De Marcos a 2 de Abril de 2020 às 03:58
Prezada Isabel. Como vai? Espero que esteja bem em dias tão preocupantes quanto os nossos.

Neste texto, argumenta as distinções da língua brasileira à portuguesa. Entretanto, em um momento diz que:

"Existe ainda um detalhe muito significativo: os editores brasileiros (pelo menos alguns) pedem-nos (aos escritores portugueses) que traduzamos as nossas obras para brasileiro, porque os brasileiros não nos entendem."

Durante todo o texto, argumenta que as variações do dialeto brasileiro é tanta que há notoriamente o reconhecimento da língua quando ouvida, indicando que no futuro é muito provável que ela se distanciará cada vez mais da língua colonizadora. E então continua:

"Ora, se não nos entendem, falaremos a mesma língua? Não sei dos outros escritores, sei que José Saramago se recusou a ser traduzido para brasileiro, e eu também. "

A minha dúvida é: Sendo reconhecida a diferença entre as duas línguas, o que motiva essa resistência? Não haveria recusa para traduzir ao espanhol, ou inglês. Se reconhece que há distinções suficientes para que os falantes de outro país necessitem de tradução (independente do que acordos gramaticais possam estabelecer), qual seria a motivação para recusar-se? Se argumentasse que as línguas são de fato intercambiáveis, eu entenderia. Mas se reconhece que são diferentes, é um pouco paradoxal para mim.

Enfim, só um apontamento.
Tenha uma boa semana!
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