Sábado, 24 de Agosto de 2019

E se fosse confirmada a “morte mortal” da falta de profissionalismo e desconhecimento da Língua Portuguesa?

 

O que se passa ao redor da Língua em Portugal é algo surrealista. Inacreditável. Inconcebível. Coisa única no mundo.

Começo a pensar que existe um complô, ao mais alto nível, que tem por objectivo mais do que óbvio destruir deliberadamente a Língua Portuguesa.

Nunca, como nos últimos tempos, ou melhor, nunca como depois que o governo português, de uma forma ilegal e ditatorial, forçou a função pública, escolas e órgãos de comunicação social servilistas a aplicar o AO90, se viu a Língua Portuguesa a ser tão maltratada, tão mal escrita, tão ignorantemente vilipendiada, como agora.

É de propósito? Parece-me que sim.

O que se vê nesta imagem nada tem a ver com o AO90, mas é consequência do AO90, pois foi a partir dele que o desleixo da Língua se acentuou consideravelmente.

 

Esperamos que muito brevemente seja confirmada a “morte mortal” deste desamor à Língua Portuguesa, e que todos os que não a sabem usar, regressem aos bancos da Escola Básica, para reaprenderem a amar e a escrever a Língua correCtamente, com elegância e profissionalismo.

O nível de literacia de um povo vê-se pelo modo como fala e escreve a Língua Materna.

 

Morte mortal.jpg

O Pedro Pinto não terá culpa, mas isto é inadmissível numa legenda de televisão. Eu recusava-me a trabalhar nestas condições deploráveis.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10206373768541033&set=gm.2355970654488675&type=3&theater&ifg=1

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:54

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comentários:
De Sarin a 25 de Agosto de 2019 às 00:37
Concordo com quase tudo, menos com a inadmissibilidade deste erro numa legenda - legendas em noticiários e programas em directo são quase telegráficas, e por isso escritas no momento e colocadas no momento. Podem surgir gralhas que nada têm a ver com mau português mas com excesso de foco na ideia - ainda recentemente num meu postal escrevi algo como partidos partidários em vez de políticas partidárias. Detectei antes de publicado, mas podia não ter detectado :)
De Isabel A. Ferreira a 25 de Agosto de 2019 às 16:59
Obrigada, pelo seu comentário, Sarin.
Como deve ter reparado, tive o cuidado de referir, no meu texto, que NUNCA como HOJE estas “coisas” estão tão generalizadas. Sei que as legendas dos noticiários e programas em directo são quase telegráficas (sempre foram), mas houve tempos em que as legendas estavam nas mãos de pessoas qualificadas e com prática na “pressa” e, portanto, só muito raramente saía uma gralha ou outra. Muito raramente.

Em tempos idos, as gralhas (quem já não as deu?) não eram o pão nosso de cada dia.

Hoje em dia, todos os dias, são dias de disparates. E a “morte mortal”, o Há, sem H, o “ “impato”, e centenas de coisas do género não pertencem à categoria da gralha. Todos os dias se maltrata o Português nas legendas da SIC, da RTP, da TVI, da CMTV, e nas dos canais de cinema. Um verdadeiro mar de erros e de ignorâncias. O que leva a crer que as legendas das televisões estão entregues a pessoas que do Português sabem (e mal) o trivial. E isto é INADMISSÍVEL. É para poupar dinheiro? Um ignorante não tem um salário igual ao que tem habilitações comprovadas. Os jornais e televisões que deixaram de ter brio profissional, preferem pagar pouco a um ignorante, estando-se nas tintas para a qualidade do serviço prestado, do que pagar bem a um qualificado. Sei do que falo, porque já trabalhei no meio.

Uma gralha, uma vez ou outra, é admissível. Os erros diários não são.

O seu exemplo de “partidos partidários” quantas vezes já lhe aconteceu? Diariamente? Com certeza que não.

Eu também escrevo com gralhas, de vez em quando, sem me dar conta. Quando dou conta corrijo. Quando não dou, há que me chame a atenção, eu agradeço e corrijo.

O que se passa nas televisões ultrapassa a “gralha”. É já do domínio da ignorância e do desconhecimento da Língua Portuguesa. Mão-de-obra barata e desqualificada. E o profissionalismo que se lixe, desde que no fim do mês os lucros sejam substanciais.
De Sarin a 25 de Agosto de 2019 às 17:15
Não nego a essência do que diz, apenas alertei para o facto de algumas gralhas não passarem de gralhas.
Pela parcialidade, pela notícia-espectáculo, já pouco acompanho os noticiários televisivos. Mas suponho que enfermem do mesmo mal que os jornais digitais que tentam "noticiar" ao minuto, a qualidade perdendo para a quantidade. Mas não será apenas a precariedade do emprego que provoca os erros. A falta de brio de cuidado de atenção, parece ser orientação editorial, sistémico - se se desvirtuam os factos, porque não a Língua?
De Isabel A. Ferreira a 25 de Agosto de 2019 às 17:35
Estou inteiramente de acordo consigo, Sarin.

Hoje em dia, em Portugal, desde a política, ao ensino, passando pelos órgãos de comunicação social, nada é feito com brio profissional, com dignidade, com honestidade.

Vivemos um tempo de caos completo.
De Sarin a 25 de Agosto de 2019 às 17:37
Suscrevo.
:)
De Isabel A. Ferreira a 25 de Agosto de 2019 às 18:09
Será que não quis dizer suBscrevo, Sarin?
De Sarin a 25 de Agosto de 2019 às 18:18
Quis, claro que quis, Isabel, obrigada pelo alerta :)
O visor dotelemóvel resolveu descolar e está a ser difícil navegar (ainda mais difícil nos blogues cuja formatação me obriga a aumentar a imagem e a deslocar as caixas da esquerda para a direita se quiser ler o que foi escrito, como o seu e outros dois que também sigo... um tormento em pleno domingo :D )
De Isabel A. Ferreira a 26 de Agosto de 2019 às 10:40
Eu peço desculpa. Ainda não tive tempo de me debruçar sobre a questão da formatação do Blogue.
Vou ver se resolvo esse problema, de uma vez por todas.

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