Terça-feira, 2 de Agosto de 2016

Eliminação das consoantes mudas é fruto de uma descomunal ignorância da Língua Portuguesa

 

(Quem assim escreve devia ser preso por atentar contra a dignidade da Língua (Oficial) Portuguesa.)

 

13876142_882229915212011_2845687534331503570_n[1].

 

A prova de que erros como estes decorrem da aplicação do desconexo Acordo Ortográfico é que "exeção" já era um erro comum no Brasil (o número de ocorrências no último ano em 'sites' brasileiros é bastante esclarecedor (cliquem no link): https://goo.gl/kLFjxb

 

Sobre as Ligações Iônicas afirma-se: A - Os gases nobres, sem ...


› Ensino médio (secundário) › Química
(Só nesta curta frase temos QUATRO "anomalias ortográficas", na variante brasileira do Português, erradamente Português do Brasil, e que de Português já pouco tem, estando mais adequado a um dialecto ( = variante) derivado do Português. Em Português escrever-se-ia: «Os gases nobres, sem excepção, (vírgula) têm (plural tal como o sujeito da frase) 8 electrões (do grego ήλεκτρον, élektron) na última (acentuado, porque não estamos a ultimar nada) camada».

 
E assim vai, por aí, o que chamam erradamente Português.
 
 

Ou seja, sem olhar a estas e outras consequências, introduziram-se em Portugal erros que não existiam na escrita do NOSSO Português, porque não havia supressão de consoantes mudas que, como sabemos nós, mas não sabem os acordistas, além de uma importante função diacrítica, diferenciam palavras e, visualmente, ajudam à compreensão e à escrita correCta.

 

Recorde-se, a este propósito, a já célebre placa de trânsito "Exeto Universidade": https://goo.gl/O1RoI3

 

Fonte:

https://www.facebook.com/TradutoresContraAO90/photos/a.212426635525679.35361.199515723483437/882229915212011/?type=3&theater

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 14:36

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comentários:
De Pedro Braga a 23 de Junho de 2020 às 08:21
Como brasileiro, sou contra ao AO90 por tantos males que ele tem dado à língua portuguesa. Concordo plenamente que as consoantes mudas devem persistir na língua por direito, coesão e etimologia, porém há um ponto que penso eu, admito, leigo, porém apaixonado em linguagens, sobretudo a lusófona, que seja demasiadamente ab-rupto culpar friamente o Brasil por tanta coisa e implicar a forma como nós outros, brasileiros, usamos a lingua portuguesa gráfica mente, conseqüência isso das incansáveis reformulações ortográficas desde o começo do século XX, as quais foram propostas principalmente por quem? Portugal.... Tantas mesquices, besteiras que foram alteradas inúmeras e inúmeras vezes que só feriram as raizes lusitanas e americanas e ainda não chegaram a lugar nenhum =D. O Brasil já é mais do que cansado de sofrer penas de um velho colonizador, não mais por terras, mas por linguas. Sei bem que as mudanças foram tamanhas nas grafia portuguesa aí para o lado dos lusiadas, mas não vás pensando que para cá as coisas foram fáceis assim. Mudanças aqui que há mais de décadas já haviam se extinguido de Portugal, mas que conservava-se aqui por haver sentido para nós outros, brasileiros. Quedas de acentos, caos nós hifens... Isto afecta sim o Brasil até hoje, inclusive. Adoro os meus amigos portugueses, com eles a lingua é mais que uma união, mas se o rancor for grande demais, sinceramente, grande parte dos Brasileiros também assumem a sua língua, inclusive, quando escutamos um galego falando, é mais famíliar do que um português, mas não quero ofender a ninguém! Abraços do Brasil sem excePtuar ninguém... 😉😉😉
De Isabel A. Ferreira a 23 de Junho de 2020 às 17:49
Caro Pedro Braga, a resposta a este seu comentário encontra-se neste link (não cabia aqui):

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/abracos-do-brasil-sem-exceptuar-249779

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram oficialmente a não vigência do acordo numa reunião oficial e os representantes oficiais do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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