Domingo, 12 de Agosto de 2018

JORNAL EXPRESSO OFERECE O ESSENCIAL DA OBRA DE CAMILO CASTELO BRANCO EM QUE GRAFIA? NA GRAFIA DE CAMILO OU NA GRAFIA DE JORGE AMADO?

 

O Jornal Expresso, servilmente, até porque não é funcionário público, nem faz parte de nenhum organismo estatal, vergou-se à grafia brasileira, que o governo português quem impor a Portugal ilegalmente, sem ao menos se informar se era obrigado, por LEI, a fazê-lo.

 

Cegamente (ou talvez para servir os interesses do Poder, porque os há assim) optou por trair a Língua Portuguesa. Perdeu leitores, obviamente. E agora deu-lhe para oferecer Camilo à brasileira.

 

Claro está que um desacordista não compra o Expresso, e jamais leria a prosa impoluta de Camilo, grafada à brasileira.

 

EXPRESSO.jpg

 Isto é um insulto a Camilo e à Língua Portuguesa

 

Lê-se na apresentação desta oferta, para enganar papalvos: Numa seleção (s’l’ção) (assim, à brasileira) de João Bigotte Chorão, esta coleção (cul’ção) (à brasileira) de 8 livros conta com os prefácios de Abel Barros Baptista, A. M. Pires Cabral, Henrique Raposo, Francisco José Viegas, José Viale Moutinho, José Quitério, Maria Alzira Seixo e Mário Cláudio.

 

Diz que é grátis. Mas nem grátis, nem a pagar, deve ler-se a prosa intocável de Camilo, traduzida para Brasileiro. É um ultraje a Camilo é à Língua Portuguesa.

 

Assim como seria um ultraje a Jorge Amado e ao Dialecto Brasileiro com que ele escreveu as suas obras-primas, traduzi-lo para Língua Portuguesa.

 

Os predadores da Língua Portuguesa andam por aí a reeditar os clássicos portugueses em Brasileiro, mas os Brasileiros cultos, que eu conheço, recusam-se a ler os nossos clássicos traduzidos para Brasileiro, porque, dizem eles, perde-se a alma da escrita dos nossos grandes escritores.

 

Não é hábito das editoras portuguesas traduzirem os clássicos brasileiros para Língua Portuguesa, porque em Portugal, quem sabe ler, pode até não saber o que significa objeto (ôbjêtu), mas isto não é impeditivo de se compreender o resto da obra.

 

Dizem que, no Brasil, é preciso traduzir as obras dos autores portugueses para Brasileiro, porque os Brasileiros (não os cultos obviamente) não compreendem a Língua Portuguesa. A mim, já me pediram tradução para Brasileiro de um livro meu. Escusado será dizer que me recusei a tal.

 

Será por isso que nos querem impingir a grafia brasileira, através do fraudulento AO90, para que os tais milhões de Brasileiros que, se excePtuarmos os analfabetos e os analfabetos funcionais, já não serão milhões, mas milhares, possam entender o que escrevemos?

 

Não haverá nisto algo estranho? Afinal, se é necessário traduzir, a Língua não é a mesma, lá e cá. Para os africanos de expressão portuguesa nunca foi necessário traduzir as nossas obras, africanizando-as, para que eles pudessem entender-nos.

 

Bem, se me aparecer à frente um Camilo grafado à brasileira, ou um Jorge Amado grafado à portuguesa, irão direCtinhos para o caixote do lixo.

 

Isabel A. Ferreira

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 18:06

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comentários:
De Paulo Martins a 12 de Agosto de 2018 às 22:41
Cara Isabel A. Ferreira, infelizmente todo o grupo Impresa (SIC, Expresso, etc.) e revistas como a Visão (agora vendida a outra firma de publicações) é uma sucursal do grupo de mídia? Abril. O asqueroso Pinto Balsemão é e sempre foi um ferrenho defensor da Aberração Ortográfica (AO90).

Dê uma vista de olhos na página de Wikipedia do grupo Impresa onde é possível ler Fa(c)turamento em vez de Facturação e Renda Líquida em vez de Lucro Líquido em quadros gerados por predefinição! Mas que predefinição? Predefinição da língua brasileira!? A que propósito? Qual a razão para que dados surjam de forma predefinida no dialecto brasileiro se a página diz respeito a uma empresa portuguesa? E supostamente na versão de língua portuguesa dessa entrada!

A verdade é que os brasileiros "capturaram" a Wikipedia no que respeita ao português e estão a substituir a verdadeira forma desse idioma pelo seu horrível dialecto brasileiro, impondo-o como norma.E com absoluta complacência de quem não o deveria permitir! É uma tristeza verificar que entradas exclusivamente relacionadas com a história, cultura, desporto,economia de Portugal são redigidas/grafadas nesse dialecto!

Quanto aos livros de Camilo, nessa grafia, nem dados os queria. Concordo plenamente consigo quanto ao destino a dar-lhes.

Enfim... :(
De Isabel A. Ferreira a 13 de Agosto de 2018 às 16:38
Caro Paulo Martins, infelizmente o que diz é a mais pura verdade.

Tanto quanto eu sei, o grupo Impresa tem altas negociatas (ou devo dizer baixas?) com o Brasil. E esta gente, quando se trata de encher os bolsos, até vende a mãe. E se vende a mãe, muito mais depressa vende a Língua.

É vergonhoso, asqueroso e inacreditável o que está a passar-se em Portugal, a este nível.

Quanto à Wikipédia está dominada por um péssimo Dialecto Brasileiro, a que chamam erradamente “Português do Brasil”.

Mas não vejo os tradutores portugueses interessarem-se por traduzir para a Língua Portuguesa, os textos que os brasileiros traduzem muito mal para Brasileiro. Eu, nos meus blogues traduzo tudo que está em Brasileiro, para Português. Só não vou à Wikipédia, ou aos vídeos, porque não sei como fazer. Já tentei, mas não dei com aquilo. E penso que é DEVER de qualquer português que se preze, traduzir também para Português os textos que estão em Brasileiro, porque a sintaxe, a semântica, a acentuação, a ortografia, tudo difere entre estas duas linguagens.

A Língua Portuguesa está a finar-se, e quem acha que ela tem futuro engana-se redondamente. A única esperança é corrigir o erro e mandar às malvas o AO90, e ainda vamos a tempo, ou então, se os países africanos de expressão portuguesa, como Angola e Moçambique, tiverem a coragem de não ratificarem esta fraude, talvez o Português, ironicamente, possa ter algum futuro, em África.

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O Acordo Ortográfico 1990 não tem validade internacional. A assinatura (em 1990) do texto original tem repercussões jurídicas: fixa o texto (e os modos como os signatários se vinculam), isto segundo o artº 10º da Convenção de Viena do Direito dos Tratados. Por isso, não podia ser modificado de modo a entrar em vigor com a ratificação de apenas 3... sem que essa alteração não fosse ratificada por unanimidade! Ainda há meses Angola e Moçambique invocaram OFICIALMENTE a não vigência do acordo numa reunião OFICIAL e os representantes OFICIAIS do Brasil e do capataz dos brasileiros, Portugal, meteram a viola no saco. Ora, para um acordo internacional entrar em vigor em Portugal, à luz do artº 8º da Constituição Portuguesa, é preciso que esteja em vigor na ordem jurídica internacional. E este não está!
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