comentários:
De Nicolas Lemes Freitas Carluci a 22 de Fevereiro de 2022 às 07:34
Por onde começar ? Bem, pelo começo penso eu. Se realmente leu a matéria, deve ter lido que Thaís já vive há algum tempo em Portugal, estudou português europeu e suas formas de pronúncias para trabalhar como fonoaudióloga. É muita desonestidade intelectual de sua parte escrever toda essa publicação como se ela estivesse tentando impor o sotaque brasileiro goela abaixo das pessoas. É sim xenofobia com açúcar! Se desconhece brasileiros nesta profissão no Brasil é porque este deixou de lhes ser interessante já há algum tempo e só. Obviamente não aceitariam alguém com sotaque português na terapia da fala, mas nós dois sabemos que não é essa a questão pois se ela for estudou português europeu e sabe de toda a fonética não faz sentido algum.
De Isabel A. Ferreira a 22 de Fevereiro de 2022 às 16:01
Nicolas Lemes Freitas Carluci, começo por agradecer o seu comentário, porque me dá oportunidade de pôr os pontos naqueles IS que escaparam ao seu entendimento deste texto.

Quem realmente NÃO LEU a matéria foi o Nicolas Lemes Freitas Carluci, daí que sugira que LEIA com olhos de LER o texto intitulado «Fonoaudióloga brasileira em Portugal luta para provar que fala português», título que está entre ASPAS. Penso que saiba para que servem as aspas.

Mas caso não saiba, repito aqui o que está escrito logo no início do texto:

«O título é de um artigo publicado num jornal online brasileiro (TAB), o qual esmiúço mais abaixo.

A imagem ilustra o artigo. Por sua vez, a ilustração contém um vídeo de BAIXO NÍVEL, que diz bem ao que a autora do artigo, Luciana Alvarez, vem.»

Como vê, aqui, se alguém é intelectualmente desonesta, esse alguém NÃO SOU EU.

Primeiro: repare que EU NÃO SOU a autora do artigo em causa.

Segundo, se tivesse lido o texto com olhos de LER, teria lido o seguinte:

«Ora, a fonoaudióloga em questão, SEGUNDO A NOTÍCIA [que NÃO É MINHA] depois de passar por uma ENTREVISTA e escrever uma REDACÇÃO, recebeu um documento a dizer que ELA NÃO DOMINAVA A SEMÂNTICA (SENTIDO DAS PALAVRAS), a MORFOSSINTAXE (CONSTRUÇÃO DAS FRASES) a FONÉTICA e a FONOLOGIA (OS SONS) do Português FALADO em Portugal. Não dominando estes importantíssimos meandros da FALA, como poderia exercer a profissão de TERAPEUTA DA FALA, em Portugal? Dependendo da competência, todas as outras terapias (psicológicas, físicas) podem ser exercidas por qualquer estrangeiro. Mas a FALA é a FALA. Se não a dominamos, não podemos exercer nada que com ela se relacione.»

Chegada aqui, sugiro ao Nicolas Lemes Freitas Carluci, que leia também o artigo da Luciana Alvarez aqui:

https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/11/22/fonoaudiologa-brasileira-em-portugal-luta-para-provar-que-fala-portugues.htm

e mediante o que aqui se escreveu, e nomeadamente na imagem que ilustra o artigo, e nos comentários que se fizeram, veja se alguém aqui é XENÓFOBO, NÃO SOU EU (apesar de o termo estar desajustado, pois nem a xenofobia, nem o racismo são aplicáveis numa situação destas. É preciso que se SAIBA o significado das palavras para poder empregá-las).

Mas uma vez que se deu ao trabalho de vir para aqui levantar a lebre, fique sabendo que quando eu vivi e estudei no Brasil (e vivi e estudei no Brasil por vários anos) fui alvo da LUSOFOBIA, que então existia, e ainda hoje existe, e é bem patente no texto da Luciana Alvarez.

No entanto, devo acrescentar, que como pessoa civilizada que sou, e sabendo como sei o que é viver no país dos outros, SEMPRE ajudei os Brasileiros a integrarem-se em Portugal em todas as circunstâncias: laborais, sociais e escolares.

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