpra o seu DEVER: respeite a Constituição da República Portuguesa, devolvendo a Portugal a grafia portuguesa.

 

E faço minhas as palavras do meu amigo Comandante Manuel Figueiredo, que melhor não podia expressar o sentimento e o desejo generalizados desse povo que mais ordena, num comentário publicado numa rede social:

 

«Sendo o Senhor Presidente da República um cidadão culto, inteligente, e, por profissão, um catedrático constitucionalista, cumpra o que o seu suposto amor à Pátria lhe impõe. Seja um Presidente que o povo - todo o povo - tenha gosto e honra em o respeitar de verdade. E tendo o Senhor Presidente, quando tomou posse do alto cargo que exerce, jurado cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa, é meu dever - também como cidadão - exigir-lhe que defenda a Língua Portuguesa, dirigindo à Assembleia da República a obrigação de revogar a vergonhosa Resolução do Conselho de Ministros que "oficializa" o desacordo ortográfico também conhecido por AO90. Não podemos continuar a conviver com tamanha ignomínia! Quero ficar com a certeza, Senhor Presidente, que Vossa Excelência irá acatar este pedido. E se tenho a certeza, é porque eu, e milhões de portugueses como eu - o povo - somos quem mais ordena. Os meus mais respeitosos cumprimentos.»

 

E também as do meu amigo Fernando Alberto II:

 

«Sr. Presidente Marcelo, o Sr. parece que desconhece o valor das suas próprias palavras. Interpretando a nossa sagrada Língua vernácula de Portugal, o povo não pode acreditar no Sr. pois, sem querermos FOI-NOS IMPOSTO o "Pseudo Acordo Ortográfico, de 1990", que, além do mais, é ilegal e inconstitucional. Faça o favor, de fazer valer os seus poderes constitucionais revogando esta grande ILEGALIDADE.»

***

 

Pois aqui deixamos este pedido do povo, desse povo que o senhor diz que é quem mais ordena, e que aguarda, continua a aguardar uma resposta de V. Excelência, pois já foram muitos os pedidos que lhe chegaram, neste sentido, e  ainda não mereceram resposta alguma, por parte de V. Exa. Em que ficamos? O povo ordena ou não ordena? 

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:37

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Sexta-feira, 31 de Agosto de 2018

Marcelo Rebelo de Sousa é personagem principal de livro para crianças

 

Ou devemos dizer «Marcelo Rebelo de Sousa é a criança principal num livro para adultos», conforme a sugestão do amigo José Caniné ?

 

A notícia pode ler-se aqui (advertência: na grafia brasileira):

https://observador.pt/2018/08/30/marcelo-e-personagem-principal-de-livro-para-criancas/#comment-post-2796350-2022274

mas mais importante do que a notícia, são os comentários, que fiz questão de recolher, porque se isto não fosse trágico, até poderia ter piada.

Mas, infelizmente, não tem.

 

MARCELO.jpg

 

E narcisicamente Marcelo Rebelo de Sousa lá vai prestando um péssimo serviço ao país e, sobretudo, às crianças, que estão a ser enganadas nas escolas, e ele, como presidente da República, está-se nas tintas para isso.

 

Em que grafia este livrinho estará escrito?

Pelo andar da carruagem, podemos adivinhar: na grafia brasileira?

 

Pobres crianças, condenadas a ser os futuros analfabetos escolarizados, se não as salvarmos!

 

Agora detenhamo-nos nos diversos comentários, que dizem muito do estado deste chefe de estado (assim em letras minúsculas), e com os quais concordo plenamente:

 

Marie de Montparnasse

16 m

A história começa assim: Era uma vez ... um rei, perdão, uma república que tinha um rei, perdão, um presidente que tinha duas grandes paixões - a água e as fotografias. Não podia ver água fosse limpa ou suja que ele atirava-se logo de cabeça e calções que estavam sempre molhadinhos. Outra paixão eram as fotografias isso então nem se fala, esticava a cabecinha e metia-a toda dentro da câmara cor de rosa com risinhos e olhos esbugalhados. Era muito divertido.

Não se lhe conhecem outras paixões.

 

dragone, pedro

4 h

Noutros tempos, de má memória, "vendia-se" a imagem do populista (e ditador) Salazar junto das crianças afixando a sua foto em todas escolas. Hoje há formas mais insidiosas de promover um populista (e candidato a ditador…) junto de futuros eleitores, mas o modelo é o mesmo! Apenas difere nos meios utilizados.

