Quarta-feira, 16 de Setembro de 2020

A mais válida queixa, sobre o " desacordo ortográfico"...

 

Um texto que descobri no Blogue DEPROFUNDIS, da autoria de Fernando Vouga, o qual vem ao encontro do que, no meu Blogue, tenho andado a escrever e a publicar.

É que eu não invento nada. E a minha opinião até pode valer zero, mas o que escrevo é o eco dos amantes da Língua Portuguesa.

E não me venham dizer que sou a “chata de serviço", porque chatos são os que insistem em impingir-nos uma ortografia que não nos pertence. Esses é que são chatos, além de muuuuito ignorantes.

Isabel A. Ferreira

 

LÍNGUA.jpg

Origem da imagem:

https://amar-abrantes.blogs.sapo.pt/a-importancia-da-lingua-portuguesa-1381869

 

Por Fernando Vouga

 

«Aborto Ortográfico

Adaptado de um texto de autor desconhecido

 

Nossa Língua “perdeu” as suas origens (o Latim), não havendo justificação para a forma como agora querem escrever o “NOSSO” PORTUGUÊS.

 

EXPLIQUEM AGORA AOS ALUNOS COMO SE FORMARAM ESTAS NOVAS PALAVRAS!!!!!

A MAIS VÁLIDA QUEIXA, SOBRE O "DESACORDO" ORTOGRÁFICO...

 

"DESAcordo" Ortográfico (*)

 

O novo "Desacordo" ortográfico é mais uma prova da imbecilidade desta gente que governa Portugal nos últimos 3 decénios!

 

Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles malditos ditados que as professoras se orgulhavam de leccionar. A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato", "tato", "fatura", "reação", etc., etc...

 

Com o novo acordo ortográfico, voltam a vencer-nos, pois nós é que temos que nos adaptar a eles e não ao contrário. Ridículo...

 

Mas, afinal de onde vem a origem das palavras da nossa Língua? Do Latim!!! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.

 

Então, vejam alguns exemplos:

 

Em Latim

Actor, factor, tacto, reactor, sector, protector, selectio, exacto, excepto, baptismus, excepcio, optimus,

 

Em Francês

Acteur, facteur, tact, réacteur, secteur, protecteur, sélection, exacte, excepté, baptême, exception, optimum,

 

Em Espanhol

Actor, factor, tacto, reactor, sector, protector, selección, exacto, excepto, (-), excepción, (-),

 

Em Inglês

Actor, factor, tact, reactor, sector, protector, selection, exact, except, baptism, exception, optimum,

 

Até em Alemão, reparem:

Akteur, faktor, takt, reaktor, sektor, protektor, (-)(-)(-)(-)(-)(-)

 

Velho Português (o que desleixámos)

Actor, factor, tacto, reactor, sector, protector, selecção, exacto, excepto, baptismo, excepção, óptimo,

 

Novo Português (importado do Brasil)

Ator, fator, tato, reator, setor, protetor, seleção, exato, exceto, batismo, exceção (sendo que no Brasil se escreve excePção), ótimo...

 

Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.

 

Se a origem está na Velha Europa, porque é temos que imitar os do outro lado do Atlântico?

 

Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Língua de Camões.

 

Ex.: Será que fui de fato à praia?

 

... Na tourada, estavam 2000 espetadores!

...etc., etc.

 

Porque se escreve Egito se os naturais desse país são Egípcios?

 

Ainda não percebi se com o novo Desacordo ortográfico os Polacos também passaram a ser Poloneses e os Canadianos agora são Canadenses, como se diz nas Terras de Vera Cruz …

 

Inovações sim, mas sem exageros e com coerência !!!

 

(*) Não existe qualquer acordo, mas sim a "Resolução do Conselho de Ministros" n.º8/2011.

 

Nenhum dos Países da CPLP subscreveu esta "Resolução" (nem a Guiné Equatorial...)

 

NOTA: quem "faz" a língua são os falantes e não os académicos ou os políticos. Por outro lado, a língua escrita está subordinada à falada e não o contrário.

 

De qualquer forma, à medida que a língua falada evolui, torna-se necessário, de vez em quando, fazer alterações à forma de a escrever. O que é muito diferente de aproximar a escrita do registo brasileiro (algo que ninguém sabe ao certo o que é).

 

Neste "desacordo" o que me parece mal é o exagero insensato e imprudente das alterações impostas (pela via administrativa).

 

Acabe-se com ele o mais depressa possível, para nosso bem e, sobretudo das nossas crianças.»

