Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2017

A MÁ INFLUÊNCIA DA MUTILAÇÃO INTRODUZIDA PELO AO90 NAS PALAVRAS PRONUNCIADAS

 

LÌNGUAS.png

 

Um destes dias, “passei” pela RTP3 e estava a dar uma notícia qualquer sobre produtos portugueses promovidos na Rússia, no preciso momento em que o correspondente da RTP naquele país, Evgueni Mouravitch dizia que aquele s’tor (pronunciado assim tal e qual) estava em expansão.

 

Ora, Evgueni Mouravitch é um cidadão russo que aprendeu Português, com todas as regras, como um bom estrangeiro quando quer aprender uma Língua, e sempre falou a nossa língua com fluidez e bem pronunciada.

 

Ora acontece que com esta moda mutiladora das palavras introduzida no nosso Português pelo abrasileirado AO90, quebrou-se todas as regras da linguagem escrita, e a falada foi fatalmente afeCtada. E tanto os portugueses, como principalmente os estrangeiros que se deparam com as palavras mutiladas, começaram a ler conforme a grafia aconselha.

 

Assim, aquele “sector”, sem o , forçosamente terá de ser pronunciado “s’tor”, ou então teria de ser acentuada - sétor - ou, repondo a legitimidade da palavra, teria de estar grafada seCtor, para que Mouravitch a pronunciasse correCtamente. E isto qualquer estrangeiro e também qualquer criança portuguesa que esteja a aprender a ler entenderá. As crianças já lêem s’etor. Só os acordistas não entendem, porque a cultura linguística deles não lhes chega sequer aos calcanhares.

 

Já ouvi jornalistas a ler as notícias nos pontos, e pronunciar as palavras mutiladas, segundo as regras gramaticais: dir’tor, âção, dirêto… que é assim que têm de ser pronunciadas, se não estão acentuadas ou grafadas correCtamente.

 

Eu própria, quando vou a um banco e vejo escarrapachado à minha frente aquele “diretor de marketing”, peço para falar precisamente com o “dir’tor”. Diante dos olhos esbugalhados do meu interlocutor, confirmo: «sim, dir’tor, não é isso que ali está escrito

 

É preciso pôr termo a este descalabro. Pretendem que os estrangeiros, que aprenderam Língua Portuguesa (não a brasileira), a reaprendam a escrever segundo a ignorância do AO90?

 

Ora se os Ingleses ou os Espanhóis lhe dessem para fazer acordos ortográficos com as ex-colónias, lá teria eu de desaprender o que levei anos a aprender com todas as regras, para falar e escrever bem estas línguas????

 

Ponho-me no lugar dos estrangeiros que suaram muiiiiito para aprender uma das Línguas mais completas, mais ricas, mais cultas, mas também mais difíceis do mundo, a Língua Portuguesa, para agora a verem mortalmente mutilada…

Que pobreza!!!!!

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:54

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Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

Génese do Acordo Ortográfico de 1990 (I)

 

Esclarecimento: para que não subsista qualquer dúvida na mente dos leitores, acerca do que escreverei sobre esta matéria, sinto-me na obrigação de, desde já, esclarecer que sou uma assumida e aguerrida anticolonialista, anti-imperialista, anti-racista, anti-xenófoba, antiesclavagista e anti-preconceituosa.

 

Tenho o Brasil no coração, como minha segunda pátria, e considero todos os povos do mundo meus irmãos. Porém, nunca me calei, nem nunca me calarei, diante do menosprezo a que o meu País é frequentemente votado, por mero preconceito, profunda ignorância e uma incompreensível lusofobia.

 

Sei que existem muito bons aliados brasileiros, como o Paulo Franchetti, que aqui cito, mas também sei que além de serem uma minoria, não são eles que mandam nestas coisas da Língua. É o Itamaraty.

 

Por isso, e por conhecer bastante bem a realidade, tanto a de lá, como a de cá, ouso atrever-me (assim mesmo) a dizer o que muitos já poderão saber, mas não têm a coragem de dizer alto.

