Terça-feira, 13 de Setembro de 2022

Miguel Sousa Tavares vincula o “Acordo Ortográfico de 1990” e a “linguagem inclusiva” à “Era da Estupidez”, que é a do tempo actual…

 

E eu só posso concordar com ele.

 

É que a ESTUPIDEZ é como a pastilha elástica: quando se cola em alguma coisa é difícil de remover.

 

Por isso, é que depois de tanto se ter já provado, por A + B, que o AO90 bem como a pirosíssimalinguagem inclusiva” são coisas absolutamente estúpidas, elas continuam a ser mascadas e atiradas, por aí, e não há guindaste que consiga removê-la desta nossa desventurada sociedade, que está a estupidificar-se de um modo vertiginoso, com o aval dos que, dentro dos Palácios de São Bento e de Belém, conservam essa pastilha elástica  como se fosse um jarro de fina porcelana, para ornamentar os salões.

 

Como poderemos remover essa pastilha elástica da nossa vida e devolver a Portugal a LUCIDEZ?



Alguém tem alguma ideia?



Isabel A. Ferreira

 

***

 

«A era da estupidez»

 

(Miguel Sousa Tavares, in Expresso, 26/08/2022)

 

(…)

 

4 - As duas primeiras vezes que me deparei de caras com a agora chamada “linguagem inclusiva” aconteceram no Brasil e apenas me fizeram sorrir, longe de imaginar que mais tarde se tornaria moda e que de moda passaria a certidão de bom comportamento cívico e daí a quase imperativo — tão inútil, tão absurdo e tão idiota quanto o ridículo Acordo Ortográfico da língua portuguesa: o mais patético e humilhante documento jurídico alguma vez assinado por um Governo português.

 

 

A primeira vez, aconteceu estava eu a fazer um filme de 60 minutos para a RTP sobre a história da colonização portuguesa da Amazónia — (um projecto editorial que hoje, apenas pelo seu objecto, obviamente não seria autorizado). E estava então em trânsito numa daquelas cidadezinhas amazónicas com nomes do Ribatejo — Santarém ou Almeirim, já não recordo —, quando uma noite me deparo com um comício eleitoral para a prefeitura local, a decorrer numa praça ao ar livre. Sobe ao palanque um candidato com pinta de jagunço dos livros do Jorge Amado, bate três vezes no microfone para se certificar que funcionava, e começa: “Meus povos…” Porém, detém-se, olha a plateia, faz uma pausa e recomeça. “E minhas povas.Estávamos em 1987.

 

A segunda vez aconteceu vários anos depois, em Brasília, quando fui entrevistar Dilma Rousseff, acabada de ser eleita Presidente do Brasil. Antes de entrar para a entrevista, uma sua assessora perguntou-me se eu estava ciente de que a Presidente Dilma gostava de ser tratada por “presidenta”. Na verdade, eu já tinha ouvido uns zunzuns sobre isso, mas fiz-me de parvo: “Sabe, eu falo português de Portugal. E lá, o substantivo presidente não tem género, tanto se aplica a um presidente homem como mulher. Se eu tratasse a presidente Dilma por ‘presidenta’, teria de tratar um Presidente homem por ‘presidento’. E, mais ainda: a senhora, por exemplo, teria de tratar o polícia federal que está ali fora por ‘senhor polício’.”

 

Ler artigo completo aqui:

https://estatuadesal.com/2022/08/26/a-era-da-estupidez/?fbclid=IwAR1lKoAFJh7CUYyesAklXU_rTVgcK1X-yDFGv9J1LwzdMJ6dT6zI1pswYvE

 

Voltaire.png

 

publicado por Isabel A. Ferreira às 16:51

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comentários:
De Professor B a 13 de Setembro de 2022 às 22:06
A estupidez, às vezes, tem um efeito positivo. Faz-nos rir.
De Isabel A. Ferreira a 14 de Setembro de 2022 às 11:52
E rir é o melhor remédio, Professor B, porém, neste caso, temos de pagar um preço altíssimo para "desopilar o fígado", como se diz aqui para as minhas bandas...
De Professor B a 14 de Setembro de 2022 às 12:54
Preço cada vez mais inflacionado...
De Isabel A. Ferreira a 14 de Setembro de 2022 às 15:32
Exactamente.
Infelizmente.
Mas há-de haver uma solução para isto.
De Professor B a 14 de Setembro de 2022 às 18:06
Quando o senhor presidente da República entender que a ortografia é um assunto...
De Isabel A. Ferreira a 14 de Setembro de 2022 às 18:25
Concordo, plenamente Professor B.

Por isso, as figuras públicas de maior relevo, que se dizem anti-AO90, têm de se unir para possa encontrar-se uma forma de o obrigar a cumprir o DEVER dele. É para isso que lhe pagamos o salário.

O problema é pensar que os presidentes são Presidentes. Ponto. Quando não passam de SERVIDORES do Povo que os elegeu e lhes paga para cumprirem o DEVER deles.

Eu faço a minha parte, mas sou um simples "mexilhão". Precisamos da acção dos TUBARÕES, que se limitam a dizer que são contra o AO e não passam daí.
De Professor B a 14 de Setembro de 2022 às 19:45
A desunião entre os opositores do AO90 é um dos problemas. Parece-me que alguns estão relutantes em juntar-se aos grupos que fazem contestação.
De Isabel A. Ferreira a 15 de Setembro de 2022 às 14:50
Juntarem-se aos Grupos que se dizem Anti-AO90, que estão no Facebook, é uma perda de tempo. Esses grupos têm mais pró-AO90 do que anti-AO90.

Tanto assim é que quase todos me expulsaram, porque eu digo as coisas como elas são, e PENSO pela minha cabeça.
Incomodo-os.

O que eu quero dizer é que as figuras públicas que constam nas listas que deixo aqui mais abaixo, deveriam unir-se não aos Grupos, mas formarem um Grupo a SÉRIO, com credibilidade suficiente para fazer frente aos predadores-mor da Língua Portuguesa.

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/estas-sao-as-vozes-audiveis-que-gritam-137738

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/escritores-que-se-opoem-ao-acordo-79332

https://olugardalinguaportuguesa.blogs.sapo.pt/manifesto-cidadaos-contra-o-acordo-61079

Por onde andará toda esta gente, Prof B?

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