De Fernando C. Kvistgaard a 30 de Agosto de 2025 às 19:29
De entre as muitas calamidades que assolam o nosso país, uma delas foi/é a usurpação da Língua. Muitos são os que esquecem que a língua de um país pertence ao povo e a mais ninguém, tão pouco a um governo, a um político qualquer que seja a sua função, nem a quaisquer instituições. O que se perpetrou à nossa língua foi sim uma calamidade que assolou a nossa identidade como nação, depois da Dinamarca, a segunda mais antiga da Europa - talvez poucos o saibam.
Na Dinamarca existe o chamado "Dansk Sprognævn" (Conselho Nacional da Língua Dinamarquesa), que é uma instituição nacional para a investigação da língua dinamarquesa a qual está dependente do Ministério da Cultura. Por definição, a sua função é: Determinar a ortografia dinamarquesa, aconselhar e fornecer informações sobre a língua dinamarquesa e o uso da língua, e acompanhar o desenvolvimento da língua dinamarquesa.
Que isto sirva de inspiração para quem de direito.
Muito obrigada pela sua contribuição, caro Fernando.
Seria bom que os nossos governantes tomassem em conta o que a Dinamarca faz de bom pela Língua Dinamarquesa.
Em Portugal é o que se vê: uma podridão.
De Jorge Pacheco de Oliveira a 31 de Agosto de 2025 às 09:35
A Isabel está cansada de alertar os "blocos de betão", mas garante que não desiste. Ainda bem. Os portugueses pensantes também não, pelo que temos agora uma nova oportunidade: as eleições presidenciais, a que parece quererem concorrer uma meia dúzia de candidatos.
É arranjar os endereços de e-mail dos ditos cujos e dirigir a todos eles uma simples pergunta : prometem ou não tudo fazer para revogar o AO? Deixando a observação de que a nossa votação pode depender de uma resposta afirmativa.
Cumprimentos
Jorge Pacheco de Oliveira
Pois, caro Jorge Pacheco de Oliveira, não desistirei da luta, apenas desisti de enviar reflexões para os «blocos de betão» no activo.
Quanto à sua sugestão, já tinha pensado nisso, até já tinha um título em mente: «Presidenciais 2026: não votarei em candidatos à Presidência da República que não escrevam correCtamente a Língua Portuguesa», e depois vinha o resto...
Entretanto já verifiquei que todos os candidatos a PR escrevem “incurrêtâmente”, tendo abandonado a Língua Materna e optado pela Língua Madrasta, numa flagrante violação à Constituição da República Portuguesa, algo que têm o dever de defender, e ao escreverem de acordo com o AO90, não defendem. Uma autêntica tragédia!!!! Começam logo por falhar no mais importante: num símbolo da Identidade Portuguesa.
Portanto, não tira de lhes enviarmos essa pergunta e essa observação.
Se me promete ajudar na recolha dos e-mails, vamos a isto!
Os meus cumprimentos,
Isabel
De José Antunes a 31 de Agosto de 2025 às 11:16
Destruir uma língua é a mais duradoura arma de opressão... porque sem língua esqueceremos quem somos. * Ngũgĩ wa Thiong’o, escritor queniano
E é isso que António Costa, que quer falar com sotaque "brasileiro" e Montenegro, esse buraco negro que quer professores brasileiros a ensinar Português às crianças estão a fazer. Eles, todos os restantes políticos para quem tanto faz desde que recebam as suas cinco moedas... e um povinho de patetas que se deixa levar em todas as cantigas! É tempo de chamar as coisas pelos nomes!
«Destruir uma língua é a mais duradoura arma de opressão». Exactamente, caro José Antunes. O escritor queniano sabe do que fala.
Nós, actualmente, estamos a ver o que Putin está a fazer às crianças ucranianas raptadas, e às populações ucranianas sob o jugo russo: não podem pronunciar uma palavra sequer na sua Língua Materna.
Estamos a caminhar para isto.
O pacto que os políticos portugueses, actuais e anteriores, fizeram com o diabo foi precisamente algo parecido. O meu neto já teve uma professora brasileira na disciplina mal denominada de “Espanhol”, e não aprendeu nada, e o que aprendeu foi Castelhano com sotaque brasileiro. Imagine se os alunos apanham uma leva de professores brasileiros a brasileirar! Actualmente, faltam 20 mil professores. Não há professores portugueses, quem irão buscar? Professores ingleses, franceses, italianos? Está-se mesmo a ver no que isto vai dar. No mínimo, os professores deviam aprender a falar e a escrever PORTUGUÊS.
E o nosso Zé Parvinho aceita tudo de mão beijada, sem um pingo de espírito crítico.
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