Sábado, 1 de Setembro de 2018

ARGUMENTO MOÇAMBICANO CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

 

EXCELENTE ARGUMENTO!!! Vale a pena ler.

 

Por aqui se vê que o AO90 não tem qualquer possibilidade de dar certo em nenhum dos países ditos lusófonos…

 

LÍNGUA1.jpg

Língua2.jpg

 Origem das imagens: Internet

 

***

De José Do Nascimento

 

«Eh Oena,

 

Nós aqui em Moçambique sabemos que os mulungos de Lisboa fizeram um acordo ortográfico com aquele tocolocha do Brasil que tem nome de peixe.

 

A minha resposta é: naila.

 

Os mulungos não pensem que chegam aqui e buissa saguate sem milando, porque pensam que o moçambicano é bongolo.

O moçambicano não é bongolo não; o moçambicano estiva xilande.

 

Essa bula bula de acordo ortográfico é como babalaza de chope: quando a gente acorda manguana, se vai ticumzar a mamana já não tem estaleca e nem sequer sabe onde é o xitombo, e a gente arranja timaca com a nossa família.

 

E como pode o mufana moçambicano falar com um madala? Em português, naturalmente. A língua portuguesa é de todos, incluindo o mulato, o balabasso e os baneanes.

 

Por exemplo: em Portugal dizem "autocarro" e está no dicionário; no Brasil falam "bus" e está no dicionário; aqui em Moçambique falamos "machimbombo" e não está no dicionário. Porquê?

 

O moçambicano é machimba? Machimba é aquele congoaca do Coelho que pensa que é chibante junto com o chiconhoca ministro da economia de Lisboa. O Coelho não pensa, só faz tchócótchá com o th'xouco dele e aquilo que sai é só matope.

 

Este acordo ortográfico é canganhiça, chicuembo chanhaca! Aqui na minha terra a gente fez uma banja e decidiu que não podemos aceitar.

 

Bayete Moçambique!

 

Hambanine.»

 

Assina: Ze Macaneta

 

Publicado no Facebook por Elizabeth Pereira Gabas neste link:

https://www.facebook.com/groups/emaccao/permalink/2024788800899816/?comment_id=2025172530861443&reply_comment_id=2025226620856034&notif_id=1535810562354566&notif_t=group_comment_mention

publicado por Isabel A. Ferreira às 15:04

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comentários:
De vice a 1 de Setembro de 2018 às 15:56
Muito interessante. Sobre as diferenças,na minha opinião, o português falado e escrito actualmente no Brasil é muito semelhante ao português que vigorava nos séculos XVIII e XIX (no passado, não saberei precisar) em Portugal ou não? Em Moçambique e noutros países do continente africano as outras línguas sempre existiram e o português escrito actualmente é mais parecido ao português actual de Portugal, ou não? Sabia que os brasileiros preferiam o termo "ônibus", mas não sabia que já se tinham internacionalizado com o "bus". Sinais de mudança, à semelhança de outros termos que preferem usar do inglês quando existe vocabulário em português. É pena que em Portugal a comunicação social e outros meios difundam muito mais as expressões e tudo mais que venha do Brasil e não de outros países lusófonos!
De Isabel A. Ferreira a 1 de Setembro de 2018 às 18:02
Vice, o que se fala e escreve actualmente no Brasil distanciou-se substancialmente do Português, e é um dialecto. O que se fala actualmente no Brasil está americanizado, italianizado, afrancesado, castelhanizado. Tudo o que puderam afastar do Português, foi afastado. Dizer que o Português falado e escrito actualmente no Brasil é muito semelhante ao Português que vigorava nos séculos passados, é uma falácia. Poucos são os vocábulos “antigos” que se salvaram. No Brasil tudo se fez e continua a fazer-se para afastar o Português.
“Ônibus” é um termo derivado do Latim omnibus (para todos), que sobreviveu, no Brasil, porém, foi substituído pelo americano “bus”, e hoje já ninguém vai daqui ali de “ônibus”, mas vai de bus.

