De Ana a 19 de Maio de 2021 às 15:46
O problema é que esse Acordo já foi avante em Portugal e está em vigor há mais de 10 anos. E não há vontade de nenhum dos politiqueiros de taberna que nos governam em voltar atrás. Isso seria admitir o erro, e isso eles nunca irão conceber, pois o ego deles é do tamanho da sua burrice, ou seja, ENORME! E a maioria dos portugueses, principalmente os jovens e a comunicação social, escrevem quase todos com o novo aborto ortográfico. Nalgumas empresas é até norma. Infelizmente, penso que não tem mais volta, porque há falta de vontade política em quebrar o acordo (não há nenhum líder político português que seja assumidamente contra, que eu saiba) e das gerações mais novas, deslumbradas com a uniformização da escrita, com os milhões de falantes, da maior facilidade na escrita devido ao assassínio de consoantes não sonoras e um desejo forte de se assemelharem ao máximo com o gigantesco e amado Brasil.
De Isabel A. Ferreira a 19 de Maio de 2021 às 19:12
Ana, desculpe discordar de si.

Ainda que passem mais dez anos, a estupidez de ficar com um arremedo de ortografia, não há-de vencer, porque NÓS não vamos permitir. É tudo uma questão de se querer e de tempo. As gerações mais novas NÃO estão deslumbradas com algo que NÃO existe: a uniformização da escrita. Não existe uniformização e jamais existirá.

Cada um escreve como quer, é certo, e isto é algo que caracteriza um país sem rei, nem roque, cheio de políticos irresponsáveis, incompetentes e com visão curta; além disso jamais se assemelharão ao gigantesco e amado Brasil, porque, em breve, a Língua deles será a Brasileira, que nem é boa, nem é má, é apenas DIFERENTE, por isso é OUTRA língua.

E Portugal ficaria (não fica, nem ficará) com uma MIXÓRDIA linguística, que nem é boi, nem é vaca, nem é peixe, nem é carne?

NÃO! Isto NÓS não vamos permitir, nem que tenhamos de correr a “pontapés” (modo de dizer), os políticos casmurros e ignorantes, cegos, surdos a TODAS (e são milhares) as vozes da RAZÃO.

Ou vamos permitir que a ignorância, a estupidez e a casmurrice sejam vitalícias na Assembleia da República?
De Ana a 20 de Maio de 2021 às 17:18
Tenho inveja da sua esperança, pois a minha já morreu. Não vejo da parte dos jovens - e menos jovens - que a coisa mude. A maioria converteu-se ao Aborto Ortográfico e gosta dele pela mesma razão que a tal escritorazeca da qual nunca tinha ouvido falar (e ainda bem, nunca dei tanto graças a Deus por ser ignorante): o sonho de exterminar as consoantes mudas, facilitando assim a ortografia dos marialvas que não lêem. No dia em que a minha geração - a Millenial - ou seja, a última que aprendeu português sem esse aborto, desaparecer, não haverá vestígio nenhum do português pré 2009, a não ser edições de livros e de jornais "antigos". Até o Público, quando o seu director for outro irá pelo caminho mais fácil: o de escrever à maneira brasileira.
Não há vontade nem política nem sequer das escolas que as coisas mudem, pois agora os alunos dão menos erros, logo menos chatice para corrigir. Os mais novos nem sabem como era o português pré 2009 e oferecerão extrema resistência em voltar a aprender português correCto. Por isso lhe digo que, infelizmente, as coisas não irão mudar. Teremos que levar com o aborto brasileiro nas costas até ao fim dos nossos dias. E a tal língua brasileira não sei se irá vingar tão cedo porque isso seria admitir a verdadeira razão de o Brasil querer este acordo e isso eles não querem, porque quando o pessoal souber que a intenção deles é entrar no mercado africano por via da colonização pela língua, como fazem os norte-americanos, ninguém vai achar piada e haverá contestação e acaba-se o joguinho deles. Isso só será feito depois, quando estiver o terreno todo minado e Portugal já ser uma colónia brasileira por sua livre e espontânea vontade. E isso ainda vai demorar pelo menos uns 30 ou 40 anos. Seguirei eu, a senhora e mais uns milhares de portugueses com cabeça contra esse monstro, mas contra milhões não poderemos fazer nada, ainda para mais nestes tempos em que ter intelecto e cultura é desprezado e mal visto, até. Intelectuais e pessoas com cultura são vistas como elitistas, logo conservadoras, logo fascistas, logo as suas ideias cheiram a mofo e são descredibilizadas. Esperam-nos tempos muito negros, ai esperam-nos, esperam-nos...
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