comentários:
De Sarin a 6 de Outubro de 2019 às 21:02
Não há contradição ao dizer que sempre se defendeu o acordo mas que não se tomaria a iniciativa de o fazer.
Nem há contradição ao dizer que não foi o primeiro nem será o último - afinal, tem saído um acordo a cada 30 anos desde 1911.


O que há é uma muito má explicação para a ratificação deste Acordo. Que recuso profundamente!
De Isabel A. Ferreira a 7 de Outubro de 2019 às 12:13
Sarin, quem diz que defende o acordo, mas não tomaria a iniciativa de o fazer, é NIM, e os NINS são os maiores entraves à evolução de um país, do mundo, da Humanidade.

Dizer que este acordo não foi o primeiro nem será o último realmente não é contradição, mas é de uma leviandade e de uma vontade arrebatadora de transformar a Língua em mercadoria para fazer NEGÓCIOS absolutamente inconcebíveis.

Quando à existência de uma má explicação para a ratificação do acordo, ela está a ser dada neste Blogue, através das denúncias do Conselho Internacional de Oposição ao AO90, que considerei de interesse público divulgar. Por isso pus o Blogue à disposição.

Contudo, ao que parece, ou por uma elevada iliteracia, que não permite ver o alcance destas denúncias, ou qualquer outro motivo, que me passa ao lado, ainda ninguém se apercebeu de que o AO90 é uma fraude, e as fraudes levam-se à justiça, para que os seus protagonistas sejam julgados. E se houver Justiça isenta, em Portugal, este será o desfecho disto tudo.
De Sarin a 7 de Outubro de 2019 às 12:28
São entraves, sim, mas não contradições.
Falava de explicação por parte de quem de direito.
As denúncias tenho acompanhado. E não será, ou não será apenas, a iliteracia a tornar o assunto marginal. Penso que seja mesmo alheamento, desinteresse. A cidadania estagnada e resumida ao voto - nos votantes - e ao resmungo "contra eles".
De Isabel A. Ferreira a 7 de Outubro de 2019 às 14:28
Bem, Sarin, quem lhes chamou contradições não fui eu. Mas sejam entraves, sejam contradições, António Costa não está a lidar adequadamente com esta matéria. Nem me surpreende, porquanto, no que respeita à Língua Portuguesa, ele tem nota zero no modo como se expressa e como escreve os seus twitters, desconhecendo, por completo, as regras gramaticais e a própria Língua Materna. E quem tem nota zero a Português, como pode defender a língua oficial de Portugal?

Quanto ao resto, o povinho português só está interessado em futebol, telenovelas e reality shows. E a comunicação social ajuda. Nunca Portugal bateu tanto no fundo, como nos dias de hoje.
De Sarin a 7 de Outubro de 2019 às 14:49
Por acaso foi, Isabel, logo no primeiro parágrafo diz que Costa foi três vezes contraditório.


Concordo, Costa escreve mal e não será dos oradores com mais brilhantismo de oratória. Não he conheço as notas a Português, embora duvide que fossem assim tão baixas; e sei que se pode defender algo mesmo desconhecendo as regras - defendo a Astronomia e nem sei identificar metade das constelações que conheço.

Isto para dizer que discordo de alguns dos argumentos que usa, mas concordo quando diz que este AO é uma nulidade e que deve ser tratado como tal. E que o Governo deve ser claro quanto à sua política para a Língua. Tal como devem sê-lo os outros órgãos de soberania política, acrescento.
De Isabel A. Ferreira a 8 de Outubro de 2019 às 10:57
Sarin, por acaso não foi. O primeiro parágrafo pertence ao texto dos Opositores do AO. Pensei que ficasse claro que quando não faço comentários aos textos, que publico, das outras pessoas, e não estando em itálico, se supusesse que todo o texto é da responsabilidade de quem o assina. Enganei-me.
Mas já tratei de corrigir.

Quanto às notas de Português de António Costa: uso bastantes vezes a metáfora do ZERO, para dizer de situações em que a ignorância impera. Talvez Costa nunca tivesse tirado um zero, por muito mau que fosse a Português. Eu nunca dei um zero aos meus alunos mais fraquinhos. Nunca. O zero é uma metáfora, não é um argumento.

Não concordo com o que diz quanto à defesa de algo sem desconhecer as regras.
O Sarin pode não identificar metade das constelações, mas defende a Astronomia. Contudo, presumo que deva saber o mínimo, para que possa defendê-la. Que é o meu caso. Também defendo muitas coisas de que sei apenas o mínimo, mas esse mínimo chega-me para que eu as defenda. É-me impossível defender ou rejeitar coisas das quais não sei absolutamente nada, ou seja, esteja a ZERO.

Ora o caso de António Costa situa-se nesse limiar: não sabe nada de Português, escreve-o incorrectamente, e pronuncia-o pessimamente, usa-o completamente à balda, está-se nas tintas para a Linguagem, para as regras gramaticais, apesar de ser primeiro-ministro de Portugal e ficar bem a um primeiro-ministro usar a sua Língua Materna, correctamente, escorreitamente, tanto a escrever como a falar. Isto é algo que não perdoo a quem tem cargos públicos, jornalistas incluídos. Nunca se falou tão incorrectamente, na televisão, como hoje, logo na televisão que é uma escola para o povo, que fica agarrado a ela, e não lê bons livros, escritos em Bom Português.

Que o governo e os outros órgãos de soberania política devem ser claros quanto à sua política para a Língua, devem, mas a conspiração do silêncio mantém-se, porque os donos maiores da Língua continuam a achar que são os donos dela, e que jamais serão punidos, eles e os seus cúmplices.

E isto, infelizmente, Sarin, faz parte de um Portugal em franca decadência.

Quando a Língua, na sua forma grafada, é amarfanhada e substituída pela forma grafada da língua de um outro país, significa apenas uma coisa: que perdeu a sua independência e identidade, porque um povo amorfo não sabe, nem quer saber, do que se passa no país.

Comentar post