Sexta-feira, 26 de Julho de 2019

«Cabo Verde já depositou junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) o instrumento de denúncia do pseudo-Acordo Ortográfico de 1990? Ou há ainda mais algo escondido?»

 

«Pergunta: Cabo-Verde já depositou junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) o instrumento de denúncia do pseudo-Acordo Ortográfico 199O (AO1990) ao ter declarado oficialmente que a sua LÍNGUA OFICIAL é o CRIOULO CABO-VERDIANO? Ou nunca o fez? É que o AO1990 é, em termos de Direito Internacional, um TRATADO INTERNACIONAL e, como tal, é regido por normas muito sérias (tal como estipulado na Convenção de Viena!) e que não podem ser violadas impunemente!» (Francisco João DA SILVA)

 

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Texto de Francisco João DA SILVA

 

«Citação: «O bem-amado kaiser não teve tempo para responder (tão ocupado que andará) a um requerimento do coordenador e relator do Grupo de Trabalho para a Avaliação do Impacto da Aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, onde este requeria acesso aos instrumentos de ratificação do AO depositados à guarda do MNE, o seu ministério. Em trinta dias (prazo legal para o governo responder a requerimentos deste tipo), a resposta foi o silêncio.

 

Terá o bem-amado kaiser algo a esconder? É que se não tem, e se adora assim tanto a sua “dama” ortográfica, mostre-os. Ficávamos todos mais descansados por saber que, nesta tristíssima aventura, que nos conduziu a uma aberração sem nome, ao menos tinham sido cumpridas todas as regras do jogo. Ou será que não foram?

 

Ou será que afinal, ainda teremos outras surpresas na caixinha até agora fechada a sete chaves(Nuno Pacheco - 25 Julho 2019 – jornal Público)

 

Ver artigo completo aqui:

https://www.publico.pt/2019/07/25/culturaipsilon/opiniao/acordo-ortografico-caixinha-surpresas-1880995

 

****     

 

O PORTUGUÊS DEIXA DE SER LÍNGUA OFICIAL EM CABO VERDE – QUE FUTURO PARA TIMOR-LESTE

Lusofonia – Um apelo à CPLP – Defesa da Língua portuguesa

 

Por António Justo

 

«A língua materna em Cabo Verde é o crioulo de base lexical portuguesa com a semântica portuguesa do século XV-XVII. A língua oficial de Cabo Verde é o Português e a Língua nacional é o crioulo cabo-verdiano (Krioulo); o governo visa tornar o “Krioulo” também a língua oficial. O português passa a língua não materna.

 

O Governo de Cabo Verde anunciou a introdução do Português como língua não-materna “a partir do próximo ano lectivo. (2017 - abrir o link sublinhado).

 

O Português começará a ser ensinado como segunda língua já no ensino pré-escolar (4/5 anos)”, revela VOA (1). Esta decisão talvez tenha mais um fundamento pedagógico e de eficiência linguística na estatística do que político. O Krioulo tem várias variantes (2).

 

(…)

Ler artigo completo aqui:

https://antonio-justo.eu/?p=3987

 

Fonte:

https://www.facebook.com/groups/contraacordoortografico/permalink/2310637622355312/

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 17:47

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De Paulo Martins a 29 de Julho de 2019 às 11:41
Bom dia.

Obrigado pelo post. Fui apanhado de surpresa por esta notícia. Assim sendo, isto levanta várias questões que exigem resposta clara por parte das autoridades portuguesas.

Se Cabo Verde adoptar o "krioulo" como língua oficial, continuará a ter estatuto de PALOP?

No que concerne ao inenarrável IILP (http://iilp.cplp.org/), e restante "estrutura linguística" da também inenarrável CPLP, continuará a ter sede em Cabo Verde? Se sim, que sentido faz?

Na prática o IILP deveria chamar-se IILB (Instituto Internacional da Língua Brasileira). Já agora, os contribuintes portugueses continuarão a sustentar com milhões de euros anualmente este país insular, numa época em que Portugal sofre tantas carências a nível educativo e de saúde?

Exigirão oficialmente as autoridades portuguesas a desvinculação formal de Cabo Verde do tratado de acordo ortográfico, ou fica tudo bem assim como está? O AO90 é também ele uma enorme ilegalidade que assenta em pressupostos ilusórios e ilegais.

Parece que a lusofonia se está a desintegrar, mas o governo e o PR Marcelo "das selfies" fingem que não sabem e persistem teimosamente em manter o AO90, que tão lesivo é para Portugal e a Língua Portuguesa. Enfim, insistem em manter esta lusofábula.
De Isabel A. Ferreira a 29 de Julho de 2019 às 12:12
Paulo Martins, agradeço o seu excelente comentário, que vem ao encontro do que milhares de Portugueses pensam, eu incluída.

Na realidade, devemos EXIGIR aos governantes uma resposta clara, a este respeito.

E os governantes têm o DEVER de nos dar essa resposta.

Há muita coisa por esclarecer. E o PR cala-se, porque o tal Kaiser, que é o guardião-mor do AO90 e da negociata obscura que está por trás disto tudo, o manda estar calado. E ele, subservientemente, cala-se.
De F. SILVA a 29 de Julho de 2019 às 14:55
Sr Paulo Martins,

Cabo-Verde, já adoptou o CRIOULO CABO-VERDIANO , em 2017, como língua oficial , tendo por conseguinte rejeitado a língua portuguesa e considera-a por conseguinte uma língua estrangeira. Basta fazer uma pesquisa, sobre este assunto, com qualquer motor de busca. Sugiro também que dê uma vista, em vários artigos deste blog sobre este e muitos outros assuntos :https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/search?q=MPLP&Submit=OK
De Isabel A. Ferreira a 29 de Julho de 2019 às 15:26
Obrigada pelo seu testemunho, F. Silva.

Na realidade, nesta questão de Cabo Verde, não há SES, há factos consumados.

Daí que seja primordial questionar o governo português e exigir explicações, incluindo o presidente Marcelo, que inacreditavelmente está a violar a Constituição da República Portuguesa, e parece que ninguém repara.

O que também andará a esconder Marcelo Rebelo de Sousa, para alinhar com a inconstitucionalidade e ILEGALIDADE do acordo ortográfico de 1990?

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A autora deste Blogue não adopta o “Acordo Ortográfico de 1990”, por recusar ser cúmplice de uma fraude comprovada.

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isabelferreira@net.sapo.pt

. AO/90 é uma fraude, ilegal e inconstitucional

O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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