De Susana Bastos a 27 de Setembro de 2021 às 20:15
O quadro não está bem, é "acepção" a grafia no Brasil. Não conhecem outra. O AO90 não é a grafia brasileira. Existem dezenas de outros exemplos.
De Isabel A. Ferreira a 28 de Setembro de 2021 às 12:30
Susana Bastos, começo por agradecer a correcção. De facto, no Brasil, antes e depois do AO90 os brasileiros grafavam e continuaram a grafar acePção, porque simplesmente pronunciam o pê. Já corrigi o lapso. E os exemplos das excePções são diminutos.

De resto, a Susana Bastos NÃO tem razão quando diz que o AO90 NÃO É a grafia brasileira.
Por que É e por QUEM o AO90 foi engendrado? Isto já foi explicado ene vezes, e ainda assim há quem teime, como a Susana Bastos, por alguma razão menos clara, em dizer que a grafia do AO90 NÃO está assente na grafia brasileira. Quando a intenção dos parideiros do AO90 foi PRECISAMENTE essa, com a falácia da UNIFICAÇÃO, pôr os Portugueses a grafar à brasileira. Depois vieram coma areia nos olhos, no que respeita à acentuação e hifenização, apenas para não dizerem que os Brasileiros não teriam nada para mudar com o AO90. Isto é um FACTO, Susana Bastos.

A falaciosa unificação não foi para o lado PORTUGUÊS. Não pôs os brasileiros a grafar aCto, quando eles escreviam e continuam a escrever “ato”, e etc., e infinitos etc., em várias centenas de vocábulos, em que OBRIGARAM os Portugueses a grafar à brasileira. ExcePto, uns poucos vocábulos e as suas derivantes, que eles continuaram e continuam a escrever à portuguesa, pelo simples facto de pronunciarem os pês e os cês.

De resto, Susana Bastos, é da teimosia, para já não falar da ignorância, RECUSAR ver o óbvio.

Com o AO90 os Brasileiros continuaram a grafar sem os cês e os pês, que a nós obrigaram (os ignorantes políticos portugueses e brasileiros) a grafar à brasileira, e só não vê isto quem está de má-fé, ou então, usa isto para se escudar ou se justificar, porque sendo professores, NÃO ADMITEM que estejam a “ensinar” as nossas crianças a escrever à brasileira. Como de facto ESTÃO.

A intenção do brasileiro Antônio Houiss, o ideólogo do AO90, era precisamente essa: pôr os Portugueses a grafar centenas e centenas de palavras à brasileira, NÃO com o intuito de UNIFICAR as grafias, porque ele não era assim tão parvo, que tivesse essa pretensão, que sabia ser impossível de concretizar, porque ou os Brasileiros começariam a grafar “Amazónia”, ou os Portugueses a grafar “Amazônia”. A intenção de Houaiss foi simplesmente a de deslusitanizar a Língua Portuguesa, em Portugal, como foi deslusitanizada no Brasil a partir de 1943, e “bagunçar o [nosso] coreto”, uma expressão brasileira que significa “atrapalhar de propósito” , no nosso caso, destruir a Língua Portuguesa, para que a “brasileira” se impusesse no mundo, o que DE FACTO já está a acontecer, bem nas barbas dos governantes portugueses, e dos PROFESSORES, a quem atribuo a MAIOR culpa de toda esta tragédia linguística, porque CEDERAM, quando tinham o DEVER e podiam NÃO CEDER, porque não existe nenhuma Lei que os obrigasse a “ensinar” uma tal ortografia.

A ignorância, por si só, já é uma tragédia. Mas a ignorância OPTATIVA é o cúmulo da tragédia.

Portanto, Susana Bastos, não venha para aqui, outra vez, dizer que o AO90 nada tem a ver com a grafia brasileira. Leia mais sobre esta matéria. Informe-se. Não emprenhe pelos ouvidos, o que os políticos ignorantes querem que se emprenhe. O meu Blogue está cheio de informação COMPROVADA, a este respeito.

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