 

 Fernando Vouga

 

Fonte:

https://deprofundis.blogs.sapo.pt/aborto-ortografico-165526

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:13

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comentários:
De Carlos Ricardo a 16 de Setembro de 2020 às 17:54
Efectivamente este "desacordo" é uma sujeição á forma como os brasileiros escrevem o Português.
Muito sinceramente, ás vezes, quando leio textos subordinados ao "desacordo", custa-me a perceber certas palavras.
Considero este "desacordo" uma cagada sem qualquer objectivo positivo visível.
Eu escrevo e CONTINUAREI A ESCREVER como aprendi, há muitos anos, na escola !!!|

De Isabel A. Ferreira a 16 de Setembro de 2020 às 18:44
Carlos Ricardo, mas a intenção é mesmo essa: substituir a Língua Portuguesa pela Brasileira. E essa intenção, que está concretizada, mais do que os motivos economicistas, é a principal mola que move este "desacordo" para todos, excepto para os ministérios dos negócios estrangeiros (assim em letras minúsculas, porque não merecem parangonas) de Portugal e Brasil.

A Língua Portuguesa já desapareceu da Internet. Nós continuaremos fiéis à nossa origem, mas as nossas crianças estão a aprender gato por lebre e são as principais vítimas. Por elas, temos de LUTAR contra esta pouca-vergonha.
De Carlos Ricardo a 16 de Setembro de 2020 às 19:11
É Verdade, Isabel.
No entanto, discordo que a luta seja só pelas nossas crianças, embora possa vir a acontecer que as nossas crianças, muito rapidamente, falem e escrevam uma língua que nós, os mais velhos, não compreendemos.
A luta deve ter uma base de dignidade portuguesa, do que fomos e somos. Faz-me vir á cabeça o que fariam os Ingleses se a América lhes propusesse (ou impusesse) alterações tão estúpidas como as que nos estão a acontecer.
Como a Isabel disse uma vez, a língua, factor primordial da união de um povo, não se pode alterar por decreto-lei.
As alterações, se as houver, terão de fazer parte de uma LENTA evolução da fala e da escrita e, sempre, por intervenção do povo.

De Isabel A. Ferreira a 16 de Setembro de 2020 às 19:24
A luta não tem de ser apenas pelas nossas crianças, mas estas são as principais vítimas, porque não podem dizer NÃO. E elas serão ageração dos analfabretos funcionais. E isto é um crime de lesa-infância.

MAs a luta tem de ir muito para além disto, sim. Concordo consigo.

Tudo isto é do domínio da estupidez que se instalou em Portugal, mas não só. Tem de haver um jeito de acabar com esta demência ortográfica.
De Fernando Castro a 16 de Setembro de 2020 às 23:38
Somos os mais idosos os que devemos ensinar os mais jovens, desde pequenos, a revoltarem-se contra o que considero uma ignomínia. Se deixarmos as crianças dizerem a um amigo "tu me podes tratar de você", possivelmente já não iremos a tempo de fazer abortar este "aborto ortográfico.
De Isabel A. Ferreira a 17 de Setembro de 2020 às 14:57
É precisamente isso que faço com os meus netos e com todas as crianças das minhas relações.

Pelo menos ESTAS revoltam-se e na escola escrevem correCtamente a Língua Materna delas, apesar de as professoras marcarem erro, coitadas! Como chegariam ali? A Língua Portuguesa, com estas crianças, está assegurada. Se mais pessoas o fizerem, ela não se perderá. Se, por vezes, sai um “oi”, em vez de um “olá”, chamo logo a atenção. E elas compreendem a mensagem.

Temos de fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para abortar este “aborto ortográfico”, caro Fernando Castro.
Bastaria que os professores de Português se revoltassem e exigissem ENSINAR correCtamente a Língua Materna dos alunos portugueses, como era do DEVER deles. Deviam recusar-se a ensinar a MIXÓRDIA ORTOGRÁFICA que lhes ensinam. Mas falta-lhes VONTADE e muito mais. E mais fácil serem servilistas, do que LUTAR pela dignificação da missão de ENSINAR, que penso ter sido banida das escolas, com raríssimas excepções.

Existem outras alternativas. Uma delas é pôr na Presidência da República um presidente que se comprometa a defender a SÉRIO os interesses de Portugal, dos Portugueses, da Língua Portuguesa e, consequentemente, da nossa independência como Nação. O que lá está serve os interesses obscuros que estão por detrás desta INVASÃO sul-americana.

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!

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