 

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Realmente, a ordem que vem de cima, na esmagadora maioria das vezes, assenta num interesse que vem de baixo, e quase nunca é a ordem das coisas.

 

E isto é absolutamente inaceitável. Se numa Democracia, o povo é soberano, é ao povo que cabe acabar com a descomunal fraude do AO90.

 

Todos nós sabemos que o chamado Acordo Ortográfico de 1990 impõe a grafia brasileira  saída da reforma ortográfica unilateral, de 1943, que o Brasil, continuou a adoptar, quando renegou, apesar de a ter assinado, a Convenção Ortográfica Luso-Brasileira 1945 que, esta sim, unificava a Língua, e a qual, «desde então, tem vigorado em Portugal e antigo Ultramar português, como ortografia oficial portuguesa e (…) ainda vigora, por falta da sua revogação», à excepção «desse esquisito irmão de Portugal, que é o Brasil» (1).

 

Posto isto, quando falamos do abrasileiramento da grafia portuguesa, que o governo português obrigou a adoptar em Portugal, a partir de 1 de Janeiro de 2012, estamos a falar do acordês, do brasileirês, do malaquês, do socratês, do lulês, do cavaquês, e mais recentemente do costês e do marcelês, vulgarismos pelos quais o AO90 passou a ser conhecido. Ou seja, é tudo menos Português.

 

Como chegámos a este ponto?

 

Temos de recuar no tempo e analisar o que nos diz a História.

 

1 - A História diz-nos que o território, ao qual se deu o nome de Brasil, foi achado a 22 de Abril de 1500, pela frota de Pedro Álvares Cabral, um ilustre navegador português, ao serviço de Dom Manuel I, nosso Rei.

 

2 – Lá chegados, os Portugueses encontraram um território já povoado por tribos indígenas com uma cultura primitiva, mas organizada. E estes eram e sempre foram os verdadeiros donos daquele território.

 

3 – Tal como fizeram os restantes povos (descobridores de mares e terras), os Portugueses mesclaram-se com os indígenas e levaram para o Brasil homens e mulheres (gente boa e menos boa) e ali cresceram e multiplicaram-se à boa maneira bíblica.

 

4 – Como os indígenas eram senhores de si, não alinharam, de livre e espontânea vontade, com os Portugueses no que respeita à construção de um país. Então, já descobertos os territórios africanos, cujos indígenas raptavam os seus próprios irmãos e os vendiam como escravos a quem os quisesse comprar, os Portugueses (como todos os outros povos colonizadores) viram ali um grande negócio e levaram para o Brasil os africanos e, com uns e com outros, assim se foi criando um novo povo.

 

5 – Na fúria daqueles tempos, em que os senhores do mundo queriam dominar os povos descobertos, à América do Sul foram chegando Espanhóis, Ingleses, Franceses, Holandeses, e, pelo que sabemos, as senhoras daquela época eram formosas como as rosas, e então continuou-se aquela multiplicação bíblica, agora com mais possibilidade de escolha.

 

6 – E o tempo foi passando e, entre o povo, cada vez mais brasileiro, foi crescendo o sonho da independência, até porque Dom João VI, que transferiu a corte para o Brasil em 1808,  foi criando neste pedaço de Portugal, as estruturas essenciais a um povo, para que caminhasse com os próprios pés. Em 1820, rebenta em Portugal uma revolução liberal e a família real foi forçada a regressar a Lisboa. Dom João VI nomeia então o seu filho mais velho, Dom Pedro de Alcântara Orléans e Bragança, como Príncipe Regente do Brasil, em 1821. Instado pelas circunstâncias, a 7 de Setembro de 1822, encontrando-se Dom Pedro nas margens do riacho Ipiranga, (onde se situa a actual cidade de São Paulo) deu aquele grito de “independência ou morte” e em 12 de Outubro do mesmo ano é proclamado Imperador do Brasil, com o nome de Dom Pedro I. E assim nasce o Império do Brasil, completamente desligado de Portugal. E o Brasil continuou Império até 15 de Novembro de 1889, quando se transformou no Brasil República.