 

Paulo Alvesdragone, pedro

4 h

Candidato a ditador? Discordo. Antes pelo contrário, é uma marioneta às mãos deste governo que ostensivamente nem o respeita. A esmagadora maioria das recomendações de Marcelo são ignoradas pelo cínico Costa.

 

Pergunto-me mesmo se esta publicação não terá tido uma "mão detrás dos arbustos" patrocinada pelo PS e apoiantes da extrema-esquerda, para perversamente o caricaturar.

 

José Paulo C Castro

5 h

Por momentos, li o título como Marcelo sendo a personagem infantil de um livro.

E o meu cérebro não corrigiu imediatamente a confusão...

 

Paulo Alves

5 h

Cada vez me convenço mais de que Marcelo se devia remeter ao comentário de livros.

O destino pregou-lhe uma partida: agora é personagem de mais um livreco infantil, dos que se vendem aos montes nos hipermercados.

O que diria o Marcelo-comentador-de-livros perante esta "erudita" publicação?

 

Cato Uticensis

6 h

É tipo onde está o Wally mas ao contrário. Temos de procurar nas imagens onde não está o Marcelo. Este cromo devia fazer pausas para compromissos comerciais e não nos obrigar a assistir a isto sem descanso.

 

Carlos Madeira

7 h

Um país de faz de conta, o problema é que o faz de conta um dia acaba.

 

Marco Silva

8 h

E cá está...o grande contributo de Marcelo como Presidente. Tirar selfies.

Defender a constituição, aquilo para o qual foi eleito com uma esmagadora maioria de votos? Nada disso. 35 horas para uns, 40 para outros. Privilégios laborais para uns, mais restricções para outros...

Este país já tinha (e continua a ter) problemas demais em termos sociais e especialmente económicos. Não precisava do maior populista que alguma vez assolou esta terra, sem convicções e valores (é apenas um catavento que muda para onde é mais popular) que transformou as noticias no seu reality show. Algo que a comunicação social aceita com todo o prazer.

 

O quê? As pessoas esperam ainda mais tempo pelas cirurgias e consultas de especialidade, devido aos cortes enormes promovidos por este governo? Espera, vamos antes ver se o Presidente foi a banhos.

Como disse? Quem usa transportes públicos para se deslocar para o trabalho, tem menos comboios, maiores atrasos e carruagens que nem ar condicionado têm, em dias de 40º ? Espera, vamos antes ver o Marcelo a tirar a sua milionésima selfie do dia.

 

Diga lá? Roubaram armas de guerra de um paiol militar sem que existam quaisquer consequências, e tanto ministro da defesa, como primeiro ministro, como chefes militares dizem nada saber, ou inventam histórias rapidamente desmentidas, algo que dura há mais de um ano? Não faz mal que o Marcelo disse que exige responsabilidades "doa a quem doer"

 

Hã? Morreram mais de 100 pessoas com graves responsabilidades do governo, ao encher a Protecção Civil de boys do PS, bem como na gestão das autoridades no terreno, inclusivé com crimes practicados por algumas figuras, como apagar registos da fita do temp ?? Não interessa, o Marcelo disse que "se fez tudo o que podia" e quando se soube que era mentira, foi fazer turismo rural e tirar umas selfies nos locais perto da morte das pessoas, para se promover mais uma vez, logo está tudo bem.

Este país é mesmo muito, muito triste.

 

Joao MA

10 h

É um livro sobre palhaços ou um manual de como tirar selfies?

 

manel buiça

16 h

Tá certo: o primeiro livro do Presidente Martelo só podia ser mesmo para crianças. Para todas as crianças e cidadãos eleitores desta pobre democracia infantilizadora e infantilizada. Porque só mesmo as crianças conseguem entendê-lo tão bem. Sem espírito crítico. Acham graça a todo este circo e a todas estas pueris e tão engraçadas palhaçadas.

 

Djodoerahãt

17 h

 Não ficava melhor num livro de comédia?

 

chico fininho

21 h

coitadas das crianças ...

 

***

Também lamento pelas crianças, que mereciam melhor sorte. E melhor literatura, grafada na Língua Materna delas, e não num dialecto sul-americano.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 19:02

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Domingo, 12 de Agosto de 2018

JORNAL EXPRESSO OFERECE O ESSENCIAL DA OBRA DE CAMILO CASTELO BRANCO EM QUE GRAFIA? NA GRAFIA DE CAMILO OU NA GRAFIA DE JORGE AMADO?

 

O Jornal Expresso, servilmente, até porque não é funcionário público, nem faz parte de nenhum organismo estatal, vergou-se à grafia brasileira, que o governo português quem impor a Portugal ilegalmente, sem ao menos se informar se era obrigado, por LEI, a fazê-lo.

