Segunda-feira, 24 de Junho de 2019

AO90: «A imbecilidade que invadiu Portugal»

 

Há pessoas dotadas de uma lucidez e de um espírito crítico invejáveis. Pessoas que vêem o invisível, que estão muito para além do seu tempo, que penetram no âmago das questões e as põe a nu, e não aceitam a mediocridade, de ânimo leve.

Venero essas pessoas. Gosto de as citar. Leio-as sofregamente.

É o caso da minha amiga Idalete Giga (professora, poeta, escritora, musicóloga portuguesa, entre outros atributos) de uma Cultura e lucidez excepcionais, a qual faz uma breve análise, lúcida e crítica, ao AO90, e que aqui transcrevo, subscrevendo cada palavra.

 

CAIO.jpg

 

E tal como Caio Fernando Abreu (jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro), também eu deveria ser remunerada por ter de aguentar, todos os dias, a imbecilidade de certos acordistas, que se dizem professores e linguistas, e que nasceram apenas para dizer os mais inconcebíveis despautérios, sem terem a mínima noção disso. E eles, os despautérios, são tão perfurantes, que até doem.

 

Faço minhas as palavras sábias da Idalete Giga:

 

«Sempre me causou uma grande perplexidade a obediência cega de editoras, jornais, revistas, panfletos sobre tudo e mais alguma coisa, literatura médica com péssimas traduções e erros execráveis, os lambe-botas dos canais de Televisão que enojam qualquer cidadão consciente do que é a sua Língua Materna, etc., etc.. Sim, o AO90, este Linguicídio trágico não pode ter qualquer futuro. Uma revisão do mesmo é pior a emenda que o soneto. O que merece tal desastre linguístico é o LIXO (!) Socratistas, santanistas, cavaquistas e toda a restante corte de traidores e ignorantes terão de assumir o gigantesco erro que foi o maldito (des)AO90. No nosso País, tudo é possível. Em cada dia que passa fico mais revoltada e perplexa com a imbecilidade que invadiu Portugal e, infelizmente, talvez a maioria do povo português.» (Idalete Giga)

 

Pois é amiga Idalete, a imbecilidade é um vírus que contagia os mais intelectualmente vulneráveis.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:31

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