Quinta-feira, 18 de Agosto de 2016

ACTUAIS FEIRAS DO LIVRO SÃO UM LUGAR DE HORROR A EVITAR

 

Todos sabemos como o AO90 esmaga a Língua Portuguesa, e como os editores portugueses e brasileiros o querem impingir a Portugal, um país com governantes demasiado subservientes para o meu gosto.

 

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Nas actuais Feiras do Livro, os editores tentam impor-nos obras escritas em mau Português. Num Português fabricado no outro lado do Atlântico, longe das suas raízes, europeias e cultas. Um Português abrasileirado, numa versão inculta, que arrasta a Língua Portuguesa pela lama.

 

As Feiras do Livro tornaram-se num lugar esvaziado de sedução.

 

Já não me dizem nada.

 

Ler, para mim, continua a ser um prazer desmedido.

 

Visitar uma Feira do Livro era (não é mais), para mim, um grande prazer. Folhear os livros. Sentir-lhe o cheiro. Ler palavras que nos enfeitiçam…

 

Hoje, é uma autêntica viagem ao reino dos horrores.

 

Ver a Língua Portuguesa tão maltratada, tão esmagada sob as patorras de ignorantes traidores, em objectos a que continuam a chamar “livros”, perturba-me os sentidos.

 

Macera-me a alma.

 

As actuais Feiras do Livro já não me dizem nada.

 

Aplicava (não gastava) fortunas a comprar livros. E comprava tantos livros, que nunca consegui dar vazão à leitura de todos eles.

 

Hoje, esses livros que ficaram por ler são o meu esteio.

 

E são tantos, que poderia passar o resto da minha vida somente a ler, e não os leria a todos.

 

Hoje, já não frequento as Feiras do Livro. Para quê?

 

Faz-me mal ver a minha Língua Materna cominuída como se fosse uma coisa qualquer, que pudesse ser manipulada por malfeitores.

 

E tudo isto por motivos que nada têm a ver com a evolução natural da língua, mas apenas porque sim…

 

E o governo português, qual Judas Iscariotes, está a tentar vender a Língua Portuguesa por trinta dinheiros. Mais dia, menos dia, acabará enforcado na própria corda que está a tecer.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:58

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