 

Cegamente (ou talvez para servir os interesses do Poder, porque os há assim) optou por trair a Língua Portuguesa. Perdeu leitores, obviamente. E agora deu-lhe para oferecer Camilo à brasileira.

 

Claro está que um desacordista não compra o Expresso, e jamais leria a prosa impoluta de Camilo, grafada à brasileira.

 

EXPRESSO.jpg

 Isto é um insulto a Camilo e à Língua Portuguesa

 

Lê-se na apresentação desta oferta, para enganar papalvos: Numa seleção (s’l’ção) (assim, à brasileira) de João Bigotte Chorão, esta coleção (cul’ção) (à brasileira) de 8 livros conta com os prefácios de Abel Barros Baptista, A. M. Pires Cabral, Henrique Raposo, Francisco José Viegas, José Viale Moutinho, José Quitério, Maria Alzira Seixo e Mário Cláudio.

 

Diz que é grátis. Mas nem grátis, nem a pagar, deve ler-se a prosa intocável de Camilo, traduzida para Brasileiro. É um ultraje a Camilo é à Língua Portuguesa.

 

Assim como seria um ultraje a Jorge Amado e ao Dialecto Brasileiro com que ele escreveu as suas obras-primas, traduzi-lo para Língua Portuguesa.

 

Os predadores da Língua Portuguesa andam por aí a reeditar os clássicos portugueses em Brasileiro, mas os Brasileiros cultos, que eu conheço, recusam-se a ler os nossos clássicos traduzidos para Brasileiro, porque, dizem eles, perde-se a alma da escrita dos nossos grandes escritores.

 

Não é hábito das editoras portuguesas traduzirem os clássicos brasileiros para Língua Portuguesa, porque em Portugal, quem sabe ler, pode até não saber o que significa objeto (ôbjêtu), mas isto não é impeditivo de se compreender o resto da obra.

 

Dizem que, no Brasil, é preciso traduzir as obras dos autores portugueses para Brasileiro, porque os Brasileiros (não os cultos obviamente) não compreendem a Língua Portuguesa. A mim, já me pediram tradução para Brasileiro de um livro meu. Escusado será dizer que me recusei a tal.

 

Será por isso que nos querem impingir a grafia brasileira, através do fraudulento AO90, para que os tais milhões de Brasileiros que, se excePtuarmos os analfabetos e os analfabetos funcionais, já não serão milhões, mas milhares, possam entender o que escrevemos?

 

Não haverá nisto algo estranho? Afinal, se é necessário traduzir, a Língua não é a mesma, lá e cá. Para os africanos de expressão portuguesa nunca foi necessário traduzir as nossas obras, africanizando-as, para que eles pudessem entender-nos.

 

Bem, se me aparecer à frente um Camilo grafado à brasileira, ou um Jorge Amado grafado à portuguesa, irão direCtinhos para o caixote do lixo.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:06

link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
partilhar
Sábado, 11 de Agosto de 2018

O MIXORDÊS DE SANTANA LOPES

 

Pedro Santana Lopes é um dos nomes que ficará para a História, na lista negra daqueles que venderam a Língua Portuguesa ao Brasil.

Ser coerente com aquilo que ajudou a destruir seria, no mínimo, obrigatório, por parte dele, porém, Santana Lopes, além de não ter a mínima ideia do estrago que fez, optou por uma grafia híbrida, denominada mixordês, que é a mistura da grafia brasileira sugerida pelo AO90, e a grafia portuguesa, a que de facto e de direito está em vigor em Portugal.

Para escrever isto, Doutor Santana Lopes, mais valia estar quietinho no seu canto, para não passar vergonha. É que não fica bem a um candidato a primeiro-ministro escrever assim tão mal (mas deixe lá que o actual primeiro-ministro de Portugal não escreve melhor!)

 

SANTANA LOPES.png

 

«A ortografia de Pedro Santana Lopes na sua carta de despedida do PSD. Enquanto secretário de Estado da Cultura, negociou politicamente e assinou o Acordo Ortográfico por Portugal a mando de Cavaco Silva, em 1990. Será, então, de estranhar tamanha incongruência gráfica? Não no caso de quem, conquanto defendendo vincadamente o AO, afirmou que «agora "facto" é igual a "fato" (de roupa)» (https://bit.ly/2KsPTPx) e que misturar grafias era para o lado que dormia melhor (https://bit.ly/2D06XZH). Pedir alguma coerência parece ser demasiado.»