 

7 – A partir daqui, já completamente livre do jugo português, e com, pelo menos, duas gerações legitimamente brasileiras, os Brasileiros ficaram senhores de si próprios e responsáveis por tudo o que daí em diante fizeram (ou não fizeram) pelo Brasil.

 

8 – A partir daqui nasceram quatro grupos de cidadãos brasileiros: os indiferentes, para quem tanto faz, como tanto fez; os saudosistas, que suspiravam pela majestade do antigo Império; os progressistas, aqueles para quem o passado é passado, vamos construir o futuro (infelizmente a minoria); e os ressabiados, aqueles que, sem saberem sequer porquê, rejeitaram pura e simplesmente o passado de colonizado, e criaram à volta dessa rejeição, quase irracional, um complexo de inferioridade (que o escritor e jornalista brasileiro, Nelson Rodrigues, com muito humor, designou como “complexo de vira-lata”, e, ainda mais irracionalmente, vivem a sonhar o sonho impossível de quererem ter sido colonizados pelos Ingleses, uma vez que têm como “ídolo” o gigante norte-americano, desconhecendo por completo que a História do gigante norte-americano é tão igual ou até mesmo inferior   (facto: os Ingleses sempre foram muito mais racistas e xenófobos do que os portugueses) do que a do gigante (ainda a ser) sul-americano, desenvolvendo-se a partir daqui uma perniciosa e irracional lusofobia.

 

9 – E é dentre estes ressabiados que, vá lá saber-se como, saíram uns tantos que, chegados ao Poder, introduziram esta lusofobia no ensino da Língua Portuguesa (idioma que livremente adoptaram depois da independência, pois ninguém lhes impôs nada) e também no ensino da História do Brasil, inacreditavelmente deturpado.

 

10 – Chegados aqui, há que dar provas disto.

 

O que ficará para a segunda parte.

 

(1) in «O Acordo Ortográfico de 1990 Não Está em Vigor» da autoria do Embaixador Carlos Fernandes (Edição Guerra & Paz)

 

Isabel A. Ferreira

 

***

Génese do Acordo Ortográfico de 1990 (I)

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/a-genese-do-acordo-ortografico-de-1990-52848

 

Génese do Acordo Ortográfico de 1990 (II)

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/a-genese-do-acordo-ortografico-de-1990-53853

 

 Génese do Acordo Ortográfico de 1990 (III)

http://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/genese-do-acordo-ortografico-de-1990-55885

 

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:42

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Quinta-feira, 27 de Outubro de 2016

«Por umas letrinhas apenas»

 

Este é o título de uma crónica de Nuno Pacheco, Redactor- principal do Jornal Público, a qual nos faz pensar como Portugal precisa de muitos Nunos Pachecos em todos os sectores da vida portuguesa…

 

"Políticos e políticas, portugueses e portuguesas" (esta moda... só por gozo!!!), aprendam com quem tem lucidez para saber que o AO90 não passa de uma grande fraude.

 

LETRINHAS.jpg

 

Texto de Nuno Pacheco

27/10/2016

 

Os ingleses não são loucos e sabem, como também deveríamos saber, que a escrita e a fala são disciplinas distintas.

 

Não foi há muito tempo. No dia 10 de Outubro, na Gulbenkian, na sessão de atribuição dos prémios do património cultural (a mesma sessão onde foram distinguidos Eduardo Lourenço e Plantu), uma das oradoras, ao explicar as actividades que justificavam o prémio, disse por várias vezes “actividades” sublinhando o C. Não foi engano, porque nunca disse “âtividadej”, como faz a maioria, disse sempre “âktividadej”. Falará ela “à antiga”, como por aí se diz? Ou pura e simplesmente tem da palavra o sentido primeiro, próximo do étimo latino? A discussão pode parecer uma bizarria, mas não é. Porque quando se instituiu que o acordo ortográfico de 1990 era mesmo para ser imposto, um dos grandes argumentos que o sustentavam, além da pretensa “simplificação” da escrita, era a “facilitadora” submissão à oralidade em detrimento da etimologia. “Não se lê, não se escreve” ou “o que não se pronuncia não se escreve!” foram regras que andaram insistentemente a soprar-nos aos ouvidos. Mas como é possível pôr alguém que diz “aktividade” a escrever “atividade”? Escreve o C porque o diz? Ou altera a fonética?

