De Jorge Miguel a 9 de Maio de 2023 às 18:14
Em relação ao Apelo por si iniciado, existe alguma petição pública que ainda esteja de pé? Encontrei no sítio do Parlamento um «Pela realização de UM REFERENDO sobre o “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”» que ainda me parece activo, mas disso não tenho a certeza.
Uma outra questão é o qual viável pode ser o apelo da Dra. Isabel. Não estando aqui a colocar a muito necessária e honrosa iniciativa em causa, há sempre a dúvida do quão credível esta poderá ser e qual o seu peso comparado com petições.
Jorge Miguel, agradeço o seu comentário, porque vai dar-me oportunidade de pôr uns pontinhos nos respectivos is.
PRIMEIRO: eu NÃO iniciei um Apelo. Eu lancei um repto aos Portugueses Pensantes, aos Portugueses que têm espinha dorsal, aos Portugueses que já estão fartos da prepotência e da ignorância dos nossos políticos, para que fizéssemos um APELO ao Presidente da República, fundamentado por um jurista, que tem um precioso trabalho publicado, sobre a ILEGALIDADE e a INCONSTITUCIONALIDADE do AO90, para que ele, Presidente, intervenha como é do seu DEVER, no sentido da Defesa da Língua Portuguesa, tal como esta nos surge definida no n.º 3, do artigo 11.º da Constituição da República Portuguesa. O APELO já tem 230 subscritores, das mais variadas profissões. E as subscrições continuam abertas, sem data para terminar.
SEGUNDO: não existe nenhuma petição pública, até porque, as petições públicas, nesta nossa “democracia”, que só é “democracia” no nome, vão todas parar aos caixotes do lixo, da Assembleia da República. Recordo-lhe o que aconteceu com a Iniciativa Legislativa do Cidadão contra o Acordo Ortográfico (ILC-AO) com milhares de assinaturas, que foi completamente desconsiderada e INSULTADA com a indiferença dos parlamentares.
TERCEIRO: a petição para a realização de um REFERENDO, que ainda está activa, é de quem NÃO conhece a realidade portuguesa. Nas eleições e nos referendos quem ganha? Ganha a abstenção. E QUEM ganha COM a abstenção: o “statu quo”. Fazer um referendo ao AO90 é dar um tiro no pé. Uma estupidez crassa, porque a maioria do eleitorado português é pouco instruída. E as perguntas dos referendos são feitas de tal forma, que qualquer um cai na ARMADILHA, e vota no que mais CONVÉM aos governantes, e NÃO a Portugal. Portanto, referendos e petições são cartas fora do baralho.
QUARTO: e agora vem a parte mais insólita do seu comentário: quão viável ou quão credível poderá ser o APELO cívico de um Grupo de Cidadãos Portugueses Pensantes, descontentes com o rumo que o Presidente da República está a dar à Língua Portuguesa, consignada na Constituição da República Portuguesa, e que ele DEVIA defender e NÃO defende?
Quanto ao VIÁVEL, tudo dependerá de Marcelo Rebelo de Sousa, enquanto presidente da República, mas também enquanto académico e cidadão, ESCOLHER deixar à posteridade, como SEU LEGADO, a reposição da Língua Portuguesa, a nossa Língua, aquela que fixa o Pensamento de um Povo, escrita e falada escorreitamente, com elegância visual, com beleza, com estilo, seguindo o exemplo dos nossos Grandes Clássicos, antigos e modernos, atrás já referidos, para que a nossa Língua, a nossa Cultura e a nossa História, de quase nove séculos, não se percam nas brumas do tempo.
Quanto ao CREDÍVEL, o APELO ao PR tem a CREDIBILIDADE que lhe confere a IDONEIDADE, a LUCIDEZ, a HONESTIDADE, a VISÃO RACIONAL, a BOA-FÉ dos Portugueses Pensantes que o subscreveram, porque SÃO Portugueses, e NÃO, apátridas.
QUINTO: «... há sempre a dúvida do quão credível esta poderá ser e qual o seu peso comparado com petições», uma frase descabida, pois como já referi, uma petição em Portugal vale ZERO. Um APELO ao PR pode vir a valer ZERO, mas é pouco provável que venha a valer ZERO, a não ser que Marcelo Rebelo de Sousa tenha na manga um BOM trunfo que não seja a TRETA dos “milhões” (porque não passa de uma treta, todos sabemos) para justificar ao injustificável, ou seja, substituir a grafia portuguesa, pela grafia de uma VARIANTE do Português.
Finalmente, quero dizer-lhe que o mundo NUNCA avançou com aqueles que duvidam diante dos dois caminhos que os levam, um, à VERDADE, outro, à MENTIRA, e optam pelo caminho da MENTIRA.
De Jorge Miguel a 16 de Maio de 2023 às 00:34
Obrigado pela explicação. Com a feira do livro já quase ao virar da esquina, haverá uma excelente oportunidade para a VERDADE ser revelada para muitos mais futuros lutadores contra o AO (e, quem sabe, os últimos, quiçá a demanda termine e a nossa tão única Língua retome ao seu devido trono).
Jorge Miguel, eu estou a dar o MEU contributo, com grande sacrifício, pois abdiquei do que mais gosto de fazer: escrever contos, poesia, histórias para crianças, entre outras literaturas, interrompi a minha carreira literária (tenho nove livros publicados) para que os meus netos e todos os outros netos NÃO sejam os analfabetos funcionais do futuro, que é o que os espera, ao usarem o “Patoá dos Tugas”, que nada tem a ver com a Cultura Linguística Portuguesa.
Cabe aos que andam por aí sempre a dizer que são contra o AO90, mas não passam disso, FAZER TAMBÉM a parte deles.