 

Fonte:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.645077242260614.1073741827.199515723483437/1663009553800706/?type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:38

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar
Domingo, 29 de Julho de 2018

Mais um parecer jurídico que aponta a inconstitucionalidade do AO90

 

Este texto vai ao cuidado de Sua Excelência, o Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, actual Presidente da República Portuguesa, que jurou defender a Constituição da República Portuguesa e os interesses de Portugal  e de todos os Portugueses, e não está a cumprir essa jura.

 

MARCELO.png

 

Esta frase foi proferida no âmbito de uma entrevista à Agência Lusa, em Outubro de 2017, e ao que parece, Marcelo Rebelo de Sousa não reconhece a mais ninguém o direito de saber Direito Constitucional. Só ele sabe.

 

Fará isto parte do seu acentuado e notório narcisismo?

 

São vários os juristas que já apontaram publicamente a inconstitucionalidade do AO90, entre eles Sebastião Póvoas, vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Ivo Miguel Barroso, docente universitário e jurista, o Embaixador Carlos Fernandes, que o defendeu num livro intitulado «O Acordo Ortográfico de 1990 Não Está em Vigor – Prepotência do Governo de José Sócrates e do Presidente Cavaco Silva» (e poderemos agora acrescentar também do presidente Marcelo Rebelo de Sousa?), e Carlos Borges, também jurista, a quem pedi um parecer, do qual aqui publico hoje um excerto.

 

Todos são unânimes em afirmar que o dito AO90 é inconstitucional, não estando em vigor em nenhum país lusófono, e que a Constituição da República Portuguesa está a ser violada.

 

Em Portugal o Acordo Ortográfico de 1990 foi ilegalmente imposto a partir de 1 de Janeiro de 2012, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, no sistema educativo e na função pública, e depois foi-se sub-repticiamente infiltrando nos meios de comunicação social, subservientes ao Poder, o que foi gerando um descomunal logro, e os menos informados acham que “agora escreve-se diferente” (é o que ouço).

 

«Porém, a Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011 é inconstitucional:

 

1 - Por não respeitar a natureza, o alcance e o âmbito estabelecidos no artigo 199.º/g) da Constituição (inconstitucionalidade formal);

 

2 - Por, enquanto acto de natureza regulamentar, a competência subjectiva e objectiva para a sua emissão não ter sido definida, ou prevista, pela Lei n.º 47/2006, de 28 de Agosto, nem a Resolução poder sequer tratar-se de alteração ao Decreto-Lei n.º 261/2007, de 17 de Julho – que veio justamente regulamentar aquela Lei, já que, jurídico-constitucionalmente, uma Resolução do Governo com carácter administrativo não pode alterar ou dar forma inovadora à Regulamentação prevista por aquele Decreto-Lei (que assumiu a forma de Decreto Regulamentar, nos termos e para efeitos do artigo 112.º/7 da CRP) –, em contravenção ao artigo 112.º/8 da CRP (inconstitucionalidade formal);

 

3 - Por violação do artigo 164.º/i) da Lei Fundamental, já que não cabe ao Governo criar materialidade normativa inovadora no âmbito das Bases do Sistema de Ensino, a propósito do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, já que a Língua Portuguesa é instrumento basilar no acesso à educação e à igualdade de oportunidades, a serem promovidos pelo Sistema de Ensino – e contra isto não se alegue o artigo 47.º/1-a) e e) da Lei n.º 46/86 de 14 de Outubro [Lei de Bases do Sistema Educativo], na versão outorgada pela Lei n.º 85/2009, de 27 de Agosto, já que a matéria aqui em causa foi imediata e directamente objecto de Reserva aposta à Ratificação de Convenção Internacional aprovada pelo Parlamento, que não permitiu (nem expressa, nem tacitamente) ao Governo (a coberto de competência administrativa, pela citada Resolução) a determinação temporal da produção dos efeitos da entrada em vigor do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no Sistema de Ensino (inconstitucionalidade orgânica, pois);

 

4 - Por ferir a estatuição do 165.º/g) da Constituição, porquanto a Resolução n.º 8/2011 do Conselho de Ministros veio criar materialidade inovadora a respeito da tutela da Língua Portuguesa, enquanto elemento chave do património cultural português – tal como é expressamente asseverado no artigo 2.º/2 da Lei n.º 107/2001 de 8 de Setembro (Lei de Bases do Património Cultural) –, sem que para tal tenha existido autorização da própria Lei de Bases para o efeito, ou sequer a aprovação posterior do Parlamento (nos termos dos artigos 162.º/c) e d) e 165.º/1 in fine) de Lei de autorização legislativa que permitisse ao Governo legislar sobre a matéria, cumpridas as formalidades constitucionais exigidas para o efeito (e que o Executivo, sub-repticiamente, ignorou por completo, ao criar normas jurídicas com carácter geral e vinculativo a coberto dum acto jurídico de natureza administrativa): inconstitucionalidade orgânica e inconstitucionalidade formal, portanto;