 

Isto passa-se com inúmeras palavras, às vezes de forma caricata. Por exemplo: há quem diga "expectativas", sublinhando o C, e quem diga "expétâtivas". O que faz o acordo? Fácil, permite dupla grafia, coisa que já existia antes, mas só de país para país. Agora é transfronteiriça. O mesmo com "características", onde muita gente pronuncia o C em ct, ou "carácter", onde é generalizada a omissão desse mesmo C.

 

E a regra da fonética, quando é que se aplica? Na verdade, a regra da fonética é pura tolice, como facilmente se comprovará. A ser assim, o verbo "Estar" teria de mudar. Ninguém diz, em voz corrente, "estou a almoçar" ou "estás a aprender muito devagar" ou "estamos fechados, volte mais tarde"; diz-se ‘tou, ‘tás, ‘tamos. Se a regra da fonética fosse para valer, teríamos o verbo Tar: Eu tou, Tu tás, ele tá, nós tamos, vós tais, eles tão. Bonito? Há pior. Querem ver como se altera o som de uma palavra pela escrita? Veja-se, por exemplo, "co-adopção". Assim, lê-se " (de ‘com’, daí a acentuação do "o") âdóção". Se retirarmos o P, leremos por impulso "cô-adução"; mas se tirarmos o hífen leremos "cuadução", porque nas palavras onde o "co" perdeu vida própria essa é a tendência vocálica dominante.

 

Um exemplo inglês, que andou por aí muito em voga devido ao nome de um clube. Leicester, como Worcester ou Gloucester, perde na fala o “ce” do meio. Lê-se Leister, Worster, Glouster. Pelo extraordinário acordo português, mudariam de grafia. Só que os ingleses não são loucos e sabem, como também deveríamos saber, que a escrita e a fala são disciplinas distintas.

 

Por cá, há quem vá percebendo isso. Até quem menos se esperava. Na sua reunião de 2010, em Sintra, a CPLP fez questão de reafirmar que o acordo ortográfico era “um dos fundamentos da Comunidade e um instrumento essencial para a unidade da Língua Portuguesa.” Agora, o ainda secretário executivo da CPLP, o moçambicano Murade Murargy, disse há dias em entrevista à Agência Brasil o seguinte: “Não me preocupo se estou a aplicar [o acordo ortográfico] ou não. Se as pessoas me entendem, vamos em frente”. E disse mais: “Quanto ao acordo ortográfico, muita gente não está de acordo, há muitos intelectuais, jornalistas, que não aplicam, pois acham que não traz vantagens. Não há uma unanimidade sobre se valeu a pena, ou não, o tanto de dinheiro que se gastou. As implicações financeiras da aplicação do acordo são grandes”. Um problema que ele realçou foi o dos manuais escolares. “Acredito que devemos concentrar-nos no que é fundamental para permitir que os outros [países-membros] possam se desenvolver”.

 

Querem traduzir isto para uma fala simplificada e mais fonética? Eu traduzo: vão para o diabo mais as normas de um acordo que não unifica (há mais palavras diferentes agora do que havia antes), não padroniza, não simplifica, não melhora nem torna mais “internacionalizável” a língua portuguesa. Alguns já perceberam a fraude há muito tempo, outros têm vindo a percebê-la com o passar dos meses e dos anos.

Falta apenas uma coisa: coragem para acabar com isto.

