

O que se passa é que no Brasil pronuncia-se o "pê" de recePção (eles dizem "rêcépição"). Eu também pronuncio o "pê", e escrevo recePção, e pronuncio "r'céP'ção". No Brasil, a partir de 1943, suprimiram as consoantes mudas em quase todos os vocábulos, em que elas têm uma função diacrítica (a de abrir a vogal anterior), mas algumas escaparam à guilhotina, simplesmente porque no Brasil pronunciam os "cês" e "pês" dessas palavras, e, portanto, escrevem-nas conforme a grafia correCta da Língua Portuguesa.
Em Portugal, no uso ilegal do AO90, cuja regra é «a consoante que não se pronuncia não se escreve», como não se pronuncia o "pê" de recePção, parvamente mutilaram a palavra e ela perdeu o tino: é "receção" (lê-se r'c'ção"), ou seja, é uma palavrinha que significa retrocesso, grafada incorreCtamente.
Em Portugal, os que seguem a lei vigente, a de 1945, continuam a escrever recePção, no Brasil também, e esta é a verdadeira grafia dessa palavra, em Língua Portuguesa. NÃO é grafia brasileira, conforme o Brasil quer dar a entender.
O critério que levou o Brasil a pronunciar e grafar os "pês" e os "cês" de algumas palavras, e a NÃO pronunciar nem grafar os "cês" e os "pês" de uma infinidade de vocábulos é um verdadeiro mistério, que nos atingiu em cheio...
Eu tenho uma solução para isto: começarmos a pronunciar e a grafar os “cês" e os "pês" mudos, para ver se não passamos vergonha diante dos países que também têm uma Língua Românica e os grafam, como mandam as boas regras da Gramática de todas essas Línguas.
Isabel A. Ferreira
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