 

5 - Por manifesto desrespeito pelo artigo 9.º/e) e f) da Constituição da República Portuguesa, na medida em que um acto jurídico sem possuir natureza legal válida e adequada, veio introduzir significativas e profundas alterações na Língua Portuguesa, sem que as mesmas alterações possuíssem uma razoabilidade materialmente justificável: criando, com efeito, situações turbulentas ao nível do sistema de Ensino e, mais grave ainda, destruindo o “ADN” matricial da Língua Portuguesa sem fundamento mais que não fossem as lógicas económica e geopolítica: as quais não são, nos termos constitucionais causa ou razão para autorizar qualquer “revolução cultural” na Língua Portuguesa, porquanto a promoção da “difusão internacional da língua portuguesa” (artigo 9.º/f) in fine da CRP) não pode ser lograda sem que se deixe de “[p]roteger e valorizar o património cultural do povo português” (artigo 9.º/e ab initio da CRP), através, no caso concreto, do “assegurar o ensino [correcto – dizemos e entendemos nós, à luz da normatividade legal e constitucional existentes!] e a valorização permanente (…) da língua portuguesa” (artigo 9.º/f) da CRP), que não é, nem nunca pode vir a ser, “moeda de troca” nas relações internacionais do Estado Português (inconstitucionalidade material);

 

6 - Por violação da norma constante do artigo 78.º/2-c) da Constituição, na medida em que, por todos os argumentos supra aduzidos, o Governo não procedeu à “salvaguarda e [à] valorização do património cultural” – maxime, da Língua Portuguesa –, antes promovendo a sua mutilação e incoerente reformulação das regras orientadoras da grafia e ortografia (inconstitucionalidade material).»

Carlos Borges

 

***

Bem, posto isto, entenderá Sua Excelência, o presidente da República Portuguesa, que todos os juristas, que até agora se pronunciaram sobre esta matéria, nada sabem de Direito Constitucional?

 

É que eu não sei, não sei mesmo nada de Direito, e portanto, não me meto por estes caminhos jurídicos. Mas sei de Língua Portuguesa e de grafia portuguesa, e também sei do Dialecto Brasileiro e de grafia brasileira, que aprendi no Brasil, quando entrei para a Escola Primária, e posso garantir que o AO90 mais não é do que a cópia da grafia brasileira, exceptuando uns poucos cês e pês, que o Brasil manteve e Portugal muito ignorantemente decidiu suprimir, criando uns monstrinhos ortográficos, que nem lembraria ao diabo. Escrevo perfeitamente nas duas versões. Apenas a hifenização e a acentuação mudou, para pior, obviamente, de outro modo, o Brasil nada tinha para modificar, com este pseudo e fraudulento AO90.

 

Isto eu sei. E trocar a grafia portuguesa, europeia e íntegra, pela grafia brasileira mutilada, trocar uma língua, por um dialecto, não me parece coisa constitucional…

 

Senhor Presidente da República, tenho conhecimento de que vários portugueses lhe têm escrito cartas privadas, eu incluída, a pedir uma explicação OFICIAL para esta inconstitucional, ilegal, inútil e inacreditável “venda” da Língua Portuguesa ao Brasil, e o senhor, que se diz “presidente de todos os portugueses” cala-se. Não responde. Ainda não respondeu a nenhum de nós. Porquê? De que tem medo? Ou pior do que isso, alguém o mandou calar e V. Excelência simplesmente obedeceu? 

 

Ou aqui há “gato”, e não há presidente de todos os Portugueses, ou aqui há algo que brevemente poderá ser oficialmente desmascarado como a maior fraude de todos os tempos.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:58

link do post | comentar | adicionar aos favoritos
partilhar

.mais sobre mim

.pesquisar neste blog

 

.Dezembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. «Movimento pela Língua Br...

. Quando eliminar os “pe...

. Em Portugal, a quem inter...

. Acções contra o AO90 e de...

. NOS DEZ ANOS DA APLICAÇÃO...

. A INTENÇÃO DE "REVER" O A...

. Comunicado nº2 do Movime...

. E ASSIM VAI O INADMISSÍVE...

. «O negócio do Acordo Orto...

. «A Língua Portuguesa está...

.arquivos

. Dezembro 2019

. Novembro 2019

. Outubro 2019

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

.Acordo Ortográfico

A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

.

.Contacto

isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
blogs SAPO