 

Fonte:

https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/por-umas-letrinhas-apenas-1748894

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:21

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Segunda-feira, 18 de Julho de 2016

TERÁ O AO90 ALGO A VER COM O “COMPLEXO DE VIRA-LATA” BRASILEIRO?

 

COMPLEXO.png

 

Nenhum povo colonizado se sentiu tão incomodado com a colonização, como o povo brasileiro não-indígena. Os indígenas, os verdadeiros “donos” do Brasil, nunca se mostraram tão hostis aos colonizadores que viraram do avesso o modo de vida que levavam até entrarem pelas suas terras dentro, como os descendentes dos colonos brancos e negros que vieram depois.

 

E o motivo não é o facto de os Portugueses terem sido piores do que os outros povos colonizadores (Ingleses, Franceses, Espanhóis, Holandeses), porque não foram, muito pelo contrário.

 

O problema dos Brasileiros é mais profundo: é a rejeição da sua própria origem. E a isso chama-se complexo de inferioridade, incapacidade de se superar a si próprio, o que Nelson Rodrigues, conceituado escritor e jornalista brasileiro, chamou, e na minha opinião, magistralmente, de "complexo de vira-lata".

 

Sobre este "complexo de vira-lata" Nelson Rodrigues disse que o entendia como a «inferioridade em que o brasileiro (não indígena) se coloca, voluntariamente, em face ao resto do mundo». Dizia o escritor que «o brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima».

 

É lamentável que assim seja.

 

Pois os indígenas brasileiros não sofrem deste complexo.

 

***

O que terá, então, isto a ver com o Acordo Ortográfico de 1990?

 

Especulemos.

 

Quando eu digo que existe uma "língua brasileira", uns tantos furiosos portugueses e mesmo brasileiros caem-me em cima.

 

Porém, alguns editores brasileiros exigem que os nossos livros sejam "traduzidos para brasileiro”. Aconteceu comigo, aconteceu com José Saramago, e tanto quanto sei, este recusou a ser “traduzido”, tal como eu recusei.

 

Mas, ao contrário da minha pessoa, Saramago, por ser o Saramago, teve os seus livros “intraduzidos” editados no Brasil.

Então?

 

Então, José Ferreira, um amigo do Facebook, perguntou-me: «Se não há língua portuguesa - variante brasileira, como é que querem fazer com o Brasil um Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa com uma língua diferente? O brasileiro?»...

Pois é. Se o AO90 se implanta a sério, a Língua Portuguesa poderá correr o risco de desaparecer, ficando a chamar-se Língua Brasileira?

 

O objectivo será esse? Poderá ser essa uma vingançazinha de quem ainda não "engoliu" a colonização portuguesa do Brasil?

 

Sei que preferiam ter sido colonizados pelos Ingleses (eles é que o dizem á boca rota). E hoje falariam Inglês. Mas não falam, embora tivessem americanizado uma infinidade de vocábulos. E isto é um facto.

 

Então restam duas questões:

 

Primeira: Como não podem riscar o destino, a vingança desses que gostariam de ter sido colonizados pelos Ingleses será a de fazer desaparecer a Língua Portuguesa, tendo desvirtuado a etimologia de tantas palavras, apenas para facilitar a aprendizagem, e agora querem impô-las aos Portugueses e aos outros povos lusófonos, que não aderiram a este acordo, por uma mera questão económica ou mesmo tendo em conta o “complexo” aqui referido?

 

É que existem evidências, que hei-de aqui publicar, de que os brasileiros mais adeptos da “estrangeirice” gostariam que houvesse uma reforma na língua oficial do Brasil, que poderia passar pela denominação de Língua Brasileira, adaptando a oralidade à escrita e assim poderem “pensar de maneira mais clara e mais lógica”, como se a língua fosse um instrumento que, mutilado, ajudasse a pensar melhor quem o utilizasse!

 

(Hei-de voltar a esta ideia).

 

Segunda: E os políticos portugueses estarão a fazer-se de cegos, surdos e mudos a esta realidade, por alma de quem?

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:55

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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