E diz bem. No Brasil afastaram termos que existem em Português, e substituíram-nos por americanizações e italianizações.
Poderia dar muitos exemplos (eles são aos montes na Internet), mas dou-lhe este: temos o termo protagonizar (de origem grega) para designar o desempenho de um actor num filme, mas os brasileiros usam “estrelar” tradução à letra do famoso “starring” , então vemos, por exemplo, Johnny Depp a “estrelar” o filme Piratas do Caribe, que nós dizemos das Caraíbas. Mas Caribe é mais parecido com o inglês Caribbean. E agora diga-me o que isto é…

A comunicação social em Portugal é escrava do Poder, e este sendo escravo do Brasil, a comunicação social (salvo raras excepções) serve estes dois “senhores”. A cultura das ex-colónias africanas é riquíssima, mas não lhes interessa divulgá-la. Se reparar, nas rádios nacionais, passam música americana/inglesa, portuguesa e brasileira. A música angolana, moçambicana, cabo-verdiana, são-tomense, guineense, timorense, quem a divulga?

E não é pelos brasileiros serem milhões e os africanos milhares. Ou por serem mais produtivos ou melhores. É simplesmente porque existe uma política orquestrada nesse sentido.
De Maria João Brito de Sousa a 1 de Setembro de 2018 às 21:48
Neste caso, concordo a cem po cento, Isabel. Existe realmente uma política orquestrada no sentido de aproximar a grafia portuguesa da grafia utilizada no Brasil, não o contrário.

Abraço
De Isabel A. Ferreira a 2 de Setembro de 2018 às 12:07
Sim, Maria João, existe uma política orquestrada e servilista, no sentido de substituir a grafia portuguesa, pela grafia brasileira.

Temos uns governantes que acham que ser moderno, implica ser-se estúpido.

De Maria João Brito de Sousa a 2 de Setembro de 2018 às 12:14
E infelizmente temos alguns governados que o aceitam sorrindo...

Abraço, Isabel.
De Isabel A. Ferreira a 2 de Setembro de 2018 às 14:19
Ui! os governados que aceitam tudo a sorrir são mais do que o desejável. Mas isso também faz parte da política orquestrada: estupidificar o povo, através dos meios de comunicação social.
Abraço, Maria João.
De Vice a 9 de Setembro de 2018 às 10:00
Isabel, acho que terei de a parabenizar !!! É incrível o estado das coisas! Concordo, outro bom exemplo será a novela brasileira imposta há anos na TV pública, dada como uma espécie de comprimido para dormir! Obrigada pela sua explicação e interpretação dos factos.
De Isabel A. Ferreira a 9 de Setembro de 2018 às 11:59
Cara Vice, agradeço o seu comentário.

Mas por favor, não me PARABENIZE! Fico verde, quando um meu conterrâneo me “parabeniza” (o meu corrector ortográfico de Língua Portuguesa risca a vermelho este vocábulo). Ele faz parte do “comprimido para dormir”.

Leia aqui a justificação, por favor:

AO REDOR DA PALAVRA “PARABENIZAR"…

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/ao-redor-da-palavra-parabenizar-124837
De Vice a 11 de Setembro de 2018 às 19:41
Desculpe o equívoco, era em "tom" irónico, mas serviu para ler o seu artigo. O "parabenizar" dá-me azia e o "acho" também tem que se lhe diga. Obrigada.
De Isabel A. Ferreira a 13 de Setembro de 2018 às 14:59
Bem, há pessoas que ACHAM, porque não sabem, pensar.
As outras PENSAM.

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.ACORDO ORTOGRÁFICO

EM DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA, A AUTORA DESTE BLOGUE NÃO ADOPTA O “ACORDO ORTOGRÁFICO” DE 1990, DEVIDO A ESTE SER INCONSTITUCIONAL, LINGUISTICAMENTE INCONSISTENTE, ESTRUTURALMENTE INCONGRUENTE, PARA ALÉM DE, COMPROVADAMENTE, SER CAUSA DE UMA CRESCENTE E PERNICIOSA ILITERACIA EM PUBLICAÇÕES OFICIAIS E PRIVADAS, NAS ESCOLAS, NOS ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, NA POPULAÇÃO EM GERAL E ESTAR A CRIAR UMA GERAÇÃO DE ANALFABETOS.

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isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 É INCONSTITUCIONAL

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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