De Arcanjo Rocha a 11 de Maio de 2023 às 21:10
Sou professor aposentado. Estive no Brasil no final dos anos 60 do século passado, estive em 1971/74 na guerra do ex-ultramar, em Angola, convivendo com outras comunidades que falavam e ainda falam o "seu" português característico. Posteriormente fui professor em várias vertentes do ensino, todas elas baseadas na Língua Portuguesa. Hoje sinto-me defraudado e irei morrer infeliz por esse "acordo, que concordo ser abortográfico" me dar a impressão que andei uma vida inteira a lutar ingloriamente pela pureza da minha língua: a língua portuguesa do meu querido Portugal. Respeito vigorosamente as outras modalidades da língua portuguesa, seja do (PT-BR) português do Brasil (só por curiosidade: aquilo a que se chama língua brasileira na realidade não existe, a não ser nos vários dialetos dos indígenas brasileiros) ou do português dos PALOP (países africanos de língua original portuguesa). "Arrepio-me" quando políticos, jornalistas e até outros portugueses, alguns deles pensando que "falam" corretamente a nossa língua, cometem erros gramaticais crassos e indefensáveis.
Irei lutar, até à morte, tal como outros defensores da língua portuguesa, incluindo alguns intelectuais brasileiros e de outros países onde se fala (e escreve) português europeu ou de Portugal, pela língua utilizada, ou que deveria ser utilizada com pureza fonética, sintática, morfológica além de outros aspetos culturais, incluindo os regionalismos.
Concordo plenamente com este movimento de defesa da pureza da nossa língua e subscrevo incondicionalmente as ações futuras a utilizar.
Arcanjo Rocha
Arcanjo Rocha, nem sei por onde começar, para responder a este seu insólito comentário.
A primeira reacção que tive ao acabar de o ler foi: «este senhor está a gozar comigo?» Se está, merece uma resposta à altura.
A segunda reacção foi: «este senhor não deve ter correCtor ortográfico no telemóvel, ou no computador, e tentou defender a Língua Portuguesa, escrevendo-a à brasileira por conta de não ter correCtor.
Vou reproduzir aqui apenas a transcrição fonética dos vocábulos BRASILEIROS, utilizados no comentário do Arcanjo Rocha, e que o MEU correCtor ortográfico marca como ERRO: “diâlêtus”, “currêtâmente”, âções”.
“Âspêtus” é um vocábulo acordizado e usado APENAS em Portugal, por conta da “BÊSTÊR” do AO90, uma vez que a regra é: o que não se lê, não se escreve, o que não serve exactamente para Brasil e Portugal, daí a parvoíce do AO90.
“Sintática” apesar de se pronunciar do mesmo modo em Portugal e no Brasil, a grafia brasileira é “sintática”, palavra SEM raiz (o meu correCtor está a marcar erro); na grafia portuguesa escreve-se sintáCtica, palavra de raiz grega συντακτικός [não esquecer que a RAIZ da Língua Portuguesa é greco-latina], e uma língua SEM raízes não é uma Língua, é uma VARIANTE (dialecto, ou o que lhe quiserem chamar).
Não existe PT-BR. A designação de Português do Brasil NÃO existe. O que existe e uma muito válida VARIANTE BRASILEIRA DO PORTUGUÊS, gostem ou não gostem os Brasileiros, que só têm o vocábulo” português” no nome da Língua que falam e escrevem, por CONVENIÊNCIAS políticas e NÃO linguísticas.
Arcanjo Rocha, como sugestão de leitura, se quer mesmo inteirar-se da questão Brasileiro vs. Português, deixo-lhe aqui uns “links” muito esclarecedores:
https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/lingua-brasileira-e-outras-historias-347073
https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/opiniao-de-sergio-lopes-sobre-o-artigo-243910
https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/movimento-pela-lingua-brasileira-219210
https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/a-lingua-brasileira-99635
E se quer que “a sua treta diga com a careta” (desculpando-me a expressão), numa próxima vez, por favor, escreva em PORTUGUÊS, se tem a pretensão de DEFENDER a Língua Portuguesa, porque PORTUGUÊS só há UM, e esse é falado e escrito em Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Timor-Leste, e a única ex-colónia que desestruturou o Português, Língua de Portugal, um país livre e soberano, e que o mutilou, foi o Brasil, que tem todo o direito à sua Língua Brasileira, enriquecida pelos falares indígenas e africanos, e americanizada, castelhanizada, italianizada, afrancesada, enfim, algo que DESLUSITANIZOU o Português, o que NÃO lhe dá o direito de continuar a designá-la por “Português do Brasil”, porque NÃO é.
Cabo Verde já elevou a Língua a sua VARIANTE CABO-VERDIANA (o Crioulo), e tem como primeira Língua, a Língua Cabo-Verdiana. E o Português é língua estrangeira.
O Brasil que faça o mesmo, e que deixe a Língua Portuguesa em paz.
Que apresentem à ONU a Língua Brasileira, uma vez que esse é o sonho do Brasil - ter a Língua Brasileira representada na ONU - e USA o Português, para ter sucesso.
Mas poderá tê-lo na mesma. Os Brasileiros não são aos milhões???
Arcanjo Rocha, enviou-me um comentário impublicável, porque não respeitou as regras do Blogue, que estão expostas, para quem souber ler, e esta é a única maneira que tenho para dizer-lhe o que precisa de saber: ainda está por nascer o MACHISTA (isto para ser amável) que me deite abaixo.
Para professor, está mil zeros abaixo de zero (e isto para ser simpática).
Já estou habituada, a que me mandem calar, fechar o Blogue, ir para casa coser as meias do marido, enfim, coisas de machistas.
Acontece, que nem todas as mulheres têm vocação para ser subservientes ao sexo fraco: o homem.
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